Gonçalo Inácio estará presente na Rampa Pêquêpê Arrábida 2020 já no próximo fim-de-semana o volante de um Peugeot 208 R2 da equipa atual líder das duas rodas motrizes (2RM) do Campeonato Nacional de Ralis, Inside Motor.
Este é um regresso especial para o piloto de Lisboa, pois foi nesta mesma rampa que se estreou no desporto automóvel em 2002 ao volante de um Datsun 1200 e também pelo facto da mesma, quando pontuou pela primeira vez para um campeonato nacional, foi vencida pelo seu pai Carlos Inácio em Ford Sierra Cosworth.
“É um regresso muito desejado à Rampa da Arrábida, não só pelo facto de voltar a participar na prova onde me estreei no desporto automóvel, como também pelo facto de poder competir nas proximidades dos meus atuais patrocinadores”, disse Gonçalo Inácio.
Quanto à viatura a utilizar, “estou muito contente por voltar ao Peugeot 208 R2 da equipa Inside Motor, esperando aproveitar ao máximo esta oportunidade ao volante deste pequeno leão”. No que diz respeito aos objetivos desta participação, o piloto adianta ainda, “espero divertir-me ao máximo e claro lutar pela vitória na classe”. Por fim, o piloto quis deixar “um agradecimento a todos os patrocinadores e amigos que tornaram este regresso possível, esperando corresponder às expectativas”, sendo de esperar que esteja em destaque na luta pela primazia na Divisão Turismo 1.
A mítica Serra da Arrábida recebe já no próximo fim-de-semana a terceira jornada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Será um fim-de-semana fulcral para as contas finais do campeonato, numa época encurtada e em que cada prova se transforma numa autêntica final.
O
evento apresenta um programa ambicioso, juntando às lides do CPM JC Group, uma
Rampa Regional e a estreia do Desafio Kumho Solo Escort e representa um autêntico
feito hercúleo dos organizadores que tem feito das tripas coração para
conseguirem ultrapassar todos os problemas e limitações que a pandemia
provocada pelo COVID-19 tem provocado.
Numa época em que o calendário se viu reduzido a metade das oito provas previstas, a Rampa PÊQUÊPÊ Arrábida assume-se como muito importante para as contas finais do ano, podendo mesmo ser decisiva para atribuição de alguns títulos, sendo também motivo de interesse perceber se teremos repetição quanto à obtenção do triunfo ou terceiro vencedor absoluto diferente em outras tantas provas. Lembremos que José Correia, atual líder do campeonato absoluto, saiu vitorioso do arranque da época em Murça, enquanto João Fonseca reclamou o trono na Serra da Estrela. Serão de certeza também muito “quentes” as lutas pela primazia na discussão dos cetros entre os Turismos, os Legends e os Clássicos, sendo também a Arrábida momento importante para as contas das taças para os 1300cc. Fora da competição pura e dura, destaque para a presença de Armindo Araújo, que tripulará o carro de segurança que abrirá cada uma das subidas da prova.
E
quando estamos então prestes a ver acontecer o evento, Fernando Matias, líder
do CMS, realça “os longos dias de trabalho dos fantásticos elementos
deste clube, no terreno, em reuniões com as autoridades e com os parceiros,
para podermos levar a bom porto esta terceira tentativa de realizar a Rampa PÊQUÊPÊ
Arrábida 202. Felizmente e de momento, contamos com o parecer positivo das
autoridades de saúde e o total apoio do município e, caso não haja nenhuma
situação de enorme emergência pública, está tudo reunido para que a rampa se
realize”.
