Autor: Joaquim Amândio Santos

  • Wingmotor Honda estreia-se no deserto e sobe à Rally2 no Rallye du Maroc

    Wingmotor Honda estreia-se no deserto e sobe à Rally2 no Rallye du Maroc

    Depois de duas vitórias na categoria Rally3 no Rally Raid Portugal, em 2024 e 2026, a Wingmotor Honda prepara agora um novo e importante passo no seu projeto. Gonçalo e Salvador Amaral vão estrear-se no deserto e, simultaneamente, na categoria Rally2, aos comandos das novas Honda CRF450 Rally.

    Depois dos triunfos conquistados na categoria Rally3 na jornada portuguesa do Mundial de Rally-Raid, em 2024 e novamente este ano, a equipa passa agora para a Rally2, estreando também a nova Honda CRF450 Rally.

    Para Gonçalo Amaral, vencedor da Rally3 no Rally Raid Portugal em março, a participação em Marrocos representa a concretização de um objetivo há muito desejado: “Estar em Marrocos é um sonho tornado realidade. Vamos correr com as motas que sempre sonhámos. Esta é a nossa estreia com uma moto de rali e na classe Rally2, com a nova Honda CRF450 Rally”, destaca.

    Perante tantas novidades, a prioridade será sobretudo acumular experiência: “É tudo novo: a mota, a classe Rally2 e a estreia no deserto. Por isso, encaramos esta corrida de maneira diferente. Queremos fazer um dia de cada vez, chegar ao final todos os dias e fazer uma corrida limpa, sem a pressão da classificação.”

    Gonçalo Amaral deixou ainda um agradecimento especial ao pai e aos parceiros que tornaram possível o projeto.

    Salvador Amaral aposta na aprendizagem

    Também Salvador Amaral encara a estreia em Marrocos como uma oportunidade de crescimento: “Estamos muito felizes por estar em Marrocos. O foco é aprender todos os dias. O deserto e a navegação são totalmente novos para nós, mas temos muita vontade de aprender”, afirma.

    O piloto sublinha igualmente a necessidade de controlar o ritmo num tipo de terreno onde os erros podem ter consequências importantes: “Teremos de ter cautela, porque os erros podem sair-nos muito caro. Vamos adotar uma condução tranquila e desfrutar, porque esta é uma grande oportunidade.”

    O Rallye OLA Energy du Maroc disputa-se de 28 de setembro a 3 de outubro, ligando Agadir a Zagora. Depois do prólogo em Agadir, a corrida terá cinco etapas, com a primeira a ligar Agadir a Zagora e as restantes quatro disputadas em circuito na região de Zagora.

    No total, a prova apresenta cerca de 2.637 quilómetros, dos quais 1.530 cronometrados, combinando areia, dunas e pistas de deserto.

  • PSCI entra na reta decisiva com títulos à vista e um “Pink Power” cada vez mais forte

    PSCI entra na reta decisiva com títulos à vista e um “Pink Power” cada vez mais forte

    Quatro rondas cumpridas, cinco vencedores absolutos, cerca de três dezenas de pilotos de seis nacionalidades e nove equipas já presentes em pista. A Porsche Sprint Challenge Ibérica chega às duas últimas jornadas de 2026 com a GT Corse a aproximar-se de vários títulos, as pilotos da Ladies Cup a ocuparem posições de enorme destaque nas classificações absolutas e Navarra e Estoril a prometerem um final de temporada de elevada intensidade.

    A passagem pelo Circuito de Jerez – Ángel Nieto marcou a entrada definitiva da Porsche Sprint Challenge Ibérica na fase decisiva de uma temporada que tem confirmado a crescente competitividade e internacionalização da competição.

    Monteblanco, Estoril, Valencia e Jerez já ficaram para trás. Restam agora a quinta ronda, no Circuito de Navarra, e a Grand Finale no Estoril para decidir uma época em que os números ajudam a traduzir aquilo que tem acontecido em pista.

