O Zeekr 7GT foi a novidade preferida do público na 10.ª edição do Salão do Automóvel Híbrido e Elétrico, na Alfândega do Porto. Segundo a organização, o evento recebeu cerca de 24 mil visitantes em três dias, promoveu mais de 3.600 experiências de condução e recolheu perto de 4.800 respostas no questionário de eleição dos favoritos.
O 7GT é um grand tourer 100% elétrico com arquitetura de 800 V. A Zeekr anuncia até 655 km de autonomia em ciclo WLTP e indica que o carregamento dos 10% aos 80% pode ser feito em 16 minutos num posto ultrarrápido compatível.
A versão Privilege AWD, equipada com dois motores elétricos, dispõe de 646 cv e acelera dos 0 aos 100 km/h em 3,3 segundos. O modelo obteve cinco estrelas nos testes de segurança do Euro NCAP.
O jovem lousadense encerrou a época de estreia na Porsche Sprint Challenge Ibérica no Top 5 da Classe Silver e no oitavo lugar absoluto, entre cerca de três dezenas de pilotos. O pódio alcançado na Grand Finale do Estoril confirmou a evolução demonstrada aos comandos do Porsche 911 GT3 Cup #19 da LOB Motorsport, partilhado com Henrique Cruz.
A química foi imediata, mas a consciência da dificuldade também. Quando Duarte Camelo se sentou pela primeira vez ao volante do Porsche 911 GT3 Cup, percebeu rapidamente que tinha diante de si a máquina mais exigente da sua ainda jovem carreira.
A potência, a travagem, a gestão dos pneus e, sobretudo, a intensidade competitiva de uma competição na qual ninguém oferece um centímetro obrigaram o piloto de Lousada a acelerar o seu processo de aprendizagem.
Numa época vivida entre naturais dificuldades, resultados promissores e alguns contratempos, Duarte foi construindo uma evolução consistente, apoiado pela LOB Motorsport, pelo mentor Manuel Alves e pelo companheiro de equipa Henrique Cruz. O resultado final traduz essa progressão: oitavo lugar da geral e presença no Top 5 da Classe Silver, num campeonato que reuniu três dezenas de pilotos ao longo da temporada.
É hora de balanço para o talento lousadense.
Chegaste à Porsche Sprint Challenge Ibérica como um dos jovens estreantes de 2026. Quando te sentaste pela primeira vez no Porsche, imaginavas concluir o ano a discutir os lugares cimeiros? Que balanço fazes?
A primeira vez que me sentei no carro senti imediatamente uma química muito boa. Ao mesmo tempo, percebi que teria de testar e treinar bastante para que os resultados aparecessem. É um carro muito exigente, sobretudo para mim, que ainda estou a dar os primeiros passos na competição.
Quando entramos num campeonato com este nível, esperamos sempre conseguir bons resultados e eu não sou exceção. Ainda assim, o balanço tem um sabor agridoce. Houve corridas que não decorreram como esperávamos e alguns resultados ficaram aquém daquilo que sentíamos ser possível. Por outro lado, a LOB Motorsport colocou à nossa disposição uma equipa de grande qualidade e todas as condições necessárias para evoluirmos.
A potência, a travagem, a gestão dos pneus e a exigência competitiva obrigam a uma aprendizagem permanente. Qual foi a maior dificuldade encontrada na adaptação?
Sem dúvida, a própria competição dentro de pista. Todos os pilotos têm muita qualidade e obrigam-nos a dar o máximo desde o primeiro minuto até à última volta. Existe uma enorme competitividade, ninguém facilita e todos estão presentes com o objetivo de vencer.
Foi necessário aprender a lidar com essa intensidade, perceber melhor os momentos das corridas e encontrar o equilíbrio entre atacar, defender e gerir. Sinto que fui evoluindo precisamente nessa capacidade de competir.
