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  • Cinco sinais de uma nova dinâmica nos GTC e Turismos do Supercars Endurance

    Cinco sinais de uma nova dinâmica nos GTC e Turismos do Supercars Endurance

    As grelhas crescem, surgem novos projetos e pilotos e categorias como a GTX Am e a BMW M2 Cup Iberia acrescentam novos argumentos ao Supercars Endurance. A maior presença feminina e uma nova geração que encontra no campeonato um caminho para os GT são outros sinais de uma evolução cada vez mais evidente.

    A GTX tem vindo a assumir um papel importante na formação de pilotos que procuram chegar às competições de GT. Para jovens provenientes do karting ou de outras categorias, permite aprender a trabalhar com este tipo de automóveis e ganhar experiência antes de um eventual salto para os GT4.

    É um percurso já seguido por nomes como Henrique Moura Oliveira, que passou pelo FPAK Junior Team em 2024, competiu nos GTX em 2025 e este ano chegou aos GT4 com um Aston Martin Vantage AMR GT4 da Monteiros Competições.

    Também entre os gentlemen drivers existem exemplos claros. Fernando Soares, campeão GTX em 2023, compete agora nos GT4 ao lado de Miguel Ferreira, enquanto Alfonso Colomina, Alex Wendt e Jaime Sanchis fizeram igualmente a transição para a categoria através dos McLaren Artura GT4 da McLaren Barcelona – SMC Motorsport.

    BMW M2 Cup Iberia traz novos protagonistas

    Uma das grandes novidades de 2026 é a BMW M2 Cup Iberia. Depois de um arranque condicionado pelos atrasos na entrega dos automóveis, a competição colocou já três carros em pista em Jarama.

    E o espetáculo surgiu rapidamente. Francisca “Kika” Queiroz esteve diretamente envolvida na luta pela vitória na segunda corrida com os BMW do FPAK Junior Team, conduzidos por Diego Sirgado e Gonçalo Moura, num carro, e Nathan Corbet e Bernardo Passanha, no outro. A expectativa passa agora pelo crescimento da grelha durante a segunda metade da época.

    Presença feminina cada vez mais forte

    O Supercars Endurance apresenta também uma presença feminina crescente. Alba Vásquez lidera a GTX do Campeonato de España de Supercars com um Ligier JS2 R da Chefo Motorsport, enquanto Stephanie Hobeika cumpre a sua estreia no automobilismo com o McLaren 570S GT4 da TRS Team.

    Jemma Moore mantém-se entre as jovens pilotos já com experiência no campeonato, enquanto Nicole Drought, ao lado de Lucas Fotherghill num Porsche Cayman da Protech Motorsport, lidera a GTX Am espanhola. Francisca Queiroz completa este grupo, estreando-se esta temporada no Supercars Endurance aos comandos de um BMW M2 Racing da LOB Motorsport.

    A evolução das grelhas não está limitada à categoria principal. Na abertura da temporada, no Autódromo Internacional do Algarve, alinharam 17 carros entre GTX e GTX Am e sete Cup, números que confirmam a força crescente do universo GTC.

    Também os Turismos continuam a ganhar expressão. A Art of Speed, com o SEAT Leon Supercopa Mk2, a LOB Motorsport, através dos KIA Ceed TCR e BMW M2 Racing, e os carros da FPAK Junior Team são alguns dos projetos que têm contribuído para aumentar a diversidade do pelotão. A separação das grelhas entre GT4 e GTC/Turismos é outro fator que poderá favorecer este crescimento durante as últimas jornadas da temporada.

    A passagem do campeonato por Vila Real ficou inevitavelmente marcada pela ausência de Rui Miritta, falecido nos dias que antecederam a prova. Vencedor de vários títulos nas categorias GTC e Cup, Miritta deixou uma marca que ultrapassa os resultados. Era uma das referências entre os gentlemen drivers e, durante anos, a bitola competitiva da Cup, protagonizando algumas das lutas mais intensas da categoria. A sua ausência continuará inevitavelmente a sentir-se no paddock.

    Depois da pausa de verão, o Supercars Endurance regressa entre 24 e 27 de setembro, no Circuit Ricardo Tormo, em Valência, para o início da fase decisiva de uma temporada em que o crescimento dos GTC e Turismos é já uma das histórias em destaque.