    Ao longo das quatro primeiras rondas, cinco pilotos diferentes conseguiram já vencer corridas à geral: Borja García, José Barros, Álvaro Bajo, Manuel Alves e Jordi Fuset. Um grupo que representa quatro estruturas diferentes. A diversidade estende-se à própria composição do campeonato. Ao longo de 2026, cerca de três dezenas de pilotos, representando seis nacionalidades e distribuídos por nove equipas diferentes, já passaram pela grelha da PSCI, reforçando a dimensão internacional de uma competição onde a qualidade e profundidade do pelotão têm sido uma constante.

    GT Corse cada vez mais perto de transformar domínio em títulos

    Se ainda há muitos pontos para disputar, as classificações depois de Jerez deixam uma evidência: a GT Corse construiu uma posição extremamente forte em várias das principais frentes do campeonato.

    No Porsche #14, Borja García e Alejandro Barambio Perea comandam a classificação absoluta e a Categoria 2 com 430 pontos, deixando Gildardo Herrera e Álvaro Bajo, dupla aos comandos do Porsche #88, também da estrutura espanhola, no segundo lugar com 286. Francisca “Kika” Queiroz, a solo no #95, surge já na terceira posição absoluta, com 274 pontos.

    O cenário repete-se na Classe Silver. Borja García e Alejandro Barambio Perea lideram com 271 pontos, novamente diante de Gildardo Herrera e Álvaro Bajo, com 157, enquanto Kika Queiroz está muito próxima, no terceiro lugar, com 154.

    Também nas restantes classes há contas importantes para resolver nas duas jornadas que faltam. Na Classe Bronze, Patrick Cunha chega à reta final na liderança, somando 240 pontos, diante de Mário Ferreira, piloto totalista no Porsche #28, com 201, e Jorge Rodrigues anterior parceiro de Patrick Cunha no Porsche #8, com 190 o qual não esteve presente em Jerez.  Na GD, Filipe Carvalho que partilhou com Patrick Cunha em Jerez os comandos do Porsche #8, lidera com 73 pontos, enquanto Henk Van Zoest ocupa o segundo lugar com 55, ele que tripula o 992 GT3 Cup #3.

    Entre as equipas a vantagem é expressiva. A GT Corse lidera com 184 pontos, contra 128 da AF Motorsport e 114 da LOB Motorsport.

    Geral Absoluta, Categoria 2, Silver e Equipas: são quatro frentes onde começa, inevitavelmente, a “cheirar” a título para os lados da GT Corse. Um reflexo de uma época fulgurante da formação espanhola, que chega às duas rondas finais numa posição privilegiada para transformar a consistência e as vitórias alcançadas ao longo do ano em títulos.

    “Pink Power” assalta os lugares da frente

    Mas há outro fenómeno que está a marcar profundamente a temporada de 2026. O “Pink Power” deixou definitivamente de ser apenas uma luta dentro da Ladies Cup para passar a ter influência direta na discussão dos lugares cimeiros da PSCI.

    Francisca “Kika” Queiroz, Flame Airikkala e Chloe Grant têm demonstrado repetidamente capacidade para discutir posições de topo à geral nas corridas. E essa competitividade começa agora a refletir-se de forma particularmente expressiva nas tabelas pontuais.

    “Kika” ocupa um extraordinário terceiro lugar da classificação absoluta, com 274 pontos. Flame Airikkala surge imediatamente atrás, em quarta, com 268, enquanto Chloe Grant é sexta, com 236. Ou seja, as três protagonistas da Ladies Cup estão todas instaladas no Top 6 absoluto da PSCI.

    Na própria Ladies Cup, Kika mantém a liderança com 281 pontos, mas Flame aproxima-se com 255 e Chloe permanece na discussão com 230.

    É uma das imagens mais fortes desta temporada: três pilotos femininas que não se limitam a disputar entre si a Ladies Cup, mas que entram corrida após corrida na batalha direta com todo o pelotão, conquistando pódios, Top 5 e pontos suficientes para “assaltarem” os lugares cimeiros da classificação absoluta.

