O Algarve Classic Festival regressa ao Autódromo Internacional do Algarve entre 30 de outubro e 1 de novembro para três dias dedicados à história da competição automóvel. O programa inclui 15 corridas, várias categorias nacionais e internacionais e algumas das máquinas que marcaram diferentes gerações do automobilismo.
Organizado pela Race Ready em parceria com o Autódromo Internacional do Algarve, o evento volta a reunir Turismos, GT, monolugares e protótipos numa verdadeira viagem pela história das corridas.
Um dos grandes destaques será novamente a 300 km Algarve Sports Cars, corrida com 120 minutos ou 300 quilómetros de duração e paragens obrigatórias para reabastecimento e troca de pilotos.
A prova reúne Protótipos construídos entre 1963 e 1972 e GT de 1966 a 1980. Disputada ao final da tarde de sábado, terminará já com os carros de faróis acesos, recuperando o ambiente das grandes corridas de resistência.
Mais de 70 carros no Historic Endurance
O Iberian Historic Endurance volta a apresentar uma das maiores grelhas do evento, com mais de 70 participações já confirmadas.
A elevada adesão obrigará novamente à divisão em duas corridas: o Historic Endurance 1, para as categorias GDS, H-1965 e 1965 GTP & SC, e o Historic Endurance 2, destinado às classes H-1971 e H-1976.
A componente internacional contará ainda com o regresso da GT & Sports Car Cup, reservada a GT anteriores a 1966 e Protótipos anteriores a 1963 que tenham participado no Campeonato do Mundo de Endurance.
Também estarão presentes a Carrera 80, destinada a GT e Turismos até 1993, o Group 1 Portugal, que integra igualmente o Troféu Mini Portugal, e a Single Seater Series, onde estarão em pista monolugares desde os Fórmula Ford e Fórmula Renault aos Fórmula 3 do início dos anos 80.
Protótipos modernos juntam-se ao programa
Uma das novidades de 2026 será a presença da Equipe Sports Prototypes, pelotão internacional que reúne máquinas de marcas como Radical, Revolution, Praga, Juno, Ligier, Chiron e Jade, além de vários exemplares desenvolvidos especificamente para competição.
Fora da pista, o Algarve Classic Festival mantém também a vertente de celebração da cultura automóvel. No início da tarde de domingo terá lugar a Classic Car Parade, aberta aos clubes de automóveis clássicos.
Os bilhetes já se encontram disponíveis em diferentes modalidades, com acesso à Bancada Principal, Paddock ou Torre VIP, consoante a opção escolhida.
Entre corridas de resistência, GT, Turismos, monolugares, protótipos e clássicos, o Algarve Classic Festival volta assim a transformar Portimão num ponto de encontro entre algumas das épocas mais marcantes da história do automobilismo.
Aos 12 anos, Gustavo Oliveira acrescentou mais um título ao seu palmarés ao sagrar-se campeão do Rotax Max Challenge Portugal na categoria Mini Max. O jovem piloto de Gondomar venceu a derradeira prova da época, no Bombarral, e garantiu a representação portuguesa nas Rotax Max Challenge Grand Finals, que este ano se disputam no Algarve.
Depois de em 2025 ter conquistado o título nacional Micro Max e vencido a Rotax Cup, Gustavo Oliveira somou em 2026 mais duas conquistas, impondo-se na Rotax Cup e no Rotax Max Challenge Portugal, agora já na Mini Max.
A confirmação do título chegou no Kartódromo Internacional da Região Oeste, no Bombarral, onde o piloto da Cabo do Mundo Kart Team venceu a quinta e última jornada da competição: “Estou muito feliz com este título. Foi uma época difícil, mas acho que merecemos a vitória no Bombarral e no campeonato”, destacou Gustavo Oliveira.
O jovem gondomarense sublinha também o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos dois anos: “São quatro títulos em dois anos, fruto de muitos treinos e do esforço de toda uma equipa. Quero dedicar este campeonato à minha família e à Cabo do Mundo Kart Team.”
Regresso ao ‘Mundial’ com sabor especial
Gustavo Oliveira prepara agora a segunda participação nas Rotax Max Challenge Grand Finals. Em 2025, na estreia no evento, terminou no 7.º lugar entre os melhores pilotos mundiais da categoria Micro Max, no Bahrein.
