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  • Uma mão cheia de vencedores no emblemático Rali da Bairrada

    Vítor Pascoal (RGT), André Cabeças (Ralis Centro), Luís Mota (Clássicos), Pedro Silva (Kumho 1) e Viana Martins (Kumho 2), foram os vencedores da segunda edição do Rali da Bairrada, prova inaugural do Campeonato Centro de Ralis

    O dia de aniversário é para ser vivido em família e rodeado de amigos. Hoje, dia 30 de Maio, Vítor Pascoal recusou-se a ficar em casa, mas teve o cuidado de viajar até Vagos com familiares e amigos para alinhar no já emblemático Rali da Bairrada. Um dia especial para o piloto de Baião a residir em Amarante que, em pleno aniversário, recebeu os tradicionais cânticos de “parabéns a você” e respectivas salvas de palmas, cabendo-lhe distribuir sorrisos pelo triunfo absoluto e classe RGT na prova do Clube Automóvel do Centro, com o tempo total de 34m14,7s.

    “Empurrado” pelo incentivo dos elementos da equipa, familiares e amigos, Vítor Pascoal, navegado por Ricardo Faria, conduziu o Porsche 911 GT3 Cup ao topo da classificação, iniciado a competição a vencer a primeira passagem por Boco, mas a entregar logo de seguida o comando a Miguel Campos e Paulo Lopes, em Porsche 9971 GT3 nas quatro especiais seguintes.

    À entrada para a segunda passagem por Vagos/ZIV, derradeiro tira-teimas do Rali da Bairrada, apoiado pela Câmara Municipal de Vagos e promovido pela Promolafões, Vítor Pascoal encontrava-se a 1,9 segundos para o piloto de Famalicão, altura em que “puxou dos galões” e desferiu um ataque cirúrgico para derramar o champanhe da Bairrada no lugar mais alto do pódio, quer na classe GT, como à geral, por 4,2 segundos de vantagem. A terceira posição ficou entregue a Pedro Silva e Alexandre Rodrigues, em Porsche 997 GT3, mas a 1m18s da dupla vencedora.

    Quanto ao Campeonato Centro de Ralis, a vitória sorriu de feição a André Cabeças e Ilberino (Bino) Santos. A dupla do Mitsubishi Mirage Evo, que o ano passado logrou o triunfo na prova extra do Rali da Bairrada em Citroën DS3 R5, suplantou com autoridade e mestria as adversidades e os adversários circunstanciais, com o tempo total de 36m05,8s.

    Quarto à geral, André Cabeças e Bino Santos foi cavando um fosso apreciável para os segundos classificados, nomeadamente Ernesto Cunha e Rui Raimundo, em Subaru Impreza STI, a 55,9 segundos, enquanto José Gomes e Bruno Pedrosa, aos comandos de um Renault Clio R3, subiram ao lugar mais baixo do pódio, a 1m15,s da liderança.

    Impressionante foi a prestação de Pedro Silva e Nuno Rodrigues da Silva. O piloto de Vila Velha de Ródão “domou” os cavalos do Peugeot 208 VTI R2B para rubricar uma prova sem mácula e garantir um excelente quarto lugar final, a 1m37,3s dos vencedores, relegando para a quinta posição a dupla Raul Aguiar e Pedro Pereira.

    Luís Mota do Cartaxo saboreou o néctar da Bairrada nos “Clássicos”

    Aos comandos de um Mitsubishi Lancer Evo VIII, a formação do Buçaco sentiu alguns contratempos ao longo do Rali da Bairrada, embora demonstrasse grande à vontade durante a prova, perante equipas bastante homogéneas experientes que também pretendiam mostrar serviço no asfalto das estradas do concelho de Vagos.

    Nos Clássicos, Luís Mota repetiu o sucesso do ano passado e também no momento em que completou 61 “primaveras” tendo, a exemplo de Pascoal, recebido uma merecida salva de palmas e o cântico de parabéns.. Ao volante de um Mitsubishi Lancer Evo VI, o piloto do Cartaxo, que faz equipa com Alexandre Ramos, entregou-se de “alma e coração” para saborear o néctar da Bairrada no lugar mais alto do pódio, com o tempo de 36m06,5s, deixando excelentes indicações para “tomar” de assalto o Campeonato de Portugal da especialidade.

