Autor: Joaquim Amândio Santos

  • Rui Costa volta a impor a sua lei entre os Clássicos na Arrábida

    Rui Costa volta a impor a sua lei entre os Clássicos na Arrábida

    O Piloto do Ford Escort RS1600 dominou a 35.ª Rampa da Arrábida e conquistou mais uma vitória na impressionante recuperação que protagoniza no Campeonato de Portugal de Clássicos de Montanha JC Group. Flávio Sainhas regressou com um excelente segundo lugar e Fernando Salgueiro completou o pódio.

    Há uma certeza cada vez mais difícil de ignorar no Campeonato de Portugal de Clássicos de Montanha JC Group: Rui Costa está lançado.

    O piloto do Ford Escort RS1600 voltou a assinar uma exibição de enorme autoridade na 35.ª Rampa da Arrábida, dominando praticamente a seu belo prazer uma categoria que reuniu em Setúbal um interessante lote de máquinas e pilotos e na qual cada ponto começa a assumir importância decisiva.

    Rui Costa chegava a Setúbal embalado por uma impressionante sequência de três vitórias consecutivas. E rapidamente deixou claro que pretendia acrescentar mais uma.

    Do outro lado estava uma concorrência reforçada, onde sobressaía o regresso pontual do campeão em título Flávio Sainhas, acompanhado por nomes como Fernando Salgueiro, Ricardo Loureiro, Carlos Fava e Abílio Machado. Mas nem o reforço da oposição conseguiu travar o homem do Escort RS1600.

    Sábado deixa Rui Costa isolado na frente

    Rui Costa não demorou a assumir o comando e, quando chegou a primeira Subida Oficial de Prova, colocou imediatamente uma margem importante entre si e os adversários. O cronómetro parou nos 1m59,556s, tornando Rui Costa no único piloto dos Clássicos a baixar a barreira dos dois minutos durante a jornada inaugural.

    Atrás dele, Flávio Sainhas mostrou que o regresso ao campeonato estava longe de ser meramente figurativo. O piloto do Ford Escort MKI respondeu com 2m03,810s, terminando o sábado a 4,254 segundos do líder. A terceira posição ficou nas mãos de Fernando Salgueiro. De regresso ao campeonato com o Ford Escort MKII do Caramulo Racing Team, assinou 2m11,046s e colocou-se desde logo em posição de discutir um lugar no pódio.

    Rui Costa acelera ainda mais no domingo

    Se alguém esperava que Rui Costa se limitasse a gerir a vantagem, a resposta chegou imediatamente no domingo. O piloto voltou ao ataque e continuou a explorar todo o potencial do Ford Escort RS1600, reforçando uma superioridade que já tinha ficado bem patente durante o primeiro dia.

    Mais do que controlar, Rui Costa quis ganhar à campeão. E conseguiu. No final das três Subidas Oficiais, somadas as duas melhores passagens, o piloto confirmou uma vitória clara na 35.ª Rampa da Arrábida e é o maior candidato ao título nacional.

    Flávio Sainhas regressa diretamente ao pódio

    Atrás do vencedor, Flávio Sainhas foi uma das figuras do fim de semana. O campeão em título regressou pontualmente à Montanha e mostrou que continua a saber exatamente como extrair velocidade do seu Ford Escort MKI.

    Sem argumentos para acompanhar o andamento imposto por Rui Costa, Sainhas construiu uma prestação muito sólida e terminou num excelente segundo lugar, coroando da melhor forma o seu regresso à competição.

    Também Fernando Salgueiro teve razões para sair particularmente satisfeito da Serra da Arrábida. O piloto do Caramulo Racing Team regressou à competição e colocou o Ford Escort MKII diretamente no pódio, conquistando o terceiro lugar numa jornada muito positiva.

    Salgueiro esteve desde sábado instalado entre os primeiros e soube manter uma prestação consistente até ao final, garantindo um resultado importante para si e para a equipa precisamente quando a temporada se prepara para rumar à “casa” do Caramulo Racing Team.

    Logo atrás terminou seu colega de equipa Ricardo Loureiro, também aos comandos de um Ford Escort MKII, completando uma prestação de conjunto muito positiva da formação caramulense.

    Carlos Fava, com o Volkswagen 1303, fechou o Top 5, numa prova onde voltou a colocar em evidência uma das grandes riquezas dos Clássicos: a diversidade de máquinas e conceitos que continua a fazer desta categoria uma das mais carismáticas da Montanha nacional.

    A Arrábida confirmou aquilo que as jornadas anteriores já vinham anunciando: Rui Costa transformou-se no homem a bater nos Clássicos. Quatro triunfos consecutivos mudaram por completo o cenário competitivo e mantêm o piloto do Ford Escort RS1600 lançado na perseguição ao grande objetivo da temporada.

    Mas ainda falta a derradeira batalha. Nos dias 24 e 25 de outubro, o Campeonato de Portugal de Clássicos de Montanha JC Group ruma à 35.ª Rampa do Caramulo, oitava e última jornada da temporada, organizada precisamente pelo Caramulo Racing Team. Será ali que serão feitas as contas definitivas.

  • Adão Pinto campeão

    Adão Pinto campeão

    Foi duro, sofrido e decidido até aos derradeiros metros da temporada. Adão Pinto é Campeão da Divisão 2 da Nacional 2RM, depois de uma jornada absolutamente eletrizante no Circuito Internacional da Costilha, em Lousada, onde o piloto de Abragão levou o Opel Astra OPC 2.0 à conquista do título numa final em que tudo se decidiu frente a frente com Andreia Sousa.

