Depois da emocionante ronda inaugural disputada no Rali Terras d’Aboboreira, a PEUGEOT Rally Cup Ibérica 2026 prossegue este fim de semana com o Rallye Rías Baixas, segunda prova da temporada, que levará as equipas aos emblemáticos troços de asfalto da região de Vigo.
À partida estarão 13 Peugeot 208 Rally4, num pelotão composto por nove equipas espanholas, três portuguesas e uma dupla russa, naquela que será a primeira prova da época integralmente disputada em asfalto.
As cores nacionais serão defendidas por Pedro Câmara/João Câmara, líderes do troféu após o triunfo alcançado na Aboboreira, bem como por Joni Gonçalves/João Serôdio e Afonso Santos/Alexandre Rodrigues, ambos determinados em discutir os lugares da frente e reforçar a presença portuguesa na luta pelo título. Do lado espanhol, os principais adversários serão Miguel Garcia/Carla Salvat, atuais líderes do Desafío Peugeot, e Francisco Puertas/Sérgio Fernández, vencedores de uma das provas do troféu espanhol e fortes candidatos ao triunfo perante o seu público.
Depois de uma primeira jornada marcada pelo equilíbrio, a segunda ronda poderá começar a desenhar as primeiras tendências da classificação geral, numa competição onde cada ponto poderá revelar-se decisivo nas contas finais.
Organizado pela Escudería Rías Baixas, o rali disputa-se nos dias 3 e 4 de julho, integrando 12 classificativas e 126,68 quilómetros cronometrados, distribuídos por um percurso total de 415,54 quilómetros. A jornada inaugural, na sexta-feira, contempla quatro especiais, enquanto o decisivo segundo dia reserva oito classificativas, incluindo a Power Stage na segunda passagem por Vigo-Nigrán.
Depois do espetáculo proporcionado na Aboboreira, estão reunidos todos os ingredientes para mais uma batalha intensa entre os Peugeot 208 Rally4, numa competição que continua a afirmar-se como uma das principais plataformas de promoção de jovens talentos dos ralis na Península Ibérica.
A dupla Ricardo Filipe / Rui Rodrigues, aos comandos de um Skoda Fabia R5, prepara-se para disputar o Rali da Calheta, nos dias 3 e 4 de julho, numa participação que assume particular importância na preparação da próxima ronda do Campeonato de Portugal de Ralis, o Rali da Madeira.
Depois do excelente Top 7 alcançado no Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão, Ricardo Filipe chega à “Pérola do Atlântico” motivado para dar continuidade ao processo de evolução iniciado com a ARC Sport. O piloto algarvio, que defende as cores da Olha o Cogumelo, encara a prova da Calheta sobretudo como uma oportunidade para acumular quilómetros, adaptar a condução às características muito próprias das estradas madeirenses e aprofundar o conhecimento do Skoda Fabia R5 neste tipo de asfalto.
“O Rali da Calheta será fundamental para prepararmos bem a participação no Rali da Madeira, que é a próxima prova do Campeonato de Portugal de Ralis. As estradas da Madeira são muito características, exigentes e obrigam a uma habituação e a um conhecimento profundo. Queremos fazer quilómetros, ganhar ritmo e recolher o máximo de informação possível”, afirma Ricardo Filipe.
Nesta jornada, o piloto algarvio terá ao seu lado Rui Rodrigues, navegador natural e residente na Madeira, cuja experiência e conhecimento local representam uma importante mais-valia para enfrentar as especiais da Calheta: “Dou as boas-vindas ao Rui Rodrigues. Conhece muito bem a ilha, as estradas e a realidade dos ralis madeirenses, pelo que será uma ajuda preciosa. Estou certo de que nos vamos entrosar sem qualquer problema e de que rapidamente encontraremos uma boa dinâmica dentro do carro”.
Também a experiência da ARC Sport nas provas disputadas na Madeira reforça a confiança do piloto para este novo desafio. A estrutura volta a assegurar a preparação e a assistência técnica ao Skoda Fabia R5, depois de uma estreia muito positiva no Rali de Castelo Branco.
