Categoria: Ralicross

  • Final inglório não apaga grande exibição de Adão Pinto em Castelo Branco

    Final inglório não apaga grande exibição de Adão Pinto em Castelo Branco

    Adão Pinto viveu em Castelo Branco um daqueles fins de semana em que o resultado final está muito longe de traduzir a exibição protagonizada em pista. O piloto de Abragão, Penafiel, esteve sistematicamente entre os mais rápidos da Nacional 2RM durante a penúltima jornada do Campeonato de Portugal de Ralicross, mas uma sucessão de problemas na fase decisiva ditaria um inglório 8.º lugar à geral.

    Depois de fechar o sábado no 3.º posto absoluto, fruto de um 4.º lugar na primeira manga e de um 3.º na segunda, Adão Pinto entrou no domingo determinado em continuar a discutir as posições cimeiras. Na terceira manga voltou a ser 3.º da geral, seguindo-se um 4.º lugar na derradeira qualificação, numa corrida particularmente difícil devido ao intenso pó levantado pelas viaturas que seguiam na frente.

    A consistência demonstrada ao longo das quatro mangas permitiu ao piloto do Opel Astra OPC 2.0 terminar a fase de qualificação num excelente 3.º lugar absoluto, garantindo a segunda posição na grelha da sua semifinal: “Até aí estávamos a fazer uma prova muito forte. O andamento esteve sempre entre os melhores e conseguimos ser muito consistentes, apesar de as condições de pista, principalmente por causa do pó, terem tornado algumas mangas bastante complicadas. Estávamos onde queríamos estar para atacar a fase decisiva.”

    Foi precisamente na semifinal que a sorte começou a abandonar definitivamente Adão Pinto. A caixa de velocidades cedeu durante a corrida, mas o tricampeão nacional recusou desistir e conseguiu levar o Opel Astra OPC até à bandeira de xadrez utilizando apenas a terceira velocidade. Mesmo fortemente condicionado, terminou em 4.º lugar, assegurando o tão desejado acesso à final.

    Começava então uma autêntica corrida contra o relógio. A equipa dispunha de apenas 45 minutos para substituir a caixa de velocidades, uma operação extremamente exigente num intervalo tão curto. Mecânicos, elementos da equipa e amigos juntaram esforços e conseguiram aquilo que pouco antes parecia quase impossível: colocar o Opel Astra OPC novamente operacional e Adão Pinto na grelha da corrida decisiva: “Não tenho palavras suficientes para agradecer. Quando partimos a caixa parecia praticamente impossível estarmos na final, porque tínhamos apenas 45 minutos para fazer uma intervenção enorme. Mas ninguém desistiu. Toda a gente meteu mãos ao trabalho, acreditou até ao último segundo e conseguimos colocar o carro na grelha. Foi um momento de enorme orgulho nesta equipa.”

    E durante alguns instantes tudo pareceu finalmente sorrir ao piloto de Abragão. Sem nada a perder, Adão Pinto protagonizou um excelente primeiro arranque e, beneficiando também dos duelos entre os adversários, colocou-se rapidamente no 2.º lugar da final. Contudo, antes de concluída a primeira volta, foi mostrada a bandeira vermelha e todo o trabalho realizado ficou sem efeito, obrigando a uma nova partida.

    No segundo arranque, os semáforos apagaram-se e Adão Pinto voltou a lançar o Opel Astra, mas apenas por escassos metros. O carro desligou-se depois de aproximadamente três metros e não chegou sequer a cruzar a linha de meta. Sem completar qualquer volta na final, o piloto acabaria classificado no 8.º lugar da geral: “Custou muito. No primeiro arranque tudo parecia estar finalmente do nosso lado, estávamos em segundo e sentíamos que podíamos fazer uma grande final. Depois veio a bandeira vermelha e, no segundo arranque, acabou tudo praticamente antes de começar. É difícil aceitar um desfecho destes depois do fim de semana que fizemos, mas as corridas também são isto.”

