O piloto de Moreira de Rei foi ganhando confiança aos comandos do seu DS3 R1 e melhorando a sua prestação ao longo do fim de semana da Rampa Internacional de Boticas, amealhando precisos pontos para as lutas na Divisão 3 e na sua classe.
Foi uma evolução constante aquela que
Cláudio Batista fez aos comandos do carro francês na prova da Demoporto, ainda
que o DS3 lhe tenha ‘pregado’ um pequeno susto, quando as mudanças ‘saltaram’
numa das subidas.
Ultrapassado o momento de maior ‘frisson’, o piloto fafense conseguiu tirar cada vez maior partido do seu bólide e chegar ao top sete da Divisão Turismo 3, a que juntou um pódio na sua classe, o que lhe trouxe uma grande satisfação pessoal. “No início fomos melhorando subida a subida. No entanto, logo na segunda pensei o pior, suspeitando que pudesse estar a ter, como na Arrábida, um problema na caixa, mas, por sorte, simplesmente foi o seletor que saltou fora. Resolvemos o problema”, conta Cláudio Batista sobre o seu começo de prova.
O resto do fim de semana mostrou claros
progressos do piloto do DS3 R1 que defende as cores da Sucesso Automóvel, sentindo-se
satisfeito por ter conseguido ir” melhorando, consegui alguns tempos que me
deixaram surpreendido. Melhorei progressivamente e de fora constante. Quando
meti pneus novos ainda me senti melhor e fiquei também muito feliz quando fui
eficaz à chuva. Ganhei mais confiança com a performance nesta prova”.
Esta progressão e maior ‘mão’ no carro vem com o tempo e Cláudio Batista está cada vez mais confiante e otimista na sua crescente forma e à vontade na sua divisão e classe onde compete no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Daí que acrescente: “Aos bocadinhos vamos aumentando o ritmo e tentando ver se subimos na tabela da Divisão 3. Conheço cada vez melhor o Citroen DS3 R1 e isso dá uma motivação extra para as próximas provas Está a ser um bom início de campeonato”. O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group prosseguirá dentro de três semanas. Será no “teto” de Portugal Continental que decorrerá a edição 2021 da Rampa Covilhã Serra da Estrela, sob a égide organizativa do CAMI.
O atual Campeão de Portugal de Montanha, José Correia, apresentou-se na Rampa Internacional de Boticas com o objetivo de chegar ao segundo triunfo do ano, após a vitória na Rampa Pêquêpê Arrábida.
Numa prova com forte concorrência internacional, que integrou o Campeonato da Europa de Montanha, e num fim de semana condicionado por problemas mecânicos no Osella PA2000 Evo, o piloto conseguiu concluir o evento no terceiro lugar da geral, segundo entre os Protótipos, e realizar uma boa operação em termos de campeonato, ao somar a pontuação máxima da prova.
“As corridas são imprevisíveis e nem sempre tudo nos corre de feição, é mesmo assim. Este foi um fim de semana difícil, em que nos deparámos com problemas de potência no motor do Osella PA2000 Evo2 ao longo de toda a prova. O motor falhou várias vezes e a bateria também se descarregava, impedindo-nos de realizar subidas ‘limpas’”,explicou José Correia.
Uma rampa disputada em condições longe das ideais onde, apesar das dificuldades, o resultado final acabou por se traduzir numa participação com um saldo muito positivo: “Felizmente conseguimos fazer duas subidas que nos permitiram terminar a prova na frente, entre os concorrentes nacionais, e somar para o campeonato os pontos equivalentes ao primeiro lugar. Nesse sentido, foi muito bom, pois saímos de Boticas com a liderança da competição reforçada”, afirmou o responsável máximo da JC Group Racing Team, acrescentado: “No entanto, temos trabalho a fazer, porque o resultado acaba por ser melhor que o desempenho que sei que poderíamos ter tido em condições normais.”
O atual campeão nacional da modalidade volta à ação no final deste mês, dias 29 e 30 de maio, com a Rampa Serra da Estrela, terceira ronda do Campeonato Portugal de Montanha JC Group, um evento onde a vitória é novamente o objetivo.
A segunda prova do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group obrigou a equipa técnica do preparador a “horas extras” de trabalho para resolver vários problemas de monta. A recompensa para todo o esforço apareceria e seria traduzida em mais duas vitórias, dois pódios e uma presença no Top 4 absoluto, mantendo a FR Power na senda do sucesso.
