Já depois de receber o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, o tradicional e mítico traçado de 2.850 metros do Caramulo acolheu, este fim de semana, o Caramulo Sprint, prova organizada pelo Caramulo Racing Team e candidata a integrar o campeonato maior da modalidade já em 2026.
Esta foi a primeira organização a solo do Caramulo Racing Team enquanto entidade principal organizadora de uma prova federada de montanha, um teste de avaliação da sua capacidade técnica, logística e de segurança. O resultado não podia ser mais positivo: fim de semana exemplar em termos organizativos, com horários cumpridos com grande rigor, segurança irrepreensível e público ao longo das duas jornadas, mesmo com o outono a fazer-se sentir com chuva no sábado e sol radiante no domingo.
Domínio absoluto de José Correia
Em termos desportivos, o destaque foi total para José Correia e a sua espetacular Osella PA30 do JC Group Racing Team. O vice-campeão nacional absoluto de 2025 venceu todas as sete subidas realizadas ao longo dos dois dias, dominando tanto no sábado, com a pista molhada, condição especialmente difícil para os protótipos abertos, como no domingo, já com piso seco e excelentes condições de aderência.
Correia confirmou o favoritismo com uma exibição sólida, terminando com 9,8 segundos de vantagem sobre o segundo classificado, e tempos muito próximos dos que já tinha registado na Rampa do Caramulo quando esta recebeu o campeonato nacional.
A luta pela segunda posição absoluta foi uma das mais emocionantes do fim de semana, envolvendo José Lameiro (Skoda Fabia Supercar) e Carlos Gonçalves (Osella PA21S Evo,). No final, apenas 64 milésimos de segundo separaram ambos, com Lameiro a levar a melhor e a garantir também o triunfo na Categoria Super Challenge, lides onde o piloto aveirense da Diatosta foi claramente superior ao longo da prova, impondo-se a Daniel Pacheco, que levou o seu Renault Clio Supercar ao segundo lugar da categoria e ao 4.º lugar da geral. O pódio da Superchallenge ficou completo com Jorge Costela (Citroën Saxo), que venceu a divisão SC-C, foi o melhor entre os carros de duas rodas motrizes e terminou em 8.º da geral.
Equilíbrio entre os GT e sucesso dos pilotos da casa
Entre os GT, o destaque foi para a dupla da AMSport. José Cruz, ao volante de um Porsche 991 GT3 Cup, foi o mais forte e fechou o top 5 da geral, superando por sete décimos de segundo o Porsche 997 GT3 Cup do seu filho Rúben Oliveira Lopes.
Nos Clássicos, o protagonismo foi do Caramulo Racing Team, com os “pilotos da casa” em excelente plano. Ricardo Loureiro, em Ford Escort Mk2, venceu e terminou em 7.º da geral, enquanto Fernando Francisco, no Ford Escort Mk1, foi segundo entre os Clássicos e 9.º absoluto.
A fechar o Top 10 absoluto, Simplício Taveira, em Citroën C1, brilhou entre os 1300, somando a vitória nessa frente.
Desafio superado com nota alta
A edição inaugural do Caramulo Sprint 2025 demonstrou, uma vez mais, que o Caramulo Racing Team tem competência e estrutura ao nível do que é exigido às provas que integram o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, reforça a candidatura do clube a integrar já em 2026 o calendário.
“Felicito o Caramulo Racing Team pelo sucesso organizativo deste Caramulo Sprint. Para o Município de Tondela é muito importante apoiar eventos como este, que ajudam a manter o traçado do Caramulo e a nossa montanha como uma das grandes referências no panorama da modalidade. Queremos, naturalmente, que esta prova venha a integrar o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. O Caramulo Racing Team tem feito um percurso exemplar desde o início da sua história, razão pela qual merece, e continuará a merecer, o total apoio da Câmara Municipal de Tondela”, afirmou Francisco Fonseca, vereador do Desporto da Câmara Municipal de Tondela.
Já Nuno Pinto, presidente do Caramulo Racing Team, sublinhou “a satisfação que sentimos com o nível organizativo que conseguimos atingir e quero deixar um agradecimento especial aos pilotos pela confiança que depositaram no nosso clube ao estarem presentes nesta prova candidata e a todos os que colaboraram com o Caramulo Racing Team, em particular ao Clube de Motorismo de Setúbal. Tínhamos plena noção da responsabilidade que era organizar uma prova candidata e, felizmente, tudo correu pelo melhor. Estamos totalmente preparados para assumir a responsabilidade de ter uma prova integrada no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group já em 2026”.
A montanha mágica voltou, assim, a provar que é um palco de excelência para o desporto automóvel português e tudo aponta para que, já em 2026, o Caramulo Sprint possa integrar, com todo o mérito, o calendário oficial do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.
O som dos motores de outros tempos ecoou hoje no sempre majestoso Autódromo Internacional do Algarve, com o início da edição de 2025 do Algarve Classic Festival. Pilotos e máquinas realizaram as primeiras sessões de treinos livres e qualificações, preparando as doze corridas agendadas para o fim-de-semana.
O dia iniciou-se com várias sessões de treinos livres e uma demonstração de Formula Vee, às quais se seguiu a qualificação do plateau do Iberian Historic Endurance 1, que contará com as viaturas das categorias Gentleman Driver Spirit (GDS), H-1965 e GTP & Sportscar até 1965. Bruno Lima e Ricardo Pereira (Ford GT40) fixaram o melhor tempo entre as quatro dezenas de carros presentes em pista, superando Carlos Barbot e Pedro Bastos Rezende (Merlyn MK4) e Oliver Muytjens e Brice Pineau (Ford GT40) no duelo pela pole-position da primeira corrida de 50 minutos, marcada para amanhã.
A qualificação da Carrera 80, destinada a viaturas de Turismo e GT de 1976 até ao início da década de 1990, foi a mais renhida do dia, com os dois mais rápidos separados por meros 0,020 segundos. O Ford Escort RS1800, preparado pela Equipe Classic Racing e conduzido pelo estreante britânico Rob Cull, registou o melhor tempo, superando por duas centésimas de segundo o BMW 325i E36 de Diogo Cavaco. A segunda linha da grelha de partida será dividida por Luís Nunes (Ford Escort RS1600) e pela dupla franco-belga Brice Pineau/Olivier Muytjens (Porsche 911 RS).
Seguiu-se, no programa, a qualificação para a grelha de partida da primeira corrida do Iberian Historic Endurance 2, que este fim-de-semana será composta pelos carros das classes H-1971 e H-1976. Pedro Bethencourt e Mário Silva, no imponente Chevrolet Corvette L88, marcaram o melhor tempo, seguidos de Carlos Brízido/João Pina Cardoso (Porsche 911 3.0 RS). Mais atrás partirão o Porsche 911 3.0 RS de Bruno Duarte e Filipe Jesus e o Porsche 911 2.5 ST de Piero dal Maso, Guilhermo dal Maso e José Carvalho, os melhores entre os H-1971.