“Conto muito com o apoio e o aconselhamento da ARC Sport. É uma estrutura excelente, com um vasto conhecimento das provas na Madeira, e isso transmite-nos muita confiança. Vamos trabalhar em conjunto para evoluir ao longo do rali e chegar à prova do CPR o mais bem preparados possível”, acrescenta.
Embora o principal objetivo passe pela preparação do Rali da Madeira, Ricardo Filipe e Rui Rodrigues não deixam de ambicionar uma prestação competitiva neste rali. A dupla pretende encontrar rapidamente um ritmo sólido, evoluir ao longo das especiais e lutar por um resultado positivo, sem perder de vista a missão principal de consolidar referências e afinar todos os detalhes para o compromisso seguinte.
O Rali da Calheta 2026 terá 9 Provas Especiais de Classificação, num total de 87,14 quilómetros cronometrados. O percurso completo soma 266,49 quilómetros.
Depois da histórica passagem por Le Mans, a Porsche Cup Brasil C6 Bank prossegue a sua digressão europeia este fim de semana no Autódromo Internacional do Algarve, palco da quinta ronda da Carrera Cup e da terceira jornada da Challenge. A competição reúne um impressionante pelotão de 57 Porsche 911 GT3 Cup, prometendo mais um fim de semana de grande espetáculo numa das pistas mais desafiantes da Europa.
Conhecido pela sua acentuada variação de altimetria e pelo traçado técnico que lhe valeu a alcunha de “montanha-russa”, o circuito algarvio volta a receber uma das mais prestigiadas competições monomarca do mundo, poucos anos antes de acolher novamente a Fórmula 1, já confirmada para 2027 e 2028.
Na Carrera Cup, Jeff Giassi chega ao Algarve na liderança do campeonato, com 124 pontos, beneficiando do abandono de Marçal Muller na última corrida de Le Mans. O bicampeão da pista portuguesa, que continua a ser o único piloto do atual pelotão com mais de uma vitória no Algarve, ocupa a segunda posição da classificação, apenas sete pontos atrás do líder.
Miguel Paludo, dez vezes campeão da Porsche Cup Brasil, segue no terceiro posto do campeonato, depois de em Le Mans se ter tornado no piloto com mais pódios da história da competição, somando já 165 presenças no top 3.
Também a Carrera Sport e a Carrera Rookie chegam ao Algarve com os campeonatos bem animados, destacando-se a liderança de Lineu Pires na Sport e o excelente momento do jovem Pipo Massa, vencedor das duas corridas da Rookie em Le Mans.
Na Challenge, que regressa à competição após uma pausa de três meses, Gerson Campos lidera a classificação com 92 pontos, mas terá forte oposição de Will Cesar, Cecilia Rabelo e Daniel Neumann, enquanto Enrico Pedrosa chega particularmente motivado depois de vencer as duas corridas da ronda anterior, disputada no Velocitta.
A atividade em pista começa já na quinta-feira com as primeiras sessões de treinos, seguindo-se mais ensaios livres na sexta-feira. As qualificações e as primeiras corridas realizam-se no sábado, ficando as segundas mangas reservadas para domingo, com grelhas parcialmente invertidas, numa fórmula que habitualmente garante corridas particularmente disputadas.
Será, assim, mais um fim de semana de grande nível competitivo no Algarve, onde os campeonatos entram numa fase decisiva antes da realização, na semana seguinte, da primeira prova de resistência da temporada da Porsche Cup Brasil, igualmente marcada para o Autódromo Internacional do Algarve.
O Rallye Verde Centro assinalou da melhor forma o regresso dos ralis a Figueiró dos Vinhos, proporcionando dois dias de grande espetáculo nos históricos troços de Campelo, Chimpeles e Ribeira de Alge. Organizada pelo Clube Automóvel da Marinha Grande (CAMG), em parceria com o Município de Figueiró dos Vinhos, a prova reuniu 30 equipas, confirmou a forte ligação da região ao desporto automóvel e superou as expectativas da organização.
No plano desportivo, João Ferreira e António Costa foram os grandes protagonistas da prova. Na estreia do piloto oficial da Toyota Gazoo Racing em pisos de asfalto, a dupla dominou por completo a competição ao volante de um Toyota GR Yaris Rally2, vencendo todas as classificativas e conquistando de forma categórica a vitória absoluta.
