No programa de hoje, vamos ao encontro da dupla de irmão António Cruz Monteiro / Ana Cruz Monteiro, que defendem as cores do Team LPM Grupo NOV.
É aos comandos de um Peugeot 208 T16 R5 que têm brilhado nos ralis e eventos de exibição, comparticipações de relevo e demonstrado andamento para outros voos.
A entrevista foi conduzida em Leiria, pelo jornalista Joaquim Amândio Santos, num programa que contou com edição de vídeo de Armando Leitão, fotografia a cargo de Pedro Monserrate e a sonoplastia assegurada por Paulo Seabra.
Na sequência dos acontecimentos de Lousada, o atual bicampeão nacional da Divisão nacional A 1.6 considera não existirem condições para a defesa da verdade desportiva e renuncia à defesa dos títulos conquistados em 2019 e 2018.
A segunda tirada do Campeonato de Portugal de Ralicross teve tudo para ser palco de mais um “passeio de campeão” para Pedro Tiago. Dominante os treinos, imparável na qualificações e “pole man”, o bicampeão tinha tido para assegurar mais uma vitória na sua já farta carreira. E acabaria por dominar a grande final, sendo o primeiro a cortar a linha de chegada, mesmo tendo sofrido com um incidente logo após o arranque.
Mas o pior estava para vir. Ao analisar o referido incidente, o colégio de comissários decidiu penalizar Pedro Tiago, relegando-o para o 4º lugar final. Esta decisão é, para o piloto, “caricata, incompreensível e totalmente injusta!”, sentindo- se “injustiçado pela vitória que me tiraram, por uma análise errada de um incidente de corrida em que dois pilotos se tocam mas sem culpa alguma de parte a parte, parecendo que os oficiais desconhecem a essência do Ralicross que, mesmo com o necessário e exigível fairplay, é uma competição com toques e musculada”.
Pedro Tiago está “profundamente desiludido com esta incapacidade de saber avaliar corrias e também com a forma como eu e a minha família fomos tratados. Estamos nas corridas para competir e nos divertir e não para sermos alvos de ataques e acusações infundadas!”.
Como tal e mesmo já mais a frio, o craque lousadense anunciou que “tomei a difícil decisão de me retirar do PTRX 2020. Não quero competir num ambiente destes, onde é posta em causa a minha idoneidade, tentando apagar 3 anos de muito sucesso, que são o reflexo de uma carreira desportiva limpa. Não tenho nada a provar, pois os resultados estão à vista. Em 28 corridas, das quais 8 como estreante, venci 18, com um recorde de 14 seguidas”, lembrando que “as últimas duas épocas foram fantásticas, com apenas uma derrota. Julgo que provei raramente me conseguem derrotar, a não ser que a mecânica ceda ou neste caso caricato em que me derrotam na secretaria”, rematando que “agora com a minha ausência, pelo menos o lugar mais alto do pódio fica vago!”.
Não quis deixar de agradecer “à Rapid Competições pelo apoio e pelo excelente trabalho. Obviamente, quero aqui deixar um agradecimento muito especial à minha família e aos verdadeiros amigos pelo apoio e carinho”, prometendo Pedro Tiago que “voltaremos muito mais fortes!”.
O piloto de Vila Real, Simplício Taveira, esteve em grande destaque no passado fim de semana na primeira jornada inaugural do Campeonato Portugal Legend´s, onde foi ao pódio por duas vezes na sua categoria.
Logo na 6ª feira de tarde, Simplício Taveira foi para a pista na sessão de treinos livres para tentar encontrar os melhores acertos para o seu Toyota Corolla, , conseguindo assim fazer a quarta melhor marca, com a sua melhor volta feita ao autódromo de Portimão em 2.19.374 à média de 121,05 km/h.
No sábado alguns problemas de ordem técnica não permitiram que Simplício Taveira conseguisse fazer a sessão de treinos cronometrados e, por isso, teve de largar da ultima posição da grelha de partida, deparando-se com um grande desafio pela frente.
