Autor: Joaquim Amândio Santos

  • Ferreira do Zêzere recebeu finalmente o Super SSV e decidiu vitória por 3,7 segundos

    Ferreira do Zêzere recebeu finalmente o Super SSV e decidiu vitória por 3,7 segundos

    Nove meses depois da data inicialmente prevista, o TH Clothes Super SSV conseguiu finalmente chegar a Ferreira do Zêzere. E o regresso não podia ter sido mais intenso: Vítor Dias venceu por apenas 3,730 segundos, numa jornada marcada pelo calor, muito pó e uma luta cerrada até ao fim.

    A prova deveria ter aberto a temporada, em janeiro, mas a tempestade Kristin e os estragos provocados pelo mau tempo obrigaram a sucessivos adiamentos. Com o concelho então em situação de emergência, a competição ficou naturalmente para segundo plano.

    No último dia de outubro, o cenário era outro. Ferreira do Zêzere voltou a receber pilotos, equipas e público, num esforço conjunto do Município, Moto Clube de Ferreira do Zêzere e restantes parceiros locais.

    Dentro de pista, Vítor Dias, da Team Natureza, levou o Can-Am X3 à vitória absoluta com 33m59,959s, resistindo ao ataque final de Hélder Santos e Fábio Pratas, da HCS Motorsport, que terminaram a apenas 3,730 segundos e venceram entre os Federados T1.

    Vítor Rodrigues completou o pódio absoluto, a 43,284 segundos.

    A corrida deixou também um dos episódios mais duros do dia. Manel Batista e Sara Santos lideraram desde o prólogo e mantiveram-se na discussão pela vitória até à derradeira volta, quando o Polaris RZR2000R ficou pelo caminho.

    Nos Mini Buggy, o triunfo pertenceu a Manel Ruivo, à frente de Duarte Vaz e Diana Bento.

    Depois de um início de ano em que os motores tiveram de esperar, Ferreira do Zêzere acabou por receber a prova quase no final da temporada. E recebeu-a com tudo aquilo que se espera do Super SSV: velocidade, imprevistos e uma vitória decidida por menos de quatro segundos.

    O troféu termina agora a 12 de dezembro, em Ponte de Sor.

  • Castelo Branco no centro das decisões do TT nacional

    Castelo Branco no centro das decisões do TT nacional

    A elite do Todo-o-Terreno em Portugal reúne-se, entre os dias 13 e 15 de novembro, na Baja Castelo Branco. A capital da Beira Baixa recebe concorrentes do Campeonato de Portugal de TT, nos automóveis, e do Campeonato Nacional de TT e da Taça FIM de Bajas, nas motos, nos quads e nos SSV. A ronda organizada pela Escuderia Castelo Branco é o centro das principais decisões desta temporada nas mais diversas categorias.

    Nos automóveis, a Baja Castelo Branco é a penúltima prova do campeonato. Contudo, Luís Cidade e Valter Cardoso, em Can-Am, apresentam-se como grandes pretendentes aos títulos de campeões. Se a dupla atingir o seu objetivo, esta será a primeira vez que Cidade será campeão português de TT. Nas motos, Micael Simão também está no comando da classificação e entra para a derradeira ronda do campeonato como o grande favorito à conquista do título. Se o conseguir, repetirá o feito de 2025.

    Os concorrentes desta edição da Baja Castelo Branco, nas categorias de motos, quads e SSV, vão competir ao longo de três dias, enquanto nos automóveis, a competição se resume a sábado, dia 14, e domingo, dia 15. Contudo, qualquer uma das categorias tem 335,8 quilómetros de pistas cronometradas. Cada participante vai correr no prólogo e em dois setores seletivos, um com 190 e outro com 140 quilómetros de extensão.

    O teste inicial foi desenhado no Parque de Desportos Motorizados de Castelo Branco. É aí que se farão as primeiras diferenças. As motos, os quads e os SSV entram logo em ação na sexta-feira, dia 13 de novembro, enquanto os automóveis só o fazem no dia seguinte. Ainda na sexta-feira, às 20h15, realiza-se a Partida Simbólica, em frente à Câmara Municipal de Castelo Branco. No sábado, as equipas rumam a oeste para disputarem os primeiros setores seletivos e tentarem ser as mais rápidas nos caminhos do Pinhal Interior, em particular, nos concelhos de Castelo Branco, de Oleiros, de Proença-a-Nova e da Sertã.

    A nível competitivo, as motos têm o setor mais longo no sábado, com 190 quilómetros, enquanto os automóveis cumprem o percurso de 140 quilómetros. No dia seguinte, a ordem inverte-se.

    A prova, que tinha sido marcada para o início do ano, teve de ser adiada devido às tempestades que deixaram um rasto de destruição na região. Oito meses depois, estão reunidas as condições para uma prova competitiva e espetacular. “A Escuderia Castelo Branco preocupou-se em desenhar um traçado que seja tecnicamente exigente para todos os concorrentes. Acreditamos que, com estas caraterísticas, o espetáculo está garantido”, afirmou o diretor de prova dos automóveis, Nuno Almeida Santos.

     Por sua vez, Sérgio Sequeira, diretor de prova nas motos, nos quads e nos SSV, destaca que uma das preocupações da organização foi a de “criar condições para que as equipas encontrem realidades distintas ao longo das pistas. Ou seja, tanto farão pistas estreitas e técnicas no meio da floresta como terão áreas mais amplas e rápidas”, esclareceu.

