Autor: Joaquim Amândio Santos

  • Henrique Cruz deseja terminar temporada de estreia em alta

    Henrique Cruz deseja terminar temporada de estreia em alta

    O jovem Henrique Cruz estará em pista no próximo fim-de-semana para disputar a derradeira etapa da Ligier European Series, que terá lugar no Autódromo Internacional do Algarve.

    O piloto português compete este ano pela primeira vez na competição de índole europeia, ao volante de um Ligier JS2 R da Chefo Sport. A sua estreia internacional marca mais um passo firme na trajectória de um talento que tem vindo a afirmar-se como uma esperanças do automobilismo nacional. Depois de uma sólida carreira no karting, Henrique Cruz integrou em 2023 a FPAK Junior Team de Velocidade, estreando-se no automobilismo no Iberian Supercars Endurance e no Campeonato de Portugal de Velocidade, onde revelou desde o início um ritmo forte e uma notável maturidade. Em 2024, manteve-se activo na competição, participando em várias provas da divisão GTX antes de abraçar o desafio europeu.

    A temporada de estreia na Ligier European Series tem sido exigente, marcada por circuitos totalmente novos para o piloto de Leiria e por alguns erros do seu primeiro colega de equipa que impediram resultados mais expressivos. Ainda assim, a velocidade demonstrada evidenciaram o seu potencial, com performances consistentes que prometiam resultados entre os cinco primeiros numa competição extremamente competitiva.

    A partir de Silverstone, a etapa anterior da competição, o piloto de Leiria tem um novo colega de equipa, Sebastian Villadary, verificando-se uma maior consistência de performances com a chegada do espanhol.

    “Tem sido uma época difícil, por vários motivos”, reconhece Henrique Cruz. “A adaptação a novos circuitos, o nível competitivo do campeonato e até alguns incidentes do meu ex-colega de equipa e problemas técnicos acabaram por condicionar os resultados. Mas tenho aprendido imenso sobre os circuitos, o carro e a própria dinâmica deste tipo de competição. Sinto que demos passos importantes e que o potencial ficou bem evidente”.

    O fecho da temporada no Autódromo Internacional do Algarve tem, naturalmente, um significado especial para o piloto português. É o único circuito do calendário que lhe é familiar e onde espera converter o potencial mostrado ao longo do ano num resultado sólido perante os portugueses. “Correr em Portugal é sempre especial, ainda mais para terminar a época. Conheço o traçado do Algarve e isso pode ser uma vantagem. O objectivo é maximizar a performance do carro e transformar a experiência acumulada ao longo do ano num fim-de-semana muito positivo. Quero fechar esta primeira temporada europeia com uma boa exibição e continuar a mostrar a nossa evolução”, concluiu Henrique Cruz.

    As qualificações terão lugar na quinta-feira, a partir das 15h20. A primeira corrida de uma hora disputa-se às 8h54 de sexta-feira e a segunda às 13h54 do mesmo dia, ambas transmitidas em directo no canal oficial de YouTube da Ligier European Series.

  • Armindo Araújo: “lutaremos até ao derradeiro quilómetro”

    Armindo Araújo: “lutaremos até ao derradeiro quilómetro”

    Armindo Araújo chega ao Rali Vidreiro Centro de Portugal, a derradeira prova do Campeonato de Portugal de Ralis, na liderança da classificação geral, sendo um dos três pilotos com possibilidades de lutar pela primeira posição final da temporada 2025.

    Depois de sete provas, em que foi o único a conseguir sempre somar pontos, o piloto de Santo Tirso, acompanhado por Luís Ramalho, parte para o último rali como líder do campeonato, o que, por si só, é um motivo de grande satisfação. “Há oito anos que, para além dos títulos alcançados, chegamos à última prova na discussão do primeiro lugar e isso deixa-nos, obviamente, muito felizes. Esta época, fomos muito competitivos em todos os ralis, mostramos uma regularidade e fiabilidade enorme e consideramos que estarmos como líderes é já uma grande vitória para toda a equipa. Foi uma excelente época, conseguimos já garantir que seremos a melhor dupla nacional e independentemente de qual será o desfecho deste rali, só podemos considerar que tivemos um ano muito positivo”, começa por dizer.