Este ano, a competição terá um significado ainda mais especial, já que será disputada em Portugal, no Kartódromo Internacional do Algarve, entre 7 e 14 de novembro, reunindo mais de 400 pilotos.
“Vai ser ainda mais especial porque vou correr em Portugal”, afirmou.
Com apenas 12 anos, Gustavo Oliveira chega assim ao grande palco mundial da Rotax depois de uma temporada em que voltou a confirmar o seu estatuto entre os jovens talentos do karting nacional.
Oito anos depois da última participação, Bruno Oliveira regressou à Baja Portalegre 500 com um resultado de grande nível. Aos comandos de uma Ford Ranger T1+ preparada pela 767 PRK, e navegado por Vítor Jesus, o piloto apoiado pela Ford Trucks Portugal terminou a 40.ª edição no quarto lugar da categoria T1+.
A participação marcou a estreia absoluta de Bruno Oliveira com uma viatura desta categoria e teve como principal objetivo acumular quilómetros, conhecer o carro e ganhar ritmo competitivo.
“Terminámos a 40.ª edição da Baja Portalegre e é sempre um enorme gosto conseguir chegar ao fim desta prova. Atingimos os nossos objetivos, que eram aprender o carro e ganhar ritmo a cada quilómetro”, destacou.
A dupla chegou ainda a discutir uma posição no pódio da categoria, mas o pó encontrado no derradeiro setor seletivo acabou por condicionar a recuperação: “Ficámos a um bocadinho do pódio. O SS3 foi feito praticamente sempre debaixo de pó e só conseguimos passar um concorrente do Campeonato do Mundo a 20 quilómetros do fim. Isso tirou-nos alguns lugares à geral, mas esse nunca foi o nosso principal objetivo.”
Bruno Oliveira destacou também o ambiente vivido nas pistas alentejanas: “O nosso compromisso era terminar e dar espetáculo, e acho que isso aconteceu. Foi impressionante ver o público na estrada sempre de braços no ar quando passávamos.”
O piloto deixou ainda elogios a Vítor Jesus, bem como à 767 PRK e a José Rogeira, sublinhando que a Ford Ranger T1+ completou a prova sem qualquer problema técnico.
O regresso a Portalegre ficou assim marcado por uma estreia bem conseguida com uma máquina de topo do todo-o-terreno mundial e por um quarto lugar nos T1+ que confirmou a rápida adaptação de Bruno Oliveira.
Rui Gonçalo e António Magalhães viveram um fim de semana para esquecer no Rali de Famalicão. A dupla do “Malandrinho de Pombal” foi obrigada a abandonar logo na primeira classificativa, depois de problemas técnicos no Subaru Impreza, que chegaram mesmo a provocar um pequeno incêndio.
O desfecho foi particularmente frustrante depois de a equipa ter realizado, dois dias antes, um teste no aeródromo da Maia sem qualquer contratempo e de chegar motivada pelo segundo lugar conquistado no Rali de Viana do Castelo.
“Não estava à espera de um desaire desta dimensão. Testámos dois dias antes, estava tudo bem e chegámos a Famalicão muito motivados. O objetivo era lutar pela vitória na categoria”, explicou Rui Gonçalo.
A ambição durou, porém, apenas alguns quilómetros: “Logo na primeira classificativa o Subaru começou a acusar problemas técnicos e fomos obrigados a parar a cerca de meio quilómetro do final. Percebemos rapidamente que o carro já não sairia dali pelos próprios meios.”
A situação complicou-se com um pequeno incêndio, prontamente combatido pela dupla com os extintores de bordo, contando depois com a ajuda de dois concorrentes que pararam no local: “Quero agradecer publicamente toda a atenção, cuidado e ajuda que tiveram connosco. Foi um gesto que não esquecemos”, sublinhou o piloto.
Ultrapassado o abandono, as atenções viram-se agora para o Rali de Alpendurada, onde Rui Gonçalo pretende regressar à luta pelos lugares cimeiros do grupo: “Temos de nos focar na próxima jornada e lutar pela melhor posição possível. Só esperamos que tudo nos corra melhor e consigamos voltar a atacar os nossos objetivos.”
Nuno Matos e Ricardo Claro fecharam a 40.ª Baja Portalegre 500 com um excelente 9.º lugar da classificação geral e a quarta posição na categoria T3. Num ano em que o piloto portalegrense celebra 30 temporadas no todo-o-terreno, a dupla assinou uma das suas melhores exibições recentes na prova da casa.
