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  • António Lopes fecha época de estreia com um TOP 2 no FPAK Júnior Team de Montanha: “Isto foi apenas o começo”

    António Lopes fecha época de estreia com um TOP 2 no FPAK Júnior Team de Montanha: “Isto foi apenas o começo”

    Sete provas, sete pódios. António Lopes dificilmente poderia ter escolhido uma forma mais convincente de cumprir a sua primeira temporada nos automóveis. Aos resultados, o jovem de Margaride, Felgueiras, junta sobretudo uma certeza: 2026 foi apenas o primeiro capítulo.

    Chegou ao início da temporada sem saber exatamente o que esperar. Havia muito para descobrir, aprender e assimilar num universo completamente novo. Sete provas depois, António Lopes não falhou um único pódio e terminou a época no segundo lugar do campeonato.

    Mais importante do que os números foi a evolução construída prova após prova. Houve dificuldades, erros, momentos menos fáceis e muitas horas de trabalho.

    Mas houve também a capacidade de aprender depressa e de transformar cada quilómetro em experiência: “É difícil resumir em poucas palavras tudo o que este ano significou para mim. Foi uma época de muita aprendizagem, muito trabalho e alguns momentos difíceis, mas sobretudo de uma evolução enorme, dentro e fora da pista.”

    O balanço fala por si: primeira época nos automóveis, sete jornadas, sete pódios e um 2º posto final.

    Mas, para António Lopes, ficar satisfeito não significa acomodar-se: “Mais do que os resultados, levo todas as experiências, todas as batalhas e tudo aquilo que me fez crescer. Cada corrida deixou-me com mais vontade de aprender, evoluir e chegar mais longe.”

    E é precisamente aí que está talvez a principal conclusão de 2026. O segundo lugar não surge como ponto de chegada. Funciona como combustível para aquilo que vem a seguir: “Este resultado dá-me ainda mais fome, mais ambição e mais vontade de vencer. Sei onde quero chegar e sei que ainda há muito trabalho pela frente. Na próxima época quero mais. Quero lutar pelo topo.”

    O jovem felgueirense deixa ainda um agradecimento especial à família, equipa e a todos os que sustentaram o projeto, com destaque para o Pão de Ló de Margaride, Portugal Alves, A. Martins Fernandes, Vashoes, Agência de Seguros Maias, Câmara Municipal de Felgueiras, BeFast, Auriol Sport, C.Travel, Lavandaria LX e Prestige Motors.

    Para António Lopes, a primeira temporada nos automóveis terminou com um positovo 2º lugar no troféu Mas a frase que melhor resume o ano talvez seja outra: O primeiro capítulo está escrito. Agora começa a procura pelo topo.

  • Patrick Cunha vence à geral em Navarra

    Patrick Cunha vence à geral em Navarra

    A Veloso Motorsport saiu da quinta ronda da Porsche Sprint Challenge Ibérica, disputada no Circuito de Navarra, com mais uma vitória absoluta e vários pódios. Patrick Cunha foi o grande protagonista ao triunfar à geral e na classe Bronze numa das corridas, reforçando a liderança da categoria.

    Ao volante do Porsche 992 GT3 Cup preparado pela formação da Póvoa do Lanhoso, Patrick Cunha começou por garantir a segunda posição na grelha para a primeira corrida e terminou essa manga no terceiro lugar da geral, somando simultaneamente os pontos máximos na Bronze.

    Na terceira corrida do fim de semana, o piloto bracarense foi ainda mais longe e levou o Porsche à vitória absoluta e ao triunfo na classe Bronze, confirmando a evolução demonstrada ao longo da temporada e reforçando as ambições para a reta final do campeonato.

    Também Luís Calheiros, habitual piloto da Veloso Motorsport no Campeonato de Portugal de Velocidade, Supercars Iberian e Supercars Espanha, contribuiu para o balanço positivo da jornada ao conquistar dois terceiros lugares na classe Bronze.

    “Estamos apostados em levar o Patrick Cunha à conquista da classe Bronze. Temos os recursos humanos e técnicos para isso e o nosso lema é nunca desistir dos objetivos”, destaca Luís Veloso, CEO da Veloso Motorsport.

    A Porsche Sprint Challenge Ibérica entra agora na decisão final. Restam quatro corridas, todas concentradas na derradeira jornada da temporada, marcada para 31 de outubro e 1 de novembro, no Autódromo do Estoril.