Com o entardecer, os impressionantes protótipos e carros de GT que irão lutar pelo triunfo da primeira edição dos 300 km Algarve Sports Cars saíram para o asfalto em busca da melhor posição possível para a largada da corrida de amanhã. Com os quatro mais rápidos separados por apenas seis décimas de segundo, Steve Brooks e John Sheldon, em Lola 290, registaram o melhor “crono”, em 1:52.778, conquistando também a pole-position na classe “H-1972 under 2000”, suplantando por 0,214 segundos o Lola T70 MK3B do trio Bruno Pereira/Michel Speyer/Charlie Hyett, os mais velozes da classe “H-1972 over 2000”.
Na segunda fila, e a espreitar a dianteira, partirão os dois Chevron B19 de Kyle Tilley/Oliver Bryant e de John Emberson/James Bellinger. Na classe “H-1969″, reservada aos carros mais antigos, onde o equilíbrio também foi a nota dominante, o McLaren M1B de Richard McAlpine/Nigel Greensall fez o melhor tempo, superando por 0,252 segundos o Lola T70 MK3B Spyder de Marc Devis, o que faz antever que a corrida será certamente muito disputada.
Amanhã, o programa continuará bastante animado, com as últimas sessões de qualificação e as primeiras corridas a terem lugar na “montanha-russa” algarvia, destacando-se a última corrida do dia, os 300 km Algarve Sports Cars, onde se espera uma entusiasmante disputa, com a duração de cento e vinte minutos, ou trezentos quilómetros, em que a estratégia das equipas será tão importante quanto a velocidade dos pilotos.
Num fim‑de‑semana em que aos espectadores será oferecida uma fantástica viagem no tempo, cheia de nostalgia e com uma sonoridade muito própria, os bilhetes já estão disponíveis na MEO Blueticket e na bilheteira do circuito, com várias modalidades: o bilhete “Bancada Principal” dá acesso apenas à bancada indicada; o bilhete “Paddock” permite o acesso ao Paddock e à Bancada Principal; e a modalidade “Torre VIP” permite a circulação entre a Torre VIP, o Paddock e a Bancada Principal.
A entrada é gratuita para crianças e jovens dos três aos dezasseis anos de idade. Para mais informações sobre os desfiles de clubes ou para compra de bilhetes podem consultar a página do evento em algarveclassicfestival.org.
A Polestar, marca sueca de automóveis elétricos, apresentou oficialmente o Polestar 5 em Portugal, no passado dia 17 de outubro no Salão do Automóvel Híbrido e Elétrico (SAHE) que se realizou na Alfândega do Porto. O Polestar 5 é um Grand Tourer de quatro portas e elevada performance. Nascido do protótito Precept, apresentado pela primeira vez em 2020 como uma declaração de intenções para a visão de futuro de design, tecnologia e sustentabilidade da marca, o Polestar 5 é essa visão de futuro concretizada em produção.
Miguel Pinto, Diretor-Geral da Polestar Portugal, destaca: “A estreia do Polestar 5 em Portugal é um marco importante para a nossa marca. Estamos a expandir a nossa gama e a reforçar a nossa presença no país, com mais modelos, mais pontos de contacto e mais oportunidades para os portugueses conhecerem e experimentarem a nossa visão de mobilidade elétrica.”
Sendo fiel ao protótipo Precept a equipa de Design da Polestar conseguiu trazer este modelo para produção com alterações mínimas, criando um Grand Tourer arrojado com 5 metros de comprimento e uma superfície moderna e minimalista, sem enfeites desnecessários. A aviação foi a principal inspiração, evidenciada pela superfície esticada sobre um perfil aerodinâmico em forma de asa com uma cauda ao estilo Kamm.
Com uma frente baixa, o SmartZone visto pela primeira vez no Precept, é ladeado por faróis de lâmina dupla tão característicos da Polestar, sendo completos com tecnologia Pixel LED de série. A relação entre as rodas e as linhas do capot é especialmente próxima, um feito possibilitado pela plataforma do automóvel e exclusivo para o design da suspensão dianteira do segmento.
Revestimentos em preto brilhante ou Shade ao longo da seção inferior das portas reduzem a altura visual para 142 cm, enquanto a estufa de vidro combina com o perfil em forma de asa e a linha elegante do teto.
Este formato foi possível sem comprometer o espaço do banco traseiro, movendo a estrutura do teto solar traseiro para trás, atrás das cabeças dos passageiros, à semelhança do Polestar 4, utilizando o espelho retrovisor digital e o vidro traseiro virtual. O Polestar 5 apresenta também o maior teto panorâmico de vidro de qualquer Polestar até o momento – com pouco mais de 2 metros de comprimento e 1,25 metros de largura – garantindo que os ocupantes traseiros apreciem uma sensação verdadeiramente iluminada e espaçosa. Na traseira, o Polestar 5 utiliza uma barra de luzes aerodinâmica especialmente projetada, com detalhes de ventilação e difusor integrado para melhorar o fluxo de ar. Com vidros sem moldura e maçanetas retráteis, o Cd resultante é de apenas 0,24 para o Polestar 5 Dual motor.
O Polestar 5 está disponível em seis opções de cores, incluindo duas opções de pintura fosca – Storm, um cinza escuro forte e com propósito e Magnesium, um acabamento mais claro, semelhante ao prateado.
Nahum Escobedo, Head of Exterior Design afirma: “Foi um sonho desenhar o Polestar Precept, e ainda é mais gratificante com o Polestar 5, vê-lo concretizado em produção. Tenho muito orgulho de toda a equipa que trabalhou de forma incansável para garantir que a nossa visão permanecesse absolutamente fiel ao protótipo. Mal posso esperar para ver os clientes a divertirem-se com este automóvel tanto quanto nós nos divertimos a criá-lo.”
No interior, este GT elétrico de elevada performance com configuração de 4+1 lugares foi concebido com igual atenção para o condutor e para os passageiros. Os bancos dianteiros, desenvolvidos em colaboração com a Recaro, combinam um ponto interior de anca especialmente baixo com um apoio lateral reforçado e o conforto sueco típico. Os bancos vêm revestidos, de série, em MicroTech Charcoal, com a opção de couro Nappa da Bridge of Weir em Charcoal ou em Zinc. Este couro, proveniente de subprodutos naturais da indústria alimentar, é livre de crómio e tem a garantia de bem-estar animal, acrescentando ainda ventilação e função de massagem ao aquecimento e aos ajustes elétricos também de série.