Os 5030 metros da Rampa Internacional de Boticas foram o desafio da segunda jornada da temporada para os três pilotos que confiam na qualidade técnica da FR Power. António Rodrigues, Joaquim Rino e Nelson Andrade voltaram a rubricar excelentes exibições, num fim-de-semana que acabaria por terminar em alta, apesar de ter sido muito atribulado. Mas vamos aos factos.
No que concerne a António Rodrigues, os dois dias de competição
correram “sobre carris”, com o piloto da NJ Racing a levar, uma vez mais, o BRC
CM 05 EVO à luta pela glória, assinando uma exibição colossal que o guindou à
vitória na Divisão Protótipos B, a que juntou o pódio final na Categoria Protótipos,
o 4º lugar da geral e a segunda posição entre os pilotos que pontuaram para o
campeonato. Tudo isto sem qualquer problema de monta no BRC.
Mas a acalmia de trabalho na boxe da FR Power terminaria logo na jornada de sábado, com dois problemas graves a afetarem, de enfiada, as “montadas” de Joaquim Rino e de Nelson Andrade. O AG1000 do “Furacão da Madeira” partiu a corrente na 2° subida de treinos, que teve como consequência um buraco no bloco do motor, que ficou danificado de forma irremediável.
Uma viagem relâmpago do piloto madeirense à cidade da Maia permitiu ir buscar um motor de reserva, que chegou a Boticas ao fim da tarde e fez a equipa técnica da FR Power meter mãos à obra, conseguindo ter o AG1000 pronto ainda antes do merecido descanso noturno. Depois, o talento e a mestria de Nelson Andrade fizeram o resto, rubricando mais um festival de condução e vencendo a prova referente à Taça de Portugal de Kartcross de Montanha.
A mesma viagem foi fundamental para colmatar mais uma quebra, desta feita no protótipo de Joaquim Rino. No caso do piloto da Articimentos, que nesta prova em Boticas, dava continuidade à evolução da sua adaptação ao novo BRC BR49 EVO, foi um dos veios do diferencial que partiu, mercê da quebra de dois parafusos que se meteram entre os carretos, no decorrer da primeira subida de prova. Um telefonema para o fabricante do componente e Braga e uma passagem por lá de Nelson Andrade, permitiu à FR Power fazer “horas extraordinárias” durante a noite e, manhã cedo no domingo, montar o diferencial no BRC, permitindo a Joaquim Rino voltar ao combate e chegar ao 3º lugar na Divisão Protótipos B, voltando a pontuar de forma significativa.
No fecho da árdua jornada, Rui Ferreira, líder da FR
Power, destacava “a entrega de toda a nossa equipa técnica para resolver
bem todos os problemas que foram aparecendo. Foi no duro, mas, felizmente, estivemos
à altura da exigência que os pilotos e as equipas que apoiamos merecem. No
entanto, saímos de Boticas com um sabor agridoce pois, se os resultados
voltaram a ser excelentes e fomos também capazes de resolver as questões técnicas
que foram aparecendo, também queremos aprofundar a análise de tudo oque
aconteceu para, se possível, antecipar e evitar que se repitam”.
Agora será a jornada “em casa”. No último fim-de-semana de Maio, o CPM JC Group disputará a Rampa Covilhã Serra da Estrela e a FR Power vai dar tudo para dar continuidade a esta senda de sucesso.
Uma ribeira traiçoeira foi palco de uma pequena “hecatombe” entre o pelotão. Lá também ficou parte da “armada” Kumho, mas sem impedir que os pneus coreanos reservassem dois lugares no pódio absoluto da prova.
A especial de Brinches ficará na memória de todas as equipas que estiveram em Serpa, alinhando na prova de arranque da temporada 2021 do campeonato Sul de Ralis e onde era também dado o tiro de partida ao Desafio KUMHO Sul, sendo ainda a terceira jornada do Desafio Kumho Terra. Logo ao segundo quilómetro da especial, uma ribeira recheada de pedras de grande porte, reclamou o papel de protagonista principal sendo responsável, ao longo das três passagens pela retirada de competição de muito e bons entre os que estavam a competir no rali Flor do Alentejo Cidade de Serpa. Entre radiadores afetados e ventoinhas que entregaram a “alma ao criador”, o local foi assim decisivo para o desenrolar do rali e ficou indelevelmente ligado à sua história.
Por lá ficaram as duplas Kumho Rui Rijo/Ricardo Mestre (Mitsubishi Lancer EVI VIII MR), logo na primeira passagem e Fernando Peres/José Pedro Silva (Mitsubishi Lancer EVO IX), infortúnio que os tirou da luta pelo triunfo na prova, a duas classificativas do final, tendo ainda contribuído para as mazelas que ditaram os abandonos precoces de João Bica/João Sena (Mitsubishi Lancer EVO IX) e de João Martins/Pedro Conde (Mitsubishi Lancer EVO IX). Tal, no entanto, não impediu que os pneus Kumho colocassem seis equipas no Top 10 final, reclamando ainda duas posições no pódio absoluto.
