Autor: VMotores

  • Bruno Santos no Rallye du Maroc disputa derradeira etapa do W2RC

    Bruno Santos no Rallye du Maroc disputa derradeira etapa do W2RC

    Depois de ter subido recentemente ao pódio da etapa portuguesa do World Rally Raid Championship (W2RC), Bruno Santos já está em África onde vai disputar o Rallye du Maroc, derradeira etapa do Campeonato do Mundo.

    O piloto de Torres Vedras apresenta-se novamente aos comandos da Husqvarna 450 Rally que estreou em Portugal e com a qual alcançou um notável 2º lugar na competição Rally 2.

    “Venho para esta prova com um espírito muito positivo e com muito entusiasmo, embora esta competição decorra muita em cima da prova anterior. Estou apostado em imprimir um bom ritmo, andar o melhor possível e com muita curiosidade para conhecer o andamento desta nova moto em ambiente de deserto, de dunas. Esta prova vai também servir para testar esta nova mota para o Dakar, dado que, embora um pouco mais curta, esta é a prova do Campeonato do Mundo de Rally Raid mais idêntica à prova rainha, sendo também bastante exigente pela dureza do percurso, com piso empedrado e onde nos esperam também muitas dunas. Espero terminar esta competição com uma boa classificação”, afirma o piloto que é apoiado pelas Frutas Patrícia Pilar e pela Momento TT e que ocupou este dia a efetuar as verificações administrativas e técnicas, bem como a afinar os últimos detalhes para enfrentar aquela que é a quinta e derradeira jornada do W2RC. 

    O Rallye du Maroc disputa-se de 10 a 17 de outubro. A competição compreende um total de 2260 km, dos quais 1445 km serão cronometrados, distribuídos por um prólogo disputado em Fès e cinco etapas. A primeira entre Fès e Erfoud e as restantes com partida e chegada de/a Erfoud.

  • Vendas mundiais da Polestar crescem 36% nos primeiros nove meses de 2025

    Vendas mundiais da Polestar crescem 36% nos primeiros nove meses de 2025

    Polestar é a marca sueca de veículos elétricos de performance, com foco em design e inovação, e a ambição de acelerar a transição para um futuro sustentável. Com sede em Gotemburgo, Suécia, os seus automóveis estão disponíveis em 28 mercados globais na América do Norte, Europa e Ásia-Pacífico.

    A Polestar tem quatro modelos na sua gama: Polestar 2, Polestar 3, Polestar 4 e Polestar 5. Entre os modelos planeados estão o Polestar 6, um roadster, e o Polestar 7, um SUV compacto. Atualmente, os veículos Polestar são fabricados em dois continentes, América do Norte e Ásia, sendo que a produção do Polestar 7 está planeada para a Europa.

  • Soc. Com. C. Santos faz a primeira apresentação do AMG ONE em Portugal

    Soc. Com. C. Santos faz a primeira apresentação do AMG ONE em Portugal

    A Sociedade Comercial C. Santos está ligada à história do Mercedes-AMG em Portugal. Primeiro intermediou a encomenda da primeira e única unidade do modelo a chegar a Portugal, em março de 2024. Agora faz a primeira apresentação do hiperdesportivo em solo nacional.

    O Mercedes-AMG ONE, hiperdesportivo de 2,5 milhões de euros (mais impostos) do qual serão produzidas apenas 275 unidades para todo o mundo, é um automóvel muito especial e a Sociedade Comercial C. Santos mostrou-o a um grupo muito restrito de clientes, num evento privado realizado no showroom da empresa na Maia, junto ao Aeroporto do Porto.

    O hipercarro foi apresentado pela primeira vez em 2017. O processo de seleção que deu aos clientes a oportunidade de comprarem um automóvel tão único foi criterioso e as características técnicas únicas do Mercedes-AMG ONE fizeram com que os prazos de arranque de produção se prolongassem e foi só no início de 2023, mais de cinco anos após o anúncio oficial no Salão Automóvel de Frankfurt, que a primeira unidade saiu da linha de montagem. Dado o carácter artesanal deste autêntico Fórmula 1 de estrada, os restantes exemplares têm sido entregues de forma espaçada.

