Autor: VMotores

  • HÉLDER SILVA IMPÔS A SUA LEI NA RAMPA DA PENHA

    HÉLDER SILVA IMPÔS A SUA LEI NA RAMPA DA PENHA

    O tetracampeão nacional dominou a 46ª edição da Rampa da Penha Paisagem Protegida, sendo claramente o mais rápido nos dois dias de competição da prova superiormente organizada pelo Demoporto. Perante muito público, José Correia e Afonso Santos acompanharam Hélder Silva no pódio absoluto, enquanto José Rodrigues (GT), Parcídio Summavielle (Turismo) e Luís Nunes (Super Challenge) triunfaram nas suas categorias.

    A segunda jornada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group ficou marcada pela intensidade competitiva e pela enorme afluência de público, atestando a enorme popularidade da modalidade.

    Em termos competitivos, Hélder Silva reforçou a liderança da tabela pontual absoluta do campeonato, levando a Norma FC20 da Power House a uma vitória incontestável, tal o domínio exercido pelo tetracampeão nacional ao longo dos dois dias da rampa, vencendo todas as subidas de prova. Apesar de ser apenas a segunda prova em que utiliza a sua nova ‘montada’, o piloto da Power House logrou bater o seu recorde pessoal da rampa, rodando na segunda subida de prova em 1:24.055, sendo de realçar que os seus três tempos nas subidas de prova foram os três tempos mais rápidos de todo o pelotão.

    Já José Correia (Osella PA.30) foi um tranquilo 2º classificado. Se se revelou impossível ao bracarense chegar perto de Hélder Silva, também não sofreu qualquer oposição quanto à segunda posição, sendo visível que o ‘patrão da JC Group Racing Team começa a sentir-se mais capaz de extrair todo o potencial da sua ‘barchetta’ com um motor de 3 litros.

    O pódio absoluto ficou completo com a presença de Afonso Santos no 3º lugar. Aos comandos de um BRC B49 da Power House, o jovem piloto poveiro foi autor de uma exibição soberba, que o levaria vencer ainda a Divisão Protótipos B. Afonso Santos é, nos dias que correm, já muito mais do que um promessa. Assume-se como uma estrela em ascensão na Montanha. Na sua divisão, suplantou com autoridade a forte concorrência de Nuno Guimarães (Silver Car S2) e de Sérgio Nogueira (Silver Car S3), que reservaram os outros lugares do pódio.

    Super Challenge: Luís Nunes não deu hipótese

    4º da geral, Luís Nunes (Skoda Fabia R5) deu seguimento à sua invencibilidade na Categoria Super Challenge, triunfando com larga margem sobre José Lameiro (Skoda Fabia MKII) e Daniel Pacheco (Mitsubishi Lancer EVO X), com estes a terminarem separados por 16 milésimos de segundo. Claramente a caminho daquele que será o seu sétimo título nacional, Nunes venceu, obviamente, o Grupo SC-A, na frente de Lameiro e Pacheco.

    Pedro Alves (KIA CEED)não teve concorrência no Grupo SC-B, sendo aqui secundado por Pedro Cardoso (Seat leon MKI) e Vera Sequeira (Seat Leon TDi) Entre os SC-B, Bruno Carvalho (Citroen Saxo) no Grupo SC-C foi forçado a aplicar-se a fundo para triunfar, tendo sofrido forte oposição de Miguel Matos (Peugeot 106 Maxi) e de Luís Fernandes (Peugeot 106), respetivamente, 2º e 3º colocados. Bruno Gomes (Fiat Punto 85 Sport) dominou as lides do Grupo SC-D, vencendo com larga vantagem sobre o espanhol Juan Carlos Gonzalez (Simca 1000 Rally2). O 3º neste grupo foi José Pedro Barriga, também aos comandos de um Fiat Punto 85 Sport.

    GT: vitória decidida por 9 décimos de segundo!

    José Rodrigues (Porsche 997.2 GT3 Cup) e Vítor Pascoal (Porsche 991.2 GT3 Cup) protagonizaram uma batalha árdua pela primazia na Categoria GT, com Rodrigues a superiorizar-se por apenas 889 milésimas de segundo!