A crise socioeconómica tem afetado algumas listas de inscritos das provas de desporto motorizado que se têm realizado. O dirigente setubalense destaca “a lista de inscritos muito satisfatória que foi possível reunir e que rondará os 40 pilotos, distribuídos por todas as competições que a rampa vai promover”. As diretrizes da DGS e o necessário plano de contingência que tem de ser aplicado na prova deixou para outra altura “todo um programa de animação que tínhamos preparado para esta edição, mas a situação grave que no país atravessa merece de nós todo o respeito e toda a dedicação a fazer com que a segurança de todos seja protegida”. Aliás, são essas restrições que fazem com que “infelizmente a rampa seja feita sem público e com os acessos a todas as zonas do evento muito controlados para que não haja qualquer problema”. Como tal, Fernando Matias destaca a aposta forte que a organização fez “em levar a rampa até aos aficionados que não vão poder marcar presença, estando preparada uma emissão nas redes sociais do clube em live streaming, que, ao longo dos dois dias, vai transmitir durante cerca de dez horas”.
Por razões de segurança relacionadas com as contingências gerais provocadas pelo surto pandémico, será este ano utilizado o chamado “traçado antigo”, com uma extensão de 3,1 kms, uma inclinação média de 6,2% e um desnível acumulado de 185 metros de ascensão, continuando a ser tecnicamente muito desafiante, para além de ser todo realizado perante uma paisagem deslumbrante, no interior da área protegida de uma das mais icónicas serras de Portugal.
Uma das grandes novidades passa pelos horários do programa competitivo. Levando em linha de conta que já estamos sob a égide do horário de inverno, com a noite a começar a cair cedo, o Clube de Motorismo de Setúbal optou por colocar o início das subidas bem cedo.
No sábado,
o semáforo verde ligar-se-á pela primeira vez às 9 da manhã, com duas subidas
de treinos da rampa regional. O pelotão do CPM JC Group enfrentará a pista por
duas vezes, a partir das 11.00 horas, para a sessão de warm-up e dos 1ºs
treinos oficiais, antes de um pequeno intervalo para almoço. As lides serão
retomadas por volta das duas da tarde, com a 2ª sessão de treinos oficiais,
estando a única subida oficial de prova deste primeiro dia aprazada para as 15.00
horas.
O dia de domingo também tem arranque previsto para as 9.00 horas. No período matinal vão realizar-se mais duas subidas do CPM JC Group, correspondentes à 2ª sessão de warm-up do fim-de-semana e à 3ª de treinos oficiais. Também será neste período que se resolverão as contas da rampa regional, com duas subidas a contar para a classificação particular dessa competição. A tarde de domingo será o ponto algo do programa, transformando-se no palco das duas subidas “tira-teimas”. O pelotão do CPM JC Group dará tudo na 2ª e 3ª subidas oficiais de prova que resolverão todas as contas quando à geral e às classificações particulares das categorias, dos grupos e das classes.
Na próxima época, a emoção habitual das lutas acesas pela primazia no Desafio Kumho Portugal também ocorrerá nos Açores, com o nascimento do Desafio Kumho Açores Asfalto (DKAA) que, na sua primeira época, terá as viaturas com duas rodas motrizes como principais protagonistas.
Mesmo quando ainda estamos na reta final de
uma época atribulada e atípica, fruto dos fortes efeitos provocados pela crise
pandémica, as atenções viram-se já para a preparação da época 2021 e a 4ª
edição do Desafio Kumho Portugal irá apresentar muitas novidades, sendo que uma
das principais está já assegurada.
A competição Kumho parte à conquista dos Açores, mercê de uma parceria já firmada entre a ASR Tyres, que tutela a Kumho Motorsport em Portugal e Espanha e as entidades que, no seu conjunto, formam o promotor do Troféu Ralis de Asfalto dos Açores (TRAA): Terceira Automóvel Clube, Clube Asas do Atlântico, Pico Automóvel Clube e AGROPROME.
Este avanço na presença da Kumho Motorsport no arquipélago açoriano dá seguimento à presença já efetiva nos ralis da região autónoma, que tem sido assumida pelas duplas Ricardo M. Moura/Fábio Silva (Peugeot 206 RC), Paulo Silva/Duarte Martins (Subaru Imprenza) e Fábio Silva/Gustavo Silva (Citroen Saxo), sendo de prever que muitos mais se juntarão em 2021 à “armada” Kumho insular.
