Piloto cumpriu os objetivos no Castrol Portugal Rally Series – O Neveiro e a Lã, somando quilómetros importantes com o Subaru Impreza STI e conquistando uma dupla vitória de categoria.
Ernesto Cunha fechou com saldo claramente positivo a participação no Portugal Rally Series – O Neveiro e a Lã, em Castanheira de Pera, ao vencer nas categorias 4WD e Historic FIA. Acompanhado por David Monteiro no Subaru Impreza STI, o piloto encarava a prova sobretudo como uma oportunidade para voltar a competir, ganhar ritmo e acumular quilómetros depois de a viatura ter recebido um novo motor.
Ao longo das oito Provas Especiais de Classificação, a dupla foi crescendo em confiança e conseguiu aliar o prazer de condução a um resultado desportivo de destaque: “Foi um bom rali, onde os principais objetivos foram cumpridos. Rodámos quilómetros, divertimo-nos e conseguimos terminar com um resultado que nos deixa naturalmente satisfeitos”, afirmou Ernesto Cunha.
O regresso do Subaru à competição ficou, assim, marcado por uma dupla vitória de categoria, num evento disputado relativamente perto de casa e vivido num ambiente muito positivo: “Quero deixar uma palavra de agradecimento a todos os que estiveram presentes e aos organizadores deste evento. Foi muito bom voltar a competir neste ambiente e, acima de tudo, conseguirmos aproveitar o rali da forma que pretendíamos”, acrescentou.
Com a jornada concluída, Ernesto Cunha sai de Castanheira de Pera com mais quilómetros acumulados, confiança renovada e duas vitórias que confirmam um regresso bem-sucedido à competição.
Piloto albicastrense foi o melhor após as qualificações e venceu a meia-final, antes de um toque na segunda curva colocar fim à corrida decisiva. Mantém, ainda assim, a liderança do campeonato e da Divisão 1.
Tiago Ventura assinou uma forte prestação na jornada do Campeonato de Portugal de Ralicross disputada em Castelo Branco, perante o público da sua cidade. Ao volante do Citroën Saxo #219, o piloto albicastrense terminou o somatório das qualificações da nacional 2RM em primeiro e confirmou o excelente andamento ao vencer a sua meia-final, garantindo presença na corrida decisiva.
A final acabou, contudo, por terminar prematuramente. Um toque na segunda curva colocou ponto final numa jornada que, até esse momento, tinha sido muito positiva em termos de ritmo e competitividade.
Apesar do desfecho, Tiago Ventura mantém a liderança do campeonato e da Divisão 1, seguindo agora para a última prova da temporada com os objetivos intactos. O piloto deixou ainda uma palavra especial de agradecimento ao público pelo forte apoio sentido ao longo dos dois dias, bem como aos parceiros que continuam a acreditar e a tornar possível o projeto.
O regresso de José Lameiro ao Campeonato de Portugal de Montanha JC Group traduziu-se num fim de semana muito positivo. Depois de uma longa pausa competitiva, o piloto da Diatosta alcançou um duplo pódio na Rampa Internacional de Boticas, terminando no Top 3 da Categoria Super Challenge e da Divisão SC-A.
Mais importante do que os resultados alcançados foi a forma segura e consistente como José Lameiro completou a exigente jornada organizada pelo Demoporto. O Škoda Fabia MKIII, preparado pela DM Motorsport, não apresentou qualquer problema ao longo do fim de semana, permitindo ao piloto cumprir integralmente o programa competitivo e recuperar progressivamente ritmo e confiança.
Depois das ausências na Rampa do CAR e na Rampa Capital do Móvel, José Lameiro chegou a Boticas sem pressões classificativas. O objetivo passava por perceber o seu momento, reencontrar sensações ao volante e voltar a desfrutar plenamente da competição, depois de uma primeira metade de temporada particularmente atribulada.
Consciente da longa paragem e das exigências do traçado transmontano, adotou um ritmo deliberadamente conservador, mas suficientemente eficaz para se manter entre os principais protagonistas da Super Challenge: “Foi um regresso muito positivo. O Škoda Fabia esteve impecável durante todo o fim de semana e não tivemos qualquer problema, o que nos permitiu cumprir todas as subidas e recuperar gradualmente o ritmo. Adotámos uma condução conservadora, sempre dentro de alguma margem, mas acabámos por alcançar um duplo pódio na Categoria Super Challenge e na Divisão SC-A.”