    Com uma vantagem pontual de quatro e cinco pontos para os dois diretos adversários, Armindo Araújo tem clara noção que entre os três candidatos a terminar o CPR na primeira posição, é quem a matemática menos favorece. “Contando apenas os sete melhores resultados, em oito possíveis, teremos obrigatoriamente de descontar a nossa pior pontuação e isso significará que um grande número de pontos estarão fora das contas finais. A tarefa de ser campeão é por isso difícil, mas ainda assim estamos focados em fazer um bom rali e lutaremos até ao derradeiro quilómetro, sabendo que não dependemos apenas de nós para que isso seja possível. Não sentimos qualquer pressão do nosso lado e vamos dar o nosso melhor e desfrutar desta derradeira prova da temporada”, afirma o piloto do Fabia Rally 2 preparado pela TRF.

    O Rali Vidreiro Centro de Portugal, prova vai para a estrada nos próximos dias 17 e 18 de outubro, contando com nove especiais de classificação, dividas em duas etapas, num total de 102,84 quilómetros disputados ao cronometro. Na sexta feira serão disputadas três especiais, estando as restantes seis, agendadas para o dia de sábado.

  • Ricardo Teodósio: “vamos dar tudo para conseguir finalmente um pódio”

    Ricardo Teodósio: “vamos dar tudo para conseguir finalmente um pódio”

    Depois do desaire no Rali da Água, onde lutou pelos lugares do pódio até ser forçado a desistir, a dupla tricampeã nacional Ricardo Teodósio / José Teixeira parte para o Rali Vidreiro – Centro de Portugal 2025 determinada a conquistar o primeiro pódio da temporada, na derradeira prova do Campeonato de Portugal de Ralis.

    Com base em Pombal, a última ronda do CPR promete um desafio exigente, com classificativas rápidas e técnicas, características que se adaptam bem ao estilo de condução do piloto algarvio. Ao volante do Toyota GR Yaris Rally2, Teodósio e Teixeira querem fechar o ano em alta, depois de demonstrarem competitividade e ritmo ao longo da época.

    Ricardo Teodósio mostra-se confiante: “Tivemos bons andamentos ao longo do ano e sabemos que temos ritmo para estar entre os primeiros. Chegamos ao Rali Vidreiro com vontade de transformar a frustração do Rali da Água em motivação. Vamos dar tudo para conseguir finalmente esse pódio, que seria uma grande forma de terminar o ano e agradecer a todos os que nos apoiam.”

    José Teixeira, por seu lado, reforça o foco da equipa: “O objetivo é claro: queremos subir ao pódio. Sabemos que o Vidreiro é um rali rápido e muito disputado, mas também sabemos o que valemos. Neste rali sentimo-nos em casa e queremos mostrar a todos que ainda cá estamos para lutar”

    O Rali Vidreiro – Centro de Portugal 2025, organizado pelo Clube Automóvel da Marinha Grande, realiza-se nos dias 17 e 18 de outubro e conta com nove provas especiais de classificação, distribuídas entre os concelhos de Alcobaça, Pombal e Marinha Grande, totalizando cerca de 100 quilómetros cronometrados. O rali arranca na sexta-feira com passagem pro Alfeizerão e São Pedro Moel à quase se segue, à noite,a super-especial urbana em Pombal. O Rali regressa no sábado às estradas rápidas e seletivas da região centro, num formato que promete espetáculo e emoção até ao último troço.

  • Araújo, Sordo e Meeke: duelo a três no Vidreiro

    Araújo, Sordo e Meeke: duelo a três no Vidreiro

    Três candidatos na discussão do título na última (oitava) prova da época expressa o elevado nível competitivo do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR)’2025, que se decidirá este próximo fim de semana (17/18 outubro) no Rallye Vidreiro Centro de Portugal, entre Armindo Araújo (Skoda Fabia RS Rally2), o espanhol Dani Sordo (Hyundai i20 N Rally2) e o britânico Kris Meeke (Toyota GR Yaris Rally2).

    São imensas as probabilidades matemáticas de cada um dos pretendentes, à partida separados por 5 pontos de diferença, embora todos eles em condições pontuais distintas, atendendo a que a soma final de pontos será estabelecida com os 7 melhores resultados das 8 provas. Nessa circunstância, importa sublinhar que Araújo finalizou todas as provas até agora (7), ao contrário de Sordo (1 desistência = 1 resultado descartado) ou de Meeke (2 desistências = 2 resultados descartados). Este último, campeão em título e o piloto que mais ralis venceu e… liderou, é o único que soma duas desistências (132 pontos/5 resultados). Caso estes três pilotos, por despiste ou avaria, não concluam esta última prova da época, Armindo Araújo, sem dúvida o piloto português mais rápido e consistente dos últimos anos, sagrar-se-á campeão…