    Promover o crescimento dos mais novos

    Além dos graúdos, a Baja Castelo Branco também pontua para o Campeonato de Mini Bajas. Aí, jovens pilotos entre os 8 e os 16 anos, vão lutar pela melhor classificação ao longo de 60 quilómetros cronometrados. Seja em que escalão for, está tudo por decidir. Entre os Infantis, os dois primeiros classificados estão separados por sete pontos, enquanto nos Iniciados a diferença é de quatro pontos e nos Juvenis, os dois melhor classificados no campeonato estão empatados. 

  • Quatro vitórias, uma festa inesquecível: Manuel Alves reina na Grand Finale do Estoril!

    Quatro vitórias, uma festa inesquecível: Manuel Alves reina na Grand Finale do Estoril!

    A Porsche Sprint Challenge Ibérica despediu-se de 2026 em verdadeira apoteose. A Cascais Porsche Sprint Challenge Ibérica Grand Finale transformou o Autódromo do Estoril no epicentro de uma enorme festa Porsche Motorsport, onde a paixão pela velocidade, o espetáculo em pista e o lifestyle associado à marca de Estugarda se cruzaram ao longo de um fim de semana verdadeiramente especial.

    Numa temporada marcada pelo desafio de transição para a nova geração Porsche 911 Cup 992.2, cuja chegada em força está prevista para 2027, o campeonato encontrou no Estoril um encerramento à altura da sua ambição. E se houve emoção, incerteza e batalhas intensas praticamente em todos os lugares do pelotão, a discussão pelas vitórias absolutas teve um protagonista incontestável.

    Em pista, a grelha de 15 Porsche 911 GT3 Cup reuniu pilotos de diferentes nacionalidades, desde Portugal e Espanha até à Argentina, Brasil, Estados Unidos da América, Grã-Bretanha, Suécia e Finlândia, confirmando a crescente projeção internacional da competição.

    Manuel Alves: fim-de-semana verdadeiramente imperial

    O antigo bicampeão da Porsche Sprint Challenge Ibérica regressou pela segunda vez nesta época ao campeonato determinado a deixar uma marca inesquecível. E conseguiu-o de forma absolutamente categórica. Depois de dominar a jornada de sábado, o piloto português voltou a impor a sua lei nas três corridas de domingo, nunca permitindo que os adversários colocassem verdadeiramente em causa a sua supremacia.

    Na Corrida 2, disputada durante a manhã de domingo, Manuel Alves terminou com 11,735 segundos de vantagem sobre Dieter Svepes. Na Corrida 3, superou Genaro Trappa por 8,848 segundos. E, na última corrida da temporada, voltou a triunfar, desta feita com 3,524 segundos de avanço sobre o austríaco da LMR Motorsport.

    Dieter Svepes e a dupla argentina da GT Corse brilham no domingo

    Se Manuel Alves foi senhor absoluto das vitórias, a discussão pelos restantes lugares do pódio proporcionou algumas das batalhas mais interessantes da Grand Finale.

    Dieter Svepes, ao volante do Porsche #91 da LMR Motorsport, protagonizou uma excelente exibição. O austríaco ainda procurou acompanhar Manuel Alves nas voltas iniciais, mas acabaria por consolidar a segunda posição, terminando a 11,735 segundos do vencedor.

    O terceiro lugar foi conquistado pelo estreante argentino Camilo Tomas, no Porsche #27 da GT Corse, a 22,806 segundos, confirmando o excelente potencial de uma dupla sul-americana que constituiu uma das grandes novidades da ronda.

    Patrick Cunha, no Porsche #8 da Veloso Motorsport, terminou em quarto lugar, a 25,165 segundos, num resultado particularmente importante para as contas do campeonato. O piloto português garantiu definitivamente o título da Classe Bronze e confirmou uma temporada de enorme nível, que viria também a terminar com a conquista do vice-campeonato absoluto.

    A britânica Chloe Grant, no Porsche #22 da AF Motorsport, completou o Top 5, a 25,961 segundos do vencedor, conquistando simultaneamente mais uma vitória na Ladies Cup.

    Na Corrida 3, Manuel Alves voltou a dominar, mas desta feita teve como principal perseguidor Genaro Trappa, que assumiu o Porsche #27 da GT Corse e confirmou o excelente andamento demonstrado desde o início do fim de semana. O jovem argentino terminou no segundo lugar absoluto, a 8,848 segundos do vencedor, assinando mais um resultado de grande significado na sua estreia na competição.

    O terceiro posto foi conquistado por Duarte Camelo, no Porsche #19 da LOB Motorsport, a 16,952 segundos. Um pódio particularmente merecido para o jovem piloto português, que voltou a evidenciar a evolução, consistência e velocidade que marcaram a sua temporada.

    Miguel Lobo, no Porsche #28 da RGB Racing Team, terminou na quarta posição, a 25,231 segundos, conquistando a vitória na Classe Bronze, enquanto Flame Airikkala, no Porsche #67 da AF Motorsport, completou um excelente Top 5 absoluto, a 30,771 segundos, e venceu a Ladies Cup.

    A última corrida do ano voltou a colocar Manuel Alves no lugar mais alto do pódio, mas proporcionou uma intensa batalha pelos restantes lugares de honra. Dieter Svepes, novamente ao volante do Porsche #91 da LMR Motorsport, confirmou a sua adaptação à competição e terminou no segundo lugar absoluto, a apenas 3,524 segundos do vencedor.