A dupla começou a Baja com um andamento consistente, terminando a primeira especial no 14.º lugar da geral e quarto da T3. No sábado, Nuno Matos e Ricardo Claro subiram claramente o ritmo e chegaram ao derradeiro setor seletivo no 7.º lugar absoluto e segundo da categoria, numa posição que confirmava a competitividade do Amarok Proto.
A última especial trouxe, porém, um contratempo na zona do Domingão. O carro tombou lateralmente e só com a ajuda do público foi possível retomar a prova, situação que fez a dupla perder tempo importante e algumas posições.
Ainda assim, Nuno Matos e Ricardo Claro conseguiram assegurar um Top 10 absoluto e o quarto lugar da T3, numa edição extremamente equilibrada, em que apenas 2m40s separaram o terceiro do nono classificado.
“Estamos muito felizes por terminar Portalegre desta forma. Sinceramente, não acreditávamos à partida ser possível fazer um resultado como este”, afirmou Nuno Matos.
O piloto destacou também a evolução conseguida no Amarok Proto: “As alterações que fizemos superaram as nossas expectativas e, dentro do carro, fomos sentindo cada vez mais confiança. Demos tudo e saímos com a sensação de que todo o trabalho da equipa foi recompensado.”
Num fim de semana carregado de simbolismo, o resultado permitiu a Nuno Matos assinalar os 30 anos de carreira com uma exibição de grande nível naquela que continua a ser a prova mais especial do seu percurso.
A Geely cumpre este domingo o último dia da sua estreia no Salão Automóvel Híbrido e Elétrico, na Alfândega do Porto. Depois de três dias de contacto direto com o público, a marca mantém em exposição o novo E2, o SUV elétrico E5 e o híbrido plug-in Starray EM-i, todos disponíveis para test drive até às 20h00.
A presença no 10.º SAHE surge poucas semanas depois do lançamento oficial da Geely em Portugal e tem servido para dar a conhecer, num único espaço, a atual gama eletrificada da marca.
O principal destaque é o Geely E2, compacto 100% elétrico que chega ao mercado nacional com preços a partir de 23.775 euros, na versão PRO.
Com 4,135 metros de comprimento, tração traseira e suspensão traseira independente multibraço, o E2 está disponível com baterias de 35 kWh e 47 kWh, permitindo autonomias de até 252 km e 345 km WLTP, respetivamente.
A bagageira disponibiliza 375 litros, expansíveis até 1.320 litros, aos quais se junta um compartimento dianteiro com 70 litros.
E5 e Starray EM-i completam gama
Ao lado do E2 está o Geely E5, SUV 100% elétrico equipado com motor de 160 kW, equivalente a 218 cv, e bateria LFP de 60,22 kWh. A autonomia combinada pode chegar aos 430 quilómetros WLTP, estando a versão PRO disponível durante o salão com preço a partir de 37.500 euros.
Para quem procura maior versatilidade em viagens longas, a Geely apresenta o Starray EM-i, SUV híbrido plug-in equipado com a tecnologia Super Hybrid da marca e uma autonomia total anunciada de até 1.055 quilómetros WLTP. Durante o SAHE, a versão PRO beneficia de um preço desde 34.735 euros.
Os três modelos alcançaram a classificação máxima de cinco estrelas Euro NCAP.
Última oportunidade para testar a gama
A estreia da Geely no SAHE inclui ainda condições comerciais de lançamento, entre as quais oito anos de garantia ou 200.000 quilómetros e cinco anos de manutenção programada.
Com E2, E5 e Starray EM-i disponíveis para test drive, este domingo representa a última oportunidade para conhecer e experimentar no salão a gama com que a Geely iniciou a sua ofensiva no mercado português.
O 10.º Salão Automóvel Híbrido e Elétrico encerra este domingo, na Alfândega do Porto, às 20h00.
O Team MMA saiu do Rali de Famalicão com motivos fortes para celebrar. Carlos Gonçalves e Rita Martins confirmaram a conquista do título na categoria P1-2 do Campeonato Norte de Ralis 2026, enquanto Afonso Gonçalves e Miguel Rodrigues levaram o Fiat Punto ao terceiro lugar da categoria X1.8.
A dupla Carlos Gonçalves/Rita Martins, aos comandos do Peugeot 206, terminou a prova famalicense no quarto lugar da P1-2, num rali gerido sobretudo com foco nas contas do campeonato.