    Adão chegara à derradeira jornada com apenas três pontos de vantagem sobre a sua adversária direta e cedo ficou evidente que nada seria fácil. Na primeira manga, com um andamento ainda aquém do desejado, alcançou o 6.º lugar da geral. Na segunda, uma penalização na sequência de um toque em pista relegou-o para o 11.º posto, fechando o sábado em 7.º da geral e vendo a pressão aumentar nas contas do campeonato.

    O domingo começou ainda mais complicado. Vários contactos na terceira manga, condicionaram fortemente a corrida de Adão Pinto, que terminou apenas no 12.º lugar. A vantagem no campeonato ficava então reduzida a um único ponto. Mas era preciso reagir. E Adão reagiu.

    Na quarta e última manga de qualificação, o tricampeão penafidelense voltou a mostrar toda a sua rapidez, assinando um excelente 4.º lugar da geral. Terminava as qualificações em 7.º absoluto, recuperava terreno importante e mantinha essa mínima margem de um ponto antes das corridas decisivas: “Foi um fim de semana duríssimo. Houve momentos em que sentimos que tudo estava a complicar-se e vimos a vantagem desaparecer quase por completo. Mas nunca deixámos de acreditar. Sabíamos que ainda dependíamos de nós e que tínhamos de continuar a lutar.”

    Partindo do 4.º lugar para a semifinal, Adão Pinto protagonizou então uma das melhores exibições da época. Ao fim de apenas duas voltas já ocupava o 2.º posto, posição que conseguiu conservar até à bandeira de xadrez. O resultado garantia-lhe um lugar na primeira linha da grelha para a grande final.

    E tudo ficou reduzido a uma última corrida. Adão Pinto e Andreia Sousa chegavam à final separados por apenas um ponto. A matemática não podia ser mais simples: quem terminasse à frente seria Campeão Nacional da Divisão 2.

    Adão arrancou bem, colocou-se rapidamente no 3.º lugar e à frente da sua adversária direta, tomando depois uma decisão estratégica importante: cumprir a Joker Lap logo na primeira volta e partir para uma corrida de recuperação e resistência.

    Andreia Sousa adiou a passagem pela Joker até à última volta. Quando finalmente a cumpriu, os dois regressaram à luta praticamente juntos. Seguiram-se os últimos metros de enorme tensão, com os dois candidatos ao título separados por uma margem mínima.

    Adão resistiu. Cruzou a meta imediatamente à frente da sua rival e tornou-se Campeão da Divisão 2: “Sabíamos exatamente o que estava em jogo: quem ficasse à frente era campeão. Fizemos uma boa partida, consegui colocar-me à frente da Andreia e decidi fazer logo a Joker. A partir daí foi dar tudo, volta após volta. Quando ela saiu da Joker na última volta e ficou mesmo atrás de mim, sabia que não podia cometer o mais pequeno erro. Foram metros que pareceram intermináveis. Quando vi a bandeira de xadrez foi uma emoção enorme. Somos campeões!”

    A conquista ganha dimensão adicional pela intensidade de uma temporada em que Adão Pinto conheceu vitórias, pódios e grandes exibições, mas também avarias e momentos em que foi obrigado a recuperar terreno. Da vitória absoluta em Mação aos pódios conquistados em Lousada e Montalegre, a luta prolongou-se até à última jornada e acabou decidida por uma diferença mínima.

    No momento da celebração, o novo Campeão Nacional fez ainda questão de deixar uma palavra especial para Andreia Sousa: “Quero dar os parabéns à Andreia. Foi a nossa grande adversária durante todo o campeonato e obrigou-nos a lutar até aos últimos metros da última corrida. Foi uma disputa enorme e muito equilibrada. Este título podia ter caído para qualquer um dos lados e seria sempre merecido. É assim que deve ser o desporto e tenho muito respeito por ela e por toda a sua equipa.”

    Para Adão Pinto, o título conquistado em Lousada é também de todos aqueles que estiveram ao seu lado durante uma época: “Este título é de toda a equipa. De quem trabalhou no carro, de quem nunca desistiu quando tivemos problemas, dos nossos patrocinadores, dos amigos, da família e de todas as pessoas que nos apoiaram.”

    Na pista onde se sente em casa, perante uma decisão de cortar a respiração e depois de uma temporada disputada até ao limite, Adão Pinto voltou a escrever o seu nome entre os campeões do ralicross português.

  • 1300: José Carlos Magalhães imperial na Arrábida e Armando Freitas celebra quarto título nacional

    1300: José Carlos Magalhães imperial na Arrábida e Armando Freitas celebra quarto título nacional

    A 35.ª Rampa da Arrábida proporcionou um fim de semana cheio de histórias no Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group. Houve um vencedor que procurava há muito este momento, um pequeno Datsun capaz de intrometer-se entre os mais rápidos e, sobretudo, houve um novo campeão.

    José Carlos Magalhães, Aníbal Rolo e Armando Freitas foram os três grandes protagonistas de uma jornada intensa na Serra, num campeonato que voltou a demonstrar que cilindrada pequena está muito longe de significar espetáculo pequeno.

    E desta vez ninguém conseguiu discutir a supremacia de José Carlos Magalhães. Desde as primeiras subidas, o piloto e líder da MNE Sport deixou muito claras as suas intenções. O piloto do Peugeot 205 Rallye apresentou-se extremamente rápido e determinado, transformando a velocidade tantas vezes demonstrada ao longo da temporada numa exibição sem mácula na Arrábida.

    No sábado, quando chegou o momento da primeira Subida Oficial de Prova, Magalhães voltou a ser o homem a bater. Parou o cronómetro nos 2m10,697s e terminou o primeiro dia isolado no comando, com 2,701 segundos de vantagem sobre Aníbal Rolo e 4,913 sobre Armando Freitas.