    Atrás do austríaco, a discussão pelo terceiro posto assumiu contornos particularmente emocionantes, com vários pilotos envolvidos numa luta cerrada que se prolongou praticamente até à bandeira de xadrez. Henrique Cruz, no Porsche #19 da LOB Motorsport, foi quem levou a melhor, terminando no terceiro lugar absoluto, a 28,730 segundos de Manuel Alves, num resultado que premiou a determinação do jovem piloto de Leiria.

    Camilo Tomas, no Porsche #27 da GT Corse, foi quarto, a 29,036 segundos, enquanto Chloe Grant, no Porsche #22 da AF Motorsport, completou o Top 5, a 34,627 segundos, conquistando mais uma vitória na Ladies Cup.

    Penalizações marcaram profundamente as três corridas

    As decisões do Colégio de Comissários Desportivos assumiram um papel particularmente relevante no desenrolar da jornada de domingo. O elevado ritmo competitivo levou vários pilotos a ultrapassarem repetidamente os limites de pista, originando penalizações por track limits que, em diversos casos, alteraram significativamente as classificações finais.

    Na Corrida 2, Francisca «Kika» Queiroz foi penalizada com um drive-through por falsa partida. Henrique Cruz recebeu sucessivas sanções por infrações aos limites de pista, enquanto Flame Airikkala, Alejandro Barambio Perea, José Neves e Pedro Martins também estiveram entre os pilotos penalizados, com estes dois últimos a sofrerem sanções particularmente pesadas.

    A Corrida 3 voltou a ficar marcada por numerosas decisões dos comissários. Leandro Martins, no Porsche #91, recebeu uma penalização de 25 segundos por excesso de velocidade na via das boxes, à qual se juntaram outras sanções relacionadas com os limites de pista. Flame Airikkala, Miguel Lobo, Tomas Slootweg e Kevin King também foram penalizados.

    Na Corrida 4, as falsas partidas ganharam especial protagonismo. Francisca Queiroz, Alejandro Barambio Perea e Patrick Cunha receberam penalizações de drive-through, enquanto João Faria, Camilo Tomas, Henrique Cruz e Dane Cornish foram sancionados por infrações aos limites de pista.

    Kika Queiroz conquista tricampeonato da Ladies Cup numa decisão emocionante

    Poucos momentos da Cascais Weekend Grand Finale terão sido tão emocionantes como a decisão da Ladies Cup. Francisca «Kika» Queiroz, Chloe Grant e Flame Airikkala chegaram ao Estoril envolvidas numa batalha pelo título que só ficaria resolvida depois da última corrida da temporada.

    A portuguesa da LOB Motorsport começou o fim de semana da melhor forma, vencendo a Corrida 1, mas as suas adversárias responderam de imediato. Chloe Grant conquistou as vitórias nas Corridas 2 e 4, enquanto Flame Airikkala triunfou na Corrida 3, somando resultados que mantiveram a incerteza até ao derradeiro confronto.

    Na última corrida, Chloe Grant foi a mais rápida entre as pilotos femininas, terminando na quinta posição absoluta. Flame Airikkala assegurou o segundo lugar da Ladies Cup e Francisca Queiroz foi terceira.

    Foi necessário recorrer aos critérios de desempate regulamentares para encontrar a vencedora final do troféu. E o título voltou a sorrir a Francisca «Kika» Queiroz, que conquistou o seu terceiro campeonato consecutivo da Ladies Cup da Porsche Sprint Challenge Ibérica. Um feito de enorme significado para a jovem portuguesa, que confirmou a sua capacidade de resistência competitiva numa temporada marcada por uma concorrência cada vez mais forte e internacional.

    GT Corse conquista a Taça de Equipas e fecha uma temporada de ouro

    A Grand Finale confirmou também a consagração coletiva da GT Corse, que acrescentou a Taça de Equipas aos títulos Absoluto, da Categoria 2 e da Classe Silver já conquistados antecipadamente.

    Para Alejandro Barambio Perea e Borja García Menéndez, a derradeira ronda esteve longe de ser fácil. A dupla do Porsche #14 enfrentou problemas no sistema ABS, agravados pela ausência de pneus novos disponíveis para esta ronda, circunstâncias que condicionaram significativamente a competitividade de um automóvel que havia dominado grande parte da temporada. Apesar das dificuldades, os campeões mantiveram-se em competição e deram o seu contributo para assegurar o último grande objetivo coletivo da estrutura espanhola.

    O excelente desempenho dos estreantes argentinos Camilo Tomas e Genaro Trappa, no Porsche #27, revelou-se igualmente determinante, com a dupla a conquistar três pódios absolutos ao longo do fim de semana e a demonstrar um potencial muito interessante. A GT Corse encerra, assim, 2026 como a grande vencedora da temporada, numa campanha que ficará marcada pela consistência, competitividade e capacidade de superação.

    Patrick Cunha confirma título Bronze e vice-campeonato absoluto

    Outro dos grandes protagonistas da temporada foi Patrick Cunha, piloto da Veloso Motorsport, que encontrou na Grand Finale a confirmação definitiva de uma campanha de enorme qualidade. O português garantiu o título da Classe Bronze na Corrida 2 e concluiu a temporada como vice-campeão absoluto da Porsche Sprint Challenge Ibérica.

    Ao volante do Porsche #8, Patrick Cunha destacou-se ao longo do ano pela regularidade, competitividade e capacidade de lutar frequentemente pelos lugares cimeiros da classificação geral.