Imunes a todas as
armadilhas, Nuno Carujo e Daniel Martins levaram o seu Mitsubishi Lancer EVO IX
ao 2º lugar da geral da prova, reclamando ainda o triunfo na Divisão 1 do
Desafio Kumho. A dupla assinou uma prova sem erros, ostentando sempre um ritmo
forte e recolheu esses dois magníficos pecúlios com todo o mérito.
Vasco e Filipa Tintim reclamaram a 2ª posição na divisão, depois de uma prova construída na regularidade e sem qualquer problema no seu robusto Subaru Impreza. O pódio da Divisão 1 Kumho ficou completo com o 3º posto de Paulo Cruz e João Luz, capazes de levar o Lancer EVO IV ao fecho de um rali desafiante. Uma palavra para José Batista e Jorge Rita que, correndo por fora do DKP, usaram da melhor forma os Kumho para colocar o Subaru Impreza no 10º lugar da geral.
Em Serpa, assistimos a
mais um recital de condução de José Ferreira com o BMW 316. Bem navegado por
Mafalda Coelho, o piloto templário não só dominou por completo as lides da
Divisão 2 Kumho, vencendo todas as especiais, mas esteve sempre na luta pelos
lugares cimeiros da geral, sendo recompensado com um notável 3º lugar absoluto,
prémio não só para o seu andamento, mas também para o facto de ter conseguido
escapar a todas as armadilhas do terreno.
Já o 2º lugar na divisão
foi disputado tenazmente por duas duplas. Rui Mendes e João Sebastião, com o
seu habitual Toyota Corolla 2.0, enfrentaram o BMW 316i de Paulo Anselmo e
Pedro Dias da Silva, num duelo que durou até final. A balança pendeu para a equipa
do Toyota por apenas 9 segundos, sendo ainda de destacar que estas duas duplas
Kumho terminaram, respetivamente, em 6º e 7º da geral.
Realce para a prova ousada
de Luís Nascimento e Leonido Madeira que colocaram o pequeno Opel Corsa no 4º
posto da divisão e no 8º da geral. Exibição atrevida e eficaz que os guindou a
um lugar de destaque.
Desta feita aos comandos
de um Peugeot 206, Viana Martins e Vítor Viegas chegram à 5º posição, na frente
da dupla finlandesa Jakko Tapper/Pasi Haatajar, em carro idêntico.
7°s Joaquim Salero/Bruno
Silva e os bravos e rápidos resistentes Filipe Silva/Ricardo Martins não tinha
hipótese de fugir da última posição, dada a enorme perda de tempo com
substituição da transmissão.
O “jugo” cruel da desistência
caiu sobre um naipe de fortes equipas Kumho inscritas nesta divisão.
Helder Cordeiro e Bruno
Pereira desistiram depois de uma saída de estrada, que danificou o Fiat Punto. Por
avaria mecânica, abandonaram Marco Ferreira/Edgar Gonçalves (Citroen Saxo Cup),
David Costa/João Costa (BMW 325i), Jaime Falcão/André Silva (Mazda 323) e Nuno
Silva/Eduardo Gonçalves (Peugeot 206 XS).
Extra desafio, mais duas
duplas Kumho se retiraram da prova. Luís Almeida/Ricardo Bettencourt enfrentaram
problemas mecânicos no Fiat Punto HGT 16V, enquanto Bonito Ramos e Florival
Neto foram forçados a atirar a toalha ao chão quando saiu uma roda ao Opel
Astra GSi.
O 4º Desafio Kumho
Portugal desloca-se agora para a Beira Litoral. O Rali da Bairrada, organizado
pelo Clube Automóvel do Centro, que dá arranque ao Campeonato Centro de Ralis, terá
honras de abertura dos Desafios KUMHO Centro e Asfalto. Será realizado entre os
dias 28 e 30 de Maio, no Município de Vagos.
O galego foi sempre o mais rápido nas subidas de prova com piso seco e assinou uma justa vitória, com o francês Nicolas Verwer, que venceu entre os GT a secundá-lo no pódio absoluto, onde também ficou José Correia que dominou entre os concorrentes inscritos no campeonato. Luís Nunes fechou a prova com mais um triunfo nos Turismos, enquanto Manuel Pereira se impunha nos Legends, Fernando Salgueiro nos Clássicos, Nelson Andrade nos Kartcross, Francisco Milheiro nos 1300 e Eva Laranjeira nos clássicos com essa cilindrada.
