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  • Sérgio Rego conquista sétimo título nacional de Supermoto em Poiares

    Sérgio Rego conquista sétimo título nacional de Supermoto em Poiares

    Piloto venceu as duas mangas da ronda noturna de Vila Nova de Poiares e garantiu antecipadamente a renovação do título. Alberto Abril também se sagrou campeão em Mini Supermoto.

    O Kartódromo de Vila Nova de Poiares recebeu a tradicional ronda noturna do Campeonato Nacional de Supermoto, quarta e penúltima prova da temporada, numa jornada em que Sérgio Rego e Alberto Abril asseguraram antecipadamente os respetivos títulos nacionais.

    Sérgio Rego carimbou o sétimo título nacional de Supermoto ao vencer as duas mangas disputadas em Poiares. O campeão encontrou forte oposição de Eduardo Patrício, profundo conhecedor do traçado e segundo classificado nas duas corridas, sempre a pouco mais de dois segundos do vencedor. Afonso Cruz também se envolveu na luta pelos primeiros lugares, terminando ambas as mangas na terceira posição.

    Na Mini Supermoto, Alberto Abril começou por vencer a primeira manga com apenas quatro décimos de segundo de vantagem sobre Duarte Fernandes. Lourenço Vicente terminou num mais distante terceiro lugar. Na segunda corrida, Abril e Fernandes envolveram-se numa queda que afastou este último da discussão. Lourenço Vicente aproveitou para conquistar a vitória, enquanto Alberto Abril terminou em segundo e garantiu os pontos necessários para renovar o título nacional da categoria.

    Na R12, Vasco Camoesas regressou à competição depois de uma prova de ausência e venceu as duas mangas. João Cancelinha e Lourenço Vicente dificultaram-lhe a tarefa, em duas corridas extremamente equilibradas. Na primeira, os três primeiros terminaram separados por apenas oito décimos de segundo, enquanto na segunda a diferença entre o vencedor e o terceiro classificado foi de exatamente um segundo. A decisão do título da R12 fica, assim, adiada para a última jornada da temporada.

    Na MiniCup, Pedro Vilas Boas venceu a primeira manga à geral com a sua moto de 90 cc, terminando 2,9 segundos à frente de José Pedro Batista, o melhor representante da classe 110. Na segunda corrida, José Pedro Batista respondeu com uma vitória à geral, batendo Pedro Vilas Boas por 6,6 segundos. Apesar de terminar atrás do rival, Vilas Boas voltou a ser o melhor entre os concorrentes da MiniCup 90.Os títulos dos Troféus MiniCup também permanecem por decidir antes da ronda final.

    O Campeonato Nacional de Supermoto regressa a 13 de setembro, no Kartódromo de Fátima, para a última prova da época.

  • Paulo Alberto volta a dominar no Nacional de Supercross

    Paulo Alberto volta a dominar no Nacional de Supercross

    Piloto da Yamaha venceu as duas finais Elite disputadas em Lustosa e reforçou a liderança do campeonato, numa noite marcada por muito público e competição intensa.

    Paulo Alberto voltou a ser a principal figura do Campeonato Nacional de Supercross, ao vencer as duas finais Elite da segunda jornada da temporada, disputada na pista da Quinta da Azenha, integrada no Complexo Voltas & Rodas, em Lustosa, Lousada. A prova, organizada pelo Clube Motard de Figueiras, reuniu muito público e confirmou o excelente momento do piloto da Yamaha, que já tinha dominado por completo a ronda inaugural, realizada duas semanas antes em Fafe.

    Nas duas finais Elite, Paulo Alberto impôs novamente a sua rapidez, apesar da forte oposição do campeão nacional em título, Luís Outeiro. Também em Yamaha, Outeiro terminou ambas as corridas no segundo lugar, sempre muito próximo do vencedor. Martim Palma, aos comandos de uma Ducati, repetiu igualmente o resultado nas duas finais, ocupando por duas vezes o terceiro lugar.