Contaste também com Manuel Alves como mentor. Como nasceu essa relação e o que representa aprender diretamente com um bicampeão da Porsche Sprint Challenge Ibérica?
É claramente um privilégio contar com o Manuel, tanto pela sua experiência como pela amizade e pelo enorme respeito que tenho por ele. Possui provas mais do que suficientes para ser visto com admiração.
Na realidade, estou na LOB Motorsport e no Porsche 911 GT3 Cup por recomendação e incentivo dele. Temos um grupo de pilotos e amigos que se encontra ocasionalmente em momentos de convívio. Foi assim que conheci melhor o Manuel, começámos a partilhar algumas conversas e ele falou-me várias vezes deste campeonato.
Através dele, reuni com o Carlos Daniel e acabámos por chegar a um acordo. No final desta primeira temporada, só posso dizer ao Manuel: obrigado pelo conselho. Foi uma decisão muito importante para a minha evolução.
Ao longo da temporada partilhaste o Porsche #19 com Henrique Cruz. Como funcionou a parceria entre dois jovens pilotos?
Já conhecia o Henrique do FPAK Júnior Team de Velocidade, que integrámos em conjunto. O pai do Henrique chegou também a falar com o meu pai para irmos testar um protótipo LMP em Barcelona. Estava tudo acertado, mas, precisamente nesse dia, tive um exame e não me foi possível participar.
Quando surgiu esta oportunidade, a LOB Motorsport perguntou-nos se já nos conhecíamos e o que achávamos da possibilidade de formarmos uma dupla. Respondi imediatamente que sim. Nunca existiu uma competição direta entre nós dentro da equipa. Partilhámos sempre a informação e aquilo que cada um tinha de melhor, procurando ajudar-nos mutuamente e desejando que ambos conseguíssemos os melhores resultados possíveis.
Na Corrida 3 da Grand Finale do Estoril conquistaste o terceiro lugar absoluto, depois de resistires a uma forte pressão. Como viveste essa corrida e as últimas voltas?
Fiz essa corrida “de faca nos dentes”, como se costuma dizer na gíria automobilística. Estava um pouco desiludido com o meu desempenho na Corrida 1, porque sentia que tinha potencial para alcançar um resultado melhor, naturalmente com todo o respeito pelos meus adversários.
Encarei a Corrida 3 decidido a demonstrar aquilo que podia fazer. Vivi as últimas voltas com muita emoção, porque estavam presentes os meus pais, vários amigos e toda a equipa.
Acima de tudo, sentia que a LOB Motorsport merecia ser recompensada com um excelente resultado por todo o trabalho realizado ao longo da temporada. Subir ao pódio absoluto no Estoril foi uma forma muito especial de agradecer esse esforço.
Sendo natural de Lousada, sentiste o apoio de uma terra profundamente ligada ao desporto automóvel?
Lousada é uma terra com uma enorme paixão pelo automobilismo e sei que tenho lá muitas pessoas que acompanham o meu percurso e vibram com os meus resultados. Esse apoio é muito importante e dá-me ainda mais vontade de continuar a trabalhar e a evoluir.
Representar uma terra com tanta tradição no desporto automóvel é também uma responsabilidade, mas é sobretudo um enorme orgulho.
Já estás a trabalhar na temporada de 2027? A continuidade na PSCI e a possibilidade de conduzires o novo Porsche 992 Cup estão nos teus planos?
Já estamos a trabalhar na procura de apoios que me permitam continuar a competir em 2027. Ainda não sei em que campeonato estarei, mas gostei imenso do Porsche 992 GT3 Cup e vejo com muito bons olhos a possibilidade de continuar. O 992 Cup será naturalmente um sonho para qualquer piloto. No entanto, sinto que ainda tenho muito para aprender com o 992.1. Aquilo que desejo verdadeiramente é continuar a competir, seja com uma geração ou com a outra.
