Autor: Joaquim Amândio Santos

  • O grande duelo do todo-o-terreno nacional chega ao Alto Alentejo para a possível decisão do CPTT AM48

    O grande duelo do todo-o-terreno nacional chega ao Alto Alentejo para a possível decisão do CPTT AM48

    A Baja Portalegre 500 regressa entre 23 e 25 de outubro para celebrar a mais uma edição daquela que é a mais emblemática prova de todo-o-terreno em Portugal e uma das mais prestigiadas da Europa. Organizada pelo Automóvel Club de Portugal (ACP), sob a égide da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK), a prova do Alto Alentejo é o grande palco da penúltima prova do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno AM48, reunindo os melhores pilotos nacionais e várias figuras internacionais.

    Com um percurso exigente, tradição inigualável e uma atmosfera que junta milhares de adeptos nas serras e planícies do Alentejo, Portalegre volta a ser o coração do TT nacional, prometendo um espetáculo desportivo de altíssimo nível. No plano desportivo, a Baja Portalegre 500 poderá ser decisiva na atribuição do título nacional. Gonçalo Guerreiro, aos comandos de um Polaris RZR Pro R, chega a Portalegre como líder do campeonato, fruto de uma temporada de grande consistência e várias vitórias à geral. O jovem piloto tem sido uma das revelações do CPTT AMI48 e poderá mesmo selar o título absoluto se mantiver o ritmo que tem demonstrado ao longo do ano. Contudo, João Ferreira, atual Campeão Nacional, não pretende entregar a coroa sem lutar. Determinado e sempre competitivo, o piloto chega motivado para impedir a consagração antecipada de Guerreiro, apostando forte na vitória em Portalegre, uma das provas onde já escreveu páginas importantes da sua carreira. A diferença pontual entre ambos é mínima, contudo João Ferreira terá de deitar dois resultados fora, fruto da não participação na Raid Ferraria, enquanto que Gonçalo Guerreiro deitará apenas o pior resultado fora.  A emoção está garantida, com os dois protagonistas a oferecerem ao público uma verdadeira batalha pelo título nacional. Tiago Reis, ainda na luta pelo título, e João Ramos que regressa à competição após lesão podem ser determinantes nesta luta.

    Além da luta pelo campeonato, a Baja Portalegre 500 é sinónimo de festa e tradição. O ambiente vivido ao longo do fim de semana é único: milhares de adeptos marcam presença nos troços, as equipas montam verdadeiras bases de competição em Portalegre, Nisa e Crato, e a região transforma-se numa celebração do desporto automóvel. O percurso deste ano volta a combinar setores técnicos, zonas rápidas e passagens de água, com as habituais surpresas que tornam Portalegre uma prova lendária. A dureza do terreno e as condições climatéricas outonais acrescentam um desafio adicional, valorizando ainda mais a conquista. A prova arranca na quinta-feira à noite com a realização da cerimónia de partida. Para sexta-feira está agendado o Prólogo e o primeiro setor seletivo. Já para sábado, o ACP preparou um duro e longo setor que pode fazer toda a diferença no resultado final da prova.

  • Historic Rally Fafe: Latvala encabeça pelotão internacional

    Historic Rally Fafe: Latvala encabeça pelotão internacional

    A primeira edição do Historic Rally Fafe, na estrada a 7 e 8 do próximo mês de novembro, que encerrará esta época o Campeonato da Europa FIA de Ralis Históricos (CEFRH), permitirá uma viagem ao passado, com a participação de um conjunto de carros icónicos e alguns pilotos de eleição, entre os quais se destaca o finlandês Jari-Matti Latvala. Serão dois dias, maioritariamente no concelho de Fafe, preenchidos com 12 classificativas (130,48 km) em pisos de asfalto e um conjunto de aliciantes que prometem um espetáculo de alto nível.

    Muito embora seja a prova de encerramento do CEFRH, tudo indica que a estreia de Fafe naquela competição seja brindada com uma lista de inscritos aliciante, a avaliar pelas informações recolhidas pela delegação da Demoporto que no final da semana transata esteve em Pravia, nas Astúrias, onde decorreu a penúltima jornada do campeonato. Jari-Matti Latvala, vencedor do rali espanhol, com o Toyota Celica 4WD Turbo, disse “sim” à sua presença em Fafe, confirmando o que a FIA havia assinalado num dos seus últimos comunicados, referindo-se às duas últimas provas da época. A equipa britânica Flexifly Rally Team, que habitualmente faz alinhar um BMW M3 e dois Ford Escort 1800, embora sem especificar detalhes da participação também deu resposta positiva. O polaco Maciej Lubiak (Porsche 911 Carrera RS 3.0), quarto classificado nas Astúrias e atualmente no “top 3” da tabela classificativa do campeonato, é uma das hipóteses em aberto.