A 1ª edição do Desafio Kumho Açores Asfalto será composta por 5 provas, sendo que 4 delas integrarão o Campeonato de Ralis dos Açores. A outra prova será realizada na Ilha Graciosa. Para Alfonso Salgueiro, administrador da ASR Tyres, esta é “uma enorme oportunidade para a Kumho Motorsport ganhar importância e protagonismo dos ralis açorianos, sendo também e uma vez mais, a nossa forma de colaborar na promoção dos ralis em Portugal, estabelecendo esta excelente parceria que dotará os ralis açorianos de mais uma competição aguerrida, aliciante nos prémios e nos apoios que damos aos pilotos que participam nas nossas iniciativas e que têm demonstrado grande satisfação com a escolha dos pneus Kumho, pela sua competitividade e pela importância que o nosso apoio tem assumido para a gestão das suas épocas”.
Já para Paulo Silveira, Presidente do
Terceira Automóvel Clube, esta parceria “traz uma nova vida aos ralis
açorianos, sendo de realçar que ao colocar os carros de duas rodas motrizes
como protagonistas principais, dá uma fantástica oportunidade às equipas que
utilizam este tipo de viatura de estarem na luta por um troféu prestigiante e
com prémios aliciantes. É justo que assim seja até porque os carros de duas
rodas motrizes são a maioria do parque automóvel que compete nos ralis
açorianos”.
No entanto, a comissão organizadora do DKAA estuda a forma de poder acolher e apoiar os 4WD para passarem a integrar a “armada” Kumho açoriana, embora sem pontuarem para o DKAA. Aguardando a publicação oficial por parte da FPAK do calendário regional açoriano de ralis para 2021, a ASR Tyres e os clubes promotores envolvidos nesta parceria remetem para uma futura apresentação oficial do Desafio Kumho Açores Asfalto mais detalhes sobre o regulamento em geral e os prémios em particular.
Algumas unidades de pré-produção do Nissan ARIYA, o recentemente revelado crossover coupé totalmente elétrico, acabam de desembarcar na Europa, onde a emoção e interesse dos clientes da região estão a crescer exponencialmente.
«É com grande prazer que vemos as primeiras unidades do ARIYA chegar à Europa. Estas são unidades de pré-produção que irão ser usados como veículos de demonstração e alguns deles também para testes no terreno», disse Helen Perry, diretora de marketing para os automóveis elétricos de passageiros na Nissan Europa. «Podemos constatar ao vivo como este novo Nissan é realmente elegante e estamos muito entusiasmados para compartilhar mais detalhes nos próximos meses», acrescentou Perry.
O Nissan ARIYA vai estar disponível em 5 versões na Europa. Desta forma, o crossover coupé totalmente elétrico encaixa-se perfeitamente nas necessidades do cliente europeu. O Nissan ARIYA estará disponível para entrega aos clientes europeus na segunda metade de 2021. Os interessados portugueses já podem registar o seu interesse no Nissan ARIYA para serem os primeiros a receber atualizações visitando o site da Nissan em Portugal.
O ano de 2020 está a transformar-se num “calvário” de incidentes que têm condicionado as ambições e os resultados da dupla do Macambi Racing Team. Desta feita e quando estavam na luta pelo triunfo entre os RC2N, um toque numa pedra danificou a mecânica do Mitsubishi Lancer EVO X e forçou a equipa a desistir.
Fernando Teotónio e Luís Morgadinho chegaram ao rali terras D’Aboboreira cientes da importância acrescida que a prova tinha para as aspirações ao título do Macambi Racing Team, sendo certo que só o triunfo entre os RC2N se apresentava como solução para continuar na luta pelo cetro nacional, que a dupla já conquistou em 2018. Sendo também o regresso aos pisos de terra, a dupla estava entusiasmada pois não escondem a sua predileção por este terreno, querendo entrar forte e imprimir um andamento rápido no Mitsubishi Lancer EVO X preparado pela Domingos Sport.