    Mais do que a vantagem, impressionava a autoridade da exibição. Magalhães parecia particularmente à vontade no exigente traçado setubalense e encontrara finalmente a combinação entre velocidade, eficácia e consistência que tantas vezes procurara.

    Mas o domingo ainda haveria de ser melhor. José Carlos Magalhães não se limitou a defender a liderança. Fez precisamente o contrário. Atacou. Na segunda subida baixou o seu registo para 2m09,392s e, quando chegou a derradeira oportunidade, voltou a encontrar mais velocidade, assinando 2m09,235s, o melhor tempo dos 1300 em todo o fim de semana.

    Três Subidas Oficiais. Três melhores tempos. Somadas as duas melhores passagens, o piloto do Peugeot 205 Rallye terminou com 4m18,627s e conquistou finalmente uma vitória que há muito perseguia.

    Foi uma exibição sem discussão e um triunfo que assentou perfeitamente num piloto que, na Arrábida, foi simplesmente o mais rápido sempre que o cronómetro contou.    

    Aníbal Rolo coloca o Datsun 1200 Coupé entre os grandes

    Se José Carlos Magalhães foi incontestável na frente, uma das grandes exibições da jornada pertenceu a Aníbal Rolo. O piloto do Datsun 1200 Coupé não se limitou a dominar entre os Clássicos 1300. Fez muito mais do que isso.

    Rolo intrometeu-se diretamente na discussão dos lugares cimeiros da classificação absoluta dos 1300 e terminou num extraordinário segundo lugar, deixando para trás vários dos mais competitivos carros da divisão Turismo.

    Já no sábado dera o primeiro aviso, ao registar 2m13,398s e instalar-se na segunda posição. No domingo manteve o andamento e fechou a prova com 4m26,569s, a 7,942 segundos do vencedor.

    Um terceiro lugar com sabor a título para Armando Freitas

    Mas havia ainda outra grande história para escrever na Arrábida. Armando Freitas chegou a Setúbal sabendo que estava muito perto de fechar matematicamente as contas do campeonato. O experiente piloto não precisava de correr riscos desnecessários, mas nem por isso deixou de estar na discussão dos lugares do pódio.

    Com o seu conhecido Toyota Starlet, Freitas terminou o sábado na terceira posição, depois de assinar 2m15,610s. No domingo ainda foi mais rápido. Baixou para 2m13,936s e fechou a classificação com 4m29,546s, garantindo o terceiro lugar absoluto.

    E esse resultado valeu muito mais do que um simples pódio: Valeu o título de Campeão de Portugal de Montanha 1300 de 2026.  Aos comandos de uma máquina com a qual construiu grande parte do seu percurso desportivo, Armando Freitas alcançou assim o quarto título nacional da carreira, acrescentando mais uma página a um palmarés que o coloca entre as figuras incontornáveis dos 1300 na Montanha portuguesa.

    Curiosamente, o Toyota Starlet chega mesmo ao seu quinto título nacional, juntando aos quatro conquistados com Armando Freitas o anteriormente alcançado por José Salgado.

    Salvador Coelho e Paulo Oliveira completam Top 5

    Atrás do trio do pódio, Salvador Coelho levou o Toyota Yaris ao quarto lugar. O piloto melhorou de forma consistente ao longo da prova, terminando a apenas 2,104 segundos de Armando Freitas. Paulo Oliveira, no Peugeot 106, completou o Top 5 com 4m43,176s, enquanto José Pedro Figueiredo, em Datsun 1200, terminou sexto e segundo entre os Clássicos 1300.    

    A jornada ficou também marcada pelo abandono de Diogo Marques. O jovem piloto da Famaconcret Racing Team, vencedor das duas provas anteriores, sofreu no sábado um forte acidente com o Toyota Starlet. Felizmente sem consequências físicas, os danos sofridos pelo carro impediram-no de prosseguir a participação no domingo.

    Nos dias 24 e 25 de outubro, a 35.ª Rampa do Caramulo encerra o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2026 e oferece aos homens dos 1300 uma última oportunidade para terminar o ano em grande.

  • Afonso Santos conquista quatro pódios numa estreia de luxo no Algarve

    Afonso Santos conquista quatro pódios numa estreia de luxo no Algarve

    “Pocket Rocket” foi 2.º entre os Juniores e subiu ao Top 3 no CPR 2RM, Peugeot Rally Cup Ibérica e Peugeot Rally Cup Portugal.

    Que rali. Que estreia. E que resultado para Afonso Santos e Mafalda Santos no Rallye Casinos do Algarve. Na primeira participação da dupla nos exigentes pisos de terra algarvios, o jovem piloto da Póvoa de Varzim assinou uma das suas melhores exibições da temporada e saiu do Algarve com um impressionante quádruplo pódio.

    Aos comandos do Peugeot 208 Rally4 preparado pela PT Racing, Afonso Santos terminou no 2.º lugar entre os concorrentes do Campeonato de Portugal Júnior de Ralis, concretizando uma excelente operação pontual numa fase decisiva da luta pelo título nacional.

    A esse resultado juntaram-se três presenças no Top 3: no Campeonato de Portugal de Ralis 2RM, na Peugeot Rally Cup Ibérica e na Peugeot Rally Cup Portugal, perante pelotões extremamente competitivos e recheados de pilotos muito mais experientes.