    O piloto da Monteiros Competições repetiu assim o triunfo que tinha já alcançado na Penha em 2024 e reforçou a sua liderança do campeonato, assumindo-se claramente como um dos grandes candidatos ao título, tal o nível exibicional que tem ostentado. Na Penha foi ainda 6º da geral, enquanto o seu rival assegurava o 7º posto.

    Já Vítor Pascoal, voltou a não acertar com as afinações no primeiro dia de prova, tendo melhorado substancialmente no domingo. O tetracampeão em título continua a demonstrar que tudo fará para chegar ao ‘Penta’.

    Gabriela Correia rubricou uma exibição muito consistente e levou o seu Mercedes AMG GT4 até um tranquilo 3º lugar da categoria, sendo 9ª da geral. Nunca se aproximou de rodrigues e Pascoal, mas também não permitiu aos outros pilotos qualquer veleidade quanto à conquista do último degrau do pódio.

    Turismo: Parcídio Summavielle regressou  e triunfou!

    Quanto aos Turismo, a Rampa da Penha foi a primeira prova da temporada em que participou Parcídio Summavielle, atual campeão nacional.

    O fafense rubricou uma exibição a roçar a perfeição, sempre em crescendo e nada denotando uma hipotética falta de ritmo, por ser a primeira vez que competia em 2025.

    Foi paulatinamente melhorando os seus tempos e, sobretudo na jornada decisiva de domingo, levou o Cupra TCR a rodar a um nível que os seus rivais mais próximos não conseguiram igualar. Summavielle juntou ao triunfo na categoria a natural vitória na Divisão Turismo 2.

    A vitória de Summavielle aconteceu depois de um duelo intenso com Beatriz Correia (Cupra TCR) e Gonçalo Inácio (Peugeot 208 Rally4). A jovem bracarense assinou possivelmente a melhor exibição da sua carreira e foi recompensada com um merecido 2º posto. Quanto a Gonçalo Inácio, o talentoso piloto da Befast Motorsport ‘espremeu’ ao máximo o potencial do seu carro, que é manifestamente inferior aos TCR. O 3º lugar assentou-lhe muito bem

    O jovem Martim Pereira (Peugeot 208 VTI R2) foi o mais forte nas contas da Divisão Turismo 3, registando o 2º triunfo consecutivo. Roberto Meira (Renault Clio RS) foi 2º, na frente de Migue Gonçalves (peugeotm208 R2).

    A próxima prova do CPM JC Group será a Rampa Internacional da Falperra, que se realiza em Braga de 9 a 11 de maio.

  • António Cruz Monteiro e Ana Cruz Monteiro  repetem vitória no Rallye Terras de Auren

    António Cruz Monteiro e Ana Cruz Monteiro  repetem vitória no Rallye Terras de Auren

    Ourém voltou a acolher o Rallye Terras de Auren e António Cruz Monteiro-Ana Cruz Monteiro (Peugeot 208 T16) acabaram por repetir o triunfo na prova organizada pelo Clube Automóvel da Marinha Grande, numa prova onde, contrariamente à edição anterior, dominaram praticamente de início a fim.

    Armando Carvalho e Ana Santos, aos comandos de um Mitsubishi Lance EVO IX chegaram a liderar o evento após a Super Especial, mas acabaram por ceder a posição e terminaram na segunda posição. Daniel Ferreira, navegado por Tiago Silva (Mitsubishi Carisma GT), fecharam os lugares do pódio à geral, enquanto que Fábio Cruz-Gonçalo Cruz (BMW 316 i) venceram entre os inscritos no Campeonato Start Centro de Ralis 2RM.

    No final da prova, António Cruz Monteiro mostrava-se satisfeito com a vitória em Ourém. “Estou muito contente! O ano passado a emoção foi mais forte porque foi a primeira, mas estou muito feliz! Este foi um rali bastante disputado com o Armando, fui ganhando segundo a segundo e deu este resultado. O troço novo é um verdadeiro troço de rali e diverti-me imenso”, afirmou antes de dedicar esta vitória a alguém especial: “As vitórias são sempre para o nosso pai que era um grande apaixonado pela modalidade e nos iniciou nestas aventuras.”