    Mais de 600 Porsche e milhares de espectadores numa festa inesquecível

    A dimensão da Cascais Weekend Grand Finale ultrapassou largamente o espetáculo das quatro corridas. O Autódromo do Estoril recebeu mais de 600 automóveis Porsche de estrada, numa concentração que transformou o paddock e as áreas envolventes numa verdadeira celebração da marca.

    Milhares de espectadores, proprietários e entusiastas viveram de perto o ambiente da competição, num evento que conjugou a emoção do automobilismo com o lifestyle e o espírito de comunidade que caracterizam o universo Porsche Motorsport.

    Em jeito de rescaldo, José Monroy, Series manager da Porsche Sprint Challenge Ibérica considerou que «conseguimos terminar uma temporada particularmente exigente com uma Grand Finale que representa tudo aquilo que queremos para a Porsche Sprint Challenge Ibérica: competição intensa, talento internacional e uma verdadeira celebração da paixão Porsche. Ver o Estoril receber mais de 600 automóveis da marca e milhares de entusiastas é motivo de enorme orgulho. Este fim de semana demonstrou a força do nosso projeto e dá-nos ainda mais ambição para 2027. O melhor está para vir!»

  • Que “faena” de Rui Madeira nas Astúrias!

    Que “faena” de Rui Madeira nas Astúrias!

    Que estreia de Rui Madeira e Paula Madeira no Rally de Asturias Histórico – Carlos Sainz Tribute. A dupla portuguesa protagonizou uma exibição de enorme nível nas exigentes estradas asturianas, terminando no 3.º lugar da classificação geral e conquistando ainda o 2.º posto na Categoria Post-2001, aos comandos do Mitsubishi Lancer EVO X R4 da MPRO Professionals.

    Perante um verdadeiro plantel de luxo, Rui Madeira voltou a mostrar porque continua a ser uma referência do automobilismo português. Numa prova que reuniu nomes como Carlos Sainz, aos comandos de um Ford Puma Rally1, Sébastien Loeb e François Delecour, ambos em Peugeot 306 Maxi, o “mundialista” lusitano andou desde cedo entre os mais rápidos e terminou a primeira fase competitiva no 4.º lugar absoluto, imediatamente atrás desses três gigantes da história do Campeonato do Mundo de Ralis.

    Com o desenrolar da prova e o abandono de Sébastien Loeb devido a um problema mecânico no Peugeot, Rui Madeira e Paula Madeira subiram ao 3.º lugar, posição que souberam defender até final, garantindo um pódio de enorme significado na estreia da dupla numa prova de características completamente novas. A vitória pertenceu a Carlos Sainz e Luis Moya, com François Delecour e Fabrice Gordon em segundo, enquanto os portugueses fecharam o pódio a 3m22,5s dos vencedores.

    “Rali espetacular! Terceiros da geral e segundos na Categoria Post-2001. Regressamos das Astúrias com o coração cheio!”, resumiu Rui Madeira no final, visivelmente satisfeito com uma participação que superou as expectativas inicialmente traçadas para a estreia.

    O piloto português fez questão de destacar o trabalho desenvolvido pela estrutura que tornou possível uma prestação deste nível: “Obrigado à nossa equipa MPRO, que fez um esforço incrível para termos o carro sempre a 100% e podermos lutar pelos primeiros lugares, e à minha navegadora, pelo empenho de 110% num rali muito difícil. Imaginem competir pela primeira vez em troços com características semelhantes às de Sintra, mas com um grau de dificuldade ainda superior”, sublinhou.

    Num percurso extremamente técnico, rápido e exigente, com zonas de aderência reduzida, nevoeiro e constantes mudanças de ritmo, Rui Madeira adaptou-se rapidamente e conseguiu colocar o Mitsubishi Lancer EVO X R4 entre as máquinas mais rápidas da prova, confirmando também as excelentes indicações que o carro já havia deixado nas anteriores participações.

    “Queremos igualmente agradecer à organização pelo trabalho muito difícil no controlo de tanto público, aos nossos companheiros de corrida e a todos os espectadores que nos apoiaram sempre com enorme euforia. Foi uma experiência fantástica”, acrescentou o piloto.

    Para Paula Madeira, o fim de semana teve uma carga emocional particularmente forte. Na sua primeira competição fora de Portugal, a navegadora portuguesa encontrou-se num palco que reuniu alguns dos maiores nomes de uma geração dourada dos ralis mundiais.

    “Foi um rali difícil, com troços muito bonitos, rápidos, encadeados, muito escorregadios e com bastante nevoeiro durante a noite. Tivemos direito a tudo aquilo que pode desafiar um piloto e um navegador. Mas foram precisamente esses fatores que nos deram a adrenalina para fazer um bom rali e acabar com sucesso”, explica.

    E houve um momento particularmente especial quando a dupla portuguesa subiu ao pódio absoluto ao lado de dois nomes que dispensam apresentações. “Estar no pódio ao lado do Sainz e do Delecour é um momento que vou guardar para sempre. Eu e o Moya estávamos emocionados e já nem sabíamos se havíamos de rir ou chorar… dois chorões!”, confessa, com humor.

    Paula Madeira não esconde também o orgulho pela prestação do marido numa prova que ambos disputavam pela primeira vez. “É de enaltecer mais uma vez o Rui. Sem conhecer este rali, chegou aqui e foi único. Os espanhóis estavam impressionados com os tempos dele, sabendo que nunca tínhamos feito esta prova”, destaca.