    Xurxo Prol, com a elétrica Stark Varg, chegou a ameaçar o domínio dos pilotos da Yamaha e liderava a primeira final Elite quando uma avaria o obrigou a abandonar. Antes das decisões Elite, Luís Outeiro tinha vencido a final de SX1, terminando à frente de Xurxo Prol e Paulo Alberto. Os dois últimos envolveram-se numa queda durante a fase inicial da corrida, acabando por recuperar até aos restantes lugares do pódio.

    Na final de SX2, Valentino Vázquez confirmou o bom início de temporada e repetiu a vitória alcançada na prova inaugural. O piloto terminou com 4,9 segundos de vantagem sobre Tomás Santos, em KTM, enquanto Sandro Lobo, igualmente aos comandos de uma KTM, completou o pódio.

    Na categoria SX85, Guilherme Gomes confirmou o favoritismo e venceu as duas finais com margem confortável. Ivo Pimenta e Dinis Neto alternaram entre o segundo e o terceiro lugares, completando os pódios da categoria. A SX65 proporcionou duas corridas muito disputadas. Na primeira final, Mateo Bouzó bateu Iker González por apenas 1,9 segundos, com Leo Martinez a terminar no terceiro lugar. Na segunda corrida, Iker González levou a melhor sobre Lucas Araújo, vencendo por 4,4 segundos. Mateo Bouzó terminou no terceiro posto, resultado que lhe permitiu conservar a liderança do campeonato.

    O Campeonato Nacional de Supercross prossegue com uma jornada dupla na Poutena, nos dias 1 e 2 de agosto. O encerramento da temporada está marcado para 8 de agosto, em Fernão Joanes.

  • Polestar associa-se ao Grand Champions de padel em Vilamoura

    Polestar associa-se ao Grand Champions de padel em Vilamoura

    Marca de automóveis elétricos será patrocinadora oficial do evento, agendado para 4 e 5 de agosto no Vilamoura Padel and Tennis Academy, onde exibirá os modelos Polestar 3 e Polestar 4.

    A Polestar será uma das patrocinadoras oficiais do Grand Champions Vilamoura, um dos mais prestigiados eventos de padel realizados em Portugal. Organizada pela Premier Sports, a competição decorrerá nos dias 4 e 5 de agosto, no Vilamoura Padel and Tennis Academy, reunindo alguns dos mais destacados praticantes da história da modalidade.

    Durante os dois dias, o público terá também a oportunidade de conhecer alguns dos principais modelos da gama da marca europeia exclusivamente dedicada a automóveis elétricos. Entre os veículos expostos estará o Polestar 3, SUV que ocupa o topo da gama, e o Polestar 4, coupé que se tem afirmado como o modelo mais vendido da marca em Portugal.

    O Polestar 4 distingue-se pela abordagem minimalista ao design, pelas prestações e pela componente tecnológica, sendo igualmente apresentado pela marca como o modelo mais sustentável que produziu até ao momento.

    Para Miguel Pinto, diretor-geral da Polestar Portugal, a associação ao Grand Champions surge da proximidade entre os valores da marca e o perfil do público ligado ao padel. “O padel é um desporto em forte crescimento, que atrai um público exigente, dinâmico e cada vez mais atento à inovação e à sustentabilidade. Estes são valores que partilhamos na Polestar”, afirmou.

    “É com entusiasmo que nos associamos ao Grand Champions Vilamoura, um evento de referência que reúne atletas, parceiros e apaixonados pelo desporto num ambiente de excelência”, acrescentou Miguel Pinto.

    Pedro Frazão, responsável pela organização e um dos proprietários do Vilamoura Padel and Tennis Academy, destacou igualmente a importância da parceria. “É um privilégio contar com a Polestar como patrocinador oficial do Grand Champions Vilamoura. Trata-se de uma marca que representa inovação, qualidade e uma visão moderna da mobilidade, atributos que se alinham perfeitamente com o posicionamento do nosso torneio”, salientou.

    “Estamos certos de que esta colaboração irá contribuir para elevar ainda mais a experiência proporcionada a todos os participantes e convidados”, concluiu o responsável.