O resultado confirma também que a pausa cumpriu o seu propósito. José Lameiro regressou mais tranquilo, recuperou índices de confiança importantes e reencontrou o prazer de conduzir uma das máquinas mais espetaculares do pelotão do CPM JC Group: “Depois de tudo o que aconteceu e do tempo que estivemos afastados, precisava de voltar a sentir o carro e perceber como reagiria em competição. A confiança foi aumentando de subida para subida e termino o fim de semana com sensações claramente melhores do que aquelas com que comecei.”
“A paixão pela Montanha está cá inteira”
A Rampa Internacional de Boticas dissipou igualmente quaisquer dúvidas quanto à motivação do consagrado piloto aveirense. O “bichinho” que o levou a regressar revelou-se mais forte do que nunca e José Lameiro assume que a paixão pela Montanha continua inteira e recomenda-se: “A principal conclusão que retiro deste fim de semana é muito simples: a paixão pela Montanha está cá inteira e recomenda-se! Voltei a desfrutar da competição, do ambiente e da condução. Foi muito bom estar novamente junto da equipa, dos outros pilotos e de todo este público fantástico.”
Apesar do duplo pódio, José Lameiro reconhece que o andamento apresentado em Boticas ainda esteve longe do verdadeiro potencial do conjunto formado pelo piloto, pelo Škoda Fabia MKIII e pela DM Motorsport: “Sabemos que podemos fazer muito melhor e ser bastante mais rápidos. Ainda estamos a recuperar os meus índices competitivos e também os do carro, mas Boticas representou um passo muito importante. Saímos daqui mais confiantes e com uma base sólida para continuar a trabalhar.”
A próxima oportunidade surgirá na Rampa da Arrábida, um traçado particularmente especial para José Lameiro e onde o piloto da Diatosta pretende subir mais um patamar no processo de recuperação.
Duarte Camelo está preparado para regressar à competição no próximo fim de semana, dias 12 e 13 de setembro, naquela que será a quarta ronda da Porsche Sprint Challenge Ibérica 2026, disputada no Circuito de Jerez–Ángel Nieto, em Espanha.
Aos comandos do Porsche 992 GT3 Cup da LOB Motorsport, o jovem piloto português prossegue a sua época de estreia numa das mais exigentes competições monomarca da Península Ibérica. A jornada andaluza ficará marcada por uma alteração pontual na formação habitualmente apresentada pela equipa.
Impossibilitado de estar presente em Jerez, Henrique Cruz não acompanhará desta vez Duarte Camelo. O seu lugar será ocupado por Manuel Alves, mentor do jovem piloto e uma das grandes referências da história recente da Porsche Sprint Challenge Ibérica.
Bicampeão da competição em 2024 e 2025, depois de ter sido vice-campeão na temporada inaugural de 2023, Manuel Alves protagoniza um regresso pontual ao campeonato. A presença de Alves representa uma oportunidade particularmente importante para Duarte Camelo aprofundar o conhecimento do Porsche 992 GT3 Cup e acelerar o seu processo de adaptação ao carro e à exigência competitiva da PSCI: “Poder correr com o Manuel é um privilégio. Ele tem sido muito importante para a minha evolução e, com ele em pista, terei uma excelente oportunidade para continuar a trabalhar a minha adaptação ao carro e ao campeonato”.
O jovem piloto faz também questão de sublinhar a relação construída com o seu habitual companheiro de equipa, cuja ausência estará limitada à jornada de Jerez: “Tem sido ótimo ter o Henrique como companheiro de equipa e assim continuará a ser nas duas provas seguintes. O Manuel tem-nos ajudado muito ao longo desta temporada e estou verdadeiramente expectante quanto a este fim de semana. Será muito importante poder beneficiar diretamente da sua experiência e das indicações que me poderá transmitir”, acrescenta.