  • Martim Ventura sobe ao segundo lugar absoluto no Rally dos Sertões

    Martim Ventura sobe ao segundo lugar absoluto no Rally dos Sertões

    Martim Ventura continua em grande na estreia no Rally dos Sertões. O português terminou a quinta etapa no segundo lugar absoluto, resultado que lhe permitiu subir à mesma posição na classificação geral, mantendo ainda uma vantagem superior a uma hora na liderança da classe MT2.

    O excelente percurso de Martim Ventura no Rally dos Sertões ganhou novo fôlego na quinta etapa, disputada entre Porto Nacional e Minaçu. Integrado na Monster Energy Honda HRC, aos comandos de uma Honda CRF450RX e com o apoio da bp Ultimate, o jovem português completou os 309 quilómetros cronometrados com o segundo melhor tempo absoluto, ascendendo ao segundo lugar da classificação geral.

    Ventura voltou também a ser o mais rápido entre os concorrentes da classe MT2, que lidera agora com uma margem superior a uma hora: «Foi um dia bastante perigoso, numa especial disputada em chão duro, escorregadio e com muitos perigos pelo caminho. Felizmente correu tudo bem porque cheguei bem ao final, mas tive duas quedas pela manhã e ainda alguns erros de navegação», explicou.

    Apesar dos contratempos, o português mantém-se focado no resultado final: «Estou contente, felizmente inteiro, e agora já só penso em continuar o trabalho que tenho vindo a desenvolver. Faltam três dias e estou bem posicionado para conseguir um bom lugar no final. Seguimos em frente.»

    A sexta etapa disputa-se esta sexta-feira, 28 de agosto, entre Minaçu e Niquelândia, num total de 448 quilómetros, dos quais 319 cronometrados. A jornada inclui ainda 79 km de ligação inicial e 50 km no final.

  • Dani Sordo confirmado em Castanheira de Pera para lutar pela vitória no Rally Series

    Dani Sordo confirmado em Castanheira de Pera para lutar pela vitória no Rally Series

    Dani Sordo é a grande novidade da quarta ronda do Castrol Portugal Rally Series. O piloto espanhol estará nos dias 5 e 6 de setembro em Castanheira de Pera para disputar “O Neveiro e a Lã”, aos comandos de um Hyundai i20 N Rally2 assistido pela Vision Motorsport e acompanhado por Patricia Sáiz Ruiloba.

    A presença do piloto oficial da Hyundai Motorsport resulta de um acordo entre o Município de Castanheira de Pera e o Rally Series Promoter, reforçando um cartaz que contará também com Chris Ingram e Valter Cardoso. Sordo participará como Wild Card, estatuto que lhe permite discutir a classificação absoluta da prova em igualdade de circunstâncias com os restantes concorrentes, embora sem pontuar para a classificação anual do Castrol Portugal Rally Series.

    Com três vitórias e mais de 50 pódios no Campeonato do Mundo de Ralis, o espanhol acrescenta ao currículo o título de Campeão de Portugal de Ralis conquistado em 2025 e regressa agora às estradas portuguesas para conhecer um conceito de competição diferente.

    “Tenho muita curiosidade em conhecer de perto o formato Rally Series e perceber toda a experiência que se cria em torno da competição. Gosto muito de competir em Portugal e estou muito contente por poder estar em Castanheira de Pera”, afirma Dani Sordo.

    Apesar do carácter promocional da participação, o espetáculo e a competição estarão inevitavelmente no centro das atenções. “Vamos desfrutar, estar próximos do público e, acima de tudo, proporcionar muito espetáculo durante todo o fim de semana”, acrescenta o piloto espanhol.

    Oito especiais e 40,50 quilómetros ao cronómetro

    Disputada integralmente em asfalto, a quarta ronda da temporada terá 68,78 quilómetros de percurso, dos quais 40,50 cronometrados, distribuídos por oito Provas Especiais de Classificação nas estradas da Serra da Lousã. A Praia das Rocas receberá a arena central do evento, concentrando várias das atividades destinadas ao público, numa prova que procura conjugar competição, espetáculo e promoção do território.

    Pedro Lago Vieira, aos comandos de um Škoda Fabia RS Rally2, chega a Castanheira de Pera na liderança da classificação anual, mas encontrará agora mais um adversário de peso na discussão pela vitória absoluta. A realização de “O Neveiro e a Lã” está já assegurada em Castanheira de Pera até 2029, na sequência do acordo plurianual celebrado entre o Município e o Rally Series Promoter.