    Para José Monroy, Series Manager da Porsche Sprint Challenge Ibérica, os números e a competitividade alcançados até Jerez confirmam a solidez do caminho traçado para 2026:

    “Esta é uma temporada muito importante para a PSCI, um ano de transição e preparação para a chegada do novo Porsche 911 Cup, e não poderíamos estar mais satisfeitos com aquilo que estamos a construir. Já tivemos cerca de três dezenas de pilotos, seis nacionalidades, nove equipas e cinco vencedores absolutos diferentes, mas, acima dos números, temos corridas extremamente competitivas, novos protagonistas a surgirem e uma grelha onde cada vez mais pilotos conseguem lutar pelos lugares da frente. Estamos a crescer com bases sólidas, sem perder aquilo que está no ADN da PSCI: competição, proximidade e paixão Porsche. Navarra e a Grand Finale no Estoril vão fechar uma temporada que está a superar as nossas expectativas e, ao mesmo tempo, abrir a porta para um 2027 que queremos ainda mais forte.”

    Duas rondas. Oito corridas. E vários títulos ainda por entregar. Navarra e Estoril têm agora a palavra.

  • Daniel Casas estreia-se na BMW M2 Cup Iberia em Valência

    Daniel Casas estreia-se na BMW M2 Cup Iberia em Valência

    A etapa de Valência do Supercars Endurance marca a entrada de Daniel Casas na BMW M2 Cup Iberia, reforçando uma grelha que continua a crescer depois das limitações de disponibilidade de carros sentidas no início da época.

    O jovem espanhol junta-se assim a “Kika” Queiroz, Nathan Corbert/Diego Sirgado e Gonçalo Moura/Bernardo Passanha, todos aos comandos dos novos BMW M2 Racing.

    “É um desafio incrível que não hesitei em aceitar assim que mo propuseram. Considero que a BMW M2 Cup Iberia e o Supercars Endurance são, neste momento, o melhor escaparate que existe na Península”, afirma Daniel Casas.

    Conhecedor do Circuit Ricardo Tormo, o espanhol assume como prioridade uma rápida adaptação ao carro: “O principal objetivo é adaptar-me ao BMW o mais depressa possível, avançar passo a passo e tentar fazer o melhor resultado.”

    As duas corridas disputam-se no sábado e domingo, com transmissão em direto na DAZN Portugal, DAZN Espanha e nas plataformas da Race Ready.

  • Geely estreia-se oficialmente em Portugal e apresenta novo E2 elétrico

    Geely estreia-se oficialmente em Portugal e apresenta novo E2 elétrico

    A Geely assinalou o lançamento oficial da marca em Portugal com a apresentação, em Vila Nova de Gaia, do novo Geely E2, compacto 100% elétrico que chegará ao mercado nacional no último trimestre de 2026. O modelo junta-se aos já disponíveis E5 e Starray EM-i e terá preços a partir de 17.800 euros mais IVA.

    O grande destaque da apresentação foi o Geely E2, mostrado pela primeira vez em Portugal e destinado ao segmento dos compactos 100% elétricos.

    O novo modelo passa a integrar uma gama que já inclui o Geely E5, também totalmente elétrico, e o Starray EM-i, equipado com tecnologia híbrida plug-in.

    Geely E2 com até 345 km de autonomia

    Com 4,125 metros de comprimento, cinco lugares e tração traseira, o Geely E2 foi desenvolvido sobre a arquitetura inteligente GEA e conta com suspensão traseira independente multibraço afinada para o mercado europeu. Estará disponível nas versões Pro, Max e Ultra, com duas capacidades de bateria.

    A unidade de 35 kWh permite anunciar até 252 quilómetros de autonomia WLTP, enquanto a bateria de 47 kWh, disponível nas versões Max e Ultra, aumenta esse valor para 345 quilómetros WLTP.

    O equipamento inclui de série 24 sistemas ADAS, enquanto a bagageira oferece entre 375 e 1.320 litros de capacidade, aos quais se acrescenta um compartimento dianteiro de 70 litros.

    O Geely E5 utiliza um motor elétrico de 160 kW, equivalentes a 218 cv, alimentado por uma bateria LFP de 60,22 kWh, com autonomia combinada até 430 quilómetros WLTP. A versão PRO está disponível a partir de 31.200 euros mais IVA. Já o Starray EM-i aposta numa motorização híbrida plug-in e anuncia uma autonomia total de até 1.055 quilómetros WLTP, com preços desde 28.850 euros mais IVA.  Segundo a marca, os três modelos alcançaram cinco estrelas nos testes Euro NCAP.