Pensado principalmente como um modelo de quatro lugares, o sistema de climatização é de quatro zonas, bem como as funções de aquecimento, ventilação e massagem que podem ser controladas pelos passageiros através do apoio de braço central, quando este está na posição rebaixada. Nos bancos traseiros podemos encontrar o mesmo design dos bancos dianteiros Recaro sendo também possível recliná-los individualmente para um maior conforto. Ao levantar o apoio de braço, cria-se um quinto lugar de assento — com uma configuração desfasada proporcionando mais espaço para os ombros e transformando o GT num modelo prático de cinco lugares. Um recorte na bateria, conhecido como “garagem para os pés”, localiza-se atrás dos bancos dianteiros, oferecendo mais espaço para os pés e uma posição de assento mais natural para os ocupantes traseiros.
São utilizados materiais de fibra natural em todo o interior, com destaque para a trama exclusiva Polestar desenvolvida com a BCompTM nos encostos dos bancos dianteiros. Equipada com ampliTexTM para maior resistência, esta alternativa de base biológica à fibra de carbono, é feita de linho, e é até 40% mais leve que o plástico utilizando 50% menos de materiais de origem fóssil. As seções inferiores das portas, feitas com NFPP, demonstram a estrutura natural do material de base biológica. Isso pode também ser observado no revestimento interno do porta bagagens traseiro de 365 litros, enquanto o porta bagagens dianteiro de 62 litros utiliza o material UltraSilent da AutoNeum, economizando 60% (aproximadamente 5 kg) de peso em comparação com o plástico tradicional e fazendo parte de uma estratégia de monomaterial para facilitar a reciclagem no fim da vida útil.
O Polestar 5 continua a usar materiais reciclados que já se encontram noutros veículos Polestar, incluindo Econyl, um material reciclado feito de redes de pesca e outros materiais residuais, para os tapetes, PET reciclado para o forro do teto e uma segunda decoração de malha envolvendo a parte superior das portas.
A posição de condução do Polestar 5 é deliberadamente reclinada, tendo como foco a performance, graças aos bancos rebaixados e ao volante em ângulo vertical aproximado do condutor. O display do condutor tem 9 polegadas e é montado diretamente na coluna de direção que é ajustável eletricamente, garantindo que esteja perfeitamente posicionado na linha de visão, independentemente da posição escolhida. Finalmente, o head-up display do Polestar 5 tem 9,5 polegadas e completa as exibições de informações focadas no condutor.
Existe uma consola central, situada entre os bancos dianteiros, que incorpora um compartimento de armazenamento com fecho, com um comando de áudio giratório para controlar o ecr central de 14,5 polegadas. O display central executa um sistema operacional Android Automotive específico da Polestar com Google incorporado, que aproveita o melhor do Polestar 3 e do Polestar 4. Existem quatro blocos dinâmicos situado abaixo da seção do Google Maps que podem ser personalizados de acordo com a função escolhida pelo utilizador, e um bloco de atalho para personalizar até seis das funções mais utilizadas pelo condutor.
O audio é controlado pelo sistema Polestar High Performance Audio com 10 altifalantes ou pelo sistema de audio Bowers & Wilkins com 21 altifalantes, tecnologia Tweeter-on-Top e potência de saída de 1.680 Watts. A iluminação ambiente com linhas de laser envolve a cabine, terminando numa barra de som atrás dos encostos de cabeça dos passageiros traseiros, e combinada com o Active Road Noise Cancellation, proporciona uma experiência verdadeiramente de primeira classe.
O ADAS – Advanced Driver Assistance Systems é parte integrante da oferta do Polestar 5, com destaque para a SmartZone, que abriga sensores, radar e câmara de estacionamento frontal. A função Pilot Assist ajusta a velocidade e a posição do veículo na faixa escolhida, em velocidades até 150 km/h. No total, o Polestar 5 possui 11 câmaras de visão, uma câmara de monitorização do condutor, um radar de médio alcance e 12 sensores ultrassónicos. O Polestar 5 possui ainda oito airbags e utiliza radares internos para detectar o número, a posição e o tipo de ocupantes, a fim de acionar as medidas de segurança corretas em caso de acidente.
A base do Polestar 5 é uma nova plataforma de alumínio colado sob medida e curado a quente, que constitui a Polestar Performance Architecture (PPA). Ao utilizar extrusões, prensagens e fundições de alumínio de alta resistência, a estrutura é leve e rígida, conferindo ao Polestar 5 uma rigidez torsional superior à de um desportivo ou superdesportivo de dois lugares. O Polestar 5 é composto por 13% de alumínio reciclado e 83% de alumínio proveniente de fundições que utilizam eletricidade renovável, o que reduz substancialmente a sua pegada de CO₂ e em comparação com fontes de abastecimento tradicionais.
Quando comparado com a mesma estrutura em aço, a arquitetura em alumínio para além de mais leve, oferece também vantagens em termos de segurança. A bateria NMC de iões de lítio de 112 kWh (106 kWh utilizáveis), fornecida pela SK On, faz parte integrante da estrutura.
A equipa de engenheiros da Polestar tomou decisões inovadoras — incluindo a suspensão dianteira compacta de duplo triângulo, os discos de travão dianteiros de duas peças com campânula em liga leve, e a cremalheira da direção posicionada em frente do eixo dianteiro — tudo pensado para proporcionar características de condução focadas na performance.
A travagem está a cargo da Brembo com quatro pistões na dianteira, partilhados com o Polestar 3, os quais combinados com os discos leves de duas peças de 400 mm, permitem uma poupança de 12 kg em relação ao sistema do SUV, melhorando a massa não suspensa e também o comportamento dinâmico.
O Polestar 5 Dual Motor conta com sofisticados amortecedores passivos BWI e molas helicoidais internas, enquanto o Polestar 5 Performance utiliza o amortecimento adaptativo BWI MagneRide. Os amortecedores leem a estrada até 1.000 vezes por segundo e podem reagir até três milissegundos graças ao fluido magnetoreológico, proporcionando excelente controlo de movimento da carroçaria, mantendo o conforto e uma resposta ideal em todas as velocidades.
Pneus Michelin personalizados, projetados especificamente para as combinações de rodas do Polestar 5, com diâmetros de 20 a 22 polegadas, completam o pack de características focado na performance.
Lutz Stiegler, CTO da Polestar, afirma: “As nossas equipas de P&D trabalharam de forma incansável para desenvolver a Polestar Performance Architecture desde o zero, e isso deu frutos na performance deste GT. Em conjunto com o motor traseiro desenvolvido internamente, a arquitetura elétrica de 800 V e as nossas decisões de engenharia inovadoras, o Polestar 5 é um Grand Tourer incrível e versátil.”
O Polestar 5 utiliza um motor elétrico traseiro desenvolvido internamente que contribui com até 450 kW e 660 Nm para a potência total de 650 kW e 1.015 Nm do Polestar 5 Performance. Isso permite que este modelo acelere de 0 a 100 km/h em apenas 3,2 segundos, enquanto o Polestar 5 Dual motor de 550 kW leva apenas 3,9 segundos para concluir o mesmo teste. Ambas as versões são limitadas eletronicamente a 250 km/h.
