Autor: Joaquim Amândio Santos

  • Rallye Constálica regressa com duas super-especiais urbanas e passagem pela EN2

    Rallye Constálica regressa com duas super-especiais urbanas e passagem pela EN2

    A 14.ª edição disputa-se a 29 e 30 de agosto nos concelhos de Castro Daire, Vouzela e Oliveira de Frades, com dupla passagem noturna pela tradicional super-especial de Vouzela e uma nova classificativa urbana em Oliveira de Frades.

    O Rallye Constálica regressa nos dias 29 e 30 de agosto para a sua 14.ª edição, levando novamente a competição aos territórios de Castro Daire, Vouzela e Oliveira de Frades.

    Pontuável para o Campeonato Promo de Ralis, Campeonato Centro de Ralis, Campeonato Centro de Ralis 2RM, Taça de Portugal de Ralis GT e Promolafões Rali Cup by Castrol Travocar, a prova organizada pelo Gondomar Automóvel Sport e promovida pela Promolafões apresenta este ano duas super-especiais urbanas.

    A tradicional classificativa noturna de Vouzela, presente desde a primeira edição, volta a assumir um dos momentos de maior espetáculo, enquanto Oliveira de Frades recebe uma super-especial citadina de 2 km, que encerrará competitivamente o rali antes do pódio.

    EN2 abre programa competitivo

    A competição começa no sábado, 29 de agosto, com a Rota EN2, de 5,45 km, disputada em Castro Daire e Ponte Pedrinha, com duas passagens previstas. Segue-se igualmente uma dupla passagem por Moledo, com 9,45 km, antes da visita ao parque de assistência instalado nas instalações da Constálica, em Vouzela.

    O primeiro dia termina com duas passagens noturnas pela super-especial de Vouzela, com 2,80 km. No domingo, o programa arranca com a classificativa Senhora do Castelo, na sua configuração antiga e com 5,45 km, seguida de Penoita, também na versão original. Com 13 km, será o troço mais longo da prova. A derradeira decisão acontecerá nas duas passagens pela super-especial de Oliveira de Frades, antes da cerimónia de pódio no Parque Urbano.

    Rali acompanhado por animação nos três concelhos

    O programa volta a procurar aproximar competição e público através das Travocar Fun Zones e de diferentes iniciativas de animação. Castro Daire recebe no sábado uma exposição de viaturas, sessão de fotografias com pilotos e animação musical. Vouzela prolongará a festa pela noite, enquanto Oliveira de Frades concentrará no domingo várias atividades antes da chegada e da cerimónia de pódio.

    Com classificativas em três concelhos e uma combinação entre troços tradicionais, a passagem pela EN2 e duas super-especiais urbanas, o Rallye Constálica 2026 prepara mais um fim de semana de competição em toda a região de Dão-Lafões.

  • José Cautela estreia-se em Spa com oito pontos de vantagem na ELMS

    José Cautela estreia-se em Spa com oito pontos de vantagem na ELMS

    Piloto português disputa este fim de semana a quarta ronda da European Le Mans Series, num circuito onde nunca competiu, procurando defender a vantagem de oito pontos antes das derradeiras jornadas de Silverstone e Portimão.

    José Cautela está de regresso à competição este fim de semana para disputar as 4 Horas de Spa-Francorchamps, quarta ronda da European Le Mans Series 2026, que decorre entre 21 e 23 de agosto na Bélgica. O piloto português chega ao mítico traçado de Spa-Francorchamps, com 7,004 quilómetros e 20 curvas, numa posição favorável nas contas do campeonato, dispondo atualmente de oito pontos de vantagem.

    Será, contudo, uma estreia para Cautela naquele que é considerado um dos circuitos mais exigentes e emblemáticos do automobilismo mundial: «Estou bastante desejoso de entrar em pista. Spa-Francorchamps é um dos melhores circuitos do mundo e é uma pista nova para mim, onde nunca corri, por isso há uma motivação especial para este fim de semana», afirma.

    Apesar da margem conquistada, o português não pretende alterar a abordagem que tem seguido ao longo da temporada: «Temos oito pontos de vantagem e isso dá-nos alguma margem, mas não muda a nossa abordagem: queremos gerir corrida a corrida, somar o máximo de pontos possível e chegar a Portimão na melhor posição.»

    Depois da passagem pela Bélgica, o calendário da ELMS prossegue em Silverstone, antes da decisão da temporada em Portimão, em outubro. A atividade em Spa começa esta sexta-feira com os primeiros treinos, seguindo-se no sábado as restantes sessões de preparação e a qualificação. As 4 Horas de Spa-Francorchamps arrancam domingo, 23 de agosto, às 13h00.