    Numa prova em que a dupla anfitriã Nuno Mateus e Paulo Pimentel, em Mitsubishi Lancer Evo VI, ficou pelo caminho na primeira passagem por Vagos/ZIV com uma avaria na viatura da marca japonesa dos três diamantes, Nuno Carreira e Danny Carreira, em Subaru Impreza WRX STI, ascendeu ao lugar intermédio do pódio, a 34,8 segundos de Luís Mota. Por seu turno, João Vinha, navegado por Cristiano Queiroga, conduziu o Mitsubishi Lancer Evo VI ao terceiro lugar, a 1m11,3s do vencedor, seguido de João Pedro Martins e Roberto Santos (Mitsubishi Lancer Evo IV) e Henrique Silva e Pedro Ré (Mitsubishi Lancer Evo V) a 2m13,6s e 3m02,0s, na quarta e quinta posição, respectivamente.

    O Rali da Bairrada, marcado por dois aparatosos acidentes – o primeiro por Pedro Santos e Hugo Vieira (Peugeot 206 RC), que embateu contra um poste de electricidade na primeira passagem pela especial de Boco e, o segundo, por Fábio Santos e Ricardo Sismeiro (Citroën Saxo), motivado por uma saída de estrada na primeira passagem por Vagos/ZIV –, contemplou ainda Pedro Silva e Nuno Rodrigues da Silva (Peugeot 208 VTI R2B) e Viana Martins e Gonçalo Palmeira (Renault Clio 3 RS) com os triunfos no Kumho 1 e Kumho 2, respectivamente.

    Refira-se, por último, que o Clube Automóvel do Centro prestou uma justa homenagem a Claudino Manuel Carneiro Pinto Romeiro, conhecido por Ni Romeiro no mundo do Motorsport e dos ralis em particular, presidia o Conselho de Comissários da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK). O dirigente da estrutura federativa morreu a 25 de Outubro, aos 69 anos, por complicações devido à Covid-19, após ter ficado internado durante dois dias na unidade hospitalar dos Covões, em Coimbra. O tributo ocorreu durante a cerimónia da entrega de prémios do Rali da Bairrada, em Vagos.

  • João Fonseca é o “Leão da Serra da Estrela”

    O piloto do Silvercar EF10 com as cores do Sporting Clube da Covilhã voltou a não dar hipóteses à forte concorrência, dominando por completo a Rampa Serra da Estrela Covilhã, terceira prova do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2021.

    Qual predador de topo, João Fonseca voltou a provar toda a sua rapidez, que já lhe granjeou títulos e vitórias nesta desafiante modalidade. Num regresso pontual ao CPM JC Group, o covilhanense impôs um andamento tão forte que foi impossível de contrariar por parte dos seus adversários, numa prova onde o CAMI Motorsport assinou uma organização de grande nível. Fonseca resolveu as contas da vitória logo com os tempos da primeira e segunda subida oficial, ficando a salvo de qualquer ataque na derradeira subida. Como melhor marca do fim-de-semana, o piloto do Silvercar colocou no cronómetro 2:46.984, sendo ainda o único a rodar regularmente abaixo do segundo 50.

    Desta feita isento de problemas no BRC BR53, Hélder Silva logrou suplantar José Correia (Osella PA2000 EVO2), garantindo o segundo posto absoluto e relegando assim o líder do campeonato para o último degrau do pódio, encurtando a distância pontual no campeonato. O Top 5 ficou completo com o 4º lugar do espanhol Cesar Rodriguez (Osella PA 21JRB) e a 5ª posição de António Rodrigues (BRC CM05 EVO), com este a, uma vez mais, não dar veleidades na luta pelo domínio na Divisão Protótipos B.

    Nesta luta particular da divisão, saliência para a prestação de Joaquim Rino, já mais seguro com o seu novo BRC BR49 EVO que, nesta jornada, não registou problemas técnicos. Já Nuno Guimarães voltou a ter uma prova atribulada, tendo mesmo que renunciar à última subida do fim-de-semana, com problemas no Silvercar S2. O 3º posto na divisão foi, mesmo assim, um resultado positivo.

    Pedro Marques fez uma corrida solitária entre os GT. Sem opositores nesta prova, nem por isso o bracarense “levantou o pé” e levou o seu Porsche 991 GT3 CUP a rodar regularmente dentro do Top 10 absoluto, terminando num excelente 9º posto final.

    Nas contas dos Turismos, Luís Nunes, Joaquim Teixeira e Parcídio Summavielle saíram da Covilhã com o doce sabor de mais uma vitória arrecadada nas suas divisões.