A tirada inicial, realizada na tarde sexta-feira, contemplava duas passagens na serra da Aboboreira e começou logo com um incidente. Como nos explica Fernando Teotónio, ainda “nos primeiros quilómetros da especial de abertura, quase que batíamos em dois cães que apareceram no meio da estrada. Felizmente conseguimos evitar o acidente, mas perdemos alguns segundos e tivemos que reentrar no ritmo, prejudicando, como é óbvio, o tempo final”. Na segunda passagem pela PEC, Teotónio e Morgadinho aumentaram o ritmo, conseguindo “melhorar substancialmente o tempo e ganhando alguma confiança extra para poder estar na luta, pois deixamos tudo em aberto para a segunda etapa, no que respeita ao triunfo nos RC2N”. No fecho deste primeiro dia estavam na segunda posição, a poucos segundos da liderança.
Mas a sorte nada quis com a dupla do Macambi Racing Team. Partindo para o segundo dia com vontade de atacar a liderança, assinaram um bom tempo na primeira passagem pelo duro troço percorrido na serra do Marão, mantendo-se na luta pela primazia nos RC2N.
Só que na especial seguinte e quando rodavam completamente ao ataque, viram os seus esforços irem por água a abaixo quando “batemos numa pedra que atingiu o cárter do motor e este, por sua vez, subiu com a pancada e foi afetar a bomba de óleo. Mesmo com todas as luzes do monitor a dar sinal de alerta e sentindo que o motor estava a falhar, não levantámos o pé e vencemos a especial, reduzindo a diferença para a liderança” explicou Fernando Teotónio. Só que, quando “chegamos à Assistência da Domingos Sport, o veredicto foi cruel: O Mitsubishi Lancer EVO X não estava em condições para continuar e a desistência foi inevitável”. O piloto do Macambi Racing team não esconde que “a desilusão foi enorme porque estávamos dispostos a andar literalmente nos limites nas duas classificativas que faltavam e, a vitória na última PEC que fizemos deu conta de que tínhamos todas as hipóteses de ainda chegar à vitória!”.
Agora, as atenções da equipa já estão voltadas para o Rali Casinos do Algarve onde, segundo Luís Morgadinho, navegador e Team Manager da equipa, o objetivo passará por “querer fazer esquecer todos os problemas e vicissitudes que temos sofrido, dando o máximo para chegar à vitória e assim terminarmos em grande a época”.
O 4.º Raid TT Vinhos Beira Interior encerra, de 22 a 24 de Novembro, o programa de atividades do Clube Escape Livre em 2020 e acontece, com todas as autorizações, incluindo a da entidade de saúde, respeitando as regras em vigor e por isso limitado no número de equipas e pessoas.
A Quinta da Cheínha, em Pinhel, será o centro
de operações para esta edição do Rad TT Vinhos Beira Interior que tem o alto
patrocínio do Município de Pinhel e que, como o nome indica, não deixará de
proporcionar aos participantes provas de vinhos dos muitos e referenciados
produtores da região, nomeadamente do concelho de Pinhel.
As equipas vão ficar instaladas em vários dos
qualificados alojamentos turísticos do concelho afastando assim aglomerados
inapropriados. E de forma a garantir o distanciamento, todas as refeições
terão, desta vez, lugar no restaurante “O Petisco”, utilizando o seu grande
salão de festas adequado a 300 pessoas e que, neste caso, só dará lugar às
poucas dezenas de participantes do Raid.
O todo o terreno propriamente dito, inicia-se no sábado de manhã com um percurso que ruma a norte para permitir aos participantes apreciarem as belas paisagens da região e visitar a Casa Forte em Cidadelhe, onde se encontra o famoso palio secular, enquanto da parte da tarde a caravana ruma a sul com o trajeto a estar desenhado por entre vinhas, numa antecipação ao que acontece no domingo. A manhã de domingo fecha o programa com um percurso a alargar-se ao concelho vizinho de Figueira de Castelo Rodrigo com paragem na sua Adega Cooperativa.