André Cabeças, em Citroën C3 Rally2, terminou na segunda posição, enquanto António Cruz Monteiro, aos comandos de um Peugeot 208 T16 R5, fechou o pódio absoluto, resultado que lhe valeu igualmente o triunfo entre os concorrentes do Campeonato Centro de Ralis. Nas duas rodas motrizes, Bruno Pedrosa, em Honda Civic, foi o vencedor da classificação reservada ao Campeonato Centro de Ralis 2RM.
Fora das classificações, o grande vencedor foi também o público. Milhares de aficionados marcaram presença ao longo das classificativas e da Super Especial disputada no centro de Figueiró dos Vinhos, criando um ambiente que confirmou a aposta da organização no regresso da modalidade ao concelho.
No final, o presidente do Clube Automóvel da Marinha Grande, Ferdinando Barros, fez um balanço muito positivo: “O sucesso deste Rallye Verde Centro é o resultado do trabalho conjunto de muitas pessoas e entidades. Quero agradecer aos pilotos, navegadores, equipas, oficiais de prova, forças de segurança, bombeiros, voluntários, patrocinadores e ao fantástico público que criou um ambiente extraordinário. Um agradecimento muito especial ao Município de Figueiró dos Vinhos, que acreditou neste projeto desde o primeiro momento. Tudo faremos para regressar em 2027 com uma prova ainda mais forte e afirmar definitivamente o Rallye Verde Centro no panorama nacional.”
Com uma organização elogiada, uma excelente resposta do público e um elevado nível competitivo, a primeira edição do Rallye Verde Centro deixa fortes indicadores de que poderá afirmar-se como uma das provas de referência do Campeonato Centro de Ralis nos próximos anos.
A quarta jornada do Campeonato de Portugal de Ralicross, disputada no Circuito do Alto do Roçário, em Sever do Vouga, ficou muito aquém das expectativas de Adão Pinto. O tricampeão nacional de Abragão, Penafiel, viu um fim de semana que prometia ser de luta pelos lugares da frente transformar-se num verdadeiro calvário, marcado por sucessivos problemas mecânicos e diversos incidentes.
Depois de chegar a Sever do Vouga motivado pelo excelente arranque de temporada, coroado por dois segundos lugares à geral e uma vitória absoluta em Mação, o piloto do Opel Astra OPC viu os primeiros contratempos surgirem logo antes da primeira manga de qualificação.
Quando se dirigia para a pré-grelha, a caixa de velocidades cedeu, impedindo-o de sequer alinhar à partida: “Foi um início muito frustrante. Nem tivemos oportunidade de mostrar o nosso andamento na primeira manga, porque a caixa de velocidades avariou ainda antes de entrarmos em pista.”
A equipa conseguiu reparar a viatura a tempo da segunda manga, onde Adão Pinto voltou a demonstrar competitividade. No entanto, na última volta, à entrada da Joker Lap, um forte impacto num buraco existente na pista provocou o descolamento de um pneu da jante. Mesmo terminando a corrida em apenas três rodas, o piloto conseguiu um meritório 7.º lugar, encerrando o primeiro dia na 14.ª posição da classificação geral: “Tínhamos andamento para muito mais. Infelizmente, voltámos a ser penalizados por um incidente que nos fez perder um resultado importante. Apesar de tudo, ainda conseguimos terminar a manga e manter-nos na luta.”
As esperanças de recuperação para o domingo acabariam, contudo, por durar muito pouco. Na terceira manga de qualificação, a caixa de velocidades voltou a ceder, ditando o abandono definitivo de Adão Pinto da prova de Sever do Vouga: “Foi um daqueles fins de semana em que praticamente tudo correu mal. Trabalhámos muito, nunca baixámos os braços, mas houve problemas que simplesmente não conseguimos ultrapassar.”
Apesar do desfecho amargo, o piloto penafidelense garante que a motivação permanece intacta e que toda a equipa já está focada na próxima ronda do campeonato: “Agora é tempo de recuperar o ânimo, rever tudo no carro e voltar ainda mais fortes. Este resultado não apaga aquilo que temos feito desde o início da época e continuamos plenamente determinados em lutar pelos títulos.”