    Nunes impôs de forma sólida o seu Ford Fiesta ST R5 na Divisão 1, na frente de Francisco Morgado (Mitsubishi Lancer EVO VII) e de Daniela Marques (Subaru Impreza WRX STi). O piloto de Valpaços foi ainda o vencedor da Categoria e 8º da geral, mercê de mais um recital de condução.

    Já Joaquim Teixeira conseguiu suplantar a adversidade técnica que o levou a rodar lento na subida inaugural de prova, imprimindo um andamento endiabrado nas outras duas subidas oficiais do programa, que o levaram a colocar o Cupra TCR no topo da divisão, de forma totalmente merecida. Atrás de si, o regressado Luís Silva, levou o BMW M3 ao 2º lugar, cabendo a Manuel Rocha e Sousa (Cupra TCR) assegurar o 3º posto final.

    Quanto à vitória de Parcídio Summavielle na Divisão 3, os factos dizem tudo: o piloto foi sempre o mais rápido e ninguém chegou perto do ritmo que impôs no Renault Clio RS R3 da Uzo. Atrás de si, Sérgio Nogueira (Renault Clio RS) logrou deter os ataques de Alberto Pereira e assegurou a segunda posição, enquanto o edil mesãofriense conseguir finalmente ter o Honda Civic Type R em condições competitivas, sendo terceiro com todo o mérito.

    No Campeonato de Portugal Legends de Montanha, não houve história no que concerne ao triunfo. Manuel Pereira impôs o seu potente Mitsubishi Lancer EVO VI, sendo sempre claramente mais rápido do que toda a concorrência. Numa primeira fase foi Ricardo Miguel, num Peugeot 106, a cimentar a candidatura ao 2º lugar, mas Carlos Oliveira almejaria reclamar tal posição, depois de resolver alguns problemas mecânicos no seu Ford Sierra Cosworth RS. Ricardo Miguel acabaria no 3º lugar, que se transformou num justo prémio para a sua exibição.

    Já no Campeonato de Portugal de Clássicos de Montanha, conhecemos o terceiro vencedor diferente em outras tantas provas. A jogar em casa, Flávio Saínhas premiou este seu regresso ao campeonato com mais uma exibição colossal aos comandos do “diabo amarelo”, cognome justificado do seu Ford Escort MKI. Foi paulatinamente baixando os tempos e acabou por dominar a fase decisiva da prova, rematando um triunfo que não sofre qualquer contestação.

    Atrás de si, Fernando Salgueiro e Ricardo Loureiro foram tentando desalojar Saínhas do comando, mas tiveram que se contentar com os restantes lugares do pódio, sendo Salgueiro a almejar recolher a 2ªposição, na frente de Loureiro. Mesmo assim, esta foi uma excelente operação pontual da dupla de pilotos dos Ford Escort MKII.

    Quanto às competições reservadas aos 1300cc, Tiago Santos suplantou os problemas de caixa de velocidades que foram afetando o seu Citroen AX Sport e alcançou a primeira vitória da temporada na TPM1300. Rui gama (Peugeot 106) foi 2º e Marco Figueiredo colocou o seu Toyota Starlet no 3º lugar.

    Nos Clássicos 1300, foi épica a vitória de Eva Laranjeira. A piloto da MNE Sport dominou a primeira subida oficial e, quando tudo indicava que teria uma vitória tranquila, sofreu um problema mecânico que a fez abandonar a 2ª subida oficial, ficando forçada a registar um tempo na terceira para se classificar.

    Nem tremeu. Galgou os 5,24 kms do traçado e registou um tempo que lhe permitiu, no agregado final, vencer, conquistando assim a segunda vitória da sua curta carreira. José Pedro Figueiredo (Datsun 1200) deu alguma luta à vencedora e foi 2º, na frente de Domingos Fernandes, cuja regularidade foi premiada com mais uma presença no pódio. O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group ruma agora a norte. È já dentro de quinze dias que decorrerá a quarta prova da temporada. Será a Rampa da Penha Paisagem Protegida, organizada pelo Demoporto.

  • João Fonseca já lidera na Serra da Estrela

    O piloto do Sporting Clube da Covilhã dominou quase por completo o primeiro dia da terceira jornada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, estando na linha da frente para repetir os triunfos anteriores.