    O jovem poveiro confirmou nos troços algarvios a sua afinidade com os pisos de terra, apresentando um andamento rápido e consistente ao longo de uma prova onde qualquer erro poderia custar caro: “A nossa estreia em terras algarvias foi um desafio tremendo e acho que o superámos com distinção. Encontrámos troços fabulosos, duros e muito exigentes, que obrigaram a uma concentração total do primeiro ao último quilómetro”.

    “No final conseguimos o nosso melhor resultado de conjunto da temporada: 2.º lugar nos Juniores e Top 3 nas duas rodas motrizes, na Peugeot Rally Cup Ibérica e na Peugeot Rally Cup Portugal. Saímos daqui muito felizes, sobretudo porque somámos pontos muito importantes na luta pelo título Júnior”, destacou.

    A estreia de Afonso e Mafalda Santos em conjunto nos pisos de terra deixou também excelentes indicações. A sintonia entre os dois irmãos voltou a revelar-se uma das armas da dupla: “A Mafalda esteve perfeita nas notas. Estamos cada vez mais entrosados dentro do carro e isso dá-me muita confiança para atacar. Estou muito feliz com o trabalho que estamos a fazer juntos”, elogiou Afonso.

    Também o Peugeot 208 Rally4 preparado pela PT Racing respondeu de forma irrepreensível à elevada exigência da prova: “A PT Racing entregou-nos um carro incrível. Tivemos condições para nos concentrarmos apenas em pilotar e dar o nosso melhor, e isso é fundamental num rali desta dureza”, acrescentou o jovem poveiro.

    Afonso Santos abandona assim o Algarve com o melhor resultado global da temporada e, sobretudo, com as aspirações ao título de Campeão de Portugal Júnior de Ralis bem vivas quando faltam apenas duas jornadas para o final do ano: “Saímos do Algarve com a motivação no máximo. Restam duas provas e vamos com tudo para discutir o título Júnior até ao último quilómetro!”

    Quatro pódios, confiança reforçada e um título nacional ainda em jogo. Afonso Santos entra lançado na reta final da temporada.

  • Tiago Ventura, Jorge Machado, Manuel Pinto, Tomás Almeida e Sérgio Castro campeões em Lousada

    Tiago Ventura, Jorge Machado, Manuel Pinto, Tomás Almeida e Sérgio Castro campeões em Lousada

    O Campeonato de Portugal de Ralicross/Kartcross 2026 encerrou este domingo no Eurocircuito de Lousada com a consagração de Tiago Ventura na Nacional 2RM, Jorge Machado na Super 1600, Manuel Pinto no Open RX, Tomás Almeida nos Iniciados e Sérgio Castro no Kartcross.

    A sétima e derradeira jornada do CPRK confirmou os principais candidatos aos títulos, numa tarde intensa e marcada por várias decisões até às finais.

    Na Nacional 2RM, Tiago Ventura adotou uma estratégia eficaz e terminou a final no terceiro lugar, resultado suficiente para conquistar o título absoluto e também o da Divisão 1. Hélder Ribeiro venceu a corrida, à frente de Bruno Lima, enquanto Adão Pinto assegurou o título da Divisão 2.

    Na Super 1600, Jorge Machado confirmou o campeonato com mais uma vitória, impondo o Peugeot 208 S1600 RX diante de Rafaela Barbosa e Luís Pedro Ferreira.

    Nos SuperCars, com o título já entregue a Sérgio Dias desde Castelo Branco, o campeão voltou a vencer, desta vez à frente de Leonel Sampaio e Joaquim Machado.

    Lancia faz história no Open RX

    No Open RX, Manuel Pinto confirmou o título ao terminar em segundo, numa final vencida por Hélder Ferreira, que assinou a primeira vitória em Portugal de um Lancia Ypsilon Rally4.

    Nuno Magalhães chegou a estar na luta pelos lugares da frente, mas uma penalização de dez segundos por manobra irregular relegou-o para sexto. Márcio Pacheco completou o pódio.

    Nos Iniciados, Tomás Almeida venceu a corrida e sagrou-se campeão, beneficiando também dos problemas mecânicos que impediram Lucas Moura de levar o duelo pelo título até ao fim.

    No Kartcross, Sérgio Castro confirmou o campeonato com o terceiro lugar na final. Fábio Machado venceu, à frente de Gustavo Henriques.

    No Troféu Júnior, Santiago Henriques levou a melhor sobre Lourenço Rocha, Afonso Couto e Eduardo Soares.

    Encerrado o Campeonato de Portugal de Ralicross/Kartcross, a temporada nacional prossegue com a Taça de Portugal, marcada para 21 e 22 de novembro, no Circuito do Alto do Roçário, em Sever do Vouga.

  • Pedro Almeida vence Rallye Casinos do Algarve por 2,2 segundos

    Pedro Almeida vence Rallye Casinos do Algarve por 2,2 segundos

    Pedro Almeida e António Costa conquistaram este sábado o Rallye Casinos do Algarve, impondo o Toyota GR Yaris Rally2 da Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal numa prova decidida ao segundo. Rafael Rego completou a dobradinha da equipa, a apenas 2,2 segundos, enquanto Armindo Araújo fechou o pódio. Rúben Rodrigues abandonou, mas mantém a liderança do Campeonato de Portugal de Ralis.

    Pedro Almeida assumiu o comando praticamente desde o início e resistiu à forte pressão dos principais adversários para alcançar a segunda vitória da temporada no CPR.

    O piloto de Famalicão teve de responder primeiro a Armindo Araújo e Rúben Rodrigues e, já na reta final, ao surpreendente Rafael Rego, que chegou mesmo à liderança a uma classificativa do fim.

    Almeida respondeu na Power Stage, manteve um ritmo elevado e terminou com apenas 2,2 segundos de vantagem sobre o colega de equipa, confirmando um triunfo importante nas contas do campeonato.

