Autor: Joaquim Amândio Santos

  • A Lancia estreia Ypsilon Rally2 HF Integrale no Rali de Monte Carlo (c/ Vídeo)

    A Lancia estreia Ypsilon Rally2 HF Integrale no Rali de Monte Carlo (c/ Vídeo)

    A estreia mundial acontecerá no Rali de Monte Carlo (22 a 25 de janeiro de 2026), a primeira prova do WRC 2026, onde o novo Ypsilon Rally2 HF Integrale enfrentará as lendárias estradas alpinas francesas na categoria WRC2.

    Em 2026, a Lancia regressará ao Campeonato do Mundo de Ralis da FIA, na categoria WRC2. O anúncio foi desvendado num vídeo emocionante protagonizado por Luca Napolitano, Miki Biasion e Eugenio Franzetti, celebrando o regresso da marca de ralis mais bem-sucedida de todos os tempos.

    Uma gama completa de viaturas de rali, em linha com a estratégia da Lancia Corse HF: do Ypsilon HF Racing ao Ypsilon Rally4 HF, passando pelo novo Rally2 HF Integrale, símbolo da continuidade entre um passado glorioso e um futuro competitivo.

    O Rallye de Sanremo encerrou uma temporada extraordinária: o Troféu Lancia 2025 coroou Pisani e Biagi como “Campeões” do troféu monomarca e do Campeonato Italiano Absoluto de Ralis – 2 Rodas Motrizes, confirmando o sucesso técnico e desportivo do Ypsilon Rally4 HF e o entusiasmo do público pelo regresso da marca aos ralis.

    “O Rallye de Sanremo foi o cenário ideal para encerrar uma temporada memorável e iniciar uma nova”, declarou Luca Napolitano, CEO da Lancia. “Após o sucesso do Troféu Lancia e do Ypsilon Rally4 HF, estamos prontos para dar mais um passo. Podemos anunciar com orgulho que a Lancia regressará ao WRC, palco onde a marca escreveu algumas das páginas mais lendárias da história dos ralis. Este é um regresso natural para a marca de ralis mais bem-sucedida de sempre, que encara o futuro com a mesma paixão e determinação que a tornaram um ícone mundial. Vemo-nos em janeiro, em Monte Carlo, para a primeira prova do Campeonato do Mundo de Ralis de 2026”.

    Especificamente, a temporada 2026 do WRC iniciar-se-á com o Rali de Monte Carlo, prova agendada de 22 a 25 de janeiro nas estradas geladas dos Alpes franceses, um dos cenários mais emblemáticos do automobilismo mundial. Todos os detalhes sobre a nova viatura e o programa desportivo da Lancia serão anunciados oportunamente na sede da Stellantis Motorsport.

    Com a chegada do Ypsilon Rally2 HF Integrale, que irá competir no WRC2, a gama de viaturas de ralis da Lancia torna-se mais completa e ambiciosa, complementando a oferta Rally4 HF e Rally HF Racing com um novo protagonista pronto para trazer a marca de volta ao palco mundial.

  • Honda Prelude regressa à Europa com tecnologia híbrida e design inspirado no voo

    Honda Prelude regressa à Europa com tecnologia híbrida e design inspirado no voo

    Depois de um interregno de 25 anos, a Honda volta a trazer à Europa um dos seus modelos mais emblemáticos: o Prelude. A sexta geração do coupé desportivo, agora equipada com o sistema híbrido e:HEV, combina tecnologia avançada, design elegante e o novo Honda S+ Shift para oferecer o “prazer de conduzir” característico do modelo.

    O novo Prelude destaca-se por um visual marcante e uma silhueta fluida, inspirada na elegância e leveza dos planadores. A postura larga e baixa reforça o caráter desportivo, enquanto o comportamento dinâmico remete para a precisão de um voo acrobático.
    Este desempenho é suportado por tecnologias oriundas do Civic Type R, incluindo suspensão avançada, amortecedores adaptativos e a mais recente versão do sistema Agile Handling Assist (AHA) da Honda.

    Interior premium e ambiente envolvente

    O habitáculo foi concebido para transmitir a sensação de um cockpit, unindo conforto, praticidade e materiais de alta qualidade. O sistema de segurança e assistência ao condutor Honda SENSING garante uma condução confiante e segura, reforçando a experiência imersiva a bordo.

    Hans de Jaeger, Vice-Presidente Sénior da Honda Motor Europe, sublinha o simbolismo deste regresso:

    “O retorno do Honda Prelude é aguardado com entusiasmo pelos entusiastas da condução desde que apresentámos o concept em 2023. Este nome sempre representou inovação e engenharia de ponta, e a nova geração mantém esse legado com o seu design elegante, a motorização híbrida avançada e o inovador sistema S+ Shift.”