    “A segunda edição do Rallye Terras de Auren voltou a ser um sucesso, em muito fruto do conhecimento prévio que tínhamos das estradas do concelho de Ourém. Gostaria de agradecer à Câmara Municipal e Juntas de Freguesia por todo o empenho e destacar o excelente comportamento do público e o excelente desempenho dos pilotos. Um evento perfeito e para repetir”, explicou o presidente do Clube Automóvel da Marinha Grande, Ferdinando Barros.

    Recorde-se que o Rallye Terras de Auren foi a terceira ronda do Campeonato Start Centro de Ralis. A competição organizada sob a égide da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting prossegue agora com o Rali Espumante do Dão, a realizar nos dias 24 e 25 de Maio.

  • Clássicos: Pedro Silva  levou a melhor um duelo titânico a três!

    Clássicos: Pedro Silva  levou a melhor um duelo titânico a três!

    A vitória de Pedro Silva entre os Clássicos premiou uma exibição a roçar a perfeição do piloto do VW Golf S16, que lhe permitiu suplantar com maestria a forte oposição de Flávio Sainhas e José Pedro Gomes.

    A refrega na Penha reservada ao Campeonato de Portugal de Clássicos de Montanha JC Group foi acesa, muito acesa, mas Pedro Silva ostentou ao longo da prova organizada pelo Demoporto uma mescla imbatível de rapidez e consistência que lhe permitiu ser sempre um pouco mais rápido que os seus dois consagrados adversários, com a exceção de algumas subidas de treinos.

    Nas três subidas de prova, as diferenças entre Silva, Sainhas e Gomes foram sempre pequenas, mas com a vantagem a pender nas três ocasiões para o piloto do VW Golf.

    No final e no agregado das duas melhores subidas, Pedro Silva venceu com uma vantagem de 1,6 segundos sobre Flávio Sainhas (Ford Escort MKI), enquanto José Pedro Gomes (Ford Escort RS 1800) se distanciava 4,7 segundos do vencedor, embora esta distância fosse enganadora. Luís Moutinho e Fernando Francisco, ambos tripulando Ford Escort MKI, fecharam o Top 5 dos Clássicos na Penha.

  • 1300: José Salgado conquistou a 2ª vitória da época

    1300: José Salgado conquistou a 2ª vitória da época

    Aos comandos do já famoso Toyota Starlet amarelo que pertenceu a Armando Freitas, José Salgado triunfou na Rampa da Penha, conquistando a sua segunda vitória da temporada no Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group.

    Salgado foi o mais rápido nas três subidas de prova, sofrendo apenas alguma oposição sólida por parte de Tomás Pinto (Toyota Starlet) na fase inaugural da rampa.

    Quanto ao jovem piloto da Famaconcret, alcançou o 2º posto com naturalidade, ficando arredado da possibilidade de dar mais luta a Salgado por causa dos problemas t´cnicos que, uma vez mais, o seu carro ostentou.

    O estreante Miguel Ribeiro foi sempre muito consistente na abordagem à prova e levou o seu Fiat Punto 85 Sport a um saboroso 3º lugar, conquistando assim um lugar no pódio na geral dos 1300. Salgado, Pinto e Ribeiro foram também, como é óbvio, os três primeiros da Divisão Turismo 1300.

    Por seu lado, Diogo Salvador, num FIAT 127 foi o vencedor na Divisão Clássicos 1300, levando a melhor no duelo que travou com Domingos Fernandes (Autobianchi A112 Abarth).

    Salvador beneficiou ainda da desistência precoce de Aníbal Rolo, a braços com problemas na caixa de velocidades do seu Datsun 1200. O piloto do bem preparado Fiat 127 almejou ainda ser 4º colocado na geral dos 1300.

