Montalegre recebeu a Final Mundial do RallyX e respondeu com casa cheia, espetáculo e vitórias de peso. Timmy Hansen conquistou o título na categoria-rainha FC1 Hypercar, enquanto José Oliveira garantiu um triunfo português entre os 4WD e FC2 Am, num fim de semana que levou mais de 10.000 adeptos ao circuito barrosão.
A Global Final reuniu 77 pilotos de quase 20 países, provenientes dos campeonatos RallyX da Europa, Estados Unidos e Canadá, num formato de jornada dupla, com uma prova no sábado e outra no domingo.
O primeiro dia entrou ainda para a história do Circuito Internacional de Montalegre com a realização da primeira corrida noturna nos seus 27 anos, com as finais disputadas sob iluminação artificial.
Na categoria principal, Timmy Hansen levou a melhor nos FC1 Hypercar e fechou a temporada com o título mundial. Também em destaque esteve Dani Sordo, que fez a sua estreia absoluta no ralicross, venceu uma manga de qualificação e terminou a Final Mundial no sétimo lugar.
Entre os portugueses, José Oliveira foi o grande protagonista, levando o Peugeot 208 WRC à vitória na categoria que juntou Open 4WD e FC2 Am, à frente de Nicolas Beauclé e Leonel Sampaio. Joaquim Machado completou ainda o pódio de domingo com o Renault Clio WRX.
Nas restantes categorias, triunfaram Lukas Andersson em FC2, Lucas Gabrielsson em 2WD, Hugo Lundgren em Crosscar e Iivari Mannisto em Crosscar Junior.
A Final Mundial encerrou com a “Noite dos Campeões RallyX”, no Pavilhão Multiusos de Montalegre, fechando um fim de semana que confirmou, mais uma vez, a forte ligação do público barrosão ao ralicross.
Montalegre prepara-se para receber a RallyX Global Final, que junta 77 máquinas e pilotos de 18 países na discussão de seis títulos globais de ralicross e kartcross. O fim de semana terá formato de jornada dupla, com uma prova no sábado e outra no domingo, e uma novidade absoluta: corridas noturnas na pista barrosã.
A competição reúne alguns dos melhores pilotos dos diferentes campeonatos RallyX da Europa, Estados Unidos e Canadá, num programa com quase 50 corridas.
O grande foco estará na nova categoria FC1 Hypercar, reservada a máquinas elétricas de quatro rodas motrizes e 1.100 cv, capazes de acelerar dos 0 aos 100 km/h em apenas 1,4 segundos.
E os nomes ajudam a medir a dimensão do espetáculo. Timmy Hansen, Niclas Grönholm, Tanner Foust, Kevin e Oliver Eriksson estarão entre os protagonistas, juntando-se-lhes Dani Sordo, que fará em Montalegre a sua estreia absoluta no ralicross depois de mais de duas décadas ligado ao WRC.
Também Marcus Grönholm, bicampeão mundial de ralis e embaixador do RallyX, estará em Montalegre para realizar demonstrações ao volante de um FC2 Supercar de 550 cv.
A principal novidade do programa surge no sábado, dia 24, com a realização da primeira prova noturna de sempre no circuito de Montalegre. As finais serão disputadas sob iluminação artificial, acrescentando um cenário inédito a uma pista já conhecida pelo ambiente criado pelo público.
Além dos FC1, estarão em competição as categorias FC2 Supercar, 2RM, Open 4RM, Crosscar e Crosscar Júnior.
Portugal estará representado por vários pilotos, tentando repetir os sucessos alcançados em 2025 por José Oliveira, nos Supercars, e Alexandre Borges, nos Crosscar.
Antes da competição propriamente dita, Montalegre volta a levar o RallyX para o centro da vila. Esta sexta-feira, a partir das 13h00, está previsto um desfile das máquinas e demonstrações nas rotundas de acesso, seguindo-se visitas dos pilotos às escolas do concelho.
Com 77 inscritos, seis categorias, 18 nacionalidades e uma noite de corridas pela primeira vez na história da pista, Montalegre prepara-se para um dos fins de semana mais internacionais e espetaculares da sua temporada de ralicross.