    «Agora é aproveitar esta oportunidade, aprender rapidamente o circuito e dar o nosso melhor desde o primeiro momento», concluiu José Cautela.

  • Anton Morsing: «Vamos claramente apontar aos lugares cimeiros do pódio»

    Anton Morsing: «Vamos claramente apontar aos lugares cimeiros do pódio»

    Na época de estreia nos GT4, o jovem dinamarquês tem mostrado uma rápida adaptação ao Aston Martin Vantage AMR GT4 EVO da RACAR Motorsport – AMR Partner Team. As contrariedades mecânicas têm condicionado os resultados, mas a velocidade demonstrada alimenta a ambição para a segunda metade da temporada.

    Anton Morsing chegou aos GT4 em 2026 depois de competir na Nordic 4 e encontrou no Aston Martin Vantage AMR GT4 EVO um desafio muito diferente dos monolugares. A adaptação, contudo, foi mais rápida do que esperava.

    «Foi uma mudança enorme, passar de um carro leve e ágil como o fórmula para uma máquina pesada como o Aston Martin. Surpreendentemente, o processo foi bastante simples. Desde o primeiro momento em que me sentei no carro senti que era aqui que pertencia em termos de carros de competição», explica.

    A evolução tornou-se particularmente evidente em Jarama, onde o dinamarquês sentiu ter conseguido juntar várias das peças que ainda faltavam no processo de aprendizagem: «Esta temporada melhorou imenso a minha compreensão da física e do equilíbrio do carro. Conseguir conduzir e, ao mesmo tempo, perceber o que estou a fazer mal foi uma mudança de jogo para mim.»

    Mathieu Martins como referência

    Um dos elementos fundamentais nesta primeira temporada tem sido a parceria com Mathieu Martins, campeão em título do Iberian Supercars de GT e do Supercars España de GT e GT4 Pro: «Ter o Mathieu como colega de equipa tem sido tudo para a minha aprendizagem. Poder utilizar os dados dele e ver exatamente o que faz o melhor piloto foi determinante para o meu desempenho.»

    Apesar do andamento demonstrado pela dupla, vários problemas mecânicos impediram a RACAR Motorsport – AMR Partner Team de transformar regularmente essa competitividade em resultados.

    Morsing prefere, por isso, concentrar-se naquilo que pilotos e equipa conseguem controlar: «Podemos chegar a esta pausa sabendo que os dois estivemos a lutar pelas vitórias. Não há dúvida de que somos capazes de ter essa performance.»

    O jovem dinamarquês destaca igualmente o trabalho da estrutura de Odivelas, recordando o esforço realizado pelos seus elementos para manter o Aston Martin competitivo mesmo nos fins de semana mais difíceis.

    Ambição intacta para a segunda metade

    Para o que resta da temporada, Anton Morsing não pretende alterar a abordagem, embora reconheça que será importante evitar novos abandonos e começar a converter a velocidade demonstrada em resultados.

    «Vou continuar a fazer aquilo que é o meu trabalho, melhorar e conduzir da melhor forma que conseguir. Os meus objetivos não mudaram.»

    E a fasquia permanece elevada.

    «Com aquilo que o nosso carro mostrou nestas primeiras rondas, vamos claramente apontar aos lugares cimeiros do pódio no resto da temporada.»

    Mais do que estabelecer uma lista rígida de objetivos para a sua primeira época nos GT4, Morsing pretende continuar a crescer ao lado da RACAR Motorsport e de Mathieu Martins.

    «O meu objetivo é desfrutar desta época, dar o meu melhor e ver até onde isso nos leva.»

  • Miguel Cristóvão: «A expectativa é começar a ganhar corridas»

    Miguel Cristóvão: «A expectativa é começar a ganhar corridas»

    Dois pódios em Spa-Francorchamps confirmaram a evolução do piloto de Lisboa na época de estreia no Lamborghini Super Trofeo Europe. Ao volante do Huracán Super Trofeo EVO2 da Vincenzo Sospiri Racing, Miguel Cristóvão entra na segunda metade da temporada cada vez mais próximo da primeira vitória na Pro-Am.

    Miguel Cristóvão está a protagonizar uma estreia de elevado nível no Lamborghini Super Trofeo Europe. Depois das três primeiras rondas, o português soma já dois pódios na Pro-Am e tem demonstrado andamento para discutir regularmente os primeiros lugares.

    Partilhando o Lamborghini Huracán Super Trofeo EVO2 da Vincenzo Sospiri Racing com o francês Paul Levet, Cristóvão iniciou a época com apenas uma sessão de testes de preparação. Em Paul Ricard conseguiu dois quartos lugares, antes de mostrar uma clara evolução em Imola. A confirmação chegou em Spa-Francorchamps, onde a dupla conquistou um segundo e um terceiro lugares na Pro-Am. «Sentimos que estamos a evoluir e que a vitória está cada vez mais próxima. É esse o nosso objetivo», assume Miguel Cristóvão.