  • Ritmo, consistência e pódio: Daniel Vilaça assume luta pelo vice-título nos GT

    Ritmo, consistência e pódio: Daniel Vilaça assume luta pelo vice-título nos GT

    O “gentleman driver” bracarense voltou a brilhar na 7ª Rampa Capital do Móvel, conquistou o quarto pódio consecutivo da temporada e reforçou a melhor campanha desde que apostou na Categoria GT.

    A temporada de 2026 está a ser a mais forte e consistente de Daniel Vilaça desde que decidiu abraçar o desafio da Categoria GT no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Mais rápido, mais competitivo e revelando um foco poucas vezes visto, o piloto bracarense voltou a estar em plano de evidência na Rampa Capital do Móvel, onde conquistou o segundo lugar da categoria e ascendeu à vice-liderança do campeonato.

    A três provas do final da época, Daniel Vilaça assume-se agora como o principal candidato ao vice-campeonato nacional dos GT. Um estatuto conquistado através da regularidade e da velocidade, apesar de competir com o único Porsche 997.2 GT3 Cup presente num pelotão onde predominam viaturas de gerações mais recentes.

    Quarto pódio consecutivo confirma época de alto nível

    Na exigente passagem pela Serra da Agrela, em Paços de Ferreira, Daniel Vilaça voltou a responder com uma exibição sólida. As temperaturas elevadas e a rapidez do traçado aumentaram o grau de dificuldade, mas o piloto foi evoluindo ao longo das diferentes subidas e melhorando sucessivamente os seus registos.

    Sem cometer erros e encontrando progressivamente uma afinação mais eficaz para o Porsche, o piloto do Grupo Acrescentar, Nortempresa e Yntenzo consolidou-se entre os mais rápidos da categoria. A presença de concorrentes internacionais e o elevado nível competitivo da prova valorizaram ainda mais o segundo lugar alcançado, que representou o quarto pódio consecutivo de Daniel Vilaça na temporada.

    “Foi um fim de semana muito positivo. Conseguimos melhorar a cada subida e encontrar um bom compromisso no carro, o que nos permitiu terminar no segundo lugar da Categoria GT”, destacou. “É um resultado muito importante para as contas do campeonato e que recompensa todo o trabalho realizado pela equipa”, acrescentou Daniel Vilaça.

    A subida ao segundo lugar do campeonato representa mais do que um simples resultado pontual. Confirma a evolução de um piloto que, ao longo de 2026, tem conjugado a experiência de um verdadeiro gentleman driver com uma competitividade cada vez mais musculada.

    Daniel Vilaça não parece preocupado com a diferença de gerações entre o seu Porsche e as restantes máquinas do pelotão. Pelo contrário, tem utilizado a consistência, o conhecimento do carro e a crescente rapidez para construir uma candidatura sólida aos lugares de maior destaque: “Estamos a fazer uma época muito consistente. Este foi o nosso quarto pódio consecutivo e queremos continuar nesta trajetória. Ainda há muito campeonato pela frente e saímos de Paços de Ferreira mais fortes e motivados para aquilo que aí vem”, garantiu o piloto bracarense.

    Daniel Vilaça deixou ainda uma palavra de reconhecimento a todos os que sustentam o projeto: “Quero agradecer à equipa, aos patrocinadores, à minha família e a todos os que nos acompanham de perto. Este projeto só é possível graças ao apoio e à confiança de todos eles.”

  • Mário Castro e Ricardo Cunha vítimas de um autêntico calvário em Resende

    Mário Castro e Ricardo Cunha vítimas de um autêntico calvário em Resende

    Problemas mecânicos sucessivos impediram a dupla da Liber Jeans de lutar pelos lugares da frente no III Rally Rota da Cereja de Resende.

    Há fins de semana em que nada parece correr como previsto e o III Rally Rota da Cereja de Resende foi, para Mário Castro e Ricardo Cunha, o exemplo perfeito dessa realidade. A dupla da Liber Jeans viveu um verdadeiro calvário ao volante do Renault Clio R3T, vendo fugir qualquer possibilidade de discutir os lugares cimeiros logo nas primeiras especiais da prova.