No almoço de encerramento será altura de evocar a capital dos vinhos 2020 / 2021 e certamente agendar já a participação na edição de novembro de 2021, esperando-se que, nessa altura, seja já possível aliar o TT, como tem acontecido nos últimos anos, à Feira de Vinhos e Sabores este ano cancelada face aos milhares de visitantes que atrai. Para Luis Celinio: “Apesar das medidas divulgadas pelo governo no último sábado é possível, respeitando e seguindo todas as regras em vigor e cumprindo com o plano de contingência do Raid, entretanto aprovado, realizar este evento. Mas para além do empenho do Escape Livre, detentor do selo Clean and Safe, é importante que cada participante, por si, venha preparado para cumprir à risca todas as medidas. Foi assim que aconteceu nos quatro eventos que realizámos em setembro, alguns com bem maior complexidade como o Off Road Bridgestone Santiago de Compostela, e, estou certo, será assim agora, permitindo que cultura, vinhos e todo o terreno contribuam de forma muito significativa para a economia local tão depauperada com a pandemia. Mas, esta é a verdade hoje. Estaremos atentos para nos adaptar a outras medidas”.
O piloto penafidelense do Placogomes Racing Team já não competia há quase um ano e nem isso o enferrujou. Estreando um Mitsubishi Lancer EVO VII no Rali Terras D’Aboboreira, dominou a seu belo prazer as contas do Desafio Kumho Portugal e assegurou um brilhante 2º lugar na geral da prova respeitante ao Campeonato Norte de Ralis.
11 meses e uma semana depois de ter, pela última vez, envergado o capacete para competir, então na edição 2019 do rali de Paredes e mais de três anos após a sua última participação num rali em pisos de terra, José Gomes voltou ao ativo, sendo o Rali Terras D’Aboboreira o palco escolhido, integrando o pelotão do Campeonato Norte de Ralis. A seu lado uma estreia: André Gaspar, que veio assim fazer parte de uma das provas mais bem-sucedidas do piloto penafidelense.
Estreante era também a “arma” que a dupla utilizou. Pela primeira vez, José Gomes assumiu o volante do Mitsubishi Lancer EVO VII, arma que o colocava entre os possíveis protagonistas d aluta pela geral do rali e pela vitória na Divisão 1 Kumho. Pela frente, a dupla tinha para enfrentar 4 especiais, com um total de cerca de 68 quilómetros contra o cronómetro, distribuídos pelas serras do Marão e da Aboboreira e que anteviam enormes dificuldades para o pelotão, sobretudo nos mais de 23 quilómetros no marão, percorridos por duas vezes.
José Gomes esteve simplesmente brilhante. Em termos de CNR rubricou o segundo melhor tempo nos três primeiros troços cronometrados, coroando a sua exibição com a vitória na última especial e selando um magnífico 2º lugar no fecho da prova. A tudo isto juntou o domínio absoluto entre os elementos da “armada” Kumho, sendo sempre o mais rápido e conquistando a vitória na Divisão 1 da competição organizada pela ASR Tyres, importador dos pneus coreanos.
Foi um regresso em cheio que deixa o penafidelense “muito feliz por termos alcançado este fantástico resultado. Foi um regresso que me deixou encantado com o prazer que retirei de todos os quilómetros em competição. Troços duros, mas incríveis, com o do Marão a ter zonas verdadeiramente demolidoras, que exigiram muito de nós, mas que também nos permitiram andar forte e estar sempre entre os melhores. Ao longo da prova, fomos melhorando a nossa adaptação ao carro e fomos introduzindo alterações na afinação da suspensão que resultaram em pleno”. A vitória entre os Kumho representa “uma enorme felicidade. Gostamos muitos dos pneus e da relação que temos com os responsáveis da marca e ficamos muito felizes por ter dado aos Kumho mais um pódio à geral”, destacou ainda José Gomes.
A pandemia que estamos a enfrentar alterou completamente os planos do piloto e da equipa para 2020. No início do ano, o calendário previsto seria iniciado “no Rali de Vieira do Minho, que serviria de estreia e teste do Mitsubishi, para depois poder estar presente no Rali dos Açores, rali que adoro e onde queria muito voltar. Com a anulação das provas e o confinamento que sofremos, a época ficou praticamente arruinada e cheguei a pensar em não competir este ano até porque, logo depois, inscrevemo-nos para Vila do Bispo e a prova foi adiada para uma data que se revelou impossível para mim, por motivos profissionais”. Assim, esta presença vitoriosa na Aboboreira pode mesmo vir a ser “a única participação do ano” para o volante do Placogomes Racing Team.
