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  • CISET 4×4 atravessa o Atlântico para duelo em São Vicente

    CISET 4×4 atravessa o Atlântico para duelo em São Vicente

    A primeira das duas jornadas madeirenses do CISET 4×4 disputa-se a 22 e 23 de agosto, com o XIX Super Trial 4×4 São Vicente a colocar novamente frente a frente equipas continentais e madeirenses.

    O CISET 4×4 prepara-se para atravessar novamente o Atlântico. Nos dias 22 e 23 de agosto, a Ribeira de São Vicente recebe a primeira das duas provas que o troféu realizará no arquipélago da Madeira em 2026. A segunda está reservada para 21 e 22 de novembro, no Porto Santo, onde será disputada a final da temporada. Antes disso, todas as atenções estarão concentradas no XIX Super Trial 4×4 São Vicente, prova que volta também a integrar o Challenge Ibérico Super Extreme Trial 4×4.

    Depois da passagem pelo Couço, o desafio muda radicalmente de características. Saem de cena a areia, a lama e as travessias do rio Sorraia para dar lugar a uma ribeira mais estreita, marcada pela pedra, desníveis e obstáculos que vão sofrendo alterações à medida que as viaturas completam as sucessivas passagens.

    A evolução do terreno será, aliás, uma das dificuldades adicionais. Trajetórias eficazes numa volta poderão deixar de o ser na passagem seguinte, à medida que as pedras se deslocam, surgem marcas mais profundas e o esforço começa a cobrar o seu preço às máquinas.

    Prólogo e resistência noturna no sábado

    O programa desportivo começa no sábado, 22 de agosto, com o prólogo marcado para as 19h00, composto por duas voltas ao percurso. Às 21h00 arranca a primeira manga de resistência. As categorias Unlimited e X-Treme terão uma hora de competição, enquanto Promoção e SSV disputarão 30 minutos.

    A manga noturna é tradicionalmente um dos momentos mais espetaculares da passagem do CISET por São Vicente. Com o desaparecimento da luz entre as montanhas, os faróis assumem protagonismo e acrescentam mais uma dificuldade à leitura do terreno.

    No domingo, a competição regressa às 15h00 para a manga mais longa do fim de semana. Unlimited e X-Treme enfrentarão duas horas de prova, enquanto Promoção e SSV terão uma hora, acrescida do período adicional previsto no regulamento. A resistência mecânica será então determinante, depois de máquinas e equipas já terem enfrentado o prólogo e a exigente jornada noturna.

    A lista definitiva de inscritos ainda não está encerrada, mas a expectativa aponta para uma representação forte tanto das equipas continentais como das madeirenses. O confronto é habitualmente um dos ingredientes de maior interesse da prova. As formações do Continente chegam com o ritmo acumulado ao longo da temporada do CISET, enquanto as equipas locais procurarão tirar partido do conhecimento das condições particulares de São Vicente.

    O XIX Super Trial 4×4 São Vicente Madeira 2026 é organizado pelo Clube Desportivo Nacional, em parceria com a Associação Portuguesa Trial Extremo, contando com o apoio da Direção Regional de Turismo e da Câmara Municipal de São Vicente. O Troféu CISET 4×4 é promovido pela X-Adventure, sob a égide da FPAK.

  • Troféu de Baltar regressa em setembro para a terceira prova da temporada

    Troféu de Baltar regressa em setembro para a terceira prova da temporada

    Kartódromo de Baltar recebe, a 5 de setembro, a terceira jornada do Troféu de Baltar 2026. A competição arranca às 15h00 e será disputada no Circuito C, estando já abertas as inscrições.

    O Troféu de Baltar 2026 regressa à pista no próximo dia 5 de setembro, com a realização da terceira prova da temporada no Kartódromo de Baltar. A jornada está marcada para as 15h00 e terá como palco o Circuito C, uma das diferentes configurações possíveis do traçado de Baltar. O circuito apresenta um perímetro de 1.020 metros, uma largura constante de oito metros e permite quatro configurações distintas.

    A competição é realizada com os karts de aluguer do próprio Kartódromo de Baltar. Na jornada inaugural de 2026, disputada a 7 de março no Circuito A, foram utilizados Sodi RT10 equipados com motores de 390 cc, solução escolhida pela organização para colocar os participantes em condições técnicas semelhantes.

    O interesse despertado pelo troféu ficou desde logo evidente na abertura da temporada. A lista divulgada oficialmente para a primeira prova reuniu 55 pilotos, demonstrando uma forte adesão à competição de rental karting promovida pelo Kartódromo de Baltar. Depois das duas primeiras jornadas do ano, a prova de setembro abre agora uma nova fase da temporada, desta vez com os pilotos a enfrentarem o Circuito C.