    O dia 1 de competição da prova organizada pelo CAMI Motorsport assume um rescaldo muito positivo. Ao regresso do público que, de forma geral, se comportou segundo as apertadas regras de segurança e controle sanitário, juntou-se uma jornada plena de espetáculo e emoção, com as cinco dezenas de pilotos presentes a brindarem o público com grandes lutas e subidas a condizer.

    Pode estar parado, mas não esquece tudo o que sabe enquanto piloto de Montanha. João Fonseca quebrou o defeso para estar, mais uma vez, à partida da “sua” rampa. O piloto do Sporting Clube da Covilhã dominou a luta, sendo apenas batido na 2ª subida oficial de treinos, momento em que teve de lidar com problemas no seu Silvercar EF10. Na subida “a doer”, voou nos 5,25 quilómetros do traçado serrano, estabelecendo a marca de 2:46.984, à média horária de 112,96 K/h e deixando Hélder Silva (BRC BR53) a 5,9 segundos de distância.

    O pódio absoluto ficou completo com um sempre intenso António Rodrigues que, para lá dessa posição absoluta, colocou o seu BRC CM 05 Evo na liderança da Divisão Protótipos B. O piloto da NJ Racing está a 11,5 segundos de Fonseca, mas tem a liderança da sua divisão consolidada.

    Pedro Marques (Porsche 991 GT3 CUP) assinou um bom conjunto de subidas. O piloto, que está sozinho na luta pela vitória na Categoria GT, andou sempre forte, rodando dentro do Top 10 da geral, mas o seu tempo na subida de prova foi muito prejudicado por dois piões.

    Luís Nunes impôs o seu Ford Fiesta ST R5 nas lides da Categoria Turismos e, logicamente, da Divisão 1, sendo ainda 7º absoluto, após esta primeira subida a contar para a classificação da prova. Nas contas d sua divisão é secundado por José Pedro Gomes (Opel Astra OPC) e Francisco Morgado, um Mitsubishi lancer EVO VII.

    Na Divisão 2, é o regressado Luís Silva (BMW M3) que vai para o descanso na frente da tabela de tempos, bem na frente de José Carlos Pouca Sorte (BMW M3) e de Paulo Silva (Audi RS3 LMS). Joaquim Teixeira (Cupra TCR) começou por exercer o domínio habitual nesta divisão, mas, na subida final, viu o carro falhar logo no arranque e só após a terceira curva retomou o ritmo normal, fazendo um tempo muito abaixo do que é capaz.

    Quanto à discussão da primazia na Divisão Turismos 3, Parcídio Summavielle esteve intratável e rodou sempre uma velocidade acima dos demais. O fafense da Uzo colocou assim o seu Renault Clio R3 na liderança, longe de Sérgio Nogueira, segundo mais rápido, cabendo a Alberto Pereira o mérito de colocar um limitado Honda Civic Type R no 3º lugar provisório

    A luta pela liderança entre os Clássicos foi a três nesta refrega vespertina de sábado. Aos dois Ford Escort MKII de Fernando Salgueiro e Ricardo Loureiro, juntou-se o MKI da marca americana da oval que é tripulado pelo covilhanense Flávio Saínhas, num regresso esporádico às lides do campeonato. O trio foi alternando não comando da tabela de tempos, mas, na subida de priva do cardápio, foi loureiro a levar a melhor, suplantando Saínhas por 2,6 segundos, enquanto Loureiro se quedava pelo terceiro tempo, mais lento 4 segundos do que o comandante provisório.

    Nos Legends, não houve história quanto ao domínio. Manuel Pereira impôs naturalmente o potente Mitsubishi Lancer EVO VI e viu ainda Carlos Oliveira a não conseguir iniciar a subida de prova, com problemas no Ford Sierra Cosworth RS. Dessa forma, acabou por ser Ricardo Miguel a colocar um bem preparado Peugeot 106 no 2º lugar, à frente do flaviense Luís Delgado, 3º mais rápido aos comandos de um Alfa Romeu 156.

    Entre os concorrentes da TPM 1300, a dureza do dia foi cobrando de forma dura aos principais protagonistas. Depois de lutarem pela liderança ao longo das sessões de treinos, nem Tiago Santos (Citroen AX Sport), nem Rui Gama (Peugeot 106) lograram registar tempo na 1ª subida de prova, indo agora para o dia de amanhã, com a obrigação de registarem tempos nas duas subidas de prova do programa de domingo. Dessa forma, foi o regular Marco Figueiredo (Toyota Starlet) a registar o melhor tempo nesta taça.