Neste momento, estou também na universidade, que me ocupa bastante tempo. Durante esta época, houve fins de semana em que cheguei ao circuito e entrei praticamente direto para a qualificação, sem conseguir realizar todo o trabalho de preparação que gostaria. A temporada terminou agora e a LOB Motorsport terá certamente uma palavra muito importante na decisão sobre o futuro. Vamos analisar todas as possibilidades.
A quem gostarias de agradecer no final desta primeira temporada?
Quero agradecer aos meus patrocinadores e, de uma forma muito especial, aos meus pais e aos meus irmãos. Todos fazem um enorme sacrifício para que eu possa continuar a concretizar este sonho. Quero também agradecer à LOB Motorsport, a todas as pessoas que trabalharam connosco, ao Manuel Alves, ao Henrique Cruz e a todos os que me apoiaram durante a temporada.
Deixo ainda os meus parabéns à V+ pela cobertura realizada nos fins de semana de corrida e pela forma profissional, conhecedora e emotiva como leva a Porsche Sprint Challenge Ibérica até ao público.
O Rali União Alpendorada, Várzea e Torrão estreia-se este fim de semana no calendário, numa organização do Clube Automóvel da Régua. Com os títulos do Campeonato Norte de Ralis já atribuídos, a pressão das contas dá lugar a uma luta aberta pela vitória, enquanto na classificação absoluta há um nome que parte inevitavelmente como grande referência: Marco Oliveira e o novo Škoda Fabia Rally2 Evo.
Serão 42 equipas à partida para nove classificativas e 61,89 quilómetros ao cronómetro, num percurso compacto dividido entre sábado e domingo.
Sem a obrigação de fazer contas ao campeonato, há vários pilotos com argumentos para discutir os lugares cimeiros entre os concorrentes do CNR. André Ribeiro, no Peugeot 208 R2, Leandro Caetano, em Citroën Saxo, Tiago Caetano, com o Peugeot 206 RC, Francisco Costa, no Mitsubishi Lancer Evo VIII, o piloto local Gaspar Pinto, igualmente num Evo VIII, e Bruno Almeida, em Renault Clio, surgem entre os nomes a seguir numa luta que se antevê particularmente aberta.
Marco Oliveira com todos os olhos em cima
Na classificação absoluta do rali, porém, o favoritismo recai claramente sobre Marco Oliveira e André Vieira. O piloto “da casa” fará aqui a tão aguardada estreia competitiva do Škoda Fabia Rally2 Evo, depois de ter antecipado a utilização do novo carro para uma prova disputada precisamente perante o seu público. Alinhando extra-campeonato e dispondo da máquina mais evoluída da lista, Marco Oliveira será a grande referência para a vitória à geral.
Outro candidato natural aos lugares da frente será José Carlos Pouca Sorte, acompanhado por Vera Sequeira no Porsche 991 GT3 Cup. O piloto da Megamotors chega embalado pelo segundo lugar entre os GT na Rampa do Caramulo e troca agora a Montanha pelos ralis, num carro que promete ser uma das grandes atrações do fim de semana.
Nove classificativas entre sábado e domingo
O rali começa no sábado com Pardais 1, às 16h01, seguindo-se Granidense, às 16h29, e uma segunda passagem por Pardais, às 17h22. Já de noite, a Super Especial José de Jesus Oliveira, em Várzea do Douro, fecha o primeiro dia às 21h00.
No domingo, disputam-se duas passagens por Mundartificial Alumínios, às 10h03 e 11h44, e por Fernando Almeida, às 10h21 e 12h02. A edição inaugural termina às 15h00, com a City Stage OJP Engenharia e Construção, em Alpendorada.
O Leiria Sobre Rodas regressa de 20 a 22 de novembro para a sua 10.ª edição, novamente nas imediações do Estádio Dr. Magalhães Pessoa. Este ano, o evento terá entrada livre e um ingrediente inédito: o campeão nacional de ralis de 2026 será consagrado em plena pista do festival.