    “A Sociedade Comercial C. Santos ser o único concessionário português a comercializar um automóvel raro como o Mercedes-AMG ONE e, agora, ser o único representante da marca a mostrar o modelo em Portugal é motivo de natural orgulho e é mais um marco no percurso da empresa que, em 2026, assinalará 80 anos de história com muitos momentos marcantes”, afirma o administrador-delegado da Sociedade Comercial C. Santos, Pinho da Costa.

    “Fórmula 1” de estrada

    O Mercedes-AMG ONE (consumo de combustível em ciclo combinado, ponderado: 8,7 l/100 km; emissões de CO2 em ciclo combinado: 198 g/km; consumo de energia elétrica em ciclo combinado: 32 kWh/100 km) é, de facto, um modelo único e que replica a tecnologia de um Fórmula 1 (baseia-se no monolugar de 2015 da Mercedes-AMG PETRONAS F1 Team) num automóvel que cumpre os requisitos legais para homologação para circular em estradas públicas.

    Com um motor de combustão V6 turbo de 1.6 litros e quatro motores elétricos, a cadeia cinemática híbrida E PERFORMANCE é construída pelos especialistas do desporto automóvel da Mercedes AMG High Performance Powertrains em Brixworth (Reino Unido), que também são responsáveis pelo desenvolvimento e produção das unidades de propulsão dos monolugares da equipa Mercedes AMG Petronas F1. A montagem de todo o veículo será realizada em Coventry (também no Reino Unido).

    Este hiperdesportivo produz uma potência total de 1063 cv (782 Kw) e tem transmissão manual automatizada de sete velocidades com embraiagem de corrida de carbono de 4 discos. O motor a combustão, montado em posição central traseira, debita 574 cv às 9000 rpm, mas tem o seu limitador apenas às 11 000 rpm. Os quatro motores elétricos somam 450 kW (611 cv). Um está montado na cambota, outro está integrado no turbocompressor e os restantes dois encontram-se no eixo dianteiro.

    Com esta unidade motriz, o Mercedes-AMG ONE atinge uma velocidade máxima limitada eletronicamente de 352 km/h. Com uma aceleração 0-100 km/h em 2,9 segundos, 0-200 km/h em 7 segundos ou 0-300 km/h em 15,6 segundos, este “monstro” redefine a ideia de condução e o trabalho conjunto de todos os seus motores funciona tal como na Fórmula 1. Nunca houve nada parecido.

    Estratégias inteligentes de funcionamento

    O Mercedes-AMG ONE é um modelo carregado de tecnologia, toda virada para a performance. Em termos gerais, a cadeia cinemática híbrida plug-in (autonomia elétrica de até 18 km) de elevado desempenho oferece várias estratégias inteligentes de funcionamento que são idealmente adaptadas a diferentes situações de aplicação. Os modos de condução variam desde um funcionamento puramente elétrico a um modo de elevada dinâmica (STRAT 2), que corresponde a uma configuração utilizada nas sessões de qualificação da Fórmula 1 para os melhores tempos por volta. Apesar da elevada complexidade do sistema, o condutor terá sempre à sua disposição a melhor combinação de desempenho e eficiência – em função dos requisitos do momento.

    Um modelo desta natureza é espetacular até parado. Na apresentação exclusiva a clientes e parceiros especiais, foi possível, mesmo sem movimento, presenciar alguns detalhes únicos do funcionamento do Mercedes-AMG ONE. Destaque para o “ritual” de ligar o motor (obriga a vários passos), para a elevação da carroçaria ou o levantamento dos ailerons/grelhas de refrigeração.

    Exposição no Salão do Automóvel Híbrido e Elétrico do Porto

    O Mercedes-AMG ONE é um modelo especial para a comunidade de apaixonados por automóveis, tecnologia e design. Por isso, a Sociedade Comercial C. Santos vai expor – com regras apertadas de segurança – a unidade no Salão Automóvel Híbrido e Elétrico do Porto, que decorre de 17 a 19 de outubro, na Alfândega do Porto.  