  • Katsuta dá o primeiro sinal no Paraguai e bate trio da Hyundai no shakedown

    Katsuta dá o primeiro sinal no Paraguai e bate trio da Hyundai no shakedown

    Takamoto Katsuta foi o mais rápido no shakedown do Rally do Paraguai, ao tornar-se no único piloto a baixar dos três minutos nos 5,60 quilómetros de Carmen del Paraná.

    O piloto da Toyota Gazoo Racing estabeleceu a referência na sua terceira passagem, assinando 2m59,5s e deixando a curiosa marca de três Hyundai exatamente com o mesmo tempo, 3m01,1s. Hayden Paddon foi o primeiro a alcançar esse registo, logo na segunda passagem, num regresso particularmente relevante: esta é a sua primeira participação ao mais alto nível do WRC em terra desde 2018 e a primeira experiência competitiva com o Hyundai i20 N Rally1 neste tipo de piso. Adrien Fourmaux igualou posteriormente o neozelandês, antes de Thierry Neuville fazer precisamente o mesmo na terceira tentativa.

    Paddon mostrou-se particularmente confiante após a primeira passagem. “Estou muito mais confiante com o carro em terra. Vamos aproveitar enquanto estiver seco, fazer o melhor que conseguirmos e atacar. Estamos aqui para isso”, afirmou.

    O líder do campeonato, Elfyn Evans, ficou a apenas uma décima dos três Hyundai, terminando em quinto e optando por realizar somente duas passagens. Seguiram-se os Ford de Jon Armstrong e Josh McErlean, com Armstrong a cumprir no Paraguai a sua primeira participação em solo sul-americano.

    O Top 10 ficou completo pelos Toyota de Oliver Solberg, Sami Pajari e Sébastien Ogier. Solberg teve ainda a particularidade de levar o Presidente do Paraguai, Santiago Peña, numa passagem pelo troço, enquanto Ogier, vencedor da edição de 2025, realizou apenas uma tentativa competitiva antes de proporcionar uma experiência semelhante ao vice-presidente Pedro Alliana.

    Com Katsuta na frente e apenas 1,7 segundos a separarem o japonês de três Hyundai, o shakedown deixou boas indicações para a luta que se anuncia no Rally do Paraguai.

  • Citroën BX GTi celebra 40 anos de uma combinação irreverente entre desporto e conforto

    Citroën BX GTi celebra 40 anos de uma combinação irreverente entre desporto e conforto

    O Citroën BX GTi celebra em 2026 o seu 40.º aniversário, recordando uma das berlinas desportivas mais marcantes da história da marca francesa. Apresentado em julho de 1986, combinava prestações de referência para a época com uma característica pouco habitual entre os seus rivais: o conforto proporcionado pela suspensão hidropneumática da Citroën.

    Nascido na sequência da renovação do BX, modelo desenhado pela Bertone sob orientação de Marcello Gandini e que ultrapassaria os 2,3 milhões de exemplares produzidos até 1994, o GTi assumiu-se como a interpretação mais desportiva de uma gama que já constituía um importante sucesso comercial para a Citroën.

    Debaixo do capot encontrava-se inicialmente um motor de quatro cilindros, oito válvulas e injeção eletrónica, com 125 cv e 175 Nm. Com apenas 1.025 kg, apresentava uma relação peso/potência de 8,2 kg/cv e aproximava-se dos 200 km/h, números relevantes para uma berlina familiar de meados dos anos 80.

    O carácter desportivo não significava abdicar de uma das imagens de marca da Citroën. A suspensão hidropneumática recebeu uma afinação mais firme, enquanto quatro travões de disco, direção assistida e ABS opcional ajudavam a conjugar eficácia dinâmica e conforto.

    A evolução mais marcante surgiria pouco depois com o BX GTi 16 Válvulas. Equipado com o motor XU9J4 de 1.905 cc e 160 cv, atingia 218 km/h e acelerava dos 0 aos 100 km/h em apenas 7,9 segundos, tornando-se o primeiro automóvel francês produzido em série equipado com um motor multiválvulas. Em 1989, a família seria ainda alargada com o BX GTi 4X4, dotado de tração integral permanente e distribuição de binário de 53% à frente e 47% atrás.