Vila Nova de Foz Côa volta a colocar-se no centro do Autocross europeu entre sexta-feira e domingo. Cerca de 70 pilotos vão disputar no Eurocircuito a 12.ª e última jornada do FIA European Autocross e Cross Car Championship 2026, numa ronda decisiva para a atribuição de três títulos continentais.
Com o Alto Douro Vinhateiro como cenário e num concelho que reúne ainda os Sítios de Arte Pré-Histórica do Vale do Côa, ambos classificados como Património Mundial da UNESCO, a derradeira jornada europeia promete voltar a atrair muito público ao traçado organizado pelo Foz Côa Automóvel Clube.
Em disputa estarão os títulos europeus de Buggy 1600, Junior Buggy e Junior Cross Car, acrescentando ainda mais importância a um fim de semana que reunirá alguns dos principais protagonistas continentais da modalidade.
Portugal contará com dois representantes. João Dinis estará na categoria principal de Cross Car, enquanto Lourenço Rocha defenderá as cores nacionais entre os Junior Cross Car. Ambos procurarão aproveitar o fator casa e o apoio esperado nas bancadas para discutir posições de destaque perante uma concorrência de elevado nível.
Festa começa no coração de Foz Côa
O programa arranca já esta sexta-feira à noite com a tradicional apresentação pública dos pilotos no centro de Vila Nova de Foz Côa, primeiro grande momento de aproximação entre participantes e público.
No sábado e domingo, a ação muda definitivamente para o Eurocircuito, com treinos, mangas de qualificação, meias-finais e finais, num programa que culminará com a consagração dos novos campeões europeus.
Depois do sucesso alcançado em 2025, a organização volta a esperar um ambiente muito forte em redor do circuito, com grelhas numerosas e corridas marcadas pelas habituais lutas roda a roda.
Rui Soares, presidente do Foz Côa Automóvel Clube, destaca precisamente a forte adesão dos concorrentes: «O número de participantes alcançado para a derradeira prova da temporada legitima o trabalho desenvolvido pela organização e por todas as pessoas envolvidas, criando enormes expectativas para um nível competitivo elevado, sobretudo com grelhas preenchidas e um ambiente especial no Eurocircuito.»
Com três títulos europeus ainda por decidir, cerca de sete dezenas de pilotos em pista e dois portugueses à procura de brilhar perante o público da casa, Foz Côa prepara-se para um fim de semana de alta intensidade no fecho da temporada europeia de Autocross e Cross Car.
Foi duro, sofrido e decidido até aos derradeiros metros da temporada. Adão Pinto é Campeão da Divisão 2 da Nacional 2RM, depois de uma jornada absolutamente eletrizante no Circuito Internacional da Costilha, em Lousada, onde o piloto de Abragão levou o Opel Astra OPC 2.0 à conquista do título numa final em que tudo se decidiu frente a frente com Andreia Sousa.
Adão chegara à derradeira jornada com apenas três pontos de vantagem sobre a sua adversária direta e cedo ficou evidente que nada seria fácil. Na primeira manga, com um andamento ainda aquém do desejado, alcançou o 6.º lugar da geral. Na segunda, uma penalização na sequência de um toque em pista relegou-o para o 11.º posto, fechando o sábado em 7.º da geral e vendo a pressão aumentar nas contas do campeonato.
O domingo começou ainda mais complicado. Vários contactos na terceira manga, condicionaram fortemente a corrida de Adão Pinto, que terminou apenas no 12.º lugar. A vantagem no campeonato ficava então reduzida a um único ponto. Mas era preciso reagir. E Adão reagiu.
Na quarta e última manga de qualificação, o tricampeão penafidelense voltou a mostrar toda a sua rapidez, assinando um excelente 4.º lugar da geral. Terminava as qualificações em 7.º absoluto, recuperava terreno importante e mantinha essa mínima margem de um ponto antes das corridas decisivas: “Foi um fim de semana duríssimo. Houve momentos em que sentimos que tudo estava a complicar-se e vimos a vantagem desaparecer quase por completo. Mas nunca deixámos de acreditar. Sabíamos que ainda dependíamos de nós e que tínhamos de continuar a lutar.”