    Adaptação a um Lamborghini muito particular

    Depois da experiência acumulada nos GT4 e LMP3, o português encontrou no Huracán Super Trofeo EVO2 um desafio bastante diferente: «Tem muita potência e é bastante mais lento em curva do que um GT3 ou, sobretudo, do que um LMP3. A condução passa muito por fazer o carro rodar e conseguir ter a direção direita o mais cedo possível, para sairmos com a máxima tração. São técnicas diferentes e que requerem algum tempo de adaptação.»

    O piloto destaca igualmente o papel da Vincenzo Sospiri Racing e de Paul Levet nesse processo: «É uma equipa Factory Supported da Lamborghini, com muita experiência. O Paul também tem estado num nível muito elevado e tem-me dado bastante apoio na forma de tirar o melhor partido do carro.»

    A segunda metade da temporada levará o campeonato a Nürburgring, Barcelona e Monza, três rondas que Miguel Cristóvão encara com ambição crescente: «Barcelona é uma pista que conheço muito bem e acredito que podemos estar muito fortes. Em Monza teremos ainda um dia de testes e a equipa conhece muito bem o circuito. Acredito que podemos ter um final de campeonato muito forte. A expectativa é começar a ganhar corridas.»

    A prestação do português já abriu também novas perspetivas. Depois de Nürburgring, Cristóvão terá oportunidade de testar um Lamborghini GT3 a convite da equipa, possibilidade que poderá influenciar os planos para 2027: «A Lamborghini tem interesse em pilotos fortes e rápidos na categoria Bronze. É uma oportunidade que surgiu por estar nesta equipa e pelo andamento que temos demonstrado. Pode abrir outras portas, eventualmente para competir num GT3 na próxima temporada.»

    Com a adaptação ao Huracán cada vez mais consolidada, Miguel Cristóvão entra assim na fase decisiva da sua primeira temporada no Lamborghini Super Trofeo com um objetivo claro: transformar a velocidade já demonstrada em vitórias na Pro-Am.

  • Diego Rodrigues domina em Valpaços e assume liderança do Nacional de Super Enduro

    Diego Rodrigues domina em Valpaços e assume liderança do Nacional de Super Enduro

    Campeão em título venceu a Super Pole e as três finais da classe Elite, chegando à derradeira ronda com nove pontos de vantagem sobre Luís Oliveira. Na Open, Francisco Salgado reforçou também o comando do campeonato.

    Diego Rodrigues foi o grande dominador da terceira ronda do Campeonato Nacional de Super Enduro – Eduardo Coelho, Lda., disputada em Valpaços, e assumiu a liderança da classe Elite quando falta apenas uma prova para o final da temporada.

    O piloto da KTM chegou à Pista de Motocross do Cabeço três pontos atrás de Luís Oliveira, depois de o piloto da Yamaha ter dominado em Penafiel e de Rodrigues ter respondido com uma prestação semelhante em Famalicão.

    Em Valpaços, o campeão nacional em título não deixou margem para dúvidas. Depois de assinar a Super Pole, Diego Rodrigues venceu as três finais Elite, quase sempre seguido por Luís Oliveira. A exceção surgiu na terceira corrida, quando o espanhol Yago Martínez, também em KTM, conquistou o segundo lugar, relegando Oliveira para terceiro.

    Com este resultado, Diego Rodrigues passa a comandar o campeonato e chega à última jornada com nove pontos de vantagem sobre Luís Oliveira, deixando tudo por decidir para 29 de agosto, em Castanheira de Pera.

    Na classe Open, Francisco Salgado reforçou igualmente a liderança. O piloto da KTM venceu duas das três finais disputadas em Valpaços e aumentou para 18 pontos a vantagem sobre Vasco Magalhães. O piloto da TM respondeu na última final, conquistando a vitória à frente de Salgado, mantendo ainda aberta a discussão pelo título. Com 60 pontos disponíveis na derradeira ronda, a decisão da Open fica também reservada para Castanheira de Pera.

    A jornada de Valpaços, organizada pelo Grupo TT Usprigozus de Vilarandelo, levou muito público à Pista de Motocross do Cabeço e deixou os dois principais títulos do Nacional de Super Enduro em aberto para a grande final.

  • Rui Madeira regressa à ação no Caramulo Motorfestival com o Mitsubishi Lancer EVO III

    Rui Madeira regressa à ação no Caramulo Motorfestival com o Mitsubishi Lancer EVO III

    “Mundialista” português volta a fazer dupla com Paula Madeira e já tem praticamente definido um intenso programa para a segunda metade da temporada.