    O resultado representa um duro golpe numa altura particularmente sensível da luta pelos títulos, mas Adão Pinto prefere retirar de Castelo Branco a competitividade e, sobretudo, a extraordinária união de todos aqueles que estiveram ao seu lado: “A classificação final não mostra aquilo que fizemos em Castelo Branco. Mostrámos velocidade, raça e capacidade para estar na luta pelos primeiros lugares. Quero agradecer do fundo do coração à minha equipa, aos amigos que nos ajudaram e a todos os que acreditaram que era possível colocar aquele carro na final. O esforço que fizeram por mim vale muito mais do que qualquer resultado. Vamos lutar até ao fim.”

  • Adão Pinto entra no penúltimo “mata-mata” da época determinado a atacar os títulos

    Adão Pinto entra no penúltimo “mata-mata” da época determinado a atacar os títulos

    Tricampeão nacional chega a Castelo Branco a 24 pontos da liderança da Nacional 2RM e a apenas 11 do primeiro lugar na Divisão 2.

    Chegou o momento de uma das jornadas mais importantes da temporada para Adão Pinto. O piloto de Abragão, Penafiel, enfrenta este fim de semana, em Castelo Branco, a penúltima prova do Campeonato de Portugal de Ralicross, numa altura em que mantém completamente em aberto as suas aspirações aos títulos da Nacional 2RM e da Divisão 2.

    Com apenas duas jornadas por disputar, a margem para recuperar pontos começa naturalmente a diminuir e a ronda albicastrense poderá assumir um papel determinante nas contas finais. Para o tricampeão nacional, será necessário encontrar o equilíbrio entre a indispensável gestão do campeonato e a ambição de lutar pela vitória.

    Na classificação absoluta da Nacional 2RM, 24 pontos separam atualmente Adão Pinto da liderança, diferença que o piloto do Opel Astra OPC 2.0 pretende reduzir substancialmente antes de chegar à derradeira prova da temporada: “Entrámos numa fase em que cada ponto vale muito. Faltam apenas duas provas e sabemos perfeitamente aquilo que temos de fazer. Não podemos entrar em Castelo Branco a pensar apenas em fazer contas. Vamos atacar, lutar pela vitória e tentar recuperar o máximo possível para chegarmos à última jornada com tudo em aberto.”

    A temporada já mostrou, de resto, a capacidade competitiva de Adão Pinto. Depois dos segundos lugares absolutos alcançados em Lousada e nas duas passagens por Montalegre, e sobretudo da brilhante vitória conquistada em Mação, o piloto penafidelense tem demonstrado andamento para discutir as posições cimeiras da extremamente competitiva Nacional 2RM.

    Pelo caminho houve também momentos difíceis, com problemas técnicos e contratempos que custaram pontos importantes, particularmente no fim de semana para esquecer vivido em Sever do Vouga. Ainda assim, a resposta dada posteriormente em Montalegre, onde regressou ao segundo lugar absoluto e venceu a Divisão 2, confirmou que piloto, equipa e Opel Astra OPC continuam preparados para lutar até ao fim.

    “Tem sido um campeonato duríssimo. Tivemos grandes resultados e mostramos várias vezes que conseguimos lutar pela vitória, mas também sofremos alguns azares que nos fizeram perder pontos importantes. Isso já passou. Agora temos de olhar para estas duas últimas provas como duas finais.”

    Na Divisão 2, as contas estão ainda mais apertadas. Apenas 11 pontos separam Adão Pinto da liderança, deixando tudo em aberto para as duas derradeiras jornadas: “Na Divisão 2 estamos ainda mais perto e queremos muito esse título, mas também não desistimos por um segundo da luta pela Nacional 2RM. Somos ambiciosos e vamos lutar pelas duas frentes enquanto matematicamente for possível. Castelo Branco é o próximo desafio e toda a concentração está aí.”

    Experiência não falta ao tricampeão nacional para enfrentar a pressão desta fase decisiva. Adão Pinto sabe que uma corrida de Ralicross pode mudar completamente num instante e que será fundamental conjugar velocidade, consistência e inteligência ao longo das mangas de qualificação, semifinal e final.

    “Temos duas provas pela frente e um único foco: dar tudo. Queremos chegar à final em condições de lutar pelos lugares da frente e, se tivermos oportunidade de vencer, vamos agarrá-la com tudo o que temos. Nesta altura do campeonato já não existem provas fáceis nem espaço para facilitar.”