Partindo do 4.º lugar para a semifinal, Adão Pinto protagonizou então uma das melhores exibições da época. Ao fim de apenas duas voltas já ocupava o 2.º posto, posição que conseguiu conservar até à bandeira de xadrez. O resultado garantia-lhe um lugar na primeira linha da grelha para a grande final.
E tudo ficou reduzido a uma última corrida. Adão Pinto e Andreia Sousa chegavam à final separados por apenas um ponto. A matemática não podia ser mais simples: quem terminasse à frente seria Campeão Nacional da Divisão 2.
Adão arrancou bem, colocou-se rapidamente no 3.º lugar e à frente da sua adversária direta, tomando depois uma decisão estratégica importante: cumprir a Joker Lap logo na primeira volta e partir para uma corrida de recuperação e resistência.
Andreia Sousa adiou a passagem pela Joker até à última volta. Quando finalmente a cumpriu, os dois regressaram à luta praticamente juntos. Seguiram-se os últimos metros de enorme tensão, com os dois candidatos ao título separados por uma margem mínima.
Adão resistiu. Cruzou a meta imediatamente à frente da sua rival e tornou-se Campeão da Divisão 2: “Sabíamos exatamente o que estava em jogo: quem ficasse à frente era campeão. Fizemos uma boa partida, consegui colocar-me à frente da Andreia e decidi fazer logo a Joker. A partir daí foi dar tudo, volta após volta. Quando ela saiu da Joker na última volta e ficou mesmo atrás de mim, sabia que não podia cometer o mais pequeno erro. Foram metros que pareceram intermináveis. Quando vi a bandeira de xadrez foi uma emoção enorme. Somos campeões!”
A conquista ganha dimensão adicional pela intensidade de uma temporada em que Adão Pinto conheceu vitórias, pódios e grandes exibições, mas também avarias e momentos em que foi obrigado a recuperar terreno. Da vitória absoluta em Mação aos pódios conquistados em Lousada e Montalegre, a luta prolongou-se até à última jornada e acabou decidida por uma diferença mínima.
No momento da celebração, o novo Campeão Nacional fez ainda questão de deixar uma palavra especial para Andreia Sousa: “Quero dar os parabéns à Andreia. Foi a nossa grande adversária durante todo o campeonato e obrigou-nos a lutar até aos últimos metros da última corrida. Foi uma disputa enorme e muito equilibrada. Este título podia ter caído para qualquer um dos lados e seria sempre merecido. É assim que deve ser o desporto e tenho muito respeito por ela e por toda a sua equipa.”
Para Adão Pinto, o título conquistado em Lousada é também de todos aqueles que estiveram ao seu lado durante uma época: “Este título é de toda a equipa. De quem trabalhou no carro, de quem nunca desistiu quando tivemos problemas, dos nossos patrocinadores, dos amigos, da família e de todas as pessoas que nos apoiaram.”
Na pista onde se sente em casa, perante uma decisão de cortar a respiração e depois de uma temporada disputada até ao limite, Adão Pinto voltou a escrever o seu nome entre os campeões do ralicross português.
O Campeonato de Portugal de Ralicross/Kartcross 2026 encerrou este domingo no Eurocircuito de Lousada com a consagração de Tiago Ventura na Nacional 2RM, Jorge Machado na Super 1600, Manuel Pinto no Open RX, Tomás Almeida nos Iniciados e Sérgio Castro no Kartcross.
A sétima e derradeira jornada do CPRK confirmou os principais candidatos aos títulos, numa tarde intensa e marcada por várias decisões até às finais.
Na Nacional 2RM, Tiago Ventura adotou uma estratégia eficaz e terminou a final no terceiro lugar, resultado suficiente para conquistar o título absoluto e também o da Divisão 1. Hélder Ribeiro venceu a corrida, à frente de Bruno Lima, enquanto Adão Pinto assegurou o título da Divisão 2.
Na Super 1600, Jorge Machado confirmou o campeonato com mais uma vitória, impondo o Peugeot 208 S1600 RX diante de Rafaela Barbosa e Luís Pedro Ferreira.
Nos SuperCars, com o título já entregue a Sérgio Dias desde Castelo Branco, o campeão voltou a vencer, desta vez à frente de Leonel Sampaio e Joaquim Machado.