    Rafael Rego foi, entretanto, uma das grandes figuras da jornada. Na estreia em pisos de terra com o Toyota GR Yaris Rally2, o jovem piloto mostrou velocidade desde cedo e terminou num excelente segundo lugar.

    Rúben Rodrigues abandona mas mantém liderança

    O grande revés da prova pertenceu a Rúben Rodrigues. O líder do CPR saiu de estrada no início do segundo dia e abandonou, interrompendo uma sequência quase perfeita de quatro vitórias e um segundo lugar nas cinco jornadas anteriores.

    Apesar de sair do Algarve sem pontuar, o açoriano conserva o comando do campeonato e continua numa posição muito favorável na luta pelo título.

    Armindo Araújo, em Škoda Fabia RS Rally2, manteve-se durante grande parte da prova na discussão pelos lugares da frente e terminou no terceiro posto.

    O Lancia Ypsilon Rally2 voltou também a mostrar competitividade, ficando muito perto dos lugares de pódio, enquanto Gonçalo Henriques, em Hyundai i20 N Rally2, realizou uma prova em crescendo até ao quinto lugar.

    Menos feliz foi Pedro Meireles, obrigado a abandonar devido a um problema eletrónico, enquanto Ricardo Filipe também ficou pelo caminho. Em sentido contrário, o estreante Luís Cidade, com um Toyota GR Yaris Rally2, deixou boas indicações já a pensar numa participação mais ambiciosa no CPR em 2027.

    Pedro Câmara domina nas duas rodas motrizes

    Nas 2RM, Pedro Câmara foi claramente o mais forte com o Peugeot 208 Rally4. O jovem açoriano construiu progressivamente vantagem sobre João Rodrigues, líder do campeonato, que privilegiou a soma de pontos e terminou atrás do vencedor.

    Afonso Santos protagonizou também uma excelente reta final, recuperando terreno até chegar ao pódio e superar Hélder Miranda.

    O Campeonato de Portugal de Ralis prossegue entre 23 e 25 de outubro com o ERC Rally 6 Cities North of Portugal, sétima e penúltima jornada da temporada.

  • José Correia conquista Arrábida de sonho e bicampeão absoluto

    José Correia conquista Arrábida de sonho e bicampeão absoluto

    Piloto da JC Group Racing Team assinou uma exibição magistral no domingo, estabeleceu novo recorde da Rampa da Arrábida e garantiu o segundo título absoluto da carreira. Nuno Caetano e Carlos Gonçalves completaram o pódio de uma jornada memorável do CPM JC Group, que também coroou novos campeões.

    A 35.ª Rampa da Arrábida entregou tudo aquilo que prometia e ainda acrescentou um final de enorme intensidade. Três dias de festa, muito público, competição ao mais alto nível e várias decisões de títulos transformaram a penúltima jornada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2026 num dos momentos altos da temporada.

    O Clube de Motorismo de Setúbal respondeu igualmente a um fim de semana exigente com um nível organizativo muito elevado. Mesmo perante vários incidentes e interrupções, a estrutura conseguiu responder com rapidez e eficácia e cumprir com nota máxima.

    Depois de um sábado em que os quatro primeiros terminaram separados por menos de um segundo, o domingo pertenceu a José Correia. O piloto da JC Group Racing Team respondeu à pressão com uma exibição de enorme categoria aos comandos do Osella PA30, venceu a prova e, com ela, garantiu o segundo título absoluto da sua carreira.

    E fê-lo com assinatura de campeão. Correia foi baixando os seus registos e guardou o melhor para o fim: 1m40,146s na derradeira subida, estabelecendo um novo recorde da Rampa da Arrábida. Somando as duas melhores subidas, venceu com 3m21,823s, 6,965 segundos à frente de Nuno Caetano, no PA2000 EVO2-PA30, enquanto Carlos Gonçalves completou um excelente resultado da JC Group Racing Team ao levar o Osella PA21/S ao terceiro lugar e conquistar o seu primeiro pódio absoluto.   

    Tomás Pinto foi quarto e voltou a dominar os Protótipos B com o BRC CM05 Evo, à frente de Gonçalo Inácio, no BRC B49, e Sérgio Nogueira, no Silver Car S3. Os três ocuparam, respetivamente, o quarto, quinto e sexto lugares absolutos.   

    Rodrigues bicampeão e Pedro Alves manda nos Turismo

    Logo atrás dos protótipos surgiu Luís Nunes, sétimo absoluto com o Škoda Fabia R5 Super Car e novamente dominador do Super Challenge e da divisão SC-A, com José Lameiro em segundo nas duas frentes e Bruno Carvalho a completar o pódio absoluto da categoria, além de vencer os SC-C, aqui na frente do regressado Luís Fernandes (Peugeot 106).

    Césaro Simões (BMW M4) triunfou nos SC-B, sendo secundado por Pedro Cardoso (Cupra TCR) e por Nuno Carvalho (Honda Integra Type R) e Ivo Machado estreou-se a vencer nos SC-D. Uma referência para o estreante Rui Almeida que levou o seu Subaru Impreza até ao último degrau do pódio nos SC-A.

    A oitava posição absoluta teve sabor a título para José Rodrigues. O piloto do Porsche 992 GT3 Cup da RACAR Motorsport venceu claramente entre os GT e confirmou o segundo título nacional consecutivo da categoria.

    Beatriz Correia (Porsche 992 GT3 Cup), voltou a estar muito forte e foi décima absoluta, segunda dos GT, enquanto o espanhol António Gutierrez Sanchez (Porsche 911 GT3 Cup) completou o pódio da categoria, feito que alcança pela primeira vez.