  • Pedro Perino com estreia positiva nos LMP2 em Barcelona

    Pedro Perino com estreia positiva nos LMP2 em Barcelona

    Aos 19 anos, Pedro Perino estreou-se nos protótipos LMP2 da European Le Mans Series com um 9.º lugar da categoria (16.º da geral), no Circuito de Barcelona, em Espanha. Jovem português chegou a rodar no 3.º lugar ao volante do Oreca partilhado com o italiano Luca Ghiotto e o francês Jean-Baptiste Simmenauer.

    Pedro Perino teve um arranque de época promissor na European Le Mans Series, onde este ano se estreia na categoria LMP2, depois de duas épocas nos LMP3. O jovem piloto português, que faz equipa com Luca Ghiotto e Jean-Baptiste Simmenauer, foi incumbido pela equipa Inter Europol de fazer o arranque das 4 Horas de Barcelona, partindo para a corrida da 9.ª posição e com instruções para conservar ao máximo os pneus do Oreca.

    No seu segundo turno de condução, Pedro Perino pôde mostrar o seu verdadeiro andamento e chegou a rodar no 3.º lugar da categoria, posição em que entregou o carro. Contudo, um LMP3 embateu no Oreca da Inter Europol na zona de entrada nas boxes e levou Jean-Baptiste Simmenauer a perder várias posições, ficando fora da luta pelo pódio.

    Luca Ghiotto entrou para o último turno ao ataque e estabeleceu mesmo a melhor volta da corrida (1m32,082s), recuperando até ao 9.º lugar dos LMP2 e 16.º posto da geral, entre os 44 carros classificados na corrida.

    “Foi uma estreia positiva, sobretudo porque o campeonato está hipercompetitivo, com um plantel fantástico em quantidade e qualidade”, afirmou Pedro Perino, no final da sua primeira corrida nos LMP2. “No arranque concentrei-me em evitar os toques e poupar os pneus, para que a estratégia da equipa resultasse. Estava tudo a correr bem até o Jean-Baptiste sofrer aquele toque de um LMP3, condicionando muito o nosso resultado, pois estávamos na luta pelo top 3 durante o meu segundo turno. O Luca fez um excelente trabalho a recuperar o máximo de posições, mas sinto que o nosso lugar natural era muito mais à frente. Pelo menos demonstrámos rapidez e potencial para evoluir ainda mais ao longo da época”, concluiu o jovem piloto de Oeiras, cuja estreia foi elogiada pelos responsáveis da equipa Inter Europol.

    A segunda prova da ELMS será disputada no circuito de Paul Ricard (França), de 2 a 4 de maio.

  • Legends: vitória épica de António Barros

    Legends: vitória épica de António Barros

    Um ano depois da vitória na Rampa da Penha Paisagem Protegida, António Barros voltou a vencer entre os Legends a prova organizada pelo Demoporto, mantendo a sua invencibilidade na presente temporada.

    António Barros escreveu este fim-de-semana na Penha uma página especial no livro da sua bem sucedida carreira suplantando as adversidades que o assolaram na prova vimaranense, para voltar a impor a sua superioridade nas contas do Campeonato de Portugal Legends de Montanha JC Group.

    Na 1ª Subida de Prova, realizada durante a jornada de sábado, o piloto nortenho sofreu um acidente aparatoso na última curva do traçado, passando a linha de meta já atravessado e embatendo violentamente nos rails logo após. Mesmo assim estabeleceu o melhor tempo dos Legends!

    O despiste forçou a sua equipa técnica a trabalhar toda a noite para reparar o carro. No domingo e mesmo algo condicionado, António Barros susteve os ataques de Miguel Gonçalves (BMW E36 Coupé), que teve de se contentar com o 2º lugar.

    Por sua vez, Miguel Gonçalves teve de lutar arduamente pelo seu 2º posto, pois Telmo Costa esteve sempre muito rápido aos comandos do seu Citroen Saxo, terminando no 3º lugar a apenas 2 segundos de Gonçalves, no somatório dos dois melhores tempos.

    Uma palavra para a presença de Bárbara Barros, filha de António Barros. A jovem piloto conseguiu levar o seu Fiat Bravo TD 100 GT ao 8º posto da geral dos Legends.