Duarte Camelo disputará duas das quatro corridas previstas para o fim de semana, encarando a ronda espanhola com a ambição de continuar a evoluir: “Quero aproveitar ao máximo os treinos livres e as qualificações para evoluir e preparar bem as duas corridas que vou disputar. O principal objetivo será levar o carro até ao fim, sem cometer erros, mas sem deixar de lutar pelos lugares cimeiros da categoria e da classe se surgir essa oportunidade. O foco continua a ser a aprendizagem, tal como assumi no início desta minha primeira temporada num campeonato tão exigente”.
No sábado, 12 de setembro, a ação da Porsche Sprint Challenge Ibérica começa às 09h30, com a primeira sessão de treinos livres, seguindo-se o Free Practice 2 às 10h45. As duas sessões de qualificação estão marcadas para as 12h35 e 14h00, antes da primeira corrida do fim de semana, com partida às 16h25, disputada ao longo de 20 minutos mais uma volta.
No domingo, 13 de setembro, o programa reserva três corridas para a PSCI. A Corrida 2 arranca às 09h50, seguindo-se a Corrida 3 às 13h30 e a Corrida 4 às 14h10, todas igualmente disputadas no formato de 20 minutos mais uma volta. O pódio encerra a participação da Porsche Sprint Challenge Ibérica no fim de semana de Jerez. Todos os horários são apresentados em hora local espanhola.
A Changan acaba de reforçar a sua oferta no mercado português com o lançamento do Deepal S05 PHEV, nova versão híbrida plug-in do SUV que até agora estava disponível entre nós apenas com motorizações 100% elétricas. A gama arranca nos 33.990 euros para o nível PRO, enquanto o MAX custa 36.990 euros.
A principal novidade está na arquitetura híbrida P13 série-paralelo, concebida para utilizar o motor elétrico como principal fonte de tração. O S05 arranca sempre em modo elétrico, enquanto o motor 1.5 BlueCore a gasolina, de ciclo Atkinson, funciona sobretudo como gerador em ambiente urbano, podendo transmitir diretamente potência às rodas a velocidades mais elevadas.
O motor elétrico desenvolve 234 cv, enquanto a potência combinada do sistema chega aos 258 cv e 300 Nm de binário. São números que permitem ao SUV acelerar dos 0 aos 100 km/h em 7,9 segundos. Um dos principais argumentos está, porém, na autonomia. A bateria LFP de 18,4 kWh permite percorrer 100 quilómetros em modo totalmente elétrico segundo o ciclo WLTP, enquanto a autonomia combinada ultrapassa os 1.060 quilómetros. A Changan anuncia 2,03 l/100 km de consumo combinado e 5,4 l/100 km com a bateria descarregada.
O Deepal S05 PHEV admite carregamento a 11 kW em corrente alternada e até 55 kW em corrente contínua, sendo possível passar dos 30 aos 80% da bateria em 15 minutos. Disponibiliza ainda função V2L de 6 kW. Com 4,60 metros de comprimento e 2,88 metros de distância entre eixos, oferece uma bagageira de 492 litros, expansível até aos 1.310 litros, e um ecrã central de 15,4 polegadas. A versão MAX acrescenta equipamento como Head-Up Display com navegação em realidade aumentada, sistema de som com 14 altifalantes, bancos aquecidos e ventilados e carregamento sem fios de 50 W.
“Esta nossa nova versão híbrida plug-in representa uma solução equilibrada para quem procura autonomia elétrica no quotidiano, sem abdicar da flexibilidade em viagens mais longas”, destaca Sérgio Gonçalves, Diretor de Vendas da Changan Portugal.
O novo Deepal S05 PHEV já está disponível em Portugal, juntando-se às variantes 100% elétricas RWD e AWD da gama do SUV da Changan. Em Portugal, está disponível em dois níveis de equipamento, com um preço de venda ao público recomendado de 33.990 euros na versão PRO e de 36.990 euros na versão MAX, esta última com uma dotação mais completa de equipamentos e sistemas de assistência à condução. Os valores anunciados não incluem despesas de transporte e legalização.
Manuel Alves vai regressar à Porsche Sprint Challenge Ibérica já no próximo fim de semana, na quarta ronda da temporada, em Jerez de la Frontera. O bicampeão da competição substituirá pontualmente Henrique Cruz e fará equipa com o jovem Duarte Camelo no Porsche 992 GT3 Cup da LOB Motorsport.