    Nos Turismo, Pedro Alves foi incontestável com o Cupra TCR, terminando ainda num excelente 11.º lugar absoluto. Guilherme Silva, no Audi RS3 LMS, foi segundo, com Daniel Pacheco, em Mitsubishi, a fechar o pódio e a vencer nos Turismo 1.

    Nos Turismo 3, Nuno Guimarães Jr. (Ginetta G40), conquistou com autoridade a vitória e confirmou também o título da divisão. Atrás de si, o pódio da divisão ficou completo com Carlos Ferreira (Honda Civic Type R) e André Brás Jr. (Ginetta G40).    

    Setúbal e a Arrábida estiveram à altura do espetáculo

    Fora da estrada, a 35.ª Rampa da Arrábida confirmou igualmente a dimensão que o evento vem conquistando. Desde a Parada e Fan Zone de sexta-feira, no coração de Setúbal, até às duas jornadas competitivas na Serra, foram três dias de forte envolvimento popular e de grande promoção da modalidade e do território.

    O Clube de Motorismo de Setúbal respondeu igualmente a um fim de semana exigente com um nível organizativo muito elevado. Mesmo perante vários incidentes e interrupções, a estrutura conseguiu responder com rapidez e eficácia e cumprir integralmente o programa de subidas previsto.

    A Montanha despediu-se assim de Setúbal com novos campeões, um novo recorde e várias contas ainda por fechar.

    Agora resta apenas uma batalha. Nos dias 24 e 25 de outubro, o Caramulo Racing Team assume a organização da 35.ª Rampa do Caramulo, oitava e derradeira jornada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2026.

    Na Arrábida coroaram-se campeões. No Caramulo, a Montanha fará as últimas contas de uma temporada memorável.

  • Quatro pilotos separados por menos de um segundo colocaram a Arrábida ao rubro

    Quatro pilotos separados por menos de um segundo colocaram a Arrábida ao rubro

    A 35.ª Rampa da Arrábida entrou a todo o gás. O primeiro dia de competição da prova organizada pelo Clube de Motorismo de Setúbal ofereceu espetáculo, emoção e uma intensidade competitiva extraordinária, perante muito público espalhado pelas zonas destinadas aos espectadores ao longo da Serra.

    Os sinais de que a luta absoluta seria intensa começaram logo durante os treinos. Nuno Caetano, no PA2000 EVO2-PA30 da Power House, e José Correia, com o Osella PA30 da JC Group Racing Team, dividiram entre si os melhores registos das duas subidas.

    Mas nada fazia prever a dimensão do duelo que chegaria quando o cronómetro começou verdadeiramente a contar. Nuno Caetano foi o mais rápido da primeira Subida Oficial, parando o cronómetro em 1m44,980s, à média de 120,02 km/h.

    Só que imediatamente atrás surgiu uma das grandes exibições do dia. Carlos Gonçalves continua a mostrar uma evolução impressionante aos comandos do Osella PA21/S da JC Group Racing Team e ficou a apenas 131 milésimos de Caetano. Mais: o bracarense conseguiu mesmo bater o seu chefe de fila, José Correia.

    Correia foi terceiro, a 867 milésimos do líder e somente 736 milésimos de Gonçalves, enquanto Tomás Pinto, no BRC CM05 Evo da Famaconcret Racing Team, assinou o quarto melhor tempo absoluto e dominou entre os Protótipos B, ficando a 947 milésimos de Caetano.

    A fechar o Top 5 surgiu outro Protótipo B. Gonçalo Inácio, cada vez mais competitivo no BRC B49, terminou a 2,429 segundos da liderança e assumiu o segundo posto da divisão, deixando tudo igualmente em aberto para domingo.

    Luís Nunes mete o Super Challenge entre os Protótipos

    Se os cinco primeiros lugares foram propriedade dos protótipos, o sexto pertenceu a um impressionante Luís Nunes.

    Já campeão nacional da categoria, o piloto do Škoda Fabia R5 voltou a mostrar porque tem dominado o Super Challenge, colocando-se num extraordinário sexto lugar absoluto, naturalmente na liderança dos SC-A e da Categoria Super Challenge.

    Sérgio Nogueira, com o Silver Car S3, foi sétimo da geral e terceiro entre os Protótipos B, enquanto José Rodrigues colocou o Porsche 992 GT3 Cup da RACAR Motorsport na oitava posição absoluta e assumiu inequivocamente o comando dos GT.

    A apenas nove pontos de renovar o título nacional da categoria, o campeão em título realizou um primeiro dia irrepreensível.

    José Lameiro, no Škoda Fabia MK3, assinou o nono melhor tempo absoluto e o segundo no Super Challenge, enquanto Pedro Alves fechou o Top 10, colocando o SEAT Leon TCR no comando dos Turismo e, naturalmente, dos Turismo 2.

    Legends, Clássicos e 1300 prometem domingo de grandes batalhas

    Se a luta absoluta está ao rubro, os Legends conseguiram responder à altura. Os dois grandes protagonistas da corrida pelo título voltaram a proporcionar um duelo de cortar a respiração. João Pires, no BMW E36 M3, terminou a primeira Subida Oficial na frente, com 2m02,495s, mas Joaquim Soares, igualmente em BMW E36 M3 e embalado por duas vitórias consecutivas, ficou a inacreditáveis 111 milésimos de segundo.

    Filipe Macedo, no Citroën Saxo Cup, ocupa o terceiro lugar, a 6,493 segundos, seguindo-se Marco Silva, Mário Barroso e Virgílio Faleiro.