    De igual modo, também o espanhol António Sainz – irmão do bicampeão mundial de ralis e vencedor do Dakar, Carlos Sainz –, uma das figuras de referência espanholas dos ralis históricos, pondera correr em Fafe com o espetacular Subaru Impreza 555. Alberto Fraga Vilariño, também do país vizinho, afiançou ao “staff” do Demoporto que comparecerá com o seu Audi Quattro Sport E2. Ainda oriundo de Espanha, a Cosmos Racing vai assegurar a participação do Ford Escort RS Cosworth ex-oficial que nas Astúrias foi guiado pelo belga Bruno Thiry, antigo piloto da equipa oficial da Ford. De resto, os contactos estabelecidos com vários pilotos do Campeonato Espanhol de Históricos deixam antever a possibilidade de mais participações. As inscrições terminam esta próxima sexta-feira (24 outubro).

    “A aposta que a Câmara de Fafe tem vindo, ao longo dos anos, a fazer nos ralis é no sentido de tentar trazer para o seu território as melhores provas de cada campeonato e a oportunidade de serem internacionais torna-a ainda mais apelativa. Em conjunto com o Demoporto, nosso parceiro de sempre, vamos fazer um esforço para termos em Fafe e em Portugal o Campeonato Europeu de Ralis de Clássicos [Históricos] que tem suscitado um enormíssimo interesse, quer pela qualidade das ‘máquinas’ quer pela competência dos pilotos, alguns deles figuras muito conhecidas. Será uma honra e um grande prazer receber mais uma prova internacional de um campeonato relevante no âmbito da FIA [Federação Internacional do Automóvel]”, refere Parcídio Summavielle, vice-presidente do município e grande impulsionador do desporto automóvel na região minhota.

    “Trata-se de um campeonato que admite viaturas até ao ano 2000, o que já inclui muitos automóveis de diferentes gerações, modelos icónicos que nos habituámos a ver quando éramos mais novos e que agora o público jovem poderá ‘descobrir’. São carros lindíssimos, ‘máquinas’ extraordinárias, muito competitivas e de elevada performance. Algumas pessoas menos informadas poderão pensar que este rali será uma espécie de regularidade histórica ou de passeio, mas não. Será um rali a sério, disputado por pilotos de grande nível aos comandos de viaturas muito rápidas. Haverá oportunidade de vermos carros muito rápidos que, com o decorrer dos anos, se tornaram icónicos e no passado preencheram os sonhos e as paixões de muitos apaixonados. Por certo que muita gente vai sentir agora o apelo de voltar a ver essas ‘máquinas’ diabólicas”, concluiu Parcídio Summavielle.

    O Historic Rally Fafe apresentará algumas inovações em termos de estrutura, sendo que a única classificativa fora de Fafe será a de Cabeceiras de Basto (10,70 km), a decorrer no concelho do mesmo nome e com um traçado inédito. Outras novidades são a junção dos troços de Montim com o de Vila Pouca, passando pela EN 206. O início do troço de Vila Cova, e até meio, é totalmente novo e uma estreia absoluta, derivando depois para uma estrada já antes utilizada e de nome Monte.

    Se o troço de Anjos/Gontim (14,04 km) é idêntico à versão utilizada em 2020 quando o rali integrava o Europeu, o da Queimadela terá agora um final diferente, que corresponde ao acesso à EN 207 (Fafe-Póvoa de Lanhoso). O de Várzea Cova (10,74 km) mantém-se idêntico à versão dos anos anteriores.

    A prova arranca, oficialmente, na quinta-feira, com a realização do shakedown, que será realizado troço de Gontim, mas em sentido contrário, começando em Pedraído para terminar na Lagoa.

    Os pilotos inscritos no Campeonato Regional Norte disputam apenas as classificativas da segunda etapa, no sábado.