Integrado na iniciativa Reerguer Leiria, o evento assume em 2026 um formato adaptado às circunstâncias vividas na região após a tempestade Kristin, mas mantém uma programação muito vasta, com exposições, demonstrações, competição e atividades para toda a família.
O grande destaque desportivo será a integração do Rallye Vidreiro Centro de Portugal, última ronda do Campeonato de Portugal de Ralis. O paddock dedicado ao CPR permitirá ao público acompanhar de perto pilotos, equipas e máquinas, enquanto a City Stage de sábado levará os carros do campeonato à pista do Leiria Sobre Rodas.
Logo depois, o pódio final do rali servirá de palco à consagração do campeão nacional de ralis de 2026.
Gold Challenge promete duelo ibérico
No domingo, o foco vira-se para o Rally 2/4/5/6 Gold Challenge, competição com o maior prize money do panorama nacional e que se prevê contar com uma das listas mais competitivas de sempre, reunindo nomes de referência do Campeonato de Portugal de Ralis e do Supercampeonato de Espanha.
O Leiria MotorShow contará ainda com Legends e Clássicos, incluindo máquinas evocativas da era dos Grupo B, o Co-Drive Experience, com pilotos consagrados, e o tradicional Drift Show.
Fora da pista, regressam também as áreas dedicadas aos Clássicos, este ano com os 25 anos do ACP Clássicos, ExpoAuto, com cerca de 40 marcas, ExpoMoto, que assinalará os 80 anos da Vespa e os 100 anos da Ducati, Automobilia, Supercarros e LSR Kids.
Entre as máquinas de maior destaque estarão as três gerações do Ford GT e o Ferrari F80.
“Este ano, a realização conjunta com o Rallye Vidreiro Centro de Portugal acrescenta uma dimensão especial ao programa e reforça a posição de Leiria como território de referência no desporto automóvel”, sublinha Gonçalo Lopes, Presidente da Câmara Municipal de Leiria.
Depois de nove edições e mais de 80 mil visitantes acumulados, o Leiria Sobre Rodas entra na sua primeira década com uma edição de portas abertas e com o automobilismo competitivo mais ligado do que nunca ao coração do evento.
Depois de bater em Portimão o recorde de participação dos seus 14 anos de história, o Iberian Historic Endurance segue este fim de semana para Jerez de la Frontera. A ronda espanhola reúne 43 equipas e mais de 60 pilotos, mantendo uma grelha recheada de GT, Turismos e protótipos históricos até 1976.
Entre os nomes em destaque surgem Brice Pineau e Olivier Muytjens, vencedores da H-1965 no Algarve, agora repartidos entre um Porsche 911 3.0 RS e um Ford GT40. Também Paulo Lima, segundo classificado da GTP&SC em Portimão e vencedor em Jerez em 2024, regressa com o seu Ford GT40.
A grelha terá ainda várias novidades de peso. Max Huber troca o AC Cobra por um Chevrolet Corvette 427, enquanto o irmão Guillaume alinha num Ford Mustang e o pai, Ralf, num Corvette C3. Regressam igualmente o De Tomaso Pantera de Pedro Bastos Rezende e o Merlyn Mk4 de Carlos Barbot e Filipe Campos.
Entre as raridades, destaque para dois Iso: o Grifo A3/C de Richardo Rubbio Boel/Pieter Boel e o Rivolta IR 300 de Rob Bergmans.
A representação portuguesa mantém-se forte, com nomes como Luís Sousa Ribeiro, Luís e Valdemar Nóvoa, Nuno Nunes, Pedro Bastos Rezende, Carlos Barbot e Filipe Campos.
O Historic Endurance terá qualificação única no sábado e duas corridas de 50 minutos no domingo, ambas com transmissão em direto no YouTube da Race Ready.
Depois da enchente de clássicos em Portimão, Jerez recebe agora outra grelha capaz de transformar o paddock num verdadeiro museu de competição em movimento.