    Depois de uma preparação cuidada e de todas as expectativas apontadas para uma luta pela vitória nas Duas Rodas Motrizes e por um lugar de destaque na classificação geral, a sorte voltou a virar costas à equipa.

    Tudo começou ainda na primeira etapa, quando um problema na bomba de gasolina obrigou ao abandono na segunda passagem pela classificativa de Caldas de Aregos, comprometendo de imediato todas as ambições desportivas: “Este Rally Rota da Cereja é assumidamente para esquecer. Logo no início do rali ficámos pelo caminho com problemas na bomba de gasolina e tudo ficou estragado quanto aos nossos objetivos.”

    Apesar do duro revés, a equipa recusou baixar os braços.  Por respeito aos patrocinadores, aos parceiros e ao intenso trabalho desenvolvido na preparação da prova, Mário Castro e Ricardo Cunha decidiram regressar no domingo ao abrigo do Super Rally, aproveitando igualmente a oportunidade para testar as alterações entretanto introduzidas no Renault Clio R3T: “Por respeito aos nossos patrocinadores e também com o intuito de testar algumas das alterações que tínhamos feito no carro para esta prova, arrancámos para a segunda etapa, mas também aí nada correu bem.”

    Os problemas, porém, estavam longe de terminar. Logo na primeira classificativa de domingo começaram a surgir dificuldades ao nível dos travões. Pouco depois, a equipa descobriu que parte de um calço de travão se tinha soltado da viatura: “Fomos para a classificativa seguinte com todos os cuidados, apenas com o objetivo de chegar à assistência e resolver o problema. Foi o que fizemos e, já com o carro em perfeitas condições, conseguimos finalmente fazer um bom tempo. Não fosse a minha cabeça já não estar totalmente ‘limpa’, esse tempo poderia até ter sido melhor.”

    Quando tudo parecia finalmente encaminhar-se para um final de prova positivo, novo contratempo: “Na classificativa seguinte, onde também rodávamos num bom ritmo, surgiu um alarme de temperatura. Levantei imediatamente o pé e fui arrastando o carro até ao final da especial para evitar um problema mecânico ainda mais grave.”

    Perante a sucessão de dificuldades, a decisão tornou-se inevitável: “Perante tudo isto, só faltava mesmo continuar e bater. Decidi desistir e colocar um ponto final neste rali, em que é caso para dizer que estaria bem melhor em casa.”

    O abandono em Resende representa mais um duro golpe nas aspirações da dupla da Liber Jeans nas contas do Campeonato Norte de Ralis, embora Mário Castro garanta que o compromisso com a equipa e com os patrocinadores permanece inalterável: “O campeonato já era uma miragem, mas agora ficou definitivamente impossível. Ainda assim, continuaremos até ao final da época, porque todos os nossos patrocinadores e todas as pessoas que tanto trabalham connosco merecem esse esforço.”

    Num fim de semana particularmente difícil, restou ainda um motivo de satisfação ao experiente piloto: “Como consolação, vejo os meus sobrinhos em grande e cada vez mais perto dos títulos que tanto merecem.”

    Apesar de um Rally Rota da Cereja para esquecer, a equipa da Liber Jeans mantém intacta a determinação para regressar rapidamente aos bons resultados e terminar a temporada ao nível que o potencial do Renault Clio R3T tem demonstrado ao longo dos últimos anos.

  • TOMÁS PINTO DEIXA TÍTULO PRATICAMENTE CONQUISTADO NA CAPITAL DO MÓVEL

    TOMÁS PINTO DEIXA TÍTULO PRATICAMENTE CONQUISTADO NA CAPITAL DO MÓVEL

    Tomás Pinto voltou a protagonizar uma exibição de enorme nível no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Na 7.ª Rampa Capital do Móvel, o jovem piloto da Famaconcret Racing Team conquistou a quinta vitória consecutiva na Divisão Protótipos B e deixou praticamente resolvida a luta pelo título.

    Aos comandos do BRC CM05 Evo preparado pela FR Power, o talento duriense voltou a “voar baixinho” nos 4.100 metros do exigente traçado de Paços de Ferreira, confirmando o domínio que tem exercido desde o arranque da época. Cinco provas, cinco triunfos e cinco recordes de traçado constituem um percurso absolutamente irrepreensível para o piloto de apenas 18 anos, que continua a assumir-se como uma das grandes figuras do Campeonato.

