Rafael Cardeira vai continuar a representar o Sporting Clube de Portugal nas próximas temporadas, depois de renovar o seu vínculo com o clube até 2027, com mais um ano de opção.
O piloto prolonga assim uma ligação iniciada em 2018, reforçando uma parceria sólida que tem acompanhado a sua evolução no automobilismo nacional, onde atualmente compete de forma regular no Campeonato de Portugal de Ralis.
“É sempre uma sensação incrível. Poder representar o clube do meu coração a fazer o que mais gosto é o melhor que podia pedir. É um orgulho muito grande continuar a representar esta grande instituição”, afirmou Rafael Cardeira.
Ao longo dos últimos anos, o piloto tem construído um percurso consistente, passando por diferentes categorias e consolidando a sua presença no panorama dos ralis em Portugal. A ligação ao Sporting CP tem sido um elemento diferenciador no seu projeto, não só pela visibilidade proporcionada aos parceiros, mas também pela forte ligação às comunidades locais e pelo apoio dos adeptos ao longo das provas.
Com esta renovação, Rafael Cardeira reforça o compromisso de continuar a evoluir desportivamente e de lutar por resultados que dignifiquem o nome do clube leonino nas estradas dos ralis nacionais.
O primeiro dia de competição da Rampa da Penha, segunda prova da temporada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, confirmou todas as expectativas de competitividade, num sábado disputado sob excelentes condições meteorológicas.
Com sol, temperaturas amenas e pouco vento, os 84 pilotos presentes tiveram oportunidade de explorar ao máximo os cerca de 2,78 quilómetros do exigente traçado vimaranense, numa jornada que incluiu duas subidas de treinos oficiais e a primeira subida de prova, responsável por estabelecer o primeiro escalonamento competitivo do fim de semana. Num plano organizativo, destaque para o trabalho do Demoporto, que voltou a evidenciar elevado nível de eficácia.
Hélder Silva impõe ritmo e assume comando
Na luta pela geral, Hélder Silva (Norma FC20 M20FC) voltou a demonstrar o porquê de ser a grande referência da Montanha nacional. O pentacampeão nacional em título foi o mais rápido ao longo de toda a jornada e, na única subida oficial de prova do dia, estabeleceu o tempo de 1:25.335, garantindo assim uma liderança sólida à entrada para o dia decisivo. Com este registo, o piloto da Power House assume-se, desde já, como principal candidato à vitória final.
Mais uma vez em grande destaque esteve Tomás Pinto (BRC CM 05 EVO). O jovem piloto da Famaconcret realizou uma exibição de enorme nível, não só dominando claramente os Protótipos B, como intrometendo-se entre os carros da divisão principal, terminando o dia na segunda posição da geral, a apenas 2,9 segundos de Hélder Silva. A sua vantagem na divisão é já muito significativa, confirmando o excelente momento competitivo.
A fechar o pódio provisório surge José Correia (Osella PA30), que terminou o dia na terceira posição absoluta. O piloto da JC Group Racing Team registou um tempo que o deixa a 4,2 segundos da liderança, mantendo-se ainda na discussão pela vitória, numa altura em que faltam duas subidas decisivas.
Logo atrás, nos lugares seguintes da geral, surgem Nuno Guimarães (SilverCar S2) e Sérgio Nogueira (SilverCar S3), ambos também em evidência nos Protótipos B, enquanto Nuno Caetano (Osella PA2000 EVO2) fechou o grupo dos mais rápidos do dia.
Luís Nunes domina Super Challenge
Na categoria Super Challenge, o domínio pertenceu a Luís Nunes (Skoda Fabia R5). O multicampeão voltou a não dar hipóteses à concorrência, liderando a categoria e entre os SC-A, ocupando ainda uma posição de destaque no top 10 da geral.
Na luta pelos lugares seguintes, destaque para a excelente prestação de José Pedro Gomes (Opel Astra OPC Supercar), que terminou na segunda posição da categoria, à frente de José Lameiro (Skoda Fabia MK3 Supercar), que optou por uma abordagem mais cautelosa após o incidente sofrido em Murça. Pedro Cardoso (Seat) nos SC-B, João Gonçalves (Honda) nos SC-C e Bruno Gomes (Fiat) nos SC-D estão na frente das suas respetivas divisões.