    PROGRAMA

    QUINTA-FEIRA (6 novembro)

    Shakedown – Gontim (3,03 km)                                                         14h00/18h00

    SEXTA-FEIRA (7 novembro)

    Partida (Câmara Municipal de Fafe)                                                 09h30

    Assistência (Praça da Feira Velha)                                                    09h37/09h52

    PEC 1 – Montim/Vila Pouca 1 (13,12 km)                                      10h17

    PEC 2 – Cabeceiras 1 (10,70 km)                                                     11h55

    PEC 3 – Anjos/Gontim (14,04 km)                                                    12h48

    Reagrupamento (Praça da Feira Velha)                                           13h33/13h43

    Assistência (Parque da Cidade)                                                         13H49/14h19

    PEC 4 – Montim/Vila Pouca 2                                                           14h44

    PEC 5 – Cabeceiras 2                                                                           16h22

    PEC 6 – Anjos/Gontim 2                                                                      17h15

    Assistência (Praça das Comunidades)                                            18h01/18h46

    Parque Fechado (Praça da Feira Velha)                                           18h54

    SÁBADO (8 novembro)

    Partida (Praça da Feira Velha)                                                             09h30

    Assistência (Praça da Comunidades)                                              09h37/09h52

    PEC 7 – Várzea Cova 1 (10,74 km)                                                    10h22

    PEC 8 – Queimadela/Travassós 1 (8,98 km)                                11h06

    PEC 9 – Vilacova 1 (7,66 km)                                                              11h50

    Reagrupamento (Praça da Feira Velha)                                           12h32/12h42

    Assistência (Praça das Comunidades)                                            12h49/13h19

    PEC 10 – Várzea Cova 1                                                                       13h49

    PEC 11 – Queimadela/Travassós 2                                                14h33

    PEC 12 – Vila Cova 2                                                                             15h17

    Parque Fechado (Praça da Feira Velha)                                           15h17

  • Caramulo Sprint: a montanha mágica acelera rumo ao futuro

    Caramulo Sprint: a montanha mágica acelera rumo ao futuro

    O Caramulo Racing Team vai colocar na pista da icónica serra, nos dias 25 e 26 de outubro, o Caramulo Sprint, uma prova que assinala um novo e ambicioso passo no percurso do clube.

    Nascido da paixão de uma geração que cresceu entre automóveis e corridas, o Caramulo Racing Team – Associação de Desportos Motorizados foi criado oficialmente em setembro de 2015. Ao longo de quase uma década, o grupo de entusiastas tem vindo a trilhar um caminho sustentado e ambicioso, com um propósito claro: afirmar o Caramulo como uma referência no panorama nacional do desporto motorizado.

    A participação como equipa de competição no Campeonato de Portugal de Montanha, tendo obtido já três títulos nacionais de Clássicos através de Fernando Salgueiro (2021 e 2022) e Ricardo Loureiro (2019), a colaboração na organização da Rampa do Caramulo desde 2018 e a aceitação como associado efetivo da FPAK em 2023 são etapas marcantes dessa trajetória. Já em 2024, o clube recuperou a histórica Prova de Perícia Automóvel do Campo de Besteiros, que regressou após 26 anos de ausência, conquistando público e participantes, nas duas edições já realizadas.

    O Caramulo Sprint surge agora como o passo seguinte desse percurso de afirmação, integrando-se num processo de avaliação federativa que permitirá ao Caramulo Racing Team aspirar à entrada no Campeonato de Portugal de Montanha já em 2026.

    “Organizar uma prova que não conta para a classificação de qualquer campeonato, mas que ainda assim tem de cumprir todas as exigências federativas e de segurança do Campeonato de Portugal de Montanha, é um enorme desafio. Conseguimos reunir alguns dos melhores pilotos do país, e estamos certos de que teremos um fim de semana de boa e saudável competição. Esta prova será o teste que demonstrará que o Caramulo Racing Team está preparado para organizar, com sucesso, futuras provas de montanha”, sublinha Nuno Pinto, presidente do Caramulo Racing Team.

    A realização do evento conta com o apoio imprescindível do Município de Tondela, que desde o primeiro momento se associou à iniciativa, bem como com a colaboração da Junta de Freguesia do Guardão, Águas do Caramulo, Fuchs, JC Automóveis, Antichama, Animatura e Impressões Rápidas.

    “O Município de Tondela associa-se a este evento e ao Caramulo Racing Team para garantir que o Caramulo Sprint decorra da melhor forma possível e que, já no próximo ano, se possa realizar novamente a Rampa do Caramulo. Acreditamos que esta prova será um sucesso e que reforçará o nome do Caramulo como destino de excelência para os desportos motorizados”, refere Carla Antunes Borges, presidente da Câmara Municipal de Tondela.