    Único Protótipo B abaixo dos dois minutos

    Tomás Pinto estabeleceu um novo recorde da tipologia de Protótipos B na Rampa Capital do Móvel, fixando a nova referência em 1:57.221. O piloto da Famaconcret Racing Team foi mesmo o único concorrente dos Protótipos B a conseguir baixar da barreira dos dois minutos, “devorando” os 4.100 metros de asfalto do traçado pacense com uma rapidez e eficácia que deixaram a concorrência sem argumentos.

    Depois da histórica vitória absoluta alcançada na ronda anterior, na Rampa do CAR, em Santa Marta de Penaguião, Tomás Pinto voltou a demonstrar toda a sua velocidade, maturidade e consistência competitiva. O triunfo em Paços de Ferreira reforçou de forma decisiva a sua robusta liderança na classificação pontual dos Protótipos B. A conquista do título ainda não está matematicamente confirmada, mas tudo indica que a questão poderá ficar definitivamente resolvida na próxima jornada do campeonato, em Boticas.

    “Foi um fim de semana muito positivo. Conseguimos praticamente resolver a questão do título nos Protótipos B. São cinco corridas, cinco vitórias e cinco recordes de traçado, por isso estou muito feliz com o meu desempenho”, começou por destacar Tomás Pinto.

    O jovem piloto fez questão de repartir os méritos de mais um resultado de excelência com toda a estrutura que o acompanha: “Este desempenho é fruto do meu trabalho, mas, principalmente, do trabalho de toda a equipa e de todas as pessoas que a envolvem. O título, quando acontecer, será também deles”.

    Apesar da campanha praticamente perfeita e da proximidade da conquista do título nos Protótipos B, Tomás Pinto garante que não haverá qualquer abrandamento nas três provas que ainda faltam disputar: “A época ainda não terminou. Faltam três corridas e vamos encará-las com a mesma ambição, concentração e vontade de vencer que nos trouxeram até aqui. Vamos continuar a lutar”, assegurou.

    Tomás Pinto permanece também na liderança da classificação absoluta do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, posição extraordinária para um piloto que compete com um Protótipo B perante adversários equipados com os mais potentes Protótipos A. Embora reconheça que não parte como favorito para a conquista do título máximo da Montanha portuguesa, o “Super Tomás” não esconde que estará preparado para aproveitar qualquer oportunidade: “Título nacional absoluto? Bem… não somos favoritos, mas lideramos. Caso a oportunidade surja, tudo faremos para o alcançar!”, concluiu.

    Com cinco vitórias e cinco recordes em outras tantas provas, Tomás Pinto deixa Paços de Ferreira cada vez mais perto do título dos Protótipos B e mantém vivo um sonho que, no início da temporada, parecia teoricamente quase impossível: lutar pela conquista absoluta do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

  • Rali da Madeira: Gonçalo Henriques procura prova sem problemas

    Rali da Madeira: Gonçalo Henriques procura prova sem problemas

    Piloto da Hyundai Portugal volta ao Rali da Madeira aos comandos do Hyundai i20 N Rally2, determinado a aproximar-se dos candidatos à vitória e a reforçar o quarto lugar no CPR.

    Gonçalo Henriques está de regresso ao Rali da Madeira, desta vez aos comandos do Hyundai i20 N Rally2, procurando transformar o potencial demonstrado ao longo da temporada num resultado sólido e sem contratempos. Ausente da edição de 2025, o piloto chega à prova madeirense consciente da exigência do desafio e da qualidade da concorrência, mas determinado a avaliar a evolução da viatura e a aproximar-se dos principais candidatos à vitória absoluta.

    “É um rali muito bonito, mas no qual não participámos em 2025. Vamos tentar perceber onde nos podemos colocar e como funcionarão as evoluções de que dispomos no carro”, afirmou Gonçalo Henriques.