Realce para a presença de quase cinco dezenas de pilotos nesta segunda prova da temporada, atestando a saúde do campeonato. A jornada final de Boticas reservada ao Campeonato de Portugal de Montanha JC Group foi animada e decorreu sempre sobre o signo da mudança. Tal como as previsões meteorológicas para domingo anunciava, a chuva fez a sua aparição pouco antes da sessão inaugural de “warm-up” mas, logo após o términos dessa primeira subida do dia, praticamente esteve ausente. A pista ficou progressivamente mais seca, embora exigindo cautelas redobradas por estar sempre a mudar o estado do piso. A segunda subida oficial de prova foi com o piso anda molhado, mas a terceira, disputada ao início da tarde, já revelou um asfalto em condições secas.
Mas nada obstou a que Jacobo Pereira chegasse a uma vitória, anunciada pelo domínio exercido durante o dia de sábado. O piloto galego apenas foi menos eficaz na subida de prova realizada com o piso molhado, mas, na derradeira subida, foi novamente demasiado forte e sai de Portugal com uma vitória justa. Vai também para fora de portas o troféu do 2º posto absoluto, já que o francês Nicolas Verwer deu um recital e condução com o seu Porsche 997 GT2 e suplantou toda a forte concorrência pela posição.
O 3º lugar
absoluto foi assinado por José Correia. Tal como Jacobo, o piloto do Osella
PA2000 EVO2 não teve uma boa subida à chuva, mas retificou o resultado e voltou
a suplantar a concorrência nacional na 3ª subida. Com este resultado, a que
junta as vitórias na Categoria Protótipos e na Divisão A, bem como um 9º lugar
na Categoria 1 do Europeu, onde também se inscreveu, José Correia recolheu a totalidade
dos pontos para o campeonato absoluto e de protótipos, consolidando as lideranças.
António Rodrigues (BRC CM 05 EVO) voltou a dominar as lides da Divisão Protótipos B e, desta feita, almejou ser 2º na categoria, entre os nacionais, reforçando a sua posição pontual em ambos os campeonatos. Nuno Guimarães, seu colega de equipa na NJ Racing, colocou o SilverCar S2 na 2ª posição da divisão, com Joaquim Rino (BRC BR49 EVO) a fechar o pódio.
Entre os GT e excluindo o inatingível Nicolas Verwer, pois o seu GT2 é muito mais competitivo que os GT3 dos pilotos portugueses, assistimos em Boticas a mais um grande duelo entre Pedro Marques e Vítor Pascoal. São intensos a tripular os Porsche 991 GT3 e andam sempre taco a taco. Pedro Marques voltou a impor-se ao atual campeão e esta bem encaminhado na luta pelo título da categoria.
Entre os
Turismos, Luís Nunes deu o litro para chegar a novo triunfo na Categoria e na Divisão
Turismos 1. Acabou por sair de Boticas com mais um duplo pecúlio vitorioso. Na
sua divisão, uma cada vez mais segura e rápida Daniela Marques levou um Subaru
Impreza ao 2º lugar.
Foi com um intenso esforço final que Joaquim Teixeira chegou à vitória na Divisão Turismos 2. Alvo de um problema técnico do Cupra TCR na 2ª subida de prova, que não completou, o transmontano puxou dos galões e fez o melhor tempo do fim-de-semana na derradeira subida, vencendo a divisão e chegando ao 2º posto na categoria. Na sua divisão, o 2º lugar pertenceria Luís Delgado (KIA CEED), com José Carlos Pouca Sorte (BMW M3) a completar o pódio.
Sérgio Nogueira e Parcídio Summavielle. Eis os nomes que dominaram as atenções na refrega da Divisão Turismos 3. Ambos extraíram tudo dos seus Renault Clio RS e foram alternando a posse do melhor tempo. Nogueira liderou no sábado, por três décimas, com Summavielle a vencer à chuva na segunda subida de prova, no domingo. Já com o piso seco, a subida final de “tira-teimas” foi novamente favorável a Sérgio Nogueira, reclamando com toda a justiça uma vitória construída arduamente “no braço”. José Cardoso (Citroen Saxo) foi progressivamente melhorando a sua prestação e conseguiu chegar ao 3º lugar e integrar o pódio já na derradeira subida.