A oportunidade surgiu perante a impossibilidade de Henrique Cruz estar presente na ronda espanhola. Para o bicampeão, será também um regresso a um ambiente onde construiu algumas das páginas mais importantes da sua carreira recente: “Em primeiro lugar, estou feliz por voltar a uma casa onde também fui muito feliz durante estes últimos anos. Infelizmente, o Henrique Cruz não vai conseguir estar presente nesta prova e surgiu esta oportunidade de eu lhe ‘roubar’ o lugar e manter-lhe o lugar quente durante esta ronda.”
De mentor para companheiro de equipa
Embora não tenha competido na PSCI durante a primeira metade de 2026, Manuel Alves nunca esteve verdadeiramente afastado do projeto. Ao longo da temporada tem acompanhado de perto o trabalho desenvolvido por Henrique Cruz, Duarte Camelo e Francisca “Kika” Queiroz, colocando a experiência acumulada ao longo das últimas temporadas ao serviço dos pilotos da LOB Motorsport.
Em Jerez, essa função ganhará uma dimensão diferente. Manuel passará de observador e conselheiro para companheiro de carro de Duarte Camelo: “É um piloto que já tenho acompanhado ao longo do ano. Tanto ele, como o Henrique, como a ‘Kika’, tenho estado sempre com eles, a ajudá-los. Agora vou poder ajudar o Duarte de uma maneira ainda mais próxima, porque vou estar dentro do mesmo carro.”
O objetivo desportivo, naturalmente, não desaparece. Manuel Alves regressa para competir e a fasquia continua colocada onde sempre esteve: “Vamos numa ótica de tentar ganhar as corridas que eu fizer, mas, acima de tudo, tentar ajudar o Duarte e continuar a ajudar a Kika, como tenho feito.”
Apesar do impacto da notícia, Manuel Alves faz questão de deixar claro que este regresso não representa, neste momento, uma alteração ao seu programa desportivo para 2026. Jerez será uma participação pontual: “Não está planeado, nem sequer delineado, fazer mais do que esta prova. É mesmo um one-off e queremos aproveitar para que seja muito produtivo, tanto ao nível dos pontos para a equipa como da evolução e desenvolvimento dos nossos pilotos.”
A componente coletiva assume, assim, particular importância. Cada resultado conquistado em Jerez poderá contribuir para as contas da LOB Motorsport, enquanto a presença do bicampeão acrescentará uma referência adicional ao trabalho desenvolvido com os jovens pilotos da estrutura.
Da Porsche Cup France novamente para a PSCI
O regresso acontece num momento em que Manuel Alves está a enfrentar um desafio bastante diferente fora da Península Ibérica. Em 2026, o português compete na Porsche Cup France.
E os resultados têm acompanhado o processo de adaptação. Manuel chega a Jerez integrado no Top 10 absoluto da competição francesa, ocupando o nono lugar do campeonato e o terceiro entre os rookies: “Este ano está a ser um desafio enorme, competir lá fora num dos campeonatos monomarca Porsche mais competitivos da Europa. Está a correr bem. Sinto que estou a evoluir bastante a todos os níveis, no conhecimento do carro e na forma de trabalhar com ele, dentro de um ambiente mais competitivo e mais complicado de gerir.”
“Vamos voltar a casa”
Manuel Alves não esconde o significado emocional deste regresso. A PSCI foi palco dos seus dois títulos e a LOB Motorsport continua a ser a estrutura à qual permanece profundamente ligado: “Vamos voltar a casa, à PSCI, à LOB Motorsport, e vamos ver o que nos espera. Acima de tudo, o foco, como é sempre em todas as corridas em que entro, é dar o meu melhor e ganhar, não só dentro da categoria, mas à geral.”
Mas Jerez terá também outra missão. Duarte Camelo estará ao seu lado no mesmo Porsche. Kika Queiroz, atual protagonista da luta pelos lugares da frente da PSCI, continuará igualmente a beneficiar da experiência do bicampeão: “Acima de tudo quero apoiar o desenvolvimento dos nossos pilotos, que têm muito potencial. Tanto o Duarte, com quem vou partilhar o carro, como a Kika têm muito potencial e é nessa perspetiva que me vou focar: ajudá-los e transmitir-lhes o maior know-how possível. Já o tenho feito desde a primeira prova e temos visto que estão a evoluir muito bem.”