    De qualquer modo, e face à multiplicidade de variantes no quadro das hipóteses, obviamente que a prioridade de cada um dos três será andar o mais rápido possível desde o primeiro metro de prova do Clube Automóvel da Marinha Grande, de modo a salvaguardar o seu objetivo e… na expetativa de ver onde se situam os rivais. Portanto, avizinha-se um rali de nervos e de elevado nível emocional, com pilotos como José Pedro Fontes (Citroen C3 Rally2), Ricardo Teodósio (Toyota GR Yaris Rally2) ou Rúben Rodrigues (Toyota GR Yaris Rally2) no papel de espetadores privilegiados e na expetativa de ver como a época vai acabar…

    Bem animada mantém-se a discussão do CPR 2RM (duas rodas motrizes) – a última (8ª) prova será no final do mês, em Lisboa –, entre Ricardo Sousa e Guilherme Meireles, separados por 11 pontos, e com Henrique Moniz a 3 de diferença do segundo lugar, num duelo monopolizado pelos Peugeot 208 Rally4. No CPR Júnior, o já referido Guilherme Meireles tem o título de campeão no bolso, face à diferença de 29 pontos para Pedro Gastão.

    Por fim, no FPAK Júnior Team, resta saber se Pedro Câmara Jr confirmará o adágio de que não há duas sem três, depois de se ter revelado inalcançável nos dois ralis anteriores, num plantel dos Peugeot 208 Rally6 que passou a contar, desde o rali sediado em Chaves, com Francisco Fontes e o Lancia Ypsilon Rally6.

    CAMPEONATOS

    Absoluto: 1º, Armindo Araújo, 137 pontos (7 resultados), 2º, Dani Sordo, 133 (6); 3º, Kris Meeke, 132 (5); 4º, José Pedro Fontes, 75; 5º, Ricardo Teodósio, 66.

    2RM: 1º, Ricardo Sousa, 114 pontos; 2º, Guilherme Meireles, 103; 3º, Henrique Moniz, 100; 4º, Anton Korzun, 82; 5º, Sérgio Dias, 563.

    Júnior: 1º, Guilherme Meireles, 99 pontos; 2º, Pedro Gastão, 70; 3º, Danny Carreira, 56; 4º, Rafael Rego, 51; 5º, Luís Caetano, 48.

    FPAK Júnior Team: 1º, Pedro Câmara Jr, 69 pontos; 2º, José Coelho Lima, 30; 3º, António Santinho Mendes, 22; 4º, Francisco Fontes, 20; 5ºs, Afonso Santos e Luís Mendes, 17.

    Programa

    SEXTA-FEIRA (17 outubro)

    Partida (Mosteiro de Alcobaça)                                       15h25

    PEC 1 – Alfeizerão (12,28 km)                                         16h00

    PEC 2 – São Pedro de Moel 1 (17,67 km)                         17h10

    Reagrupamento (Pombal)                                               18h40/20h10

    Assistência (Expocentro/Pombal)                                   20h10/20h40

    PEC 3 – Super Especial Pombal (1,60 km)                                   21h00

    Final (Pombal)                                                                  22h15

    SÁBADO (18 outubro)

    Partida (Parque Fechado/Pombal)                                              09h30

    Assistência (Expocentro/Pombal)                                   09h32/09h47

    PEC 4 – São Pedro de Moel 2                                          11h00

    PEC 5 – Pombal-Carnide 1 (14,80 km)                             12h15

    PEC 6 – Mata Mourisca 1 (11,10 km)                               13h00

    PEC 7 – Super Especial Arena Pombal (1,82 km)            13h30

    Reagrupamento (Pombal)                                               13h35

    Assistência (Expocentro/Pombal)                                   15h00/15h30

    PEC 8 – Pombal 2                                                             15h45

    PEC 9 – Mata Mourisca 2                                                 16h30

    Final (Expocentro/Pombal)                                              17h15

  • Power House em destaque na 34.ª Rampa da Arrábida

    Power House em destaque na 34.ª Rampa da Arrábida

    A Power House voltou a ser uma das grandes protagonistas do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, encerrando a temporada em grande estilo na 34.ª Rampa da Arrábida. Naquela que foi uma edição rápida, competitiva e que atraiu milhares de espetadores, a equipa poveira voltou a impor a sua força, transformando a prova de Setúbal numa verdadeira celebração do sucesso e da consistência que marcaram a sua época.