A luta pela vitória no Campeonato de Portugal de Clássicos de Montanha foi intensa e durou até ao último quilómetro. Ambos aos comandos de Ford Escort MKII, Fernando Salgueiro e Ricardo Loureiro entregaram-se ao combate, tendo partilhado a supremacia. Salgueiro venceu, no sábado, a primeira subida de prova. Loureiro retribuiu superiorizando-se na segunda subida, na manhã de domingo. Ficou tudo para resolver na derradeira subida e aí ambos foram a fundo. Salgueiro partiu primeiro, com Loureiro a sair logo de seguida. No final dos 5030 metros do traçado, Ricardo Loureiro superiorizou-se, vencendo com menos de 1 segundo de diferença para Fernando Salgueiro, com os dois a serem os grandes protagonistas entre os Clássicos. O 3º lugar ficou na posse de Daniel Vilaça, coroando assim uma exibição muito regular no seu regresso a estas lides, retirando todo o potencial do seu belo BMW 1602.
Nas contas da TPM1300, Francisco Milheiro (Peugeot 106) voltou a não dar hipóteses aos oponentes da sua caminhada para a revalidação da conquista deste troféu, que almejou alcançar em 2020. O vimaranense foi sempre o mais forte nas subidas de prova, selando um triunfo sem discussão. Atrás de si, Tiago Santos (Citroen AX Sport) assegurou sem problemas o 2º posto final, na frente de Luís Rodrigues (FIAT Punto) que fechou o pódio.
Dominando no
domingo, tal como já o tinha feito na jornada de sábado, Eva Laranjeira
registou a primeira vitória da sua carreira na Montanha. Nesta que foi apenas a
sua segunda prova aos comandos do Peugeot 205 Rally da MNE Sport, a piloto de
Setúbal salta assim para o comando da tabela pontual da taça reservada aos Clássicos
1300. Domingos Fernandes (Autobianchi A112 Abarth) foi segundo em Boticas, registando
um resultado positivo no seu regresso à competição.
O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group prosseguirá dentro de três semanas. Será no “teto” de Portugal Continental que decorrerá a edição 2021 da Rampa Covilhã Serra da Estrela, sob a égide organizativa do CAMI.
4 subidas, 4 melhores tempos colocaram o piloto galego na ribalta. Aos comandos de um Norma M20 FC, Jacobo Pereira parte para a última jornada como favorito ao triunfo nas contas nacionais.
O primeiro dia da Rampa Internacional de Boticas saldou-se por um grande êxito organizativo, protagonizado pelo Demoporto. Boa sequência ao longo de toda o dia, com rapidez de intervenção em todos os momentos em que tal foi necessário, marcaram uma jornada onde o sol reinou. E foi essa celeridade de processos que permitiu à organização decidir estender o programa de três para quatro subidas. Tal deveu-se ao facto de estar previsto mau tempo para o dia de domingo e assim garantir que, pelo menos, uma subida de prova do Europeu fosse disputada em condições normais, com piso seco.
A competir
integrado no CPM JC Group, Jacobo Pereira foi o mais rápido em todas as subidas
do dia. Possuidor de um muito competitivo Norma M20 FC, o galego rodou num
ritmo à parte e lidera isolado a tabela de tempos, sendo previsível que a vitória
não lhe venha a escapar.
2º lugar provisório para José Correia. O líder do campeonato não tem de preocupar com Jacobo no que concerne à recolha de tempos e poderá assim vir a reforçar a sua posição na defesa do título absoluto conquistado em 2020.
Também nos GT, um piloto estrangeiro veio baralhar as contas. Mercê do seu mais competitivo Porsche 997 GT2 e de uma condução de fio recorte, o gaulês Nicolas Verwer impôs-se nesta Categoria e foi mesmo 3º da geral. Esteve sempre “um furo acima” de Pedro Marques e Vítor Pascoal, limitados pelas versões GT3 dos seus carros. Estão, respetivamente, em 2º e 3º e separados entre si por apenas 3 décimas!
O transmontano
Luís Delgado regressou às lides da Montanha para impor o seu KIA CEED nas
contas Categoria Turismo e da Divisão 2, almejando ainda reclamar o 6º tempo
absoluto, no que concerne a este primeiro “assalto” e ser ainda 3º nas contas
da Categoria 1 do Europeu. O flaviense esteve fenomenal na única subida de prova
e parte amanhã com 6 décimas de segundo sobre Luís Nunes (Ford Fiesta ST R5). Nas
contas da divisão de Delgado é Joaquim Teixeira (Cupra TCR) que assume o 2º
posto, sendo terceiro na categoria, estando os dois separados por 5 segundos,
mas ainda com duas subidas para decidir a contenda. José Carlos Pouca Sorte
(BMW M3) é terceiro, mercê de um dia onde esteve sempre muito competitivo e sem
erros.