    Salvador Caetano sustenta expansão nacional

    A entrada da Geely em Portugal resulta da parceria estabelecida com o Grupo Salvador Caetano, anunciada em abril deste ano e integrada no plano de expansão europeia do construtor chinês.

    “A parceria com a Salvador Caetano permite-nos aliar a nossa capacidade de desenvolvimento tecnológico e industrial a um conhecimento profundo do mercado local”, destacou Aiden He, CEO da Geely Brand Europe.

    A rede nacional deverá ultrapassar os 15 concessionários até ao final de 2026, reforçando a implantação comercial e o apoio pós-venda da marca em Portugal.

    O novo Geely E2 chega ao mercado português no último trimestre do ano, com preço anunciado a partir de 17.800 euros mais IVA, excluindo despesas de legalização e transporte.

  • Batina Racing regressa em Valência determinada a manter-se na luta pelos títulos

    Batina Racing regressa em Valência determinada a manter-se na luta pelos títulos

    A Batina Racing disputa este fim de semana, no Circuit Ricardo Tormo, a quarta etapa do Supercars Endurance, com Orlando Batina e Nuno Pires de regresso aos comandos do Toyota GR Supra GT4 EVO2. A formação de Aveiro chega a Valência motivada para voltar a discutir os lugares do pódio e manter-se na corrida pelos títulos do Iberian Supercars e do Campeonato de España de Supercars.

    A equipa de Aveiro chega ao Circuit Ricardo Tormo com confiança renovada, depois de uma primeira metade da época em que demonstrou competitividade e já conheceu o sabor da vitória, ao triunfar na segunda corrida de Jarama.

    Ao volante do Toyota GR Supra GT4 EVO2, Orlando Batina e Nuno Pires procuram agora dar continuidade aos bons resultados e transformar em pontos o trabalho desenvolvido durante a pausa estival.

    Nuno Pires confiante no potencial da equipa

    Nuno Pires não esconde o agrado pelo traçado valenciano e acredita que as características do circuito poderão proporcionar uma jornada positiva: “Gosto muito do circuito de Valência. Tem um bom historial, tanto em termos de circuito como de performance, e gosto particularmente por ser bastante rápido, com partes muito técnicas”, explica.

    O piloto portuense destaca igualmente a preparação realizada nas últimas semanas: “Fizemos uma boa preparação e temos uma boa base para lutar pelas vitórias. Estamos bastante confiantes e focados. A equipa está muito motivada e fizemos um bom trabalho durante o verão. Agora estamos à espera de colher os resultados e os frutos desse trabalho. Vamos com força!”

    Orlando Batina quer inverter historial em Valência

    Para Orlando Batina, o início do fim de semana terá uma importância especial, já que será necessário recuperar referências com o Toyota depois do incidente sofrido em Vila Real: “É um circuito onde nunca fui muito feliz, mas estamos dispostos a alterar isso este ano. Antes de mais, vamos ter que perceber como está o carro, uma vez que, depois do incidente de Vila Real, ainda não rodámos com o carro”, afirma.

    Apesar dessa incógnita inicial, o piloto mantém a ambição intacta para a ronda valenciana: “Estamos muito motivados e determinados em voltar à competição, após a pausa de verão, e vamos trabalhar para estar na discussão dos lugares do pódio, como temos feito ao longo de toda a temporada, e continuarmos na luta pelo título.”

    Com a vitória de Jarama como principal referência da temporada até ao momento, a Batina Racing entra assim na segunda metade da época apostada em confirmar a competitividade do Toyota GR Supra GT4 EVO2 e manter vivas as aspirações aos títulos nas duas competições.

  • Arrábida e Setúbal preparam três dias de Montanha, competição festa e paixão

    Arrábida e Setúbal preparam três dias de Montanha, competição festa e paixão

    Está oficialmente lançada a 35.ª Rampa da Arrábida. O emblemático Forte de Albarquel recebeu a apresentação da edição de 2026 de uma das provas mais carismáticas do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, que entre 2 e 4 de outubro levará novamente o campeonato a um dos cenários mais deslumbrantes e icónicos do automobilismo português.

    Organizada pelo Clube de Motorismo de Setúbal, a prova será a penúltima jornada da temporada, chegando num momento em que as principais lutas do campeonato entram na fase das grandes decisões.