Estivemos na apresentação nacional do novo JAECOO 8 SHS-P, na Quinta da Melhorada, na Golegã, e tivemos oportunidade de realizar um breve teste dinâmico. Imponente, elegante e com um interior requintado, o novo topo de gama da marca chinesa deixou boas indicações na estrada e fora dela. Com sete lugares, tração integral e uma autonomia elétrica anunciada de 134 quilómetros, chega a Portugal por 55.900 euros.
A JAECOO quer elevar a fasquia em Portugal e o novo 8 SHS-P assume esse propósito sem timidez. Depois da antestreia no SAHE, o SUV do segmento D foi apresentado esta quinta-feira à imprensa nacional, num cenário que permitiu conhecer os seus argumentos e experimentar, ainda que brevemente, as suas capacidades.
O VMotores esteve presente e saiu deste primeiro contacto com uma impressão muito positiva. Proximamente, teremos oportunidade de realizar um ensaio mais longo e exaustivo, indispensável para avaliar consumos, autonomia e utilização quotidiana.
Para já, ficam as primeiras sensações de uma proposta que reúne argumentos para reforçar a ambição da marca chinesa.
Presença forte e um interior que convence
Ao vivo, o JAECOO 8 impõe-se pelas dimensões e pela personalidade do desenho. Com 4,82 metros de comprimento e 1,93 metros de largura, combina uma silhueta elegante com uma frente dominada pela generosa grelha em cascata. Os pilares em preto criam um efeito de tejadilho flutuante, enquanto os puxadores retráteis e as jantes de 20 polegadas ajudam a compor uma imagem distinta.
No habitáculo, a impressão é igualmente favorável. O ambiente é requintado, confortável e marcado por uma oferta de equipamento particularmente generosa. Os bancos em couro Nappa, o revestimento do tejadilho em camurça e o teto panorâmico com cortina elétrica contribuem para essa perceção, acompanhados por uma apresentação tecnológica que dificilmente deixará os apreciadores de equipamento indiferentes.
À frente, os bancos dispõem de regulação elétrica, aquecimento, ventilação e massagem. Na segunda fila, também há aquecimento e ventilação, além de regulação da inclinação dos encostos. A configuração de sete lugares acrescenta versatilidade familiar e, com os bancos rebatidos, a marca anuncia uma capacidade máxima de carga de 2.021 litros.
O tablier integra dois ecrãs de 12,3 polegadas, complementados por um head-up display. A ligação sem fios a Apple CarPlay e Android Auto, o carregador de smartphones de 50 W e o sistema de som Sony com 14 altifalantes, incluindo no apoio de cabeça do condutor, reforçam uma lista de equipamento extensa.
Potência na estrada, eficácia fora dela
O breve percurso realizado permitiu perceber que a presença do JAECOO 8 tem correspondência na resposta mecânica. Na estrada, mostrou disponibilidade e facilidade em ganhar velocidade; fora dela, revelou capacidade e eficácia na transposição dos obstáculos propostos pela organização.
São primeiras indicações encorajadoras, que teremos oportunidade de aprofundar no ensaio. Neste contacto, porém, o conjunto transmitiu uma sensação positiva de conforto e capacidade, apoiado pela tração integral e pela suspensão com controlo eletrónico do amortecimento, designada CDC.
O sistema híbrido plug-in SHS-P combina um motor a gasolina de 1,5 litros com três motores elétricos. Segundo os dados da marca, disponibiliza uma potência conjunta de 315 kW, equivalentes a 428 cv, e 580 Nm de binário. A aceleração dos 0 aos 100 km/h é anunciada em 5,8 segundos e a velocidade máxima é de 180 km/h.
Existem seis modos de condução — Eco, Normal, Sport, Neve, Areia e Todo-o-terreno — e a capacidade de reboque chega aos 1.600 kg.