Uma arquitetura elétrica de 800 V – a primeira deste género num modelo Polestar – ajuda a atingir números tão impressionantes e permite que o Polestar 5 carregue até 350 kW num carregador CC adequado. O teste de referência de carga da bateria de 10 a 80% pode levar apenas 22 minutos, e um indicador de carga externo no pilar C fornece uma indicação rápida do estado de carga (SOC) do veículo. Para maior eficiência, o motor traseiro do Polestar 5 pode ser desconectado, e o motor duplo do Polestar 5 pode atingir até 670 km[2] (WLTP) com uma única carga, enquanto o Polestar 5 Performance pode percorrer até 565 km (WLTP).
Já disponível para encomenda, o Polestar 5 Dual Motor (550 kW, 812 Nm) tem um preço de lançamento indicativo de EUR 122.600. O Polestar 5 Performance (650 kW, 1.015 Nm) está disponível com um preço de lançamento indicativo de EUR 146.400. As encomendas começaram online a 8 de setembro de 2025 em todos os mercados de lançamento inicial, com especificações completas disponíveis em www.polestar.com/pt
A Baja Portalegre 500 voltou a ser o epicentro do todo-o-terreno nacional, e voltou a ter este ano um nome incontornável: João Ferreira. O piloto de Leiria, aos comandos de uma Toyota Hilux T1+ da SVR Racing, realizou uma exibição irrepreensível, vencendo o Prólogo e as três especiais da mítica prova do Alto Alentejo.
Num fim de semana marcado pela dureza do percurso e por inúmeras desistências entre os principais candidatos ao título, Ferreira conseguiu a consistência necessária para dominar a prova do primeiro ao último quilómetro.
Apesar da vitória expressiva, o resultado de João Ferreira beneficiou das desistências dos seus principais adversários (Gonçalo Guerreiro, Tiago Reis e João Ramos), que viram as suas aspirações comprometidas por problemas mecânicos. Com este triunfo, João Ferreira assume a liderança do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno AMI48, somando 139 pontos, contra os 115 de Gonçalo Guerreiro, segundo classificado. A luta pelo título fica, assim, adiada para a derradeira prova do ano, a Baja TT Lagos, que se disputará entre 21 e 23 de novembro, no Algarve. O piloto de Leiria parte em posição de vantagem para tentar revalidar o título nacional.
“Foi uma corrida fantástica, muito dura, mas conseguimos impor o nosso ritmo e evitar erros. Portalegre é sempre especial e esta vitória tem um sabor muito importante”, declarou João Ferreira no final da prova.
Nos SSV, a luta foi igualmente intensa, com Luís Cidade e Valter Cardoso a imporem um ritmo forte e a garantirem uma vitória merecida na categoria, terminando a prova no segundo lugar da Geral Absoluta. Já entre os Challenger, a dupla Daniel Silva e Gonçalo Magalhães foi a mais forte, conquistando um triunfo importante numa das provas mais duras do calendário e subindo ao terceiro lugar do pódio absoluto.
A Baja Portalegre 500, organizada pelo Automóvel Club de Portugal (ACP) sob a égide da FPAK, voltou a confirmar o seu estatuto de referência europeia e mundial no todo-o-terreno, oferecendo um espetáculo desportivo de exceção. Milhares de adeptos vibraram com a passagem das máquinas nas pistas alentejanas, num evento que mais uma vez reforçou a mística de Portalegre como o grande palco do TT português.
Condições climatéricas complicadas com muito nevoeiro e chuva no Circuito Estoril a servirem de cenário para o encerramento da temporada 2025 do Campeonato Nacional de Velocidade (CNV). Com alguns dos títulos já decididos na ronda anterior, este último fim-de-semana de outubro, será o de todas as decisões.
MOTO 5: Tomás Santos agarra título de campeão nacional 2025
Primeira corrida da tarde com o pelotão exclusivamente composto por MOTO5 e com a antevisão de um duelo muito particular entre Tomás Santos e Tomás Canarias, separados por 31 pontos, com Santos a poder sagrar-se Campeão no fim das 10 voltas programadas ao Estoril para a tarde de sábado. Consolidados os resultados das duas sessões de cronometrados, marcados por algumas quedas, a Pole ficava nas mãos de João Cancelinha que contava com Canarias e Santos alinhados a seu lado na 1ª fila da grelha.
Destaque também para as senhoras presentes no pelotão das MOTO5, Ana Margarida Martins (Pequeno Motos Racing Team) Carolina Azevedo e Lara Pinto (Fábio Racing Team) e a assinarem respetivamente os 5º, 7º e 8º lugares na grelha de partida.
Partida limpa com Cancelinha a aproveitar a sua Pole para assumir a liderança enquanto Santos e Canarias mediam forças pela 2ª posição. No encalço destes Diego Ribeiro. De olhos no título, Tomás Santos agarrava a primeira posição ainda antes do fim da primeira volta, relegando Cancelinha à 2ª posição com Canarias em 3º e a perder tempo para ambos.
Meia distância cumprida com Santos a gerir o seu andamento e a corrida, mas sempre apertado por Cancelinha que até este momento não permitiu mais do que 0,5s de vantagem ao líder. Já Tomás Canarias, num ritmo mais lento, acumulava já 8 segundos de atraso e parecia conformado com o terceiro posto e a entrega do campeonato Tomás Santos.
Na bandeira de xadrez Tomás Santos era primeiro e celebrava o título nacional 2025 de MOTO5. Cancelinha seria 2º e Canarias ficava pelo degrau mais baixo do pódio. Entre as senhoras, Lara Pinto não alinharia na grelha, Ana Martins desistia após queda na curva dois na 2ª volta e Carolina Azevedo seria 5ª à geral.
SSP300 / PREMOTO3: Alexandre Cabá volta às vitórias nas PREMOTO3. Rodrigo Asensio assina vitória nas SSP300.
Nas Supersport 300 o Campeão já é conhecido, Vasco Camoesas, mantendo-se em aberto a luta pelo vice-campeonato entre Rodrigo Asensio e Martim Garcia, separados por 24 pontos. Nas Pré-Moto3 o Campeão de 2025 é Afonso Almeida, que foi por estes dias selecionado para a Red Bull Rookies Cup, enquanto Alexandre Cabá e Celestin Masy partilham o 2º posto da tabela.