  • Afonso Santos entra na primeira de duas “finais” pelo título Júnior

    Afonso Santos entra na primeira de duas “finais” pelo título Júnior

    Afonso Santos e Mafalda Santos preparam-se para enfrentar, este fim de semana, o Rally 6 Cities North of Portugal, penúltima jornada do Campeonato de Portugal Júnior de Ralis e uma das provas mais importantes da temporada.

    Aos comandos do Peugeot 208 Rally4 preparado pela PT Racing, a dupla poveira chega ao Norte plenamente envolvida nas contas do campeonato e consciente de que esta poderá ser uma jornada determinante antes do Rallye Vidreiro Centro de Portugal, última ronda do ano. O cenário competitivo é claro. Um triunfo ou mesmo uma pontuação forte entre os três primeiros poderá permitir a Afonso Santos chegar ao derradeiro rali da temporada numa posição ainda mais favorável na luta pelo comando da classificação.

    O Rally 6 Cities North of Portugal apresenta um percurso com 17 provas especiais de classificação e cerca de 181 quilómetros cronometrados, atravessando os municípios de Guimarães, Fafe, Felgueiras, Boticas, Cabeceiras de Basto e Ribeira de Pena. A prova terá início na sexta-feira, com uma especial em asfalto na zona da Penha, antes de dois dias de competição nos tradicionais troços de terra do Norte do país.

    A extensão do percurso e, sobretudo, a ordem de passagem serão fatores a ter muito em conta por Afonso Santos. O “Pocket Rocket” enfrentará as classificativas depois de todo o pelotão de Rally2 do Europeu e do Campeonato de Portugal de Ralis, cenário que poderá alterar significativamente as condições encontradas ao longo do fim de semana.

    “Sabemos muito bem o que está em jogo, mas o primeiro objetivo tem de ser terminar a prova. Vamos encontrar muitos quilómetros pela frente e, passando depois de todos os Rally2, temos a perfeita noção de que algumas classificativas poderão ficar bastante marcadas”, explica Afonso Santos.

    Essa realidade obrigará a um equilíbrio permanente entre andamento e preservação da mecânica: “Vamos ter de perceber muito bem onde podemos atacar e onde é preciso ter cabeça. Não podemos deixar de ser rápidos porque queremos lutar pelos primeiros lugares, mas também não podemos correr riscos desnecessários. O compromisso entre ritmo e proteção do carro vai ser fundamental”.

    Afonso Santos e Mafalda Santos chegam a este desafio com boas referências nos pisos de terra, depois da excelente prestação no Rallye Casinos do Algarve. Nessa prova, a dupla assinou o melhor resultado global da temporada, com quatro pódios em quatro frentes competitivas, incluindo o 2.º lugar entre os Juniores e presenças no Top 3 do CPR 2RM e das Peugeot Rally Cup.

    “No Algarve conseguimos ser rápidos e eficazes e isso dá-nos boas referências para este rali. Mas também sabemos que não podemos comparar diretamente as duas provas. Aqui teremos muito mais quilómetros e condições que podem mudar bastante entre a primeira e a segunda passagem”, salienta.

    O Rally 6 Cities North of Portugal terá ainda impacto direto nas contas do Campeonato de Portugal de Ralis 2RM. Também aqui Afonso Santos chega com objetivos concretos, procurando reforçar a sua posição entre os cinco primeiros da classificação num campeonato marcado por grande qualidade e experiência entre os principais candidatos.

    “Queremos também continuar a fazer um bom trabalho nas 2RM. Temos vindo a crescer muito nesse campeonato e seria importante sair desta prova com uma pontuação que nos permita consolidar o Top 5”, refere o “Pocket Rocket”.

    Para Afonso e Mafalda Santos, o Rally 6 Cities North of Portugal será sobretudo uma prova de gestão: velocidade quando houver condições para atacar, prudência quando o estado dos troços o aconselhar e máxima concentração ao longo dos cerca de 181 quilómetros cronometrados.

  • Polestar e Oxford tentam medir aquilo que a performance faz sentir ao condutor

    Polestar e Oxford tentam medir aquilo que a performance faz sentir ao condutor

    Potência, aceleração ou tempos por volta sempre foram as unidades de medida tradicionais da performance. A Polestar e a Universidade de Oxford decidiram acrescentar outra variável à equação: o próprio condutor. Um estudo-piloto procurou perceber como o corpo e a atenção reagem quando aumenta o desempenho do automóvel.

    A investigação, conduzida pelo SDG Impact Lab da Universidade de Oxford em colaboração com a Polestar, combinou telemetria do veículo com monitorização da frequência cardíaca, rastreio ocular, avaliações psicológicas e entrevistas.

