Autor: Joaquim Amândio Santos

  • “Queremos muito alcançar esse título” – Armindo Araújo aponta à vitória no Rally de Lisboa

    “Queremos muito alcançar esse título” – Armindo Araújo aponta à vitória no Rally de Lisboa

    O Campeonato de Portugal de Ralis entra esta semana na fase de asfalto da temporada com a estreia do Rally de Lisboa no calendário do CPR 2026, prova onde Armindo Araújo e Luís Ramalho partem determinados em lutar pela vitória e somar pontos importantes nas contas do campeonato.

    Depois de duas rondas disputadas em terra, o Team Armindo Araújo/The Racing Factory chega à capital motivado para um rali que traz boas memórias ao piloto de Santo Tirso, vencedor da prova em 2023, então integrada na Taça de Portugal de Ralis. “A única vez que estivemos neste rali conseguimos uma grande vitória e, por isso, é uma prova que nos deixa muito motivados à partida, ainda mais quando agora faz parte do CPR”, começou por referir Armindo Araújo.

    O piloto destaca igualmente a importância estratégica da entrada do Rally de Lisboa no principal campeonato nacional. “A região de Lisboa, por variadíssimas razões, é fundamental para a projeção do nosso desporto e é com agrado que vejo este rali no calendário de 2026”, acrescentou.

    A edição deste ano apresenta algumas alterações ao nível do percurso relativamente à prova realizada há três temporadas, algo que levou a equipa a trabalhar intensamente na preparação do Skoda Fabia RS Rally2 para os pisos de asfalto da região da Grande Lisboa. “Temos um rali com algumas classificativas diferentes do que disputámos aqui há três anos, mas testámos bastante para encontrarmos várias soluções para aquilo que vamos encontrar nos troços de sexta e sábado”, explicou o piloto.

    Consciente da forte concorrência esperada nesta terceira ronda do CPR, Armindo Araújo assume sem rodeios o objetivo de lutar pelos primeiros lugares e continuar na discussão pelo campeonato. “Sabemos que a concorrência também se preparou muito bem e temos de dar o nosso melhor para conseguirmos estar na luta pela vitória. Apesar de estarmos apenas na terceira prova do campeonato, temos de amealhar o máximo de pontos possíveis para conseguirmos lutar pelo grande objetivo de sermos campeões no final do ano. É nisso que nos focamos todos os dias e queremos muito alcançar esse título”, concluiu.

    O Rally de Lisboa disputa-se entre sexta-feira e sábado, contando com duas etapas, dez especiais de classificação e uma City Stage na Marina de Cascais, num total de 108,32 quilómetros cronometrados.

  • Da Porsche Cup Brasil para a NASCAR: Marcos Telles constrói carreira internacional na engenharia

    Da Porsche Cup Brasil para a NASCAR: Marcos Telles constrói carreira internacional na engenharia

    Ao longo de mais de duas décadas de existência, a Porsche Cup Brasil C6 Bank tem sido uma plataforma de projeção internacional não apenas para pilotos, mas também para profissionais ligados à engenharia e preparação técnica no automobilismo. Um dos exemplos mais marcantes dessa realidade é Marcos Telles, engenheiro brasileiro que iniciou a sua trajetória na categoria e integra atualmente a estrutura da 23XI Racing, equipa que compete na NASCAR Cup Series e que tem como sócios Denny Hamlin e Michael Jordan.

    Hoje com 38 anos, Marcos Telles começou o seu percurso na Porsche Cup Brasil C6 Bank em 2012, pouco depois de concluir a licenciatura em engenharia mecânica. Após dois anos como engenheiro freelancer, assumiu funções de maior responsabilidade na categoria, desempenhando o cargo de supervisor de engenharia nas temporadas de 2014 e 2015.

    A experiência adquirida abriu-lhe as portas para uma longa carreira internacional na Europa e na Ásia, passando por algumas das mais prestigiadas competições de GT do mundo, como a Porsche Carrera Cup Alemanha, DTM, Lamborghini Super Trofeo e Blancpain GT Series. Trabalhou ainda com equipas e construtores como Porsche, Audi, BMW, Mercedes, Bentley e Lamborghini, acumulando experiência em provas de resistência e programas oficiais de GT3.