Quanto a 2021, José Gomes assume que gostaria de “disputar com condições para lutar pelo título ou no Campeonato de Portugal de Clássicos ou no Campeonato Norte de Ralis. Vamos aguardar o que se vai passar com esta pandemia, falar com os patrocinadores e decidir com calma, sendo certo que só assumiremos uma época inteira se for para disputar um título!”.
João Vinha e Cristiano Queiroga assinaram uma exibição de bom nível no Rali Terras D’Aboboreira. Apenas um incidente que ditou uma penalização no fecho os impediu de colocar o Mitsubishi Lancer EVO VI no Top 4 da prova dedicada ao Campeonato Norte de Ralis.
A dupla de Penafiel apresentou-se à partida
da segunda prova em pisos de terra da temporada do Campeonato Norte de Ralis
motivada para tentar medir forças com os principais interessados na luta pelos
lugares de topo e, mesmo sendo a primeira tirada de João Vinha e Cristiano
Queiroga neste tipo de piso, aos comandos do Mitsubishi Lancer EVO VI, cedo se
percebeu que a equipa da Quatro Quartos Motorsport não entrou na parte
competitiva com qualquer laivo de receio e imprimiram um ritmo que os colocou
na ribalta.
Assinaram o 4º tempo absoluto na 1ª PEC, posição
que repetiriam na segunda passagem pelo mesmo traçado na serra do marão, na
terceira especial. Já na PEC 2 foram quintos mas na quarta e ultima
classificativa do programa lograram aumentar o ritmo e realizar o segundo tempo
da geral, sendo de salientar que a longo de toda a prova, os tempos realizados consolidaram
um 4º lugar na classificação geral, resultado que viria a ser prejudicado por
uma penalização de estrada que os atirou para um 10º lugar final, nada consentâneo
com a exibição assumida.
Em jeito de rescaldo, João Vinha salientava
a importância que o rali teve “para continuarmos a ganhar ritmo
competitivo, neste que foi apenas a segunda prova que disputamos em 2020 e a primeira
em terra, sendo ainda de salientar que viemos para este rali com algumas
alterações no nível competitivo do Mitsubishi e seria em competição que iríamos
testar essas opções”.
O piloto penafidelense considera que “temos
de estar muito satisfeitos. Não só o carro se mostrou muito bem preparado,
estando a minha equipa de parabéns pelo excelente trabalho que fez antes da
prova, como também conseguimos demonstrar toda a nossa competitividade, estando
sempre entre os mais rápidos nestas especiais muito duras e desafiantes, o que
nos deixa muito confiantes para o futuro. Sem a penalização que resultou de um incidente
que não devemos relevar, seríamos quartos da geral, em luta direta com grandes
pilotos, com carros muito competitivos e como muita mais experiência do que nós”.
Em jeito de alerta pessoal, João Vinha confessou divertido que terminou o rali “muito cansado, o que indica que claramente tenho de ir para o ginásio e ficar em muito melhor forma, tendo em vista o ano de 2021”, onde o piloto e líder da Quatro Quartos Motorsport quer “tentar montar uma época completa, possivelmente no Campeonato Norte de Ralis e com condições para poder lutar regularmente pelo pódio”.
Num fim de semana que estava a correr de feição, a uma volta do fim da corrida, o McLaren da dupla portuguesa foi posto fora de pista para a vitória nessa corrida e com isso, arredado da vitória mais que certa no Campeonato. Felizmente ainda existe justiça e o Colégio de Comissários viria a considerar a manobra de Abril como antidesportiva e após essa decisão o titulo viria a ser atribuído a Miguel Ramos e Henrique Chaves.
Chegou-se a pensar que a dupla Portuguesa constituída por Miguel Ramos e Henrique Chaves iriam ser espoliados da vitória no International GT Open 2020. Um fim de semana que foi preparado ao pormenor e no qual a corrida de sábado foi desenhada em termos de classificação e handicaps, para tentar garantir a vitória este domingo.