  • Ricardo Quintas: “podemos começar a ponderar novos modelos da Adamastor.“

    Ricardo Quintas: “podemos começar a ponderar novos modelos da Adamastor.“

    Ricardo Quintas, fundador e CEO da Adamastor, em entrevista exclusiva, faz um ponto de situação relativamente ao desenvolvimento do Furia, o primeiro supercarro português. Ao mesmo tempo, este responsável levanta o pano sobre o futuro da empresa que lidera, desvendando alguns dos passos seguintes a dar ao longo dos próximos meses.

    Face ao final de 2023, que evoluções e conquistas destaca no Adamastor Furia no tempo que, entretanto, passou? Em que fase de desenvolvimento se encontra o Furia?

    O Furia encontra-se na sua terceira fase de desenvolvimento. Como é sabido, estivemos no circuito de Portimão e, apesar de tudo ter corrido muito bem, descobrem-se sempre pormenores para corrigir, os quais foram ou estão a ser, revistos. Estamos agora à espera de ter uma vaga para podermos regressar à pista e, assim, validar as soluções implementadas. Caso tudo corra como o previsto, teremos, igualmente, um dia de testes já mais focado na performance do Furia.

    Quais foram as principais dificuldades sentidas? Regressaram com o sentimento de dever cumprido?

    Descobrimos, por exemplo, que os intercoolers instalados não tinham o desempenho esperado. Fizemos novos cálculos, identificámos um novo fornecedor capaz de cumprir com os nossos requisitos técnicos e solicitámos a produção desses novos componentes. Iremos instalá-los e, posteriormente, comprovar a sua eficácia no Furia. É exatamente por situações como esta que os testes em ambiente de circuito são tão importantes. Testar, analisar, identificar e corrigir. Regressámos muito satisfeitos com o primeiro dia do Furia em circuito.

    Acredito que tenha sido um momento emocionante enquanto líder da equipa. Quais as sensações daquele dia? O que se sente quando se vê o Furia passar a alta velocidade pela primeira vez?

    Foi um momento verdadeiramente especial e pelo qual ansiávamos todos há bastante tempo. Obviamente que sabíamos que o primeiro dia em pista ia trazer muitos desafios, mas é uma etapa absolutamente essencial no desenvolvimento de um supercarro. Estou muito feliz com os resultados obtidos e com o desempenho e dedicação de todos na nossa equipa. Estou, também, entusiasmado com o nosso regresso a Portimão para prosseguir com o nosso trabalho em ambiente de circuito, o que deverá acontecer, esperamos, durante a segunda quinzena de abril.

    Em termos de performance verificada, estão ao nível do que esperavam e do que definiram previamente? Consegue definir, em percentagem, o potencial revelado relativamente à performance final que têm como objetivo?

    Os objetivos que definimos para este primeiro teste foram todos cumpridos e, inclusivamente, superados bem acima do esperado. Não fizemos testes de performance porque o objetivo não era esse. Apenas numa próxima fase poderemos abordar essa vertente, bem como, por exemplo, a resistência dos materiais e as soluções encontradas. Só depois desses testes poderemos perceber quão perto estamos dos nossos objetivos em termos de desempenho. Mas acreditamos que ainda estamos muito longe de atingir o potencial máximo do Furia.

    Que tipo de pneus foram utilizados? E em termos de potência de motor?

    Usámos uma afinação intermédia do motor, uma vez que, como disse, não foi esse o motivo que nos levou nesta primeira vez a Portimão. Em termos de pneus, usámos os slicks da Pirelli, com os quais temos vindo a trabalhar até à data. Uma vez que é a borracha que produz mais aderência, é aquela que introduz mais esforço e fadiga nos componentes. Só depois de terminados estes testes é que vamos passar para pneus de estrada, menos violentos nos materais, mas que nos poderão dar uma ideia do desempenho em estrada.

    O Furia foi concebido com a sua aerodinâmica como ponto central. Que sensações recolheram neste particular? Conseguiram comprovar a sua eficácia em ambiente de pista?