    Doze condutores foram colocados ao volante de duas versões do Polestar 4, a Single Motor de tração traseira e a Dual Motor equipada com Pack Performance, em condução calma e dinâmica no circuito sueco de Gotland Ring.

    Os primeiros resultados mostram diferenças mensuráveis. Quando o ritmo aumentou, os participantes pestanejaram menos, apresentaram maior dilatação das pupilas e mantiveram o olhar fixo durante períodos mais longos, indicadores associados pelos investigadores a maior concentração e envolvimento na condução.

    Mais performance, mas menos esforço ao volante

    A comparação entre os dois Polestar 4 revelou também diferenças interessantes na forma como o desempenho chega ao condutor. Com 400 kW/544 cv, contra os 200 kW/268 cv da versão Single Motor, o Polestar 4 Dual Motor com Pack Performance registou, em voltas rápidas realizadas em condições equivalentes, mais 32% de aceleração máxima, mas exigiu simultaneamente menos 15% de esforço de direção.

    A versão Performance gerou ainda maiores forças laterais em curva e um número superior de eventos de forte aceleração.

    As próprias avaliações dos participantes acompanharam essa diferença. Numa escala de Desempenho/Dinâmica, o Dual Motor Performance obteve 89,2 pontos em 100, contra 67,7 do modelo de tração traseira. Na qualidade global da experiência, os valores foram de 93,0 contra 77,9 pontos.

    Mas talvez o resultado mais interessante tenha surgido fora dos números. Nas entrevistas, os participantes associaram a ideia de performance não apenas à intensidade física, mas também a confiança no automóvel, sensação de controlo e capacidade de permanecer profundamente concentrado na condução.

    Vários chegaram mesmo a comparar a experiência a uma “montanha-russa controlada”. Um dos participantes resumiu-a de outra forma: o automóvel “faz-nos sentir melhores condutores do que realmente somos”.

    “À medida que os automóveis elétricos redefinem o que pode ser a performance, quisemos compreender algo que não pode ser captado apenas por uma ficha técnica: a experiência humana ao volante”, explica Christian Samson, Head of Product Attributes da Polestar.

    Para Max Klapow, investigador do Oxford SDG Impact Lab, a conclusão aponta na mesma direção: “A performance não se resume simplesmente a ir mais depressa. Trata-se de proporcionar ao condutor uma sensação de confiança e de controlo através de respostas previsíveis do veículo.”

    Sendo ainda um estudo-piloto com apenas 12 participantes, os resultados não pretendem estabelecer uma nova fórmula definitiva para medir performance. Mas deixam uma pista interessante: num automóvel moderno, talvez o cronómetro conte apenas metade da história.

  • Pedro Câmara Jr. sagra-se campeão açoriano de 2RM no ano de estreia

    Pedro Câmara Jr. sagra-se campeão açoriano de 2RM no ano de estreia

    Pedro Câmara Jr. conquistou o Campeonato Regional dos Açores de Ralis nas duas rodas motrizes, tornando-se no piloto mais jovem de sempre a alcançar o título. A conquista surge logo na sua primeira temporada no regional e completa um ano de enorme sucesso para o jovem açoriano.

    Ao longo das seis provas disputadas, Pedro Câmara Jr. somou seis pódios e cinco vitórias, demonstrando rapidez, regularidade e maturidade na gestão do campeonato.

    “Estou mesmo muito contente por conquistar também o Campeonato Regional dos Açores de 2RM, logo no meu primeiro ano. Fizemos uma época muito forte, com seis pódios em seis provas e cinco vitórias. Quase conseguimos uma época perfeita”, destacou.

    O título regional junta-se à vitória na Peugeot Rally Cup Ibérica 2026, fazendo deste o segundo troféu conquistado por Pedro Câmara Jr. na sua primeira temporada aos comandos de um Rally4.

    “Foi uma época muito exigente, com muitas viagens e provas seguidas, mas conseguimos manter-nos sempre competitivos e lutar pelas vitórias”, acrescentou.

    Com dois títulos conquistados em 2026, Pedro Câmara Jr. fecha uma temporada de estreia particularmente marcante e reforça o seu estatuto entre os jovens pilotos portugueses em maior destaque.

  • Toyota Racing conquista título mundial de construtores no FIA WEC

    Toyota Racing conquista título mundial de construtores no FIA WEC

    A Toyota Racing assegurou antecipadamente o Campeonato do Mundo de Fabricantes FIA WEC 2026, depois de alcançar uma dobradinha nas 6 Horas de Barcelona, penúltima ronda da temporada. O resultado garantiu à formação japonesa o oitavo título mundial de construtores da sua história.