    A Sociedade Comercial C. Santos volta a marcar presença no certame com um pavilhão exclusivo. Além do ONE, a empresa vai mostrar a gama elétrica e híbrida plug-in da Mercedes-Benz. Entre os Mercedes-Benz 100% elétricos presentes está o novo CLA, a grande estrela deste ano.

  • Rallye du Maroc é o desafio: Santag Racing de regresso às areias do Deserto

    Rallye du Maroc é o desafio: Santag Racing de regresso às areias do Deserto

    A Santag  Racing está no Rallye du Maroc, prova do World Rally-Raid Championship (W2RC), que decorre entre sexta-feira, 10 de outubro, e até dia 17 de outubro nas areias do deserto do norte de África, onde a equipa portuguesa leva os pilotos João Dias e Nuno Morais, Rui Serpa e Rui Pita e também a dupla Hélder Rodrigues e Gonçalo Reis, todos em Polaris RZR Pro da categoria SSV.

    O Rallye du Maroc é a última prova do Campeonato do Mundo W2RC, e o último grande evento de preparação para o mítico Rally Dakar. A Santag Racing leva para o Bivouac do Rallye du Marocc uma vasta equipa de apoio aos seus três carros, uma estrutura que se preparou para esta colocar ao dispor dos pilotos as melhpores condições para que possam estar num bom nível nesta corrida, onde estão os melhores do mundo.

    “É sempre um desafio para nós enquanto estrutura, mas não é nada novo” revela David Vieira, manager da Santag Racing. Lembrando a recente passagem por Portugal da caravana do Mundial e a boa resposta da equipa que conquistou a vitória entre os SSV através de João Dias. “É naturalmente uma corrida diferente, num percurso e com um perfil muito exigente e diferente do que tivemos em Portugal mas confiámos muito nos nossos pilotos para conquistar aqui bons resultados” acrescentou David Vieira.

    A equipa leva para o deserto de Marrocos um camião de apoio e toda uma estrutura de mecânicos e de apoio à corrida, que tem um percurso de quase 2.298 km de percurso total, entre as areias do deserto, divididos num prólogo em redor de Fez, uma etapa de ligação de Fez a Erfoud, seguida por quatro etapas com partida e chegada a Erfoud, isto é, cada dia os concorrentes partem e regressam ao mesmo bivouac.

    “É repetição de uma participação que já fizemos e estamos naturalmente expectantes com o que podemos fazer nesta prova, que é sempre imprevisível, mas a vitória que conquistamos em Portugal é motivadora”,aponta João Dias, que vai estar acompanhado de Nuno Morais.

    Com as cores da Santag Racing também vão estar Rui Serpa e Rui Pita, num. “É uma corrida dura, em que a nossa primeira meta é fazer chegar o carro todos os dias bivouac, aproveitando para somar experiência nesta competição”, diz o piloto no lançamento da prova.

    Há ainda há a dupla Hélder Rodrigues e Gonçalo Reis, que partem para ~Marrocos “com a ambição de fazer uma boa corrida”.

    A estrutura da Santag Racing já está em Marrocos, não só para preparar toda a logística que uma prova como estas acarreta – de preparação do bivouac e de acomodação dos pilotos. O Rally du Maroc começa hoje com as verificações técnicas.

    “Trouxemos um conjunto de pilotos este ano ao deserto, precisamente para somar experiência e ter uma uma melhor preparação para os desafios de uma corrida com esta exigência. Empenhamo-nos em preparar bem, para que os pilotos possam desfrutar desta competição”, remata David Vieira.

    O Rally du Maroc tem esta sexta-feira e sábado as verificações técnicas e documentais. A partir de domingo(12 de outubro), pilotos e máquinas saem para as areias do deserto.

    Programa:

    12 de outubro – Prologo de 18km em Fez

    13 de outubro – Etapa 1 Fès → Erfoud –  780 km com 300 km de especial cronometrada.

    14 de outubro – Etapa 2 Erfoud → Erfoud – 391 km com 304 km de especial cronometrada.