“Com o nosso Peugeot 206 era muito difícil bater os três Peugeot 208 R2 que ficaram à nossa frente. Seria correr riscos desnecessários”, explicou Carlos Gonçalves.
Rita Martins chegou a Famalicão já com o título de navegadores assegurado, mas Carlos Gonçalves ainda precisava de confirmar matematicamente a conquista entre os pilotos: “Fizemos um rali sem problemas técnicos, sempre a dosear o andamento e sem correr riscos. Conseguimos aquilo que queríamos e somos campeões da P1-2 do Norte de Ralis 2026.”
O piloto destacou ainda o significado especial de um título perseguido durante várias temporadas: “Foi um campeonato de resiliência. Tivemos problemas em praticamente todas as provas, mas nunca desistimos. Conseguimos terminar sempre e finalmente conquistámos um campeonato que nos escapava há quatro anos, depois de várias épocas como segundos classificados.”
Afonso Gonçalves também sobe ao pódio
A jornada foi igualmente positiva para Afonso Gonçalves e Miguel Rodrigues, que terminaram no terceiro lugar da categoria X1.8 com o Fiat Punto.
A dupla manteve um andamento consistente ao longo das oito classificativas e fechou mais uma participação sem contratempos técnicos.
“Foi uma participação muito positiva, num rali muito disputado e sem margem para erros. Mais um pódio para o Afonso e o Miguel e mais um excelente resultado para o Team MMA”, destacou Carlos Gonçalves.
Depois do título conquistado em Famalicão, a equipa vira agora atenções para o Rali de Alpendurada, próximo desafio da temporada.
Francisco Barreto e Paulo Fiuza, em Toyota Hilux EVO, conquistaram a 40.ª edição da bp Ultimate Baja Portalegre 500, numa jornada decisiva marcada por muito calor e por vários golpes de teatro entre os candidatos à vitória. Micael Simão venceu nas motos, Tomás Paulo dominou nos quads e Gonçalo Guerra triunfou pela primeira vez entre os SSV.
Nos automóveis, a segunda etapa alterou por completo o rumo da prova. João Ferreira, que partia na liderança, sofreu um acidente logo ao quilómetro cinco do segundo setor seletivo, danificando a caixa de velocidades da Toyota Hilux EVO e sendo obrigado a abandonar.
A liderança passou então para Luís Cidade, mas dificuldades na travessia de uma ribeira custaram cerca de dez minutos ao piloto do Can-Am Maverick R.
Quem aproveitou foi Francisco Barreto, que vinha “a dar tudo e a atacar ao máximo”. O piloto da Toyota Hilux EVO terminou o setor na frente e, no derradeiro troço, geriu a vantagem para alcançar a primeira vitória da carreira em Portalegre.
“Foi uma prova dura. Este último troço foi extremamente difícil, com os nervos à flor da pele para aguentar o primeiro lugar. É a primeira vitória que conseguimos em Portalegre. É um sonho de qualquer piloto nacional”, afirmou.
Gonçalo Guerreiro e Pablo Moreno, em Polaris RZR Pro R, terminaram no segundo lugar absoluto e venceram entre os Auto SSV, enquanto Pedro Carvalho e Romeu Martins, também em Polaris, completaram o pódio.
Na classificação reservada ao evento nacional, Lino e Fábio Carapeta, em Ford Ranger, terminaram na frente, seguidos por Johan e Yvet Senders e por Richard Timmerman/Lucas Van Geest, ambos em Toyota Hilux.
Micael Simão repete triunfo nas motos
Nas motos, Micael Simão confirmou o domínio demonstrado desde o início e conquistou a segunda vitória consecutiva na Baja Portalegre, depois do triunfo alcançado em 2025.
O piloto da KTM 500 EXC somou ainda pontos importantes para o Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno, que passa agora a liderar.
Bernardo Megre, em KTM EXC 450, terminou no segundo lugar, enquanto Nélson Cunha, em Kawasaki KX450X, subiu ao terceiro posto após a queda de Gustavo Gaudêncio.
“Impus um bom ritmo, sem arriscar, sem quedas. Levo a vitória, que é o culminar do grande esforço que eu e a minha equipa fizemos este ano”, destacou Micael Simão.