José Rodrigues lidera nos GT e Pedro Alves e Summavielle animam Turismos
Na categoria GT, o mais rápido foi José Rodrigues (Porsche 992 GT3 Cup). O atual campeão nacional dominou o primeiro dia e posiciona-se como principal candidato à vitória na categoria, mantendo também aspirações a um resultado forte à geral. Atrás de si terminou Daniel Vilaça (Porsche 911 GT3 Cup), enquanto José Carlos Almeida (Porsche 991 GT3 Cup) fechou o pódio provisório da categoria.
Entre os Turismos, o destaque vai para Pedro Alves (SEAT Leon TCR), que dominou a categoria e a divisão Turismo 2, terminando ainda dentro do top-10 da geral. Muito próximo esteve Parcídio Summavielle (Skoda Fabia R5), o mais rápido da divisão Turismo 1, que ficou a apenas sete décimos de segundo do líder da categoria, prometendo uma luta intensa para o segundo dia. Na divisão Turismo 3, o melhor foi Carlos Silva (Renault Clio RS), que se apresenta em grande forma e assume-se como um dos principais candidatos à vitória nesta divisão.
João Pires reina nos Legends, Rui Costa na frente dos Clássicos e Armando Freitas lidera nos 1300
No Campeonato de Portugal Legends de Montanha, João Pires (BMW E36 M3) voltou a assumir o controlo das operações. O vencedor em Murça terminou o dia com uma vantagem de 4,5 segundos sobre Joaquim Soares (BMW E36 M3), com o bicampeão nacional António Barros (BMW E36 M3) a ocupar a terceira posição, a apenas quatro décimos do segundo lugar. Tudo em aberto para o segundo dia.
Nos Clássicos, Rui Costa (Ford Escort RS 1600) impôs-se com autoridade, terminando o dia com cerca de oito segundos de vantagem sobre Ricardo Loureiro (Ford Escort MK II). Pedro Silva (Volkswagen Golf 16S) ocupa a terceira posição provisória, numa categoria que apresenta maior equilíbrio do que em Murça.
Na categoria 1300, Armando Freitas (Toyota Starlet) voltou a cumprir o favoritismo, liderando destacado após o primeiro dia. Destaque para Aníbal Rolo (Datsun 1200 Coupé), que não só domina os Clássicos 1300 como ocupa a segunda posição da geral dos 1300, a apenas 3,4 segundos do líder. Hugo Magalhães (Suzuki Swift GTI) fecha o pódio provisório.
Márcio Araújo lidera Kartcross e António Lopes na FPAK Junior Team
Na Taça de Portugal de Kartcross de Montanha, Márcio Araújo (AG Sport) lidera após a primeira subida de prova, com 5,5 segundos de vantagem sobre Jesús Otero (AG Super Buggy). António Alves (AG AG/S) ocupa a terceira posição.
Na FPAK Junior Team de Montanha, António Lopes (Peugeot 108) protagonizou a surpresa do dia ao bater Simão Nunes (Peugeot 108) na subida de prova. Depois de ter dominado os treinos, Simão Nunes furou na subida oficial, permitindo a Lopes liderar com 1,7 segundos de vantagem. Rafael Jorge (Peugeot 108) é terceiro.
O segundo dia de competição arranca às 10h00 com a última subida de treinos, seguindo-se as duas subidas decisivas que irão definir as classificações finais desta segunda ronda do campeonato, num domingo que promete fortes emoções e grande afluência de público na emblemática Rampa da Penha.
Depois do infortúnio sofrido na Rampa de Porca de Murça, prova inaugural do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2026, José Lameiro está de regresso à competição já este fim de semana, na Rampa da Penha, segunda jornada da temporada, organizada pelo Demoporto.
O piloto aveirense, aos comandos do Skoda Fabia MK3 Supercar com as cores da Diatosta, viu a sua participação na primeira prova do ano interrompida por um acidente aparatoso, que impediu a continuidade em prova. Ultrapassado esse contratempo, José Lameiro encara agora a deslocação à Penha com motivação redobrada e com a ambição intacta para lutar pelos lugares cimeiros da categoria Super Challenge.