    A carreira do Citroën BX GTi terminaria em julho de 1993, deixando para trás uma das propostas mais peculiares da geração dourada das berlinas desportivas europeias e um modelo que, 40 anos depois do seu lançamento, permanece como um dos BX mais emblemáticos.

  • Mário Rayford Ferreira: da licença tirada à sexta-feira à luta pelo pódio da PSCI

    Mário Rayford Ferreira: da licença tirada à sexta-feira à luta pelo pódio da PSCI

    Sem qualquer experiência anterior de competição, Mário Rayford Ferreira estreou-se praticamente de improviso na penúltima ronda de 2025, em Navarra da PSCI. Menos de um ano depois, o jovem luso-americano ocupa o terceiro lugar da Classe Bronze, está dentro do Top 10 absoluto da Porsche Sprint Challenge Ibérica 2026 e contribui para a presença da RGB Racing Team no Top 5 do campeonato reservado às equipas.

    Há pilotos que chegam ao Motorsport depois de anos de karting, fórmulas de promoção e dezenas ou centenas de corridas. O percurso de Mário Rayford Ferreira dificilmente poderia ser mais diferente.

    Antes da sua estreia na Porsche Sprint Challenge Ibérica, nunca tinha disputado uma verdadeira corrida. Existiam alguns testes privados, curiosidade e vontade de experimentar. Experiência competitiva, essa, era praticamente inexistente. Até surgir um telefonema: “Fui chamado numa quinta-feira para ir correr. Na sexta-feira tirei a licença e fui diretamente para o circuito sem saber praticamente nada. E correu bem.” Assim começou, quase de improviso, uma aventura que menos de um ano depois já colocou o jovem luso-americano entre os protagonistas da Classe Bronze da PSCI.

    E não propriamente num automóvel concebido para facilitar a vida a um estreante. O primeiro grande desafio competitivo foi enfrentar o Estoril aos comandos de um Porsche 911 GT3 Cup. Uma experiência exigente e marcante para abrir definitivamente a porta ao que viria depois: “Adorei o final do ano passado. Foi difícil para mim tentar perceber o Estoril e adaptar-me ao carro, mas adorei. Foi uma experiência muito especial.”

    A semente estava lançada. Em 2026 chegou a oportunidade de disputar uma temporada completa da Porsche Sprint Challenge Ibérica e, com ela, uma nova realidade: o Porsche 992 GT3 Cup da RGB Racing Team.

    E Mário encontrou no 992 uma plataforma que lhe permitiu acelerar esse processo: “O 992 é uma plataforma muito melhor do que o 991.1. Transmite-me muito mais confiança, inclusivamente na travagem, e sinto que agora consigo aprender numa plataforma realmente adequada para isso.”

    RGB e Miguel Lobo: uma estrutura para aprender, um companheiro para crescer

    A descoberta do Porsche 992 GT3 Cup aconteceu em paralelo com a integração numa equipa que Mário praticamente não conhecia antes do início da temporada. Três rondas depois, a relação com a RGB Racing Team transformou-se num dos pilares da sua evolução: “No início da época não conhecia a RGB. Agora estamos a meio da temporada e têm sido impecáveis. Adoro trabalhar com eles e ajudaram-me muito a crescer tecnicamente.”

    A experiência do jovem luso-americano evidencia também uma característica importante da estrutura espanhola: a capacidade de trabalhar com pilotos em fases muito diferentes das respetivas carreiras. Na mesma equipa convivem pilotos já capazes de discutir os lugares da frente da Porsche Sprint Challenge Ibérica e um rookie que, há menos de um ano, nunca tinha disputado uma corrida.

    Para Mário, essa diferença de experiência não constitui uma dificuldade. É uma oportunidade permanente para absorver informação e acelerar a aprendizagem: “Eles não têm qualquer problema em trabalhar com um piloto muito experiente e outro que ainda está a aprender. Até gostam dessa ideia. Os engenheiros têm sido impecáveis comigo e consigo sentar-me com eles, ouvir e aprender constantemente.”

    E existe ainda outra figura particularmente importante neste processo. Em duas das três primeiras rondas de 2026, Mário partilhou o Porsche com Miguel Lobo, piloto cuja velocidade e experiência se transformaram rapidamente numa referência para o rookie.