Lancia faz história no Open RX
No Open RX, Manuel Pinto confirmou o título ao terminar em segundo, numa final vencida por Hélder Ferreira, que assinou a primeira vitória em Portugal de um Lancia Ypsilon Rally4.
Nuno Magalhães chegou a estar na luta pelos lugares da frente, mas uma penalização de dez segundos por manobra irregular relegou-o para sexto. Márcio Pacheco completou o pódio.
Nos Iniciados, Tomás Almeida venceu a corrida e sagrou-se campeão, beneficiando também dos problemas mecânicos que impediram Lucas Moura de levar o duelo pelo título até ao fim.
No Kartcross, Sérgio Castro confirmou o campeonato com o terceiro lugar na final. Fábio Machado venceu, à frente de Gustavo Henriques.
No Troféu Júnior, Santiago Henriques levou a melhor sobre Lourenço Rocha, Afonso Couto e Eduardo Soares.
Encerrado o Campeonato de Portugal de Ralicross/Kartcross, a temporada nacional prossegue com a Taça de Portugal, marcada para 21 e 22 de novembro, no Circuito do Alto do Roçário, em Sever do Vouga.
A “catedral” do ralicross português prepara-se para receber um final de temporada de elevada intensidade, numa jornada em que várias categorias chegam a Lousada com as contas ainda em aberto.
Na Nacional 2RM, Tiago Ventura, em Citroën Saxo, parte na liderança, mas Hélder Ribeiro e Bruno Lima, também em Saxo, Adão Pinto, em Opel Astra, e Andreia Sousa, em Peugeot 306, continuam na luta pelo título absoluto.
Considerando já a exclusão do pior resultado das seis primeiras provas, apenas 14 pontos separam Ventura de Andreia Sousa, deixando tudo em aberto. Na Divisão 1, o título será discutido entre Ventura, Ribeiro e Lima, enquanto na Divisão 2 a decisão ficará entre Adão Pinto e Andreia Sousa.
Na Super 1600, Jorge Machado chega a Lousada praticamente com o título assegurado. Ao piloto do Peugeot 208 S1600 RX bastará alinhar para confirmar o tricampeonato. Mais aberta está a luta pelo segundo lugar final, envolvendo Luís Pedro Ferreira, Bruno Campos e André Monteiro.
Nos SuperCars, Sérgio Dias já garantiu o título na jornada anterior, em Castelo Branco, mas procura terminar a época com novo resultado de destaque. Leonel Sampaio, Joaquim Machado e António Sousa surgem como principais adversários.
Também Manuel Pinto, no Open RX, precisa apenas de alinhar para confirmar o título. Artur Monteiro e Diogo Pinto serão novamente os principais rivais, numa jornada que assinala ainda o regresso de José Pedro Barriga e a estreia de Hélder Ferreira com o Lancia Ypsilon Rally4.
Nos Iniciados, Lucas Moura parte com uma curta vantagem sobre Tomás Almeida, deixando antever uma luta direta pelo título. Michael Braun, Elísio Lopes e Nélson Costa completam um pelotão que contará ainda com os regressos de Inês Ralha e India Monteiro.
No Kartcross, Sérgio Castro chega como virtual campeão e necessita apenas de alinhar para assegurar matematicamente o título. Fábio Machado, Gustavo Henriques, Guilherme Matos e João Medina deverão estar entre os principais adversários, numa jornada que marca ainda o regresso do pentacampeão Jorge Gonzaga.
Já na Junior Kx, Lourenço Rocha inicia a derradeira ronda na liderança, mas Santiago Henriques e Afonso Couto continuam entre os candidatos aos lugares da frente.
Com vários campeonatos ainda em discussão, Lousada prepara-se assim para um encerramento de época marcado por contas apertadas, regressos importantes e várias decisões de título.
Tricampeão penafidelense quer fechar a temporada com nova vitória e lutar pelo pódio final da Nacional 2RM.
É já no próximo fim de semana que o Campeonato de Portugal de Ralicross 2026 regressa ao Circuito Internacional da Costilha, em Lousada, para a derradeira jornada de uma temporada marcada por enorme competitividade na Nacional 2RM.