    Está na hora de regressar à ação. Depois da presença no RallySpirit, Rui Madeira volta à competição no Caramulo Motorfestival 2026, que se disputa de 4 a 6 de setembro, novamente aos comandos do emblemático Mitsubishi Lancer EVO III de 1995 e acompanhado pela esposa e habitual navegadora nestes desafios, Paula Madeira.

    O consagrado piloto português será um dos protagonistas da corrida Legends, integrada num evento que se afirmou definitivamente como uma das grandes celebrações nacionais da cultura automóvel. Na sua 21.ª edição, o Caramulo Motorfestival volta a reunir competição, máquinas históricas, grandes nomes do automobilismo e dezenas de milhares de adeptos num ambiente muito particular.

    “É muito bom regressar à atividade num evento como o Caramulo Motorfestival, que tem crescido de forma impressionante e onde se respira automobilismo durante todo o fim de semana. Vamos estar novamente com o Mitsubishi Lancer EVO III e com a Paula ao meu lado, uma dupla que adoramos formar neste tipo de provas. Queremos, acima de tudo, desfrutar, proporcionar espetáculo a quem estiver presente e, naturalmente, andar depressa, porque essa componente competitiva faz sempre parte de nós”, destaca Rui Madeira.

    A presença no Caramulo ganha também um significado especial pelo reencontro com uma máquina profundamente ligada à história desportiva do “mundialista” português. Com três décadas de história, o Mitsubishi continua a demonstrar uma enorme competitividade e proporcionou recentemente a Rui e Paula Madeira uma prestação de grande nível no RallySpirit, onde conquistaram um lugar no pódio depois de terem chegado a liderar a prova.

    Segunda metade da época praticamente definida

    O Caramulo Motorfestival marca igualmente o início de uma segunda parte da temporada que Rui Madeira já tem praticamente delineada e que continuará a combinar competição, espetáculo e proximidade com o público.

    Logo no fim de semana de 12 e 13 de setembro, Rui Madeira estará no Almada Extreme Sprint, assumindo o papel de embaixador do evento e realizando vários co-drives, numa viatura ainda a definir.

    Poucos dias depois poderá surgir um novo desafio no Rally Legends Luso-Bussaco, agendado para 18 a 20 de setembro. A participação está a ser ponderada e poderá trazer uma novidade importante ao programa do piloto.

    “Estamos a estudar a presença no Luso-Bussaco e há a possibilidade de o fazermos com um carro diferente, que anunciaremos no início de setembro caso tudo fique confirmado. Também não está totalmente afastada a hipótese de regressar ao Hyundai i20 N Rally2 da CRN Competition, mas neste momento ainda existem algumas questões por definir”, revela Rui Madeira.

    Para já, todas as atenções estão centradas no Caramulo Motorfestival, numa edição que terá a Fórmula 1 como um dos grandes temas e onde a tradicional Rampa Histórica voltará a constituir um dos epicentros da ação ao longo dos três dias.

    Entre máquinas de sonho, milhares de aficionados e um ambiente único, Rui Madeira e Paula Madeira regressam assim ao Mitsubishi Lancer EVO III para abrir mais um capítulo de uma temporada em que a paixão pelo automobilismo continua a ser vivida tanto pelo cronómetro como pelo espetáculo.

  • Flame Airikkala: da estreia nos GT ao Top 8 da PSCI em apenas três rondas

    Flame Airikkala: da estreia nos GT ao Top 8 da PSCI em apenas três rondas

    Sem qualquer teste de pré-temporada e depois de um início marcado pelos problemas mecânicos em Monteblanco, a jovem finlandesa transformou a sua estreia nos GT numa das revelações da Porsche Sprint Challenge Ibérica 2026. É segunda na Ladies Cup, oitava da geral e da Categoria 2 e já aponta aos pódios absolutos na segunda metade da época.

    Chegou à Porsche Sprint Challenge Ibérica para descobrir praticamente tudo. Um novo campeonato. Novos circuitos. Uma nova equipa. E, sobretudo, uma mudança radical na carreira: depois dos monolugares, Flame Airikkala enfrentava pela primeira vez o desafio da competição GT, aos comandos de um Porsche 992 GT3 Cup da portuguesa AF Motorsport.

    Três rondas depois, a jovem finlandesa chega à pausa de verão como uma das grandes revelações da temporada. Ocupa o segundo lugar da Ladies Cup, é oitava da classificação absoluta e da Categoria 2 e os seus resultados têm contribuído de forma importante para o excelente segundo lugar da AF Motorsport no campeonato reservado às equipas.