    Aquilo que começou como uma parceria desportiva ultrapassou, entretanto, os limites do cockpit: “Ter chamado o Miguel para correr comigo este ano foi das melhores coisas que poderiam ter acontecido. Estou muito contente também com a amizade que criámos.”

    Mas Miguel Lobo não facilita a vida ao companheiro. E Mário agradece-lhe precisamente por isso: “Ele está a ser o meu coach e é duro comigo. Às vezes, quando estamos no Porto, tira-me da cama e vamos correr dez quilómetros. Ajuda-me fisicamente, ajuda-me tecnicamente e está a apoiar-me em tudo.”

    Os resultados começam a recompensar esse trabalho conjunto. À entrada para a segunda metade da temporada, Mário ocupa o terceiro lugar da Classe Bronze e está dentro do Top 10 absoluto, contribuindo igualmente de forma importante para a presença da RGB Racing Team no Top 5 da classificação reservada às equipas.

    Estoril ensinou-o a lutar. Valência mostrou-lhe que podia ir mais longe

    Quando olha para as três primeiras rondas de 2026, Mário identifica dois momentos particularmente importantes na sua evolução. No Estoril descobriu verdadeiramente uma das sensações que nenhum teste privado consegue reproduzir: lutar diretamente por uma posição: “Diverti-me muito porque tive alguém com um nível semelhante ao meu com quem consegui competir diretamente. Adorei poder lutar constantemente com outro piloto durante a corrida.”

    Valência trouxe algo diferente: superação. O calor transformou a terceira ronda num enorme desafio físico. Segundo a informação transmitida pelo engenheiro da equipa, a temperatura no interior do Porsche chegou aos 58 graus.

    Mário saiu de Valência, porém, com a sensação de ter ultrapassado uma nova barreira: “Acho que Valência foi a corrida em que me superei. Foi muito difícil fisicamente, mas correu muito bem. Era uma pista curta e muito rápida, com um layout diferente, e consegui ficar a poucos segundos da pole. Para mim foi muito positivo.”

    Não é apenas a velocidade que começa a aparecer. É também a perceção de que os seus próprios limites estão progressivamente mais longe do que inicialmente imaginava.

    “O mais importante era trazer o carro para a boxe”

    Talvez seja esta a frase que melhor explica a dimensão da transformação. Mário não começou 2026 a fazer contas ao campeonato. Não estabeleceu como objetivo terminar no pódio da Classe Bronze ou entrar no Top 10 absoluto. O plano era consideravelmente mais simples: “Para mim, o mais importante era conseguir trazer o carro para a boxe, não estragar nada e aprender passo a passo, sem exagerar e sem tentar conduzir acima dos meus limites.”

    Três rondas depois, continua fiel à filosofia. Só que, entretanto, os resultados começaram a aparecer. O terceiro lugar na Classe Bronze deixou de transformar um eventual pódio final numa hipótese meramente académica. Mas sem alterar aquilo que continua a ser a prioridade da sua primeira temporada completa: aprender e evoluir: “Estou muito contente com aquilo que consegui fazer nestas três rondas. Ainda temos outras três pela frente e acho que vai ser muito bom. Cada vez vai ficar melhor.”

    Qualificação? Ritmo de corrida? Gestão de pneus? Ultrapassagens? Leitura de corrida? Quando confrontado com várias áreas onde poderia encontrar a maior margem de progressão, Mário escolhe outra: “Confiança. Confiança no meu limite, sem dúvida. Nesta fase, para mim é sobretudo mental. Tenho de confiar em mim próprio para continuar a puxar cada vez mais e não ter medo de perder o carro.”

    Mário Rayford Ferreira tem uma vida profissional exigente. O Motorsport terá inevitavelmente de coexistir com essa realidade. Mas aquilo que começou com um telefonema numa quinta-feira e uma licença desportiva tirada à sexta deixou entretanto de parecer uma simples experiência: “Tenho a minha vida profissional, mas estou a gostar muito de entrar neste mundo das corridas e quero continuar por este caminho.”

    Aquele piloto cujo primeiro objetivo era simplesmente trazer o Porsche de volta à boxe sem o danificar está agora dentro do Top 10 da classificação absoluta, ocupa o terceiro lugar da Classe Bronze e ajuda a RGB Racing Team a lutar entre as principais estruturas da Porsche Sprint Challenge Ibérica.