Até 134 quilómetros em modo elétrico
A bateria de 34,46 kWh é um dos principais argumentos desta proposta. A JAECOO anuncia uma autonomia elétrica de 134 quilómetros em ciclo combinado WLTP, que pode chegar aos 161 quilómetros em utilização urbana. A autonomia total declarada atinge os 1.000 quilómetros.
São valores que apontam para a possibilidade de realizar muitas deslocações quotidianas em modo elétrico, desde que exista carregamento regular. A marca anuncia ainda um consumo combinado ponderado WLTP de 2,1 l/100 km, valor de homologação que não deve ser confundido com o consumo numa viagem realizada com a bateria descarregada.
O JAECOO 8 admite carregamento rápido em corrente contínua até 70 kW, com uma passagem dos 10% aos 80% anunciada em até 25 minutos. A função V2L permite alimentar equipamentos externos com uma potência até 6,6 kW.
Uma versão, equipamento abundante e preço de 55.900 euros
Em Portugal, o JAECOO 8 SHS-P está disponível numa única versão, Exclusive, por 55.900 euros. Face à potência, à configuração de sete lugares e ao equipamento incluído, o preço constitui um dos argumentos mais apelativos deste primeiro contacto.
No domínio da assistência à condução, inclui de série o sistema de câmaras com visão anunciada de 540 graus, cruise control adaptativo, assistente de condução em trânsito, deteção de fadiga e assistência à manutenção na faixa em situações de emergência.
A garantia do automóvel é de sete anos ou 150.000 quilómetros, enquanto a bateria beneficia de oito anos ou 160.000 quilómetros. A assistência em viagem está incluída durante três anos.
Com a chegada do 8, a JAECOO completa a sua gama portuguesa, juntando o novo topo de gama aos modelos 5 e 7. Para o VMotores, este primeiro encontro deixou uma ideia clara: há substância para acompanhar a imagem. O ensaio prolongado permitirá perceber até onde vão esses argumentos, mas a estreia deixou vontade de voltar ao volante.
Torres Vedras será mais uma vez o palco da jornada de encerramento do 21.º Troféu Yamaha, o mais antigo troféu de todo-o-terreno disputado em Portugal. No próximo dia 7 de novembro, a pista do Eco Parque da Serra de São Julião, na Carvoeira, recebe a quarta e última prova da temporada de 2026, num evento que promete juntar pilotos, equipas e público para um dia de competição e confraternização.
Promovido pela Yamaha Portugal, o Troféu Yamaha consolidou-se, ao longo de mais de duas décadas, como uma referência no panorama do motociclismo nacional. A competição distingue-se pela capacidade de reunir participantes de diferentes idades e níveis de experiência, num ambiente marcado pelo espírito desportivo e camaradagem.
A jornada final terá lugar numa pista construída de raiz, que estará preparada para receber as derradeiras corridas da temporada. Com 21 classes em competição e três pistas disponíveis para a realização das provas, o programa desportivo promete um dia intenso, no qual serão definidos os campeões das diferentes categorias.
As verificações técnicas terão início às 7h30, estando as sessões de treinos previstas para as 9h00. A primeira corrida arranca às 13h50, dando início a uma tarde de competição que antecede a entrega de prémios das classes mais jovens, agendada para as 16h30.
A cerimónia de encerramento e entrega de prémios do 21.º Troféu Yamaha terá lugar pelas 20h30, no Pavilhão Expo Torres, em Torres Vedras, com acesso reservado a convidados.
A entrada no Eco Parque da Serra de São Julião para assistir às corridas é livre.
Ivo Lopes terminou a temporada 2026 do Campeonato de Espanha de Superbike a apenas dois pontos do título, fechando um ano em que foi o piloto com mais vitórias e pole positions e estabeleceu novos recordes de pista nas três últimas corridas.