    Baseado em mais de duas décadas de experiência da Honda em tecnologia híbrida, o novo Prelude é equipado com um motor a gasolina de 2,0 litros associado a uma transmissão automática de motor elétrico duplo, que produz 184 cv (134 kW). O resultado é uma condução entusiasmante, com resposta imediata, eficiência elevada e um refinamento exemplar.

    Honda’s all-new Prelude e:HEV sports coupe

    O modelo oferece ainda quatro modos de condução — Comfort, GT, Sport e Individual — permitindo ajustar o comportamento do sistema híbrido, da suspensão e da direção de acordo com as preferências do condutor.

    Segurança e assistência ao condutor

    O sistema Honda SENSING foi atualizado e calibrado especificamente para o caráter mais desportivo do Prelude. Inclui funcionalidades como Controlo de Velocidade Adaptativo, Assistente de Saída da Estrada (RDM) e Assistente de Manutenção de Faixa (LKAS), demonstrando o cuidado ao detalhe que marca todo o projeto.

    O novo Honda Prelude e:HEV chegará a Portugal durante o próximo ano. As especificações finais, o equipamento disponível e o preço serão anunciados aquando do lançamento oficial.

  • Afonso Oliveira & Fábio Belo conquistam o título da Taça da Europa FIA de Bajas na categoria SSV

    Afonso Oliveira & Fábio Belo conquistam o título da Taça da Europa FIA de Bajas na categoria SSV

    “Muito feliz! Trabalhamos muito para isto! Eu, o Fábio e toda a equipa Santag investimos muito nesta conquista e está aqui muito trabalho de todos, muitas viagens, mas também por isso esta conquista é tão saborosa. Estou muito feliz e quero dedicar esta conquista aos meus pais, que sempre me apoiaram e que estão muito orgulhosos certamente ”.

    Foi desta forma que o jovem Afonso Oliveira assinalou a conquista da Taça da Europa FIA de Bajas na Categoria SSV, selada na Baja Portalegre 500, que terminou este sábado.  Afonso Oliveira junta este título absoluto ao da categoria Júnior, que já havia conquistado no passado mês de setembro.

    “Final feliz, num título que é reflexo de muito empenho, consistência e uma grande ambição de toda a equipa e que o Afonso soube brilhantemente conquistar.” É desta forma que David Vieira, team Manager da Santag Racing realça o feito do jovem piloto.

    “É mais uma conquista que juntamos ao que temos feito nos últimos anos e enquanto responsável pelo projeto fico muito satisfeito. É um trabalho de toda uma estrutura que está aqui espelhado” acrescentou David Vieira.

    A Baja Portalegre 500 pontuava para a Taça do Mundo e da Europa FIA de Bajas, mas também para o Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno e para o Campeonato FMP, prova que teve João Dias e Rui Pita a representar as cores da Santag Racing, numa primeira apresentação do Polaris RZR preparado com rollbar da Santag Racing, um carro que a marca vai comercializar e que se estrou nesta Baja de Portalegre.

    “Foi um bom teste, feito pelo João, que é um piloto experiente e nos deu boas indicações para este carro, que vamos colocar à disposição dos pilotos para 2026. Portalegre é uma prova exigente e o teste aqui feito dá-nos indicadores que nos vão ajudar no futuro”, explica David Vieira, team manager da equipa.

    João Dias salienta “a competitividade deste Polaris e o teste correu muito bem e estou ceto que até à nova temporada ainda vamos poder dar novos contributos pra o desenvolvimento deste carro da Santag, e do novo kit FIA SSV1”.

  • Filipe Macedo: o piloto que deixou a velocidade para descobrir o espírito da montanha

    Filipe Macedo: o piloto que deixou a velocidade para descobrir o espírito da montanha

    Aos comandos do seu Citroën Saxo Cup, o bracarense Filipe Macedo encerrou a temporada de 2025 do Campeonato de Portugal Legends de Montanha JC Group com um notável 3.º lugar absoluto, a escasso meio ponto do vice-campeonato. Rápido, consistente e determinado, o piloto da By Dias & Paulo Duarte Racing Team teve em Boticas o ponto mais alto da época, conquistando a sua primeira vitória e batendo o até então invicto campeão nacional.