Já Luís Nunes lidera
na Divisão Turismo 1, de forma perfeitamente tranquila. Daniela Marques esteve sempre muito segura e rápida
com o Subaru Impreza e foi recompensada com o 2º melhor tempo na subida de prova,
estando em condições de garantir mais um pódio nesta divisão. Já José Pedro
Gomes passou este primeiro dia de competição a braços com problemas mecânicos no
seu Opel Astra OPC, terminando o dia com o 3º tempo.
Sérgio Nogueira
(Renault Clio RS) vai para o descanso na liderança da Divisão Turismo 3. O
bracarense conseguiu suplantar na subida de prova Parcídio Summavielle (Renault
Clio R3) por apenas 3 décimas de segundo e a luta promete aquecer nas subidas
de domingo. Francisco Vieira Leite (Toyota Corolla) é terceiro, mas já longe da
luta pela vitória.
Nas contas do
Campeonato Legends de Montanha, Manuel Pereira lidera naturalmente, mercê da
forma como consegue dominar a muita potência do seu Mitsubishi Lancer EVO VI. José
Carlos Magalhães é segundo, depois de um dia em que o seu BMW M3 Compact revelou
alguns problemas mecânicos, que limitaram a sua capacidade competitiva.
Quanto aos Clássicos, a jornada assistiu a um duelo pela primazia entre Fernando Salgueiro e Ricardo Loureiro, ambos em Ford Escort MK II. Tal como na Arrábida, Salgueiro voltou a ser melhor e lidera após o primeiro dia, com 2,6 segundos de vantagem. Daniel Vilaça assinou uma excelente exibição, que o fez guindar o BMW 1602 ao 3º lugar nesta tabela particular, sendo bem possível que venha a coroar com um pódio este seu regresso à Montanha.
Na luta entre os
1300 das taças, Francisco Milheiro (Peugeot 106) voltou a não ter oposição. O
jovem vimaranense foi sempre mais rápido e, na única subida de prova realizada,
registou uma vantagem de 6,6 segundos sobre Tiago Santos (Citroen AX Sport).
Luis Rodrigues, num FIAT Punto, foi 3º, 13 segundos atrás de Tiago Santos.
Eva Laranjeira impôs o seu Peugeot 205 Rallye entre os Clássicos 1300. A piloto de Setúbal dominou a tabela de tempos em todas as subidas do dia. Foi secundada pelo regressado Domingos Fernandes, ao volante do seu tradicional Autobiachi A112.
O programa de amanhã, alterado como já referido, na sequência das decisões tomadas para prevenir os efeitos do mau tempo previsto, iniciar-se-á com uma sessão de “warm-up”, pelas 9 da manhã, sendo depois tempo de Europeu e CPM JC Group enfrentarem as derradeiras e decisivas duas últimas subidas de prova, essenciais para o alinhamento classificativo final desta primeira prova internacional e Montanha realizada em Boticas.
No
arranque do Campeonato Sul de Ralis, o piloto da POOLSHOP ALGARVE assume a
ambição de estar na discussão dos títulos do CSR e da Divisão 1 do Desafio Kumho
Sul. Ricardo Mestre é o navegador de serviço nas provas do campeonato.
Depois de um arranque de temporada atribulado, com a embraiagem do Mitsubishi Lancer EVO VIII MR a ceder em Vieira do Minho, Rui Rijo prepara-se para enfrentar a jornada inaugural do campeonato mais importante entre os inscritos no seu ambicioso calendário de 2021. São as rápidas estradas de terra do Alentejo profundo que servirão de palco ao Rally Flor do Alentejo, prova de arranque do Campeonato Sul de Ralis e que marca ainda o tiro de partida do Desafio Kumho Tyre Sul.
As
duas competições são “os dois grandes desafios da minha época e não
escondo que vou entrar com tudo, dando o máximo para poder estar na discussão
dos lugares cimeiros, sabendo que enfrentamos uma concorrência muito forte, mas
também temos noção do que temos evoluído e vamos tentar estar na luta pelos títulos
em disputa”, destacou Rui Rijo.
A
prova de Serpa é o primeiro “round” do combate e o piloto da POOLSHOP ALGARVE sente-se
“muito capaz de rodar com os melhores, numa prova que me agrada e que é
muito desafiante, com excelentes troços. Vou ter o Ricardo Mestre a cantar as
notas e isso dá-me garantias de que terei um navegador de grande nível e que
muito me ajudará a andar rápido, mas sempre dentro dos limites, sabendo que
para ganhar, primeiro é preciso terminar e que um campeonato é uma maratona
pontual e que não perdoa erros”.