Num campeonato composto por oito provas, em que as duas piores pontuações são descartadas, o desaire de Porca de Murça não compromete as aspirações do piloto do Lameiro RX Team. Pelo contrário, a Penha surge como uma oportunidade para relançar a época e reiniciar, o ataque aos objetivos traçados para 2026.
José Lameiro tem plena consciência da exigência da luta pelo título nacional da categoria Super Challenge, onde enfrenta adversários de elevado nível, com destaque para Luís Nunes, campeão invicto desde a criação da categoria. Ainda assim, a evolução demonstrada por Lameiro na temporada anterior, coroada com a brilhante vitória entre os Super Challenge na Rampa da Arrábida, permite olhar para 2026 com legítima ambição.
A Rampa da Penha é uma prova que agrada particularmente a José Lameiro, onde o piloto já demonstrou capacidade para se inserir entre os mais competitivos, e onde pretende lutar pela vitória na sua categoria: “Depois do que aconteceu em Porca de Murça, queremos virar a página. Felizmente, estou bem fisicamente, e a equipa fez um trabalho extraordinário para recuperar o carro. A Penha é uma rampa de que gosto muito: é curta, técnica, estreita e não permite erros. Vamos com vontade de lutar pela vitória entre os Super Challenge e de começar aqui, verdadeiramente, o nosso campeonato”.
O piloto deixa ainda uma palavra de reconhecimento à equipa técnica da DM Motorsport, que conseguiu, em tempo recorde, recuperar o Skoda Fabia MK3 Supercar após os danos sofridos na prova inaugural, colocando-o em perfeitas condições para enfrentar a Rampa da Penha.
Depois de um excelente arranque de temporada, com o 2.º lugar à geral na Nacional 2RM e a vitória na Divisão 2 na ronda inaugural em Lousada, Adão Pinto prepara-se agora para enfrentar já este fim-de-semana um novo desafio no icónico Circuito Internacional de Montalegre, palco da segunda prova do Campeonato de Portugal de Ralicross.
Ao volante do seu Opel Astra OPC, o piloto natural de Abragão (Penafiel), encara esta jornada com ambição reforçada, assumindo-se novamente como um dos candidatos aos lugares cimeiros, numa categoria reconhecida pela sua elevada competitividade.
“Depois do resultado em Lousada, chegamos a Montalegre muito motivados. Sabemos que vai ser um fim de semana difícil, mas o objetivo passa claramente por lutar pela vitória”, afirma Adão Pinto.
Com os olhos postos nos dois títulos em discussão, o título absoluto da Nacional 2RM e o título da Divisão 2 (reservada a viaturas com motor igual ou superior a 2000cc), o piloto encara esta prova como mais um passo importante na luta pelo campeonato.
O traçado de Montalegre é, aliás, um dos favoritos de Adão Pinto, que destaca as características únicas do circuito. “Montalegre é uma pista que gosto muito. É exigente, tem boas zonas de ultrapassagem e adapta-se bem ao nosso carro. Sinto-me muito confortável aqui e acredito que podemos ser competitivos”.
Reconhecendo o elevado nível competitivo do pelotão, o piloto destaca a importância da consistência ao longo de todo o fim de semana: “Vai ser uma prova muito disputada, onde desde os treinos até à final tudo conta. O foco tem de estar no máximo, porque qualquer erro pode comprometer o resultado. Vamos dar tudo em pista para lutar pela vitória à geral e continuar fortes na nossa divisão. Sabemos das dificuldades, mas estamos preparados”.
Ricardo Loureiro está de regresso ao Campeonato de Portugal Clássicos de Montanha JC Group. O campeão nacional de Clássicos em 2019 esteve ausente na jornada inaugural, disputada na Rampa Porca de Murça, e inicia este fim-de-semana a sua época na Rampa da Penha, prova organizada pelo Demoporto.
O piloto do Caramulo Racing Team volta a alinhar ao volante do seu habitual Ford Escort MKII, numa rampa que conhece bem e onde espera reencontrar rapidamente o ritmo competitivo.
Para Ricardo Loureiro, esta primeira presença da época será também um importante teste ao andamento e à fiabilidade da máquina: “A minha expectativa para o fim de semana passa muito por ser a primeira prova que vou fazer este ano, para perceber como está o carro. Testámo-lo no Caramulo há cerca de três semanas e as sensações foram muito boas. Vou tentar obter o melhor resultado possível e ver se consigo chegar ao pódio. Sei que é difícil, mas é uma rampa que conheço bem e de que gosto bastante. Espero que esteja tudo bem com a mecânica e estamos preparados para um fim de semana de muita diversão.”