A passagem por Sever do Vouga representou, assim, um inesperado revés numa temporada que até aqui vinha sendo marcada por excelentes resultados. Adão Pinto deixa, contudo, uma mensagem de confiança: a velocidade continua lá, a competitividade também, e o objetivo passa agora por transformar a desilusão deste fim de semana numa motivação acrescida para regressar às vitórias já na próxima prova do Campeonato de Portugal de Ralicross.
Nuno Caetano voltou a levar as cores de Portugal à mais famosa rampa do mundo. O piloto português, radicado em Londres e um verdadeiro “globetrotter” do automobilismo nacional, marcou presença na edição de 2026 da Pikes Peak International Hill Climb, terminando num meritório quarto lugar da categoria Open, aos comandos de um Porsche Cayman GT4 profundamente modificado.
Considerada uma das mais míticas e exigentes competições do desporto automóvel mundial, a Pikes Peak International Hill Climb realiza-se desde 1916 no estado norte-americano do Colorado, sendo conhecida como a “Race to the Clouds”. Ao longo de 19,99 quilómetros e 156 curvas, os pilotos enfrentam uma subida que liga os 2.862 metros de altitude da partida aos 4.302 metros do cume de Pikes Peak, num percurso onde a rarefação do oxigénio, as mudanças de aderência e a elevada exigência técnica tornam cada participação num enorme desafio.
Depois de não ter competido em 2025, Nuno Caetano regressou com um projeto preparado praticamente à última hora, recorrendo a um Porsche Cayman GT4 que já não se enquadrava na regulamentação da categoria GT4. A solução passou por adaptar a viatura para a classe Open, com a instalação de um turbocompressor e diversas alterações aerodinâmicas, entrando numa categoria onde competem alguns dos automóveis mais extremos da prova.
Apesar das dificuldades e da forte concorrência, o piloto português voltou a demonstrar toda a sua capacidade de adaptação, concluindo a subida no Top 4 da categoria.
“A prova foi positiva. O mais importante era voltar a participar para continuar a ganhar memória e experiência nesta rampa. A escolha do carro aconteceu praticamente à última hora e tivemos de o adaptar à categoria Open, que é uma classe muito competitiva, onde aparecem carros extremamente rápidos. Sabíamos que este Porsche nunca conseguiria repetir os tempos do carro que utilizei anteriormente, mas terminar apenas cerca de dez segundos acima do meu melhor registo, numa subida de aproximadamente dez minutos, deixa-nos muito satisfeitos”, explicou Nuno Caetano.
O piloto português olha agora para o futuro e pretende regressar ainda mais competitivo: “Agora é tempo de preparar 2027 com mais antecedência e de forma mais estruturada. Ainda não sei se voltaremos à categoria GT4 ou se optaremos por outro projeto, mas o objetivo mantém-se. Quero lutar por um grande resultado e, acima de tudo, concretizar a ambição de descer abaixo da barreira dos dez minutos em Pikes Peak. Esse continua a ser o meu grande desafio a médio prazo”.
Com mais uma participação concluída na lendária “Race to the Clouds”, Nuno Caetano reforça a presença portuguesa numa das competições mais prestigiadas e desafiantes do automobilismo internacional, continuando a escrever o seu nome entre os pilotos que ousam enfrentar uma montanha onde terminar já representa uma conquista.
O jovem duriense, de apenas 18 anos, venceu as seis subidas do fim de semana, pulverizou sucessivamente o recorde da “Serpente do Douro” e tornou-se no mais jovem vencedor absoluto de sempre do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.
A Rampa do CAR 2026 ficará para sempre gravada na história do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Não apenas pelo espetáculo proporcionado pelos 81 pilotos presentes ou pelo muito público que, ao longo dos dois dias, voltou a encher a mítica “Serpente do Douro”, em Santa Marta de Penaguião, mas sobretudo porque assistiu ao nascimento definitivo de uma nova estrela da Montanha portuguesa.