O
Lancer EVO VIII MR foi alvo de “uma profunda revisão e foi completamente debelado
o problema que nos afetou em Vieira do Minho. A Domingos Sport dá-nos garantias
de que teremos o carro em perfeitas condições e agora cabe-nos a nós ir à luta,
tudo fazendo para, pelo menos, estar no pódio final”.
O Rali Flor do Alentejo Cidade de Serpa é uma organização conjunta da Secção de Motorismo da Sociedade Artística Reguenguense e do Município de Serpa. Tem verificações facultativas na noite de hoje, 6ª feira e amanhã, sábado, dia 8, realizam-se as verificações durante a manhã e a partir das 12:00 disputam-se 6 troços num total de 60 kms.
O piloto da MNE Sport lidera
a tabela pontual do Campeonato Legends de Montanha e quer consolidar a posição
em Boticas. O seu BMW M3 Compact foi alvo de uma intervenção profunda no espaço
que mediou desde o arranque da temporada na Arrábida.
O bom resultado obtido no arranque do campeonato não escamoteou alguns problemas que condicionaram a competitividade de José Carlos Magalhães. O piloto da MNE Sport rodou ao longo de todo o fim-de-semana da Rampa PÊQUÊPÊ Arrábida com “problemas no sistema de travagem, que nunca me permitiram atacar a fundo, limitando muito a nossa performance”.
O tempo até Boticas foi aproveitado “para resolver a questão, tendo ainda havido espaço temporal para trabalharmos a fundo na afinação do BMW. O Setup foi alterado e agora vamos ver em pista se a nossa opção vai resultar em pleno como é nossa convicção”.
O líder da tabela classificativa dos
Legends é taxativo nos objetivos que traça: “estamos no comando do campeonato
e é aí que queremos ficar até ao final. Sempre assumi que quero conquistar o título
e, com todo o respeito pelos nossos adversários, que são bons, vamos trabalhar para
conquistar o nosso objetivo. Em Boticas, num traçado exigente que muito me
agrada, a vitória entre os Legends é o nosso alvo. Tudo faremos para o atingir”.
Enquanto team manager da MNE Sport,
José Carlos Magalhães dá conta da satisfação que a estrutura sente “por,
para além de mim e da Eva, fazermos alinhar em Boticas um novo piloto que fará
parte da estrutura e que vai se estrear no CPM JC Group 2021. Sempre dissemos
que queríamos expandir a nossa presença na competição e este é um passo nesse
sentido”.
As lides competitivas começam bem cedo, no sábado, 8 de maio. Às 9 da manhã, acontecerá a 1ª subida oficial de treinos, com a 2ª sessão a estar prevista para o meio-dia. Duas da tarde é o horário reservado para a primeira subida oficial de prova do CPM JC Group. O dia de domingo, 9 de maio, também terá arranque às 9.00 horas, com a 3º e última sessão oficial de treinos. As duas subidas finais a contar para a classificação estão aprazadas, respetivamente, para as 11.30 e as 13.30 horas.
Depois de ter assinado uma grande exibição
na Arrábida, coroada com um resultado muito positivo, o piloto da Articimentos quer
fazer anda melhor em Boticas. Vencer a Divisão Protótipos B e estar no pódio
absoluto são os seus alvos.
Joaquim Rino é um dos “senadores” do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, estatuto justamente alcançado por toda a longa dedicação à modalidade que ostenta no seu currículo desportivo. Para 2021, decidiu apostar num espetacular BRC BR49 EVO e, após a primeira prova com o bólide, Joaquim Rino sente já que “esta será uma aposta ganha. Obviamente, são ainda poucos os quilómetros aos comandos do protótipo e ainda estou muito longe de retirar dele todo o seu potencial, mas, na Arrábida, deu claramente para perceber que me dá mais possibilidades para lutar pelos lugres de topo. Agora tenho plena noção de que a época 2021 será de evolução, sem enjeitar, de forma alguma, estar na luta pelos objetivos que sempre nos guiam”.
Depois do Top 4 absoluto e do 2º lugar na
Divisão Protótipos B, que premiaram a sua exibição na Arrábida, o piloto da
Articimentos sente-se “entusiasmado com o que poderemos fazer na Rampa
Internacional de Boticas. As expectativas estão altas e quero lutar pela vitória
na divisão e fazer tudo para estar no pódio absoluto. A luta com o António Rodrigues
e o Nuno Guimarães vai ser acesa, não tenho dúvidas, mas quero muito sair
vitorioso nesta segunda prova da temporada”.