O piloto fez ainda questão de deixar uma palavra de gratidão a todos os que tornam possível a sua participação: “Não posso deixar de agradecer a todos os patrocinadores, à família e a todos os que nos apoiam. Que seja um excelente fim de semana.”
Ricardo Loureiro conta com o apoio de Município de Tondela, Água do Caramulo, Escola Profissional de Tondela, Loja do Sampoo, Lote 8 Imobiliária, Fuchs, Restaurante Montanha Caramulo, Construções Longra e Ferreira, Pharmpeças, LMMotors, José Fernandes da Silva e Filhos Lda, Franaseguros Mediação de Seguros Lda, Paiva e Companhia Oficina Auto e Luís Sala – Manutenções e Limpezas Agrícolas.
A dupla formada por Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva apresenta-se à partida do Rally das Camélias 2026, determinada em discutir a vitória numa prova onde o consagrado piloto português já venceu por três vezes, em 2021, 2022 e 2023.
Aos comandos do Hyundai i20 N Rally2 da CRN Competition, o “mundialista” português regressa a uma das provas mais emblemáticas do calendário nacional com motivação elevada, confiança no trabalho desenvolvido nas últimas semanas e ambição renovada para lutar pelos primeiros lugares: “Entramos no Rali das Camélias 2026 com grande motivação e foco no objetivo. Infelizmente, este ano a prova não passa pela Serra de Sintra, devido às tempestades que afetaram fortemente esta mítica região e o Oeste de Portugal”.
Apesar dessa alteração ao figurino habitual do rali, a dupla encara esta participação com total determinação: “Do ponto de vista desportivo, vamos entrar determinados a lutar pela vitória. Sabemos que as duas primeiras classificativas são novas e disputadas ‘em casa’ dos nossos adversários, mas isso só reforça a nossa motivação”.
O traçado definido para esta edição merece, ainda assim, apreciação positiva por parte de Rui Madeira: “O percurso definido pela organização é muito interessante, com destaque para as novas especiais de Casal Barbas e Torres Vedras. A classificativa de Sobral da Abelheira, a mais longa, é a que mais apreciamos: exigente, variada e com potencial para fazer diferenças”.
Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva realizaram um intenso trabalho de adaptação às evoluções introduzidas no Hyundai i20 N Rally2: “A preparação começou em março, ao lado do meu habitual navegador, Nuno R. Silva, com um primeiro teste em Fafe. Aproveitámos para nos adaptarmos às evoluções do Hyundai i20 Rally da CRN Competition, especialmente ao nível do motor”.
Rui Madeira acredita no potencial do conjunto e espera agora que essa evolução se reflita em andamento e resultado: “A equipa tem trabalhado bem e acredita no seu valor. Sabemos que, nas corridas, também é preciso alguma sorte, algo que nos faltou no Rally de Lisboa, quando estávamos na luta pelo pódio”.
O piloto lamenta igualmente que a alteração de datas da prova tenha acabado por condicionar a lista de participantes: “Lamentamos a ausência de vários pilotos de topo e de Rally2 que estavam inscritos. A alteração de datas, alheia à organização e motivada pelas intervenções nas estradas, acabou por condicionar a lista de participantes”.
Para 2026, o piloto sublinha também a importância dos parceiros que acompanham este novo capítulo competitivo. “Estamos muito satisfeitos por representar o Team Esc Online, assim como pela nova parceria com a Tintas Robbialac e a Pradil, mantendo também o apoio da Polpanorte e da CRN-F3 Jeans da CRN Competition”.
A fechar, Rui Madeira deixa uma mensagem aos adeptos, apelando ao apoio do público ao longo do fim de semana, sempre com responsabilidade. “Contamos com o vosso apoio no rali em segurança”.
Depois do pódio absoluto em Porca de Murça, Tomás Pinto parte para a segunda prova do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group com o objetivo de vencer entre os Protótipos B e lutar novamente pelos lugares da frente à geral.