O título escapou por muito pouco, mas os números ajudam a traduzir a dimensão da época realizada pelo piloto português. Ao longo do campeonato, Ivo Lopes mostrou velocidade, consistência e capacidade para discutir regularmente os lugares da frente, mantendo a luta pelo título aberta até ao final.
A reta final foi particularmente forte, com recordes de pista nas últimas três corridas, confirmando um nível competitivo que deixou bem vincado o trabalho desenvolvido com a Easyrace, BMW e Dunlop.
“Levo tudo aquilo que me faz levantar todos os dias com vontade de continuar. A vontade de vencer, de ser melhor e de superar os momentos bons e, principalmente, os menos bons”, resumiu Ivo Lopes.
O português destacou ainda o regresso do chefe de equipa na última jornada como um dos momentos mais marcantes do ano e deixou uma palavra de agradecimento a toda a estrutura técnica, preparadores físicos, parceiros e pessoas que o acompanharam ao longo da temporada.
Faltaram dois pontos para o título. Mas, em velocidade pura, vitórias, poles e recordes, 2026 deixou Ivo Lopes mais uma vez entre as grandes referências do motociclismo ibérico.
O Circuito de Jerez-Ángel Nieto recebe, a 7 e 8 de novembro, a última ronda do Campeonato de España de Supercars, numa jornada igualmente pontuável para o Iberian Supercars e para o Campeonato de Portugal de Velocidade. GTX, Cup e Turismos chegam à Andaluzia com várias decisões ainda por fechar.
Na GTX, a diversidade promete voltar a ser uma das marcas da competição. A Chefo Sport by Petrogold leva três Ligier JS2R, enquanto a Veloso Motorsport coloca Artur Ferreira a solo num quarto exemplar. Porsche Cayman CS, Ginetta G55 e McLaren 570S GT4 completam uma grelha onde também estarão António Almeida e António Duarte.
A Cup reúne sete Porsche 911, com destaque para o regresso de Álvaro Vela, para os dois 991.1 da Lan GP Racing de Ángel Lanchares e Ramiro García-Pumarino e para Adam Fawsitt, líder da divisão no CPV.
Nos Turismos, uma das principais novidades será o regresso de Paulo e Guilherme Silva, num Audi RS3 LMS TCR da Befast Motorsport. Terão pela frente Daniel Teixeira e o Hyundai Elantra N TCR da JT59 Racing Team, numa TC+ que promete ser um dos pontos de interesse do fim de semana.
Também a BMW M2 Cup Iberia volta a ter forte presença, com os carros da FPAK Junior Team, Francisco Queiroz e o estreante neerlandês Valentijn Greven.
As qualificações começam no sábado às 9h25, seguindo-se a primeira corrida às 14h10. A segunda prova disputa-se no domingo, às 13h00, com ambas as corridas a terem 50 minutos de duração.
Depois de Portimão, Jarama, Vila Real e Valência, Jerez recebe agora a fase das contas finais. E, com vários títulos ainda em discussão, ninguém chega à Andaluzia apenas para cumprir calendário.
Alberto Pereira encerrou a temporada 2026 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group da melhor forma, impondo o inconfundível Honda Civic Type R amarelo na categoria Super Challenge C, na Rampa do Caramulo.
O piloto de Mesão Frio mostrou andamento desde as primeiras subidas e foi baixando de forma consistente os seus tempos. Depois de começar com 1m44,999s, chegou à primeira subida de prova de sábado com um forte 1m36,064s.
O domingo trouxe um desafio completamente diferente, com nevoeiro e chuva miudinha a condicionarem o estado do piso. Alberto Pereira soube esperar pelo momento certo e, à medida que as condições melhoraram, voltou a acelerar.
Na derradeira subida, já com o asfalto mais favorável, assinou o seu melhor registo de todo o fim de semana: 1m35,353s.
Foi o tempo que confirmou a vitória nos Super Challenge C e permitiu a Alberto Pereira fechar a época com uma exibição sólida e em crescendo, precisamente no momento em que mais contava.