    Com uma extensão de quase três quilómetros e um traçado rápido e técnico, o Caramulo Sprint promete um fim de semana de velocidade, emoção e adrenalina, celebrando a paixão que há décadas faz do Caramulo uma das montanhas mais mágicas do automobilismo português.

  • WEC: Felix da Costa na Alpine

    WEC: Felix da Costa na Alpine

    A Alpine Endurance Team anunciou a chegada de António Félix da Costa à sua equipa do Campeonato do Mundo de Resistência da FIA (WEC). Conhecido pela sua velocidade natural, versatilidade e força de carácter, o piloto português afirmou-se como um dos talentos mais completos da sua geração e trará a sua vasta experiência à equipa através de um contrato de vários anos.

    Formado na Fórmula Renault, António Félix da Costa destacou-se em todos os níveis das corridas de monolugares, conquistando várias oportunidades de testes em Fórmula 1. Vencedor por duas vezes do Grande Prémio de Macau, o piloto natural de Cascais brilhou também no DTM e nas corridas de GT, demonstrando uma notável capacidade de adaptação a grelhas extremamente competitivas. Além disso, tornou-se uma das principais figuras da Fórmula E, onde conquistou o título mundial na temporada 2019-2020.

    António Félix da Costa já é um nome bem conhecido no mundo das corridas de resistência, tendo participado em várias campanhas do Campeonato do Mundo de Resistência da FIA. Depois de se estrear na categoria LMGTE Pro, passou para a LMP2, onde venceu o título da categoria e as 24 Horas de Le Mans em 2022. Dando continuidade a este sucesso, o piloto português ingressou na categoria Hypercar, contribuindo para a vitória da sua equipa na Taça do Mundo FIA de Equipas Hypercar.

    Agora, António Félix da Costa junta-se à Alpine Endurance Team, onde voltará a competir entre a elite do WEC. A sua experiência, capacidade de unir pessoas, motivação e cultura de alto desempenho serão trunfos valiosos para os Les Bleus. Após uma primeira sessão ao volante do A424 na segunda-feira, no Circuito Bugatti de Le Mans, António Félix da Costa voltará a estar ao volante do Hypercar da Alpine no próximo mês, nos Rookie Tests no Bahrein.

    Estou muito feliz por me juntar à Alpine Endurance Team. Regressar ao Campeonato do Mundo de Resistência da FIA era um dos meus principais objetivos, e estou extremamente satisfeito por o fazer com um construtor que se tem vindo a reinventar de forma ousada e ambiciosa, competindo agora ao mais alto nível das corridas de resistência. A Alpine é uma marca com um forte legado no desporto motorizado, e fazer parte de um ecossistema tão impressionante é verdadeiramente entusiasmante.
    A equipa tem apresentado um desempenho de altíssimo nível e conquistou recentemente a sua primeira vitória com o A424, tornando este o momento perfeito para iniciarmos a nossa colaboração. Todos conhecem a minha paixão pelas corridas de resistência. Trabalhei arduamente para me desenvolver como um piloto completo nesta disciplina e, depois de vencer o título em LMP2, o meu objetivo agora é contribuir para o sucesso da Alpine no topo da categoria. Estou ansioso por trabalhar com a equipa, os meus colegas de equipa, os engenheiros e os mecânicos.

    António Félix da Costa: “Estamos muito satisfeitos por dar as boas-vindas a António Félix da Costa à Alpine Endurance Team. O perfil do António é exatamente o que procurávamos: velocidade, experiência e um profundo conhecimento das corridas de resistência e das 24 Horas de Le Mans. O seu percurso em múltiplas categorias fala por si, e sabemos que trará muito à equipa, tanto em termos desportivos como pessoais. É um piloto completo, determinado e carismático, que se integrará rapidamente na nossa estrutura. Estamos ansiosos por embarcar nesta nova aventura e começar a trabalhar juntos para tornar a Alpine uma força cada vez mais sólida na vanguarda do FIA WEC”.