O jovem duriense chega à Rampa da Penha, segunda prova do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2026, embalado por um arranque de temporada verdadeiramente brilhante. O piloto da Famaconcret Racing Team foi uma das grandes figuras da Rampa Porca de Murça, prova inaugural do campeonato, onde conquistou um notável 3.º lugar da classificação geral absoluta.
Para além do pódio absoluto, “Super Tomás” dominou de forma clara a sua divisão, superiorizando-se a pilotos muito experientes da Montanha nacional e estabelecendo mesmo um novo recorde da Divisão protótipos B.
Depois da excelente prestação em Porca de Murça, as atenções viram-se agora para a Rampa da Penha, em Guimarães, uma das provas mais emblemáticas e exigentes do calendário. Tomás Pinto reconhece as dificuldades do traçado, mas assume que é precisamente esse grau de exigência que torna a prova tão desafiante.
“A Rampa da Penha é muito técnica, mas também tem zonas rápidas de que eu gosto. É uma rampa muito desafiante, que não permite erros. É estreita, tem várias armadilhas nas bermas e exige muito foco e, sobretudo, muita precisão”, explica o piloto do Famaconcret Racing Team.
Num percurso curto e intenso, cada detalhe pode fazer a diferença. Para Tomás Pinto, a margem de erro será praticamente inexistente: “Como é uma rampa curta, qualquer erro pode arruinar a subida. Temos de estar muito concentrados desde o primeiro metro até à meta”.
Apesar do brilhante início de época e da ambição natural de voltar a estar em destaque, o jovem piloto mantém um discurso prudente e focado nos objetivos definidos para a temporada: “Vamos para a Penha com os pés bem assentes na terra. O nosso objetivo é vencer nos Protótipos B e tentar lutar por um novo pódio absoluto. Mas o grande objetivo do ano é conquistar o título nos B. Depois logo veremos o futuro”.
Tomás Pinto faz questão de realçar também o papel determinante das estruturas que o acompanham nesta fase decisiva da sua carreira: “Sinto muita honra em representar o Famaconcret Racing Team. O apoio da equipa e do seu líder Luís Silva tem sido vital para a minha carreira. Quero também deixar um elogio à equipa técnica da FR Power, que prepara o carro de forma exímia e nos dá todas as condições para sermos competitivos”.
Tomás Pinto parte para a Rampa da Penha determinado em confirmar o excelente momento de forma. O jovem piloto duriense quer voltar a colocar o BRC CM05 EVO nas posições de destaque e continuar a afirmar-se como um dos nomes mais promissores da nova geração da Montanha portuguesa.
A Porsche Sprint Challenge Ibérica dá início à temporada de 2026 no Circuito de Monteblanco, em Huelva, com uma grelha marcada pela diversidade internacional, pela qualidade competitiva e por uma forte presença de novos talentos, num fim de semana que assinala o arranque da quarta época da competição organizada pela P21 Motorsport, com chancela oficial da Porsche Motorsport.
A ronda inaugural reúne 20 pilotos de oito nacionalidades distintas, provenientes de três continentes, distribuídos por oito equipas — números que refletem o crescimento sustentado da competição e o reforço da sua projeção internacional no universo das competições monomarca Porsche.
Em pista, o programa competitivo apresenta um formato intenso e exigente. O sábado será dedicado às sessões de treinos livres e às duas sessões de qualificação que irão definir as grelhas de partida, enquanto o domingo concentra toda a ação com quatro corridas sprint, cada uma com a duração de 20 minutos mais uma volta. Um formato que privilegia a consistência, a capacidade de adaptação e a gestão estratégica ao longo de um dia de competição particularmente exigente.
Este arranque de temporada fica ainda marcado por um importante reforço da visibilidade mediática do campeonato. Todas as corridas serão transmitidas em direto no canal V+, em sinal aberto, assegurando um alcance alargado junto do público, complementado por transmissão em livestreaming em diversas plataformas digitais, ampliando a exposição de pilotos, equipas e parceiros.
Do ponto de vista desportivo, as atenções centram-se naturalmente na Categoria 2, reservada aos Porsche 992 GT3 Cup, que volta a assumir o papel de categoria principal e reúne a maior parte da grelha.