    A Power House conseguiu colocar um piloto no top 3 absoluto e os seus três guerreiros entre os cinco primeiros classificados da geral. Uma exibição impressionante de uma formação que voltou a dominar, a seu belo prazer, o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group — levando Hélder Silva ao 5.º título absoluto, Nuno Caetano ao pódio final e Afonso Santos ao pódio da Divisão Protótipos B.

    Mas vejamos o filme da corrida para os três pilotos da Power House.

    No que respeita a Nuno Caetano, foi mais uma grande exibição ao volante da sua Osella PA-21S Evo. O piloto foi sempre muito rápido, melhorando as suas marcas ao longo do fim de semana, extremamente eficaz e terminando num brilhante 2.º lugar da geral — mais um pódio absoluto nesta época de afirmação. Ficou a cerca de três segundos do vencedor, apesar de conduzir um protótipo manifestamente inferior em termos de competitividade. Nuno Caetano confirma-se como um caso sério na luta pelos lugares cimeiros da montanha portuguesa.

    Já Hélder Silva, o pentacampeão nacional absoluto, voltou a mostrar todo o seu talento. Um problema técnico na Norma FC-20, carro com que conquistou o título, obrigou-o a competir nas duas últimas provas do campeonato com um Silver Car S3, da Divisão B — a menos competitiva da categoria de Protótipos. Mesmo sem grande habituação ao carro, revelou enorme eficácia: depois de subir ao pódio em Boticas, repetiu o feito na Arrábida, terminando 2.º classificado na Divisão Protótipos B e 4.º à geral. Hélder Silva é um caso ímpar de capacidade e talento, sempre capaz de lutar pela vitória, seja qual for o carro ou a frente de batalha.

    Quanto ao jovem Afonso Santos, chegou à Rampa da Arrábida ainda com possibilidades de conquistar o título da Divisão Protótipos B. Contudo, um toque no sábado condicionou bastante o seu fim de semana, comprometendo as suas hipóteses de lutar pelo triunfo. Ficou sem tempo na primeira subida de prova, o que o obrigava a realizar duas boas subidas no domingo para se classificar. Sem ceder à pressão, manteve-se rápido e eficaz, conseguindo chegar ao pódio da Divisão Protótipos B e fechar a época com mais um excelente resultado.

    “Sem dúvida, foi uma época que exigiu muito empenho, com um carro novo e objetivos ambiciosos dos nossos pilotos. Como equipa amadora, tivemos de duplicar o esforço e a dedicação para que os nossos pilotos tivessem as suas máquinas na máxima força”, afirmou Torres da Silva, team manager da Power House, que enfatizou ainda “os resultados globais obtidos: Hélder Silva sagrou-se Pentacampeão Nacional Absoluto ao volante da Norma M20FC; Afonso Santos foi Vice-Campeão da categoria Protótipos B ao volante do BRC B49; e Nuno Caetano conquistou o 3.º lugar absoluto com a Osella PA-21 Evo. Obrigado a todos os que, mais uma vez, nos encheram de orgulho e deram valor ao trabalho e às horas sem dormir que tivemos ao longo da época. Obrigado aos pilotos pelo vosso empenho e dedicação, mesmo nos momentos menos positivos. Obrigado aos amigos, à família e a todos os patrocinadores pela vossa colaboração e apoio constante.”

    A temporada de 2025 foi, assim, mais uma época em cheio para a Power House, que se afirma cada vez mais como uma das equipas mais fortes — se não mesmo a mais competitiva — do panorama da montanha nacional.

  • Nil Montserrat: o nível é altíssimo,tanto de equipas como de pilotos 

    Nil Montserrat: o nível é altíssimo,tanto de equipas como de pilotos 

    A NM Racing Team chega à ronda final do Supercars España com motivos para acreditar. A equipa espanhola está na luta directa pelos títulos da GT4 Pro-Bronze e da GT4 Bronze, e encara a ronda do Circuito de Jerez como o grande palco das decisões.

    A formação de Barcelona, como acontece há já longos anos, disputa o Supercars Endurance com três Mercedes AMG GT4 inscritos em três divisões diferentes, GT4 Pro, GT4 Pro-Bronze e GT4 Bronze, sendo uma das grandes protagonistas da época. Nil Montserrat, chefe de equipa e figura central na estrutura catalã, faz um balanço francamente positivo de uma temporada em que a NM Racing Team consolidou o seu estatuto como uma das forças de referência do panorama ibérico de velocidade.
     