E tudo parecia estar a correr bem, pois Chaves arrancou muito bem do terceiro lugar e ainda na primeira curva conseguiu ultrapassar o Ferrari #17 dos principais opositores para o Campeonato, na altura pilotado por Louis Prette. Durante a primeira parte da corrida, Henrique Chaves foi conseguindo construir uma razoável vantagem ao que aliado ao menor tempo de paragem durante a troca de pilotos, permitiria a Miguel Ramos entrar em pista bastante confortável na liderança da corrida.
Com efeito Miguel Ramos entrou para o seu turno com cerca de 15seg de vantagem o que lhe permitiu fazer um turno com todas as cautelas, pois bastaria garantir o primeiro lugar em que se encontrava. Com o que Ramos não contava era com o segundo Ferrari da AF Corse de Ortelli que se atrasou propositadamente e se “plantou” à espera de Ramos e depois na frente do piloto Português, durante cerca de oito voltas ilegalmente porque ia ser dobrado, o fez atrasar, provocando a rápida aproximação do Ferrari de Abril, que estava na luta com Ramos pelo título. A quatro voltas do fim, Ramos consegue passar Ortelli, e quando chega o seu colega de equipa, Ortelli deixa-o passar.
Os dois principais candidatos ao título tiveram um final de corrida de alta tensão e assim se aguentaram durante mais três voltas, até que Abril empurrou deliberadamente Ramos para fora de pista e com o McLaren na gravilha, foi impossível a Miguel Ramos continuar em prova. Tudo estava premeditado porque Abril já tinha uma penalização de 2 segundos por não ter cumprido o handicap e sabia que não bastaria passar Ramos, porque a uma volta e meia do final, seria impossível ganhar 2 segundos.
Foi quase impossível arrancar algumas palavras a Miguel Ramos, pois o desalento era enorme logo no final da prova, de qualquer modo e logo que chegou à box acompanhado pelo patrão da equipa, Teo Martín, Ramos ainda deixou escapar “Não pode valer tudo na vida e nas corridas também não. Já ganhei muitas corridas, já perdi muitas, já tive lutas muito duras, mas o que se passou este fim de semana aqui em Barcelona é lamentável. Primeiro foi o Ortelli no segundo carro da AF Corse que me bloqueou durante metade do meu stint e depois quando finalmente com caminho livre e pensava eu que ia ter uma luta muito dura mas leal, como sempre sou, com o Abril pela vitória, eis que sem nenhum sentido ele tenta passar onde não há a mínima hipótese. Eu fiz a minha trajetória normal, estou a tocar no corretor interno e de repente levei uma pancada na traseira esquerda, ficando sem a mínima hipótese de me manter em pista. Infelizmente parei na caixa de gravilha e por isso era impossível continuar. Se eles fossem mais fortes, haveriam de conseguir passar em pista e não precisariam deste tipo de golpes sujos. Entendo que estivessem desesperados, mas assim não“.
Entretanto e horas mais tarde, após a reunião do Colégio de Comissários na qual foi realizada justiça, Miguel Ramos e Henrique Chaves foram declarados Campeões. “A justiça por vezes tarda, mas desta feita não faltou. Fizemos uma época fantástica, liderando desde o primeiro fim de semana até ao último, pelo que acho que somos uns justos vencedores. Muitos parabéns a toda a estrutura da Teo Martín Motorsport, ao Teo e ao meu parceiro, o Henrique, que esteve sempre a muito alto nível toda a temporada”, comentou Miguel Ramos à saída do Circuito de Barcelona.
Já Henrique Chaves, que este ano completou o seu segundo ano no mundo dos GT, era o espelho da felicidade após todas as decisões tomadas. “Foi uma temporada comprimida em poucos meses e em que tivemos de estar sempre no nosso melhor. Penso que fomos os mais fortes ao longo da época, mostrando sempre rapidez e consistência. Este título é o prémio pelo trabalho que desenvolvemos durante todo o ano. Quero dar os parabéns à Teo Martín Motorsport e ao Miguel e agradecer todo o apoio dos patrocinadores, familiares e amigos. Agora temos de celebrar”, concluiu o português.