    15 de outubro – Etapa 3 Erfoud → Erfoud – 325 km com 322 km de especial cronometrada.

    16 de outubro – Etapa 4 Erfoud → Erfoud – 376 km com 284 km de especial cronometrada. 17 de outubro – Etapa 5 Erfoud → Erfoud – 215 km de especial cronometrada + Power Stage 33km

  • Gonçalo Janeira: “A Arrábida correu dentro dos possíveis, mas provamos que somos competitivos”

    Gonçalo Janeira: “A Arrábida correu dentro dos possíveis, mas provamos que somos competitivos”

    A 34.ª Rampa da Arrábida, disputada entre 3 e 5 de outubro, encerrou de forma entusiasmante a temporada do Campeonato de Portugal Legends de Montanha JC Group, e o piloto do Fundão Gonçalo Janeira voltou a estar em excelente plano ao volante do seu Citroën AX GTI da J. Janeira Sport.

    Apesar de alguns contratempos mecânicos no domingo, Janeira somou mais uma vitória no Grupo Legends Especial e garantiu um sólido Top 4 na geral dos Legends, depois de ter alcançado o 3.º lugar absoluto na primeira subida de prova, realizada no sábado. O resultado global foi um dos melhores da sua temporada. O piloto beirão começou o fim de semana em excelente forma, mostrando competitividade logo desde as subidas de treinos e confirmando o bom andamento na primeira subida oficial, onde foi terceiro entre os Legends.

    “A Arrábida começou muito bem para nós. No sábado fizemos o 3º tempo à geral entre os Legends e queríamos muito manter essa posição no domingo. Mas, na segunda subida oficial, no arranque partiu uma transmissão e isso impediu-nos de fazer a subida e depois, na terceira, já não dava para arriscar, sob pena de nem sequer pontuarmos”, explicou Gonçalo Janeira no final da prova.

    Mesmo limitado pelo problema mecânico, o piloto da J. Janeira Sport manteve a concentração e conseguiu terminar a mítica rampa sadina com uma prestação sólida: “Só fizemos a primeira e a terceira subidas de prova, o que nos limitou, mas pronto, conseguimos igualar o nosso melhor tempo do ano passado. Conseguimos ainda chegar com o carro ao fim sem problemas de maior. Foi a última prova, correu dentro dos possíveis, mas provamos que somos competitivos. Agora é tempo de pensar no próximo campeonato.”

    Com mais uma vitória no Grupo Legends Especial, Gonçalo Janeira encerra uma época marcada pela evolução constante e pela competitividade em cada presença. “Foi uma temporada de aprendizagem e progressão, em que conseguimos andar sempre perto dos lugares cimeiros. Terminar a época na Arrábida, com tanto público e uma organização de excelência, foi especial”, destacou.

    O piloto do Fundão demonstrou, ao longo do ano, regularidade, rapidez e resiliência, confirmando-se como um dos valores seguros entre os Legends.

  • O último desafio americano para Filipe Albuquerque

    O último desafio americano para Filipe Albuquerque

    Este fim-de-semana, de 11 e 12 de outubro, realiza-se a última jornada do Campeonato Norte Americano de Resistência (IMSA) com a realização das 10h de Petit Le Mans em Road Atlanta.

    Filipe Albuquerque junta-se a Ricky Taylor e Will Stevens numa corrida, que embora não tenha grande peso em termos de resultado no campeonato, é muito importante para os pilotos da Wayne Taylor Racing. Os três estão determinados em fechar a época com chave de ouro e esquecer os altos e baixos que foram vivendo ao longo do ano, logo, lutar pela vitória é o objectivo.

    A prova que marca o encerramento do ano é uma das que Albuquerque mais gosta e a qual ainda não teve o prazer de vencer: “É uma das minhas corridas preferidas, provavelmente aquela em que mais desfruto, mas também aquela que mais dissabores me dá. Independentemente disso entro sempre em pista com a moral elevada e determinado em dar o melhor e conseguir ultrapassar todas as adversidades. É uma corrida longa e onde tudo pode acontecer. Espero que este ano, que não estamos a lutar pelo título, que tenhamos melhor sorte”, começou por referir o piloto de Coimbra.