    As inscrições para a terceira prova já se encontram abertas, existindo no site oficial do Kartódromo de Baltar uma área específica destinada ao registo dos participantes.

  • Formula Student Portugal reuniu mais de 600 participantes em Castelo Branco

    Formula Student Portugal reuniu mais de 600 participantes em Castelo Branco

    Kartódromo de Castelo Branco recebeu, entre 19 e 24 de julho, 20 equipas de universidades nacionais e internacionais, numa edição que juntou mais de 600 participantes e 140 voluntários.

    Castelo Branco voltou a ser palco da Formula Student Portugal, competição universitária dedicada à engenharia e inovação automóvel que reuniu, entre 19 e 24 de julho, mais de 600 participantes provenientes de 20 equipas, além de 140 voluntários.

    Ao longo de uma semana, estudantes universitários colocaram à prova os protótipos desenvolvidos nas respetivas instituições de ensino, enfrentando provas estáticas e dinâmicas destinadas a avaliar não apenas o desempenho dos veículos, mas também a qualidade dos projetos de engenharia, a organização das equipas e a viabilidade das soluções apresentadas.

    A edição de 2026 voltou a assumir uma forte dimensão internacional. Equipas de vários continentes marcaram presença em Castelo Branco, com universidades da Índia, Portugal e Itália a ocuparem lugares de destaque nas diferentes classificações.

    Na principal categoria Electric Vehicle, a vitória pertenceu à equipa de Bombay, seguida pelo Instituto Superior Técnico e pelo Politecnico di Torino. A formação indiana repetiu o triunfo na categoria Driverless, novamente à frente das equipas portuguesa e italiana.

    Na Class 2, destinada aos projetos em desenvolvimento, a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto conquistou o primeiro lugar, com a Universidade de Coimbra em segundo e a Universidade da Beira Interior no terceiro posto.

    Ponte entre universidades e indústria

    Para além da vertente competitiva, a Formula Student Portugal voltou a funcionar como ponto de encontro entre estudantes, universidades, empresas e entidades públicas.

    Patrocinadores e parceiros acompanharam o trabalho desenvolvido pelas equipas, contactando diretamente com estudantes e docentes e conhecendo as diferentes soluções tecnológicas apresentadas. O evento proporcionou igualmente oportunidades de recrutamento de jovens engenheiros e de discussão em torno dos desafios futuros da mobilidade e da engenharia automóvel.

    Entre as personalidades presentes estiveram Miguel Salvado, adjunto da Secretária de Estado para a Mobilidade, Pedro Faria, presidente do Conselho Diretivo da UVE – Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos, Paulo Pereirinha, presidente do Conselho de Administração da APVE – Associação Portuguesa do Veículo Elétrico, João Carrega, diretor do Ensino Magazine, o presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, e a vereadora Christelle Domingos.

    A iniciativa contou com o apoio do Ensino Magazine, Município de Castelo Branco e Escuderia Castelo Branco, para além de vários patrocinadores e parceiros institucionais. Com mais uma edição concluída, a Formula Student Portugal reforçou o seu papel enquanto plataforma de aproximação entre o ensino superior e a indústria, permitindo aos estudantes desenvolver competências técnicas, de gestão e trabalho em equipa num ambiente competitivo.

    Classificações

    Electric Vehicle
    1.º Bombay
    2.º Instituto Superior Técnico
    3.º Politecnico di Torino

    Class 2
    1.º FEUP – Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto
    2.º Universidade de Coimbra
    3.º Universidade da Beira Interior

    Driverless
    1.º Bombay
    2.º Instituto Superior Técnico
    3.º Politecnico di Torino

  • Honda HR-V Hybrid mantém argumentos fortes no segmento dos SUV híbridos

    Honda HR-V Hybrid mantém argumentos fortes no segmento dos SUV híbridos

    Sistema e, consumos a partir de 4,1 l/100 km em ciclo urbano, bancos Magic Seats e tecnologias Honda SENSING continuam entre os principais argumentos do modelo, disponível em Portugal desde 34.500 euros.

    O Honda HR-V Hybrid continua a apostar numa combinação de eficiência, versatilidade e tecnologia para se manter competitivo no segmento dos SUV híbridos. Renovado recentemente, o modelo está disponível no mercado português a partir de 34.500 euros, na versão Elegance.