    O piloto reconhece que a luta pelos primeiros lugares será particularmente difícil, assumindo como objetivo reduzir a diferença para as equipas que deverão discutir o triunfo: “Será muito difícil lutar pela frente da prova, mas esperamos estar mais perto dos pilotos que deverão lutar pela vitória absoluta. Prometemos dar o nosso melhor nesse sentido”, acrescentou.

    A regularidade será outra das prioridades da equipa, depois de uma primeira parte da época marcada por pequenos problemas em todas as participações: “Este ano ainda não tivemos nenhuma prova completamente limpa. Surgiram pequenos problemas em todas as jornadas e gostaríamos de inverter essa situação, conseguir um bom resultado e melhorar a nossa posição no campeonato”, explicou.

    Aos 27 anos, Gonçalo Henriques iniciou a carreira nos ralis em 2018, com um Renault Clio Williams, viatura que utilizou até 2021. No ano seguinte passou para um Kia Picanto GT, com o qual venceu a competição júnior da FPAK. Em 2023, dividiu a temporada entre os Renault Clio Rally5 e Rally4 e conquistou o título nacional de duas rodas motrizes, feito que repetiu em 2024.

    Na época passada passou a representar a Hyundai Portugal, estrutura que mantém em 2026 e com a qual ocupa atualmente o quarto lugar do Campeonato de Portugal de Ralis.

  • José Rodrigues domina na Capital do Móvel e reforça candidatura ao bicampeonato

    José Rodrigues domina na Capital do Móvel e reforça candidatura ao bicampeonato

    Campeão nacional em título venceu todas as subidas da Categoria GT, terminou no Top 10 absoluto e aumenta vantagem na liderança do campeonato.

    José Rodrigues regressou ao Campeonato de Portugal de Montanha JC Group da melhor forma possível. Depois da ausência na Rampa do CAR, o campeão nacional em título da Categoria GT protagonizou uma exibição de enorme nível na 7.ª Rampa Capital do Móvel, conquistando uma vitória inequívoca entre os GT e reforçando a liderança do campeonato.

    Na estreia absoluta no exigente traçado de Paços de Ferreira, o piloto bracarense voltou a demonstrar toda a sua rapidez e capacidade de adaptação, impondo-se em todas as subidas do fim de semana ao volante do Porsche 992 GT3 Cup apoiado pela Repsol e preparado pela RACAR Motorsport.

    Num fim de semana marcado por um nível competitivo particularmente elevado, com um verdadeiro duelo entre vários Porsche e a presença de pilotos estrangeiros de grande qualidade, entre os quais o campeão do Luxemburgo, José Rodrigues foi sempre a principal referência da Categoria GT, assinando ainda um lugar bem dentro do Top 10 da classificação absoluta.

    A melhor marca do fim de semana, fixada em 2:04.418, confirmou a competitividade do conjunto piloto, carro e equipa numa prova onde cada subida exigiu máxima concentração e eficácia. Com esta vitória, José Rodrigues consolida a liderança da Categoria GT e dá mais um passo firme na caminhada rumo ao segundo título nacional consecutivo.

    No final da prova, o piloto fazia um balanço extremamente positivo do fim de semana: “Mais uma prova superada a 100%. Felizmente vencemos todas as subidas graças a mais um excelente trabalho da RACAR Motorsport. Num traçado novo e muito desafiante, procurámos entrar fortes desde o início para afastar a concorrência e não dar margem para qualquer deslize. Foi um enorme prazer competir perante tanto público e quero também deixar uma palavra de reconhecimento à organização, que realizou um excelente trabalho ao longo de todo o fim de semana”.

    O resultado alcançado em Paços de Ferreira reforça o excelente momento de forma do campeão nacional, que continua a demonstrar uma rápida adaptação ao Porsche 992 GT3 Cup. O trabalho desenvolvido pela RACAR Motorsport, aliado à performance proporcionada pelos combustíveis e lubrificantes Repsol, voltou a revelar-se determinante para um fim de semana praticamente perfeito.

    Demos mais um passo importante na conquista do bicampeonato nacional. Agora é tempo de fazer uma pausa, recuperar energias e regressar ainda mais fortes na Rampa de Boticas”, acrescentou.