    “Podemos dizer que foi o carro que fez o piloto”, admite Filipe Macedo com humor e sinceridade. O Citroën Saxo Cup que hoje o leva aos pódio nasceu sem grandes ambições: “Comprei-o em plena pandemia, apenas para fazer alguns track days. Mas a falta de dopamina que todos sentimos nesses tempos levou-me a ir fazendo Upgrades… e o carro começou a exigir algo mais sério.”

    A estreia aconteceu na Rampa da Falperra, com uma performance positiva que rapidamente acendeu o entusiasmo. “Fomos consistentes e percebi logo que podia ir mais longe.” Seguiu-se Santa Marta, onde surgiram as primeiras dificuldades. “Tive várias avarias e até um acidente. Foi aí que percebi que havia muita vida fora da Falperra.”

    Com o carro reparado, Filipe ainda experimentou a velocidade em circuito. “Em quatro corridas fiz dois terceiros e um segundo lugar. Foi fatal — fiquei com o vício”, brinca.

    O regresso ao espírito da montanha

    Em 2025, decidiu trocar definitivamente a pista pela montanha. “Queria voltar ao ambiente de entreajuda e simpatia que sempre admirei.” A Rampa de Murça marcou o arranque da época. “Chegámos com muito tempo sem andar no carro, mas mesmo assim conseguimos um sólido 3.º lugar, num fim de semana com condições meteorológicas muito complicadas.”

    A Penha, por outro lado, trouxe um revés. “Andámos bem, mas cometi um erro crasso — um valente prego, como se costuma dizer e deitou tudo a perder. Pensei até em desistir.” Mas a paixão falou mais alto. “A próxima prova era em casa, a Falperra. Arranjámos o motor, montámos uma caixa nova… e foi precisamente a caixa nova que cedeu. Tive de abandonar.”

    Na Serra da Estrela, Filipe voltou a sentir-se em sintonia com o carro e conquistou um excelente 2.º lugar. Seguiu-se o regresso a Santa Marta, onde tinha batido no ano anterior. “Voltámos determinados a resolver os problemas e mostrar que podíamos mais. Estivemos muito competentes e percebi que, finalmente, estava a encontrar o carro e a mim próprio. Ficámos segundos, muito próximos do primeiro. A motivação disparou.”

    O Caramulo tornou-se, nas suas palavras, “a rampa do acreditar”: “Acreditei até ao fim e consegui o melhor tempo. Foi ali que percebi que o objetivo estava ao nosso alcance.” E a confirmação chegou em Boticas, com a tão desejada vitória: “O carro esteve impecável e consegui finalmente vencer. Foi um momento muito especial para mim e para toda a equipa By Dias & Paulo Duarte, que foram incansáveis com o carro e pacientes com o piloto.”

    Mesmo com menos uma prova disputada do que os seus adversários diretos, Filipe decidiu alinhar na Rampa da Arrábida para discutir o vice-campeonato: “Foi uma prova difícil, a que senti menos adaptação. O traçado técnico e o baixo nível de aderência não favoreciam a caixa de circuito. No sábado estivemos consistentes, mas no domingo uma travagem demasiado ambiciosa custou-nos caro.”

    O piloto reconhece o mérito dos rivais: “O vice-campeonato foi bem entregue ao Telmo, que foi muito sólido e consistente. E o António Barros é um campeão indiscutível.”

    Um balanço de crescimento e paixão

    “No global, adorei esta primeira experiência a fazer um campeonato. Nunca o tinha feito, em nenhuma modalidade. Foi uma época de grande aprendizagem e de enorme satisfação”, afirma.

    Para 2026, Filipe Macedo quer continuar a evoluir. “O Saxo vai receber uma caixa adaptada à montanha, e devo deixar de vez a velocidade. Talvez ainda faça uma prova na Divisão SC-C com o Honda Civic que era do pedro J. Neves, assim que esteja preparado para ser competitivo.”

    Antes de terminar, o piloto deixa uma mensagem de gratidão: “Quero agradecer a todos os que tornaram este campeonato possível, à Federação, aos clubes organizadores, aos patrocinadores e, claro, a todos os bravos da montanha. Foi um prazer partilhar a estrada convosco.”

    Filipe Macedo encerra a sua primeira temporada completa na montanha com o brilho de quem descobriu o verdadeiro prazer de competir: a comunhão entre o piloto, a máquina e a montanha. De Braga para os pódios nacionais, o homem que começou por acaso nos track days provou que, afinal, às vezes é mesmo o carro que faz o piloto.

