Categoria: Ralicross

  • Equipa 100% feminina nos 360 minutos Sever do Vouga

    Equipa 100% feminina nos 360 minutos Sever do Vouga

    6 pilotos e 5 técnicas formam em exclusivo a ambiciosa equipa DM Motorsport Woman que leva o ‘Poder Feminino’ na sua máxima expressão aos 360 Minutos de Sever do Vouga

    A ideia de criar uma equipa 100% de mulheres surgiu de Vera Cardoso, piloto que se estreou na moralidade em 2016: “estou por dentro de uma equipa onde sou a única mulher e em brincadeira disse que ia criar uma equipa 100% de mulheres e lhes ia mostrar que também somos capazes de fazer todo o trabalho duro”.

    Vera Cardoso trabalha na DM Motorsport desde 2018, equipa que já se sagrou campeã nacional de rallycross nas categorias S1600 (2022 e 2024) e Super Car (2022), também foi campeã rookie kartcross (2022) e vencedora da Taça de Portugal Karcross de Montanha (2024).

    Do desafio à concretização foi um ápice e 6 pilotos femininas, uma engenheira de pista, duas engenheiras mecânicas e uma mecânica vão enfrentar já nos próximos dias dia 21 e 22 de Dezembro os 360 Minutos de Sever do Vouga, que se disputarão a pista de ralicross do Alto do Roçário.

    As pilotos Ana Gonçalves, Andreia Fonseca, Daniela Bastos, Joana Babo, Mafalda Santos e Vera Cardoso vão conduzir um FIAT Uno assistido pela equipa técnica da DM Motorsport formada por Ana Pimenta, Iara Nunes, Luana Ferreira e Rita Faria. Vera Cardoso aponta como objetivo “terminar a prova e mostrar do que somos capazes!”

  • Montalegre estreia RallyX Euro League a 29 e 30 de março

    Montalegre estreia RallyX Euro League a 29 e 30 de março

    Depois de já ter sido o palco da primeira prova de sempre do Campeonato do Mundo FIA de Ralicross, em 2014, o Circuito Internacional de Montalegre vai também inagurar uma nova e espetacular competição de cariz internacional, a RallyX Euro League, que arranca em Portugal, a 29 e 30 de março do próximo ano.

    Trata-se de um campeonato que segue a fórmula de sucesso do RallyX Nordic, o espetacular campeonato nórdico de Ralicross, que atrai, normalmente, grandes nomes da modalidade e uma centena de concorrentes por prova, distribuídos por diferentes categorias.

    Andreas Eriksson e a RX Promotion vão expandir o conceito ao sul da Europa e criar duas novas competições: o RallyX South, com 8 provas em quatro países, entre Portugal, Países Baixos, Alemanha e outra localização a divulgar; e a RallyX Euro League, que junta as quatro provas do sul da Europa com as quatro provas do RallyX North, a disputar na Suécia, Dinamarca, Letónia e noutro evento ainda a divulgar. Ao todo, a nova competição europeia terá 16 provas em oito pistas, num formato de jornada dupla em cada fim de semana (uma prova no sábado e outra no domingo).

    Após se ter afirmado como uma das melhores pistas de Ralicross do mundo, Montalegre foi escolhida para abrir o calendário, preparando-se para receber cerca de uma centena de máquinas e categorias com carros de quatro rodas motrizes (incluindo Supercars a gasolina), duas rodas motrizes e kartcross.

    Grandes nomes em perspetiva

    Em 2024, várias equipas do Europeu e do Mundial de Ralicross participaram em provas do RallyX, com nomes como Johan Kristoffersson, Ole-Christian Veiby, Niclas Grönholm ou Oliver Solberg. Para os concorrentes portugueses, há o atrativo-extra de a Nova Motorsport, marca de pneus que tem uma fábrica em Santo Tirso, ser patrocinadora oficial do campeonato. Os pneus usados no RallyX são, por isso, iguais aos utilizados no Campeonato de Portugal.

    Para além disso, em 2025 será criado também a RallyX Americas League, que, no fundo, são os ativos do extinto Nitro Rallycross e ainda um troféu mundial, a RallyX Global League. Está em aberto a possibilidade da RallyX Global League poder deslocar-se a Montalegre, com as máquinas e pilotos vindos dos campeonatos norte-americanos.