O piloto de Penafiel comandou o pelotão dos pneus coreanos e foi um dos protagonistas do duplo pódio Kumho no Rali Terras D’Aboboreira 2020. No regresso dos pisos de terra, os pneus Kumho voltaram a estar ao mais alto nível e com resultados de relevo. As duplas José Gomes/André Gaspar e Tiago Almeida/Bruno Azevedo garantiram o 2º e o 3º lugar, respetivamente, na prova do Campeonato Norte de Ralis.
E o feito
em causa foi assumido por equipas a protagonizarem estreias. No caso de José
Gomes, veio a combate com um novo Mitsubishi EVO VII e também tinha a seu lado
pela primeira vez, o navegador André Gaspar.
A sua exibição nas serras do Marão e da Aboboreira foi simplesmente notável. Nada limitado nem pelo imenso hiato de tempo desde a sua ultima participação, datada já de 2019, nem pela estreia do carro, José Gomes assumiu um andamento muito forte, registando três segundos lugares nas três primeiras PEC, nas contas do CNR, vencendo mesmo a 4ª e ultima especial, sendo sempre o mais forte em todas elas no que respeita à luta pela supremacia na Divisão 1 do Desafio Kumho Portugal que, neste rali, tinha uma jornada dupla a contar para os Desafios Kumho Terra e Kumho Norte. O piloto de Penafiel saiu assim do rali com a pontuação máxima possível nas contas Kumho.
Logo atrás, Tiago Almeida era o piloto de serviço na estreia absoluta do Mitsubishi Mirage em ralis nacionais. O piloto enfrentou as duras especiais da prova logo após ter sofrido um acidente pessoal que o deixou com uma mão magoada e que o afetou com dores ao longo de toda a prova. Mesmo assim, não baixou os braços e foi sempre rápido, terminando a 37,3 segundos de José Gomes, juntando ao excelente 3º lugar na geral do rali, o 2º posto nas contas Kumho desta divisão.
Regularidade leva João Silva
à vitória na Divisão 2
As contas
da Divisão 2 do Desafio Kumho Portugal passaram por apurar quais seriam as
equipas que conseguiriam apresentar nos quatro duros troços de terra a melhor
relação entre rapidez e fiabilidade.
Os longos
23,67 quilómetros da PEC inicial, na serra do Marão, apresentaram os argumentos
de força de Tiago Caetano e Luís Boiça que venceram o troço com larga vantagem
sobre os demais. A dupla viria a registar um mau tempo na 2ª PEC, mantendo, no entanto,
o comando, mas antevendo que algo se passaria no Citroen Saxo.
E assim
era. Na terceira classificativa, uma avaria colocou-os fora do rali, saltando
para a liderança João Silva e José Azevedo, mais rápidos nesse troço. Sempre
muito eficazes aos comandos do Nissan Micra, foram para a última especial com a
liderança controlada e chegaram a um justo triunfo, construído com a capacidade
que têm vindo a demonstrar de assinarem exibições onde as falhas são raras. Esta
vitória reforça a candidatura da dupla ao título Kumho a norte.
O 2º
lugar final na Divisão 2 foi o prémio para a garra e a entrega dos estreantes
João ferreira e Ana Ferreira. Para além do excelente resultado, levam ainda
para casa a satisfação complementar de terem sido os mais rápidos na última
especial, coroando um rali onde foram sendo cada vez mais rápidos.
Inglória
foi a presença do Peugeot 206 GTi de David Santiago e Tiago Neves, forçados a
desistir logo no primeiro troço, devido a um problema mecânico.
O 3º Desafio Kumho Portugal ruma agora novamente a sul. Terá dupla jornada, cumpridas nos dois dias de competição do Rali Casinos do Algarve. As mesmas, com pontuações distintas, contarão para os Desafios Kumho Asfalto e Sul.