    Desde o seu regresso ao principal campeonato nacional de Montanha, a Rampa da Arrábida tem consolidado, ano após ano, uma enorme capacidade de mobilização. São milhares os aficionados que rumam à Serra para assistir a dois dias de competição proporcionados por um dos mais pujantes campeonatos do desporto motorizado nacional.

    Mas a Arrábida quer continuar a ser muito mais do que uma prova disputada contra o cronómetro. E foi precisamente essa dimensão alargada do evento que esteve em evidência durante a apresentação oficial.

    “Perceber de onde viemos e para onde vamos”

    O presidente do Clube de Motorismo de Setúbal, Fernando Matias, sublinhou a vontade de continuar a fazer crescer um evento profundamente ligado à história do clube, à cidade e à própria Serra da Arrábida. A apresentação incluiu um vídeo evocativo desse percurso, numa viagem pela história da prova e pela evolução registada ao longo dos anos: “Estamos um bocadinho a querer reviver isso, perceber de onde viemos, perceber para onde vamos e toda a evolução”, explicou Fernando Matias.

    O responsável máximo do CMS deixou igualmente bem vincado aquele que tem sido um dos traços distintivos da organização setubalense: a competição é o centro do evento, mas não esgota a experiência proporcionada ao público: “A ideia é fazer sempre o melhor que soubermos e termos uma grande parte lúdica. Eu sei que isto é tudo sobre competição, mas o nosso ADN passa exatamente por ter partes lúdicas fortes e partes de convívio fortes.”

    Fernando Matias resumiu de forma simples o objetivo para a 35.ª edição: “Se tivermos bom tempo, queremos dar uma boa festa e que aqueles que vêm fiquem contentes.”

    A lista de inscritos deverá voltar a apresentar números importantes, tendo a organização apontado, durante a apresentação, para cerca de 54 participantes, valor ainda provisório e dependente da publicação da lista oficial.

    “Trazer a festa à Cidade e libertar a Serra”

    É uma das frases que melhor sintetiza o conceito preparado para 2026: “Trazer a festa à Cidade e libertar a Serra.” A estratégia passa por concentrar no centro de Setúbal uma parcela cada vez mais significativa das atividades paralelas, transformando a passagem da Rampa pela cidade numa verdadeira festa popular.

    O Largo Zeca Afonso será o grande centro nevrálgico dessa componente urbana, acolhendo a Fan Zone, restauração, expositores locais, animação, exposição de automóveis e o parque destinado aos concorrentes.

    A sexta-feira assumirá, por isso, um protagonismo muito especial. As verificações administrativas e técnicas e a exposição das máquinas permitirão ao público um contacto próximo com pilotos, equipas e automóveis, antes de a noite culminar com o desfile das viaturas de competição e a partida simbólica, entre as 22h15 e as 23h00.

    Município reafirma importância da Rampa para Setúbal

    A ligação entre a Rampa da Arrábida e o território foi igualmente enfatizada pela vice-presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria do Carmo Tiago, que começou por reconhecer o trabalho desenvolvido pelo clube organizador: “É importante reconhecer o trabalho que o Clube de Motorismo de Setúbal tem feito ao longo dos anos e toda a evolução que tem existido. Basta olharmos para a zona do circuito, para aquilo que era há dez anos, quando começámos, e para aquilo que é hoje. Há muitas melhorias.”

    Uma evolução para a qual têm contribuído sucessivas intervenções no percurso. Desde 2017, foram contabilizados 1.700 metros de rails de proteção e 1.500 metros de asfalto renovado, melhorias que ultrapassam a realização da própria competição e beneficiam as condições de circulação ao longo de todo o ano.

    Mas a responsável autárquica colocou igualmente a tónica no impacto que um evento desta dimensão representa para Setúbal: “É muito importante para Setúbal ter um evento desta dimensão, porque traz gente, traz pessoas à cidade, permite mostrar a nossa gastronomia e aquilo que temos para oferecer.”