    Fátima Fernandes, presidente do Município de Montalegre, destacou a continuidade de Montalegre entre a elite internacional do Ralicross: “fechámos um capítulo dourado, que colocou Montalegre entre as melhores organizações e pistas do mundo, e abrimos outro, que tenho a certeza nos vai manter no mesmo patamar de excelência. O facto de termos sido contactados pelo promotor da nova RallyX Euro League mostra o prestígio do nosso concelho e do nosso circuito, não só entre os aficionados, mas também entre os organizadores que vivem o verdadeiro espírito do Ralicross, o desporto que nos apaixonou ao longo de tantos anos. Tenho a certeza que este novo evento será uma espécia de ‘regresso ao futuro’, com a emoção do Ralicross ‘puro e duro’, mas com verdadeiros motivos de interesse para trazer milhares de pessoas à nossa vila nos dias 29 e 30 de março”.

  • João Pinheiro: “agora é hora de recuperar e começar a trabalhar no próximo ano”

    João Pinheiro: “agora é hora de recuperar e começar a trabalhar no próximo ano”

    O Circuito da Costilha em Lousada acolheu a última ronda do Campeonato de Portugal de Kartcross, esta que viria a ser também a última vez que iria ser utilizada a configuração atual do traçado, senda esta prova apelidada pela organização como a “Last Lap”.

    A equipa JCP Racing e o seu piloto João Pinheiro, chegavam a Lousada com a motivação do bom resultado alcançado na ronda anterior, empenhando-se para tentar manter o ritmo demonstrado. No primeiro dia de competição com condições de aderência muito difíceis, devido à chuva que se fez sentir, o piloto cravava o 7º tempo mais rápido da geral na sessão de treinos cronometrados. Este finalizava o dia na mesma posição da geral e quarta posição da divisão 1, após a primeira qualificação.

    No segundo e último dia de competição, na segunda qualificação, após um arranque menos bem conseguido por parte do piloto, fazia com que o mesmo viesse apenas a terminar na 13ª posição da geral e 9ª posição da divisão 1. Na qualificação 3, desta vez João Pinheiro fazia um bom arranque, o que o colocava numa boa posição para recuperar na tabela classificativa, mas a duas voltas do final um problema técnico no acelerador fez com que não terminasse a prova deitando assim por terra as hipóteses de conseguir um lugar direto na final A.

    Na final B, onde apenas os dois primeiros classificados teriam acesso à final A, o piloto arrancava da primeira linha da grelha. Logo no arranque e após a primeira curva João Pinheiro mantinha a 3ª posição, vindo posteriormente a colocar-se na 2ª posição e sobre forte pressão ao primeiro classificado, numa tentativa de ultrapassagem este sofreu um toque de outro concorrente que o fez embater no muro de proteção e a fazer com que o mesmo desse algumas voltas a capotar, tendo acabado por ali o fim de semana.

    Finalizado está assim o campeonato, a equipa JCP Racing e João Pinheiro terminam esta participação com o 6º lugar na geral e 4º lugar na divisão 1, com João Pinheiro a afirmar que “foi um fim de semana que teve um início complicado devido às condições da pista, demos o nosso melhor para obter um bom lugar na grelha para a final, mas infelizmente aquele problema na terceira qualificação, não nos permitiu o acesso à final A e na final B quando estava mais rápido que o primeiro classificado e a tentar ultrapassar acabei por sofrer um acidente que me pôs fora de corrida. Agora é hora de recuperar, levantar a cabeça e começar a trabalhar no próximo ano pois sabemos que podemos e vamos fazer para dar uma melhor imagem daquilo que foi este ano. Muito obrigado a todos pelo apoio ao longo do ano”.

  • Montalegre pode coroar português João Ribeiro como campeão da Europa de Ralicross

    Montalegre pode coroar português João Ribeiro como campeão da Europa de Ralicross

    O sueco Kevin Hansen (Hansen WRX Team), o finlandês Niclas Grönholm (CE Dealer Team), a sueca Klara Andersson (CE Dealer Team) e o português João Ribeiro foram algumas das estrelas do Ralicross que marcaram presença na apresentação oficial da prova portuguesa, no Cais de Gaia, que contou também com membros da imprensa e responsáveis do Município de Montalegre, Clube Automóvel de Vila Real e FPAK.