    Nicolas Lapierre, Diretor Desportivo da Alpine Endurance Team: “Estamos muito entusiasmados por receber o António. Conhecemo-nos há muito tempo e os nossos caminhos cruzaram-se várias vezes, especialmente na F3 e nas corridas de resistência. Sempre houve entre nós um respeito mútuo, bem como o desejo de um dia trabalharmos juntos. É realmente gratificante ver esse desejo concretizar-se hoje. O António é um verdadeiro piloto de corrida, que sempre soube tirar o máximo partido do seu carro e tem sido um competidor formidável. A sua presença deixou marca em todas as equipas e categorias em que competiu. Encaixa perfeitamente na nossa filosofia: humana, comprometida e focada unicamente na eficiência. Partilhamos a mesma paixão e visão, e conhecemos bem o seu ambiente, por isso estou confiante de que rapidamente seremos totalmente operacionais e competitivos. O António trará muito à equipa com a sua experiência, personalidade e cultura orientada para os resultados, e estamos entusiasmados por enfrentar juntos os desafios futuros”.

  • Com um Hyundai i20 Rally2, Rui Madeira regressa ao Rally de Lisboa para lutar pelos primeiros lugares

    Com um Hyundai i20 Rally2, Rui Madeira regressa ao Rally de Lisboa para lutar pelos primeiros lugares

    Rui Madeira volta à ação no Rally de Lisboa 2025, prova organizada pelo Clube de Promoção de Karting e Automobilismo (CPKA), que se disputa de 30 de outubro a 1 de novembro. A prova, que encerra a temporada nacional, decide a Taça de Portugal de Ralis e integra também o calendário do International Iberian Rally Trophy.

    Depois do quarto lugar alcançado em 2023 — resultado marcado por uma luta intensa pelo pódio e por uma diferença de apenas duas décimas de segundo para Ricardo Teodósio — Rui Madeira regressa agora a uma competição que conhece bem, não apenas como piloto, mas também como embaixador do Rally de Lisboa desde a sua primeira edição.

    “É uma aposta apenas para o Rally de Lisboa, prova da qual sou embaixador desde o início. Já participei em termos competitivos na edição de 2023 e estive dois anos como carro 0, o que me permite conhecer bem a variedade e a qualidade das classificativas que integram este rali”, refere Rui Madeira.

    O campeão mundial de Produção em 1995 alinhará desta vez ao volante de um Hyundai i20 Rally2 da equipa CRN, viatura recentemente vitoriosa no Rally de Vouzela pelas mãos do jovem Hugo Lopes.

    “A escolha recaiu no Hyundai i20 Rally2 da CRN, e quero agradecer ao Carlos Oliveira a oportunidade para podermos defender as cores da equipa e dos nossos parceiros Esc Online, Emel, Oz Energia e Delta Cafés numa prova importante como é a Taça de Portugal de Ralis. Iremos realizar um teste ainda esta semana para perceber as reações do carro. É uma máquina com bom motor, mas que exige esforço adicional dos pilotos. Espero adaptar-me rapidamente à forma como se conduz um Rally2, pois já passou algum tempo desde abril do ano passado”, sublinha o piloto ‘mundialista’.

    Com Nuno Rodrigues Silva de regresso ao banco do lado direito, Rui Madeira traça objetivos realistas, mas ambiciosos para esta participação.

    “O objetivo será tentar andar sempre entre os cinco primeiros e, acima de tudo, divertir-nos. Não sabemos ainda quantos Rally2 estarão presentes, nem tenho o ritmo competitivo ideal ou total conhecimento do Hyundai, mas queremos evoluir ao longo da prova e ser mais fortes nas classificativas finais, especialmente nas zonas de Cascais e Sintra, onde os tempos podem ser mais promissores. Nesta aventura, conto com o Nuno para me ajudar e com toda a equipa para tirarmos o máximo proveito da máquina.”

    Com este regresso, Rui Madeira reforça a ligação histórica ao Rally de Lisboa e ao desporto automóvel nacional, contando com o apoio dos seus parceiros Esc Online, Emel, Oz Energia e Delta Cafés, bem como da equipa CNR. A participação na prova lisboeta representa não só um desafio competitivo, mas também uma forma de celebrar a paixão pelos ralis e o espírito de equipa que tem acompanhado toda a sua carreira.

  • Pedro Melo vence a 1.ª Especial Sprint Termas Caldas de Aregos

    Pedro Melo vence a 1.ª Especial Sprint Termas Caldas de Aregos

    A 1.ª Especial Sprint Termas Caldas de Aregos trouxe este domingo uma vibrante tarde de desporto motorizado a um dos locais mais emblemáticos do concelho de Resende. Mesmo com a forte chuva que se fez sentir, o público compareceu em bom número para acompanhar esta estreia competitiva que uniu tradição e modernidade.