  • Cascais Porsche SCI Grand Finale: o maior Porsche Meeting de sempre em Portugal

    Cascais Porsche SCI Grand Finale: o maior Porsche Meeting de sempre em Portugal

    O Circuito do Estoril recebe, nos dias 22 e 23 de novembro, o Cascais Porsche Sprint Challenge Ibérica Grand Finale, última jornada da temporada 2025 da Porsche Sprint Challenge Ibérica (PSCI) — e um dos maiores eventos Porsche alguma vez realizados em Portugal.

    O ponto alto do fim de semana será o Porsche Meeting, que promete transformar o Estoril num verdadeiro santuário da marca. A organização quer reunir a maior concentração de viaturas Porsche de sempre em território nacional, numa celebração única da performance, do estilo e da herança que fazem da Porsche um ícone mundial. A participação é gratuita para todos os proprietários Porsche e respetivos acompanhantes, mediante inscrição prévia.

    Competição e emoção em pista, num fim de semana para celebrar a paixão Porsche

    Em paralelo, o público poderá viver toda a emoção da competição com as corridas decisivas da terceira temporada da Porsche Sprint Challenge Ibérica, que coloca em pista os potentes Porsche 911 GT3 Cup.

    Com duas rondas ainda por disputar — Jerez de la Frontera e Estoril —, os títulos continuam em aberto e a luta promete ser intensa até à bandeirada final. Há vários candidatos aos títulos de Pilotos das Categorias 1 e 2, bem como ao Campeonato de Equipas e às respetivas vitórias nas classes, o que garante duas jornadas de enorme expectativa e espetáculo.

    E, tudo o indica, deverá ser mesmo no Estoril que tudo se decidirá: dois dias de velocidade, emoção e adrenalina, no encerramento perfeito da temporada 2025, numa festa que honrará os pergaminhos da icónica marca alemã.

    “O nosso objetivo é que este evento vá além das corridas — que seja uma verdadeira celebração da paixão Porsche em Portugal”, afirma José Monroy, responsável máximo da P21 Motorsport, entidade parceira da Porsche Motorsport na organização da PSCI.

    “Queremos reunir o maior número possível de automóveis da marca, num ambiente exclusivo, familiar e apaixonante. Nos dias 22 e 23 de novembro, o Circuito do Estoril será o palco perfeito para encerrar a temporada em grande estilo.”

    Os bilhetes para o público já estão à venda na https://blueticket.meo.pt com duas opções disponíveis:

    • Paddock — acesso à área do paddock
    • Paddock Lounge — acesso ao paddock e à tenda lounge, com almoço incluído

    Os ingressos podem ser adquiridos para um ou dois dias de evento.
    Condições de acesso:

    • Os bilhetes são pessoais.
    • A entrada de viaturas no recinto é exclusiva a modelos Porsche.
    • Proprietários Porsche e acompanhantes têm acesso gratuito ao paddock (não inclui lounge).
  • José Lameiro encerra época com pódio absoluto e vitória nos Super Challenge no Caramulo Sprint

    José Lameiro encerra época com pódio absoluto e vitória nos Super Challenge no Caramulo Sprint

    Piloto da Diatosta em grande forma na prova candidata ao Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

    O piloto aveirense José Lameiro encerrou da melhor forma a sua temporada de 2025, conquistando o segundo lugar absoluto e a vitória na Categoria Superchallenge na edição inaugural do Caramulo Sprint, prova organizada pelo Caramulo Racing Team e candidata a integrar o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group já em 2026.

    Ao volante do Skoda Fabia MK3 Super Car com as cores da Diatosta, José Lameiro foi uma das figuras em destaque ao longo de todo o fim de semana. Consistente e rápido em todas as subidas, o piloto mostrou um excelente nível de competitividade, protagonizando uma luta emocionante com Carlos Gonçalves (Osella PA21S Evo) pela segunda posição da geral. No final, apenas 64 milésimos de segundo separaram ambos, com Lameiro a garantir o segundo lugar absoluto e o triunfo categórico nos Super Challenge.

    “Foi uma excelente forma de encerrar a temporada de 2025, nesta edição inaugural do Caramulo Sprint. O traçado do Caramulo tem para mim um significado muito especial, pois foi aqui que comecei a minha carreira nas rampas, depois de alguns anos no Campeonato de Portugal de Rallycross, onde conquistei por duas vezes o título nacional. Por isso, é sempre um enorme prazer voltar a competir aqui. Estivemos muito fortes durante todo o fim de semana, sempre rápidos e consistentes, e conseguimos um grande segundo lugar da geral, numa luta incrível com o Carlos Gonçalves, decidida à milésima de segundo”, sublinha José Lameiro.