    Um dos principais elementos da proposta é o sistema híbrido e, que combina motores elétricos com um motor a gasolina. Dependendo das condições de utilização, o sistema pode funcionar em modo totalmente elétrico, híbrido ou recorrendo ao motor de combustão, fazendo essa gestão de forma automática e sem necessidade de carregamento externo.
    Segundo a Honda, o HR-V apresenta um consumo combinado de 5,4 l/100 km, valor que pode descer aos 4,1 l/100 km em ciclo urbano, cenário onde a regeneração de energia durante as travagens assume particular importância.

    Magic Seats reforçam versatilidade

    Outro dos elementos característicos do HR-V são os Magic Seats, que permitem diferentes configurações do habitáculo.

    O sistema oferece quatro modos: Utility, para criar uma superfície de carga plana; Long, destinado ao transporte de objetos compridos; Refresh, que permite reclinar os bancos dianteiros; e Tall, através do levantamento vertical do assento para acomodar objetos mais altos.

    Esta solução permite adaptar rapidamente o espaço interior a diferentes necessidades de utilização, mantendo a versatilidade como um dos principais argumentos do SUV japonês.

    Honda SENSING de série

    A componente de segurança inclui o conjunto de tecnologias Honda SENSING, com sistemas como travagem de mitigação de colisão, assistente de manutenção na faixa de rodagem, reconhecimento de sinais de trânsito e cruise control adaptativo.

    Com uma proposta assente na eletrificação sem necessidade de carregamento externo, flexibilidade do habitáculo e assistência à condução, o Honda HR-V Hybrid procura assim continuar a afirmar-se numa das áreas mais concorridas do mercado automóvel europeu.

  • José Carlos Magalhães: “O CPM 1300 está lançado e a MNE Sport quer ser protagonista”

    José Carlos Magalhães: “O CPM 1300 está lançado e a MNE Sport quer ser protagonista”

    José Carlos Magalhães faz um balanço exigente, mas confiante, da primeira metade da temporada no Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group. Aos comandos do Peugeot 205 Rallye, o piloto e líder da MNE Sport tem estado repetidamente muito perto dos lugares de topo, mas viu vários contratempos técnicos impedirem que os resultados traduzissem o potencial demonstrado em prova.

    Entre problemas de caixa, questões elétricas, falhas de fiabilidade e pequenos episódios que fizeram grande diferença, José Carlos Magalhães assume que ficou a sensação de que a vitória já podia ter surgido: “Estive sempre muito perto, mas depois acabámos por perder por coisas pequenas, que infelizmente não deixaram que o resultado fosse aquele que queria. Estou convencido de que já poderíamos ter conseguido algo melhor”, afirma o piloto da MNE Sport.

    Ao longo das primeiras provas, o Peugeot 205 Rallye foi revelando competitividade, mas também alguns pontos a resolver. Em Murça, uma questão relacionada com a caixa de velocidades obrigou a trabalho extra da equipa. Na Penha, onde José Carlos Magalhães tinha grande expectativa de lutar pela vitória, um problema no distribuidor impediu uma prova limpa, ainda que a última subida tenha confirmado o andamento do conjunto.

    “Na Penha tinha muita esperança de poder ganhar, porque conheço bem a rampa. O problema no distribuidor condicionou-nos bastante, mas na última subida, já limpa, consegui fazer o segundo tempo. Isso mostrou que havia margem para algo muito melhor”, recorda.

    Na Rampa Serra da Estrela-Covilhã, José Carlos Magalhães esteve novamente muito perto do triunfo, numa prova decidida por uma margem mínima. Ainda assim, o fim de semana deixou uma marca importante: o recorde dos 1300 na rampa.

    “A Serra da Estrela foi, sem dúvida, a prova em que estive mais perto da vitória. Deu muito gozo lutar daquela forma e valeu, pelo menos, pelo recorde dos 1300 da rampa, que foi algo muito bom”, sublinha.

    Já na Rampa do CAR, em Santa Marta de Penaguião, nova contrariedade logo no arranque comprometeu o fim de semana. A quebra da embraiagem e, posteriormente, problemas de temperatura no Peugeot 205 Rallye voltaram a impedir uma classificação mais condizente com a ambição do piloto.

    Depois desses contratempos, a MNE Sport trabalhou para resolver os problemas detetados e o resultado surgiu na Rampa Capital do Móvel, em Paços de Ferreira, onde José Carlos Magalhães voltou a mostrar andamento de vitória e a confirmar que o projeto está cada vez mais competitivo.

    “O Peugeot 205 Rallye está neste momento a um nível muito bom. A única questão que ainda queremos melhorar é a dos travões, que será trabalhada. Pelo carro, estou convencido de que conseguimos chegar lá”, afirma.