    O triunfo pertenceu ao Toyota TR010 HYBRID #8, que partiu da segunda posição da grelha e assumiu o comando numa corrida marcada por condições de pista difíceis e variáveis.

    O #7 completou a dobradinha, terminando apenas 0,583 segundos atrás, num desfecho que confirmou a superioridade da Toyota em Barcelona.

    A equipa construiu grande parte do resultado logo na primeira hora, tirando partido da escolha certa de pneus de chuva e de uma estratégia eficaz. Mesmo com a entrada do Safety Car nas duas horas finais, os dois Toyota mantiveram o ritmo, assinaram voltas rápidas e reconstruíram a vantagem até à bandeira de xadrez.

    Com esta vitória, a Toyota soma já quatro triunfos em 2026, numa temporada que inclui também as conquistas nas 24 Horas de Le Mans e nas 6 Horas de Fuji.

    O título de fabricantes fica assim resolvido antes da ronda final, enquanto a luta pelo campeonato de pilotos seguirá para as 6 Horas de Monza, marcadas para 8 de novembro.

  • Vicente Capela fecha RMC Portugal com três vitórias no Bombarral

    Vicente Capela fecha RMC Portugal com três vitórias no Bombarral

    Vicente Capela encerrou a temporada 2026 do Rotax Max Challenge Portugal com uma exibição de grande nível no KIRO, no Bombarral. O jovem piloto de Beja venceu as três finais da categoria Rotax Júnior Max, conquistou a pole position e somou 152 dos 154 pontos possíveis na derradeira ronda do campeonato.

    À partida para a última jornada, Vicente Capela ainda mantinha possibilidades matemáticas de chegar ao título, apesar de entrar para o fim de semana com 110 pontos de atraso para a liderança.

    A resposta foi praticamente perfeita. No sábado, o piloto da Júnior Racing Team, aos comandos de um Tonykart, garantiu a pole position com mais de dois décimos de vantagem sobre o segundo classificado.

    Seguiram-se três vitórias consecutivas nas finais, sempre com uma prestação muito consistente. Na terceira corrida, Vicente Capela acrescentou ainda a volta mais rápida, fechando a ronda com 152 pontos em 154 possíveis.

    Apesar do domínio no Bombarral não ter sido suficiente para conquistar o tricampeonato, o piloto alentejano terminou a época no terceiro lugar da classificação geral da Júnior Max e sagrou-se o melhor Rookie da categoria.

    «Entrámos em pista determinados a lutar até ao último milésimo e assinámos uma exibição excelente. Embora este domínio não tenha sido suficiente para anular os azares da ronda anterior, terminámos o campeonato num orgulhoso terceiro lugar à geral», destacou Vicente Capela.

    Na sua temporada de estreia na Júnior Max, o bicampeão Rotax somou três pole positions e cinco vitórias em 15 finais, além de um segundo e um terceiro lugares.

    Sem grande tempo para celebrar, Vicente Capela seguiu para Itália, onde disputa esta semana o IWF Finals 2026 – IAME World Finals, na categoria X30 Júnior, no Leopard Circuit, em Viterbo.

  • Peugeot E-T16 Concept eleito melhor concept car do Salão Automóvel de Paris

    Peugeot E-T16 Concept eleito melhor concept car do Salão Automóvel de Paris

    O Peugeot E-T16 Concept foi distinguido como “Melhor Concept Car do Salão Automóvel de Paris 2026” pela Association des Médias Auto et Moto (AMAM). O protótipo elétrico de 816 cv presta homenagem ao mítico 205 T16 e antecipa várias soluções que a marca pretende levar para a próxima geração de modelos elétricos.

    Apresentado como uma interpretação futurista de um dos automóveis mais marcantes da história da Peugeot, o E-T16 Concept celebra os 40 anos dos dois títulos consecutivos conquistados pelo 205 T16 no Campeonato do Mundo de Ralis.

    As proporções musculadas, a arquitetura radical e as assinaturas luminosas recuperam referências ao modelo que marcou a era do Grupo B, mas reinterpretadas numa linguagem totalmente contemporânea.

    A ligação ao passado não impediu a Peugeot de utilizar o E-T16 como montra tecnológica para o futuro.

    O concept está equipado com um sistema de propulsão 100% elétrico com 816 cv e integra soluções destinadas a antecipar a próxima geração de veículos elétricos da marca, incluindo pistas sobre o futuro Peugeot E-208.

    Desenvolvido com a colaboração da Peugeot Sport, o E-T16 Concept apresenta também um habitáculo futurista onde surgem o comando Hypersquare e a tecnologia Steer-by-Wire, eliminando a ligação mecânica convencional entre o volante e as rodas.