  • Martim Ventura mantém domínio na MT2 e terceiro lugar absoluto no Sertões

    Martim Ventura mantém domínio na MT2 e terceiro lugar absoluto no Sertões

    Martim Ventura voltou a ser o mais rápido da classe MT2 na quarta etapa do Rally dos Sertões. Apesar de problemas de navegação, duas quedas e danos no escape, o português assinou ainda o quarto melhor tempo absoluto e mantém-se no terceiro lugar da geral.

    Integrado na Monster Energy Honda HRC e aos comandos de uma Honda CRF450RX, Ventura completou os 304 quilómetros cronometrados com o quarto melhor tempo absoluto, conservando o terceiro lugar da classificação geral.

    A jornada esteve, contudo, longe de ser tranquila: «Foi um dia complicado. A maratona foi dura e tive problemas em ambos os dias, mesmo com a vitória na etapa anterior. Houve falhas nos aparelhos de navegação que não foi possível resolver para esta quarta etapa e isso acabou por prejudicar o meu andamento», explicou.

    O português sofreu ainda duas quedas, uma das quais deixou marcas na moto: «Na sequência de uma das quedas fiquei com um problema no escape. Apesar disso estou contente porque consegui dar o meu melhor e continuo bem colocado na prova. O meu foco agora é no que terei pela frente, já que ainda estamos a meio do rali.»

    A quinta etapa disputa-se esta quinta-feira, 27 de agosto, entre Porto Nacional e Minaçu, num total de 562 quilómetros, dos quais 309 ao cronómetro. Os pilotos terão ainda 233 km de ligação inicial e 20 km no final da jornada.

  • Miguel Cristóvão regressa à ação no Lamborghini Super Trofeo em Nürburgring

    Miguel Cristóvão regressa à ação no Lamborghini Super Trofeo em Nürburgring

    Depois dos dois pódios conquistados em Spa-Francorchamps, Miguel Cristóvão regressa este fim de semana à competição para disputar a quarta ronda do Lamborghini Super Trofeo Europe, no exigente circuito de Nürburgring.

    Miguel Cristóvão retoma esta semana a temporada no Lamborghini Super Trofeo Europe, voltando a partilhar o Lamborghini Huracán Super Trofeo EVO2 da Vincenzo Sospiri Racing com o francês Paul Levet. O piloto de Lisboa chega à Alemanha depois de uma ronda particularmente positiva em Spa-Francorchamps, onde a dupla conquistou um segundo e um terceiro lugares, confirmando a evolução demonstrada ao longo da temporada.

    Nürburgring representa, contudo, um desafio diferente. Cristóvão não compete no circuito germânico desde 2018, ano em que ali conquistou um pódio na classe GT4 Pro-Am das GT4 European Series: «É um circuito onde não corro desde 2018 e o Paul também não o conhece muito bem, por isso vamos ter de reaprender os seus segredos. É uma pista muito técnica e exigente, onde é importante ganhar confiança desde os primeiros momentos», explica o português.

    A possibilidade de chuva nos treinos livres de sexta-feira poderá tornar ainda mais exigente a adaptação: «O campeonato é muito competitivo e exige que estejamos sempre no máximo. Vamos ter uma batalha muito intensa pela frente e será importante estarmos focados em todos os momentos do fim de semana. Vamos dar o nosso máximo e tentar conseguir bons resultados para somar pontos importantes.»

    O programa arranca na sexta-feira com os treinos livres. A qualificação disputa-se no sábado às 08h45, seguindo-se a primeira corrida às 14h10. A segunda prova está marcada para domingo, às 11h45, com ambas as corridas transmitidas em direto no canal oficial de YouTube da Lamborghini Squadra Corse.

  • CUPRA Performance Days levam público para a pista do Estoril

    CUPRA Performance Days levam público para a pista do Estoril

    A CUPRA vai realizar, no próximo dia 24 de outubro, no Circuito do Estoril, a primeira edição dos CUPRA Performance Days, evento aberto ao público que permitirá experimentar a gama da marca através de atividades em pista e no paddock.