No sábado à tarde, com a 1ª corrida, Simplício Taveira e mais uma série de adversários, foram obrigados a partir das boxes, mas nem isso esmoreceu o piloto transmontano “que arregaçou” as mangas, e mal vê o semáforo verde, começa logo a corrida ao “ataque” começando a fazer ultrapassagens, trazendo o carro nipónico até ao baixar da bandeira de xadrez até a´10ª posição final. Para a segunda corrida a garra não esmoreceu e Simplício Taveira estava apostado em fazer um resultado melhor e se assim pensou, assim o fez, terminando a 2ª corrida na 5ª posição final, e em segundo em termos de categoria Livre.
Depois de ter retirado o capacete, Simplício Taveira fez-nos um resumo da jornada dizendo que “ não correu mal, mas confesso que podia até ter corrido bem melhor. Acredito plenamente que se não tivesse partido na 1ª corrida das boxes, o resultado final seria muito melhor, aliás larguei de último e terminei entre os dez primeiros, o que veio atestar a máquina espectacular que tenho. Na segunda corrida a garra foi a mesma, e terminei em 5º lugar na classificação geral, e segundo na categoria Livre .O carro deu alguns problemas no fim de semana , mas foram sendo superados, mas há ainda muito trabalho para tornar este Corolla ainda mais competitivo, e é isso que vamos fazer para a próxima prova que irá ter lugar em Setembro em Braga”, conclui Simplício Taveira.
Foi apresentado o novo calendário para esta temporada de 2020 do GT4 South European. Ciente das dificuldades que todos os pilotos e equipas podem encontrar devido à situação especial que se vive actualmente, a Race Ready, organizadora deste campeonato, fez um enorme esforço para conseguir novas datas sem que as mesmas entrassem em conflito com a maioria dos campeonatos de GT4, como o GT4 Europeu, o GT4 Britânico ou mesmo o VLN e o Britcar.
Diogo Ferrão, líder da Race Ready, explica que “desta forma quisemos permitir que equipas e pilotos não tenham que escolher entre competir num ou noutro campeonato, podendo, caso desejem, estarem presentes em qualquer um deles ou mesmo em ambos”.
Do calendário previsto inicialmente, as provas de Jarama e do Algarve foram alteradas. A ronda da capital espanhola, em Jarama, foi adiada para 31 de Outubro/01 de Novembro e continua a ter a companhia do Campeonato de Madrid CRT e do TCR Ibérico. Devido ao excelente clima do Algarve, a prova no sul de Portugal foi adiada para 23 e 24 de Janeiro de 2021, aproveitando a oportunidade que a FPAK concede aos campeonatos de 2020 de terminar em 2021, devido à situação do COVID-19. No Algarve, os GT4 irão competir em conjunto com a série alemã GT Winter Series. O evento de Jerez de La Frontera mantém-se nos dias 17 e 18 de Outubro e com o Campeonato Andaluz e nos dias 05 e 06 de Dezembro, os GT4 South European vão estar no Circuito do Estoril, juntamente com os pilotos do TCR Ibérico.
Competição internacional mas com custos mais controlados
Com o novo calendário foi também anunciado um programa de controlo de custos, começando pelo novo fornecedor de pneus. A Hankook será o fornecedor oficial para 2020, oferecendo pneus cerca de 20% mais económicos do que em 2019. Apesar do preço, serão pneus de maior durabilidade, usados também nas 24H Series, com menor degradação e tempos por volta mais constantes. A organização também fez a sua parte, com as inscrições a reduzirem em 70% o seu valor comparadas com 2019, assim como garantir eventos de 3 corridas em 2 dias, que permitem um menor custo de assistência.
Diogo Ferrão resumiu que “não vou dizer que correr de GT é “económico”, mas penso que encontramos uma fórmula para os orçamentos baixarem em 30%, com as vantagens que correr de GT’s de sonho tem um fascínio e visibilidade totalmente diferentes, servindo também de janela de lançamento para os campeonatos Europeus GT4.”
Com este calendário, Diogo Ferrão assume que “o nosso objectivo é garantir grelhas bem compostas para que equipas e pilotos estejam motivadas e com elevadas expectativas durante todo o campeonato. Grelhas com muitos carros é o que desejamos para esta competição, até porque este readaptámos-nos, encontrámos novas parcerias e baixámos o custo das inscrições. Queremos ver grelhas preenchidas pois é sempre mais motivante para todos: pilotos, equipas e organizadores”.