Entre os candidatos aos lugares cimeiros estará Adão Pinto, tricampeão nacional de Abragão, Penafiel, que coloca novamente em pista o seu Opel Astra OPC 2.0 com objetivos claros: lutar pela vitória, conquistar o título da Divisão 2 e procurar terminar o campeonato no pódio absoluto da Nacional 2RM.
Lousada tem ainda um significado especial para Adão Pinto. Foi precisamente na Costilha que iniciou a temporada com um excelente 2.º lugar à geral e a vitória na Divisão 2, regressando agora a um circuito onde se sente particularmente confortável: “Lousada é sempre especial. Estamos perto de casa, sentimos muito apoio e é uma pista onde gosto muito de competir. Começámos aqui a época com um grande resultado e queremos terminá-la ainda melhor.”
O piloto penafidelense chega à decisão depois de uma jornada agridoce em Castelo Branco. Esteve entre os mais rápidos durante todo o fim de semana e terminou as qualificações no 3.º lugar absoluto, mas uma avaria na caixa de velocidades durante a semifinal e um novo problema no arranque da final impediram-no de transformar a forte exibição num resultado à altura:
“Castelo Branco custou, porque tínhamos andamento para conseguir um grande resultado. Mas ficou também a certeza de que continuamos rápidos e competitivos. É com essa confiança que chegamos a Lousada.”
Apesar de uma temporada pontuada por alguns problemas mecânicos, Adão Pinto foi presença regular nos lugares da frente, somando pódios em Lousada e nas duas passagens por Montalegre, além de uma categórica vitória à geral em Mação.
Agora, todas as atenções estão concentradas no último desafio: “Temos o título da Divisão 2 para disputar e queremos terminar no pódio da Nacional 2RM. Não vamos entrar a fazer contas: queremos ser rápidos, consistentes e chegar à final em condições de lutar pela vitória. Depois, é dar tudo até à bandeira de xadrez.”
Experiência, velocidade e ambição não faltam ao tricampeão nacional para uma jornada em que cada ponto poderá fazer a diferença. Na Costilha já não haverá prova seguinte para recuperar terreno. É o último “round” de 2026 e Adão Pinto está preparado para lutar até ao último metro pelos grandes objetivos da temporada.
Uma vitória e um segundo lugar na jornada dupla colocaram o piloto da NelaSport no comando do Kartcross espanhol
Alexandre Borges saiu de Montalegre como novo líder do Campeonato de Espanha de Kartcross, depois de um fim de semana praticamente perfeito. Numa jornada particularmente importante, com duas corridas e o dobro dos pontos em disputa, o piloto da NelaSport conjugou velocidade e estratégia para somar uma vitória no sábado e um segundo lugar no domingo.
Desde os primeiros momentos em pista, Alexandre Borges deixou claras as suas intenções. O piloto de Nelas apresentou-se rápido e determinado, mantendo-se sistematicamente entre os principais protagonistas ao longo das diferentes sessões e garantindo condições para atacar a vitória na primeira Final do fim de semana.
E foi precisamente isso que fez. No sábado, Borges impôs-se à concorrência e venceu a Final, conquistando a pontuação máxima numa altura em que cada ponto assumia especial importância para as contas do campeonato.
O conhecimento do exigente traçado de Montalegre ajudou, mas foi necessário juntar-lhe rapidez e precisão para gerir as constantes alterações de aderência e assegurar um triunfo que colocava o piloto português numa excelente posição para atacar a liderança no segundo dia.
No domingo, o campeonato falou mais alto
Alexandre Borges voltou a apresentar um ritmo muito forte no domingo. Depois de passar pelas qualificações novamente entre os mais rápidos, chegou à Final com condições para voltar a discutir a vitória.
Desta vez, porém, a estratégia foi diferente. Borges terminou no segundo lugar, optando por não assumir riscos desnecessários numa luta pela vitória que poderia comprometer os pontos conquistados ao longo de todo o fim de semana.
O piloto reconheceu que tinha andamento para tentar o ataque, mas a situação pontual aconselhava uma abordagem mais calculista. Depois do triunfo de sábado, assegurar o segundo lugar significava acrescentar uma importante soma de pontos e, sobretudo, colocar-se numa posição privilegiada nas contas do campeonato.