    A navegadora resume a experiência com uma frase que traduz bem o sentimento da dupla: “Regressamos de coração cheio pela forma como fomos recebidos nas Astúrias. O apoio e o carinho foram extraordinários e trazemos daqui amigos que vão ficar connosco”.

    No meio de uma constelação de campeões e máquinas lendárias, Rui e Paula Madeira chegaram às Astúrias para descobrir um dos grandes templos dos ralis espanhóis e regressaram a Portugal no pódio absoluto. Uma verdadeira “faena”.

  • Kimi Antonelli sagrou-se Campeão do Mundo de Fórmula 1 no Grande Prémio da Cidade do México.

    Kimi Antonelli sagrou-se Campeão do Mundo de Fórmula 1 no Grande Prémio da Cidade do México.

    Para o italiano, trata-se de um feito histórico: com apenas 20 anos, torna-se no mais jovem Campeão do Mundo da história da Fórmula 1. Até agora, o recorde pertencia ao tetracampeão Sebastian Vettel, que conquistou o seu primeiro título aos 23 anos.

    O pódio, com o cenário do circuito que homenageia os irmãos Rodríguez, reuniu exclusivamente Campeões do Mundo: Verstappen (quatro títulos), Hamilton (sete títulos) e Antonelli (que acaba de conquistar o primeiro).

    Verstappen garantiu a vitória graças a uma estratégia de duas paragens. O neerlandês partiu com pneus Médios e trocou para os Macios à 27.ª volta. Depois de completar 18 voltas com o composto C5, a corrida foi interrompida com bandeira vermelha. Verstappen aproveitou a interrupção para montar outro conjunto de pneus Macios e conseguiu depois resistir à pressão de Hamilton até ao final da corrida.

    O piloto da Ferrari tinha partido com pneus Macios, antes de trocar para Médios. Durante o período de Safety Car que antecedeu a bandeira vermelha, montou outro conjunto de pneus Macios. No recomeço da corrida, Hamilton voltou a optar pelos Macios, desta vez com um conjunto já utilizado. O piloto da Ferrari registou a volta mais rápida da corrida tanto com os pneus Macios como com os Médios.

    Antonelli, por sua vez, partiu com pneus Macios e só à 43.ª volta trocou para Médios. O italiano também aproveitou a bandeira vermelha para montar outro conjunto de pneus Macios usados. Esta estratégia permitiu-lhe garantir o terceiro lugar e, mais importante ainda, conquistar o título mundial.

    Kimi Antonelli é o terceiro piloto italiano da história da Fórmula 1 a conquistar o título mundial. Os seus dois antecessores também alcançaram esse feito exclusivamente com pneus Pirelli. Giuseppe «Nino» Farina sagrou-se campeão na época inaugural do Campeonato do Mundo, em 1950, disputando seis corridas com pneus Pirelli. Já Alberto Ascari conquistou o seu segundo título consecutivo em 1953, ano em que venceu todos os oito Grandes Prémios em que participou, também com pneus Pirelli.

  • Douro Motorshow: «Super» Tomás vence duelo com Márcio Araújo numa edição de enorme sucesso

    Douro Motorshow: «Super» Tomás vence duelo com Márcio Araújo numa edição de enorme sucesso

    Tomás Pinto conquistou a sua primeira vitória no Douro Motorshow, decidindo na última passagem um intenso duelo com Márcio Araújo. Com muito público a acompanhar a ação ao longo da tarde e noite de sábado, a terceira edição do evento organizado pelo Clube Automóvel da Régua voltou a proporcionar um grande espetáculo junto ao Douro.

    Foi preciso esperar pela terceira entrada em pista para conhecer o desfecho do confronto entre o vencedor da Divisão Protótipos B do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group e o vencedor da Taça de Portugal de Kartcross de Montanha JC Group. Márcio Araújo, triunfador das duas primeiras edições do certame, estabeleceu logo na primeira passagem a marca de 1m41,634s, colocando a fasquia num patamar que apenas Tomás Pinto conseguiria superar.

    E foi precisamente na derradeira tentativa que «Super» Tomás espremeu todo o potencial do BRC CM05 Evo da Famaconcret Racing Team, assinando um «tempo canhão» de 1m39,662s. Uma exibição decisiva que lhe valeu a primeira vitória «em casa» no Douro Motorshow e uma vantagem final de 1,972 segundos sobre Márcio Araújo.

    Enquanto o jovem talento de Mesão Frio construía o triunfo, o piloto do AG Sport cometia um excesso, dava um toque e via a última tentativa arruinada. Sem possibilidade de responder, Márcio Araújo conservou o segundo lugar graças ao registo da passagem inaugural, ficando adiada a ambição de conquistar o «tri».

    Para Tomás Pinto, o triunfo representou o coroar de uma época a roçar a perfeição, inscrevendo pela primeira vez o seu nome na galeria de vencedores do evento do Clube Automóvel da Régua.

    Pódio decidido por 182 milésimos

    A emoção estendeu-se à discussão do terceiro lugar absoluto. Rui Rito, ao volante do Opel Corsa Proto, garantiu o último degrau do pódio com 1m47,655s, impondo-se por apenas 182 milésimos de segundo a Artur Cortinhas, que levou o AG Sport ao quarto posto com 1m47,837s.