NOVO CALENDÁRIO 2020 DO GT4 SES Corridas 1-2-3: 17/18 de Outubro – Jerez de la Frontera, Espanha (com Campeonato Andaluz) Corridas 4-5-6: 31 out./01 Novembro – Circuito de Jarama, Espanha (com CRT e TCR Ibérico) Corridas 6-7-8: 05/06 de Dezembro – Autódromo do Estoril, Portugal (Com TCR Ibérico) Corridas 9-10-11: 23/24 de Janeiro de 2021, Autódromo Internacional do Algarve, Portimão, Portugal (com GT Winter Series)
Pedro Marques e a equipa da Mobymotorsport ao volante do seu Porsche GT 3 estiveram em bom plano em Portimão, tendo a equipa conseguido superar as dificuldades.
A verdade é que o piloto de Braga, aproveitou para rodar ao máximo na sessão de treinos livres na sexta feira de tarde, de forma a encontrar as melhores afinações para o seu carro. No sábado de manhã bem cedo, na sessão de treinos cronometrados, Pedro Marques acabaria por conseguir obter o 8º melhor tempo com 2.00.809 à média de 138, 65 km/h.
Na primeira corrida de sprint, Pedro Marques acabaria por ver a bandeira de xadrez na 6ª posição final, tendo feito a sua melhor volta em 1.57.241, isto á média de 148,87 km/h, Na 2ª corrida de sprint o Porsche GT 3 da Mobymotorsport acabaria por cortar a linha de chegada na 7ª posição fina, repetindo o mesmo resultado na terceira corrida a mais prolongada de todo as provas do Open de Velocidade, isto é de novo na 7ª posição.
No final, na altura em que Pedro Marques se preparava para fazer o regresso a Braga, falou-nos desta jornada do Open de Velocidade, começando por nos dizer “ balanço francamente positivo, chegamos ao final das três corridas, foi a primeira prova do Open de Velocidade com este carro, houve muitos acertos a serem feitos, mas correu tudo bem, diverti-me, tive muito tempo em pista e terminei as três corridas. Consegui ter sempre um bom mandamento, e aos poucos a equipa da Mobymotorsport foi superando os obstáculos que foram surgindo, com muito mérito, o meu muito obrigado.” Para terminar “ agora vamos começar a pensar já na próxima prova que será em Setembro no circuito Vasco Sameiro em Braga”, conclui Pedro Marques.
Luís Alegria marcou presença no passado fim de semana no autódromo de Portimão, para participar na jornada inaugural do Campeonato Portugal de Clássicos 1300, onde a sorte nada quis com o piloto antiquário do Porto.
Os problemas surgiram logo na sessão de treinos livres mas, mesmo assim, Luís Alegria ainda conseguiu rodar em 2.26.922, à média de 114,01 km/h.
O piloto não alinhou depois na sessão de treinos cronometrados, ao debater-se com problemas no motor do Datsun 1200. No final da sessão e bastante desanimado com o infortúnio, Luís Alegria reconheceu que “na realidade não estava à espera disto e não percebo como cheguei a isto. Este é um problema de motor que vamos tentar solucionar, embora me pareça difícil, pois parece que é algo muito grave”, concluiu o piloto portuense.
E a sua previsão veio a cumprir-se. A equipa técnica concluiu que nada havia a fazer, restando o regresso a casa ,o que levou Luís Alegria de regresso ao Porto mais cedo do que o previsto, esperando melhor sorte na jornada de Braga, aprazada para setembro próximo.
A Ford apresentou o Mustang Mach-E 1400, um foguete da estrada 100 por centro eléctrico, demonstrativo do quanto se pode alcançar em termos de performance, sem recurso a uma única gota de combustível fóssil.