    Apesar do ano atípico em termos de resultados, Filipe sabe que o Cadillac tem melhorado a sua performance significativamente e que o segundo lugar na última corrida é prova disso: “Temos evoluído em termos de andamento. Estamos mais eficazes e mais capazes de lutar pela vitória. Neste momento não estamos a lutar pelo título por isso não temos nada a perder. Podemos arriscar e é isso que vamos fazer. Queremos muito vencer. Seria a melhor forma de terminar um ano que nem sempre foi feliz”, rematou Filipe Albuquerque que neste momento em termos de campeonato ocupa a quinta posição da classificação geral.

    As 10h de Petit Le Mans arrancam no Domingo pelas 18h, hora portuguesa, com transmissão em direto na Sporttv 5.

  • José Rodrigues: “somos campeões nacionais com todo o mérito”

    José Rodrigues: “somos campeões nacionais com todo o mérito”

    Já campeão nacional absoluto da Categoria GT, José Rodrigues assinou uma exibição de gala na 34.ª Rampa da Arrábida, protagonizando um duelo intenso e espetacular com Bernardo Garcia de Castro, sendo 2º da categoria apenas a 0,1 segundos. Foi um fecho em grande para a temporada de sonho do agora campeão nacional.

    A rampa marcou, no passado fim de semana, o encerramento em grande estilo do Campeonato de Portugal de Montanha 2025, com muito público, uma organização exemplar e um ambiente digno da tradição da prova sadina. Para o piloto bracarense, que se estreou no traçado da Arrábida ao volante do seu Porsche 997.2 GT3 Cup, preparado pela Monteiros Competições, esta participação teve um significado especial — de consagração e de homenagem à época perfeita que protagonizou em 2025.

    “Foi uma estreia fantástica. Vim para cá já campeão nacional e quisemos estar presentes porque o campeonato merecia que estivéssemos aqui. Foi uma rampa de consagração do título nacional e também uma oportunidade para conhecer a Arrábida. É um traçado difícil, com pouca aderência, mas muito interessante”, começou por destacar José Rodrigues.

    O piloto explicou ainda que o fim de semana foi de progressão constante, apesar de um pequeno contratempo na primeira subida oficial: “No sábado, dia inaugural, tivemos uma jornada em ascendente, mas um toque na primeira subida oficial limitou-nos e impediu uma subida que estava a ser muito boa. No domingo, o chip foi outro: conseguimos melhorar, embora tenhamos feito toda a prova com pneus usados, o que limitou um bocadinho a performance do 997. Mesmo assim, conseguimos vencer a última subida e terminar a apenas uma décima do primeiro lugar.”

    No balanço final, José Rodrigues sublinhou a perfeição da época: “Acho que é de salientar uma coisa muito gira: fechamos o campeonato com 189 pontos em 189 possíveis, ou seja, fizemos o pleno. Foi fantástico acabar com 100% de eficácia, somos campeões nacionais com todo o mérito, sem dúvida alguma e sem um ponto perdido!” A Rampa da Arrábida fechou assim um ano desportivo memorável para José Rodrigues — campeão nacional da Categoria GT, sempre competitivo, exemplar na atitude e constante na performance, encerrando a época com o mesmo brilho com que a começou.

  • Renault 5 Turbo 3E entusiasma no histórico rali Tour de Corse

    Renault 5 Turbo 3E entusiasma no histórico rali Tour de Corse

    O Renault 5 Turbo 3E, um “mini-supercarro” elétrico e moderno renascimento dos icónicos Renault 5 Turbo e Turbo 2, realizou as suas primeiras demonstrações públicas no histórico rali Tour de Corse.

    A estreia teve lugar antes do início da competição, que termina a 11 de outubro e que este ano assinala o 40.º aniversário da vitória de Jean Ragnotti ao volante de um Maxi 5 Turbo, em 1985. Para esta apresentação pública, dois protótipos avançados do Renault 5 Turbo 3E realizaram voltas e drifts em Calvi e nos troços especiais icónicos de Notre Dame de la Serra e Montegrosso.