Tomás Paulo incontestável nos quads
Entre os quads, Tomás Paulo dominou de princípio a fim com a Yamaha YFZ450R, repetindo também a vitória alcançada no ano passado.
Luís Fernandes, igualmente em Yamaha, terminou no segundo lugar, enquanto Tiago Teixeira, em Can-Am Renegade XXC 1000, completou o pódio.
“Este ano foi muito duro, com muito pó, mas faz parte do todo-o-terreno”, resumiu Tomás Paulo.
Gonçalo Guerra estreia-se a vencer nos SSV
Nos SSV, Gonçalo Guerra e André Lopes alcançaram a primeira vitória da carreira em Portalegre, beneficiando também do abandono de Roberto “Beto” Borrego e Domingos Cunha por problemas mecânicos.
A dupla do Polaris RZR Pro R terminou à frente de Pedro Pinha/Joaquim Dias, enquanto André Rodrigues/Ricardo Porto Nunes, com o Segway Super Villain 2.0 T, completaram o pódio.
“Finalmente ganhei um Portalegre. E finalmente ganhei uma prova também. É brutal, é sensacional, é excecional”, afirmou um emocionado Gonçalo Guerra.
A celebração da 40.ª edição ficou ainda marcada pela Mini Baja, onde venceu Francisco Porto Nunes, pelos clássicos, com triunfo de Gustavo Morais/Miguel Mora em Toyota Land Cruiser KZJ Rally Raid, e pelo Troféu UMM, ganho por João Couto/João Santos, em UMM Alter Turbo.
O piloto espanhol conquistou a primeira vitória da temporada aos comandos do Porsche n.º 14 da GT Corse, numa corrida marcada por intensas batalhas e um desfecho dramático na luta pelo segundo lugar. Miguel Lobo ultrapassou Patrick Cunha sobre a linha de meta, enquanto Francisca Queiroz reforçou a liderança da Ladies Cup.
A Porsche Sprint Challenge Ibérica iniciou a sua quinta e penúltima ronda da temporada 2026 com uma corrida que confirmou todas as expectativas de emoção e competitividade no Circuito de Navarra. Ao longo de 12 voltas, o traçado de Los Arcos foi palco de lutas intensas, momentos de tensão e um desfecho verdadeiramente surpreendente, com Alejandro Barambio a conquistar a sua primeira vitória da época.
O piloto espanhol, que partilha o Porsche 992 GT3 Cup n.º 14 da GT Corse com Borja García, tinha começado o dia da melhor forma, assegurando a pole position para a primeira corrida. Uma superioridade que confirmou em pista, resistindo à pressão constante de Patrick Cunha e conquistando um triunfo importante para as ambições da equipa.
A vitória de Barambio reforçou a candidatura do Porsche n.º 14 à conquista antecipada dos títulos absolutos, da Categoria 2 e da classe Silver, objetivos que a formação espanhola poderá concretizar ainda durante a jornada de domingo.
Patrick Cunha perde segundo lugar nos últimos metros
A corrida começou com um incidente que obrigou à intervenção do Safety Car logo na fase inicial. Flame Airikkala, ao volante do Porsche n.º 67 da AF Motorsport, ficou imobilizada ainda antes da primeira curva, não conseguindo completar qualquer volta.
A neutralização foi breve e, após o recomeço, Alejandro Barambio teve de resistir aos sucessivos ataques de Patrick Cunha. O piloto português da Veloso Motorsport, que partira da segunda posição, manteve-se próximo do líder durante praticamente toda a corrida, procurando uma oportunidade para discutir a vitória.
Contudo, quando tudo apontava para que Cunha terminasse no segundo lugar, um problema técnico no Porsche n.º 8 comprometeu a sua prestação na última volta. O piloto português perdeu velocidade e acabou ultrapassado por Miguel Lobo praticamente sobre a linha de meta.
A diferença entre os dois foi de apenas 25 milésimos de segundo, com Miguel Lobo, no Porsche n.º 28 da RGB Racing Team, a conquistar um excelente segundo lugar, enquanto Patrick Cunha teve de se conformar com a terceira posição, depois de uma corrida em que foi o principal adversário do vencedor.
Lutas intensas no pelotão e estreia vitoriosa na Categoria 1
Atrás dos três primeiros, também não faltou emoção. Tomas Slootweg, da AF Motorsport, terminou na quarta posição, depois de uma corrida marcada por várias batalhas no pelotão.