Pelotão compacto com SSP300 e PREMOTO3 na grelha. Primeira linha preenchida com três pilotos PREMOTO4, Gonçalo Santos (Pole), Frederico Guimarães e Tomás Carneiro. Os dois principais candidatos ao “vice”, Alexandra Cabá e Célestin Masy, eram 4ª e 5º na grelha. No 6º posto a primeira SSP300, a de Rodrigo Asensio, o mais forte entre os 9 pilotos da classe. Lourenço Vicente e novo campeão nacional Vasco Camoesas fechavam top3 da classe ocupando os 7º e 8º lugares da grelha.
Luz verde… e Gonçalo Santos (PREMOTO3) a ser o mais forte na travagem para a curva 1, levando consigo Tomás Carneiro (PREMOTO3). Asensio (SSP300) surpreendia a concorrência e assumia o 3º posto à geral (1º nas SSP300). Cabá “navegava à vista” no 4º posto e o seu rival pelo “vice” Célestin Masy (PREMOTO3) falhava o arranque e descia ao último posto à geral para mais tarde, volvida apenas a primeira volta regressar à box.
O até aqui líder, Gonçalo Santos, desistia após queda na curva 3 da 2ª volta, entregando a cabeça do pelotão a Tomás Carneiro (PREMOTO3), Cabá (PREMOTO3) subia a 2º e superava Frederico Guimarães (PREMOTO3). Asensio (SSP300) era agora 4º com Lourenço Vicente e Bernardo Oliveira (ambos SSP300) no seu encalço. Vasco Camoesas rodava tranquilamente na 9º posição.
Rafaela Peixoto, que vinha motivado pela subida ao pódio na ronda anterior, abandonava depois de sofrer um “highside” na curva 1 na 7ª volta e Tomás Carneiro, na mesma volta sofria caía na curva 4, situação que daria origem a “bandeira vermelha”. Neste momento da corrida Alexandre Cabá (PREMOTO3) liderava seguido de Frederico Guimarães (PREMOTO3), Rodrigo Asensio (SSP300) Lourenço Vicente (SSP300) e Bernardo Oliveira (SSP300). O campeão nacional 2025, Vasco Camoesas era 7º. Não estando cumprida 75% da distância, os pilotos regressaram à grelha para reiniciar a corrida e cumprir 5 voltas desta feita com Cabá instalada na dianteira da grelha.
Nova luz verde. Rodrigo Asensio (SSP300) com um arranque perfeito assume a dianteira, seguido de Gonçalo Santos e Alexandra Cabá (ambos PREMOTO3). Camoesas subia a 4º. A duas voltas da chegada, Cabá recuperava a liderança com Gonçalo Santos no seu encalço com Asensio a descer a 3º.
Bandeira de xadrez para consagrar Alexandre Cabá (PREMOTO3) como vencedor, dando esta vitória uma clara vantagem ao jovem piloto da Honda Talent uma boa vantagem sobre Célestin Masy que com a desistência prematura nesta corrida abre a porta do “vice” a Cabá. No intermédio do pódio Gonçalo Santos (PREMOTO3) e a fechar à geral, Rodrigo Asensio.
Por classes, nas SSP300 o Top três seria para Rodrigo Asensio (3º à geral), Lourenço Vicente (4º à geral) e Vasco Camoesas (6º à geral). Já nas PREMOTO3 a classificação seria Alexandra Cabá (1º à geral), Gonçalo Santos (2º à geral) e Frederico Guimarães (5º à geral).
TROFÉU NAKED BIKES: Duarte Amaral sem rivais vence á geral e nas NB1. Frédèric Bottoglieri, mais uma vitória para o Campeão 2025 das NB2.
No Nacional de Naked Bikes 1, Luís Franco tem a vantagem pontual a seu favor, mas terá de estar atento a Ricardo Almeida (com menos 23 pontos), Luís Ferreira (a 28 pontos) e ao regressado Duarte Amaral (a 30 pontos), pois todos estes podem ainda ser campeões. Na classe Naked Bikes 2, Frédèric Bottoglieri já é Campeão. No Campeonato de Naked Bikes está ainda em jogo o troféu do vencedor à geral, que Bottoglieri lidera com magra vantagem na classe NB2 sobre os restantes quatro candidatos, todos eles em motos da classe NB1.
13 pilotos alinhados na grelha de partida do CNV IV para o Troféu Naked Bikes. Pole para Luís Ferreira (NB1), acompanhado na primeira fila pelos rivais de classe, Ricardo Almeida e Luís Franco. O primeiro entre as NB2 foi Frédèric Bottoglieri, consagrado como novo campeão nacional 2025 nas NB2 na ronda anterior do troféu. Na mesma classe, Anselmo Vilardebó era 6º na grelha e Augusto Machado era 7º.
Partida limpa para a penúltima corrida da época 2025 do Troféu Naked Bikes com Luís Ferreira a impor a sua lei na travagem para a curva 1. Nos seus “espelhos” Ricardo Almeida (NB1) e Bottoglieri (NB2) que com um bom arranque se chegava à 3º posição, para rapidamente se desembaraçar de Almeida (NB1) e assumir o 2º posto. Por seu lado, Luís Franco (NB1) saído da 3º posição da grelha descia ao 5º posto. A notória diferença de potência entre a Super Duke de Ferreira (NB1) e a Triumph de Bottoglieri (NB2) ditavam uns “longos” 19 segundos de vantagem para Ferreira com 3 voltas cumpridas.
Por seu lado, Duarte Amaral (NB1) com uma corrida de “trás para a frente”, subia paulatinamente na classificação, e a 5 voltas iniciava uma contenda com Bottoglieri (NB2) na luta pelo 2º posto à geral.
Sem surpresas e de forma dominadora, como demonstram os mais de 34s de vantagem, Luís Ferreira (NB1), vencia à geral e na sua categoria agarrando mais um pódio para o seu palmarés. Incerteza só mesmo pelo 2º posto à geral praticamente até ao fim, com vantagem para Duarte Amaral (NB1) na contenda com Frédèric Bottoglieri, que vencia nas NB2. Mais atrás Luís Franco, 4º á geral, fechava o TOP3 das NB1 e Augusto Machado (7º) e Anselmo Vilardebó (8º) entravam no TOP3 das NB2.
SBK / COPA DUNLOP MOTOVAL / STK600: Sheridan Morais soma mais uma vitória nas SBK. Vitor Silva vence nas STK600 e Martim Jesus é o novo campeão nacional 2025 nas STK600. Wagner Pederneira conquista vitória nas CDM1 e Vasco Silva nas CDM2.