    Na luta pela liderança entre os Clássicos 1300, Eva Laranjeira guardou as suas cartas para a “mão” decisiva do dia. A piloto do Peugeot 205 Rallye conseguiu suplantar a concorrência na 1ª subida de prova e vai para o descanso antes do dia decisivo com vantagem. José Pedro Figueiredo (Datsun 1200) tem sido o seu principal opositor e tem agora 4,7 segundos para recuperar. O Autobianchi A112 de Domingos Fernandes está no 3º posto, mas longe da batalha pelo triunfo.

    Amanhã, o arranque está previsto para as 10 da manhã, com mais uma sessão de warm up e outra de treinos oficiais. A partir da 1 da tarde começarão as decisões com 2ª e a 3ª subidas oficias de prova desta terceira jornada do CPM JC Group 2021.

  • Fábio Santos e Ricardo Sismeiro ao ataque no Rali da Bairrada

    A dupla leiriense que defende as cores do FS Rally Driver Prototype Team apresenta-se muito motivada na primeira prova da temporada do Campeonato Centro de Ralis e do 4º Desafio Kumho Portugal.

    Contagem decrescente para o arranque do Rali da Bairrada que dará assim fim a um longo jejum de competição. A prova do Clube Automóvel do Centro utilizará as desafiantes estradas de asfalto do concelho de Vagos para um primeiro embate que se prevê, mormente no que concerne à discussão da primazia nas duas rodas motrizes do Campeonato Centro de Ralis e na Divisão 2 do 4º Desafio Kumho Portugal. Vão ser 59,96 kms de especiais que Fábio Santos encara como “um duro desafio para todos. É um rali que alterna zonas de grande velocidade e outras muito técnicas e onde os erros se pagam caro. Não dá para levantar o pé e será sempre um desafio enorme rodar perto dos limites, mas sem os ultrapassar”.

    Para o piloto do FS Rally Driver Prototype Team, este será um rali “muito disputado e com muitos candidatos ao triunfo e aos lugares de pódio das duas competições que fazem parte dos nossos objetivos da época. Temos noção da dificuldade, respeitamos os adversários, sabemos que muitos deles apostaram em carros muito mais recentes que o nosso, mas estamos cientes do nosso valor e vamos estar na luta pelo triunfo. É assim que encaramos os ralis e vamos com tudo para a Bairrada, querendo repetir a exibição, o resultado e o saboroso pódio que aqui obtivemos em 2020”.

    Já para Ricardo Sismeiro, copiloto e team manager, este rali servirá de “teste decisivo a alguns melhoramentos que introduzimos no Citroen Saxo. Continuamos a ter muita confiança no nosso carro e vamos continuar a trabalhar nele para o evoluir, num processo cuidado, contínuo e feito com todo o profissionalismo da equipa”. A preparação da época passou “por muito trabalho técnico no defeso entre épocas. Realizamos ainda um teste antes deste rali, que correu muito bem e agora vamos ver em competição como resultam as alterações”, realçando que “sabemos bem que estamos entre os favoritos e esse é um estatuto que não nos assusta, bem pelo contrário e vamos fazer tudo para o merecer e ter um ano em grande!”.

  • Isaac Portela inicia temporada no asfalto da Bairrada

    O Campeonato Centro de Ralis 2021 vai iniciar-se este fim de semana e o Citroen C2 R2 de Isaac Portela e Duarte Susano irão estar à partida da prova organizada pelo Clube Automóvel do Centro.

    Inseridos na estrutura da HAC Motorsport, a dupla do Citroen irá participar nas contas do Campeonato Centro de Ralis e na Divisão 2 do Desafio Kumho Centro e do Desafio Kumho Asfalto.

    “Após vários meses de interregno é sempre bom regressar à competição. Já estávamos com saudades de competir”, referiu o piloto de Maceira, Leiria. 

    “A nossa aposta para este ano é fazermos algumas provas em asfalto, mas também participarmos em alguns ralis de terra. O nosso objetivo é vencermos a Divisão 2 do Desafio Kumho Centro e do Desafio Kumho Asfalto e lutarmos pelos lugares do pódio entre os participantes nas 2 Rodas Motrizes. Uma palavra de agradecimento aos nossos patrocinadores por confiarem no nosso projeto,” concluiu Isaac Portela.