    Joaquim Oliveira, em HSport H4, completou o Top 5 com 1m48,177s, colocando um terceiro kartcross entre os cinco primeiros classificados e reforçando o protagonismo destas ágeis máquinas no espetáculo proporcionado na Régua.

    Nas categorias, Pedro Alves, em Citroën Saxo VTS, venceu a Categoria 1, com 1m49,293s, enquanto Rodrigo Lopes, em Peugeot 205 GTI, se impôs na Categoria 2, com 1m51,146s. Rui Pinto, ao volante do Opel Kadett C, foi o mais rápido da Categoria 4, com 1m55,749s.

    O terceiro lugar absoluto deu também a Rui Rito a vitória na Categoria 5, enquanto Tomás Pinto juntou ao triunfo à geral a conquista da Categoria 7. Márcio Araújo venceu a Categoria 8 e Joaquim Oliveira assegurou o primeiro lugar da Categoria 14.

    Organização ao mais alto nível

    Com a competição a prolongar-se pela noite, o Douro Motorshow voltou a juntar diversidade de máquinas, qualidade dos protagonistas e uma forte adesão do público. O Clube Automóvel da Régua esteve, uma vez mais, ao mais alto nível na condução de uma jornada que teve na Super Especial Douro o seu grande centro de atenções, complementada pela Expocar, junto à Biblioteca Municipal.

    «Estamos muito satisfeitos com esta terceira edição. Tudo correu bem e foi uma enorme alegria ver tanto público a acompanhar a prova ao longo da tarde e da noite. Os elogios que recebemos dos pilotos, tanto ao traçado como à organização, são uma grande recompensa para toda a equipa que trabalhou neste evento. Quero agradecer ao Município de Peso da Régua pelo apoio e confiança, aos patrocinadores que tornaram possível o Douro Motorshow e a todos os que contribuíram para mais uma grande jornada de automobilismo na nossa cidade», afirmou Manuel António, presidente do Clube Automóvel da Régua.

    A terceira edição terminou com um novo vencedor, um duelo decidido na última passagem e diferenças mínimas noutras posições de destaque, ingredientes que fizeram da tarde e noite de sábado uma grande festa do automobilismo em Peso da Régua.

  • Manuel Alves assina sábado perfeito na Grand Finale da Porsche Sprint Challenge Ibérica!

    Manuel Alves assina sábado perfeito na Grand Finale da Porsche Sprint Challenge Ibérica!

    Um sábado de sol radioso, temperatura amena de 23 graus e vento fraco proporcionou condições praticamente perfeitas para o primeiro grande embate competitivo da Cascais Weekend Grand Finale, a ronda que encerra a temporada de 2026 da Porsche Sprint Challenge Ibérica.

    O histórico Autódromo do Estoril recebeu uma grelha reforçada de 15 Porsche 911 GT3 Cup, reunindo pilotos consagrados, regressos aguardados e estreantes determinados a deixar a sua marca. E, desde os primeiros quilómetros cronometrados, houve um nome que se destacou acima de todos: Manuel Alves.

    Manuel Alves regressa para dominar

    O piloto português, ao volante do Porsche #68 da LOB Motorsport, não deixou margem para dúvidas quanto às suas intenções. Começou por dominar as duas sessões de qualificação, garantindo ambas as pole positions e confirmando que, mesmo sem ter disputado a temporada completa, continua a ser uma das grandes referências competitivas da Porsche Sprint Challenge Ibérica.

    Na primeira sessão, Manuel Alves estabeleceu a marca de 1m38,653s, assegurando o lugar mais cobiçado da grelha para a corrida inaugural da Grand Finale. Ao seu lado partiu uma das grandes revelações do fim de semana: o argentino Genaro Trappa, estreante na competição e piloto do Porsche #27 da GT Corse. Depois de já ter evidenciado excelente velocidade nos treinos livres, o jovem sul-americano confirmou todo o seu potencial com um lugar na primeira linha.

    A segunda linha reuniu Duarte Camelo, no Porsche #19 da LOB Motorsport, e Miguel Lobo, no Porsche #28 da RGB Racing Team, enquanto Francisca «Kika» Queiroz, no Porsche #95 da LOB Motorsport, e Tomas Slootweg, no Porsche #22 da AF Motorsport, ocuparam a terceira linha de uma grelha marcada pela qualidade e diversidade dos seus protagonistas.

    Uma vitória construída com autoridade

    Quando os semáforos se apagaram para os 20 minutos mais uma volta da primeira corrida, Manuel Alves protagonizou um arranque irrepreensível e assumiu imediatamente o comando das operações.

    Genaro Trappa, pelo contrário, não conseguiu tirar partido da excelente posição de partida e perdeu vários lugares nos primeiros metros, permitindo que Miguel Lobo ascendesse ao segundo posto.

    Na frente, Manuel Alves impôs um ritmo fortíssimo. Volta após volta, o piloto português foi construindo uma vantagem que ultrapassou os seis segundos durante a primeira metade da corrida, demonstrando uma superioridade evidente.

    Atrás do líder, a competição assumia contornos bem diferentes. Miguel Lobo procurava defender a segunda posição perante a recuperação de Genaro Trappa, enquanto Borja García Menéndez, já coroado campeão da temporada, protagonizava uma intensa escalada na classificação ao volante do Porsche #14 da GT Corse.