    Com cinco provas disputadas e uma vantagem reforçada na liderança do campeonato, José Rodrigues entra agora na pausa de verão em posição privilegiada para atacar a fase decisiva da temporada, mantendo intacto o objetivo de renovar o título nacional da Categoria GT.

  • Maria Luís Gameiro aponta aos lugares da frente na Baja Aragón

    Maria Luís Gameiro aponta aos lugares da frente na Baja Aragón

    Piloto portuguesa regressa à FIA European Baja Cup com o Mini JCW T1 Plus, navegada por Rosa Romero, numa das provas mais exigentes da temporada.

    Maria Luís Gameiro prepara-se para disputar mais uma jornada internacional aos comandos do Mini JCW T1 Plus, desta vez na Baja Aragón, prova agendada para os dias 24 a 26 de julho, em Teruel. Integrada nos calendários da FIA European Baja Cup e da FIA World Cup for Bajas, a competição espanhola volta a reunir alguns dos principais nomes do todo-o-terreno mundial. A piloto portuguesa terá novamente Rosa Romero como navegadora, numa dupla que combina experiência, consistência e ambição.

    Depois de já ter liderado a classificação absoluta do Campeonato da Europa de Bajas, Maria Luís Gameiro chega a Aragón no quarto lugar entre os concorrentes da categoria Ultimate, apesar de não ter participado na Baja Itália, uma das quatro provas já realizadas.

    A portuguesa pretende aproveitar os 544,36 quilómetros de setores seletivos para regressar à discussão pelos lugares da frente, num percurso em que a gestão do ritmo, a regularidade e a adaptação às condições do terreno serão determinantes. A competição começa na sexta-feira, 24 de julho, com um prólogo de 6,46 quilómetros. No sábado, a primeira etapa inclui 375,90 quilómetros cronometrados, distribuídos por dois setores seletivos, enquanto o programa de domingo reserva mais 162 quilómetros. O itinerário completo totaliza 864,92 quilómetros.

    O traçado da Baja Aragón é conhecido pela combinação entre caminhos de terra batida, pisos duros e zonas muito pedregosas, impondo uma forte exigência à mecânica e às equipas. O calor representa outro dos principais desafios, com temperaturas frequentemente superiores a 35 graus. A preparação física, a hidratação e a capacidade de manter a concentração durante longos períodos serão, por isso, fatores decisivos. A navegação também promete assumir um papel importante, devido à alternância entre setores rápidos e zonas sinuosas, onde um erro de leitura poderá provocar perdas significativas.

    “A Baja Aragón é mais um excelente teste de preparação para o Dakar, com condições muito exigentes, tanto na pilotagem como na navegação”, afirmou Maria Luís Gameiro. “Este Campeonato da Europa de Bajas é muito rico em terrenos diferentes e cada prova apresenta desafios distintos, o que é excelente para nos colocar à prova. Acredito que encontraremos condições um pouco mais parecidas com o Dakar, desde o pó ao calor, e isso torna este fim de semana particularmente relevante para a nossa preparação”, acrescentou.

    A piloto portuguesa assume a ambição de voltar a discutir os primeiros lugares, sem perder de vista a importância de concluir a prova e continuar o desenvolvimento do conjunto: “Queremos andar nos lugares da frente, porque já demonstrámos que o conseguimos fazer. Ao mesmo tempo, pretendemos chegar ao fim e aproveitar todo o percurso para afinar os pormenores que possam surgir. A gestão do ritmo será fundamental, mas estamos prontas e motivadas”, concluiu Maria Luís Gameiro.

  • Estoril Classics celebra 10.ª edição com programa de luxo

    Estoril Classics celebra 10.ª edição com programa de luxo

    Evento regressa ao Autódromo do Estoril entre 18 e 20 de setembro de 2026, reunindo Fórmula 1 históricos, GT, protótipos e automóveis de Turismo de várias épocas.

    O Autódromo do Estoril volta a receber, entre 18 e 20 de setembro, o Estoril Classics, que celebra em 2026 a sua 10.ª edição com um programa dedicado a várias décadas da história do automobilismo internacional.