    Entre os destaques da carreira surgem também participações nas 24 Horas de Fuji, no Japão, além da responsabilidade de liderar o programa GT3 da Bentley na Ásia ao serviço da Phoenix Racing.

    Mais recentemente, Marcos Telles abraçou um novo desafio nos Estados Unidos, integrando a estrutura técnica da 23XI Racing na NASCAR. Atualmente baseado na Carolina do Norte, o engenheiro brasileiro trabalha diretamente no desenvolvimento de setups e análise de dados dos carros da equipa, acompanhando em tempo real todas as sessões em pista e colaborando igualmente no trabalho de simulador.

    “A Porsche Cup é uma grande escola e que dá muita oportunidade. Sou muito grato aos anos que vivi na categoria e a tudo que pude aprender lá”, destacou Marcos Telles.

    O engenheiro admite que a mudança para a NASCAR representou uma experiência completamente diferente dentro do automobilismo: “A NASCAR é uma realidade completamente diferente, uma cultura que nunca tinha encontrado e que me encantou. A competitividade é muito alta e o nível de engenharia também. Correr nos ovais é muito mais complexo do que eu imaginava”.

    Telles destacou ainda o ambiente vivido dentro da 23XI Racing: “A mentalidade na 23XI é incrível, muito pela experiência do Denny Hamlin e pelo compromisso do Michael Jordan com as vitórias. Ele é obcecado pelo primeiro lugar e é muito gratificante trabalhar nesse ambiente.”

    Também Vinicius Quadros, diretor de planeamento e relacionamento da Porsche Cup Brasil C6 Bank, sublinhou o orgulho pela trajetória internacional do engenheiro brasileiro. “O caminho internacional que ele trilhou, iniciado conosco, mostra uma outra vertical muito importante de nosso evento e ilustra que o talento brasileiro no esporte a motor não está restrito à pilotagem dos carros”.

    A história de Marcos Telles reforça assim o papel da Porsche Cup Brasil C6 Bank enquanto plataforma de formação e desenvolvimento de talento técnico no automobilismo, projetando profissionais brasileiros para algumas das mais competitivas estruturas do motorsport mundial.

  • Mação recebe terceira ronda do CPR/K com melhorias na pista da Boavista

    Mação recebe terceira ronda do CPR/K com melhorias na pista da Boavista

    A renovada pista da Boavista, em Mação, recebe já no próximo fim de semana a Mação Verde Horizonte, terceira jornada do Campeonato de Portugal de Ralicross/Kartcross (CPR/K), numa ronda marcada pela ausência dos Supercars e por uma forte participação na competitiva categoria 2RM.

    A prova organizada pelo Clube Automóvel de Mação será a menos concorrida da temporada em várias divisões, mas promete ainda assim corridas intensas e muito equilíbrio, sobretudo entre as duas rodas motrizes, categoria que apresenta 13 inscritos e assume o maior protagonismo do fim de semana.

    Entre os principais candidatos aos lugares cimeiros surgem Tiago Ventura, Andreia Sousa, Adão Pinto, Bruno Lima e Manuel Tavares, embora nomes como João Lucas, Luís Clemente, André Marinho, José Fernandes, Hélder Ribeiro, Miguel Leal ou Rui Silva também possam surpreender numa divisão onde as diferenças costumam ser mínimas.

    Nos Super 1600, o campeão nacional e atual líder do campeonato, Jorge Machado, volta a assumir o estatuto de favorito, enfrentando Luís Pedro Ferreira, André Monteiro, Rafaela Barbosa, José Queirós, Bruno Campos e Ricardo Costa. Já no Open RX, a ausência de Hélder Ferreira, vencedor em Montalegre, reduz o pelotão a apenas três pilotos: Artur Monteiro, Manuel Pinto e Diogo Pinto.

    A categoria de Kartcross volta igualmente a apresentar uma grelha forte, com 12 inscritos e praticamente todos os principais protagonistas da modalidade presentes em Mação. Sérgio Castro, Gustavo Henriques, Fábio Machado, João Medina e Guilherme Matos surgem entre os nomes em destaque, enquanto Tiago Costa, vencedor da ronda inaugural em Lousada, falha a prova devido a compromissos profissionais.