    “Este era claramente o objectivo do ano, ter um carro em cada divisão e competir nas três frentes”, começa por afirmar, prosseguindo: “sabíamos que não seria nada fácil, porque cada dupla tem o seu próprio objectivo, e isso obriga-nos a estar a 110% focados na luta por três campeonatos diferentes. O balanço é muito positivo, temos cumprido com vitórias e pódios em todas as divisões”.
     

    Ao longo do ano, o Supercars España tem revelado um patamar de competitividade que Nil Montserrat não hesita em considerar o mais elevado de sempre. “O nível é altíssimo, tanto de equipas como de pilotos. Sem dúvida, estamos a viver o ano mais forte do campeonato, o que coloca o Supercars Endurance como uma das competições GT4 mais competitivas da Europa”, sublinhou o líder da formação que participa também nas GT4 European Series.
     

    A NM Racing Team tem sido protagonista destacado em duas divisões particularmente intensas. Na GT4 Pro-Bronze, Guillermo Aso e Filip Vava lideram com apenas dois pontos de vantagem sobre Nuno Afonso e Alexandre Areia, no Toyota GR Supra GT4 EVO2 da Gianfranco Motorsport, e cinco sobre Orlando Batina e Sérgio Azevedo, no Toyota da Batina Racing. Já na GT4 Bronze, Ricardo Costa, também em Mercedes-AMG GT4 da equipa espanhola, ocupa o topo da tabela com 108 pontos, mais onze do que Francisco Carvalho e Vasco Oliveira, ao volante de um Aston Martin Vantage AMR GT4 preparado pela Racar Motorsport.
     

    Para Nil Montserrat, este duplo protagonismo traduz a força e a maturidade da estrutura. “Estamos a liderar em Pro-Bronze com o Guillermo e o Filip, que estão a fazer uma grande temporada, e também na Bronze, onde o Ricardo Costa tem feito um excelente trabalho no seu ano de estreia com o Mercedes AMG. Como se vê pela classificação, o equilíbrio é máximo. Os nossos principais adversários são os Toyota e os Aston Martin, e acredito que o título se vai decidir apenas no último fim-de-semana. Temos um grande desafio pela frente”, apontou o espanhol.
     

    O chefe de equipa recorda a dupla formada por Max Huber e Tomás Granzella, inscrita na GT4 Pro, que vive o seu primeiro ano na competição. “Não se pode esquecer que o Max e o Tomás estão na sua época de estreia e já subiram ao pódio da divisão. Crescem em cada corrida e acredito que estarão ainda mais fortes nesta parte final da época, com a experiência que acumularam”, assegurou Montserrat.
     

    A ronda decisiva do Supercars España 2025 terá lugar no Circuito de Jerez, um traçado que Nil Montserrat conhece bem, mas onde não acredita que exista qualquer vantagem caseira. “Sinceramente, não penso que isso nos dê vantagem. Jerez é um circuito muito familiar para todas as equipas do Supercars Endurance, mas é um traçado que nos agrada imenso e que conhecemos muito bem. Vamos dar o máximo para lutar pelas posições de honra nas três divisões e terminar o ano da melhor forma possível”, garantiu o homem forte da NM Racing Team
     

    À beira do desfecho da competição espanhola, o tom é de confiança, mas também de realismo. “As diferenças são mínimas e qualquer detalhe pode decidir um campeonato. É precisamente esse equilíbrio que torna o Supercars España e o Iberian Supercars tão apaixonantes. Chegamos a Jerez com tudo por decidir e com a ambição de sair de lá campeões da competição espanhola”, concluiu Nil Montserrat.

    O Supercars España encerra a temporada de 31 de Outubro a 2 de Novembro, no Circuito de Jerez, numa ronda que contará igualmente para o Iberian Supercars e para o Campeonato de Portugal de Velocidade, que terminarão as respectivas épocas no Autódromo do Estoril no final do próximo mês.

  • 1.ª Edição do Troféu MotorXperience reuniu milhares de espectadores e muita emoção

    1.ª Edição do Troféu MotorXperience reuniu milhares de espectadores e muita emoção

    O Parallel Velocity Club levou a efeito, no passado fim de semana, a 1.ª edição do Troféu MotorXperience, uma prova marcada por grande competitividade e emoção constante nos diferentes grupos em pista.

    No Grupo 2, a vitória sorriu ao piloto da Maia Luís Silva, que, aos comandos do seu Fiat 126, foi o mais rápido ao registar os tempos de 1:27.923, 1:26.785 e 1:24.555. Na segunda e terceira posições classificaram-se, respetivamente, o Peugeot 205 de Marcelino Martinez e o Renault Alpine de Mex Machado dos Santos, com tempos de 1:53.977 e 1:54.694.