Entre os candidatos à luta pelas vitórias e pelo título destacam-se nomes como a dupla da GT Corse formada por Borja García e Alejandro Barambio, que já demonstraram nas últimas temporadas capacidade para vencer de forma consistente.
A oposição surge de vários quadrantes. Desde pilotos como José Barros, da AF Motorsport, a uma nova geração que cruza pilotos já consagrados com jovens talentos e rookies que entram no campeonato com ambição de se afirmar rapidamente. Entre eles, destacam-se Leandro Martins, da LMR Motorsport, Patrick Cunha e Jorge Rodrigues, da Veloso Motorsport, bem como Miguel Lobo, que regressa com a RGB Racing Team, agora ao lado do rookie Mário Reyford Ferreira.
Na LOB Motorsport, a dupla formada por Henrique Cruz e Duarte Camelo é igualmente uma das que poderá dar que falar. Dois jovens pilotos rápidos e talentosos que deverão intrometer-se na luta pelas vitórias e pelo título. O mesmo se poderá dizer de pilotos como João Macedo Silva, Álvaro Bajo, Gildardo Herrera, Asier Gorostiza e Diego Carrascal.
No fundo, praticamente todo o pelotão da Categoria 2 apresenta argumentos para lutar pelos lugares da frente, não só na classificação geral como também nas diferentes classes. Em 2026, estarão em pista três classes, Silver, Bronze e GD, esta última reservada a pilotos com mais de 45 anos, sendo expectável uma disputa particularmente intensa nas classes Silver e Bronze.
Outro dos focos de interesse estará na Ladies Cup, onde a campeã em título Francisca “Kika” Queiroz regressa determinada em defender o troféu. Pela frente terá uma concorrência forte, nomeadamente de María Sánchez Iglesias e Chloe Grant, a que se junta a estreia da jovem Flame Airikkala, reforçando o nível competitivo e internacional da competição feminina. María Sánchez Iglesias será a única representante na Categoria 1, podendo assim somar pontos importantes no circuito andaluz.
O Circuito de Monteblanco, localizado em Huelva, apresenta-se como um palco exigente para este arranque de temporada. Com cerca de 4,4 quilómetros de extensão e um traçado técnico que combina zonas rápidas com curvas mais lentas e técnicas, coloca à prova a precisão e a consistência dos pilotos, sendo tradicionalmente propício a corridas intensas e disputadas.
Para José Monroy, Series Manager da Porsche Sprint Challenge Ibérica, este arranque de temporada reflete o momento de crescimento da competição: “Entramos na temporada de 2026 com uma grelha muito forte e extremamente competitiva. Monteblanco será um excelente teste para pilotos e equipas, num formato exigente que valoriza a consistência e a capacidade de adaptação. Ao mesmo tempo, o reforço da visibilidade mediática, com transmissão em canal aberto e em plataformas digitais, representa um passo muito importante para o campeonato. Temos todas as condições para uma época de grande nível dentro e fora de pista.”
Com um enquadramento competitivo sólido, uma grelha diversificada e uma projeção mediática reforçada, a Porsche Sprint Challenge Ibérica inicia em Monteblanco uma temporada que se antecipa intensa, equilibrada e alinhada com os mais elevados padrões do Porsche Motorsport.
Ricardo Teodósio concluiu o Rali Terras d’Aboboreira dentro do Top 10, terminando na 7.ª posição da geral e 6.º entre os pilotos do Campeonato de Portugal de Ralis, naquela que foi uma prova exigente e marcada por alguns contratempos.
Ao volante do Citroën C3 Rally2, o piloto algarvio enfrentou um rali duro nos troços de terra do norte do país, num fim de semana onde a equipa nunca deixou de lutar, apesar das dificuldades encontradas ao longo da prova.
No final, Teodósio fez um balanço direto, assumindo também a fase de adaptação ao carro como um fator determinante: “Foi o resultado possível. Tivemos alguns contratempos e estamos também numa fase de adaptação ao carro, o que faz parte do processo”, referiu, deixando ainda um agradecimento aos patrocinadores pelo apoio contínuo.
Também o navegador José Teixeira destacou a resiliência da equipa ao longo do rali: “Sabíamos que ia ser um rali exigente e acabou por confirmar-se. Tivemos alguns momentos menos fáceis, mas mantivemos o foco até ao fim. É nestas fases que se constroem bases para sermos mais fortes nas próximas provas.”