    O piloto da Diatosta assumiu ainda a sua enorme satisfação “com a época que termina, especialmente por ter conseguido o meu primeiro triunfo nos Super Challenge na Rampa da Arrábida, e agora esta vitória aqui no Caramulo Sprint. É, sem dúvida, a melhor forma de fechar o ano. Quero agradecer ao Caramulo Racing Team pelo excelente nível organizativo, e também à DM Motorsport e à Ignition Victory pelo extraordinário trabalho no Skoda Fabia MK3 Supercar. Agora é altura de começar a preparar 2026, onde o meu objetivo é claro: lutar pelo título nacional na categoria.”

    Com este resultado, José Lameiro encerra uma época de grande consistência e crescimento competitivo, confirmando-se como uma das principais referências da categoria Super Challenge e um dos candidatos naturais ao título nacional em 2026.

  • Carrera 80 com duas corridas intensas no Algarve Classic Festival

    Carrera 80 com duas corridas intensas no Algarve Classic Festival

    No programa do Algarve Classic Festival, a Carrera 80 voltou a brindar os espectadores com duas corridas vibrantes, com o estreante inglês Rob Cull a conquistar, com grande mérito, duas vitórias arrebatadoras no sempre majestoso Autódromo Internacional do Algarve.

    A qualificação para a primeira corrida da competição, destinada a viaturas de Turismo e GT fabricadas entre 1976 e o início da década de 1990, revelou-se a mais renhida da temporada até aqui, com os dois mais rápidos separados por escassos 0,020 segundos. O Ford Escort RS1800, meticulosamente preparado pela Equipa Classic Racing e conduzido por Rob Cull, rubricou o melhor tempo, superando por meras duas centésimas o BMW 325i E36 de Diogo Cavaco. A segunda linha da grelha de partida ficou entregue a Luís Nunes (Ford Escort RS1600), outra cara nova no pelotão, e à dupla franco-belga Brice Pineau/Olivier Muytjens (Porsche 911 RS).

    Com a pista a secar após um aguaceiro matinal e a luz a filtrar-se timidamente entre as nuvens, a primeira corrida do fim-de-semana disputou-se na manhã de sábado. Rob Cull soube tirar pleno proveito da posição privilegiada na grelha, impondo desde cedo um ritmo vigoroso que lhe permitiu destacar-se do pelotão. Atrás de si, dois protagonistas emergiam em franca recuperação: Pedro Poças, estreando-se ao volante de um Porsche 944, e Miguel Garcia, regressado à Carrera 80 aos comandos do seu imponente BMW 635 CSI. Curiosamente, estes três homens viriam a liderar a corrida em diferentes momentos ao longo dos intensos quarenta minutos, apenas abrandados por um breve período de Safety-Car.

    Depois de perder a liderança à sétima volta, Rob Cull, autor da volta mais rápida, viu-se obrigado a redobrar esforços para alcançar Miguel Garcia, pois este tinha de cumprir um pit stop com menos 55 segundos, por utilizar os pneus semi-slick Toyo R888, ao invés dos slicks que obrigavam por motivos regulamentares a uma paragem mais prolongada. No desfecho, este trio teve motivos para sorrir: triunfaram nas classes GR2, T-MAX e GT COPA, respetivamente.

    A luta, porém, não se esgotou nos lugares cimeiros. Em todo o pelotão multiplicaram-se os duelos entusiasmantes que mantiveram o público rendido nas bancadas, com César Freitas (BMW 323i) e Manuel Ferrão (Ford Escort RS1800) a assegurarem presença no pódio da classe GR2, enquanto Brice Pineau/Olivier Muytjens (Porsche 911 RS) e Diogo Cavaco (BMW 325i E36) rubricaram prestações igualmente merecedoras de subida ao pódio na classe GT COPA, embora o piloto do BMW ficou privado de um resultado melhor devido a um problema eléctrico.

    No início da tarde de domingo, aproveitando os slicks calçados no seu Ford Escort, Rob Cull dominou a primeira parte da corrida, conseguindo alcançar uma substancial distância sobre o segundo classificado. Contudo, depois das paragens nas boxes e cumpridos os handicaps, Miguel Garcia, que com um pit stop mais curto, emergiu na frente da corrida. Ambos os pilotos imprimiram um ritmo forte, embora diferente, dada a natureza de pneus de cada um.

    Na penúltima passagem pela recta da meta, o experiente inglês, que tinha os pneus traseiros no limite, conseguiu finalmente alcançar o BMW 635 CSI e consumar a ultrapassagem, vencendo a corrida e no GR2, ao passo que Miguel Garcia, que pouco poderia fazer após uma corrida de alto nível, foi o segundo a ver a bandeira de xadrez, conquistando a classe T-MAX. 