    A corrida, porém, acabaria por ficar dividida em duas partes bem distintas. Uma saída de pista de Tomas Slootweg, cujo Porsche #22 ficou imobilizado na gravilha, obrigou à entrada do Safety Car e neutralizou a vantagem que Manuel Alves havia construído. A intervenção prolongou-se até aos instantes finais dos 20 minutos regulamentares, deixando aos pilotos apenas três voltas para resolverem as suas disputas.

    No recomeço, Manuel Alves voltou a ser irrepreensível. Defendeu a liderança com autoridade, não concedeu qualquer oportunidade aos adversários e cruzou a linha de meta como vencedor incontestado.

    Foi um triunfo absoluto, acompanhado pela vitória na Categoria 2 e na Classe Silver, ao qual juntou a volta mais rápida da corrida, estabelecida em 1m39,430s. Uma demonstração de força de um piloto que regressou à competição determinado a transformar a Grand Finale num dos momentos altos da sua temporada.

    Genaro Trappa impressiona na estreia e Miguel Lobo vence na Bronze

    A luta pelos restantes lugares do pódio proporcionou emoção até à bandeira de xadrez. Depois de recuperar das posições perdidas no arranque, Genaro Trappa confirmou o excelente andamento que havia demonstrado desde os treinos livres. O jovem argentino conseguiu impor-se na disputa pelo segundo lugar e concluiu a sua primeira corrida na Porsche Sprint Challenge Ibérica a apenas 2,125 segundos do vencedor.

    Miguel Lobo completou o pódio absoluto, ao volante do Porsche #28 da RGB Racing Team, conquistando simultaneamente uma importante vitória na Classe Bronze. Duarte Camelo, no Porsche #19 da LOB Motorsport, assegurou a quarta posição, enquanto Diego Carrascal Vega, no Porsche #15, encerrou o Top 5.

    Uma das situações mais relevantes da jornada aconteceu após a bandeira de xadrez. Borja García Menéndez, ao volante do Porsche #14 da GT Corse, havia cruzado a linha de meta na terceira posição absoluta, depois de uma corrida marcada por uma recuperação intensa. Contudo, o piloto espanhol foi alvo de três penalizações por sucessivas infrações aos limites de pista (track limits), que totalizaram 70 segundos acrescentados ao seu tempo de corrida, relegando o já campeão para o 13.º lugar.

    A classificação oficial passou, assim, a apresentar Manuel Alves, Genaro Trappa e Miguel Lobo nos três primeiros lugares, seguidos por Duarte Camelo e Diego Carrascal Vega.

    Kika Queiroz vence primeiro duelo da Ladies Cup

    A discussão da Ladies Cup, um dos títulos ainda em aberto nesta Grand Finale, começou com um confronto particularmente intenso. Francisca «Kika» Queiroz, no Porsche #95 da LOB Motorsport, protagonizou uma exibição muito consistente, resistindo à pressão de Flame Airikkala, no Porsche #67 da AF Motorsport, e conquistando a vitória entre as pilotos femininas.

    A portuguesa terminou na sexta posição absoluta, imediatamente à frente da adversária finlandesa, que cruzou a meta no sétimo lugar, a apenas 0,781 segundos.

    Na Classe GD, Kevin King assinalou o seu regresso à Porsche Sprint Challenge Ibérica com uma vitória convincente, ao volante do Porsche #4 da NACentE Racing. O piloto terminou num meritório décimo lugar absoluto, à frente de Pedro Martins, no Porsche #96, e Filipe Carvalho, no Porsche #23.

    A Cascais Weekend Grand Finale confirmou também, fora da pista, a dimensão especial que caracteriza este encerramento de temporada. A presença de numerosos espectadores, entusiastas do automobilismo e proprietários de automóveis Porsche contribuiu para uma atmosfera de verdadeira celebração, aproximando o público das equipas, dos pilotos e das máquinas que protagonizam a competição.

    Com condições meteorológicas excelentes e um ambiente de grande entusiasmo, o sábado deixou antever um domingo ainda mais participado, quando o Autódromo do Estoril receberá as três últimas corridas da temporada. A segunda corrida terá início às 11h20, seguindo-se os dois derradeiros confrontos às 14h30 e 15h10.

  • José Carlos Pouca Sorte fecha época de Montanha com segundo lugar no Caramulo

    José Carlos Pouca Sorte fecha época de Montanha com segundo lugar no Caramulo

    José Carlos Pouca Sorte encerrou a temporada 2026 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group com um segundo lugar entre os GT na 35ª Rampa do Caramulo, aos comandos do Porsche GT3 Cup da Megamotors.

    Depois de alguns meses afastado da competição, o piloto começou o fim de semana ainda à procura do melhor ritmo e da afinação ideal para o Porsche. A evolução foi, porém, evidente ao longo das subidas, culminando no melhor registo pessoal de 1m30,078s na derradeira manga de prova.

    O tempo valeu-lhe o segundo lugar nos GT, atrás de Beatriz Correia e à frente de Daniel Vilaça.

    “Os meses sem competir refletiram-se no andamento inicial e não foi fácil encontrar o acerto certo para o carro. A equipa da LM Garage, liderada pelo Miguel Costa, fez um grande trabalho e conseguimos melhorar de forma significativa até chegar ao segundo lugar”, destacou José Carlos Pouca Sorte.