    Apesar de reconhecer o mérito dos adversários, em especial de Armando Freitas pelo arranque forte de temporada e de Diogo Marques pela competitividade demonstrada em Paços de Ferreira, José Carlos Magalhães considera que a luta no Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group está longe de estar encerrada: “Está lançado o campeonato. Sei que é muito difícil chegar ao título, e há que dar mérito ao Armando, que fez quatro primeiras provas muito boas. Mas estou convencido de que as próximas três provas vão ser bastante competitivas. Podemos ganhar alguma delas, ou até as três. Ainda é possível ser campeão. Logo se vê”,

    Para a segunda metade da época, o objetivo é assumido sem rodeios: “O objetivo é vencer as provas. Não há outro objetivo. Queremos ganhar as três provas que faltam”.

    MNE Sport aposta no presente e no futuro da Montanha

    Para além da sua vertente de piloto, José Carlos Magalhães faz também um balanço positivo da evolução da MNE Sport enquanto estrutura. A equipa tem vindo a consolidar a sua presença na Montanha nacional, apostando em projetos competitivos e no acompanhamento de pilotos em diferentes fases das suas carreiras.

    Um dos nomes em maior destaque é Salvador Coelho, jovem piloto de apenas 17 anos, que tem dado excelente conta de si aos comandos do Toyota Yaris no Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group.

    “Temos o Salvador Coelho, que no ano passado fez duas provas com o Uno, ainda com 16 anos, e este ano já está connosco com 17. É um jovem que praticamente só conduz quando vai para as provas, porque ainda não conduz no dia a dia. Fizemos uma preparação bastante boa para ele e acho que tem conseguido cumprir muito bem”, explica José Carlos Magalhães.

    O líder da MNE Sport não esconde o entusiasmo com o potencial do jovem piloto: “O Salvador tem tudo para crescer e para ser um miúdo de montanha. A continuar, estou convencido de que será uma das certezas no futuro da modalidade. Agora é importante que consiga criar apoios para continuar, porque talento e vontade existem”, sublinha.

    José Carlos Magalhães destaca ainda o momento positivo que a Montanha atravessa ao nível da renovação geracional: “A Montanha tem neste momento vários jovens com muito potencial. Isso deixa-me muito feliz, porque mostra que há futuro e que estamos a conseguir passar esta paixão às novas gerações”, afirma.

    Na estrutura da MNE Sport, há também espaço para outros projetos, como Paulo Oliveira, que continua o seu percurso de aprendizagem e consolidação nos 1300, e Ivo Machado, piloto com vasta experiência no automobilismo enquanto navegador de ralis e que tem vindo a descobrir a Montanha com objetivos bem definidos.

    “Temos pilotos com perfis diferentes, ambições diferentes e fases diferentes de evolução. O importante é criar condições para que todos possam competir, crescer e desfrutar da modalidade”, refere José Carlos Magalhães.

    Com três provas ainda por disputar, a MNE Sport olha para a segunda metade da temporada com ambição reforçada. José Carlos Magalhães quer lutar por vitórias, manter vivo o campeonato e contribuir para afirmar ainda mais o Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group como uma das competições mais competitivas e interessantes da Montanha nacional.

    “Quero ganhar, obviamente, e vou lutar pelo campeonato. O Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group é tão ou mais competitivo como qualquer outro e merece ter a notoriedade que deve ter. E eu acho que merece muita”, conclui.

  • Gonçalo Capote estreia Yamaha R9 no CNV com duas vitórias à geral

    Gonçalo Capote estreia Yamaha R9 no CNV com duas vitórias à geral

    Gonçalo Capote foi uma das grandes figuras da terceira ronda do Campeonato Nacional de Velocidade, disputada no Autódromo Internacional do Algarve. No regresso ao CNV, o piloto estreou a Yamaha R9 na categoria Supersport e assinou um fim de semana perfeito, vencendo a classe e a classificação geral nas duas corridas.

    A jornada de Portimão, disputada nos dias 8 e 9 de agosto, apresentou um programa particularmente preenchido, reforçado pela presença das competições espanholas Copa R4C e BMW Motorrad RR Iberia Cup.

    Mas foi Gonçalo Capote quem protagonizou um dos grandes destaques. Depois de uma prolongada paragem devido a lesão, o piloto regressou à competição há menos de dois meses, inicialmente com a Yamaha R6 no FIM MotoJunior, no Estoril, estreando posteriormente a nova R9 no ESBK.

    No Algarve chegou a vez da estreia da Yamaha R9 no CNV, precisamente numa temporada em que a anterior classe Superstock 600 deu lugar às Supersport, permitindo a participação das motos “New Generation”, em linha com os regulamentos internacionais.