    Nos Iniciados, Lucas Moura, Tomás Almeida, Elísio Lopes, Michael Braun e o estreante Nélson Costa prometem animar uma das lutas mais equilibradas do campeonato, numa altura em que os três primeiros classificados estão separados por apenas três pontos. Também o Kartcross Júnior regressa com os quatro jovens pilotos que iniciaram a temporada em Lousada. Lourenço Rocha lidera atualmente a classificação, mas terá forte oposição de Afonso Couto, Santiago Henriques e Eduardo Soares.

    Em termos organizativos, o Clube Automóvel de Mação introduziu melhorias na segurança da pista da Boavista, com a colocação de novos corretores em algumas curvas do traçado, reforçando as condições para uma jornada que promete muito espetáculo nas pistas de terra e asfalto da região do Médio Tejo.

  • Montalegre recebe jornada dupla do CERX Loterías em 2026

    Montalegre recebe jornada dupla do CERX Loterías em 2026

    O Circuito Internacional de Montalegre voltará a assumir um papel de destaque no panorama ibérico do ralicross ao receber, em 2026, uma jornada dupla do Campeonato de Espanha de Rallycross Loterías (CERX). A confirmação reforça o estatuto da pista barrosã como uma das grandes referências internacionais da modalidade, depois de mais de uma década ligada às principais competições europeias e mundiais de rallycross.

    A prova portuguesa integrará a quarta ronda do calendário do CERX Loterías 2026 e decorrerá nos dias 19 e 20 de setembro, numa edição que promete voltar a reunir algumas das principais figuras do rallycross espanhol e português.

    O campeonato espanhol prepara-se para uma temporada de renovação, mantendo cinco eventos pontuáveis distribuídos entre Espanha e Portugal, mas introduzindo importantes novidades regulamentares e competitivas. Entre as principais alterações está a divisão da categoria Super RX em duas classes distintas: Super RX N5 e Super RX 4WD, numa estratégia que pretende atrair mais equipas, novas viaturas e aumentar o espetáculo em pista.

    Montalegre continuará assim a afirmar-se como um dos grandes centros europeus da modalidade, depois de anos de ligação ao FIA World Rallycross Championship e de acolher regularmente grandes eventos internacionais. O traçado transmontano mantém-se reconhecido pela combinação de asfalto e terra, pela exigência técnica e pela forte ligação do público ao rallycross.

    A organização da prova estará novamente a cargo do Clube Automóvel de Vila Real, em parceria com o Município de Montalegre. Para além da importância desportiva, o evento representa também um importante impacto económico e promocional para a região, atraindo equipas, pilotos e milhares de espectadores ao concelho barrosão.

  • “Temos a velocidade e o carro para lutar pelas vitórias” – Filipe Albuquerque aponta ao pódio em Detroit

    “Temos a velocidade e o carro para lutar pelas vitórias” – Filipe Albuquerque aponta ao pódio em Detroit

    Filipe Albuquerque já está totalmente focado na próxima jornada do IMSA WeatherTech SportsCar Championship, que terá lugar nos dias 29 e 30 de maio no exigente circuito citadino de Detroit.

    Depois de uma fase da temporada marcada por vários contratempos e episódios infelizes, o piloto de Coimbra e o seu companheiro de equipa, Ricky Taylor, chegam à ronda norte-americana determinados em inverter o rumo dos acontecimentos e colocar o Cadillac da Wayne Taylor Racing novamente na luta pelos primeiros lugares.

    Apesar dos resultados recentes não terem refletido o potencial demonstrado em pista, Albuquerque mantém total confiança no trabalho desenvolvido pela equipa. “Tem sido uma fase frustrante porque sabemos que temos a velocidade e o carro para lutar pelas vitórias, mas as coisas simplesmente não têm corrido a nosso favor”, explicou o piloto português.

    O traçado urbano de Detroit promete um fim de semana particularmente intenso, num circuito conhecido pela exigência técnica, margens reduzidas de erro e dificuldades de ultrapassagem, características que tornam a qualificação especialmente importante. “Detroit é um circuito citadino, muito exigente e onde não há espaço para erros. Mas é exatamente o tipo de desafio de que precisamos para mudar o rumo das coisas. Eu e o Ricky estamos em total sintonia, a equipa está motivada e o objetivo é só um: dar a volta ao assunto e lutar pelo pódio”, afirmou Albuquerque.

    O piloto português garante que o foco está totalmente colocado no futuro e na recuperação competitiva da equipa. “Estão esquecidos os contratempos e estamos apenas focados no que de bom está para vir”, acrescentou.