    Nos Clássicos, Rui Costa voltou a impor a sua lei. O piloto do Ford Escort RS1600 registou 1m59,556s, sendo o único da categoria a baixar dos dois minutos e construindo uma vantagem de 4,254 segundos sobre Flávio Sainhas, no Ford Escort MKI.

    Fernando Salgueiro, com o Ford Escort MKII, terminou terceiro, a 11,490 segundos, imediatamente à frente de Ricardo Loureiro, também em Escort MKII.

    Também entre os 1300 houve um dominador claro ao longo do primeiro dia. José Carlos Magalhães colocou o Peugeot 205 Rallye no topo da classificação, culminando o sábado com um registo de 2m10,697s na primeira Subida Oficial.

    O segundo lugar pertence a Aníbal Rolo, que levou o seu Datsun 1200 aos 2m13,398s, terminando a 2,701 segundos do líder e assumindo simultaneamente o comando entre os Clássicos 1300. Armando Freitas, no Toyota Starlet e cada vez mais próximo de alcançar o quarto título nacional da carreira, ocupa o terceiro lugar, a 4,913 segundos, seguido de Salvador Coelho e Paulo Oliveira.

    Márcio Araújo assume comando nos Kartcross

    Na Taça de Portugal de Kartcross de Montanha, Márcio Araújo confirmou o excelente momento e levou o AG Sport ao melhor registo, com 1m57,333s.

    Nelson Rocha, no LBS Motor Club SX01, terminou segundo, a 2,840 segundos, enquanto o espanhol Jesús Otero não conseguiu concluir a primeira Subida Oficial, devido a problemas no seu AG Super Buggy AG.

    Simão Nunes continua sem dar boleia

    No FPAK Junior Team, nem a conquista antecipada da competição retirou velocidade a Simão Nunes. O jovem piloto foi o mais rápido ao longo do sábado e fechou a primeira Subida Oficial em 2m22,017s, colocando o seu Peugeot 108 na frente dos carros da Befast Motorsport.

    António Lopes ocupa a segunda posição, a 2,744 segundos, enquanto Rafael Jorge completa o trio, a 15,148 segundos do líder.

    A 35.ª Rampa da Arrábida prepara-se para um domingo que tem todos os ingredientes para ser inesquecível. A ação regressa à Serra às 10h00, com a terceira e última Subida Oficial de Treinos. Seguem-se as duas derradeiras e decisivas Subidas de Prova, previstas para as 12h30 e 15h00.

  • Jordi Fuset: 14 anos longe das corridas e uma estreia de sonho na PSCI

    Jordi Fuset: 14 anos longe das corridas e uma estreia de sonho na PSCI

    Do karting à Copa Clio e aos ralis, de uma longa pausa ao regresso com a Porsche. Jordi Fuset chegou à Porsche Sprint Challenge Ibérica em Jerez e precisou de apenas um fim de semana para conquistar duas vitórias Bronze, um pódio absoluto e, para fechar, uma vitória à geral. Uma estreia que é também a história de uma amizade de dez anos com Lorenzo Mendieta e de um reencontro com a PCR Sport.

    Ter alguns dos principais protagonistas da Porsche Sprint Challenge Ibérica nos espelhos de um Porsche 992 GT3 Cup e liderar uma corrida à geral não parece o cenário mais tranquilo para uma estreia. Jordi Fuset descobriu isso poucos segundos depois de assumir o comando da Corrida 4 em Jerez: “Quando me vi na frente pensei: ‘Isto vai ser longo…’.”

    Foi. Mas terminou da melhor maneira. Fuset arrancara atrás de alguns dos pilotos que têm marcado a temporada, encontrou espaço na primeira travagem, colocou-se em posição para atacar na curva seguinte e chegou ao comando. Depois percebeu que conseguia manter cerca de um segundo de vantagem e concentrou-se numa única missão: não errar.

    Nem a entrada do Safety Car perto do final, anulando de repente a vantagem construída, mudou o desfecho. “Tive algumas dúvidas, porque todo o trabalho feito até então desaparecia de repente. Mas o recomeço foi bom, consegui defender a posição e manter a liderança até à bandeira de xadrez. Foi um momento muito especial.”

    Era a conclusão quase perfeita de um primeiro fim de semana na PSCI: “Foi praticamente a estreia de sonho numa categoria como a Porsche Sprint Challenge Ibérica e consegui-lo num circuito mítico como Jerez torna tudo ainda mais especial. Chegámos com vontade de aprender e perceber onde poderíamos estar. Terminar com estes resultados superou claramente as nossas expectativas.”

    Uma carreira interrompida durante 14 anos

    Para boa parte do paddock da PSCI, Jerez apresentou um novo nome. Mas Jordi Fuset está longe de ser um recém-chegado ao automobilismo. Começou a competir no karting aos 16 anos e ganhou posteriormente uma seleção de pilotos, o programa Jove Promesa Renault, que lhe abriu as portas da Copa Clio espanhola em 2002. Seguiram-se os ralis, onde competiu até 2008.

    Depois, o silêncio competitivo prolongou-se durante 14 anos. Fuset só regressaria às corridas em 2023, disputando nas duas temporadas seguintes o Campeonato de Espanha de GT4 com Porsche Cayman. Sem competir em 2025, regressou este ano para uma participação no Campeonato de Espanha de GT com o Porsche 992 GT3 Cup, antes de chegar à PSCI: “A minha trajetória talvez não tenha sido a mais convencional, mas precisamente por isso valorizo especialmente poder voltar agora a competir a este nível.”