A quarta ronda da Porsche Sprint Challenge Ibérica ganha, assim, mais um ingrediente de enorme interesse.
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Jovem de Valpaços voltou a dominar em Boticas e só precisa de alinhar na derradeira ronda, na Arrábida, para confirmar a vitória final. António Lopes assegura o segundo lugar no troféu, enquanto Rafael Ângelo foi travado por problemas no Peugeot 108.
A Rampa Internacional de Boticas confirmou aquilo que tem sido uma das grandes evidências da temporada no FPAK Junior Team de Montanha: Simão Nunes continua absolutamente intratável. Praticamente a jogar em casa, o jovem piloto de Valpaços voltou a impor a sua lei aos comandos do Peugeot 108, vencendo todas as subidas disputadas e mantendo uma invencibilidade que se prolonga desde o início da época.
Simão Nunes foi o mais rápido de fio a pavio no exigente traçado transmontano e terminou a prova com o tempo final de 6:47,905, construindo uma confortável vantagem de 12,016 segundos sobre António Lopes. Mais do que acrescentar outra vitória a uma temporada irrepreensível, o resultado deixou Simão numa situação privilegiada nas contas do troféu. Para garantir matematicamente a conquista do FPAK Junior Team de Montanha 2026, bastará ao jovem de Valpaços alinhar na derradeira ronda, a Rampa da Arrábida.
Uma formalidade matemática que falta cumprir numa campanha em que Simão Nunes tem aliado velocidade, regularidade e uma maturidade competitiva crescente.
Também muito positiva foi a prestação de António Lopes. O jovem felgueirense realizou um fim de semana sem erros e foi evoluindo ao longo das sucessivas passagens pelos difíceis 5,11 quilómetros da Rampa Internacional de Boticas. Sem argumentos para contrariar o domínio de Simão Nunes, António Lopes concentrou-se em realizar a sua prova e levou o Peugeot 108 ao segundo lugar.
O resultado permite-lhe igualmente deixar praticamente definida a sua posição na competição, estando já assegurado que terminará a temporada no segundo lugar da classificação final do FPAK Junior Team de Montanha.
Quem não teve a sorte pelo seu lado foi Rafael Ângelo. O jovem piloto aveirense viu a sua participação ficar limitada à jornada inaugural de sábado, depois de problemas terem deixado o seu Peugeot 108 sem condições para regressar à competição no domingo.
Raúl Zunzarren, Lluís Mas, Eric Gené e Mario Pinazo representam uma nova vaga de jovens pilotos espanhóis que escolheram o Supercars Endurance como plataforma de crescimento no universo dos GT.
A temporada de 2026 tem confirmado o Supercars Endurance como uma das principais portas de entrada para jovens talentos que procuram afirmar-se no universo dos GT. Entre eles estão quatro pilotos espanhóis com percursos distintos, mas unidos pela mesma ambição: evoluir num campeonato de elevada exigência competitiva. A competição promovida pela Race Ready – que engloba o Iberian Supercars, o Campeonato de Portugal de Velocidade e o Campeonato de España de Supercars – tem vindo a reforçar o nível das suas grelhas e a atrair pilotos que procuram preparar-se para desafios de maior dimensão.
Um deles é Raúl Zunzarren, que divide o Porsche Cayman CS RS GT4 da Speedy Motorsport com Ruben Costa. Depois da experiência na Ginetta Junior Championship, o espanhol encontrou no campeonato ibérico o passo ideal antes de pensar numa eventual passagem para o Europeu de GT4.
“Acredito que o Supercars Endurance, para dar o primeiro salto da Ginetta Junior para os GT4, tem um nível de competição muito alto. Antes de ir para um Europeu de GT4, queria fazer um ano para entender esta nova categoria e ganhar experiência”, explica.
Também Lluís Mas está a cumprir a primeira temporada nos GT, conduzindo um McLaren Artura GT4 da McLaren Barcelona – SMC Motorsport ao lado de Alfonso Colomina. A transição do karting trouxe-lhe novos desafios: “A mudança em relação ao karting foi bastante grande. Num GT4 tens de te adaptar ao peso do carro, à gestão dos pneus, às travagens, ao tráfego e, sobretudo, às corridas de resistência e ao trabalho com a equipa”, sublinha.