    Castelo Branco será, assim, o penúltimo “mata-mata” de uma temporada intensamente disputada. Adão Pinto chega determinado, o Opel Astra OPC 2.0 está preparado e as contas continuam em aberto: faltam duas batalhas e o tricampeão penafidelense promete lutar por cada ponto até à última bandeira de xadrez.

  • Luís Pedro Ferreira troca Audi A1 por Renault Twingo S1600 em Castelo Branco

    Luís Pedro Ferreira troca Audi A1 por Renault Twingo S1600 em Castelo Branco

    Problemas mecânicos sofridos em Montalegre afastam o Audi A1 S1600 da sexta ronda do Campeonato Nacional de Rallycross. Luís Pedro Ferreira encontrou uma solução para continuar a lutar pelos seus objetivos e estreia-se aos comandos de um Renault Twingo S1600.

    Luís Pedro Ferreira vai apresentar uma importante novidade este fim de semana, em Castelo Branco. O piloto não poderá utilizar o habitual Audi A1 S1600, na sequência dos problemas mecânicos sofridos na ronda anterior, em Montalegre, e alinhará com um Renault Twingo S1600.

    A mudança obriga a uma rápida adaptação a uma viatura com características diferentes, mas não altera a motivação do piloto para uma jornada particularmente importante na fase decisiva da temporada: “Esta mudança implica uma adaptação a um carro com características diferentes, mas, ainda assim, encaro esta nova etapa com grande motivação e confiança”, afirma Luís Pedro Ferreira.

    A presença em Castelo Branco tornou-se possível graças ao esforço dos parceiros do projeto, com especial destaque para a Óptica Piscar D’Olho, que participou diretamente na procura de uma solução que permitisse ao piloto estar à partida: “Esteve desde o primeiro momento ao nosso lado na procura de uma solução para esta corrida, ajudando-nos a encontrar o Renault Twingo S1600 que iremos utilizar em Castelo Branco”, sublinha.

    Luís Pedro Ferreira agradece igualmente à Ribas Motorsport, pelo trabalho realizado na preparação desta participação, assim como aos restantes patrocinadores e apoiantes. A mudança de máquina acontece num momento importante do campeonato: Luís Pedro Ferreira chega a Castelo Branco no terceiro lugar dos Super 1600, numa categoria em que os quatro primeiros classificados estarão presentes.

  • Castelo Branco recebe penúltima ronda do Ralicross/Kartcross com títulos em jogo

    Castelo Branco recebe penúltima ronda do Ralicross/Kartcross com títulos em jogo

    O Campeonato de Portugal de Ralicross/Kartcross entra este fim de semana, 5 e 6 de setembro, na reta final da temporada. O Circuito do Lanço Grande, em Castelo Branco, recebe a sexta e penúltima jornada do ano, com cerca de quatro dezenas de inscritos e todos os principais candidatos aos títulos presentes.

    Como tem sido habitual ao longo da temporada, a Nacional 2RM volta a apresentar a grelha mais numerosa. Tiago Ventura, em Citroën Saxo, chega ao Circuito do Lanço Grande na liderança e terá pela frente oposição direta de Hélder Ribeiro, Andreia Sousa, Adão Pinto, Manuel Tavares e Bruno Lima.

    Rui Silva, Luís Clemente, André Marinho e João Lucas são outros nomes com argumentos para discutir os lugares da frente numa das categorias mais competitivas do campeonato.

    Nos Super Cars, apenas três pilotos estão inscritos, mas são precisamente os três primeiros do campeonato. Sérgio Dias, em Ford Fiesta, chega como grande favorito e dispõe de uma vantagem de 37 pontos sobre Leonel Sampaio, em Peugeot 208 WRX. Joaquim Machado, com Renault Clio, completa o trio. No Open RX, Manuel Pinto continua a ser a grande referência com o Citroën C2, tendo novamente pela frente Artur Monteiro, em BMW 135i, e Diogo Pinto, em Peugeot 106.

    Também nos Super 1600 estarão presentes os quatro primeiros classificados do campeonato. Jorge Machado, em Peugeot 208 S1600 RX, lidera a tabela, seguido de André Monteiro, que regressa ao Peugeot 206 enquanto preserva o Škoda para o Europeu de Lousada. Luís Pedro Ferreira, em Audi A1, e Bruno Campos, com Peugeot 208 S1600, completam o lote.