    Um total de 52 pilotos disputam, este fim de semana, a quarta e penúltima prova do Campeonato do Mundo FIA de Ralicross, em paralelo com a derradeira jornada dos Campeonatos da Europa FIA de Ralicross das categorias RX1 (Supercars), RX3 (S1600) e RX2e.

    Hansen, Grönholm e Andersson foram unânimes ao considerar a pista de Montalegre uma das mais espetaculares do calendário mundial, acrescentando que esperam bastante equilíbrio entre os carros a gasolina – de regresso ao Mundial este ano – e os carros 100% elétricos, como é o caso do protótipo da CE Dealer Team que esteve no Cais de Gaia.

    A aguardada “Batalha de Tecnologias” no Campeonato do Mundo opõe os potentes carros a gasolina e as máquinas 100% elétricas, ambos com mais de 600 cv, num duelo que tem sido favorável aos motores de combustão interna (4 vitórias contra 2 dos elétricos). O campeão do Mundo em título Johan Kristoffersson (KMS Horse) chega a Montalegre na frente do campeonato, com 153 pontos, contra 114 pontos do seu companheiro de equipa Ole Christian Veiby e os 110 pontos de Kevin Hansen.

    João Ribeiro fala sobre o fator ‘casa’

    O World RX of Portugal terá um recorde de 13 pilotos portugueses, com João Ribeiro (Audi A1) na discussão pelo título do Euro RX3, depois da vitória na ronda anterior, na Bélgica. O piloto português está a apenas um ponto do líder do campeonato, o alemão Nils Volland (Audi A1).

    “Tenho recebido um apoio fantástico ao longo das últimas semanas, que só posso agradecer. Agora é tempo de me focar e de pensar só na minha corrida e no meu adversário direto. Pode até nem ser preciso ganhar em Montalegre para ser campeão; basta ficar na frente dele. Vamos com toda a motivação até porque, naturalmente, esta é a prova mais especial do ano para mim. Mas temos de ser inteligentes ao longo de todo o fim de semana e dar o máximo na Final”, afirmou o ex-campeão nacional.

    Os portugueses José Oliveira (Peugeot) e César Pereira (Ford Fiesta) vão competir no Europeu de RX1, enquanto André Sousa (Audi A1), Jorge Machado (Peugeot 208), Rogério Sousa (Ford Fiesta), Tiago Ferreira (Peugeot 208), António Sousa (Peugeot 208), Joaquim Machado (Audi A1), Leonel Sampaio (Skoda Fabia) e André Monteiro (Renault Twingo) vão alinhar no Europeu de RX3, ao lado de João Ribeiro. Na categoria RX2e, Portugal estará representado por Sérgio Dias e pelo jovem Gustavo Henriques.

    O próximo fim de semana também fica marcado pela comemoração dos 25 anos do Circuito Internacional de Montalegre. A organização do Município de Montalegre e do Clube Automóvel de Vila Real vai homenagear vários dos pilotos que estiveram na primeira prova oficial no circuito barrosão, em 1999.

    Adicionalmente, estará patente no paddock uma exposição de fotografias históricas do Circuito e alguns carros emblemáticos que correram na pista de Montalegre ao longo deste quarto de século.

    “Temos uma das melhores pistas do mundo, algo reconhecido pela FIA, pelo promotor do World RX e pelos pilotos. É, também por isso, apropriado celebrarmos 25 anos de história do Circuito com uma prova desta envergadura, que pode, inclusive, ser inesquecível para todos nós. Como logo na semana seguinte teremos mais uma Sexta 13 em Montalegre, vão ser dias de muita emoção e animação no nosso concelho”, afirmou Jorge Fidalgo, vereador do Desporto do Município de Montalegre.

  • Rafaela Barbosa testou um RX2e em Lousada

    Rafaela Barbosa testou um RX2e em Lousada

    Rafaela Barbosa deu hoje mais um passo importante na sua carreira. A jovem piloto de Ralicross teve a oportunidade de pilotar um RX2e na pista de Lousada. Uma oportunidade que surgiu de forma inesperada, mas que foi prontamente agarrada por Rafaela Barbosa.