O Clube Automóvel da Régua concluiu a organização da quarta prova da temporada com um justificado sentimento de missão cumprida. Num fim de semana marcado por vários acidentes e problemas mecânicos, a organização respondeu sempre com rapidez, rigor e enorme eficácia, cumprindo escrupulosamente os horários e assegurando que a competição decorresse com elevados padrões de segurança e qualidade organizativa.
Mas a grande história do fim de semana teve um único protagonista. Aos 18 anos, Tomás Pinto escreveu uma das páginas mais marcantes da história recente da modalidade. O jovem piloto da Famaconcret Racing Team, tripulando um BRC CM05 Evo preparado pela FR Power, venceu absolutamente tudo o que havia para vencer. Foi o mais rápido nas três subidas de treinos oficiais, repetiu o feito nas três Subidas Oficiais de Prova, pulverizou sucessivamente o recorde dos Protótipos B da Rampa CAR, fixando-o em 1.43,201, curiosamente durante uma subida de treinos, e tornou-se no mais jovem vencedor absoluto de sempre de uma prova do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.
Mais impressionante ainda foi a forma como conquistou o triunfo. Num campeonato onde a discussão da vitória absoluta costuma estar reservada aos muito mais competitivos Protótipos A, Tomás Pinto levou o seu Protótipo B ao lugar mais alto do pódio, vencendo com 3,357 segundos de vantagem e demonstrando uma combinação impressionante de velocidade, talento, maturidade competitiva e enorme autoridade. A Montanha portuguesa ganhou definitivamente uma nova estrela.
Protótipos B dominaram por completo a geral
O triunfo de Tomás Pinto foi apenas o ponto mais alto de um fim de semana absolutamente extraordinário para os Protótipos B. Apenas Nuno Caetano (Osella PA2000 EVO2-PA30) conseguiu impedir um domínio absoluto da divisão. O piloto apoiado pela PowerHouse foi melhorando subida após subida até assegurar um brilhante segundo lugar absoluto, terminando a 2,831 segundos do vencedor e conquistando naturalmente o triunfo entre os Protótipos A.
O terceiro lugar absoluto pertenceu a Gonçalo Inácio (BRC B49). O piloto da Diatosta, igualmente assistido pela PowerHouse, confirmou toda a evolução evidenciada desde o início da temporada e alcançou o primeiro pódio absoluto da carreira, terminando a apenas 3,357 segundos de Tomás Pinto. Também Nuno Guimarães (Silver Car S2) voltou a demonstrar toda a competitividade que habitualmente apresenta na prova disputada praticamente “em casa”, concluindo no quarto lugar absoluto, a 3,786 segundos, enquanto Sérgio Nogueira (Silver Car S3) fechou o Top 5, a 6,553 segundos do vencedor.
O domínio dos Protótipos B foi simplesmente esmagador: quatro dos cinco primeiros classificados da geral pertencem a esta divisão.
Luís Nunes continua imparável nos Super Challenge
Primeiro dos “não protótipos” voltou a surgir Luís Nunes (Škoda Fabia R5). O sete vezes campeão nacional rubricou mais uma exibição de enorme consistência, terminou no sexto lugar absoluto e voltou a dominar completamente a Categoria Super Challenge, vencendo com 16,345 segundos de vantagem sobre Manuel Pereira (Mitsubishi Lancer Evolution VI). O terceiro lugar da categoria ficou para Bruno Carvalho (Citroën Saxo S1600), a 18,338 segundos do vencedor.
Luís Nunes (Škoda Fabia R5) venceu naturalmente entre os SC-A, com Manuel Pereira no segundo posto e João Simões a fechar o pódio, Pedro Cardoso (SEAT Leon Cupra) impôs-se nos SC-B, após duelo intenso com Miguel Gonçalves (BMW E36 Coupé), enquanto Simplício Taveira (Peugeot 207 RC) conquistava o último degrau do pódio. Bruno Carvalho (Citroën Saxo S1600) voltou a dominar os SC-C, na frente de Alberto Pereira (Honda Civic) e Luís Fernandes (Peugeot 106). Já Bruno Gomes (Fiat Punto 85 Sport) confirmou o favoritismo nos SC-D, triunfando na frente de Tiago Teixeira (Peugeot 106) e Filipe Borges (Citroen AX).