    Organizada pelo Team Baia, em parceria com o Automóvel Clube Clássicos de Caldas de Aregos, e com o apoio institucional da Câmara Municipal de Resende, a prova teve o Cais Turístico-Fluvial de Aregos como centro nevrálgico. O traçado, com 2 quilómetros em empedrado e asfalto, proporcionou espetáculo e competitividade ao longo das duas passagens cronometradas que definiram a classificação final.

    Pedro Melo impõe-se em casa

    O piloto Pedro Melo, natural de Resende, voltou a demonstrar todo o seu talento e rapidez, dominando de forma clara a sprint. Já vencedor por duas vezes de ralis disputados no seu concelho, Melo voltou a vencer em “terras de casa”, terminando com 1,1 segundos de vantagem sobre o endiabrado António Silva, que brilhou ao volante do seu bem preparado Opel Kadett City.

    Com este resultado, Pedro Melo fez a “dobradinha”, juntando ao triunfo absoluto a vitória no Grupo X2-12. O pódio ficou completo com Bruno Leão (Citroën Saxo VTS), a mais de oito segundos do vencedor, e vencedor do Grupo X1-9.

    Destaque também para José Carlos Magalhães, líder da MNE Sport, que alinhou com dois carros — um Mitsubishi Lancer EVO IV e um Toyota Starlet KP62 — terminando nas 4.ª e 5.ª posições da geral, vencendo com o Lancer o Grupo X3-14.

    Entre os 18 pilotos que concluíram a prova, sublinhe-se ainda a excelente prestação de Rita Martins, que foi a melhor piloto feminina e alcançou um notável 7.º lugar da geral, mercê de uma exibição tão intensa quanto segura.

    A nota menos feliz do dia pertenceu a Vera Sequeira (Seat Leon TDi), que protagonizou a saída de estrada mais aparatosa da tarde — felizmente sem consequências físicas para a piloto da Megamotors.

    Avaliação global positiva

    A 1.ª Especial Sprint Termas Caldas de Aregos terminou com balanço francamente positivo, tanto a nível desportivo como organizativo. A parceria entre o Team Baia, o Automóvel Clube Clássicos de Caldas de Aregos e a Câmara Municipal de Resende mostrou-se um sucesso, deixando em aberto a possibilidade de repetir o evento em 2026.

    Casimiro Peralta, do Automóvel Clube Clássicos de Caldas de Aregos, sublinhou que o evento “já estava pensado há vários anos, praticamente desde a criação do clube. Nunca tinha surgido a oportunidade certa. Este ano, com o apoio da Câmara, conseguimos finalmente avançar e concretizar o projeto e estamos muito satisfeitos com a forma como tudo decorreu”, referiu, acrescentando que “a ideia sempre foi alargar a atividade a este tipo de eventos — ralis, super-especiais — mantendo o passeio anual dedicado aos clássicos”.

    Sérgio Aguiar, do Team Baia, fez também um balanço positivo: “Dentro das expectativas, correu bem. Tivemos apenas um incidente, sem qualquer problema para o público, que provocou um pequeno atraso na segunda passagem. O traçado estava muito bem desenhado e toda a gente gostou. Só o tempo é que não ajudou — com chuva é sempre mais complicado. Mesmo assim, correu dentro do esperado, sem acidentes nem com o público nem com os pilotos. Terminámos todos bem e satisfeitos.”

  • João Rodrigues regressa às vitórias na mais emocionante prova da época do Clio Trophy Portugal

    João Rodrigues regressa às vitórias na mais emocionante prova da época do Clio Trophy Portugal

    A dupla João Rodrigues/Bruno Carvalho conquistou a terceira vitória do ano no Rallye Vidreiro Centro de Portugal, na que foi a mais emocionante prova da temporada. O piloto de Mafra parte para o Rally de Lisboa, palco da derradeira prova do calendário do Clio Trophy Portugal, em posição privilegiada para chegar ao título. As duplas Tiago Pereira/Fernando Pereira e Luís Caetano/David Monteiro fecharam os derradeiros lugares do pódio.

    A emocionante luta que foi travada pelos três primeiros classificados do Clio Trophy Portugal, na quarta e penúltima prova do calendário, é bem traduzida pela seguinte realidade: em oito das nove classificativas do Rallye Vidreiro Centro de Portugal, escassos 3,4 segundos foi a maior diferença de tempo registada entre o primeiro e o segundo mais rápido, sendo que, em dois troços, a diferença chegou mesmo a ser inferior a um segundo.