Com a primeira prova da temporada concluída, a dupla já aponta baterias ao próximo grande desafio, o Rali de Portugal, onde pretende continuar a evolução e lutar por resultados mais expressivos.
Depois do arranque competitivo na Porca de Murça, o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group ruma agora a Guimarães para a disputa da Rampa da Penha, segunda prova da temporada. Com um pelotão reforçado em praticamente todas as categorias, a prova organizada pelo Demoporto surge como um verdadeiro teste à consistência dos candidatos e à capacidade de afirmação de novos protagonistas.
Com 2,78 quilómetros de extensão, a Rampa da Penha tem um traçado técnico e sinuoso, combinado com zonas rápidas que colocam à prova a precisão dos pilotos, ao longo de uma subida com inclinação média de 6,7%. O programa arranca no sábado com as duas primeiras subidas de treinos, a partir das 10h00, seguidas da primeira subida oficial às 13h00. No domingo, após a derradeira subida de treinos às 10h00, disputam-se as duas subidas decisivas de prova, agendadas para as 11h30 e 13h00.
Nos Protótipos A, mantém-se a base competitiva de Murça, com Hélder Silva (Norma FC20 M20FC) a assumir novamente o papel de principal favorito à vitória absoluta. O pentacampeão nacional em título parte como referência depois do domínio claro na prova transmontana, onde deixou a concorrência a larga distância. José Correia (Osella PA30) volta a surgir como o mais direto opositor, acompanhado por Nuno Caetano (Osella PA2000 EVO2) e por Carlos Gonçalves (Osella PA21/S), que completa o lote dos protótipos de topo. Nos Portótipos B, o foco mantém-se em Tomás Pinto (BRC CM 05 EVO), grande figura de Murça, que terá agora oposição reforçada com Gonçalo Inácio (BRC B49), atual vice-campeão nacional dos Turismo, a juntar-se a Nuno Guimarães (SilverCar S2) e Sérgio Nogueira (SilverCar S3). Martim Magalhães (PRM) aumenta a competitividade da divisão.
Na categoria GT, o cenário altera-se significativamente face à prova inaugural. A ausência de André Fernandes abre completamente a luta pela vitória, colocando José Rodrigues (Porsche 992 GT3 Cup) no centro das atenções. O atual campeão nacional parte como principal referência, depois de uma exibição muito consistente em Murça. A seu lado mantêm-se Beatriz Correia (Porsche 911 GT3 Cup) e Daniel Vilaça (Porsche 911 GT3 Cup), num pelotão que cresce com a entrada dos competitivos Bernardo García (Porsche 991 GT3 Cup) e José Carlos pouca Sorte (Porsche 991 GT3 Cup).
Entre os Turismos, a ausência de Daniel Teixeira e o regresso do campeão nacional pedro Alves (Cupra TCR) altera por completo o enquadramento competitivo da cCategoria e dos Turismo 2. Alves assume-se como assume-se como candidato natural, mas terá oposição reforçada com Guilherme Silva (Audi RS3 LMS) e Paulo Silva (Peugeot 208 Rally4). Na Turismo 1, o duelo entre Parcídio Summavielle (Ford Fiesta R5) e Luís Silva Jr. (Mitsubishi Lancer Evo IX) promete novo capítulo. Já na Turismo 3, mantêm-se André Brás (Ginetta G40 GT5), Nuno Guimarães (Ginetta G40 GT5) e Ruben Campos (Ginetta G40 GT5), protagonistas em Murça, mas o pelotão cresce com Jorge Meira (Citroën Saxo Cup), Roberto Meira (Renault Clio RS), Carlos Silva (Renault Clio RS), Carlos Ferreira (Honda Civic Type R) e Tiago Pinto (Renault Clio RS), tornando a divisão uma das mais imprevisíveis da prova.
A categoria Super Challenge apresenta-se como a mais reforçada face à ronda inaugural. O multicampeão Luís Nunes (Skoda Fabia R5) continua a ser favorito, com José Lameiro (Skoda Fabia MK3 Supercar), Manuel Rocha e Sousa (Ford Focus Supercar) e José Pedro Gomes (Opel Astra OPC Supercar) como principais opositores. A estes juntam-se as entradas de Daniela Marques (Subaru Impreza WRX STI), João Simões (Mitsubishi Lancer Evo VII) e Daniel Pacheco (Mitsubishi Lancer Evo X), que se estreiam na época.