    Com 137,5 km de extensão, sendo 59,96kms ao cronómetro, o Rali da Bairrada, com organização a cargo do Clube Automóvel do Centro é a primeira prova do Campeonato Centro de Ralis e do 4º Desafio Kumho.


  • Cláudio Batista vai ‘atacar’ a Serra da Estrela com cautelas

    O piloto do Fafe espera ter uma atuação à altura daquela que teve em Boticas com o DS3 que alinha na prova do CAMI praticamente inalterado dadas as boas indicações dadas na segunda prova do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group

    Depois da boa exibição que teve no evento transmontano, que culminou com a obtenção da sétima posição na Divisão Turismos 3, Cláudio Batista surge na Rampa Serra da Estrela disposto a continuar a sua progressão na disciplina, ainda que consciente de que, contrariamente ao que sucedia em Boticas, desconhece o traçado do topo de Portugal Continental.

    Para já é certo que o DS3 não sofreu grandes modificações para este novo desafio. “Não fizemos alterações no carro. Simplesmente procedemos a alinhamentos. Fizemos reapertos. Não falhou nada na rampa anterior. Só trocamos o setor, que foi o que deu problemas na primeira subida em Boticas”, explicou o piloto minhoto.

    Para Cláudio Batista o principal desafio não será o carro, mas sim o percurso ‘desenhado’ nos arredores da Covilhã: “Em relação ao traçado da rampa, ele é novo para mim. Tenho que ter alguma cautela. Vou tentar fazer um reconhecimento. Mas é um traçado onde tenho de ter algum cuidado. Porque é diferente, pois quando conhecemos temos a tendência para abusar mais um bocado. Neste não consigo abusar tanto porque não tenho o mesmo conhecimento”.

    De resto a atitude do piloto de Fafe será a mesma, com uma abordagem de procurar sempre o melhor resultado dentro da sua Divisão, consciente de que a concorrência se apresentará muito forte, e alguma dela muito conhecedora da Rampa Serra da Estrela.  “Vamos ver subida a subida e tentar conseguir o melhor resultado possível”, promete apenas Cláudio Batista.

    Sendo certo que desta feita haverá um ingrediente novo neste ano, pois será a primeira prova que contará com a presença de público, na sequência da autorização oficial, obtida esta última quinta-feira, da autoridade de saúde local da Covilhã. A presença de espetadores na Rampa da Serra da Estrela, obriga, no entanto, ao cumprimento de algumas restrições, como o não acesso de público ao parque de assistência. O dia de sábado terá início competitivo às 13:30 horas, com a sessão inaugural de warm up. Seguem-se duas sessões de treinos oficiais e a 1ª Subida Oficial de Prova, com início previsto para as 17 horas. No domingo, o arranque está previsto para as 10 da manhã, com mais uma sessão de warm up e outra de treinos oficiais. A partir das 13 horas começarão as decisões com 2ª e a 3ª subidas oficias de prova desta terceira jornada do CPM JC Group 2021.

  • FR POWER ataca Serra da Estrela com espírito vencedor

    A António Rodrigues e Joaquim Rino a equipa da Covilhã junta o apoio a mais dois pilotos, Daniela Ferreira e Ricardo Miguel, na prova do CAMI. O madeirense Nelson Andrade estará ausente por motivos profissionais.

    Mais uma vez a FR POWER surge como protagonista do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Nesta terceira ronda da temporada, a sua assistência técnica marca presença tanto na Divisão Protótipos B como na Taça de Portugal de Montanha 1300 e no Campeonato de Portugal Legends de Montanha.

    Os objetivos dos quatro pilotos apoiados pelo preparador da Covilhã são obviamente diferentes. António Rodrigues, no BRC CM05 EVO da NJ Racing, vai tentar dar seguimento às vitórias na Divisão Protótipos B, objetivo também perseguido por Joaquim Rino, no BRC BR49 EVO da Articimentos. Já Daniela Ferreira estreia-se com o Citroën C1 e Ricardo Miguel compete com o Peugeot 106 da RMALUMÍNIUS a querer um bom resultado.

    A equipa chega à Covilhã já bem preparada para qualquer percalço, pois em Boticas teve trabalho redobrado, devido aos problemas como faz questão de salientar Rui Ferreira: “Foi sem dúvida um intervalo de corridas de muito trabalho, pois tivemos de reparar a caixa de velocidades do BRC B49 de Joaquim Rino. Devido ao acontecimento em Boticas os carretos das mudanças sofreram um empeno e tiveram de ser substituídos”. O responsável da FR Power explica que também houve que “retirar o autoblocante e enviar para o fabricante reparar”. 