    Maria do Carmo Tiago deixou, por isso, clara a intenção da Câmara Municipal de continuar a apoiar a Rampa da Arrábida: “A Autarquia tem todo o gosto em continuar a apoiar esta iniciativa, porque é uma iniciativa importante para Setúbal e é também importante estarmos perante uma prova de um Campeonato de Portugal.”

    Uma prova com impacto muito para além da estrada

    Os números apresentados relativos à edição de 2025 ajudam a explicar a dimensão que a Rampa da Arrábida atingiu. No ano passado foram contabilizadas cerca de 12 mil pessoas durante os dois dias de competição, enquanto o impacto mediático equivalente foi estimado em 1,8 milhões de euros. No universo digital, foram alcançadas cerca de 270 mil pessoas, com mais de 11 mil fotografias e vídeos publicados, tendo a prova contado ainda com a presença de mais de 40 órgãos de comunicação social.

    A edição de 2026 pretende ampliar essa projeção, estando previstas 10 horas de transmissão em direto nas redes sociais, com produção da Motorsport TV, levando a competição, os seus protagonistas e as imagens únicas da Arrábida muito para além das fronteiras de Setúbal.

    3,5 quilómetros onde não há espaço para respirar

    Depois da festa na cidade, chegará o momento de enfrentar o cronómetro. O traçado da Rampa da Arrábida apresenta 3,5 quilómetros de extensão, 6,2% de inclinação média e 185 metros de desnível, com partida no Outão e chegada em plena Arrábida. Rápido, técnico e tremendamente intenso, é um percurso desafiador.

    O programa prevê três Subidas de Treinos Oficiais e três Subidas de Prova. No sábado, 3 de outubro, a competição começa às 10h00, seguindo-se a segunda subida de treinos às 12h30 e a primeira Subida de Prova às 15h00. No domingo, nova entrada em pista às 10h00, antes das decisivas segunda e terceira Subidas de Prova, previstas para as 12h30 e 15h00. A cerimónia de entrega de prémios está agendada para as 17h30, no Parque do Outão.

    O público terá zonas específicas destinadas a assistir à competição em segurança, estando igualmente previsto transporte gratuito entre a Casa da Baía e o Ecoparque, numa estratégia destinada a facilitar o acesso e reduzir a circulação automóvel na Serra.

    A Rampa da Arrábida será a sétima e penúltima jornada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2026, recebendo um campeonato que chega a Setúbal com várias das suas principais decisões ainda em aberto.

  • Renault ressuscita o 8 Gordini num radical concept elétrico de 270 cv

    Renault ressuscita o 8 Gordini num radical concept elétrico de 270 cv

    A Renault continua a explorar os seus 128 anos de história através da criação de exemplares únicos que recuperam alguns dos modelos mais marcantes da marca.

    Depois do Renault 5 Diamant, desenvolvido em colaboração com Pierre Gonalons, e do concept elétrico R17 restomod x Ora Ïto, a marca francesa volta agora a revisitar o passado com um novo reboot: o Renault 8 Gordini Concept.

    A iniciativa integra um trabalho de valorização do património da Renault que deverá culminar, dentro de cerca de 15 meses, com a abertura ao público do futuro museu Renault Collections, em Flins.

    Espírito Gordini reinterpretado para a era elétrica

    O Renault 8 Gordini Concept assume-se como um coupé elétrico de dois lugares, concebido para transportar para o presente a imagem desportiva associada a um dos nomes mais lendários da história da marca.

    Com uma carroçaria baixa e larga, uma postura particularmente agressiva e um desenho inspirado no universo do desporto automóvel, o concept aproxima-se visualmente daquilo que seria um automóvel de ralis moderno.

    A motorização é totalmente elétrica e anuncia 270 cv de potência, reforçando a intenção de combinar património, tecnologia e desempenho.

    O design segue uma abordagem depurada, influenciada pelo espírito “café racer”, procurando transmitir leveza visual, caráter e uma interpretação contemporânea da identidade Gordini.

    Estreia em Paris

    A revelação oficial do Renault 8 Gordini Concept está marcada para 24 de setembro, no Renault Carwalk.

    Posteriormente, o modelo estará exposto no stand da marca no Salão Automóvel de Paris, que decorre entre 12 e 18 de outubro de 2026.