    Entre os Iniciados, o líder Lucas Moura, em Peugeot 106 S16, parte com estatuto de favorito, mas terá pela frente Tomás Almeida, Elísio Lopes, Michael Braun e Nélson Costa. Para todos eles, Castelo Branco representa um desafio adicional, já que o Circuito do Lanço Grande será uma novidade.

    No Kartcross, Sérgio Castro chega à penúltima jornada com uma margem confortável de 43 pontos e será naturalmente um dos principais candidatos à vitória com o Semog White Shark. Gustavo Henriques e Fábio Machado surgem entre os adversários mais diretos, mas João Dinis, Guilherme Matos e João Pinheiro, que corre em casa, também prometem entrar na discussão.

    Cláudio Sousa, João Medina, Martim Henriques e o regressado Nélson Lobato completam um grupo capaz de lutar pelos lugares do pódio. No Troféu Júnior de Kartcross, Lourenço Rocha defenderá a liderança perante Santiago Henriques e Afonso Couto, enquanto Eduardo Soares continuará o seu processo de evolução.

    Com apenas duas jornadas por disputar, Castelo Branco poderá tornar-se decisivo nas contas do campeonato, numa prova em que gestão de pontos e ambição pela vitória terão de caminhar lado a lado.

  • Euro RX1 entra ao rubro na reta final com Lousada à espera da decisão

    Euro RX1 entra ao rubro na reta final com Lousada à espera da decisão

    O FIA European Rallycross Championship – Euro RX1 entra na sua fase decisiva com tudo em aberto. Depois de quatro jornadas marcadas por vitórias repartidas, incidentes, penalizações e vários volte-faces, apenas 15 pontos separam Johan Kristoffersson, Andreas Bakkerud e Ole Christian Veiby, com 120 ainda disponíveis.

    A temporada começou na Letónia com uma demonstração de força da Kristoffersson Motorsport (KMS). Apesar de arranques pouco conseguidos nas mangas de qualificação, Kristoffersson e Veiby aproveitaram a velocidade dos Volkswagen Polo 601 RX para garantir a primeira linha da Final.

    A partir daí, não deram hipóteses. Kristoffersson, oito vezes campeão mundial de Rallycross, venceu por mais de cinco segundos e iniciou da melhor forma a tentativa de conquistar o seu primeiro título europeu, enquanto Veiby completou a dobradinha da KMS. O domínio que então parecia anunciar uma temporada controlada pela formação sueca acabou, contudo, por não se confirmar.

    Bakkerud recusou deixar fugir Kristoffersson

    Furos, penalizações e outros contratempos impediram os dois Volkswagen de se destacarem definitivamente, cenário aproveitado sobretudo por Andreas Bakkerud. O tricampeão europeu, agora ao serviço da sua própria estrutura, a Bergen Motorsport Evolution, com apoio da SET Promotion, respondeu na Hungria. Depois de ser o mais rápido na Q1 e terminar a qualificação no topo, Bakkerud protagonizou com Kristoffersson um duelo sem concessões na primeira curva da Final.

    O contacto terminou com o Volkswagen do sueco a rodar e a embater nas proteções, deixando o caminho aberto para Bakkerud conquistar a sua primeira vitória da época e assumir a liderança do campeonato.

    Kristoffersson respondeu em grande perante o público sueco. Depois de terminar as mangas apenas na sétima posição em Höljes, recuperou para conquistar a vitória na Final, novamente acompanhado por Veiby numa dobradinha da KMS. Em Mondello Park, na Irlanda, foi novamente a vez de Bakkerud atacar. O norueguês aproveitou uma intensa luta entre os dois pilotos Volkswagen para alcançar um triunfo inesperado e manter completamente aberta a discussão pelo título.

    Três candidatos separados por apenas 15 pontos

    O resultado é uma classificação extremamente apertada antes das últimas três rondas. Kristoffersson, Bakkerud e o extremamente regular Ole Christian Veiby cabem num intervalo de somente 15 pontos, deixando tudo em aberto quando ainda existem 120 pontos para distribuir.