    Sendo que para a Rampa Serra da Estrela também houve mais trabalho ao nível da preparação, como adianta Rui Ferreira: “O BRC do António Rodrigues sofreu umas afinações necessárias para este traçado particular. O Citroën C1 sofreu uma revisão geral e apenas algumas afinações para o nosso traçado de casa. Por último o Peugeot 106 teve de ser preparado e afinado”.

    “Demos o nosso melhor para que os quatro pilotos estejam nas melhores condições possíveis e alcancem os objetivos traçados”, remata o responsável pela FR Power, com o pensamento na prova que marca o desconfinamento dos fãs da montanha, já que a prova estará ‘aberta’ ao público, ainda que com restrições, como o não acesso ao Parque de Assistência, pois mantém-se em prática o protocolo sanitário definido pela FPAK. Desportivamente as atividades iniciam-se no sábado, pelas 13:30 horas, com a sessão inaugural de warm up. Seguem-se duas sessões de treinos oficiais e a 1ª Subida Oficial de Prova, com início previsto para as 17 horas. No domingo, o arranque está previsto para as 10 da manhã, com mais uma sessão de warm up e outra de treinos oficiais. A partir da 1 da tarde começarão as decisões com 2ª e a 3ª subidas oficias de prova desta terceira jornada do CPM JC Group 2021.

  • Eva Laranjeira quer manter liderança na Serra da Estrela

    A piloto de Setúbal chega à Covilhã determinada em manter a liderança da Taça de Portugal de Clássicos de Montanha 1300, alcançada na prova anterior em Boticas.

    Naquela que é a sua segunda temporada, Eva Laranjeira vai acumulando experiência e, sobretudo, já se sente mais confortável na condução do Peugeot 205 Rallye da MNE Sport, que na prova da Demoporto lhe permitiu desfrutar do primeiro êxito na sua carreira. Um triunfo na TPCM 1300 que lhe dá mais motivação para conseguir um resultado semelhante na Rampa Serra da Estrela.

    “Parto para esta terceira prova do ano com o objetivo claro de manter a liderança, mas com a consciência de que os adversários existem e são fortes. Além disso esta prova tem um traçado exigente, pelo que tenho um grande desafio pela frente este fim de semana”, começa por referir a piloto setubalense da equipa MNE Sport. Eva Laranjeira defende que a sua estratégia na prova do CAMI vai ser de “melhoria constante da minha condução e dos tempos a cada subida, fazendo uma progressão em segurança, que me permita lutar por mais uma vitória, mas sem erros nem exageros”.

    A piloto sadina também está ciente de que um bom resultado na Rampa Serra da Estrela Covilhã é a melhor forma de retribuir “à equipa MNE Sport toda a sua dedicação e empenho, pois merecem muito”. Por isso promete: “Vou dar tudo para lhes devolver o esforço com mais um bom resultado”.

    Fator motivador para Eva Laranjeira será a presença, pela primeira vez este ano, de público, muito embora esteja interdito o seu acesso ao Parque de Assistência. O dia de sábado terá início competitivo às 13:30 horas, com a sessão inaugural de warm up. Seguem-se duas sessões de treinos oficiais e a 1ª Subida Oficial de Prova, com início previsto para as 17 horas. No domingo, o arranque está previsto para as 10 da manhã, com mais uma sessão de warm up e outra de treinos oficiais. A partir da 1 da tarde começarão as decisões com 2ª e a 3ª subidas oficias de prova desta terceira jornada do CPM JC Group 2021.

  • José Carlos Magalhães estreia Starlet Grupo 5 no ataque aos Legends

    Aos comandos de um novo Toyota Starlet Grupo 5 o piloto enfrenta a Rampa Serra da Estrela determinado a lutar pelo pódio absoluto no Campeonato de Portugal Legends de Montanha fortemente motivado de pela presença de público na prova do CAMI.

    José Carlos Magalhães chega à Covilhã extremamente motivado e com o pensamento não apenas no resultado, mas também naquilo que este evento representa para si, já que lhe traz recordações do seu começo na Toyota Yaris Cup há quase duas décadas. Para além disso o traçado é um dos seus preferidos, por isso este fim-de-semana tenta juntar o útil, de um bom resultado, ao agradável de ser a sua rampa predileta.