    A distinção atribuída pelos jornalistas franceses da AMAM acaba assim por premiar um concept que procura juntar dois mundos separados por quatro décadas: a herança de competição do 205 T16 e a visão elétrica que a Peugeot prepara para o futuro.

  • Emanuel Teixeira: do sonho de criança ao volante do seu próprio projeto

    Emanuel Teixeira: do sonho de criança ao volante do seu próprio projeto

    Mecânico de profissão, apaixonado pelos ralis desde sempre e construtor do Fiat Panda 141 Rally que conduz em competição, o jovem amarantino quer agora dar o próximo passo: chegar ao Campeonato de Portugal de Ralis.

    Emanuel Teixeira tem 25 anos, é natural de Amarante e vive os automóveis desde muito antes de imaginar que um dia poderia estar do lado de dentro de um carro de competição.

    A paixão começou cedo. Primeiro pelos carros, depois pelos ralis. Seguia as provas, acompanhava pilotos e equipas e alimentava um sonho que parecia distante: um dia poder competir: “Desde pequeno que adoro carros e sempre sonhei poder trabalhar com eles. Hoje sou mecânico profissional, mas os ralis foram sempre uma paixão enorme. Sempre os acompanhei para todo o lado e sempre tive o sonho de um dia poder ser piloto”.

    Em 2024 surgiu uma oportunidade que acabaria por ter um peso importante no seu percurso. Emanuel Teixeira começou a trabalhar com Vítor Pascoal e integrou a respetiva equipa: “Nem hesitei. Foi uma oportunidade fantástica para começar a aprender muito mais sobre competição.”

    A temporada acabaria por ser coroada com o título de Pascoal nos GT do Campeonato de Portugal de Montanha, mas, para Emanuel, aquele era apenas mais um passo. O sonho de pilotar continuava lá.

    Um Panda construído de raiz

    Paralelamente ao trabalho profissional e à experiência adquirida em competição, Emanuel começou a desenvolver um projeto muito pessoal: um Fiat Panda 141 Rally.

    Não era uma escolha ocasional. Os Panda sempre fizeram parte da sua ligação ao automóvel – chegou mesmo a ter quatro exemplares de estrada: “O carro foi feito do zero por mim. Toda a preparação demorou cerca de três anos até ficar concluída.”

    O resultado é hoje uma viatura praticamente única no panorama nacional: um Fiat Panda 141 equipado com motor 1.2 16V e cerca de 127 cv, desenvolvido progressivamente para responder às exigências da competição.

    Antes de o projeto estar totalmente pronto, porém, Emanuel teve finalmente a oportunidade de concretizar outro sonho.

    A estreia na Montanha

    A primeira prova como piloto aconteceu em 2025, na Rampa da Penha, aos comandos de um Citroën Saxo Cup.

    A adaptação foi imediata: “Depois de apenas duas subidas de treinos consegui entrar no Top 5 logo na primeira subida oficial. Para mim foi muito bom, ainda por cima sendo a primeira prova.”

    O fim de semana acabaria condicionado pela quebra de um braço de suspensão, mas a experiência deixou uma certeza: Emanuel queria continuar.

    Pouco depois regressou na Rampa de Santa Marta, novamente com o Saxo Cup. Desta vez, chegou mesmo a lutar pelo 3.º lugar: “Estava muito feliz. Era apenas a minha segunda prova e já estávamos a lutar pelo pódio.”

    Uma transmissão partida na penúltima subida voltou a afastá-lo do resultado desejado. Mas desistir nunca esteve nos planos.

    Finalmente, os ralis

    Foi então que Emanuel decidiu avançar definitivamente para a disciplina que sempre mais o apaixonou. Terminou a preparação do Fiat Panda 141 Rally e inscreveu-se no Rali de Águeda, onde teria Mafalda dos Santos a seu lado.

    Era a sua primeira experiência num rali enquanto piloto. A primeira vez a fazer reconhecimentos. A primeira vez a construir notas: “Quando fomos testar o Panda em Fafe adorei a experiência e fiquei muito satisfeito com o trabalho que tinha feito no carro. Depois vieram os reconhecimentos e foi a primeira vez que tirei notas. Achei aquilo fantástico.”

    E o resultado tornou tudo ainda mais especial. Emanuel Teixeira terminou em 2.º lugar do grupo, conquistando o primeiro pódio da carreira precisamente ao volante do carro que tinha construído: “Foi a minha primeira vitória pessoal: conseguir terminar um rali com o próprio carro que construí. Foi o primeiro pódio e um momento que nunca vou esquecer.”