    A estreia dificilmente poderia ter sido mais convincente. No sábado, Capote levou a Supersport ao triunfo absoluto, terminando à frente da Honda CBR1000RR de Ricardo Lopes, melhor representante das Superbike, e da Honda CBR600RR de Martim Jesus. No domingo voltou a repetir a vitória, novamente batendo as motos da categoria principal, desta vez com as Superbike de Luís Ferreira, em BMW S1000RR, e Ricardo Lopes a completarem os três primeiros da geral.

    Dany Soares também assina fim de semana perfeito

    Outro dos grandes protagonistas em Portimão foi Dany Soares. Aos comandos da BMW S1000RR, venceu a classe CDM2 da Copa Dunlop Motoval nos dois dias, terminando ambas as corridas dentro do Top 5 absoluto. Mas o piloto acumulou ainda a participação na BMW Motorrad RR Iberia Cup e também aí venceu as duas corridas. Resultado: quatro corridas disputadas e quatro triunfos.

    Nas SportBike, Tiago João voltou a impor a Aprilia RS660, vencendo a categoria e a geral nas duas corridas, enquanto Carlota Carochinho, em Yamaha R7, foi segunda da classe. Nas Moto4, Alexandre Cabá e Tomás Canarias repartiram as vitórias.

    As Supersport 300 tiveram Rodrigo Asensio como vencedor no sábado, enquanto Vasco Camoesas foi o primeiro no domingo. Os resultados da segunda corrida ficaram, contudo, em suspenso devido a verificações técnicas motivadas por um protesto apresentado às motos de Camoesas e Lourenço Vicente.

    Nas corridas que reuniram CNV Júnior e PréMoto4, Tiago Tomé dominou entre as PM4, vencendo nos dois dias, enquanto Simão Viegas e Tomás Santos dividiram os triunfos na CNV Júnior.

    O Campeonato Nacional de Velocidade regressa entre 4 e 6 de setembro para o Circuito do Estoril III, quarta e penúltima ronda da temporada de 2026.

  • Xurxo Prol faz história em Fernão Joanes com primeira vitória elétrica no Nacional de Supercross

    Xurxo Prol faz história em Fernão Joanes com primeira vitória elétrica no Nacional de Supercross

    Stark Varg domina ronda final enquanto Luís Outeiro, Valentino Vázquez, Guilherme Gomes e Mateo Bouzó conquistam títulos.

    O Campeonato Nacional de Supercross 2026 encerrou a temporada em Fernão Joanes com uma jornada histórica. No Crossódromo Internacional das Lajes, Xurxo Prol e a elétrica Stark Varg da Guga MX dominaram a noite e assinaram a primeira vitória de sempre de uma moto elétrica numa prova do CNSX.

    A quinta e última ronda do campeonato chegou com todos os títulos ainda por decidir, garantindo uma noite de máxima tensão competitiva. No final, Luís Outeiro conquistou os títulos de SX1 e SX Elite, Valentino Vázquez sagrou-se campeão de SX2, Guilherme Gomes venceu o campeonato de SX85 e Mateo Bouzó assegurou a placa número 1 em SX65.

    Mas a grande figura da jornada foi Xurxo Prol. O piloto espanhol venceu a final de SX1 e repetiu o triunfo nas duas finais Elite, confirmando a competitividade da Stark Varg e escrevendo uma página inédita na história do campeonato.

    Em SX1, Martim Palma, aos comandos da Ducati, começou por liderar, mas Xurxo Prol recuperou de uma queda inicial e terminou por assumir o comando, vencendo com apenas meio segundo de vantagem sobre o piloto português. Luís Outeiro completou o pódio. Mesmo com a vitória, Prol não conseguiu recuperar os sete pontos de atraso com que chegara à derradeira jornada. Luís Outeiro garantiu assim o título de SX1 por apenas dois pontos, numa temporada marcada por enorme equilíbrio e quatro vencedores diferentes nas quatro finais disputadas: Paulo Alberto, Luís Outeiro, Cédric Soubeyras e Xurxo Prol.

    Outeiro terminou ainda a noite com o título de SX Elite, mesmo sem ter vencido qualquer corrida da categoria durante a temporada.

    Na SX2, Tomás Santos conquistou a sua primeira vitória na categoria, mas o segundo lugar de Valentino Vázquez foi suficiente para o piloto da GasGas assegurar o título nacional. Manuel Carreras, Sandro Lobo e José Hernández completaram os cinco primeiros. Na SX65, a luta pelo campeonato ficou infelizmente marcada pelo acidente de Lucas Araújo. O jovem português, que tinha sido o mais rápido nos treinos cronometrados, sofreu uma queda e fraturou uma perna, ficando impossibilitado de disputar as finais quando ainda mantinha possibilidades de lutar pelo título.