    QNIGAN RALLYCROSS MEDIA

    E a luta pode não ficar limitada a este trio. Os finlandeses Juha Rytkönen e Joni Turpeinen, ambos ligados à SET Promotion, surgem empatados no quarto posto e suficientemente próximos para aproveitar qualquer erro dos líderes. Rytkönen compete com um Hyundai i20, enquanto Turpeinen utiliza um Ford Fiesta. O jovem finlandês tem sido uma das grandes revelações da época e foi mesmo o único piloto do competitivo pelotão a subir ao pódio nas duas primeiras jornadas.

    Entre os nomes capazes de interferir diretamente na batalha estão ainda Patrick O’Donovan, campeão europeu de RX1 em 2024, e o bicampeão francês Fabien Pailler. O’Donovan entrou na temporada como um dos principais favoritos, mas uma sucessão de contratempos deixou o piloto Peugeot longe dos resultados esperados. Em Höljes chegou a liderar a classificação intermédia ao final de sábado, antes de ser prejudicado pelas condições meteorológicas na última manga de qualificação. Pailler também ainda não conseguiu transformar a velocidade demonstrada pelo Renault Mégane em resultados, sobretudo devido aos problemas de motor que têm condicionado o desenvolvimento do carro.

    A nova geração também começa a fazer-se notar. Casper Jansson conquistou um pódio diante do público sueco em Höljes, enquanto o norueguês Johannes Rafoss, de apenas 19 anos e com uma carreira iniciada somente em 2022, tem surpreendido regularmente adversários muito mais experientes.

    Lohéac primeiro. Depois, todas as decisões em Lousada

    O campeonato regressa à ação de 28 a 30 de agosto, em Lohéac, com o Euro RX de França e uma grelha particularmente forte. Será a última oportunidade para ganhar terreno antes da grande decisão. Duas semanas depois, nos dias 12 e 13 de setembro, o Circuito Internacional de Lousada recebe a jornada dupla que encerrará a temporada, transformando Portugal no palco da decisão do título europeu de RX1.

    Kristoffersson procura acrescentar finalmente um Europeu ao extraordinário currículo construído no Mundial. Bakkerud quer voltar a sentar-se no trono continental. Veiby continua à espreita e a regularidade mantém-no totalmente dentro da luta. Primeiro Lohéac. Depois Lousada. E, com três candidatos separados por apenas 15 pontos, o Euro RX1 promete chegar a Portugal absolutamente ao rubro.

  • Estreia internacional em casa: Hélder Ferreira leva a Lancia ao Euro RX4 em Lousada

    Estreia internacional em casa: Hélder Ferreira leva a Lancia ao Euro RX4 em Lousada

    Piloto natural de Lousada fará a estreia internacional no Rallycross na jornada dupla que encerra o FIA European Rallycross Championship, a 12 e 13 de setembro, aos comandos de um novo Lancia Ypsilon Rally4 HF.

    O nome Lancia vai estar presente pela primeira vez no Euro RX4, precisamente na derradeira jornada da temporada, em Lousada. Hélder Ferreira confirmou a participação na ronda portuguesa do FIA European Rallycross Championship, marcada para 12 e 13 de setembro, aos comandos de um novo Ypsilon Rally4 HF.

    Natural de Lousada, o piloto de 46 anos prepara-se para a primeira participação internacional depois de um percurso ainda relativamente curto no Rallycross. Ferreira estreou-se há dois anos no Campeonato de Portugal, disputando quatro provas na classe 2RM com um Citroën Saxo. Em 2025 passou para um Renault Clio Rally5 e, já esta temporada, conquistou uma vitória na divisão Open RX em Montalegre, ao volante de um Ford Fiesta R2.

    Para a estreia no Euro RX4, adquiriu através da Sports&You um Lancia Ypsilon Rally4 HF, modelo que ainda não competiu naquela categoria. A viatura chegará diretamente de Itália antes de receber a decoração destinada à prova de Lousada. «Escolhi especificamente o Euro RX4 porque o vi ao vivo pela primeira vez na Letónia e gostei de ver estes jovens pilotos, muito competitivos e, acima de tudo, com grande respeito uns pelos outros em pista», explicou Hélder Ferreira.

    Estreia internacional em casa

    A participação terá um significado particular por acontecer perante o público da sua terra natal: «O meu objetivo, na minha cidade, perante milhares de adeptos, muitos deles meus amigos, é simplesmente divertir-me ao volante deste carro magnífico e único que escolhi para a minha estreia e proporcionar espetáculo a todos os que vierem assistir.»