    Com este novo projeto, a Renault dá continuidade à estratégia de reinterpretar alguns dos capítulos mais importantes da sua história, não através de simples reproduções, mas criando peças únicas que cruzam memória, design e novas formas de mobilidade.

  • Pedro Câmara defende liderança da Peugeot Rally Cup Ibérica em Llanes

    Pedro Câmara defende liderança da Peugeot Rally Cup Ibérica em Llanes

    Depois da terra do Rali Terras d’Aboboreira e do asfalto do Rallye Rías Baixas, a Peugeot Rally Cup Ibérica 2026 regressa a Espanha para disputar, nos dias 25 e 26 de setembro, a terceira das quatro rondas da temporada.

    O Rallye Villa de Llanes assume particular importância nas contas do troféu, já que antecede a derradeira prova do calendário, o Rali Casinos do Algarve, agendado para o início de outubro.

    A principal referência portuguesa será Pedro Câmara, desta vez acompanhado por Nuno Cabral, que chega às Astúrias com uma posição muito favorável na luta pelo título. O piloto português venceu a ronda inaugural, no Terras d’Aboboreira, acrescentando ainda dois pontos da Power Stage, e voltou a pontuar forte no Rías Baixas, onde terminou em segundo e somou os três pontos extra da Power Stage. Esse percurso permite-lhe liderar atualmente com 50 pontos.

    Francisco Puertas ocupa a segunda posição, com 29 pontos, enquanto Javier Cañada, vencedor no Rías Baixas, segue logo atrás com 27. Miguel Garcia soma 17 e Pablo Fernandez 16, numa altura em que ainda permanecem duas provas por disputar.

    Catorze Peugeot 208 Rally4 em luta

    A ronda asturiana contará com 14 Peugeot 208 Rally4, reunindo vários dos principais protagonistas da competição ibérica e do Desafío Peugeot.

    Além de Pedro Câmara/Nuno Cabral, estarão em prova Francisco Puertas/Sergio Fernandez, Javier Cañada/Aday Ortiz, Miguel Garcia/Carla Salvat, Pablo Fernandez/Lucia Otero, Javier Sosa/Javier Fragiel e Joan Socias/Alejandro Lopez Fernandez, entre outros.

    A representação portuguesa ficará assim centrada no líder da Peugeot Rally Cup Ibérica, que terá pela frente um pelotão espanhol particularmente forte numa prova em que a precisão e a regularidade prometem assumir importância decisiva.

    144 quilómetros contra o cronómetro

    O 49.º Rallye Villa de Llanes será integralmente disputado em asfalto e apresenta um percurso total de 427,40 quilómetros, dos quais 144,00 quilómetros cronometrados, repartidos por 13 especiais e duas etapas.

    Na sexta-feira, a competição inclui duas passagens por Nueva-Labra, com 19,90 km, e por Rales, com 6,72 km, antes de uma curta especial noturna em Llanes. No sábado serão disputadas mais oito classificativas, incluindo duas passagens por Camín Encantau e Mazucu, antes das decisivas especiais de Valleoscuro e Colombres. A primeira passagem por Colombres, com 12,34 km, será a Power Stage.

    Desafío Peugeot também decide título

    Llanes será igualmente a quinta e última ronda do Desafío Peugeot 2026, onde o título continua em aberto. Javier Cañada lidera com 85,60 pontos, apenas 5,20 à frente de Miguel Garcia, enquanto Francisco Puertas, terceiro com 73,40, mantém igualmente possibilidades de chegar ao título. Nesta ronda final, os pontos obtidos no rali e na Power Stage terão um coeficiente de 1,2.

    Para Pedro Câmara, porém, o principal objetivo estará centrado na defesa da liderança da Peugeot Rally Cup Ibérica, procurando sair das Astúrias em posição privilegiada para disputar o título na derradeira ronda, já em Portugal, no Rali Casinos do Algarve.

  • RACAR Motorsport leva dois Aston Martin a Valência para atacar pódios no Supercars Endurance

    RACAR Motorsport leva dois Aston Martin a Valência para atacar pódios no Supercars Endurance

    A RACAR Motorsport – AMR Partner Team regressa este fim de semana à ação no Supercars Endurance, com dois Aston Martin Vantage AMR GT4 EVO inscritos no Circuit Ricardo Tormo. Mathieu Martins/Anton Morsing alinham na GT4 Pro, enquanto Vasco Oliveira volta a fazer equipa com Manuel Gião na GT4 Bronze.