    Mateo Bouzó aproveitou para confirmar o campeonato com duas vitórias, sempre seguido por Rodrigo Garcia, enquanto Gonçalo Costa repetiu o terceiro lugar nas duas mangas.

    Fernão Joanes encerrou assim uma temporada muito disputada, mas ficará sobretudo na história pelo triunfo de Xurxo Prol e da Stark Varg, num marco simbólico para a entrada da tecnologia elétrica no panorama competitivo do Supercross nacional.

  • Troféu X-Offroad cancela jornada de Alter do Chão prevista para setembro.

    Troféu X-Offroad cancela jornada de Alter do Chão prevista para setembro.

    X-Adventure procura solução alternativa para manter a prova no calendário.

    A X-Adventure anunciou o cancelamento da jornada do Troféu X-Offroad que estava prevista para o dia 12 de setembro, em Alter do Chão, depois de não terem sido reunidas, em tempo útil, todas as condições necessárias para garantir a realização da prova nos moldes exigidos.

    A promotora sublinha que estavam depositadas grandes expectativas nesta jornada e que o organizador local desenvolveu um trabalho intenso na tentativa de viabilizar o evento. Apesar das várias diligências efetuadas, os obstáculos encontrados acabaram por impedir a concretização da prova.

    A decisão foi tomada com antecedência para evitar prolongar um cenário de incerteza junto das equipas que já tinham manifestado interesse em participar e também do público que tem acompanhado o crescimento do Troféu X-Offroad. A X-Adventure fez igualmente questão de reconhecer publicamente o empenho do organizador local, destacando a dedicação demonstrada ao longo de todo o processo de preparação.

    O cancelamento da prova de Alter do Chão não significa, contudo, que esta jornada esteja definitivamente perdida. A promotora continuará a trabalhar na procura de uma solução alternativa, que poderá passar por uma nova data e, se necessário, por outro local. Essa possibilidade ficará dependente da existência de condições desportivas, logísticas e organizativas que permitam garantir uma prova competitiva e segura.

    A X-Adventure assegura que qualquer desenvolvimento relativo a uma eventual substituição da jornada será comunicado logo que exista uma alternativa devidamente consolidada, mantendo o compromisso de proporcionar um calendário à altura das expectativas criadas em torno do Troféu X-Offroad.

  • DS Automobiles despede-se da Fórmula E

    DS Automobiles despede-se da Fórmula E

    Marca francesa encerra percurso no Mundial elétrico com dois títulos de pilotos, dois de equipas e 18 vitórias.

    A DS Automobiles prepara-se para colocar um ponto final numa marcante passagem pelo Campeonato do Mundo FIA de Fórmula E. Nos dias 15 e 16 de agosto, em Londres, a marca francesa disputa as suas últimas corridas na competição, encerrando uma aventura iniciada há 11 temporadas e que a colocou entre as grandes referências da história do campeonato.

    O cenário da despedida será o ExCeL, no bairro londrino de Newham, onde terão lugar as duas corridas finais da 12.ª temporada. Pelo quarto ano consecutivo, o peculiar traçado, que combina zonas interiores e exteriores, receberá a decisão do campeonato. Para assinalar a ocasião, Maximilian Günther e Taylor Barnard vão competir com uma decoração especial nos DS E-TENSE FE25 da DS PENSKE, marcada pela utilização de detalhes dourados.

    A despedida acontece depois de um percurso iniciado na segunda temporada da Fórmula E, quando a DS Automobiles se tornou a primeira marca premium a entrar no campeonato. Desde então, conquistou dois títulos de pilotos e dois de equipas, além de 18 vitórias, 55 pódios e 26 pole positions.

    “Este evento final da época marca também o fim da magnífica aventura da DS Automobiles na Fórmula E. Após 11 épocas que permitiram à marca afirmar-se como o fabricante com o palmarés mais bem-sucedido da história da série, podemos sentir-nos orgulhosos por termos alcançado plenamente os objetivos que nos propusemos em 2015”, destaca Bastien Schupp, Diretor de Marketing e Comunicação da DS Automobiles.

    Competição como laboratório para os modelos de estrada

    A passagem pela Fórmula E permitiu igualmente à DS desenvolver conhecimentos nas áreas dos sistemas de propulsão elétricos, gestão de energia e eficiência, posteriormente transferidos para os automóveis de produção.

    “Estes anos intensos de competição elétrica, marcados por recordes e desempenhos notáveis, foram sempre impulsionadores da inovação na DS Automobiles. As tecnologias comprovadas no campeonato contribuem também para a investigação e desenvolvimento dos nossos modelos de série”, salienta Bastien Schupp.