    O público pôde apreciar o desempenho e a agilidade deste desportivo elétrico único de 555 cv, conduzido pelo embaixador da Renault, Julien Saunier, que participa no Historic Tour de Corse ao volante de um Maxi 5 Turbo nas cores icónicas de Jean Ragnotti, que venceu o mesmo rali em 1985.

    O Renault 5 Turbo 3E já está disponível para reserva, oferecendo aos clientes a oportunidade de adquirir uma das 1.980 unidades que estarão disponíveis quando as encomendas abrirem.

  • José Lameiro: “Foi uma grande vitória construída de faca nos dentes!”

    José Lameiro: “Foi uma grande vitória construída de faca nos dentes!”

    A 34.ª Rampa da Arrábida ficará marcada na história do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group como o palco da primeira vitória de José Lameiro na categoria Super Challenge.

    O piloto aveirense, ao volante do seu Skoda Fabia MKIII preparado pela DM Motorsport e com o apoio da Diatosta, quebrou a longa invencibilidade de Luís Nunes (Skoda Fabia R5 SC), o heptacampeão nacional da especialidade. Depois de se aproximar do líder na primeira subida de prova, Lameiro foi imbatível nas duas subidas de domingo, vencendo não só a categoria Super Challenge, mas também a Divisão SC-A, numa exibição perfeita e carregada de emoção.

    Visivelmente emocionado, José Lameiro destacou a importância histórica do triunfo e a satisfação de alcançar um objetivo perseguido há três anos: “Faltam as palavras num momento como este, mas é uma alegria enorme, não só por mim, mas por todas as pessoas que me acompanham e que esperavam este dia. Nós há três anos que perseguimos este momento. Sabíamos que tínhamos uma caminhada a fazer — e fizemo-la.”

    O piloto fez questão de sublinhar o respeito e admiração pelo seu principal adversário: “Derrotar o Luís Nunes, que é sete vezes campeão nacional, um piloto e uma equipa fantásticos, era uma tarefa muito complicada. Aconteceu aqui e foi uma rampa feita, como se diz na gíria, de faca nos dentes, de princípio a fim, porque só assim é que é possível vencer o Luís.”

    No final, dedicou o feito a todos os que o apoiam: “Quero dedicar esta vitória à minha esposa, aos meus filhos, à minha família, aos patrocinadores, a todos os que nos acompanham, aos fãs e aos outros pilotos da montanha. Muito obrigado a todos!”

    José Lameiro reconheceu também o papel determinante da equipa técnica e da evolução ao longo do ano: “Foi um ano de aprendizagem, mas já com uma evolução visível nos tempos. Fomos chegando cada vez mais perto do Luís, ganhámos uma subida, depois estivemos sempre muito próximos, e fomos corrigindo e aprendendo. A DM Motorsport e a Ignition Victory fizeram um trabalho absolutamente fantástico. Ontem o carro estava problemático, mas hoje tive um carro extraordinário — um super carro — e isso permitiu-me ter a prestação que tive.”

    Esta vitória representa um momento importante na carreira de José Lameiro, confirmando o seu estatuto como um dos grandes protagonistas da Montanha portuguesa. Depois de deixar o Rallycross para abraçar o desafio da Montanha, o piloto aveirense vê finalmente recompensado o seu trabalho, determinação e espírito competitivo, assinando uma vitória histórica na mítica Rampa da Arrábida.

  • Ralicross: decisões dos títulos na “catedral” de Lousada

    Ralicross: decisões dos títulos na “catedral” de Lousada

    A jornada de todas as decisões no Campeonato de Portugal de Ralicross/Kartcross (CPR/K) está agendada para este próximo fim de semana (11/12 outubro), na pista de Lousada, que vai encerrar uma época plena de competitividade, sobretudo na classe Nacional 2RM e no Kartcross, com um grupo alargado de candidatos aos títulos a manter-se até ao cair do pano.