Asier Gorostiza, no Porsche n.º 15, completou os cinco primeiros, à frente de Henk Van Zoest, da Skualo Competición, que terminou em sexto.
Entre os protagonistas dessas lutas esteve Morten Stromsted, uma das novidades da ronda de Navarra. O piloto dinamarquês, que se estreou na PSCI aos comandos do Porsche 911 GT3 Cup da geração 991.2, inscrito pelo Club Deportivo Plemar Sport, chegou a envolver-se na disputa pelos lugares próximos do Top 5.
Um toque durante a corrida fez com que perdesse posições, mas Stromsted recuperou até ao oitavo lugar absoluto, garantindo a vitória na Categoria 1 e assinalando com um triunfo a estreia do piloto e da equipa no campeonato.
Kika Queiroz reforça liderança da Ladies Cup
Francisca «Kika» Queiroz voltou a estar em destaque. A piloto portuguesa da LOB Motorsport realizou uma corrida consistente e eficaz, terminando no sétimo lugar absoluto e conquistando mais uma vitória na Ladies Cup.
O resultado permitiu-lhe reforçar a liderança da classificação da Taça, dando mais um passo importante na luta pela renovação do título. Já Flame Airikkala teve uma estreia de corridas particularmente ingrata em Navarra, com a imobilização do Porsche n.º 67 logo após a partida a ditar o abandono prematuro.
Porsche #14 da GT Corse também dominou qualificações
Antes da primeira corrida, a GT Corse tinha já protagonizado uma exibição de grande nível nas duas sessões de qualificação.
Alejandro Barambio foi o mais rápido na Q1, com uma volta em 1m47,111s, assegurando a pole position para a Race 1. O piloto espanhol registou também o melhor segundo tempo da sessão, garantindo a primeira posição na grelha da Race 3, agendada para domingo.
Na Q2, Borja García confirmou o excelente momento do Porsche n.º 14, conquistando a primeira posição com 1m46,530s. O piloto espanhol garantiu igualmente a pole position para a Race 4, através do segundo melhor tempo da sessão. Com as quatro pole positions do fim de semana e a vitória na primeira corrida, o Porsche n.º 14 reforçou a sua posição como uma das grandes referências da temporada.
O triunfo de Barambio elevou ainda para seis o número de pilotos diferentes que já venceram corridas na PSCI 2026: José Barros, Manuel Alves, Borja García, Álvaro Bajo, Jordi Fuset e, agora, Alejandro Barambio.
Uma demonstração da competitividade de uma temporada em que a regularidade e a capacidade de conquistar resultados de topo têm sido fundamentais para as contas dos títulos.
A ronda de Navarra prossegue este domingo, 18 de outubro, com três corridas que poderão revelar-se decisivas para a atribuição antecipada de títulos. A Race 2 está agendada para as 08h30, seguindo-se a Race 3 às 15h10 e a Race 4 às 15h45, sempre à hora local espanhola.
Com a GT Corse cada vez mais próxima dos seus objetivos, a Ladies Cup ainda em discussão e vários pilotos a demonstrarem capacidade para lutar pelos lugares cimeiros, tudo aponta para um encerramento intenso da penúltima jornada da Porsche Sprint Challenge Ibérica 2026, antes da Cascais Weekend Grand Finale, nos dias 31 de outubro e 1 de novembro, no Autódromo do Estoril.
O Adamastor Furia esteve em exposição no Autódromo Internacional do Algarve durante a ronda que encerra a temporada europeia do GT World Challenge, permitindo ao público conhecer de perto o primeiro supercarro português.
A presença do Furia em Portimão coloca o projeto da Adamastor num dos mais importantes eventos internacionais de automobilismo realizados em Portugal, num fim de semana que reuniu algumas das principais equipas, pilotos e construtores do universo GT3.
Integrado no programa da prova, o supercarro português esteve assim em contacto direto com um público particularmente ligado à alta performance e à competição automóvel, reforçando a projeção nacional e internacional da marca.
A escolha deste palco não é também indiferente à estratégia da Adamastor. A competição constitui um dos pilares do desenvolvimento do projeto Furia e uma área onde o construtor português assume a ambição de vir a marcar presença no futuro.
A passagem pelo GT World Challenge Europe em Portimão representa, por isso, mais uma oportunidade para aproximar o Furia do ambiente para o qual foi também pensado: o universo dos automóveis de altas prestações e do desporto motorizado.