    Pedro Poças terminou novamente em terceiro e venceu pela segunda vez consecutiva na estreia do Porsche 944. Brice Pineau e Olivier Muytjens foram segundos classificados na GT COPA. Apesar de terem feito uma boa corrida e recuperado os vinte segundos de handicap, uma infração na paragem nas boxes obrigou a dupla da HY Racing a cumprir um Drive Through que hipotecou a possibilidade de vitória. Diogo Cavaco (BMW 325i E36), que liderou a classe nos primeiros instantes da corrida, terminou em sexto lugar. Em dia de consagrações, César Freitas e Manuel Ferrão subiram novamente ao pódio na classe GR2, em segundo e terceiro lugar, respetivamente.

    Arlindo Bessa, no seu Toyota Carina E, uma unidade vencedora do Troféu Toyota Carina da década de 1990s, conseguiu resolver os problemas eléctricos que tinham afectado o seu carro nas suas últimas aparições em pista e completou as duas corridas de 40 minutos, vencendo a dobrar na classe T-2000. Sem oposição na classe GR1, a dupla ibérica Guillermo Velasco / Francisco Freitas (Datsun 1200) celebrou duas vitórias com bonitas lutas com o Ford Capri “espanhol” de Francisco Moreno da classe GR2. Numa participação como convidado, o piloto espanhol Antonio Escalante divertiu-se no cockpit do Hyundai Coupé, obtendo um sétimo e um quinto lugar na geral.

    A temporada de 2025 da competição ibérica Carrera 80 chega agora ao final com duas corridas no programa do Endurance Estoril Festival, no fim-de-semana de 29 e 30 de Novembro, no Autódromo do Estoril.

  • Luís Rego vence no Pico e é virtual Campeão dos Açores de Ralis

    Luís Rego vence no Pico e é virtual Campeão dos Açores de Ralis

    A sétima e penúltima prova do Campeonato dos Açores de Ralis de 2025, o XIV Rali Vinho do Pico, foi marcada pelo domínio de Luís Miguel Rego e Rafael Botelho, os melhores na classificação absoluta e na competição reservada às viaturas de duas rodas motrizes, respetivamente, que, desde o princípio ao fim, não permitiram que mais alguém registasse, nas respetivas classificações, os tempos mais rápidos em troços.

    Luís Miguel Rego/José Janela (Skoda Fabia RS Rally2) totalizaram vitória nas nove provas especiais “e meia” (a CityStage de ontem contava com duas passagens, mas o tempo atribuído resultou da soma das mesmas) querendo por isso dizer que trazem da “ilha Montanha” pontuação máxima para o campeonato, que vencem virtualmente com este resultado.

    Já os também virtuais campeões de 2025 das duas rodas motrizes, Rafael Botelho/Rui Raimundo (Peugeot 208 Rally4) fizeram o que lhes competia: anular a demais concorrência e esperar um azar alheio para aspirar subir ao lugar mais alto do pódio absoluto. O azar não aconteceu e Botelho/Raimundo concluem este rali do Pico no segundo posto vencendo novamente as duas rodas motrizes, assegurando também o vice-campeonato absoluto.

    Rui Borges/Fábio Reis (Skoda Fabia IV N5) sobem, no final deste rali, ao lugar mais baixo do pódio absoluto da prova, timbrando a sua presença no Pico, uma vez mais, com enorme qualidade e gestão de todas as condições apresentadas, concluindo num honroso e merecido terceiro lugar.

    Fernando Soares/Alberto Almeida (Lancia Ypsilon Rally4) terminam este rali no quarto posto final absoluto e como segundos mais rápidos nas duas rodas motrizes, depois de uma prova feita “de trás para a frente”. Não se livraram de alguns sustos durante o dia, mas a experiência e a persistência falaram mais alto e a equipa logrou atingir os objetivos possíveis.

    Terceiros classificados na tabela dos melhores às duas rodas motrizes, Gonçalo Rego/Pedro Castro (Peugeot 208 Rally4) fizeram uma prova inteligente e desviaram-se, literalmente, “dos pingos da chuva” (leia-se das armadilhas da prova). Mas no final, a dupla sofreu uma ligeira saída de estrada que lhes roubou o segundo posto nas 2RM e o quarto posto da geral. Foram os quintos melhores neste Rali Vinho do Pico.

    Concluíram este rali, 19 dos 31 concorrentes inscritos, cuja classificação detalhada pode ser consultada em  https://anubesport.com/timing/ss/7492/?rallyId=284. O Campeonato dos Açores de Ralis ruma agora à ilha de São Miguel para, entre 28 e 29 de novembro, disputar-se o 58th Azores Rallye.