    E nada melhor, para o derradeiro tira-teimas, que o cenário da renovada “catedral” do ralicross, em Lousada, onde habitualmente reúne um numeroso e fiel público apaixonado desta modalidade automobilística.

    Naturalmente que o principal foco de todas as atenções centrar-se-á nas duas categorias já referidas, sendo que na Nacional 2RM e a nível absoluto, André Marinho (BMW 328), André Monteiro (Peugeot 206) e Rafaela Barbosa (Citroen Saxo) integram o trio do qual sairá… um a fazer a festa. Já na Divisão 1 da mesma categoria, Rafaela Barbosa tem 12 pontos de vantagem para Hélder Ribeiro (Citroen Saxo) e mais 20 em relação a Bruno Lima (Citroen Saxo). Enquanto isso, na Divisão 2 André Marinho soma mais 15 pontos que André Monteiro e 34 face a Adão Pinto (Opel Astra). Recorde-se que para efeitos de pontuação final no CPR/K, importa contabilizar apenas os 6 melhores resultados das 8 provas, o que poderá ditar alterações no cenário atual. Portanto, contas realistas, para apuramento dos campeões, só mesmo na tarde do próximo domingo…

    Separados por apenas 2 pontos, há três pilotos do Kartcross na luta pelo título de campeão. Pedro Marques (LBS RX01) chega a Lousada como líder, um ponto à frente de Alexandre Borges (ASK XCR) e 2 de Gustavo Henriques (Semog Bravo). A grande “batalha” será travada entre estes protagonistas, sendo que na contabilidade final contam somente, as 6 melhores de 8 pontuações.

    Matematicamente, Jorge Machado (Peugeot 208) e Tiago Ferreira (Peugeot 208) são os dois únicos pilotos com hipóteses de aspirar à conquista do título na Super 1600, mas os 18 pontos de vantagem do primeiro, e com um resultado para descartar, deixam-no em posição confortável.

    Nos Super Cars, José Oliveira (Peugeot 208) tem o título na mão, atendendo à diferença que o separa de César Pereira (Ford Fiesta).

    Entre os mais jovens, nos iniciados Michael Braun (Citroen C1) já é o virtual campeão, face a Nélson Costa (Fiat Uno), enquanto Martim Henriques (LBS SX01), no Troféu Júnior de Kartcross, defende a sua liderança de Lourenço Rocha (LBS SX01), que soma menos 21 pontos.

    CAMPEONATOS

    Nacional 2RM (Absoluto): 1º, André Marinho, 273 pontos; 2º, André Monteiro, 252; 3º, Rafaela Barbosa, 241; 241; 4º, Bruno Lima, 228; 5º, Hélder Ribeiro, 225; 6º, Adão Pinto, 222.

    Divisão 1: 1º, Rafaela Barbosa, 282 pontos; 2º, Hélder Ribeiro, 270; 3º, Bruno Lima, 262; 4º, Ricardo Costa, 237; 5º, Manuel Tavares, 233.

    Divisão 2: 1º, André Marinho, 305 pontos; 2º, André Monteiro, 290; 3º, Adão Pinto, 2171; 4º, Andreia Sousa, 253; 5º, Luís Clemente, 172.

    Super 1600: 1º, Jorge Machado, 261 pontos; 2º, Tiago Ferreira, 243; 3º, Joaquim Machado, 185; 4º, Leonel Sampaio, 117; 5º, António Sousa, 99.

    Super Cars: 1º, José Oliveira, 184 pontos; 2º, César Pereira, 121; 3º, Manuel Pinto, 100; 4º, António Sousa, 95.

    Iniciados: 1º, Michael Braun, 286 pontos; 2º, Nélson Costa, 226.

    Kartcross: 1º, Pedro Marques, 324 pontos; 2º, Alexandre Borges, 323; 3º, Gustavo Henriques, 322; 4ºs, Sérgio Castro e João Pinheiro, 244; 6º, Fábio Machado, 195.

    Troféu Júnior: 1º, Martim Henriques, 165 pontos; 2º, Lourenço Rocha, 144.