Surgindo na sequência do Mustang Cobra Jet 1400, proposta igualmente 100
por cento eléctrica, de 1.400 cavalos de potência (1.419 CV), apresentada há
uns meses, este Mustang Mach-E é único, fruto dos sete motores eléctricos
que o equipam, bem como da elevada downforce associada,
mostrando-se pronto para entrar em competição, em circuito, nas rectas de drag Racing ou em acções do tipo gincana, ou ainda em qualquer lugar onde possa
demonstrar como a propulsão eléctrica permite explorar a extrema performance
Mustang.
Desenvolvido com a colaboração da RTR, tendo como base de partida um
Mustang Mach-E GT branco, este protótipo pretende, também ele, alcançar o
mesmo patamar de potência máxima na ordem dos 1.400 CV (1.419 CV). O chassis
e a mecânica operam em conjunto, permitindo inúmeras configurações,
inigualáveis em qualquer outro veículo.
“É chegado o momento perfeito para
aproveitar a tecnologia eléctrica, aprender com ela e aplicá-la ao nosso
portfólio de produtos”, afirmou Ron Heiser,
Engenheiro-Chefe do Programa Mustang Mach-E. “O Mustang Mach-E vai ser divertido
de conduzir, tal como acontece com todos os restantes Mustang que o precederam,
mas o Mustang Mach-E 1400 será completamente insano, graças aos esforços da
Ford Performance e da RTR”.
O Mustang Mach-E 1400 é o resultado de mais de 10.000 horas de
colaboração entre a Ford Performance and RTR, com o objectivo de se alcançar
uma ponte entre o que um veículo eléctrico pode, de facto, fazer, e o que os
respectivos clientes tendem a acreditar que consegue.
“Estar ao volante deste carro mudou
completamente a minha perspectiva sobre o que podem atingir os conceitos de
potência e binário”, afirmou Vaughn Gittin Jr.,
fundador da RTR Vehicles, Campeão de motorsport e profissional
da diversão ao volante. “Esta experiência não se compara com nada que já se tenha imaginado,
excepto, talvez, uma montanha-russa magnética”.
O Mustang Mach-E 1400 tomou forma sem seguir quaisquer regras. As equipas
de design da Ford e da RTR recorreram a muitas das mesmas ferramentas que a
Ford utiliza nos seus modelos de competição e programas de produção. A
aerodinâmica foi optimizada em termos de forma e localização, focada em
condutas de arrefecimento, splitter frontal, difusores e asa traseira.
O Mustang Mach-E 1400 integra um total de sete motores, mais cinco do que o
Mustang Mach- E GT. Três estão ligados ao diferencial dianteiro e quatro ao
diferencial traseiro, encontrando- se sobrepostos, recorrendo-se a um único
eixo de transmissão para fazer a ligação aos diferenciais, solução que
permite múltiplas afinações, que permitem configurar a viatura para qualquer
tipo de condução, do drifting até às corridas de alta velocidade em circuito.
O chassis e a mecânica foram configurados de modo a permitir que a equipa
investigasse os diferentes layouts e os seus efeitos nos consumos e performance da
energia, incluindo os três tipos de tracção, traseira, integral e dianteira.
O set-up para Drift e Track têm afinações completamente diferentes à frente, integrando
braços de controlo e mudanças de direcção para permitir ângulos de
condução extremos, em drifting. A entrega da energia pode ser dividida uniformemente
entre a frente e a traseira do modelo, ou a 100 por cento para um lado ou para
o outro. O downforce está desenvolvido para suportar mais de 1.000 kg de carga, a uma
velocidade de 257 km/h.
Prevista está a estreia do Mustang Mach-E 1400 numa prova da série
norte-americana NASCAR como teste adicional para o desenvolvimento de novos
materiais. O capô é feito de fibras compósitas orgânicas, alternativa de
baixo peso à tradicional fibra de carvão que reveste o restante veículo.
A Ford está a investir mais de 11.500 milhões de dólares, a nível mundial, no domínio dos veículos eléctricos, estando o seu primeiro modelo global – o Mustang Mach-E – disponível para encomenda em Portugal a partir do início do próximo ano. A entrega das primeiras unidades Mustang Mach-E 100 por centro eléctricos aos clientes europeus está agendada para o início do próximo ano.