  • Algarve Classic Festival consagra Duarte Pires e Francisco Olho-Azul na Single Seater Series

    Algarve Classic Festival consagra Duarte Pires e Francisco Olho-Azul na Single Seater Series

    O pelotão da Single Seater Series proporcionou duas boas corridas no programa da grande festa do Algarve Classic Festival. O fim-de-semana do  Autódromo Internacional do Algarve saldou-se por quatro vencedores distintos – tanto entre os monolugares com asas como entre os sem asas – e atribuiu dois títulos da temporada de 2025: Duarte Pires (Divisão A) e Francisco Olho-Azul (Divisão F).

    Na manhã de sábado, e após uma sessão de qualificação de cortar a respiração, num duelo entre Tatuus FR2000, o monolugar que durante uma década deu corpo à Eurocup Fórmula Renault 2.0, João Silva superou por meros 0,054 segundos o rival Duarte Pires na luta pela pole position. Nuno Caetano, na sua estreia na competição e igualmente ao volante de um Tatuus FR2000, registou o terceiro tempo, tendo ao seu lado na grelha Rui Silva, em carro idêntico. A terceira linha foi ocupada pelo Mygale PNC 2001 de Fernando Laranjo e pelo Chevron B47 de Carlos Tavares, enquanto na quarta se encontrava o melhor dos monolugares sem asas, conduzido pelo favorito Francisco Olho-Azul.

    Na primeira corrida, disputada na tarde de sábado, Duarte Pires arrancou melhor e, nas voltas iniciais, parecia ter a corrida sob controlo, ainda que com uma vantagem reduzida. À sexta volta, João Silva lançou o ataque decisivo e assumiu a liderança por escassa margem, com Duarte Pires a não ceder na perseguição. Contudo, a entrada do Safety-Car viria a neutralizar esta intensa luta, terminando a prova atrás do carro de segurança.

    O terceiro lugar coube a Nuno Caetano, que realizou uma excelente estreia, mantendo-se sempre próximo dos líderes apesar de um contratempo com o seu capacete. Fernando Laranjo completou uma grande exibição, vencendo a classe HTG e alcançando o quarto posto da geral, à frente de Rui Silva e de Carlos Tavares, vencedor da classe CW.

    Francisco Olho-Azul liderou firmemente na Divisão F até que um problema de motor o forçou ao abandono. Tiago Neves aproveitou a oportunidade para conquistar o seu primeiro triunfo na disciplina, cortando a meta seguido por outro estreante na categoria, Carlos Gaspar.

    Chris Higgs, após uma saída de pista nos instantes iniciais, recuperou de forma notável para terminar em sétimo na sua estreia ao volante de um Tatuus FR2000. Dalmo Vasconcelos acabaria por vencer na classe KT, apesar dos problemas de embraiagem que o obrigaram a partir das boxes.

    Na segunda corrida, disputada no início da tarde de domingo, Duarte Pires voltou a arrancar melhor que os seus adversários e dominou a prova do princípio ao fim. Um pião de João Silva, no início a segunda volta, provocou inadvertidamente o abandono de Nuno Caetano, que também fez um pião para evitar um acidente, quando ambos seguiam na perseguição ao líder. Apesar do incidente, o piloto da House Racing conseguiu prosseguir e terminou na segunda posição. Com este resultado, Duarte Pires, ao somar o seu quinto triunfo da temporada, sagrou-se antecipadamente vencedor da Divisão A.

    Fernando Laranjo voltou a brilhar, conquistando o terceiro lugar absoluto e nova vitória na classe HTG, demonstrando crescente adaptação ao seu Mygale ex-Formula Novis by Ford. O interesse da corrida centrou-se ainda no duelo entre Chris Higgs e Rui Silva, com o piloto britânico – na sua primeira participação com este Fórmula Renault 2.0 – a levar a melhor nas voltas finais, subindo ao pódio na classe PT4R. Ao volante do seu Fórmula 3 do final dos anos 1970s, Carlos Tavares voltou a vencer na classe CW.

    Já consagrado vencedor da Divisão F, Francisco Olho-Azul somou a sua sétima vitória da temporada, triunfando na classe ZT e superando Tiago Neves e Carlos Gaspar, que adiaram para a última prova do ano a decisão do segundo lugar da classe. Dalmo Vasconcelos não teve a mesma sorte, sendo forçado ao abandono logo na partida devido a persistentes problemas de embraiagem.