José Carlos pouca Sorte conquista a primeira vitória nos GT
A ausência de José Rodrigues abriu novas perspetivas na Categoria GT e quem melhor aproveitou foi José Carlos Pouca Sorte (Porsche 991 GT3 Cup). O piloto de Resende da Megamotors rubricou uma exibição extremamente sólida e conquistou finalmente a primeira vitória da carreira na categoria, terminando ainda no sétimo lugar da classificação absoluta.
A luta pelo triunfo foi intensa praticamente até à derradeira subida oficial, com Beatriz Correia (Porsche 911 GT3 Cup) a realizar provavelmente a melhor exibição da temporada. A jovem piloto da JC Group Racing Team terminou a apenas 4,308 segundos do vencedor e levou ainda o seu Porsche ao décimo lugar absoluto. O pódio ficou completo com Daniel Vilaça (Porsche 911 GT3 Cup), que voltou a confirmar toda a regularidade que vem demonstrando esta época.
Uma palavra para Martim Magalhães (PRM Fun Boost GT). O jovem piloto alcançou o melhor resultado absoluto da carreira ao terminar na oitava posição da geral, colocando um quinto Protótipo B entre os dez primeiros classificados e confirmando igualmente a enorme competitividade desta divisão.
Logo atrás surgiu Pedro Alves (Cupra Leon TCR). O campeão nacional em título voltou a impor a sua lei na Categoria Turismo, conquistando o terceiro triunfo consecutivo da temporada e reforçando claramente a candidatura à renovação do título nacional.
Atrás do piloto transmontano terminaram Daniel Pacheco (Mitsubishi Lancer Evo X), vencedor da Divisão Turismo 1, a 3,312 segundos, e Parcídio Summavielle (Ford Fiesta R5), a 6,247 segundos de Pedro Alves, que, também foi, sem contestação, também vencedor na Divisão 2, aqui secundado por Paulo Cardoso (Cupra TCR) e Joel Silva (Seat Ibiza). Já Pacheco e Summavielle ocuparam os dois primeiros lugares na Divisão 1, com Luís Silva Jr, (Mitsubishi Lancer) a fechar o pódio.
Na Divisão Turismo 3, a vitória pertenceu a Nuno Guimarães (Ginetta G40 GT5), autor de uma exibição a toda a prova. Rápido e consistente, o jovem duriense impôs-se perante o seu colega de equipa André Brás Jr., com este a revelar enorme garra e foco ao ultrapassar um despiste aparatoso na 1ª Subida de Prova, recuperando nas duas seguintes até ao degrau intermédio do pódio. Aníbal Pinto (Renault Clio R3), foi um justo terceiro classificado, numa prova em que o seu carro finalmente não lhe deu problemas.
Com a Rampa do CAR concluída, o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group entra agora na segunda metade da temporada ainda mais competitivo. O espetáculo continua a crescer, o público responde em massa e uma nova geração de pilotos começa a escrever algumas das páginas mais belas da história recente da Montanha portuguesa.
A Citroën apresentou o C3 Aircross Marine Nationale, um concept exclusivo desenvolvido para assinalar os 400 anos da Marinha Francesa, numa parceria que une duas instituições marcadas pela inovação, espírito de serviço e compromisso com as populações.
Baseado no novo C3 Aircross, este show car distingue-se por uma estética robusta e aventureira, concebida para missões em ambientes exigentes. O exterior recebe uma pintura inspirada no universo naval, para-choques redesenhados, faróis de nevoeiro específicos, arcos de roda alargados, pneus de utilização mista e uma caixa de tejadilho destinada ao transporte de equipamento de mergulho.
O habitáculo prolonga esta identidade, recriando o ambiente dos submarinos da Marinha Francesa através de uma iluminação ambiente em vermelho, materiais exclusivos e diversos apontamentos alusivos ao aniversário da instituição.
A escolha do C3 Aircross para este projeto não foi casual. A Citroën destaca as qualidades do SUV compacto, disponível com várias motorizações e capacidade para até sete ocupantes, como uma base ideal para representar uma parceria assente na versatilidade, robustez e espírito de missão.