    No final, vitória para a dupla João Rodrigues/Bruno Carvalho. Depois da inglória desistência na prova anterior, os sentimentos do piloto de Mafra alternavam entre a satisfação e o alívio.

    Muito contentes com o resultado, numa prova nada fácil, em que o Tiago e o Luís estiveram a um nível altíssimo. Depois do azar da última prova, o esforço que fizemos para alinhar foi muito grande e não apenas a nível financeiro. Só conseguimos treinar num dos dias e depois foi sempre a andar muito depressa, mas sem correr riscos, pois não podíamos comprometer a obtenção de um bom resultado. Estamos felizes, mas também muito aliviados, pois a pressão era grande. Agora, vamos tentar confirmar o título no Rally de Lisboa.

    Com a melhor atuação da temporada, a dupla Tiago Pereira/Fernando Pereira vendeu bem cara a derrota no Rallye Vidreiro Centro de Portugal, já que só na derradeira seção é que verdadeiramente deitou a “toalha ao chão” na luta pela vitória.

    Andei sempre no limite. A luta com o João Rodrigues foi fantástica, assim como com o Luís Caetano. Parabéns ao João por ter sido o melhor, mas estou satisfeito com a minha evolução. Não comecei a época da melhor forma, mas depois foi sempre a evoluir, sobretudo nesta prova.

    Reconheceu o piloto. As aspirações ao título mantêm-se intactas, mas para isso acontecer, Tiago Pereira precisa de vencer o Rally de Lisboa, ser o piloto com mais triunfos em classificativas e esperar que João Rodrigues não termine classificado. Com a conquista do terceiro lugar, dupla Luís Caetano/David Monteiro conquistou o quarto pódio consecutivo da temporada – em outras tantas provas.

    Andámos bastante depressa. Na fase inicial do rali ainda conseguimos andar a lutar pela vitória, mas depois os nossos adversários foram mais fortes. Ainda assim o balanço é positivo, pois fomos (ainda mais) competitivos do que nos ralis anteriores.

    Depois da estreia no pódio na prova anterior, o jovem algarvio Carlos Marreiros Jr., acompanhado por Ricardo Barreto, foi o quarto classificado.

    Mais uma prova bastante diferente das do Algarve. Um rali difícil, com classificativas muito rápidas, mas em que aprendi bastante.

    Em tempo de regresso, depois da saída de estrada de que foram vítimas na segunda prova do calendário, as irmãs Filipa e Mariana Tintim fecharam o quinteto da frente.

    Mais um rali de aprendizagem, com um ou outro susto, mas em que nos divertimos bastante, sublinhou a jovem piloto algarvia.

    O Clio Trophy Portugal prossegue com o Rally de Lisboa, a derradeira prova do calendário, nos dias 30 de outubro e 1 de novembro de 2025.

  • Pedro Perino e a primeira época nos LMP2: “Mostrámos rapidez num campeonato difícil”

    Pedro Perino e a primeira época nos LMP2: “Mostrámos rapidez num campeonato difícil”

    Aos 20 anos, Pedro Perino fechou a sua temporada de estreia na categoria LMP2 no Autódromo Internacional do Algarve, palco da sexta e última prova da European Le Mans Series. Um fim de semana inglório para o jovem piloto português, que estava a ser o mais rápido em pista quando foi obrigado a abandonar, com problemas de caixa no Oreca da Inter Europol.

    Depois das indicações promissoras na categoria LMP3, Pedro Perino esteve determinado a mostrar o seu valor na categoria LMP2 em 2025, onde fez equipa com o italiano Luca Ghiotto e o francês Jean-Baptiste Simmenauer. A derradeira prova da temporada foi realizada ‘em casa’, no Autódromo Internacional do Algarve, a pista onde Perino já tinha subido ao pódio por duas vezes nos LMP3. Contudo, a ronda portuguesa acabou por ser um reflexo da época difícil do trio da Inter Europol, que foi obrigado a abandonar devido à quebra da caixa de velocidades do Oreca número 34.

    Perino ainda qualificou o carro da Inter Europol a 0,3s da pole-position, mas na corrida a equipa teve azar no período inicial de Safety Car, que remeteu Ghiotto para o fundo do pelotão. Simmenauer também não conseguiu recuperar lugares e essa tarefa foi entregue a Perino, no derradeiro turno de condução. Após entrar em pista, o jovem português impôs um ritmo fortíssimo e passou a ser o piloto mais rápido em pista, subindo posições no pelotão até ao momento em que a caixa de velocidades cedeu.