    O RX2e é um campeonato de rallycross elétrico da FIA, sendo categoria de suporte do Campeonato Mundial de Rallycross, onde se destaca a tecnologia de corridas com carros 100% elétricos. O carro usado nesta competição é o ZEROID X1, com tração às quatro rodas, 270 kW (362 CV) de potência e 510 Nm de binário. Lançado em 2021, o campeonato é fundamental para o desenvolvimento de talentos, demonstração de tecnologia e corridas competitivas, atraindo diversos participantes e avançando o desporto para um futuro mais sustentável.

    Foi a primeira vez que Rafaela Barbosa testou um carro detração integral e a primeira vez num carro de competição 100% elétrico. Apaixonada por competição automóvel e sempre curiosa para experimentar novos carros, Rafaela não podia estar mais feliz no final desta experiência:

    “Este convite surgiu de forma inesperada. O Gustavo Henriques e o Sérgio Dias vieram treinar a Lousada e o responsável da equipa convidou-me para experimentar o carro, o que aceitei prontamente. Adorei a experiência. É um carro muito rápido e, apesar do receio inicial por ser um carro de tração integral, consegui adaptar-me bem. Achei o carro muito fácil de pilotar e gostei muito do seu comportamento. A falta de som do motor fez alguma confusão inicialmente, mas habituei-me depressa. Não arrisquei nada, até porque eles têm prova no próximo fim de semana, mas deu para entender que é uma máquina espetacular. Fica a vontade de voltar a experimentar no futuro e, quem sabe, poder até competir no RX2e. Para já é um sonho apenas.”

  • André Sousa: “demonstrei na Bélgica que podia estar no pódio!”

    André Sousa: “demonstrei na Bélgica que podia estar no pódio!”

    André Sousa rubricou no mítico Circuito Jules Tacheny, em Mettet, uma exibição de gala, com o piloto paredense a levar o Audi A1 S1600 da TSL Racing a rodar sempre entre os mais rápidos. O Top 5 final soube a pouco, pois só um furo lhe “roubou” uma presença no pódio final do EURO RX3. Fica prometido tudo fazer para brilhar em Montalegre…

    Poderá parecer paradoxal lamentar um 5º lugar num campeonato tão competitivo como é o Europeu reservado aos rápidos S1600. Mas, este excelente resultado em Mettet sabe a pouco e é injusto, pois André Sousa esteve sempre entre os mais rápidos, quando não, por várias vezes, se assumiu como o mais lesto no traçado belga.

    “Estou muito orgulhoso do que fizemos na Bélgica!… Começamos com um 2º lugar na Q1e vencemos a Q2, demonstramos um grande andamento ao longo d todo a jornada de sábado. A chuva que caiu entre sábado e domingo alterou de forma significativa as condições de pista e aí algumas dificuldades  no dia final, principalmente nos arranques. Mas, eu tenho uma grande equipa e fomos trabalhando no carro, tornando-o mais eficaz, o que nos permitiu andar forte na semifinal, conquistando um 2º posto e consequente garantia de uma posição na 2ª fila da grelha de partida para a corrida decisiva!”, destacou André Sousa.

    Aí, o paredense arrancou de forma sublime, chegando à primeira curva lado a lado com Nils Volland e logo atrás de João Ribeiro, mergulhando para a curva, protegendo o seu compatriota e amigo da agressividade do piloto da Volland Racing – que, literalmente, entrou ‘com tudo’… -, sofrendo aí um furo que o limitou ao longo da Final, tendo o sangue-frio de conseguir levar o carro até à bandeirada de xadrez, no 5º posto.

    “É frustrante apanhar com um autêntico ‘bulldozer’ na 1ª curva, depois do fantástico arranque que fiz!… Sofri toques, furei e, a partir daí, foi tudo fazer para levar o Audi até final. O 5º lugar sabe a muito pouco!… Assim, tivemos um fim de semana agridoce, com uma vitoria espetacular do meu amigo João Ribeiro que dominou desde o início e demonstrou a quem tinha dúvidas que ganhar é dentro de pista, mas onde também fica a tristeza de terem sido fatores externos a impedirem que eu lutasse pelo pódio, pois demonstrei que podia estar perfeitamente entre os três primeiros”.

    Os pontos amealhados fazem com que André Sousa tenha subido ao 4º lugar do campeonato, indo para a última prova, no Circuito Internacional de Montalegre, com reais possibilidades de lutar pelo 3º posto, estando apenas a 10 pontos desse objetivo.