O Lexus Design Award procura apoiar e premiar os mais promissores talentos emergentes de todo o mundo. Vão ser selecionados seis finalistas, que terão a oportunidade de desenvolver as suas ideias e construir um protótipo, com o apoio de criativos de renome internacional, que os irão apoiar como mentores.
Estão abertas as candidaturas para o Lexus Design Award de 2021. Apesar do anúncio do grande vencedor de 2020 estar marcado para o dia 01 de setembro, a Lexus já abriu as inscrições para a nona edição deste prestigiado concurso internacional. Uma vez mais, o prémio procura apoiar e premiar os mais promissores e criativos designers emergentes de todo o mundo.
A Lexus acredita no poder do design para mudar o mundo. Quer inspirar a produção de ideias que contribuam para melhorar a vida das pessoas. A forma como cada candidatura refletir os três princípios fundamentais da marca Lexus – Antecipar, Inovar e Cativar – será tida em conta no processo de avaliação.
O painel de jurados para 2021 será anunciado este outono e contará, uma vez mais, com referências na área do design, académicos de renome e líderes de opinião. O júri anterior incluiu Paola Antonelli, curadora e diretora do Museu de Arte Moderna de Nova York, a crítica e curadora de design, Aric Chen, e o aclamado arquiteto internacional, Sir David Adjaye.
Das candidaturas recebidas serão selecionados seis finalistas. Cada um deles receberá financiamento para materializar a sua ideia num protótipo, e contará com a orientação de mentores reconhecidos mundialmente na área do design. O ponto alto do Prémio será o anúncio do grande vencedor, que assistirá à divulgação global do seu trabalho e do seu talento.
Podem concorrer ao prémio designers adultos de todo o mundo com mais de 18 anos, sejam profissionais, estudantes ou entusiastas. Nos últimos anos, as candidaturas cobriram um vasto espectro de conceitos e áreas do design, incluindo design industrial, arquitetura, tecnologia e engenharia, moda e design de interiores. As inscrições podem ser enviadas até 11 de outubro de 2020. Para mais informação sobre como pode participar consulte: http://www.lexusdesignaward.com.
Sempre muito eficazes e combativos, Daniel Teixeira e Joaquim Teixeira levaram o Cupra TCR a conquistar 3 pódios nas corridas que abriram a época em Portimão,
Pai e filho apresentavam-se em Portimão para enfrentar a tripla tirada inaugural da edição 2020 do Open de Velocidade. Normalmente, nestas lides, o Bompiso Racing team faz alinhar Joaquim Santos com Daniel Teixeira, já que Joaquim Teixeira é o “ponta de lança” da equipa no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. A dupla escalada para este arranque de época apresentou-se no Autódromo Internacional do Algarve confiante e focada em pontuar forte para começar da melhor forma a luta pelo título entre os Turismo, um dos dois que serão atribuídos nesta época do OPEN.
Sabiam, no entanto, que Portimão representava também um momento de
adaptação ao Cupra TCR pois, na época de 2019, a equipa utilizava um Seat Leon
MKIII, sendo substanciais as diferenças entre as duas “montadas”. O novo Cupra
só tinha sido utilizado uma vez em competição, até este fim-de-semana, e já nos
idos de Março, na Rampa Porca de Murça, altura em que Joaquim Teixeira brilhou
ao mais alto nível, estreando o Cupra com um triunfo absoluto entre os Turismos,
no arranque da época de Montanha.
Nas duas qualificações, com Daniel ao volante na primeira e Joaquim na segunda, a equipa colocou o Cupra no Top 6 absoluto, sendo segundos nos Turismo na Q1 e terceiros na Q2. Estes resultados foram positivos e, segundo Daniel Teixeira, deixaram-nos “muitos felizes porque não tínhamos rodado com o Cupra em circuito, antes desta prova e não esperávamos ser logo tão competitivos”.
Quanto à estratégia de escolha de pilotos para as duas corridas Sprint, foi
decidido que Daniel Teixeira estaria ao volante da corrida inicial de sábado,
cabendo a Joaquim Teixeira tomar o volante na Corrida 2.