    Um percurso ainda mais significativo quando se percebe que praticamente tudo teve de ser aprendido em competição: “O início da temporada foi certamente desafiante. Infelizmente, não conseguimos terminar nenhuma das corridas em Monteblanco devido a problemas mecânicos e, sem testes de pré-temporada ou testes adicionais entre rondas, tive de me adaptar e aprender muito rapidamente.”

    Mas a resposta surgiu rapidamente: “Consegui fazer progressos significativos em cada evento. Cada novo circuito tem sido mais uma oportunidade para melhorar e toda a equipa da AF Motorsport tem dado um apoio incrível para me ajudar a desenvolver tanto o meu ritmo como o conhecimento do carro.”

    De monolugares para um Porsche 992 GT3 Cup

    A adaptação ganha outra dimensão quando se olha para o percurso de Flame. Começou no karting de aluguer aos 14 anos, passou pelo Fiesta Junior Championship e posteriormente pelos monolugares, competindo na GB4 e na Kyojo Cup, no Japão. Seguiu-se a Radical Cup UK antes da mudança, em 2026, para os GT através da Porsche Sprint Challenge Ibérica.

    E trocar um monolugar por um Porsche 992 GT3 Cup implicou reaprender algumas referências: “O que mais me surpreendeu foi provavelmente o próprio carro. É incrível de conduzir e a confiança que podemos ter nos travões e nos pneus é algo que realmente impressiona. Vindo dos monolugares, tive de me adaptar à transferência de massas, porque o Porsche tem quase o dobro do peso de um Fórmula 4, pelo que o estilo de condução é muito diferente.”

    Até o calor ibérico representou uma novidade para alguém habituada à chuva britânica e aos invernos finlandeses. O cockpit do Porsche, admite, transforma as elevadas temperaturas espanholas num desafio adicional durante os fins de semana de competição.

    AF Motorsport: aprender e crescer juntos

    Nesta adaptação acelerada, Flame destaca repetidamente o papel desempenhado pela AF Motorsport. A estrutura portuguesa colocou-a em dupla com a britânica Chloe Grant e tem desempenhado um papel fundamental na descoberta do Porsche e do próprio campeonato: “A AF Motorsport tem-me apoiado de forma incrível desde o início e desempenhou um papel enorme na minha adaptação ao campeonato. Os engenheiros e mecânicos dão-me feedback valioso depois de cada sessão, o que me tem ajudado a compreender o carro e a ganhar velocidade rapidamente, apesar de não ter feito testes de pré-temporada. Construímos uma relação de trabalho muito forte e sinto que estamos a melhorar juntos a cada ronda.”

    Os resultados desse trabalho já começaram a aparecer. Depois das dificuldades de Monteblanco, chegou o primeiro pódio na PSCI, na corrida 3 no Estoril precisamente o momento que Flame escolhe como o mais marcante da temporada até agora: “Depois de um início de época tão difícil, com os contratempos em Monteblanco, foi realmente gratificante ver todo o trabalho, meu e da equipa, ser recompensado.”

    Kika, Chloe e uma Ladies Cup que eleva a fasquia

    Se Flame é uma das grandes novidades da temporada, encontrou na Ladies Cup duas adversárias que não lhe permitem qualquer período de adaptação: a líder Francisca “Kika” Queiroz e a própria companheira de equipa, Chloe Grant.

    A finlandesa não foge à qualidade da oposição: “A Ladies Cup tem sido realmente competitiva esta temporada e tem sido fantástico fazer parte dela. Correr contra a Kika e a Chloe obrigou-me a melhorar em cada fim de semana e ter uma concorrência tão forte aumenta o nível de todas. Ambas são pilotos incrivelmente talentosas e já tivemos algumas batalhas muito próximas durante a temporada. É sempre gratificante competir contra pilotos que nos obrigam a dar mais, porque isso ajuda-nos a evoluir e a retirar o melhor de nós próprias.”

    A segunda metade da época será a solo

    Mas existe uma alteração importante a caminho. Nas três rondas finais, Flame passará a competir sozinha, deixando de partilhar o Porsche com Chloe Grant: “Nas últimas três rondas vou competir sozinha, tal como a Kika, em vez de partilhar um carro, o que me dará o dobro do tempo de pista. Cada volta adicional é mais uma oportunidade para continuar a evoluir.”

    E talvez seja esta a melhor demonstração de quanto mudou em apenas meia temporada. A piloto que chegou a Monteblanco sem testes e para descobrir a competição GT entra na segunda metade de 2026 com objetivos substancialmente mais elevados: “O meu principal objetivo para a segunda metade da temporada é aproveitar a progressão que conseguimos até agora. O objetivo é lutar consistentemente pelos pódios absolutos, assim como pelos pódios na Classe Silver e na Ladies Cup.”