    A jornada de Detroit do IMSA WeatherTech SportsCar Championship concentra toda a ação em apenas dois dias, com treinos livres, qualificação e corrida disputados entre sexta-feira e sábado. “As corridas são mesmo assim, feitas de altos e baixos. O importante é não baixar os braços. Vamos dar tudo em pista para alcançarmos o resultado que merecemos”, concluiu Filipe Albuquerque.

    A corrida terá transmissão em direto na SportTV 4, no sábado, 30 de maio, a partir das 21h.

  • “Tudo faremos para que esta entrada no asfalto corra bem” – Rúben Rodrigues aponta ao Rally de Lisboa na liderança do CPR

    “Tudo faremos para que esta entrada no asfalto corra bem” – Rúben Rodrigues aponta ao Rally de Lisboa na liderança do CPR

    O Rally de Lisboa marca a entrada do Campeonato de Portugal de Ralis na fase de asfalto da temporada de 2026 e Rúben Rodrigues chega à terceira prova do ano na liderança do campeonato, acompanhado por Rui Raimundo, depois de um arranque de temporada absolutamente perfeito.

    A dupla açoriana, aos comandos do Toyota GR Yaris Rally2, procura agora manter o forte momento competitivo também nos pisos de asfalto, numa prova onde o objetivo passa por continuar a evoluir o set-up do carro e lutar pelos lugares cimeiros da classificação.

    “Queremos ser rápidos e procurar o melhor resultado possível. Ganhar quilómetros nesta fase do asfalto é um dos objetivos, tendo por base as mais recentes afinações e set-up’s para o Toyota, o que será confirmado nos testes que ainda vamos fazer, para perceber a competitividade em asfalto, que espero venha a ser positiva”, explicou Rúben Rodrigues.

    O piloto açoriano admite que esta será uma realidade diferente daquela encontrada nas primeiras provas da temporada, mas mostra-se motivado para enfrentar o desafio: “Participei no Rally de Lisboa já há três anos, agora a responsabilidade é outra e o carro também. Embora, como açoriano, goste mais de conduzir em terra, tudo faremos para que esta entrada no asfalto corra bem”.

    Depois das vitórias conquistadas nas duas primeiras provas do campeonato, Rúben Rodrigues e Rui Raimundo chegam ao Rally de Lisboa como líderes do CPR e naturalmente entre os principais candidatos aos lugares da frente numa prova que promete forte competitividade nas classificativas da região da Grande Lisboa.

  • João Ferreira sofre acidente insólito no Desafío Ruta 40 e perde hipótese de lutar pela vitória

    João Ferreira sofre acidente insólito no Desafío Ruta 40 e perde hipótese de lutar pela vitória

    O piloto português viu as suas ambições na classificação geral sofrerem um duro golpe após um insólito acidente ocorrido durante a etapa de hoje da ronda argentina do Campeonato do Mundo de Rally-Raid.

    Numa altura em que liderava a prova à geral e demonstrava um andamento extremamente competitivo, João Ferreira acabou por embater frontalmente no Toyota Hilux do brasileiro Lucas Moraes, num incidente inesperado que deixou ambos os carros bastante danificados. Apesar do impacto, o piloto português ainda tentou continuar em prova ao lado do navegador Filipe Palmeiro, mas os danos acumulados no Toyota Hilux da Toyota Gazoo Racing South Africa acabariam por obrigar à desistência da etapa, após a perda da direção assistida.

    “Entrámos bem na especial, com um ritmo forte nas pistas e também nas primeiras dunas, mas acabámos por ficar ligeiramente atolados numa zona mais complicada. Conseguimos recuperar tempo e vínhamos novamente num bom ritmo até termos um toque frontal com o Lucas Moraes, que seguia em sentido contrário ao nosso”, explicou João Ferreira já no bivouac.

    O piloto admitiu que ainda não foi possível perceber exatamente o que esteve na origem do acidente: “Ainda não tivemos oportunidade de perceber exatamente o que aconteceu, porque tudo se passou muito rápido, mas felizmente estamos todos bem, eu, o Filipe, o Lucas e o Denis.”