    Um dos principais destaques será a experiência CUPRA On Track, que permitirá aos participantes conduzirem modelos CUPRA no traçado do Estoril. Limitada a 200 lugares, esta modalidade terá um custo de 20 euros e inclui ainda acesso às atividades do paddock e ao CUPRA Lounge Experience.

    Fora da pista, o programa contará com seis experiências, entre as quais o Drag CUPRA, dedicado à aceleração e travagem, o percurso de perícia CUPRA Head to Head, o CUPRA on Ice, Pitstop CUPRA e simuladores. Os participantes com melhores prestações poderão ainda ser selecionados para os CUPRA Hot Laps, vivendo uma experiência de co-drive em pista ao lado de um piloto profissional. O evento servirá também para colocar em destaque o CUPRA Raval, futuro modelo elétrico urbano da marca.

    “Queremos aproximar ainda mais o público do universo CUPRA e dar-lhe a oportunidade de experimentar, num ambiente tão especial como o Circuito do Estoril, a performance, a emoção e o carácter dos nossos modelos”, afirma David Albós, Diretor-Geral da SEAT e CUPRA em Portugal.

    Para quem pretenda apenas participar nas atividades do paddock, o bilhete Tribo CUPRA custa 10 euros. Depois do Estoril, os CUPRA Performance Days terão uma segunda edição a 7 de novembro, no Circuito Vasco Sameiro, em Braga.

  • OMODA | JAECOO reforça aposta híbrida em Portugal com tecnologia SHS

    OMODA | JAECOO reforça aposta híbrida em Portugal com tecnologia SHS

    A OMODA | JAECOO está a reforçar a sua oferta eletrificada no mercado português através da expansão da tecnologia Super Hybrid System (SHS). Depois da estreia no OMODA 5 SHS-H, a arquitetura híbrida chega agora ao novo JAECOO 5 SHS-H, proporcionando à marca duas propostas distintas assentes na mesma solução tecnológica.

    O sistema combina um motor 1.5 TGDI especificamente desenvolvido para aplicações híbridas, uma transmissão DHT e uma bateria NCM de 1,83 kWh. A gestão das diferentes fontes de energia procura privilegiar a utilização do motor elétrico no arranque e a velocidades baixas e médias, recorrendo ao bloco térmico quando as condições de circulação ou as necessidades de potência o justificam.

    O motor a gasolina disponibiliza 143 cv e apresenta uma eficiência térmica anunciada de 44,5%, trabalhando em conjunto com uma unidade elétrica capaz de atingir 150 kW. Nas versões HEV comercializadas em Portugal, o resultado são 224 cv de potência máxima combinada e 295 Nm de binário, permitindo cumprir os 0 aos 100 km/h em 7,9 segundos.

    No OMODA 5 SHS-H, a marca anuncia um consumo combinado WLTP de 5,3 l/100 km e emissões de CO₂ de 120 g/km. A proposta está disponível nos níveis de equipamento Comfort e Premium, contando com dois ecrãs de 12,3 polegadas, Apple CarPlay e Android Auto e vários sistemas de assistência à condução. A versão Premium acrescenta, entre outros equipamentos, câmaras panorâmicas 360° HD, bancos dianteiros aquecidos e ventilados e sistema de som SONY.

    JAECOO 5 SHS-H chega com autonomia total de 925 quilómetros

    A grande novidade é a chegada do JAECOO 5 SHS-H, que utiliza a mesma arquitetura para uma proposta de SUV de imagem mais robusta e orientada para a versatilidade. Os números de potência e desempenho são idênticos aos do OMODA: 224 cv, 295 Nm, aceleração dos 0 aos 100 km/h em 7,9 segundos e 175 km/h de velocidade máxima. O consumo combinado anunciado é igualmente de 5,3 l/100 km, com emissões de 120 g/km de CO₂, enquanto a autonomia total WLTP chega aos 925 quilómetros.

    No interior, o JAECOO 5 SHS-H conta com instrumentação digital de 8,88 polegadas e um ecrã central de 13,2 polegadas, além de Apple CarPlay e Android Auto sem fios. No nível Exclusive surgem equipamentos como câmaras panorâmicas 540° HD, teto panorâmico, bancos dianteiros aquecidos e ventilados e sistema de som SONY com nove altifalantes.

    Disponível nas versões Pure e Exclusive, o novo JAECOO 5 SHS-H apresenta preços recomendados de 30.900 e 33.690 euros, respetivamente.