    Não é uma ambição pequena para uma rookie dos GT. Mas também existe uma história familiar que ajuda a compreender de onde vem esta vontade de competir.

    Flame é neta de Pentti Airikkala, piloto que competiu no Campeonato do Mundo de Ralis, e a própria mãe também correu no Reino Unido durante a década de 1990. O Motorsport acompanhou-a, portanto, desde muito cedo: “Cresci rodeada pelo desporto. Seguir os passos deles foi sempre uma enorme motivação e estou realmente a desfrutar da oportunidade de continuar essa viagem enquanto evoluo como piloto de GT com a AF Motorsport.”

    Fora das pistas, Flame encontra na música, Noah Kahan está entre os seus artistas favoritos, nos passeios pelo paddock e no convívio com outros pilotos algumas das formas de desligar da pressão da competição. Mas, quando lhe pedimos uma mensagem para as jovens que sonham tornar-se pilotos, a resposta assume outra força: “Acreditem em vocês próprias e nunca desistam de algo pelo qual são apaixonadas. Merecem estar na grelha tanto como qualquer outra pessoa, por isso não deixem que ninguém vos diga o contrário.”

    Talvez a melhor síntese desta primeira metade da época venha, porém, da última resposta de Flame Airikkala. Para ela, competir na Porsche Sprint Challenge Ibérica significa “estar constantemente a desafiar-me para ser melhor. Cada fim de semana é uma oportunidade para competir contra um pelotão talentoso e dar mais um passo em direção ao meu objetivo de me tornar piloto profissional.”

    Três rondas foram suficientes para dar vários desses passos. Da estreia nos GT ao segundo lugar da Ladies Cup e ao Top 8 absoluto. Agora, com um Porsche exclusivamente para si e o dobro do tempo de pista, Flame Airikkala quer transformar a aprendizagem em algo ainda maior: lutar de forma permanente pelos pódios absolutos da Porsche Sprint Challenge Ibérica.

  • Daniel Vilaça: «Sinto-me cada vez mais rápido e mais confiante»

    Daniel Vilaça: «Sinto-me cada vez mais rápido e mais confiante»

    O bracarense está a protagonizar a melhor temporada de sempre no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Segundo classificado na Categoria GT, Daniel Vilaça destaca a crescente adaptação ao Porsche 997.2 GT3 Cup e o impacto da entrada na Monteiros Competições.

    Daniel Vilaça chegou à pausa de verão a viver a sua melhor época no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Depois de iniciar a temporada com um quarto lugar, o piloto bracarense respondeu com sucessivos pódios e ocupa atualmente a segunda posição na Categoria GT.

    «O balanço desta primeira metade da época é muito positivo. Sinto-me cada vez mais rápido, mais confiante e conheço melhor os traçados e o Porsche 997.2 GT3 Cup», começa por analisar. A evolução ganha ainda maior significado pelas características da máquina que conduz. «É o carro mais antigo da Categoria GT, não tem ABS, controlo de tração nem ajudas eletrónicas. Apesar disso, é um verdadeiro Porsche de competição, totalmente analógico, onde o piloto faz realmente a diferença. Quanto mais o conheço, mais consigo explorar o seu potencial.»

    Capital do Móvel foi o ponto alto

    O melhor resultado chegou na Rampa Capital do Móvel, onde Daniel Vilaça conquistou pela primeira vez o segundo lugar na Categoria GT: «Foi uma prova muito competitiva e teve um significado especial porque mostrou que o trabalho desenvolvido ao longo da época está a dar resultados. Deu-me ainda mais confiança para o que falta do campeonato.»

    O piloto atribui uma parte importante desse crescimento à entrada na Monteiros Competições, que passou a assegurar a componente técnica e logística do projeto: «Pela primeira vez tenho uma estrutura profissional a acompanhar todo o projeto. O carro é preparado ao detalhe, com o melhor setup para cada rampa, e tenho um engenheiro que, depois de cada subida, analisa comigo os tempos, os onboards e cada curva.»

    A possibilidade de se concentrar exclusivamente na vertente desportiva também tem feito a diferença: «Hoje consigo focar-me apenas na condução e na preparação desportiva. Vejo isto como um investimento na minha aprendizagem enquanto piloto.»

    Com três provas ainda por disputar, Daniel Vilaça não esconde a ambição de conservar a posição que ocupa: «O objetivo é continuar a lutar por pódios. Neste momento estou no segundo lugar do campeonato e gostava muito de terminar a época sendo vice-campeão nacional. Cada ponto conta e vou dar tudo para manter a competitividade que temos demonstrado.»