    “Queríamos voltar a terminar bem a época, até para agradecer o apoio que sempre sentimos em Portimão, mas infelizmente voltámos a ter muito azar”, afirmou Pedro Perino. “O facto de ter feito as voltas mais rápidas no meu turno de condução mostra que tínhamos potencial para muito mais, não só nesta prova. No fundo, foi um ano de aprendizagens, onde mostrámos a nossa rapidez sempre que tivemos o carro em condições mínimas, num campeonato muito difícil e exigente. Queria muito mais, mas as corridas a este nível são mesmo assim”, concluiu Perino.

    No final da temporada a Inter Europol detetou um problema no chassis do carro 34, que também poderá explicar o facto de Perino, Ghiotto e Simmenauer terem tido dificuldades em colocar o Oreca nos primeiros lugares.

  • Armindo Araújo: “fomos sempre competitivos”

    Armindo Araújo: “fomos sempre competitivos”

    Armindo Araújo e Luís Ramalho terminaram o Rali Vidreiro Centro de Portugal na quinta posição da geral e confirmaram o seu oitavo pódio consecutivo no Campeonato de Portugal de Ralis, garantindo também, mais uma vez, a melhor classificação entre as equipas portuguesas.

    Numa temporada bem conseguida e onde terminou todas provas, Armindo Araújo considera que o balanço final é muito positivo. “Tivemos um ano em que fomos sempre competitivos, em que pontuamos nos oito ralis e voltamos a ser os melhores portugueses. Tudo isto foi fruto de um excelente trabalho de toda a equipa que nos colocou um carro muito fiável e eficaz. Demos o nosso melhor durante todo o campeonato e, mais uma vez, terminamos o CPR numa das três primeiras posições. É um motivo de orgulho”, começou por dizer.

    No que toca particularmente ao derradeiro rali do ano, o piloto de Santo Tirso admite que esta prova não foi, de todo, bem conseguida, “Começamos bem ontem, mas cometemos um erro na super especial que nos fez perder tempo. Hoje entramos ao ataque, recuperamos a terceira posição, mas um pião na sexta classificativa atirou-nos para o quinto lugar. A partir daí percebemos que seria muito difícil recuperar os segundos que perdemos e não valia a pena correr riscos. Nada mudaria em termos de contas para o campeonato. Gostávamos de ter terminado o ano no pódio, não conseguimos, mas os ralis são assim. Parabéns aos vencedores do rali e ao Dani Sordo por ter sido o primeiro do campeonato”, concluiu Armindo Araújo.

  • Dani Sordo vence Vidreiro

    Dani Sordo vence Vidreiro

    O Clube Automóvel da Marinha Grande (CAMG) encerrou em grande estilo a temporada do Campeonato de Portugal de Ralis 2025, com mais uma edição memorável do Rali Vidreiro Centro de Portugal. O espanhol Dani Sordo, ao volante de um Hyundai i20 N Rally2, foi o grande protagonista do fim de semana, assegurando a vitória na prova , após um intenso confronto com Kris Meeke, mantendo o suspense até à última especial.

    A edição deste ano contou com nove Provas Especiais de Classificação, disputadas nos emblemáticos troços de Alfeizerão, São Pedro de Moel (percorrido por duas vezes), Arena CIMRL, Super Especial de Pombal, Mata Mourisca (duas passagens) e Pombal–Carnide (também em dupla passagem).

    O traçado combinou troços técnicos, rápidos e desafiantes, proporcionando espetáculo e emoção do primeiro ao último quilómetro. Milhares de espectadores marcaram presença ao longo das classificativas, num ambiente vibrante que voltou a confirmar o Rali Vidreiro como uma das provas mais acarinhadas do calendário nacional.

    “Foi super emocionante. Lutámos até ao último metro. Vencer é sempre incrível e num rali como este, super competitivo com o Kris é ainda mais. Podia ter ganho qualquer um de nós. Foi muito bonito,” sublinhou Dani Sordo.

    Com este triunfo, Dani Sordo entra para a história como o primeiro piloto espanhol a conquistar o título nacional de ralis em Portugal, reforçando o prestígio e o nível internacional do campeonato. Ricardo Sousa conseguiu no também no Vidreiro sagrar-se Campeão Nacional de Duas Rodas Motrizes, quando ainda falta disputar uma prova nesse campeonato.