    Mesmo depois do incidente, a dupla portuguesa ainda procurou regressar à luta, mas os problemas mecânicos acabaram por ditar o abandono: “Depois do incidente conseguimos continuar, embora com algumas dificuldades, mas acabámos por ficar sem direção assistida, sendo obrigados a desistir. Estamos tristes, mas vamos partir para a quarta etapa por forma a mostrar que estamos com um bom ritmo e que tínhamos condições para sair da Argentina com mais um bom resultado”.

    Apesar de perder praticamente todas as aspirações à classificação final, João Ferreira continuará em prova nas restantes etapas do Desafío Ruta 40, procurando confirmar a competitividade demonstrada ao longo dos primeiros dias da competição argentina.

    A quarta etapa promete ser particularmente exigente, atravessando as montanhas do norte de Mendoza, com passagens acima dos 3000 metros de altitude, rios secos, zonas técnicas e os tradicionais “guadales” de San Juan, num percurso onde navegação, resistência física e capacidade mecânica voltarão a ser determinantes.

  • Gucci entra oficialmente na Fórmula 1 como parceira titular da Alpine a partir de 2027

    Gucci entra oficialmente na Fórmula 1 como parceira titular da Alpine a partir de 2027

    A Gucci anunciou hoje uma parceria histórica com a Alpine Formula One Team, tornando-se na primeira casa de moda de luxo a assumir o estatuto de parceira titular de uma equipa de Fórmula 1.

    A partir do Campeonato do Mundo FIA de Fórmula 1 de 2027, a estrutura francesa passará a competir sob a designação “Gucci Racing Alpine Formula One Team”, incorporando igualmente as cores e identidade visual da marca italiana. A colaboração marca também o lançamento oficial da Gucci Racing, uma nova plataforma empresarial e experiencial criada pela marca de luxo para explorar a interseção entre performance, precisão, disciplina, excelência e cultura contemporânea, tendo a Fórmula 1 como primeiro grande palco de expressão.

    A nova identidade visual contará com um logótipo dedicado que recupera o icónico “G” entrelaçado da Gucci, agora associado à nomenclatura Gucci Racing. Para a marca italiana, a entrada na Fórmula 1 representa uma oportunidade estratégica de enorme alcance global, num momento em que o campeonato vive um crescimento sem precedentes junto de públicos mais jovens, diversificados e premium.

    Francesca Bellettini, Presidente e CEO da Gucci, destacou o significado histórico da operação: “Esta parceria com a Alpine Formula One Team escreve um novo capítulo: a Gucci torna-se a primeira casa de moda de luxo a assumir o papel de parceiro na nomenclatura na Fórmula 1. Isso reflete a nossa ambição para a marca e o papel que queremos que a Gucci desempenhe neste palco.”

    A dirigente acrescentou ainda: “A Gucci Racing é mais do que uma presença na grelha de partida: é uma expressão de quem somos e para onde queremos levar a marca.”

    A parceria surge numa fase de crescimento da Alpine Formula One Team e reforça também a aposta do Grupo Renault em posicionar a Alpine como marca global de prestígio e performance.

    Flavio Briatore, Conselheiro Executivo da equipa, não escondeu o entusiasmo: “Estabelecer uma parceria com uma marca do prestígio da Gucci é algo de que me orgulho imenso. A Alpine sempre procurou fazer as coisas de forma diferente e esta colaboração demonstra o crescente impulso por trás da equipa.”

    Além da presença em pista, a parceria irá desenvolver-se através de conteúdos exclusivos, produtos, experiências premium e ativações de luxo, numa estratégia pensada para ir muito além da simples exposição mediática habitual no desporto motorizado.

    A ligação entre moda e Fórmula 1 tem vindo a crescer fortemente nos últimos anos, mas esta operação representa um novo patamar de integração entre uma marca de luxo e uma equipa da categoria rainha do automobilismo mundial.

  • Challenge Clio Rally5 entra na fase de asfalto com expectativa elevada para o Rally de Lisboa

    Challenge Clio Rally5 entra na fase de asfalto com expectativa elevada para o Rally de Lisboa

    O Challenge Clio Rally5 prepara-se para entrar, já na próxima sexta-feira, na fase de asfalto da temporada de 2026, com o Rally de Lisboa a receber a segunda ronda da competição monomarca promovida pela Renault.

    Depois de uma ronda inaugural emotiva no Rali Terras d’Aboboreira, o troféu chega agora às classificativas da região da Grande Lisboa prometendo uma luta intensa ao longo dos troços de Mafra, Sobral de Monte Agraço, Vila Franca de Xira, Alenquer, Sintra e Cascais.