Na SC-B, Pedro Cardoso (SEAT Leon Cupra) tenta confirmar o favoritismo, enfrentando Miguel Gonçalves (BMW E36 Coupé), Francisco Ferreira (Renault Mégane RS), José Salgado (Mini Cooper S) e Simplicio Taveira (Peugeot 207 RC). Na SC-C, a ausência de Bruno Carvalho abre completamente a luta entre Luís Fernandes (Peugeot 106 XSi), Alberto Pereira (Honda Civic Type R), João Paulo Gonçalves (Honda Civic), Luís Ferrete (BMW 316i E36), Abílio Aparício (Peugeot 205), Francisco Vieira Leite (Toyota Corolla T-Sport), Rodolfo Sampaio (Renault Clio), Sebastião Teixeira (Toyota Corolla T-Sport) e Pedro Dias (Toyota Corolla T-Sport). Na SC-D, alinham Bruno Gomes (Fiat Punto 85 Sport), Miguel Ribeiro (Fiat Punto 85 Sport), Miguel Ângelo Oliveira (Peugeot 106) e Tiago Teixeira (Peugeot 106 Rallye).
Na Taça de Portugal de Kartcross de Montanha, Jesús Otero (AG Super Buggy) surge como principal favorito depois do domínio evidenciado em Murça, enfrentando António Alves (AG AG/S) e Márcio Araújo (AG Sport), este último com expectativa quanto ao regresso após os problemas técnicos na prova inaugural.
Nos Clássicos, a Rampa da Penha apresenta um cenário distinto daquele vivido em Murça, com um pelotão mais composto e competitivo. Rui Costa (Ford Escort RS 1600), Fernando Francisco (Ford Escort MK I), Pedro Silva (Volkswagen Golf 16S) e Ricardo Loureiro (Ford Escort MK II) darão o corpo a um forte confronto direto em pista, com Costa a ser claramente favorito.
Nos Legends, João Pires (BMW E36 M3) e Joaquim Soares (BMW E36 M3) voltam a assumir o protagonismo depois de baralharem as contas em Murça, com o bicampeão nacional António Barros (BMW E36 M3) a procurar resposta. O pelotão inclui ainda Filipe Macedo (Citroën Saxo Cup), António Silva (Honda Civic), Carlos Delgado (Mercedes 190 2.3-16V), Pedro Brito (Citroën Saxo Cup), Mário Barroso (Citroën AX GTI), Miguel Ângelo (Peugeot 106), Armindo Correia (Peugeot 306) e Bárbara Barros (Fiat Bravo), mantendo-se evidente o domínio dos BMW na luta pelos lugares cimeiros.
No campeonato reservado aos 1300, Armando Freitas (Toyota Starlet) parte novamente como a grande referência, depois do domínio claro em Murça, mas enfrenta agora um pelotão mais composto e competitivo. José Carlos Magalhães (Peugeot 205 Rallye) surge como principal opositor direto, acompanhado pelo jovem Salvador Coelho (Toyota Yaris), enquanto Hugo Magalhães (Suzuki Swift GTI) se estreia na temporada. A estes juntam-se Paulo Oliveira (Peugeot 106), Rui Monteiro (Fiat Punto 85 Sport), Francisco Macedo (Peugeot 106 XSi), Sérgio Sá (Fiat Punto 85 Sport), Diogo Marques (Citroën C1) e Gabriel Freitas (Fiat 127). Na vertente dos Clássicos 1300, Domingos Fernandes (Autobianchi A112), José Pedro Figueiredo (Datsun 1200) e Aníbal Rolo (Datsun 1200 Coupé) completam o lote, com Rolo a ter capacidade para se imiscuir na geral.
Por fim, no FPAK Junior Team de Montanha, Simão Nunes (Peugeot 108) surge como principal figura depois do domínio evidenciado em Murça. António Lopes (Peugeot 108) e Rafael Jorge (Peugeot 108) voltam a alinhar e procuram agora reduzir a diferença para o jovem piloto de Valpaços.