Após uma partida cautelosa, Daniel Teixeira teve de utilizar todos os seus dotes de piloto para evitar um incidente na curva 3, mas, ao fazê-lo, o jovem craque transmontano foi forçado a “alargar a trajetória e, ao sair largo, caí para 3º entre os TCR, tendo, de imediato, ido em busca do prejuízo”. E se bem o pensou, melhor o fez, pois rapidamente suplantou o Honda Civic TCR de José Rodrigues, regressando ao 2º lugar e, quando partia no encalço do líder, encontrou pela frente o Porsche 991 GT3 de Pedro Marques. Aqui, o piloto viveu a dificuldade de “tentar ultrapassar com armas diferentes. Foi um duelo incrível, mas, perante a potência e velocidade do Porsche, demorei imenso tempo a consumar a ultrapassagem e, quando o fiz, já estávamos na parte final da corrida e eu tinha os pneus muito degradados, tendo optado por manter a posição”.
O Dia de Domingo, segundo da jornada algarvia, reservava aos pilotos duas corridas: a segunda de Sprint e a de Endurance. Joaquim Teixeira assumiu os comandos para a Corrida 2. Com o Cupra novamente “calçado” com pneus já usados, o galardoado piloto optou por um arranque tranquilo e logo se viu envolvido numa luta “fantástica com colegas da Montanha e esta durou quase até meio da corrida. Felizmente aí, forcei ainda mais e consegui me isolar, assegurando um excelente 3º lugar, além de levar o carro sem problemas até ao final, objetivo também importante tendo em conta a corrida de Endurance que ainda havia para disputar”.
Para o fecho do fim-de-semana, estavam reservados 40 minutos de competição,
tendo a equipa decidido que Daniel faria o turno inicial, passando depois o
volante a Joaquim Teixeira.
A Corrida 3 seria atribulada. Logo na primeira volta, na curva 5, um incidente levou à entrada do “safety car” e o mesmo esteve em pista durante muito tempo, condicionando “praticamente todo o turno pois acabei por só fazer 3 ou 4 voltas limpas e, ainda na sequência da confusão, tinha caído para 3º dos TCR, lugar que consegui manter até ao fim do turno”. Daniel Teixeira revela ainda que se sentiu “menos confiante no Cupra nesta última corrida, pois não me adaptei à mudança de setup que decidimos fazer e, como tal, optei por gerir bem e não estragar nem pneus nem mecânica”.
Joaquim Teixeira saiu o seu turno final com a missão de “manter a posição e conquistar mais um pódio e mais pontos para o campeonato”, ficando o piloto satisfeito por “ter cumprido esse duplo objetivo”. No rescaldo, o piloto realçava “a excelente operação pontual que fizemos e os 3 pódios obtidos. Para arranque de época, temos de considerar muito positivo e, para além disso, ficámos com a certeza de que, com um maior conhecimento do carro, a equipa será ainda mais competitiva!”
O Open de Velocidade terá a sua segunda jornada no Circuito de Braga, que se disputará nos dias 12 e 13 de setembro.
O segundo dia de competição do Super Racing Weekend Portimão, foi o pano de fundo para as duas últimas corridas do Open de Portugal de Velocidade by Michelin disputadas no Autódromo Internacional do Algarve.
José Correia (Nissan GT-R GT3), depois de ter conhecido um problema de suspensão que destruiu o pneu da frente do lado direito e o atirou para último da classificação final da primeira corrida disputada no sábado, dominou da luz à bandeira a segunda manga do Open de Portugal de Velocidade by Michelin.
O piloto de Braga fez pleno
uso da superioridade técnica do seu carro para manter um andamento impossível
de acompanhar pelos Porsche 911 GT3 Cup, nomeadamente, os pilotados por Pedro
Marreiros e por Fábio Mota, que completaram o pódio à geral por esta ordem.
Porém, a distância final para o vencedor não reflete a imagem correta, pois
Pedro Marreiros optou por poupar ao máximo os pneus do 911 991 GT3 Cup para a
terceira corrida. Se na frente não houve luta pela vitória, nas classes que
compõem o Open de Portugal de Velocidade by Michelin, o discurso foi
semelhante, o que não quer dizer que não existissem lutas aguerridas por
posição na classificação geral final.