    “Quero agradecer o apoio que tivemos durante o fim de semana na Bélgica. Foi magnifico e de criar inveja a muitos pilotos …. Espero que em Montalegre a sorte esteja comigo e que consiga dar um pódio à minha equipa, à minha família e a todos quantos me apoiam”, rematou André Sousa.

  • Euro RX3: João Ribeiro foi rei e senhor na Bélgica!

    Euro RX3: João Ribeiro foi rei e senhor na Bélgica!

    De fio a pavio. Eis a saga da vitória colossal do piloto de Paredes no World RX of Benelux, terceira ronda do Europeu de Ralicross. João Ribeiro colocou sempre o seu Audi A1 S1600 na frente do pelotão, dominando a Qualificação, a Meia-Final e a corrida decisiva, conquistando de forma brilhante a primeira vitória da temporada. André Sousa, no Audi A1 S1600 da TSl Racing esteve também em grande plano, rodando sempre entre os melhores e só um furo na Final o impediu de chegar ao pódio, conquistando, mesmo assim, um positivo Top 5.

    João Ribeiro não escondia a emoção enquanto ouvia ‘A Portuguesa’ no pedestal mais alto do pódio. Afinal, o piloto paredense estava a comemorar aquela que tinha sido não só a sua primeira vitoria na temporada, mas uma das exibições mais senhoriais de sempre de um piloto no Euro RX3, uma das categorias mais competitivas do Europeu de Ralicross.

    Mercê de todo o seu talento,  João Ribeiro tratou ‘por tu’ o mítico Circuito Jules Tacheny, na localidade belga de Mettet, sendo o mais forte em todas as corridas de Qualificação, dominando a sua meia-final e, na corrida de todas as decisões, fazendo valer a sua posição na ‘pole-position’, resistindo aos ataques de Nils Volland (Audi A1 S600), líder do campeonato e seu único adversário na corrida pelo título, com o jovem germânico a tocar diversas vezes no carro do português, mas sem o desconcentrar, nem conseguir o levar de vencida.

    Jogando muito bem com a sua escolha na ida à ‘Joker Lap’, esperando por ver o adversário a rumar à mesma e entrando ao mesmo tempo, mantendo-o atrás ao fazer valer a sua posição de líder, viu ainda o seu rival cair para o 3º lugar mesmo sobre a linha de chegada, suplantado por Dominik Senegacnik (Skoda Fabia).

    Para além da saborosa vitoria, João Ribeiro conquistou o máximo número de pontos (40), com Volland a amealhar apenas 33, rumando agora o português a Montalegre apenas a 1 magro ponto do piloto alemão, transformando a pista portuguesa num verdadeiro ‘mata-mata’ final, onde o craque lusitano tem tudo para conquistar o cetro de campeão!

    André Sousa foi 5º, mas merecia muito mais…

    Perante uma ruidosa falange de apoio portuguesa, que vibrou e apoiou sempre de forma intensa, outro piloto nacional esteve em grande destaque: André Sousa.

    E, se no início do ano de estreia a tempo inteiro neste exigente campeonato, se dissesse que o paredense da TSL Racing iria estar três vezes consecutivas na Final, em outras tantas provas e que seria 5º da geral na difícil tirada belga, todos comprariam de imediato a proposta.

    Mas, este excelente resultado em Mettet sabe a pouco e é injusto, pois André Sousa esteve sempre entre os melhores, vencendo mangas na Qualificação, sendo segundo na mesma meia-final onde João Ribeiro triunfou e arrancando de forma sublime na partida para a corrida da decisão, chegando à primeira curva lado a lado com Nils Volland e logo atrás de João Ribeiro, mergulhando para a curva, protegendo o seu compatriota e amigo da agressividade do piloto da Volland Racing – que, literalmente, entrou ‘com tudo’… -, sofrendo aí um furo que o limitou ao longo da Final, tendo o sangue frio de conseguir levar o carro até à bandeirada de xadrez, no 5º posto.

    Os pontos amealhados fazem com que André Sousa tenha subido ao 4º lugar do campeonato, indo para a última prova com reais possibilidades de lutar pelo 3º posto, estando apenas a 10 pontos desse objetivo.

    A 7 e 8 de Setembro, Montalegre terá as honras de ser o circuito de todas as decisões!