Corrida conjunta das SBK, STK600 e Copa Dunlop Motoval. Entre as SBK, Sheridan Morais regressa ao Estoril já Campeão e apenas para cumprir calendário. Nas Superstock 600, Martim Jesus lidera desde o início da temporada, mas conta “apenas” com 22 pontos de avanço sobre Vítor Silva, pelo que se esperava um bom duelo entre ambos. Na Copa Dunlop Motoval, Wagner Pederneira tem dominado a classe CDM1, com mais 34 pontos que Tiago Pires, e podia celebrar já hoje o título. Já na classe CDM2, Ricardo Rodrigues tinha de estar atento a Vasco Silva, mas também a Dany Soares, vencedor das duas últimas corridas, que também podia fechar a época com o nº1 neste primeiro dia de corridas. Ricardo Lopes e o novo campeão 2025, Sheridan Morais, únicos pilotos presentes nas SBK, alinharam na fila dianteira da grelha com a Pole para o piloto da Honda CBR 1000, Ricardo Lopes que assim tentava desafiar a hegemonia de Morais na presente temporada. A seu lado vasco Silva o primeiro entre as STK600. Wagner Pederneira o mais forte entre as CMD1 era 4º na grelha. Ricardo Rodrigues impunha-se na CDM2 e era 6º na grelha.
Arranque canhão do campeão nacional, Sheridan Morais (SBK) para a última corrida do dia a relegar Lopes (SBK) para a 2º posição na travagem para a curva 1. Vasco Silva (CDM2) assumia a 3º posição com Martim Jesus (STK600) na sua roda. Wagner Pederneira afundava na classificação para o último posto com uma paragem na boxe. De forma imperial, Morais acumulava segundos de vantagem e gorava as intenções de Lopes, há 2º volta, o campeão nacional já levava 7s de vantagem. Martim Jesus que rodou várias voltas no 3º posto terminaria em 9º e faria a festa ao se consagrar Campeão Nacional 20225 nas STK600. Entretanto Wagner Pederneira, regressado das boxes subia na classificação e apesar das duas voltas de atraso era já 7º à geral.
Sem oposição e de forma tranquila, Morais seria o vencedor à geral e nas SBK com mais de 30s de vantagem sobre Ricardo Lopes que também ele seria o natural 2º classificado à geral e nas SBK. Vasco Silva seria 3º à geral e o melhor entre as CDM2, logo seguido de Ricardo Rocha e Ricardo Rodrigues que com o 4º e 5º lugares à geral fechavam o pódio da classe. Pederneira lograria mesmo chegar à 6º posição sendo o mais forte entre as CDM1, com Tiago Pires (CDM1) logo atrás de si. Vitor Silva (STK600), seria 8º à geral.
O Caramulo Sprint, prova organizada pelo Caramulo Racing Team iniciou-se este sábado sob condições meteorológicas desafiantes, mas com uma organização exemplar, que cumpriu o programa previsto com total rigor e pontualidade e reforçou a candidatura da rampa ao Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2026.
A chuva que caiu nos últimos dias manteve a pista molhada durante as duas subidas inaugurais de treinos cronometrados, voltando a intensificar-se na única Subida de Prova que encerrou o programa competitivo deste primeiro dia.
Apesar das condições adversas, os pilotos não deixaram de atacar os tempos. O vice-campeão nacional José Correia esteve em grande destaque, ao ser o mais rápido em todas as subidas do dia. Aos comandos da sua Osella PA30 do JC Group Racing Team, o piloto bracarense estabeleceu na Subida de Prova o melhor tempo, com 1m31,839s, alcançando uma média impressionante de 111,7 km/h à chuva.
O segundo lugar da geral ficou nas mãos de José Lameiro, que explorou com mestria as quatro rodas motrizes do seu Skoda Fabia MKIII Super Car da Diatosta, terminando a apenas 3,7 segundos de Correia. Além do 2.º posto absoluto, Lameiro lidera destacado entre os Super Challenge.
A fechar o pódio provisório, Daniel Pacheco (Renault Clio Super Car) garantiu o 3.º lugar, com uma margem mínima de apenas 0,5 segundos sobre Carlos Gonçalves, ao volante de uma Osella PA21s Evo.
Entre os GT, a luta ficou reservada aos dois pilotos da AMSport. José Cruz, em Porsche 991 GT3 Cup, levou a melhor sobre Rúben Lopes (Porsche 997 GT3 Cup) por escassos 7 décimos de segundo, ocupando o 5.º e 6.º lugar da classificação geral, respetivamente.
A jogar em casa, Ricardo Loureiro fez jus à tradição do Caramulo, impondo o seu Ford Escort MKII do Caramulo Racing Team entre os Clássicos, conseguindo ainda um excelente 8.º tempo absoluto. Nos 1300, Diogo Salvador mostrou-se imbatível ao volante do seu sempre espetacular Fiat 127, dominando a categoria e assinando o 10.º melhor tempo da geral. Já Simplício Taveira, em Citroën C1, foi o mais rápido entre os Turismo 1300.
Para domingo, o programa reserva quatro subidas: a primeira de treinos livres, marcada para as 10 da manhã, seguida da derradeira sessão de treinos oficiais e, finalmente, duas subidas de prova decisivas. As previsões meteorológicas apontam para melhoria das condições, prometendo uma jornada final de grande competitividade e espetáculo na montanha mágica do Caramulo.
A história de Bruno Rodrigues é daquelas que lembram porque o automobilismo português vive tanto da paixão como da perseverança.
Emigrante no País Basco francês, sem patrocínios e com longas viagens de 850 quilómetros para cada prova, o piloto conseguiu o impensável: terminou a época de 2025 como 2º classificado da Divisão Turismo 3 no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, ao volante do seu Honda Civic EP3, preparado e reparado quase exclusivamente pelas suas próprias mãos.
O sonho começou na Falperra
“Desde que nasci que vou ver a Falperra. Mesmo a viver em França, fazia questão de vir. O sonho era simples: correr lá, nem que fosse uma vez”, recorda Bruno Rodrigues.
Em 2023 concretizou o desejo, ao volante de um Ford Fiesta R2 de Hugo Lopes. A experiência correu bem e acendeu o desejo de mais. “Decidi que tinha de ter o meu próprio carro e fazer uma época completa.” Comprou um Honda Civic EP3 em França, fez algumas alterações e preparou-se para 2024. Mas a estreia foi dura: uma saída de estrada logo no warm-up da Falperra pôs fim antecipado à temporada.
“Sem apoios e com uma equipa pequena, trouxe o carro para França e arranjei-o com as minhas próprias mãos — chapa e pintura. Não sou mecânico, mas até ficou bonito”, brinca.
Um novo começo com a TE Motorsport
No final de 2024, o telefone tocou e tudo mudou. “Ligaram-me a perguntar se ia correr no ano seguinte. Em dez minutos estava tudo combinado com o Telmo Costa. Nasceu a TE Motorsport.” Foi o início de uma parceria decisiva. “Tornámo-nos uma família. Partilhamos a mesma visão e isso facilita tudo.”
O arranque de 2025 não foi fácil. Em Murça, o carro entrou em modo de segurança e só tinha metade da potência. “A pista era muito técnica e nem consegui fazer reconhecimentos. Foi uma das minhas piores provas.” Na Penha, um problema no autoblocante logo no arranque acabou por destruir a caixa de velocidades. “A equipa fez o impossível, mas não deu para continuar.”