Gené e Pinazo também procuram novo patamar
Com maior experiência, Eric Gené, vice-campeão em título do TCR España, compete agora com um BMW M4 GT4 Evo da BMW Motorsport España, partilhado com Jan Durán. Para o espanhol, a dimensão das grelhas é um dos fatores que eleva a exigência: “A grande grelha de pilotos é claramente notória. Em muitos campeonatos as grelhas não passam dos 20 pilotos; aqui são quase 40. Isso faz com que não possas falhar e tenhas sempre de dar o máximo”, afirma.
Já Mario Pinazo, Campeão de Espanha de GT4 em 2025, divide o Mercedes-AMG GT4 da NM Racing Team com Guillermo Aso e destaca precisamente o salto competitivo proporcionado pelo campeonato: “A principal diferença é o salto de nível e a exigência que implica competir no Supercars Endurance. É um campeonato que te obriga a estar no máximo em cada momento e a preparar muito bem cada fim de semana.”
Apesar dos diferentes percursos, os quatro pilotos convergem na avaliação positiva do campeonato e no papel que este está a assumir na respetiva evolução: “Cada corrida está a ser uma oportunidade enorme para aprender, ganhar experiência e continuar a evoluir como piloto”, resume Mario Pinazo.
A próxima oportunidade para esta nova geração espanhola continuar a mostrar progresso surge entre 25 e 27 de setembro, no Circuit Ricardo Tormo, em Valência, numa jornada particularmente especial por permitir aos quatro pilotos competirem perante o público espanhol.
“Mundialista” português termina em 7.º da geral, vence entre os Legends e baixa em 1,2 segundos a sua melhor marca na Rampa Histórica.
Rui Madeira protagonizou uma exibição de grande nível na Rampa Histórica, integrada no Caramulo Motorfestival 2026, alcançando o 7.º lugar da classificação geral e a vitória no grupo destinado às viaturas Legends de Ralis, ao volante do histórico Mitsubishi Lancer Evo III.
Em termos puramente competitivos, o objetivo estava bem definido à partida: entrar no Top 10 absoluto, vencer entre os Legends e melhorar o registo alcançado em edições anteriores. O resultado acabou por superar esse primeiro patamar, com Rui Madeira a baixar em 1,2 segundos a sua melhor marca na subida e a terminar a escassas duas centésimas de segundo do 6.º lugar da geral.
“Tal como era aguardado, o Caramulo Motorfestival foi um enorme sucesso a nível do número de espectadores, em parte pelo facto de o público poder usufruir da maior exposição de sempre dedicada à Fórmula 1, patente no Museu do Caramulo, mas igualmente pela qualidade e quantidade de máquinas e pilotos participantes”, começou por destacar Rui Madeira.
No plano desportivo, o balanço não poderia ser mais positivo. “O nosso objetivo era lutar por um lugar nos dez primeiros da geral e vencer no grupo dedicado às viaturas Legends de Ralis. Conseguimos aquilo a que nos propusemos, baixámos o tempo das edições anteriores em 1,2 segundos e terminámos em 7.º da geral e em primeiro no Grupo, com o histórico Mitsubishi Lancer Evo III. Ficar a apenas duas centésimas do sexto lugar da geral acabou por tornar o resultado ainda mais positivo”, sublinhou.
Rui Madeira acelera parceria com a Ford Lusitana no Caramulo
O fim de semana teve ainda uma vertente muito especial para Rui Madeira, através da parceria com a Ford Lusitana. Para além da competição com o Mitsubishi, o piloto realizou diversos co-drives no novo Ford Mustang Dark Horse, proporcionando aos convidados da marca a experiência de percorrer a Rampa do Caramulo a ritmo de competição.
“Fizemos também alguns co-drives no novo Ford Mustang Dark Horse da Ford Lusitana, proporcionando diversão e a adrenalina da competição aos convidados que partilharam comigo o banco do lado direito ao longo da rampa. Foi fantástico conviver com eles, no meio de dezenas de milhar de espetadores e o carro é simplesmente fantástico!”, explicou.