    Com quatro provas já disputadas no calendário de 2025, a derradeira jornada da temporada está marcada para o fim-de-semana de 29 e 30 de Novembro, no programa do Estoril Endurance Festival, no Autódromo do Estoril — uma prova que se antevê como a mais concorrida e aguardada do ano.

  • Rally de Lisboa terá 62 inscritos com Fontes Teodósio e madeira à cabeça

    Rally de Lisboa terá 62 inscritos com Fontes Teodósio e madeira à cabeça

    Haverá 9 Rally2, com destaque para Rui Madeira (Hyundai i20 N), Ernesto Cunha (Skoda Fabia RS), Diogo Marujo (Skoda Fabia R5), Paulo Neto (Skoda Fabia Evo), Pedro Lago (Toyota GR Yaris), André Cabeças (Citroen C3) e Carlos Martins (Ford Fiesta R5)

    A quinta edição do Rally de Lisboa (30 outubro/1 novembro), prova única da Taça de Portugal de Ralis e também incluída nos calendários do Campeonato de Portugal de Ralis 2RM (duas rodas motrizes), do International Iberian Rally Trophy, da Peugeot Rally Cup Portugal, do Clio Trophy Portugal e do FPAK Júnior Team, apresenta uma excelente lista de inscritos: 62 equipas, das quais 9 Rally2. José Pedro Fontes (Citroen C3 Rally2) e Ricardo Teodósio (Toyota GR Yaris Rally2), duas figuras de referência do Campeonato de Portugal de Ralis que há pouco terminou, encabeçam o elenco de candidatos, juntamente com Rui Madeira (Hyundai i20 N Rally2), a erguer a Taça de Portugal na cerimónia de consagração dos vencedores que terá como cenário a Marina de Cascais.

    Diogo Marujo (Skoda Fabia R5 Evo), Ernesto Cunha (Skoda Fabia RS Rally2), Paulo Neto (Skoda Fabia Rally2 Evo) André Cabeças (Citroen C3 Rally2) Pedro Lago (Toyota GR Yaris Rally2) e Carlos Martins (Ford Fiesta R5) integram o grupo dos Rally2, deixando antever um aceso despique pela disputa dos primeiros lugares nesta prova organizada pelo CPKA.

    Carlos Fernandes (Porsche 997 GT3 Rally) será outro dos pilotos para dar espetáculo ao longo das 13 classificativas de asfalto (98,02 km), tal como Américo Gouveia (Porsche 911 GT3 Cup), num leque de inscritos que inclui as principais figuras tanto do Campeonato de Portugal de Ralis 2RM (duas rodas motrizes) como dos troféus monomarca Peugeot Rally Cup Portugal e Clio Trophy Portugal, nos quais sobressaem Ricardo Sousa (Peugeot 208 Rally4), Rafael Rego (Peugeot 208 Rally4), Guilherme Meireles (Peugeot 208 Rally4), Henrique Moniz (Peugeot 208 Rally4), João Rodrigues (Renault Clio Rally5), Tiago Pereira (Renault Clio Rally5), e Luís Caetano (Renault Clio Rally5).

    Do FPAK Júnior Team, o líder Pedro Câmara (Peugeot 208 Rally6) será um dos pilotos a ter em conta nesta quarta prova da época, o mesmo se dizendo em relação a Francisco Fontes (Lancia Ypsilon Rally6), o vencedor da terceira jornada.

    A edição 2025 do Rally de Lisboa terá início na próxima quinta-feira (30 outubro), com as Verificações Técnicas e Administrativas, em Mafra, vila que acolhe o centro nevrálgico da prova e onde se encontra sedeado o secretariado permanente. Depois da Cerimónia Oficial de Partida Simbólica, na tarde de sexta-feira (31 outubro), que contará com a presença do Secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias, junto do Padrão dos Descobrimentos, as equipas disputam as primeiras 5 classificativas, terminando a primeira etapa com a Super Especial (1,63 km) noturna de Mafra, que terá como pano de fundo o Palácio Nacional de Mafra.

    A segunda e última etapa, no sábado (1 novembro), levará a prova do CPKA a uma antiga “catedral” dos ralis portugueses como a Serra de Sintra e Cascais, por troços célebres como Alcabideche e Pé da Serra/Peninha, antes do encerramento, com chave de ouro, na glamorosa Marina de Cascais. É nesse complexo que decorrerá a City Stage Marina de Cascais (1,39 km), a anteceder a festa da consagração do vencedor da Taça de Portugal e dos vencedores finais dos troféus Peugeot Rally Cup e Clio Trophy Portugal.