    Ferreira destacou também a forte ligação de Lousada ao Rallycross e o trabalho desenvolvido na renovação do Eurocircuito: «Somos uma região apaixonada pelo Rallycross, com uma história muito rica na modalidade. Quero felicitar a Câmara Municipal de Lousada e o Clube Automóvel de Lousada pelo excelente trabalho realizado na remodelação da pista.»

    A presença do português acrescenta assim mais um motivo de interesse à jornada dupla que encerrará a temporada europeia de Rallycross, com Hélder Ferreira a concretizar a primeira experiência internacional precisamente no Eurocircuito de Lousada e com uma máquina igualmente estreante no Euro RX4.

  • Luís Pedro Ferreira limitou danos e somou pontos em Montalegre

    Luís Pedro Ferreira limitou danos e somou pontos em Montalegre

    Problemas no motor condicionaram o piloto lousadense na quinta ronda do Campeonato Nacional de Rallycross, mas o quinto lugar na Final permitiu salvaguardar pontos importantes.

    Luís Pedro Ferreira concluiu na quinta posição a quinta ronda do Campeonato Nacional de Rallycross, disputada no Circuito Internacional de Montalegre. O fim de semana começou de forma positiva, com o piloto lousadense a alcançar o terceiro melhor tempo na Q1. Contudo, a avaria de um componente comprometeu o rendimento do motor e obrigou a Ribas Motorsport a proceder à sua substituição durante a madrugada.

    Apesar do intenso trabalho da equipa, os problemas persistiram e condicionaram Luís Pedro Ferreira nas restantes corridas de qualificação. Na Final, a prioridade passou por gerir o carro e garantir a chegada à bandeira de xadrez: “Foi um daqueles fins de semana em que tudo o que podemos fazer é lutar com aquilo que temos. A equipa trabalhou praticamente toda a noite para me colocar novamente em pista e, por isso, desistir nunca foi opção”, destacou o piloto.

    “Na Final, tivemos de gerir o carro até à última volta e garantir todos os pontos que ainda estavam ao nosso alcance”, acrescentou.

    Luís Pedro Ferreira agradeceu o esforço da Ribas Motorsport, bem como o apoio dos patrocinadores, parceiros e adeptos, virando agora as atenções para a preparação da próxima ronda do campeonato.

  • Lousada fará história com primeira prova noturna do Europeu de Ralicross

    Lousada fará história com primeira prova noturna do Europeu de Ralicross

    Final do campeonato terá competição sob luz artificial e duas decisões ao longo do fim de semana.

    O Circuito Internacional de Lousada prepara-se para escrever uma nova página na história do ralicross europeu. Nos dias 12 e 13 de setembro, a ronda final do Campeonato da Europa de Ralicross de 2026 será a primeira prova da competição a incluir corridas disputadas sob luz artificial. A jornada portuguesa encerrará a temporada com um formato particularmente intenso, integrando semifinais e finais tanto no sábado como no domingo, numa dupla ronda decisiva para a atribuição dos títulos das quatro categorias em competição.

    O programa começará na sexta-feira com os treinos livres, seguindo-se as primeiras mangas de qualificação já durante a noite. Será a primeira vez que sessões competitivas de uma prova FIA de Ralicross serão realizadas sob iluminação artificial.

    No sábado, as restantes mangas de qualificação decorrerão durante o dia, antes de a ação regressar ao período noturno. Com o pôr do sol, o circuito receberá as primeiras semifinais e finais do fim de semana, num ambiente que promete ser único para pilotos e espectadores.

    A ronda conclusiva das quatro categorias será realizada no domingo, durante o dia, completando um programa especialmente concebido para compatibilizar o espetáculo noturno com o formato de dupla jornada que encerrará o campeonato.

    Anfiteatro natural promete ambiente único

    Reconhecido como um dos palcos mais carismáticos do ralicross europeu, o Circuito Internacional de Lousada oferece condições privilegiadas para uma jornada desta natureza. Implantado no coração da vila e funcionando como um verdadeiro anfiteatro natural, permite ao público acompanhar praticamente toda a extensão da pista.

    A realização de uma prova noturna no início deste ano demonstrou já a eficácia da infraestrutura de iluminação e o potencial do circuito para criar um ambiente ainda mais intenso. O sucesso dessa experiência abriu caminho à introdução do conceito numa competição internacional sob a égide da FIA.