    Para assinalar a despedida, a DS Automobiles terá ainda em exposição no ExCeL três monolugares representativos das diferentes gerações da sua participação: o DSV-01, o DS E-TENSE FE19 e o atual DS E-TENSE FE25.

    As duas derradeiras corridas da DS Automobiles na Fórmula E estão marcadas para sábado e domingo, às 15h00 de Portugal continental. Depois de 11 temporadas de competição elétrica, a marca encerra assim um dos capítulos mais importantes da sua história no desporto automóvel, preparando-se agora para uma nova aposta desportiva através da SailGP.

  • Tomás Pinto lidera batalha pelo título absoluto, perseguido por José Correia e Nuno Caetano, num CPM ao rubro

    Tomás Pinto lidera batalha pelo título absoluto, perseguido por José Correia e Nuno Caetano, num CPM ao rubro

    Tomás Pinto chega ao verão no comando absoluto do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, perseguido por José Correia e Nuno Caetano, numa primeira metade de época marcada por quatro vencedores diferentes e constantes reviravoltas.

    Com o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group a viver agora a pausa de verão, chegou o momento de dissecar tudo aquilo que tornou a primeira metade da temporada tão intensa, imprevisível e frenética. Este é o primeiro de vários editoriais dedicados ao balanço das diferentes frentes competitivas do campeonato, começando, naturalmente, pela discussão pelo título absoluto, onde cinco provas produziram quatro vencedores diferentes, várias reviravoltas e uma classificação que promete deixar tudo em aberto para as três derradeiras jornadas.

    Murça, Penha, Serra da Estrela-Covilhã, Rampa do CAR e Capital do Móvel ergueram histórias muito diferentes, mas desembocaram numa realidade que poucos antecipariam no arranque da época: aos 18 anos, Tomás Pinto chegou às férias na liderança absoluta do campeonato. O jovem duriense soma 106 pontos, dispondo de 13 de vantagem sobre José Correia, segundo com 93. Nuno Caetano está cada vez mais próximo e ocupa o terceiro lugar, com 87, enquanto o pentacampeão nacional em título Hélder Silva caiu para quarto, com 72. Gonçalo Inácio, com 62, completa o Top 5.

    Tomás Pinto: de revelação a líder absoluto

    Já não faz sentido falar de Tomás Pinto apenas como uma promessa da Montanha portuguesa. A primeira metade da temporada transformou definitivamente o jovem piloto da Famaconcret Racing Team numa das grandes figuras do campeonato. Aos comandos do BRC CM05 Evo, preparado pela FR Power, o talento de Mesão Frio tem conseguido desafiar sistematicamente os mais poderosos Protótipos A, aliando uma velocidade impressionante a uma maturidade pouco habitual para os seus 18 anos.

    Pódio em Murça, nova presença entre os primeiros na Penha e um brilhante segundo lugar absoluto na Serra da Estrela foram construindo uma temporada que atingiu outra dimensão na Rampa CAR. Na “Serpente do Douro”, Tomás Pinto assinou uma exibição para a história. Foi o mais rápido nas seis subidas do programa, pulverizou sucessivamente o recorde dos Protótipos B e tornou-se no mais jovem vencedor absoluto de sempre de uma prova do Campeonato de Portugal de Montanha.

    Na Capital do Móvel voltou a colocar o BRC no pódio absoluto, em terceiro. Chega às férias com 106 pontos e no lugar mais desejado de todos: a liderança absoluta.

    José Correia continua à espreita

    Apenas 13 pontos atrás está José Correia. O piloto e patrão da JC Group Racing Team tem encontrado na sua garra e velocidade e na Osella PA30 argumentos fortíssimos para lutar pelas vitórias e começou a época com dois segundos lugares, em Murça e na Penha. A recompensa chegou na terceira jornada.

    Na exigente Rampa Serra da Estrela-Covilhã, Correia construiu uma exibição muito sólida e conquistou a primeira vitória absoluta de 2026, assumindo-se definitivamente como candidato ao título.

    A Rampa CAR trouxe o grande revés. Uma forte saída na 1ª Subida Oficial deixou a Osella bastante danificada e o piloto sem pontuar. Três semanas depois, porém, José Correia respondeu como candidato: regressou na Capital do Móvel e terminou em segundo. Com 93 pontos, continua perfeitamente colocado para atacar a liderança nas três rampas decisivas e é, claramente, um dos grandes favoritos.