O consagrado piloto realça ainda que “tenho
total confiança na FR Power para, como sempre, me entregar o BRC nas melhores
condições técnicas. A equipa do Rui Ferreira trabalhou a fundo para colocar o
protótipo com as afinações mais corretas para Boticas e agora tenho de fazer o
meu trabalho em pista. Vou dar o meu melhor”.
O programa da Rampa Internacional de Boticas começa bem cedo, no sábado, 8 de maio. Às 9 da manhã, acontecerá a 1ª subida oficial de treinos, com a 2ª sessão a estar prevista para o meio-dia. Duas da tarde é o horário reservado para a primeira subida oficial de prova do CPM JC Group. O dia de domingo, 9 de maio, também terá arranque às 9.00 horas, com a 3º e última sessão oficial de treinos. As duas subidas finais a contar para a classificação estão aprazadas, respetivamente, para as 11.30 e as 13.30 horas.
Piloto de Almada vai ter um ano intenso, mas diverso dos anteriores, ditado pelo contexto em que nos encontramos e que não vai ser dedicado a nenhuma prova em particular, mas caracterizado por participações em eventos especialmente escolhidos. Ao consagrado Mitsubishi Lancer EVO junta-se um Skoda Fabia R5 como “armas” a utilizar por Rui Madeira ao longo da época.
Rui Madeira continua a nutrir uma enorme paixão pelo desporto automóvel em geral e pelos ralis em particular, mas sente que na atual situação há outras prioridades. “Esta será certamente uma época diferente, pois em tempos de pandemia o nosso maior alento é a saúde de todos e o regresso à normalidade de um desporto que tanto amamos”, começa por explicar. Sente-se mesmo “honrado e privilegiado por poder montar, uma vez mais, um projeto desportivo. Quero agradecer aos meus patrocinadores, como a Galp, que me apoia há 28 anos, a MEO, a Delta Cafés e a Alugatudo. O seu apoio e a sua confiança dão-nos alento e vontade de continuar e de retribuir com excelentes participações em todas as provas!”.
O piloto da
margem sul adianta que a sua época esteve para se iniciar ao mais alto nível: “esteve
perto de ter sucedido a participação no Rali Terras d´Aboboreira pois gostaria
muito de pilotar um R5 em terra, mas a par de uma vida profissional cada vez
mais exigente, tive o sentimento que não o faria da forma competitiva, pois são
necessários muitos testes para acompanhar os mais jovens, e não queria de forma
alguma, hipotecar a possibilidade de fazer um programa mais amplo com
participações em provas Legends em que o convívio e a competição se aliam de
forma única”.
Mas Rui
Madeira não tira o foco da sua intenção de alinhar em eventos que para si têm
um significado especial e com um copiloto ao qual está ligado pela sua história
desportiva. “Não será menos importante fazer o Rali das Camélias,
navegado pelo Nuno Rodrigues da Silva, aos comandos de um Skoda Fabia R5, que já
estava no programa de 2020, mas que a pandemia obrigou a que esta prova fosse
só agora disputada”, adianta o piloto de Almada cujo “objetivo será
naturalmente o de lutar pela vitória, pois Sintra sempre foi o local que marcou
a minha estreia como espetador de um rali e logo no épico Rali de Portugal de
1981, o que representa sempre uma motivação extra”.
Mas competir
com uma das máquinas de referência nos ralis atuais não será a única forma de
Rui Madeira estar presente na competição, pois a aura do passado também o
chama. E aos comandos do famoso Mitsubishi Lancer EVO, participará em Ralis
Legends como o RallySpirit, a Transmiera Cantabria e o Rali Legends Luso, a par
da forte possibilidade de participar no Rally Legends San Marino com uma
viatura de topo dos anos 90, oportunidade que o consagrado piloto encara “com
muito entusiasmo. É um convite praticamente irrecusável e estamos a concertar
todos os pormenores. Iremos fazer o anúncio oficial oportunamente e julgo que
vai ser algo que vai ter muito impacto!”.
O piloto almadense admite que “a época vai ser variada”, pois além deste preenchidíssimo programa ainda será “o embaixador do Rali de Lisboa. Esta é uma prova que me diz muito pois traz de volta à capital o fascínio dos ralis. Julgo que será uma das grandes novidades desportivas de 2021, inserida em Lisboa Capital Europeia do desporto.2021”. Aprova vai ter o centro nevrálgico na zona da Expo e uma “Street Stage” na Alta de Lisboa, sendo a Região Oeste a receber as restantes especiais do rali.