No final, Rui Madeira deixou uma palavra de agradecimento à estrutura que o acompanha e ao público que voltou a marcar presença em grande número no Caramulo. “Obrigado à nossa equipa de assistência e ao apoio de todo o público. Foi mais uma edição fantástica do Caramulo Motorfestival”, concluiu.
Depois de um fim de semana de grande intensidade, Rui Madeira vira agora atenções para o próximo desafio. Já na próxima semana, o “mundialista” português estará presente no Rally Legends Luso-Bussaco, estreando o novo Mitsubishi Evo X da MPRO Professionals, numa prova que promete voltar a reunir competição, espetáculo e máquinas de enorme interesse.
Jesús Alberto Otero assinou uma das melhores exibições da temporada e obrigou o líder da Taça a atacar forte no domingo. António Alves completou o pódio e venceu entre os 600cc, enquanto Gabriel Gutiérrez Siegrist impressionou com o Tatuus FR2.0 nos Monolugares.
A Rampa Internacional de Boticas proporcionou um dos melhores confrontos da temporada na Taça de Portugal de Kartcross de Montanha JC Group. Márcio Araújo e Jesús Alberto Otero protagonizaram um duelo de enorme intensidade, particularmente durante a jornada de sábado, antes de o líder da competição responder com um forcing decisivo no domingo para conquistar mais uma importante vitória.
A batalha dos Kartcross começou desde cedo a assumir contornos de grande espetáculo. Márcio Araújo, no AG Sport, encontrou pela frente um Jesús Alberto Otero particularmente inspirado, com o piloto galego a realizar, possivelmente, a sua melhor exibição da temporada. No final da única Subida de Prova de sábado, os dois estavam separados por uns incríveis 215 milésimos de segundo. Márcio Araújo registara 2:43,068, contra os 2:43,283 de Otero, deixando tudo completamente em aberto para as duas decisivas subidas de domingo.
Consciente de que não tinha margem para qualquer erro, Márcio Araújo entrou ao ataque na jornada decisiva. O líder da Taça aumentou decisivamente o ritmo, conseguiu finalmente sacudir a fortíssima pressão exercida pelo adversário galego e transformou a batalha ao milésimo de sábado numa vitória clara.
Com o AG Sport, Márcio fechou a prova com 5:19,083, conquistando o triunfo com 6,275 segundos de vantagem sobre Jesús Alberto Otero. O resultado não retira qualquer brilho à prestação do galego. Aos comandos do AG Super Buggy, Otero mostrou em Boticas velocidade para discutir diretamente o triunfo, assinando uma atuação que ficará entre os seus melhores momentos da época.
O terceiro lugar pertenceu a António Alves, novamente muito competitivo com o AG AG/S. O piloto enfrentou uma desvantagem técnica evidente, já que compete com um motor de 600cc, perante os 1000cc das máquinas utilizadas pelos seus dois adversários. Num traçado longo e com o acentuado desnível de Boticas, essa diferença de potência assumia ainda maior importância. António Alves assegurou simultaneamente a vitória na divisão reservada aos Kartcross de 600cc.
Gutiérrez Siegrist aprende depressa e voa com o Tatuus
A Taça de Portugal de Monolugares de Montanha JC Group contou em Boticas com apenas um participante, mas a prestação de Gabriel Gutiérrez Siegrist justificou plenamente as atenções. O piloto espanhol chegou a Trás-os-Montes sem conhecer o exigente traçado de Boticas, tendo pela frente um processo de aprendizagem particularmente exigente ao volante do rápido Tatuus FR2.0.
A evolução ao longo do fim de semana foi, porém, notável. Gutiérrez Siegrist foi progressivamente descobrindo os segredos da rampa e explorando o potencial do monolugar, terminando com um tempo final de 4:47,085.
Mais elucidativo ainda foi o registo conseguido na derradeira Subida de Prova: 2:22,472, o seu melhor tempo de todo o fim de semana. Uma marca que, mesmo tratando-se de uma competição com classificação autónoma, demonstra bem o ritmo alcançado pelo espanhol e o colocou entre os pilotos mais rápidos presentes em Boticas.