    “Quero estar na luta pelo pódio absoluto no Campeonato de Portugal de Legends de Montanha, numa rampa de que gosto particularmente”, começa por dizer o piloto do Starlet, que sublinha: “Tenho um carinho especial por esta prova, pois foi a minha primeira rampa há 19 anos, então a competir no Troféu Toyota Yaris Cup”.

    Mas há outros motivos que entusiasmam José Carlos Magalhães este fim de semana, e que se prendem com a sua ‘montada’, o poderoso Starlet Grupo 5. Um carro dotado de um motor 16V de 1.5 litros com 175 cv, mas com apenas de 750 kg de peso, dotado de diferencial autoblocante e relações de caixa de velocidades pensadas especificamente para rampas, possuindo ainda suspensões reguláveis. Uma máquina que é a ‘menina dos seus olhos’: “Tenho o prazer de conduzir um carro que foi inteiramente construído por nós, na MNE Sport e que representa muitas horas de trabalho árduo por parte de uma grande equipa”, assinala o piloto.

    José Carlos Magalhães quer acima de tudo “ser uma mais-valia para o Campeonato Legends”, numa prova em que destaca o facto de “finalmente ser uma rampa com público”. E por último quer “agradecer a todos os que nos ajudaram a ser possível este projeto”.

    O fim-de-semana competitivo inicia-se pelas 14:30 horas, com a sessão inaugural de warm up. Seguem-se duas sessões de treinos oficiais e a 1ª Subida Oficial de Prova, com início previsto para as 17 horas. No domingo, o arranque está previsto para as 10 da manhã, com mais uma sessão de warm up e outra de treinos oficiais. A partir da 1 da tarde começarão as decisões com 2ª e a 3ª subidas oficias de prova desta terceira jornada do CPM JC Group 2021.

  • Nuno Guimarães aponta ao Top 5 na Rampa Serra da Estrela

    O piloto de Peso da Régua quer manter a série de bons resultados conseguidos nas duas anteriores provas do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

    Nuno Guimarães chega a esta terceira prova da temporada muito motivado pela segunda posição na Divisão Protótipos B conseguida na Rampa Internacional de Boticas, que espelhou o seu maior entrosamento com o SilverCar S2. Pelo que as suas expetativas para o evento do CAMI Motorsport são as mais elevadas.

    “Venho de uma prova que me correu muito bem, em Boticas. O carro esteve bem, eu estive bem. Os resultados começaram a aparecer. No entanto vou para uma rampa onde tenho tido menos sorte, ou prestações menos conseguidas”, começa por dizer o piloto da NJ Racing antes da viagem até à Covilhã. Na rampa que sobe até ao topo de Portugal Continental, Nuno Guimarães mostra a confiança que lhe deram os resultados conseguidos tanto em Boticas como na Arrábida. E avança: “Possivelmente vamos aproveitar este embalo da evolução dos tempos que está a surgir com o SilverCar e o conhecimento crescente que tenho do carro para ver se conseguimos obter um bom resultado. Que para já seria ficar nos cinco primeiros. É essa a expetativa. Ficar acima disso seria ‘ouro sobre azul”.

    O “capitão” da Montanha está ciente de que a concorrência é bastante forte e não ‘dorme em serviço’: “Respeito os adversários, como sempre. Espero que tenhamos uma disputa saudável e que a NJ Racing consiga trazer para casa mais um resultado de luxo, como sucedeu nas duas primeiras provas do campeonato”, acrescenta Nuno Guimarães.

    De referir que a prova do CAMI será a primeira da temporada com a presença de público, na sequência da autorização oficial, obtida esta última quinta-feira, da autoridade de saúde local da Covilhã. O que é um fator motivador extra para o piloto da NJ Racing, ainda que os espetadores não possam ter acesso ao Parque de Assistência. O dia de sábado terá início competitivo às 13.30 horas, com a sessão inaugural de warm up. Seguem-se duas sessões de treinos oficiais e a 1ª Subida Oficial de Prova, com início previsto para as 17 horas. No domingo, o arranque está previsto para as 10 da manhã, com mais uma sessão de warm up e outra de treinos oficiais. A partir da 1 da tarde começarão as decisões com 2ª e a 3ª subidas oficias de prova desta terceira jornada do CPM JC Group 2021.