    A formação de Odivelas apresenta-se com dois Aston Martin Vantage AMR GT4 EVO e com a ambição de transformar em resultados a competitividade evidenciada ao longo da primeira metade da temporada.

    Na GT4 Pro, Mathieu Martins e Anton Morsing voltam a partilhar um dos Aston Martin da equipa. Campeão em título do Iberian Supercars e do Supercars España, Mathieu Martins tem sido uma das referências da temporada, acumulando pole positions e presenças regulares na discussão pelos lugares da frente. Alguns problemas mecânicos impediram, contudo, que esse andamento se traduzisse numa colheita de resultados mais expressiva.

    Anton Morsing, por seu lado, tem vindo a demonstrar uma evolução consistente na sua temporada de estreia nos GT4, procurando agora continuar esse crescimento e contribuir para a defesa dos títulos da equipa.

    “Chegamos a Valência com uma motivação muito grande. Sabemos que o Mathieu e o Anton têm tido um ritmo muito forte e que, em condições normais, já poderiam ter resultados bastante mais expressivos, inclusivamente vitórias”, afirma Gonçalo Antunes, CEO da RACAR Motorsport – AMR Partner Team.

    “Tivemos alguns azares que nos impediram de concretizar esse potencial, mas isso apenas reforça a nossa determinação. Temos um carro competitivo, dois pilotos que estão a trabalhar muito bem em conjunto e uma equipa preparada para voltar à luta pelos lugares da frente. O objetivo é simples: deixar os azares para trás e transformar a velocidade em resultados.”

    Vasco Oliveira e Manuel Gião procuram repetir Vila Real

    Na GT4 Bronze, Vasco Oliveira terá novamente Manuel Gião como companheiro de equipa, depois da dupla ter brilhado na passagem do campeonato por Vila Real. Aos comandos do Aston Martin Vantage AMR GT4 EVO, os dois pilotos venceram a primeira corrida da ronda transmontana, confirmando a competitividade do conjunto.

    Em Valência, o objetivo passa por dar continuidade a esse resultado e voltar a discutir os primeiros lugares da divisão: “Na GT4 Bronze, o Vasco e o Manuel já mostraram em Vila Real que podem estar na luta pelo triunfo e queremos continuar nesse caminho”, sublinha Gonçalo Antunes.

    “A vitória que conquistámos lá foi muito importante, não apenas pelos pontos, mas também pela confirmação de que temos um conjunto muito competitivo. Sabemos que a concorrência é forte e que cada fim de semana apresenta desafios diferentes, mas estamos preparados para lutar por mais bons resultados.”

  • MotoGP fica em Portugal até 2029 com renovação por mais três anos

    MotoGP fica em Portugal até 2029 com renovação por mais três anos

    O Grande Prémio de Portugal de MotoGP está garantido no calendário mundial até 2029, depois da renovação do acordo entre o Autódromo Internacional do Algarve e o MotoGP Group por mais três temporadas.

    O Autódromo Internacional do Algarve e o MotoGP Group renovaram o contrato que assegura a continuidade da prova portuguesa no calendário do Campeonato do Mundo de Motociclismo por mais três anos, prolongando a ligação entre o circuito algarvio e uma das competições de maior projeção internacional do desporto motorizado.

    A renovação garante, assim, a presença do MotoGP em Portugal nas temporadas de 2027, 2028 e 2029.

    Edição de 2026 disputa-se em novembro

    Este ano, o MotoGP Repsol Grande Prémio de Portugal realiza-se entre 20 e 22 de novembro, novamente no Autódromo Internacional do Algarve.

    O programa contará com as três categorias que compõem o Mundial de Motociclismo — MotoGP, Moto2 e Moto3 —, num fim de semana que voltará a colocar Portimão no centro das atenções do motociclismo internacional.

    Com a renovação agora confirmada, Portugal assegura a continuidade de uma prova que se tornou presença regular no calendário mundial e reforça o papel do Autódromo Internacional do Algarve como um dos principais palcos do desporto motorizado internacional.