    O piloto deixou ainda agradecimentos ao Grupo Acrescentar e à Nortempresa, parceiros que tornam possível o projeto, à Monteiros Competições e também à família, amigos e todos os que o acompanham ao longo da temporada.

  • Ricardo Filipe: uma primeira metade de época feita de evolução, afirmação e sinais claros de futuro

    Ricardo Filipe: uma primeira metade de época feita de evolução, afirmação e sinais claros de futuro

    A primeira parte da temporada 2026 de Ricardo Filipe no Campeonato de Portugal de Ralis transformou-se numa caminhada feita de aprendizagem, adaptação, evolução competitiva e sinais consistentes de que o piloto algarvio, que defende as cores da Olha o Cogumelo, está a consolidar uma nova fase da sua carreira.

    O arranque no Rali Terras D’Aboboreira trouxe desde logo um resultado satisfatório, com Ricardo Filipe a terminar no Top 11 entre os concorrentes do CPR. Foi um primeiro indicador positivo numa temporada em que o objetivo passava por continuar a ganhar quilómetros, confiança e consistência num contexto altamente competitivo. Seguiu-se o enorme desafio do Vodafone Rally de Portugal, prova do Mundial de Ralis e simultaneamente pontuável para o Campeonato de Portugal de Ralis na etapa inicial, onde a dupla voltou a deixar sinais de competitividade, apesar de uma participação marcada por contratempos mecânicos.

    No Rali de Portugal, Ricardo Filipe viveu uma das experiências mais intensas da época. “Este Rali de Portugal vai ficar para sempre na nossa memória. Foi uma experiência única, um desafio tremendo, daqueles que nos levam ao limite e que muito nos ensinam”, afirmou então o piloto. Apesar do abandono, a passagem pela prova portuguesa do Mundial deixou uma marca importante: a dupla chegou a subir ao Top 3 entre os pilotos portugueses, antes de a embraiagem comprometer a continuidade.

    Mas foi no regresso ao asfalto, no Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão, que a primeira metade da temporada ganhou um novo impulso. Depois de quase um ano sem competir neste tipo de piso, Ricardo Filipe partiu para a Beira Baixa com uma abordagem consciente, mas ambiciosa. A prova marcou também o início da ligação à ARC Sport, uma mudança que rapidamente se revelou determinante. O piloto foi claro antes da partida: “Voltamos ao asfalto com cabeça, ambição e uma nova parceria técnica.” A resposta em estrada confirmou o acerto da aposta.

    Nas rápidas e exigentes especiais de Castelo Branco, Ricardo Filipe e Filipe Carvalho conseguiram impor um ritmo sólido, progressivo e competitivo. O 7.º lugar absoluto, aliado a uma classificativa entre os cinco mais rápidos, traduziu uma exibição muito positiva e reforçou a confiança no processo. “Missão cumprida. Foi um rali muito positivo, disputado a um ritmo frenético, no qual fomos capazes de mostrar uma enorme evolução. Fizemos bons tempos, encontrámos cada vez mais confiança no carro e saímos de Castelo Branco ainda mais motivados”, sublinhou Ricardo Filipe.

    A ligação à ARC Sport tornou-se, a partir daí, um dos eixos centrais desta fase da temporada. Não apenas pela preparação do Skoda Fabia R5, mas pela forma como a estrutura tem acompanhado o crescimento competitivo do piloto. “O Skoda Fabia R5 funcionou de forma perfeita. A ARC Sport realizou um grande trabalho na preparação e no acompanhamento do carro, confirmando tudo aquilo que já tínhamos sentido nos primeiros contactos com a equipa”, destacou o piloto algarvio. Mais tarde, já no contexto madeirense, reforçaria essa ideia: “A ARC Sport tem feito um trabalho excelente no carro, mas também na forma como me apoia na minha evolução como piloto.”

    A dupla operação madeirense trouxe novo contexto, novas exigências e mais quilómetros importantes. No Rali da Calheta, já com Rui Rodrigues no lado direito, Ricardo Filipe encontrou uma oportunidade valiosa para preparar o Rali da Madeira. A especificidade do asfalto madeirense, a necessidade de referências locais e o conhecimento do navegador madeirense tornaram esta prova numa etapa fundamental do percurso competitivo. “O Rali da Calheta foi um teste excelente para o Rali da Madeira. Conseguimos fazer quilómetros, ganhar ritmo e perceber melhor este asfalto tão particular”, afirmou.

    O resultado confirmou o valor desse trabalho: Top 8 absoluto, 3.º entre as equipas que disputam o CPR e vários tempos bem dentro do Top 10. Mais uma vez, o resultado desportivo foi importante, mas a forma como foi construído talvez tenha sido ainda mais relevante. Ricardo Filipe mostrou segurança, consistência e capacidade para andar rápido sem perder de vista os limites definidos.