    Ao longo de três dias, o traçado português acolherá algumas das mais prestigiadas competições europeias de automóveis históricos, reunindo monolugares, GT, protótipos e viaturas de Turismo que marcaram diferentes períodos do desporto motorizado.

    Ao longo da última década, o Estoril Classics consolidou-se como um dos principais festivais europeus dedicados à competição histórica, combinando um programa desportivo de elevado nível com um paddock acessível ao público e a presença de modelos raramente vistos em ação.

    Fórmula 1 histórica volta a assumir protagonismo

    Entre os momentos mais aguardados estará o Classic GP, que colocará novamente em pista monolugares de Fórmula 1 utilizados até 1986. Modelos de construtores como McLaren, Williams e Lotus voltarão a proporcionar um espetáculo singular, tanto pelo desempenho como pelo som inconfundível dos motores de uma das épocas mais marcantes da categoria máxima do automobilismo.

    A edição de 2026 ficará também assinalada pelo regresso da Endurance Racing Legends ao programa do evento. A competição organizada pela Peter Auto apresentará duas grelhas e reunirá GT e protótipos que marcaram as corridas internacionais de resistência durante a década de 1990 e os primeiros anos do novo milénio.

    Entre os modelos habitualmente presentes encontram-se o Maserati MC12 GT1, Lotus Elise GT1, Chrysler Viper GTS-R e Ferrari 430 GTC, além de protótipos como o Audi R8 LMP e o Bentley Speed 8. A presença concreta de cada viatura dependerá, contudo, da lista oficial de inscritos. O regresso desta competição reforça igualmente a ligação histórica do Autódromo do Estoril às grandes provas internacionais de resistência, depois de ter recebido campeonatos como o FIA GT, FIA SportsCar Championship e Le Mans Series.

    Viagem por várias décadas da competição

    A diversidade continuará a ser uma das principais imagens de marca do Estoril Classics. A Classic Touring Challenge reunirá automóveis de Turismo das décadas de 1950 e 1960, como o Alfa Romeo Giulia Sprint GTA e o Lotus Cortina.

    Já a Classic Endurance Racing I e II colocará em pista GT e protótipos que protagonizaram algumas das mais importantes corridas de resistência entre os anos 1960 e o início da década de 1980. Ford GT40, Porsche 935, Porsche 908 e Porsche 910 são algumas das referências habitualmente associadas a estas grelhas. A Heritage Touring Cup será dedicada aos populares automóveis de Turismo produzidos entre 1960 e 1981, incluindo vários modelos da BMW e o Ford Capri.

    Ao final da tarde de sábado, a Sixties’ Endurance promete voltar a oferecer uma das corridas mais emblemáticas do fim de semana, reservada a GT anteriores a 1966, período em que modelos como o Jaguar E-Type e o Ferrari 250 dominavam as grandes provas internacionais. A 2.0 Litre Cup apresentará uma grelha inteiramente composta por Porsche 911 SWB de dois litros.

    Máquinas de elevado valor histórico

    O programa incluirá ainda o The Gentlemen Challenge, competição reservada a automóveis de enorme importância histórica e patrimonial. Modelos como o Maserati 300S e o Ferrari 250 GT SWB, habitualmente associados a coleções privadas e museus, terão a oportunidade de regressar à pista num ambiente de verdadeira competição.

    O Iberian Historic Endurance voltará igualmente a integrar o cartaz, reforçando a presença da principal competição de automóveis históricos da Península Ibérica. Ford GT, AC Cobra e Alfa Romeo Giulia GTAm são alguns dos modelos que habitualmente enriquecem a sua grelha.

    Para além da competição, o Estoril Classics manterá uma experiência orientada para toda a família, com acesso próximo às equipas e pilotos, áreas de restauração e várias iniciativas que serão anunciadas pela organização. Tal como nas edições anteriores, a entrada para a bancada da reta da meta será gratuita. O acesso ao paddock será efetuado através de bilhete, com as condições e modalidades de entrada a serem divulgadas posteriormente.