Seguiu-se a Falperra — “a prova de amor e ódio” — marcada por mau tempo e subidas anuladas. Ainda assim, a equipa trabalhou toda a noite para ter o carro pronto às três da manhã, permitindo a Bruno Rodrigues subir ao pódio. A viragem continuou na Serra da Estrela. “O carro estava perfeito, o setup incrível. Fiz P3 e só não fui segundo por um erro meu.”
Depois, em Santa Marta, o desconhecimento total do traçado e problemas pessoais impediram um bom resultado, mas em Boticas tudo se alinhou. “É o traçado que mais gosto. A presença da minha mulher deu-me força, e os tempos confirmaram: foi a minha melhor prestação da época”, coroada com mais um pódio.
A Arrábida, por fim, trouxe o merecido prémio: o 2º lugar final no campeonato na Divisão Turismo 3. “Já só precisava de acabar. Dediquei o fim de semana a ajudar o Telmo Costa, e conseguimos ambos atingir os nossos objetivos.”
Uma vida entre dois países
Ser emigrante e piloto de montanha é uma prova de resistência extra. “Às vezes vou de avião, mas é complicado: deixo os filhos na escola às 8h, voo em Bilbao, chego ao Porto à tarde e nunca dá para chegar cedo às rampas. Outras vezes faço de carro — são 850 quilómetros para cada lado. É cansativo, mas não é isso que me vai parar.”
Apesar da conquista, Bruno não esconde críticas construtivas ao panorama nacional. “A FPAK podia simplificar regulamentos e ouvir mais os pilotos. Há falta de equidade entre categorias — na Turismo 3 corremos com carros muito diferentes em potência e peso. E a falta de apoios continua a ser o maior problema: corro sem qualquer sponsor.” Ainda assim, o balanço é positivo. “Ficam memórias e amizades para a vida. Isto é o concretizar de um sonho. Quem nunca viveu lá dentro não entende a sensação.”
Olhar para o futuro
O Honda Civic está agora à venda. “Se aparecerem sponsors, volto em 2026. Caso contrário, será impossível. Com a TE Motorsport estamos a avaliar opções para 2027 — talvez um novo projeto, ou evoluir o Civic para a categoria Gr.A. Vai depender de apoios.”
Bruno Rodrigues encerra o ano com a serenidade de quem venceu a luta mais difícil: a de não desistir. “Sem a minha companheira, o Telmo Costa, a equipa e o meu irmão, nada disto seria possível. Foram o meu pilar.”
De França a Portugal, entre noites de oficina e dias de montanha, Bruno Rodrigues provou que o sonho de correr na Falperra pode mesmo levar um emigrante ao pódio nacional.
Com a realização da primeira edição dos inéditos “300 km Algarve Sports Cars”, o Algarve Classic Festival pretende prestar homenagem aos tempos áureos do automobilismo nacional e ultramarino do final dos anos 1960 e início da década de 1970, com uma corrida de resistência para protótipos e GT que marcaram gerações e que, ainda hoje, não deixam indiferente qualquer apaixonado pelo desporto motorizado.
Num fim-de-semana em que o rugido dos motores clássicos voltará a ecoar no imponente circuito de Portimão, a corrida “cabeça de cartaz” do programa promete espectáculo, rivalidade e muita nostalgia. Com uma duração de cento e vinte minutos, ou trezentos quilómetros, esta prova — que inclui paragens obrigatórias para reabastecimento e troca de pilotos — contará com alguns nomes bem conhecidos do panorama das corridas históricas, nacionais e estrangeiros, como Nigel Greensall, Oliver Bryant, Steve Brooks, John Sheldon ou Pedro Macedo Silva, que se apresentarão aos comandos de máquinas lendárias como Chevron, Lola, Lotus, McLaren e Porsche.
Na classe “H-1969”, reservada aos carros mais antigos, a emoção estará garantida com o Crosslé 9S de Bernard Foley e Lewis Dunlop, os Chevron B8 da família Mitchell e de Joel Hopwood/Nigel Greensall, e o Lotus 47 do português Manuel Ferrão — um automóvel de grande valor histórico, por ter sido originalmente um carro oficial e mais tarde utilizado pelo Team Palma. Estas pequenas grandes máquinas far-nos-ão recordar a era dourada dos protótipos leves, capazes de rivalizar com veículos bem mais potentes.
Mas não ficamos por aqui: Marc Devis apresentará o seu Lola T70 MK3B Spyder, um protótipo aberto concebido para as corridas Can-Am nos Estados Unidos e de Grupo 7 na Europa — filosofia semelhante à do McLaren M1B, com carroçaria em fibra de vidro e motor de 5725 cc, com o qual Richard McAlpine e Nigel Greensall tentarão alcançar a vitória.
O Lotus 23B de Jeremy Welch e Doug Muirhead, mais pequeno, mas extremamente ágil, trará o charme britânico de 1963 à luta contra máquinas mais recentes — curiosamente preparado, na época, pelo pai de Jeremy, Denis Welch, que hoje dá o nome à equipa.
Na categoria “H-1972 under 2000″, destinada a protótipos até dois litros, a luta promete ser igualmente intensa entre os Chevron B19 de John Emberson/James Bellinger e de Kyle Tilley/Oliver Bryant — dois carros praticamente gémeos, ambos com um palmarés notável em provas da especialidade. O Chevron B16 de John Sheldon (piloto com mais de uma dezena de participações nas 24 Horas de Le Mans) e Paul Cope surge como forte candidato, aliando leveza e agilidade, enquanto o Lola 290 de Steve Brooks poderá surpreender pela sua excelente velocidade em recta.
Entre os “pesos pesados”, na “classe H-1972 over 2000”, alinham-se verdadeiros monstros da história das provas de resistência, onde se contam três Lola T70 MK3B, talvez o modelo mais marcante da marca fundada por Eric Broadley e naturalmente um dos favoritos do público, que na “montanha russa” algarvia serão conduzidos por David Kelly/Stephen Doyle, Bruno Pereira/Michel Speyer/Charlie Hyett e Pedro Macedo Silva/José Monroy.
A grelha de partida ficará ainda mais espectacular com um Ford GT40, símbolo absoluto desta era dourada da competição automóvel, tripulado por Olivier Muytjens e Brice Pineau. Os mesmos pilotos dividirão também o volante do seu Porsche 911 RS, outro ícone incontornável do período.
Com a qualificação marcada para a tarde de sexta-feira, a partida para a primeira edição dos “300 km Algarve Sports Cars” está agendada para as 16h50 de sábado, terminando já ao final do dia, prometendo duas horas de pura emoção, que nos irão remeter para a memória histórica sobre rodas das corridas de resistência em circuitos citadinos como Vila Real, Novo Redondo ou Moçâmedes, aos “modernos” autódromos de Luanda, Benguela ou Estoril, ou às visitas das South African Springbok Championship Series ao Autódromo de Lourenço Marques.