    A mudança para o asfalto relança naturalmente as expectativas quanto à hierarquia competitiva do campeonato, com vários nomes a surgirem entre os principais candidatos aos lugares cimeiros. Luís Caetano chega motivado pela vitória conquistada na prova de abertura, enquanto Carlos Rafael Marreiros procura confirmar a velocidade demonstrada em Aboboreira, onde liderou grande parte da prova antes de um furo afastar o algarvio da luta pelo triunfo. Já Tiago Pereira pretende repetir o sucesso alcançado no Rally da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verín.

    Mas as atenções não se centram apenas nos habituais favoritos. Miguel Carvalho foi uma das grandes revelações da ronda inaugural, terminando na segunda posição logo na estreia no troféu, enquanto Henrique Silva também impressionou no regresso aos ralis nacionais com um lugar no pódio. Cristiano Gil, por seu lado, prossegue o processo de evolução depois da positiva estreia em pisos de terra.

    O Rally de Lisboa ficará igualmente marcado por várias novidades no seio do Challenge Clio Rally5. Entre elas destaca-se a estreia de David Brites, piloto viseense de 35 anos que regressa aos ralis com um projeto mais ambicioso após vários anos de participações pontuais. Filho de Francisco Brites, figura conhecida do Campeonato de Portugal de Ralis no final dos anos 90 e início dos anos 2000, David conquistou o título nacional de iniciados em 2015 e inicia agora um novo capítulo da carreira.

    Outro dos momentos especiais da prova será protagonizado pela família Tintim, com Vasco Tintim e a filha Filipa Tintim a alinharem ambos no Rally de Lisboa, cada um aos comandos do seu Renault Clio Rally5.

    A prova arranca na sexta-feira com o Shakedown e a partida simbólica junto ao Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa, antes da disputa das primeiras especiais em Mafra, Sobral de Monte Agraço, Vila Franca de Xira e Alenquer, culminando com a super-especial noturna junto ao Palácio Nacional de Mafra.

    No sábado disputa-se a decisiva segunda etapa, que inclui novamente os troços da manhã e a inédita especial de Sintra | Almargem do Bispo, escolhida como Power Stage, antes da tradicional City Stage na Marina de Cascais encerrar o evento e consagrar os vencedores.

  • “Vai ser um desafio exigente, mas também uma excelente oportunidade para evoluir” – Pedro Almeida motivado para o Rally de Lisboa

    “Vai ser um desafio exigente, mas também uma excelente oportunidade para evoluir” – Pedro Almeida motivado para o Rally de Lisboa

    Pedro Almeida chega ao Rally de Lisboa motivado pelos dois pódios conquistados nas primeiras provas da temporada do Campeonato de Portugal de Ralis, resultados que confirmam a evolução e competitividade demonstradas pelo piloto de Vila Nova de Famalicão ao volante do Toyota GR Yaris Rally2 da TOYOTA GAZOO Racing Caetano Portugal.

    Numa prova que marcará a estreia absoluta de Pedro Almeida nos troços da região da Grande Lisboa e também a primeira experiência do jovem piloto em asfalto com o Toyota Rally2, a ambição mantém-se elevada, agora acompanhado por António Costa na navegação.

    Depois das prestações positivas em pisos de terra, o objetivo passa por manter a trajetória ascendente e continuar a discutir os lugares cimeiros do CPR.

    “Será uma prova completamente nova para mim, e nova também a transição do carro para os pisos de asfalto. Vai ser um desafio exigente, mas também uma excelente oportunidade para evoluir e encontrar rapidamente o melhor ritmo num rali que acredito, à semelhança do que tem sido o CPR, vai ser muito competitivo”, afirmou Pedro Almeida.

    O piloto da estrutura oficial Toyota reconhece as exigências naturais desta nova adaptação, mas mostra-se determinado em continuar a crescer ao longo do fim de semana. “Vamos procurar fazer uma rápida adaptação ao carro e tentar dar o melhor em prova”, acrescentou.

    O Rally de Lisboa marca assim mais uma etapa importante na evolução de Pedro Almeida, que continua a afirmar-se como uma das jovens figuras em destaque do Campeonato de Portugal de Ralis 2026.