    E Jerez mostrou que a longa interrupção não lhe retirou velocidade. Mais ainda porque Fuset tinha competido apenas uma vez no traçado andaluz, em 2023, e não realizara qualquer teste prévio naquele circuito com o 992 GT3 Cup: “Sabíamos que podíamos ser competitivos, mas sinceramente não esperava conseguir um resultado assim no nosso primeiro fim de semana na PSCI. Perceber desde o início que tínhamos ritmo para estar perto dos pilotos da frente foi uma satisfação importante.”

    De instrutor e aluno a companheiros num Porsche 992 GT3 Cup

    Há, contudo, outra história por detrás deste projeto. E começou cerca de dez anos antes de Jordi Fuset e Lorenzo Mendieta chegarem juntos à PSCI. Quando se conheceram através de um amigo comum, Lorenzo nunca tinha rodado num circuito. Jordi tornou-se o seu instrutor desde a primeira volta.

    Um trackday com um automóvel de estrada deu lugar a outros. Depois chegou o Porsche 718 Cayman GT4 Clubsport, seguiram-se as corridas com o 718 Cayman GT4 RS Clubsport e, finalmente, o Porsche 992 GT3 Cup: “Foi uma progressão muito sólida, sem pressas mas sem pausas, tentando dar o passo seguinte quando estávamos preparados. A nossa relação é mais de amizade do que apenas de instrutor e aluno. Poder agora partilhar um carro na PSCI com um grande amigo, depois de todo o caminho que percorremos juntos, é uma das partes mais especiais deste projeto.”

    Também a ligação à PCR Sport transporta Fuset para o passado. A estrutura fundada por Pep Codinach trabalhou com o piloto nos ralis entre 2006 e 2008 e o reencontro, tantos anos depois, dificilmente poderia ter produzido um resultado mais marcante.

    Fuset destaca a confiança em Pep Codinach, Cristina e na equipa de mecânicos formada por Robert, Guillem, Marc e Dani, assim como o papel do engenheiro Roger Floriach, que trabalha consigo desde 2023 e que considera uma peça fundamental na sua evolução.

    Navarra primeiro. 2027 já no horizonte

    O resultado de Jerez acrescentou ambição, mas não alterou a essência do projeto. Jordi e Lorenzo tinham escolhido as rondas de Jerez e Navarra para perceber se a PSCI correspondia ao que procuravam: “Depois de Jerez sabemos que temos ritmo para lutar por posições importantes na classificação absoluta. É uma motivação, mas não muda a filosofia do projeto. Queremos ser competitivos, mas sobretudo desfrutar da oportunidade de nos sentarmos num Porsche 992 GT3 Cup e continuar a melhorar.”

    Navarra será agora o segundo capítulo. E poderá não ser o último. A intenção é continuar na Porsche Sprint Challenge Ibérica em 2027, numa temporada marcada pela chegada do novo Porsche 911 Cup. Depois de Jerez, Fuset acredita ainda existir margem de evolução, nomeadamente na adaptação aos pneus Michelin utilizados na PSCI.: “Esperamos continuar no campeonato na próxima temporada e preparar 2027 com mais tempo e experiência. A chegada do novo Porsche 911 Cup é também um incentivo importante e tudo indica que teremos uma grelha muito interessante.”

    Jordi Fuset deixou ainda uma palavra para a organização e para o ambiente encontrado na sua estreia na PSCI: “Quero também dar os parabéns à organização pelo ambiente que consegue criar durante todo o fim de semana. O PSCI VIP & DRIVERS VILLAGE é um espaço premium fantástico, que aproxima pilotos, equipas, parceiros e convidados e contribui para uma atmosfera muito especial no paddock. É mais um detalhe que torna a experiência de competir na PSCI diferente e muito agradável.”

  • João Ferreira fica a menos de um minuto do pódio no Rallye du Maroc

    João Ferreira fica a menos de um minuto do pódio no Rallye du Maroc

    João Ferreira e Filipe Palmeiro continuam em recuperação no Rallye du Maroc. A dupla portuguesa voltou a cumprir uma quarta etapa forte e sem problemas, mantendo o quinto lugar da geral, mas aproximando-se decisivamente do pódio, agora a apenas 59 segundos.

    Na nova especial disputada em redor de Zagora, a dupla da Toyota Gazoo Racing África do Sul manteve um ritmo elevado e consistente, confirmando a boa resposta evidenciada no dia anterior.

    João Ferreira conserva o quinto lugar da classificação geral, mas reduziu a diferença para a liderança para 6m08s, agora ocupada por Seth Quintero.

    Mais importante para as contas da última etapa, Nani Roma, terceiro classificado, está apenas 59 segundos à frente do português, enquanto Carlos Sainz, quarto, tem uma margem de apenas 37 segundos.

    “Foi outro dia bom, com um ritmo forte e sem problemas, que é aquilo de que precisávamos. Estamos a andar bem, o carro está bem e isso dá-nos confiança para a última etapa”, destacou João Ferreira.

    Com tudo ainda em aberto, o português assume claramente o ataque ao pódio na jornada decisiva: “Temos o pódio a menos de um minuto e o quarto lugar a 37 segundos. É muito pouco, tudo se pode decidir nos últimos quilómetros, por isso vamos dar tudo amanhã. Depois de um início de semana tão complicado, acabar este rali no pódio seria um resultado muito importante para nós e para toda a equipa.”

    O Rallye du Maroc termina este sábado, com a quinta e última etapa, novamente com base em Zagora.

    Quarta ronda do Campeonato do Mundo de Rally-Raid (W2RC), a prova marroquina antecede o derradeiro encontro da temporada, o Abu Dhabi Desert Challenge, marcado para novembro.