A todos os espectadores que desejam embarcar nesta viagem no tempo inesquecível, repleta de recordações e com uma sonoridade única, os bilhetes já estão disponíveis na MEO Blueticket e na bilheteira do circuito, com várias opções: o bilhete “Bancada Principal” dá acesso apenas à bancada correspondente; o bilhete “Paddock” permite entrar no Paddock e na Bancada Principal; e a modalidade “Torre VIP” oferece circulação entre a Torre VIP, o Paddock e a Bancada Principal.
A entrada é gratuita para crianças e jovens dos três aos dezasseis anos de idade. Para mais informações sobre os desfiles de clubes ou para compra de bilhetes podem consultar a pagina do evento em algarveclassicfestival.org
A Bridgestone, líder mundial em soluções de mobilidade sustentável e inovação em pneus, anuncia o lançamento do pneu premium RACING BATTLAX V03, concebido exclusivamente para utilização em pista. A sua chegada aos mercados europeu e norte-americano está prevista para 2026. O novo Bridgestone RACING BATTLAX V03 foi desenvolvido para pilotos profissionais e amadores que procuram velocidade e o mais alto nível de aderência.
Resultado de décadas de sucesso nas mais prestigiadas competições mundiais, este novo pneu incorpora tecnologias aperfeiçoadas ao longo de anos de experiência e de vitórias em corridas de elite. Pela primeira vez, a Bridgestone introduz uma versão traseira “SPRINT spec”, oferecendo aos pilotos um leque mais amplo de opções adaptadas ao tipo de corrida e às condições da pista.
O novo RACING BATTLAX V03 integra compostos recém desenvolvidos, baseados na tecnologia que tem dominado as provas de topo, incluindo o Campeonato Mundial de Resistência da FIM (EWC), no qual equipas com pneus Bridgestone conquistaram o título por cinco anos consecutivos.
Com um perfil totalmente redesenhado tanto no pneu dianteiro como no traseiro, o RACING BATTLAX V03 apresenta uma área de contacto significativamente maior, o que resulta numa aderência superior e em voltas mais rápidas. O pneu traseiro, em particular, beneficia de técnicas de produção avançadas que permitem obter um perfil otimizado e uma performance de nível superior.
Graças a estas inovações, o RACING BATTLAX V03 melhora os tempos por volta em 1,3% face ao seu antecessor, o RACING BATTLAX V02 (na versão SOFT), mantendo a consistência e o desempenho característicos da Bridgestone, mesmo após várias voltas.
Nova versão traseira “SPRINT spec” para máximo desempenho em corridas curtas
Com este lançamento, a Bridgestone apresenta pela primeira vez uma versão traseira “SPRINT spec”, que oferece os mais elevados níveis de aderência alguma vez alcançados na série BATTLAX. Focando-se na maximização da aderência de pico através de um design de composto avançado, o RACING BATTLAX V03 SPRINT proporciona uma redução adicional de 1,9% nos tempos por volta em comparação com o RACING BATTLAX V02 SOFT, tornando-se na escolha ideal para pilotos que participam em corridas curtas ou que procuram o máximo desempenho em pista.
Guiada pelo seu princípio fundamental — “os pneus transportam vidas” —, a Bridgestone vê o desporto motorizado como um laboratório móvel, um campo de teste para desafiar e elevar a excelência. Através do desenvolvimento contínuo dos pneus RACING BATTLAX, a marca incorpora o seu melhor know-how de compostos e processos de fabrico em pneus comerciais, reforçando a ligação direta entre a competição e a inovação de produto. O novo RACING BATTLAX V03 simboliza esta nova Era dos pneus de competição da Bridgestone — uma combinação de tecnologia, precisão e paixão que reflete o ADN da marca.
A Bridgestone mantém o seu compromisso com o desenvolvimento de uma cultura motociclística segura e entusiasmante, promovendo tranquilidade e confiança através de produtos “Dan-Totsu”2 — um termo que reflete a ambição da empresa em ser líder absoluta no setor. Estes esforços inserem-se no “Compromisso Bridgestone E8”3, que expressa a missão da marca de inspirar emoção e espalhar alegria no mundo da mobilidade, enquanto constrói um futuro mais sustentável.
A edição 2025 do Rally de Lisboa (30 outubro/1 novembro) voltará a ter, como nos anos anteriores, a sua cerimónia de partida, ao início da tarde de sexta-feira, no Padrão dos Descobrimentos, em Belém, o monumento icónico que evoca a epopeia dos descobrimentos portugueses no mundo.
Muito embora o projeto inicial indicasse o Miradouro do Parque Eduardo VII como local do início simbólico desta prova que atribui o título da Taça de Portugal de Ralis, foi decidida essa alteração de última hora ao ser ponderada a excelente imagem que o Rally de Lisboa conquistou nos últimos anos junto do Padrão dos Descobrimentos, no Passeio Ribeirinho de Belém, que hoje em dia é mesmo uma das principais referências de Interesse Turístico Nacional que a prova tem conquistado e que este ano reforça esta posição, com o Palácio Nacional de Mafra, além da fantástica Marina de Cascais e da sua Muralha, que vai ser o “pano de fundo” do parque fechado final do evento.
“Só podíamos compreender e estar completamente de acordo com esta mudança preconizada pela edilidade de Lisboa, tendo em conta o emblemático local da cerimónia, como é o icónico Padrão dos Descobrimentos, que aliás faz parte integrante do logo do Rally de Lisboa…”, adianta Humberto Silva, presidente do CPKA.
O Rally de Lisboa, que continua a integrar o calendário do Internacional Iberian Rally Trophy, estreia-se este ano no Campeonato de Portugal 2RM (duas rodas motrizes), sendo ainda a prova que consagrará os campeões na Peugeot Rally Cup Portugal, no Clio Trophy Portugal e ainda do FPAK Júnior Team.
Com 13 provas especiais de classificação, e o centro nevrálgico instalado na Vila de Mafra, a prova do CPKA concluirá a primeira etapa, na sexta-feira (31 outubro), com a Super-Especial Mafra (noturna), que termina junto do Palácio Nacional de Mafra. No sábado (1 novembro) há mais 8 “especiais”, passando por classificativas históricas da Serra de Sintra como Alcabideche e Pé da Serra/Peninha, antes de terminar na glamorosa Marina de Cascais. Para além de ser palco de uma City Stage, a Marina de Cascais vai consagrar os vencedores do Rally bem como da Taça de Portugal de Ralis, os vencedores dos troféus nacionais e as equipas vencedoras dos vários grupos, que terminarem o rali.