    Rali Serra da Cabreira, 27 e 28 de Março de 2026, Foto: Ricardo Oliveira / #GoAgency

    O Rali da Madeira acabou por ter um desfecho ingrato, com o abandono na PEC 7, Ribeiro Frio, devido à quebra de uma transmissão. Ainda assim, até esse momento, Ricardo Filipe e Rui Rodrigues rodavam já na luta pelo Top 10 entre as equipas pontuáveis para o Campeonato de Portugal de Ralis e dentro do Top 20 absoluto. Num rali com uma lista de inscritos fortíssima, esse posicionamento confirmou a evolução apresentada ao longo da primeira metade da época. “Foi um final infeliz para um rali que estava a ser muito positivo. Até aí, estávamos a fazer aquilo que tínhamos planeado: rápidos, consistentes e sem exageros”, resumiu o piloto.

    Feito o balanço, a primeira parte da época de Ricardo Filipe deixa uma leitura muito clara. Houve resultados importantes, como o Top 7 em Castelo Branco e o Top 8 na Calheta. Houve prestações de qualidade, como os tempos no Top 5 e Top 10 em diferentes especiais. Houve abandonos frustrantes, mas houve também sinais inequívocos de crescimento. O piloto está mais consistente, mais confiante, mais adaptado ao Skoda Fabia R5 e fortalecido pela relação com a ARC Sport.

    Para o que falta da temporada, a prioridade passará agora pelos pisos de terra. Depois de uma fase muito centrada no asfalto, entre Castelo Branco e a Madeira, Ricardo Filipe entra na segunda metade do ano com o objetivo de “privilegiar a evolução em terra, acumulando quilómetros, consolidando ritmo e transportando para esse piso a confiança competitiva que temos vindo a construir”.

  • Estoril Classics celebra 10.ª edição com regresso da Endurance Racing Legends

    Estoril Classics celebra 10.ª edição com regresso da Endurance Racing Legends

    Autódromo do Estoril recebe, de 18 a 20 de setembro, a 10.ª edição do Estoril Classics, com três dias dedicados ao automobilismo histórico e o regresso de uma das categorias mais espetaculares do programa da Peter Auto.

    Entre os principais destaques está o regresso da Endurance Racing Legends, categoria que reúne alguns dos GT e protótipos mais marcantes das décadas de 1990 e 2000. Maserati MC12 GT1, Chrysler Viper GTS-R, Porsche 993 GT2, Porsche 997 GT3 RSR ou Ferrari F430 GTC estão entre as máquinas que representam esse período.

    O programa começa na sexta-feira com treinos e qualificações. O Classic GP, reservado aos Fórmula 1 anteriores a 1986, entra em pista às 10h35 e qualifica às 15h20. As duas divisões da Endurance Racing Legends terão igualmente duas sessões de qualificação ao longo do dia.

    Sábado concentra primeira grande jornada de corridas

    No sábado, a primeira corrida da Endurance Racing Legends 1, para LMP e GT1, está marcada para as 13h45. O Classic GP disputa a primeira corrida às 15h40, seguindo-se, às 16h20, a prova da Endurance Racing Legends 2, dedicada aos GT2. O programa inclui ainda Gentlemen Challenge, Classic Endurance Racing, Heritage Touring Cup, Iberian Historic Endurance, Sixties’ Endurance e 2.0L Cup, com competição a prolongar-se até às 21h00.

    No domingo, a Endurance Racing Legends 1 regressa à pista às 10h30, enquanto a segunda corrida do Classic GP está agendada para as 14h00. A Endurance Racing Legends 2 corre às 14h40 e o Iberian Historic Endurance encerra o programa competitivo às 16h55.

    Paddock volta a estar aberto ao público

    Uma das características do Estoril Classics continuará a ser a proximidade entre adeptos, pilotos, equipas e automóveis históricos, com acesso ao Paddock. Os bilhetes de Paddock, esgotados nas últimas seis edições, já estão à venda, existindo opções diárias e um passe para os três dias. Todos permitem também acesso à bancada da reta da meta.

    A entrada é paga a partir dos 16 anos. Até aos 15 anos, o acesso é gratuito quando acompanhado por um adulto, com um máximo de duas crianças ou jovens por adulto. O estacionamento no parque de terra será igualmente gratuito, sujeito à disponibilidade.

    Com Fórmula 1 históricos, protótipos, GT e turismos de diferentes gerações, o Estoril Classics prepara três dias de viagem pela história do automobilismo, tendo no regresso da Endurance Racing Legends um dos grandes argumentos da edição de 2026.