    Pódio em casa

    Em 2026, a fasquia voltou a subir. Ao lado de Mafalda dos Santos, Emanuel alinhou no Rali Terras d’Aboboreira aos comandos do Toyota GR Yaris.

    A estreia com uma viatura completamente diferente resultou num excelente 3.º lugar no Campeonato Promo de Ralis e vitória na respetiva categoria.

    E havia um ingrediente extra. Competir em casa: “Conseguir um pódio na minha cidade, com um carro tão diferente do meu, foi muito especial.”

    O projeto com o Fiat Panda também continuou a crescer e encontrou no Castrol Portugal Rally Series um palco privilegiado: “É um campeonato novo, mas muito bem falado entre os pilotos. Há uma equipa fantástica a criar provas diferentes e únicas.”

    Os resultados também começaram a surgir: dois pódios com o Fiat Panda 141 Rally, resultado de muitos testes e de sucessivas melhorias realizadas pelo próprio Emanuel.

    Novo pódio em Castelo Branco

    Mais recentemente, Emanuel Teixeira e Mafalda dos Santos regressaram ao Toyota GR Yaris para disputar o Century 21 Diamond Rally Series Castelo Branco. A dupla voltou a estar entre os protagonistas da Categoria 4WD e chegou mesmo a ocupar o 2.º lugar, antes de um toque na traseira condicionar a reta final.

    Ainda assim, asseguraram novo pódio, terminando no 3.º lugar da categoria. Mais um resultado para uma carreira ainda curta, mas já recheada de experiências, aprendizagem e histórias para contar.

    O sonho chama-se CPR

    Emanuel Teixeira não esconde onde gostaria de chegar: “A minha vida nos ralis tem sido fantástica e muito importante para mim. Quero continuar a crescer e, com a ajuda da Mafalda, lutar pelo sonho de chegar ao Campeonato de Portugal de Ralis.”

    O objetivo está claramente definido. Emanuel quer conseguir construir condições para disputar uma temporada no CPR e levar mais longe o projeto que nasceu em Amarante: “Quero conseguir fazer uma época no Campeonato de Portugal de Ralis e levar o meu nome, o nome da Mafalda, que tem sido incrível e fundamental, e o nome da minha cidade o mais longe possível.”

    Mas Emanuel sabe que nenhum projeto deste género se constrói sozinho.

    Por isso, faz questão de destacar quem tem caminhado ao seu lado desde o início, começando pela Leite & Janeiro Oficina, onde trabalha, e por Carlos Janeiro, pelo apoio dado aos seus projetos; pela M.V. Santos, que descreve como uma segunda família, pelo carinho e apoio que sente por parte de Victor Santos e dos filhos Afonso e Mafalda; pela FielNorte, parceira desde os primeiros passos no automobilismo; pela Datais Automatismos, através do apoio de David Costa; pela SingleCar, do Daniel; e pela KCPerformance, fundamental no desenvolvimento e afinação eletrónica das viaturas.

    O piloto estende ainda o agradecimento à Macom Indústrias, Vítor Auto, Solid, Alta Patente Leitões, Jornal A Verdade, André Teixeira Eletricidade, ExtinMarco e ClinicAuto.

    A história de Emanuel Teixeira ainda está no início. Mas entre o mecânico que sonhava com ralis, o Fiat Panda construído durante três anos e os primeiros pódios conquistados ao lado de Mafalda dos Santos, uma coisa já ficou clara: o sonho deixou há muito de estar parado na garagem. Agora anda ao cronómetro.

  • GT Corse conquista Navarra e celebra tripla coroa na PSCI

    GT Corse conquista Navarra e celebra tripla coroa na PSCI

    O Circuito de Navarra foi palco de um fim de semana de consagração para a GT Corse. A formação espanhola saiu da quinta e penúltima ronda da Porsche Sprint Challenge Ibérica 2026 com três títulos antecipadamente conquistados, depois de Alejandro Barambio e Borja García terem confirmado, aos comandos do Porsche 992 GT3 Cup n.º 14, uma temporada de enorme qualidade.

    Os números de Navarra ajudam a explicar a dimensão desta consagração: A GT Cordse conquistou quatro pole positions, três vitórias em quatro corridas e um pódio.

    Mas a festa da GT Corse esteve longe de ser a única história de um domingo intenso em Los Arcos. Patrick Cunha conquistou a sua primeira vitória da temporada numa corrida de cortar a respiração, Chloe Grant e Jordi Fuset voltaram a afirmar-se entre os melhores da classificação absoluta e Morten Stromsted completou uma estreia de sonho, vencendo as quatro corridas da Categoria 1.