Mais do que um exercício de estilo, o Citroën C3 Aircross Marine Nationale constitui uma homenagem aos 400 anos da Marinha Francesa, demonstrando como o design automóvel pode cruzar-se com a história, a tecnologia e o serviço público para dar origem a um concept carregado de simbolismo.
O Campeonato de Portugal Clássicos de Montanha JC Group proporcionou, na Rampa do CAR, uma das mais interessantes corridas da temporada. Beneficiando de um dos melhores alinhamentos de pilotos de 2026, ofereceu um duelo de elevado nível entre dois dos seus principais protagonistas.
No final, a vitória sorriu a Rui Costa (Ford Escort RS1600). Depois de concluir a jornada de sábado atrás do rival, o piloto aumentou significativamente o ritmo durante o domingo, respondeu da melhor forma ao desafio lançado pela concorrência e acabou por conquistar mais um triunfo na presente temporada, terminando com 4,392 segundos de vantagem.
O grande adversário foi Ricardo Pereira (Ford Escort RS2000). O piloto começou o fim de semana da melhor forma, impondo-se na primeira Subida Oficial de Prova disputada no sábado e encerrando a jornada inaugural na liderança. No entanto, Rui Costa respondeu de forma categórica no domingo e acabou por inverter a classificação, relegando Ricardo Pereira para uma meritória segunda posição, depois de um duelo de grande qualidade entre dois Ford Escort preparados ao mais alto nível.
O pódio ficou completo com o atual campeão nacional Flávio Sainhas (Ford Escort MK I). Apesar de em 2026 não disputar o campeonato a tempo inteiro, o piloto da Covilhã voltou a demonstrar toda a sua qualidade, terminando a 7,880 segundos do vencedor e garantindo mais uma presença no pódio.
A luta pelo terceiro lugar foi, aliás, uma das mais equilibradas da categoria. Flávio Sainhas teve de aplicar-se até final para bater o regressado Pedro Silva (Volkswagen Golf 16S), conseguindo assegurar a última posição do pódio por apenas oito décimos de segundo, num duelo que manteve o interesse competitivo até à derradeira subida.
O Circuito do Alto do Roçário, em Sever do Vouga, recebeu mais uma vibrante jornada do Campeonato de Portugal de Ralicross/Kartcross, com a quarta ronda da temporada a confirmar o enorme equilíbrio da competição. Entre os grandes protagonistas estiveram Tiago Ventura, que se tornou no quarto vencedor diferente da época na Nacional 2RM, e Mário Barbosa, que regressou em grande para triunfar na Super 1600.
Na sempre disputada Nacional 2RM, Tiago Ventura (Citroën Saxo) conquistou a sua primeira vitória da temporada, impondo-se perante Hélder Ribeiro e o regressado Pedro Tiago, ambos também em Citroën Saxo. A jornada ficou ainda marcada pelo azar de Bruno Lima, um dos favoritos, que ficou afastado da final devido a problemas mecânicos.
Na Super 1600, Mário Barbosa (Peugeot 208) regressou à competição da melhor forma, vencendo uma emocionante final decidida por menos de um segundo face ao campeão nacional Jorge Machado. Luís Pedro Ferreira completou o pódio, resistindo ao forte ataque de Rafaela Barbosa.
Nos Supercars, Sérgio Dias voltou a confirmar o favoritismo, dominando todas as corridas de qualificação e vencendo a final com autoridade, à frente de António Sousa e Leonel Sampaio.
Também Manuel Pinto manteve o domínio no Open RX, alcançando em Sever do Vouga a sua terceira vitória da temporada, enquanto Lucas Moura herdou o triunfo entre os Iniciados, após Michael Braun ser penalizado em dez segundos por um toque na final.
No Kartcross, Sérgio Castro reforçou a liderança do campeonato ao conquistar a segunda vitória da época, batendo Fábio Machado e Gustavo Henriques numa final muito competitiva.
O Campeonato de Portugal de Ralicross/Kartcross prossegue agora nos dias 25 e 26 de julho, com o regresso ao Circuito Internacional de Montalegre para a quinta jornada da temporada.