A escolha revelou-se decisiva. Com uma vitória e um segundo lugar nas duas corridas de Montalegre, Alexandre Borges conseguiu o objetivo maior da jornada: assumir a liderança do Campeonato de Espanha de Kartcross.
O fim de semana português acabou, assim, por mostrar duas faces igualmente importantes do piloto da NelaSport. No sábado, a velocidade e o ataque valeram uma vitória. No domingo, a gestão e a visão de campeonato permitiram transformar o segundo lugar num resultado igualmente precioso.
Alexandre Borges deixa Montalegre no topo da classificação espanhola, depois de uma jornada em que soube perceber quando era necessário atacar para ganhar e quando era mais importante pensar na luta pelo título.
Piloto albicastrense foi o melhor após as qualificações e venceu a meia-final, antes de um toque na segunda curva colocar fim à corrida decisiva. Mantém, ainda assim, a liderança do campeonato e da Divisão 1.
Tiago Ventura assinou uma forte prestação na jornada do Campeonato de Portugal de Ralicross disputada em Castelo Branco, perante o público da sua cidade. Ao volante do Citroën Saxo #219, o piloto albicastrense terminou o somatório das qualificações da nacional 2RM em primeiro e confirmou o excelente andamento ao vencer a sua meia-final, garantindo presença na corrida decisiva.
A final acabou, contudo, por terminar prematuramente. Um toque na segunda curva colocou ponto final numa jornada que, até esse momento, tinha sido muito positiva em termos de ritmo e competitividade.
Apesar do desfecho, Tiago Ventura mantém a liderança do campeonato e da Divisão 1, seguindo agora para a última prova da temporada com os objetivos intactos. O piloto deixou ainda uma palavra especial de agradecimento ao público pelo forte apoio sentido ao longo dos dois dias, bem como aos parceiros que continuam a acreditar e a tornar possível o projeto.
Bruno Lima, Jorge Machado, Sérgio Dias, Manuel Pinto, Tomás Almeida, João Pinheiro e Santiago Henriques venceram a sexta e penúltima jornada do Campeonato de Portugal de Ralicross/Kartcross.
O Circuito do Lanço Grande recebeu este domingo o Ralicross de Castelo Branco, numa jornada marcada por finais muito disputadas e pela conquista antecipada do título dos Supercars por Sérgio Dias. Ao volante do Ford Fiesta, Sérgio Dias acabou por ser o único dos três inscritos na categoria a marcar presença, perante as ausências de Joaquim Machado e Leonel Sampaio. Cumprido o programa, garantiu matematicamente o campeonato antes da última ronda.
Manuel Pinto manteve a excelente temporada no Open RX, somando a quinta vitória do ano com o Citroën C2. Artur Monteiro e Diogo Pinto completaram o pódio.
Na Nacional 2RM, Bruno Lima venceu uma final particularmente acidentada. Um incidente logo na segunda curva deixou Hélder Ribeiro, Tiago Ventura e Andreia Sousa impossibilitados de alinhar no recomeço. Na segunda partida, novas desistências reduziram rapidamente o pelotão, com Bruno Lima a levar o Citroën Saxo ao triunfo diante de Luís Clemente.
Tomás Almeida conquistou a segunda vitória da época nos Iniciados, superando Michael Braun e Lucas Moura. Nos Super 1600, Jorge Machado voltou a dominar com o Peugeot 208 S1600, terminando à frente de Luís Pedro Ferreira, na estreia com o Renault Twingo S1600, e Bruno Campos.
Primeira vitória de João Pinheiro no Kartcross
No Kartcross, João Pinheiro aproveitou da melhor forma a pole position e escapou à confusão gerada na primeira curva para conquistar a primeira vitória da temporada com o LBS-RX01.
Guilherme Matos, Gustavo Henriques, João Medina e João Dinis foram obrigados a abandonar após os incidentes do arranque. Na frente, Pinheiro manteve Fábio Machado à distância, enquanto o líder do campeonato, Sérgio Castro, terminou no terceiro lugar. No Troféu Júnior de Kartcross, Santiago Henriques venceu com o LBS SX01, à frente de Lourenço Rocha, Afonso Couto e Eduardo Soares.
Com Castelo Branco concluído, o CPR/K entra agora na derradeira jornada com o título dos Supercars já entregue, mas várias decisões ainda por fechar.