  • Filipe Albuquerque prepara 2027 com dois dias de testes em Daytona

    Filipe Albuquerque prepara 2027 com dois dias de testes em Daytona

    A dupla Filipe Albuquerque e Ricky Taylor esteve nos últimos dias no traçado de Daytona ao volante do Cadillac V-Series.R da Wayne Taylor Racing (WTR), dando início aos trabalhos de preparação para a temporada de 2027 do IMSA WeatherTech SportsCar Championship e para as prestigiadas 24 Horas de Daytona.

    Ao longo de dois dias inteiramente dedicados a testes em pista, a dupla luso-americana completou um elevado número de voltas, permitindo recolher dados importantes ao mesmo tempo que aprofundaram o conhecimento sobre a performance geral do carro. O foco principal destes testes esteve centrado no comportamento da suspensão do Cadillac, que recebeu evoluções. Albuquerque e Taylor dedicaram-se ao estudo destas melhorias, afinando e otimizando a configuração do Cadillac para aquele traçado americano.

    O trabalho em pista continuará em dezembro, mês em que a equipa regressará ao circuito de Daytona para uma nova sessão de testes, desta vez partilhando o asfalto com as equipas adversárias.

    “Foram dois dias de trabalho extremamente produtivos e fundamentais para a nossa preparação com o Cadillac. Somámos muitas voltas e focámo-nos em compreender em detalhe o comportamento da evolução que a suspensão sofreu, afinando cada parâmetro para retirar o máximo rendimento do carro. Em dezembro estaremos de regresso a Daytona, mas já com os nossos adversários em pista. Vai ser um teste com uma dinâmica diferente: todos vão estar atentos aos tempos e ao ritmo uns dos outros, mas também sabemos que nesta fase todos escondem um pouco do seu verdadeiro jogo. O objetivo passa por continuar a evoluir para chegarmos na máxima força às 24 Horas de Daytona,” referiu Filipe Albuquerque.

    O piloto de Coimbra prepara assim a sua 14ª época no IMSA, a primeira foi em 2013 ano em que se estreou nas 24h de Daytona na categoria GT e onde conseguiu a sua primeira vitória.

  • Douro Motorshow: Márcio Araújo procura o «tri» perante forte oposição na Régua

    Douro Motorshow: Márcio Araújo procura o «tri» perante forte oposição na Régua

    Quarenta e seis inscritos, vários kartcross e um expressivo contingente de pilotos da Montanha prometem uma tarde e noite de grande espetáculo na Avenida Douro. A terceira edição do evento organizado pelo Clube Automóvel da Régua realiza-se este sábado, 31 de outubro, com três passagens pela Super Especial Douro.

    Peso da Régua volta a acelerar este sábado com a terceira edição do Douro Motorshow. Com o rio Douro como cenário, a Avenida Douro recebe uma lista de 46 inscritos que reúne diferentes gerações de pilotos e uma grande diversidade de máquinas, num encontro onde a competição e o espetáculo prometem andar de mãos dadas.

    Vencedor da Super Especial nas duas primeiras edições, Márcio Araújo regressa aos comandos do AG Sport com a possibilidade de conquistar o «tri».

    O desafio, porém, promete ser exigente: os três primeiros classificados de 2025 voltam a integrar a lista de inscritos, com Nuno Guimarães e Tomás Pinto entre os protagonistas de um pelotão que conta com uma forte representação da Montanha.

    Destaque para a presença de Martim Magalhães que leva à Régua o PRM Fun Boost GT e de Nuno Guimarães Jr., um dos nomes a despontar na Montanha nacional, ao volante de um Mazda MX-5 da NJ Racing.

    Kartcross em força e diversidade de máquinas

    A oposição a Márcio Araújo começa também entre os kartcross, cuja agilidade poderá ser determinante nas mudanças de direção do traçado urbano. Artur Cortinhas, Jesus Otero, António Alves, Miguel Moleiro, Sérgio Simões, Joaquim Oliveira e José Silva integram um conjunto de pilotos e máquinas capaz de animar a luta pelo melhor tempo.

    Mas o interesse da terceira edição está longe de se esgotar na discussão da vitória absoluta. O Mitsubishi Lancer Evo X de Daniel Pacheco, os Peugeot 208 de Hélder Martins e Diana Martins, o Renault Clio Cup de Luís Moreira e uma expressiva representação de BMW, Opel, Peugeot, Citroën, Honda e Toyota asseguram variedade a um programa que junta competitividade e diferentes estilos de condução.

    Entre os inscritos encontram-se ainda mais nomes bem conhecidos dos adeptos da Montanha, como Simplício Taveira, José Coimbra, Pedro Alves, Celso Fonseca, Beatriz Brás, Andreia Fonseca e Gonçalo Macedo, reforçando a ligação do evento a uma disciplina forte.

    Três oportunidades para chegar à vitória

    A Super Especial Douro disputa-se em asfalto e contempla três passagens, com início às 14h30, seguindo-se a segunda às 17h30 e a terceira às 20h30, estas duas em horário previsto. A classificação será estabelecida pelo melhor tempo de cada piloto numa das três tentativas, deixando em aberto a possibilidade de uma decisão na passagem noturna.

    Como complemento à competição, a Biblioteca Municipal de Peso da Régua acolhe a Expocar, acrescentando à jornada um espaço de exposição dedicado ao automóvel.

    Com 46 inscritos e o reencontro de alguns dos protagonistas das edições anteriores, o Clube Automóvel da Régua prepara mais um dia de festa motorizada.

    A pergunta está lançada: conseguirá Márcio Araújo somar a terceira vitória consecutiva ou haverá um novo vencedor na Super Especial Douro?