    Race 2: Borja García imperial, Chloe Grant brilha e Fuset confirma excelente momento

    A jornada de domingo começou com uma demonstração de força de Borja García. Partindo da pole position para a Race 2, o piloto valenciano assumiu imediatamente o comando e dominou de fio a pavio as 13 voltas, cruzando a linha de meta com 9,130 segundos de vantagem sobre Chloe Grant. Assinou ainda a volta mais rápida, em 1m47,104s, confirmando um ritmo que nenhum dos adversários conseguiu acompanhar.

    A jovem britânica da AF Motorsport realizou uma exibição de grande nível, levando o Porsche n.º 22 ao segundo lugar absoluto e conquistando uma vitória categórica na Ladies Cup. Grant conseguiu manter uma margem confortável sobre os seus perseguidores, confirmando a competitividade que já havia demonstrado nas qualificações.

    Jordi Fuset completou o pódio, prolongando a excelente sequência de resultados que tem rubricado desde a sua estreia no campeonato, em Jerez. O piloto espanhol da Real Peña Motorista Vizcaya terminou no terceiro lugar, a 13,476 segundos do vencedor, reforçando a sua afirmação entre os protagonistas desta fase final da temporada.

    Diego Carrascal Vega assegurou a quarta posição, à frente de Morten Stromsted, novamente vencedor na Categoria 1. Luís Calheiros, estreante na ronda de Navarra ao volante do Porsche n.º 8 da Veloso Motorsport, completou os seis primeiros.

    A corrida proporcionou ainda vários duelos no pelotão, com particular destaque para a luta entre Francisca «Kika» Queiroz e Flame Airikkala, que discutiam posições na classificação absoluta e o segundo lugar na Ladies Cup. Quando pressionava a portuguesa, Airikkala tocou na traseira do Porsche n.º 95 durante uma travagem, entrou em pião e caiu para a décima posição. A jovem finlandesa recuperou até ao oitavo lugar, sendo terceira na Ladies Cup.

    “Kika” Queiroz concluiu no sétimo posto absoluto e em segundo na classificação feminina, depois de ter sido penalizada por duas vezes, num total de dez segundos, devido a infrações aos limites de pista.

    Race 3: Patrick Cunha vence duelo emocionante numa corrida de duas partidas

    A terceira corrida do fim de semana proporcionou um dos momentos mais intensos e atribulados da passagem da PSCI por Navarra.

    Patrick Cunha, aos comandos do Porsche n.º 8 da Veloso Motorsport, protagonizou uma exibição de enorme determinação, superiorizando-se a Alejandro Barambio numa corrida que teve duas partidas e uma batalha pela liderança que se prolongou final.

    O piloto português realizou um excelente primeiro arranque, ultrapassando Barambio, que partia da pole position, e assumindo imediatamente o comando. Contudo, ainda na primeira volta, um contacto entre Tomas Slootweg e Henk Van Zoest provocou um acidente aparatoso, com o Porsche da Skualo Competición a capotar e a ficar imobilizado na pista.

    A situação obrigou a Direção de Prova a interromper a corrida com bandeira vermelha, permitindo a remoção da viatura e a limpeza do traçado. Felizmente, o incidente não teve consequências físicas para o piloto. Depois de restabelecidas as condições de segurança, o pelotão voltou a alinhar pela ordem original da grelha de partida, seguindo atrás do Safety Car antes de um novo arranque.

    E Patrick Cunha voltou a ser o mais forte. O português repetiu a excelente manobra da primeira partida, superando novamente Alejandro Barambio e assumindo uma liderança que não mais abandonaria.

    Seguiu-se um duelo intenso entre os dois pilotos, com Miguel Lobo também muito próximo. Barambio procurou sucessivamente uma oportunidade para ultrapassar Cunha, mas o piloto da Veloso Motorsport respondeu com determinação, defendendo a liderança e demonstrando um andamento forte que impediu qualquer alteração na frente da corrida.

    Patrick Cunha conquistou assim uma vitória inteiramente merecida, a primeira da temporada, assinando ainda a volta mais rápida, em 1m48,587s. Um triunfo particularmente saboroso depois de, na Race 1 de sábado, ter perdido o segundo lugar praticamente sobre a linha de meta devido a um problema técnico.

    Alejandro Barambio terminou na segunda posição, somando mais um pódio num fim de semana de consagração. O terceiro lugar acabou por pertencer a Tomas Slootweg, que conquistou o seu primeiro pódio absoluto na PSCI. O piloto da AF Motorsport beneficiou da penalização aplicada a Miguel Lobo, que rodara entre os três primeiros, mas acabou relegado para o sétimo posto por não cumprir um drive-through relacionado com infrações aos limites de pista.