Assim, no G1 a vitória ficou, claro, para José Correia (Nissan GT-R GT3), enquanto Pedro Marreiros (Porsche 911 991 GT3 Cup) ganhou a G2, na frente de Fábio Mota (Porsche 911 997 GT3 Cup), Nuno Baptista (Porsche 911 997 GT3 Cup) e Pedro Marques (Porsche 911 991 GT3 Cup). Nos Turismos, Gabriela Correia (Cupra TCR DSG) levou de vencida a T1, Paulo Martins (VW Golf GTI) a T2 e Jorge Silva levou o Renault Clio RS ao primeiro lugar. Finalmente, nos TCR, vitória para Francisco Mora (Cupra TCR Seq) na frente de José Rodrigues (Honda Civic TCR), Daniel Teixeira (Cupra TCR Seq) e Luís Silva (Cupra TCR Seq). José Fafiães levou o Honda Civic Type R à vitória no TCS.
A terceira corrida agendada
para o Open de Portugal de Velocidade by Michelin tinha a particularidade de
recuperar a fórmula “endurance”, oferecendo aos pilotos 40 minutos de prova
com oportunidade de paragem nas boxes para troca de piloto. Isto depois das
duas corridas de 20 minutos que já tinham sido realizadas anteriormente,
oferecendo, assim, uma hora de competição em cada um dos Super Racing Weekend
calendarizados para 2020.
Devido aos resultados obtidos
nas duas corridas anteriores – recordamos que houve duas sessões de
qualificação que definiram a grelha para as duas primeiras mangas – Pedro
Marreiros e Paulo Pinheiro com a “pole position” para a terceira e última
corrida da jornada de Portimão, foram obrigados a largar do pitlane, enquanto
que José Correia saiu da quarta fila da grelha de partida, prejudicando a sua
média devido ao último lugar da classificação na primeira corrida.
Infelizmente, um desentendimento em pista que originou um acidente na descida
para a Curva 5 do Autódromo Internacional do Algarve entre Gabriela Correia
(Cupra TCR DSG), Paulo Martins (VW Golf GTI) e Luís Silva (Cupra TCR Seq),
atirou este último para a lista de abandonos e fez entrar o “Safety Car” em
pista.
Esta situação prolongou-se
por algum tempo e a corrida teve apenas 18 voltas em 40 minutos de prova. José
Correia impôs o seu Nissan GT-R GT3 e numa mão cheia de curvas chegou,
naturalmente, ao comando da corrida, aí se mantendo apesar dos repetidos e
fortes ataques de Pedro Marreiros e Paulo Pinheiro, ao volante do Porsche 911
GT3 Cup. As paragens nas boxes não trouxeram alterações e José Correia
ganhou a segunda corrida do dia. O pódio ficou fechado com o Cupra TCR Seq de
Francisco Mora que conseguiu superiorizar- se ao outro TCR, o Honda Civic de
José Rodrigues. Esta classificação ficou assim ordenada, depois do Colégio
de Comissários Desportivos penalizarem em 30 segundos José Rodrigues, Fábio
Mota (Porsche 911 GT3 Cup) e Pedro Marques (Porsche 911 GT3 Cup).
No que toca às classes, não houve muitas diferenças em relação a segunda corrida. No G1 vitória para José Correia (Nissan GT-R GT3), enquanto Pedro Marreiros (Porsche 911 991 GT3 Cup) ganhou a G2, na frente de Fábio Mota (Porsche 911 997 GT3 Cup), Nuno Baptista (Porsche 911 997 GT3 Cup) e Pedro Marques (Porsche 911 991 GT3 Cup). Nos Turismos, Gabriela Correia (Cupra TCR DSG) levou de vencida a T1, Paulo Martins (VW Golf GTI) a T2 e Jorge Silva levou o Renault Clio RS ao primeiro lugar. Finalmente, nos TCR, vitória para Francisco Mora (Cupra TCR Seq) na frente de José Rodrigues (Honda Civic TCR), e de Joaquim e Daniel Teixeira (Cupra TCR Seq). José Fafiães levou o Honda Civic Type R à vitória no TCS. O Open de Portugal de Velocidade by Michelin está de regresso nos dias 11 e 12 de setembro no Circuito de Braga.