    Nuno Caetano encontrou finalmente o caminho para o triunfo

    Se existe um piloto cuja trajetória ao longo destas cinco provas pode ser descrita como um crescendo, é Nuno Caetano. O português radicado em Londres foi progressivamente extraindo todo o potencial da Osella PA2000 EVO2 LMR da Power House, aproximando-se dos lugares da frente até alcançar aquilo que há muito perseguia.

    Depois de terminar num excelente segundo lugar absoluto na Rampa CAR, Caetano chegou à Capital do Móvel preparado para atacar. E não falhou. Na Serra da Agrela foi o homem a bater, dominando o fim de semana e conquistando finalmente a primeira vitória absoluta da sua carreira no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

    O triunfo colocou-o definitivamente no centro das contas. Soma 87 pontos, apenas seis menos que José Correia e 19 atrás de Tomás Pinto.  Nuno Caetano chega, portanto, às férias no melhor momento da temporada.

    Hélder Silva: do arranque perfeito a uma sucessão de pesadelos

    A classificação de Hélder Silva talvez seja a melhor demonstração de como esta primeira metade do campeonato foi imprevisível. O pentacampeão nacional começou exatamente como um campeão: venceu em Murça e repetiu o triunfo na Penha. Duas provas, duas vitórias e a sensação de que o homem da Norma FC20 poderia novamente assumir o controlo do campeonato.

    Mas a mecânica decidiu baralhar completamente as contas. Na Serra da Estrela-Covilhã, problemas sucessivos condicionaram praticamente todo o fim de semana. Ainda assim, Hélder conseguiu mostrar a velocidade habitual, assinando o melhor tempo absoluto numa das subidas, e salvou um importante terceiro lugar.

    Na Rampa CAR, os problemas técnicos agravaram-se de tal forma que não conseguiu completar qualquer subida. Seguiu-se a ausência na Capital do Móvel. Resultado: depois de começar o campeonato com duas vitórias consecutivas, o campeão chega ao verão no quarto lugar, com 72 pontos, já a 34 de Tomás Pinto.

    Continua a ser Hélder Silva e, por isso, ninguém pode retirá-lo das contas. Mas Boticas, Arrábida e Caramulo transformam-se agora em três provas onde não poderá desperdiçar oportunidades.

    Gonçalo Inácio lidera um segundo pelotão fortíssimo

    Logo atrás dos quatro primeiros encontramos outra das grandes afirmações da época. Gonçalo Inácio, aos comandos do BRC B49, tem vindo a crescer prova após prova. O piloto que defende as cores da Diatosta, com preparação da Power House, aproximou-se progressivamente da frente e alcançou na Rampa CAR o primeiro pódio absoluto da carreira. Com 62 pontos, ocupa um excelente quinto lugar absoluto.

    E imediatamente atrás a luta é apertadíssima. Sérgio Nogueira, com o Silver Car S3, soma 52 pontos, enquanto Nuno Guimarães, no Silver Car S2, tem 50. Apenas dois pontos separam sexto e sétimo classificados, dois pilotos que têm mostrado velocidade suficiente para aparecer regularmente entre os lugares cimeiros da geral.

    O oitavo lugar absoluto pertence a José Rodrigues, com 44 pontos, resultado particularmente significativo por ser alcançado aos comandos de um Porsche 992 GT3 Cup. O campeão nacional da Categoria GT tem sido praticamente incontestável na sua frente competitiva, mas a eficácia do piloto bracarense e a competitividade do Porsche preparado pela RACAR Motorsport têm permitido algo mais: intrometer-se regularmente entre os Protótipos na classificação absoluta.

    A fechar o Top 10 aparecem Luís Nunes, nono com 33 pontos, e Carlos Gonçalves, décimo com 29.  No caso de Luís Nunes, a posição absoluta resulta de uma primeira metade de época fortíssima com o Škoda Fabia Super Car, embora a análise do seu domínio nos Super Challenge mereça igualmente um balanço autónomo.

    Três rampas para decidir tudo

    O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group está agora no intervalo de verão. Depois será tempo das três derradeiras e decisivas batalhas: Boticas, Arrábida e Caramulo.

    Tomás Pinto tem juventude, talento, velocidade e uma vantagem preciosa. José Correia está apenas a 13 pontos e já mostrou que tem armas para vencer. Nuno Caetano atravessa o melhor momento da temporada. E Hélder Silva terá de lançar uma recuperação à campeão para voltar a colocar-se onde se habituou a estar.

    Cinco provas produziram quatro vencedores absolutos diferentes e colocaram um jovem de apenas 18 anos no comando do campeonato. Faltam três. E, depois de tudo aquilo a que já assistimos em 2026, ninguém se atreverá a garantir como terminará esta história.