    A Ladies Cup também proporcionou uma batalha particularmente intensa, com Flame Airikkala a resistir aos sucessivos ataques de Francisca Queiroz. A jovem finlandesa terminou num excelente quarto lugar absoluto e conquistou a vitória na Ladies Cup, enquanto Kika fechou o Top 5, assegurando o segundo posto na classificação feminina.

    Morten Stromsted voltou a evidenciar a sua competitividade, terminando em sexto da geral e conquistando a terceira vitória consecutiva na Categoria 1.

    Race 4: Borja García fecha jornada de sonho, Fuset brilha e Stromsted protagoniza recuperação notável

    A última corrida do fim de semana voltou a ter Borja García como protagonista, mas ofereceu também outros motivos de interesse, com excelentes prestações de Jordi Fuset, Chloe Grant e Morten Stromsted.

    Partindo da pole position, García impôs-se logo no arranque e não mais perdeu a liderança, construindo progressivamente uma vantagem de 6,683 segundos sobre Jordi Fuset. O piloto valenciano voltou a demonstrar um ritmo superior ao dos adversários, encerrando a corrida com a melhor volta, em 1m47,772s.

    Jordi Fuset protagonizou uma excelente partida, surpreendendo Chloe Grant e assumindo a segunda posição logo nos primeiros metros. Aos comandos do Porsche n.º 25 da Real Peña Motorista Vizcaya, o espanhol voltou a confirmar o excelente momento competitivo que atravessa desde a sua estreia na PSCI, em Jerez.

    Sem conseguir acompanhar o ritmo do líder, Fuset soube gerir a vantagem sobre os perseguidores e assegurou um segundo lugar de grande mérito, consolidando a sua afirmação entre os protagonistas do campeonato. Chloe Grant completou o pódio absoluto, somando o segundo pódio do dia e mais uma vitória na Ladies Cup. A jovem britânica da AF Motorsport confirmou assim um fim de semana de enorme qualidade, no qual demonstrou capacidade para lutar regularmente pelos lugares cimeiros da classificação geral.

    Diego Carrascal Vega, no Porsche n.º 15, protagonizou uma prestação sólida e eficaz, terminando num tranquilo quarto lugar. Sem conseguir aproximar-se de Grant, manteve uma margem confortável sobre os adversários que o perseguiam.

    Bem mais movimentada foi a luta pelo quinto posto, protagonizada por Morten Stromsted. O estreante dinamarquês, aos comandos do Porsche 991.2 GT3 Cup do Club Deportivo Plemar Sport, realizou uma recuperação notável, ultrapassando vários adversários e envolvendo-se em disputas com Francisca Queiroz e Flame Airikkala. O esforço foi recompensado com um excelente Top 5 e a quarta vitória consecutiva na Categoria 1.

    Flame Airikkala terminou na sexta posição, assegurando o segundo lugar na Ladies Cup, enquanto Francisca Queiroz concluiu em sétimo da geral e terceiro na classificação feminina. Já Luís Calheiros, que se estreou nesta ronda ao volante do Porsche n.º 8 da Veloso Motorsport, assegurou o oitavo posto, enquanto Mário Ferreira, da RGB Racing Team, terminou em nono, prosseguindo a sua evolução competitiva.

    Navarra consagra os primeiros campeões e lança Estoril

    Navarra voltou a demonstrar a vitalidade competitiva do campeonato, com diferentes vencedores, lutas intensas pela liderança e pelo pódio, uma Ladies Cup cada vez mais competitiva e a afirmação de novos protagonistas. José Monroy, responsável pela Porsche Sprint Challenge Ibérica, fez um balanço muito positivo da ronda: “voltamos a demonstrar a competitividade da Porsche Sprint Challenge Ibérica, com corridas intensas, grandes batalhas e emoção até à bandeirada de xadrez. Saímos daqui com a satisfação de ver o campeonato cada vez mais forte e com enorme expectativa para a Grand Finale. Queremos que o Estoril seja o palco de um encerramento memorável, à altura da paixão, do espetáculo e do prestígio que a PSCI tem vindo a construir.”

    A Porsche Sprint Challenge Ibérica 2026 despede-se da temporada nos próximos dias 31 de outubro e 1 de novembro, com a Cascais Weekend Grand Finale, no Autódromo do Estoril, onde serão decididas as últimas contas de um campeonato que continua a proporcionar corridas de grande intensidade e espetáculo.