    Inaugurado em 1984, o traçado de Lousada recebeu o Campeonato da Europa de Ralicross entre 1991 e 2008. Mais recentemente, acolheu a jornada inaugural do Mundial de Ralicross em 2025 e integrou também o percurso do Vodafone Rally de Portugal como palco de uma superespecial.

    Após uma profunda modernização, o circuito combina agora a sua forte tradição com um traçado exigente, marcado pela descida técnica para uma curva de terra com inclinação, antes do regresso ao asfalto para a joker lap e para a reta da meta.

    Com os títulos europeus a serem decididos num cenário inédito, Lousada prepara-se para proporcionar um fim de semana histórico e escrever um novo capítulo no Campeonato da Europa de Ralicross.

  • Problemas mecânicos condicionam Luís Pedro Ferreira em Montalegre

    Problemas mecânicos condicionam Luís Pedro Ferreira em Montalegre

    Piloto terminou a quinta ronda do Campeonato Nacional de Rallycross no quinto lugar, garantindo pontos importantes apesar das limitações sentidas ao longo do fim de semana.

    Luís Pedro Ferreira enfrentou uma jornada difícil na quinta ronda do Campeonato Nacional de Rallycross, disputada em Montalegre, devido a problemas mecânicos que condicionaram toda a sua participação. Depois de um início positivo, com o terceiro lugar na Q1, a avaria de um componente comprometeu o funcionamento do motor e obrigou à sua substituição durante a noite.

    Apesar do enorme trabalho desenvolvido pela Ribas Motorsport, os problemas mantiveram-se nas restantes corridas. Na Final, Luís Pedro Ferreira teve de gerir o carro até à bandeira de xadrez, terminando no quinto lugar e assegurando pontos importantes para o campeonato.

    “Foi um daqueles fins de semana em que tudo o que podemos fazer é lutar com aquilo que temos. A equipa trabalhou praticamente toda a noite para me colocar novamente em pista e, por isso, desistir nunca foi opção”, afirmou.

    “Na Final, tivemos de gerir o carro até à última volta e garantir todos os pontos que ainda estavam ao nosso alcance”, acrescentou Luís Pedro Ferreira.

    O piloto agradeceu o esforço incansável da Ribas Motorsport, bem como o apoio dos patrocinadores, parceiros e de todos os que acompanharam a equipa ao longo do fim de semana. Segue-se agora novo período de trabalho, com o objetivo de regressar mais forte na próxima ronda.

  • Primeiro Kartcross adaptado abre nova era no automobilismo inclusivo

    Primeiro Kartcross adaptado abre nova era no automobilismo inclusivo

    Projeto desenvolvido a partir de um Yacarcross SXC permite o acesso de pilotos com mobilidade reduzida, mantendo níveis de segurança equivalentes aos do chassis original.

    A Real Federação Espanhola de Automobilismo apresentou o primeiro Kartcross adaptado para facilitar o acesso à competição de pilotos com mobilidade reduzida. O projeto nasceu em 2022 por iniciativa de Albert Llovera e Marc Roma, tendo como base um veículo desenvolvido pela YACAR. Um dos principais desafios passou por facilitar a entrada e saída do habitáculo, levando à criação de uma abertura lateral com porta do tipo “asa de gaivota”.

    A alteração obrigou a intervir na estrutura tubular. As primeiras simulações não cumpriram os requisitos de segurança exigidos pela FIA, mas o reforço dos pontos críticos permitiu desenvolver uma nova solução, posteriormente avalizada pelo Departamento de Segurança da Federação Internacional do Automóvel.

    Marc Roma, que perdeu a mobilidade das pernas após um acidente de motocross em 2024, participou na apresentação do veículo e poderá ser um dos pilotos a beneficiar desta solução.

    O objetivo da RFEDA não passa pela criação de competições separadas, mas por permitir que os pilotos com mobilidade reduzida participem nas mesmas provas e em igualdade de condições com os restantes concorrentes. A estreia do kartrcross adaptado em competição poderá acontecer em 2027.

    Mais do que uma transformação técnica, o projeto representa um importante passo na eliminação de barreiras no desporto automóvel e poderá servir de referência para futuras adaptações noutras categorias.