    No Grupo 3, os louros foram para Henrique Borges, em Honda S800, autor dos cronos de 1:17.799, 1:16.371 e 1:16.231.
    A segunda posição foi conquistada por António Borges, também em Honda S800, enquanto Rodrigo Lopes, em Peugeot 205, completou o pódio.

    Por sua vez, no Grupo 4, a vitória pertenceu a António Borges, ao volante de um Lotus Seven, com o tempo de 1:18.873.
    Na segunda posição ficou Henrique Borges, também em Lotus Seven, e em terceiro o Honda S800 de André Almeida.

    Balanço positivo do evento

    No final da jornada, enquanto a organização desmontava a estrutura, o presidente do Parallel Velocity Club, Jorge Galhardo, fez um balanço muito positivo do evento:

    “Correu bem. Fomos, aos poucos, superando algumas dificuldades com sucesso. Foi uma jornada muito bem disputada, com largos milhares de espectadores. Missão cumprida!”, sublinhou Jorge Galhardo.

    A prova marcou o arranque de uma nova iniciativa do Parallel Velocity Club, que pretende afirmar o Troféu MotorXperience como um evento de referência no panorama dos desportos motorizados nacionais, unindo competição, espetáculo e paixão automóvel.

  • Megamotors brilha na Arrábida com o pódio de José Carlos Pouca Sorte

    Megamotors brilha na Arrábida com o pódio de José Carlos Pouca Sorte

    A equipa Megamotors encerrou a temporada 2025 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group em grande estilo, com uma exibição notável na icónica Rampa da Arrábida, última jornada da época. O destaque foi José Carlos Pouca Sorte, que ao volante do seu Porsche GT3 Cup conquistou um lugar no pódio na competitiva Categoria GT, após um fim de semana de franca evolução e consistência.

    Logo desde a “warm up”, o piloto da Megamotors mostrou andamento, abrindo com um tempo de 1:58.815 (média de 106,04 km/h). A partir daí, a progressão foi constante: 1:56.879 na 1.ª subida oficial de treinos e 1:54.240 na segunda, subindo à 7.ª posição da geral com uma média de 110,29 km/h. Na 1.ª subida oficial de prova, no final da tarde de sábado, voltou a surpreender, registando 1:52.360 (média de 112,14 km/h).

    No domingo, já mais confiante e com o Porsche em pleno rendimento, Pouca Sorte confirmou o excelente momento. Depois de um registo de 1:55.237 na derradeira subida de treinos, terminou em força com um “crono canhão” de 1:53.133, o melhor do fim de semana, à média de 113,07 km/h, assegurando assim o 3.º lugar na Divisão GT — o seusegundo pódio entre os GT na montanha portuguesa.

    “Foi um fim de semana incrível. A Rampa da Arrábida é uma prova exigente, mas conseguimos evoluir em cada subida. Este pódio é o resultado de muito trabalho e dedicação de toda a equipa Megamotors”, destacou José Carlos Pouca Sorte no final.


    VERA SEQUEIRA LUTOU ATÉ AO FIM PELO PÓDIO NA DIVISÃO SC-B

    Também em excelente plano esteve Vera Sequeira, que levou o seu Seat León TDI ao limite na Divisão SC-B. A piloto Megamotors demonstrou regularidade e progressão, começando com 2:26.419 na “warm up” e descendo para 2:21.642 na 2.ª subida oficial de treinos (média de 88,95 km/h). Na 1.ª subida oficial de prova, no sábado, marcou 2:22.361, antes de melhorar no domingo com 2:19.473 na última sessão de treinos.

    Determinada a terminar a época em alta, Vera assinou um excelente 2:15.262 na penúltima subida oficial (média de 93,15 km/h) e fechou a prova com 2:16.133, garantindo um sólido 4.º lugar na Divisão SC-B, a escassos segundos do pódio.

    “Senti-me muito bem com o carro e com o ritmo que conseguimos impor. Ficámos muito perto do pódio, mas saio com a sensação de dever cumprido e orgulho no trabalho da Megamotors”, afirmou Vera Sequeira.

    Com a Arrábida a marcar o encerramento do Campeonato, a Megamotors confirma uma época de crescimento, marcada por evolução técnica, consistência e resultados sólidos, consolidando a sua posição entre as equipas mais competitivas da Montanha nacional.