    Ainda estamos muito longe de poder tirar conclusões neste capítulo, até porque não estamos ainda nessa fase. Mas a primeira visita ao Autódromo Internacional do Algarve permitiu-nos, claro, mesmo a um ritmo não muito elevado, sentir algumas das sensações de um verdadeiro automóvel de competição. De acordo com as impressões do nosso piloto de testes, Diogo Matos, e com as informações do nosso Responsável de Engenheiria, Frederico Ribeiro, o Furia é muito reativo e ágil e igualmente muito estável, imperturbável ao passar sobre qualquer imperfeição no piso.

    E no domínio da competição? Quando se pode esperar ver um Furia com um grande número nas suas portas?

    Continuamos a analisar com parceiros uma potencial participação num campeonato de resistência. Mas este é um tema que está, ainda, em aberto, pois depende, por exemplo, da homologação do Furia de estrada e da posterior homologação numa categoria aprovada pela FIA ou pelo promotor da competição em causa.

    Considerando o que está feito e o que falta concretizar, que objetivos há enquanto equipa para 2025?

    Em termos de evolução do Furia, vamos continuar a trabalhar no development prototype, sempre com o foco na otimização contínua. Ao mesmo tempo, com toda a informação que vamos recolhendo ao longo dos nossos testes, podemos igualmente começar a ponderar o desenvolvimento de novos modelos.

    A Adamastor expôs o Furia no Salão Matorclássico. Como foi a reação do público?

    Foi fantástica! Os nossos fãs e seguidores foram visitar-nos e ficámos muito agradecidos com toda a receção que nos foi dada. Ficámos, também, felizes por ver que muitos deles eram jovens muito interessados no Furia, o que comprova a eficácia e potencial da mensagem inerente ao nosso projeto, o de aproximar os mundos académico e empresarial. Recebemos, igualmente, potenciais clientes que se deslocaram ao salão especialmente para ver o nosso supercarro, depois de o terem visto, por exemplo, nas várias publicações e plataformas onde foi retratado. O Furia, ao vivo, é muito mais impactante do que na televisão ou nas revistas.

    Em termos de equipa de trabalho e de instalações, há alguma novidade que possa partilhar?

    Estamos a preperar os projetos de adaptação da área de trabalho para a nova realidade do projeto, ou seja, passar do patamar de laboratório para um de fábrica. Esperamos, no ínicio do segundo semestre deste ano, dar início aos trabalhos de construção para que, até finais de 2026, possamos ter a fábrica dotada dos equipamentos necessários, bem como dos recursos humanos exigidos para a execução dos nossos planos. Estimamos expandir a nossa força de trabalho para um total de 130 colaboradores, aproximadamente.

    Em termos de mercado exterior, tem surgido maiores interesses de um país ou região em especial? Que parcerias ou contatos estão a ser desenvolvidos para aumentar a notoriedade e a presença da Adamastor além-fronteiras?

    O interesse do mercado tem vindo maioritariamente da Europa, Estados Unidos da América e Médio-Oriente, quer através de clientes que fizeram uma pré-reserva, quer dos que, efetivamente, já assinaram um contrato com a Adamastor para a aquisição de um exemplar do Furia. Em termos de parcerias, temos algumas já estabelecidas com empresas e estamos também a desenvolver um projeto de embaixadores de marca, de modo a agilizar a nossa entrada em alguns mercados, beneficiando a notoriedade da Adamastor e assumindo, também, a representação comercial local, por exemplo nos EUA, quer na costa leste, quer na costa oeste, bem como na China e nos Emirados Árabes Unidos.

    Como olha para a instabilidade atual do setor automóvel, nomeadamente em termos do impasse sentido ao nível da transição energética?

    Na minha opinião, a transição energética não está a ser vista da forma correta pela classe política. O problema normalmente atribuído aos automóveis com motor de combustão é esse mesmo, o da sua solução técnica, quando na verdade o problema são os combustíveis utilizados. Há mais de 25 anos que existem em Portugal tecnologias desenvolvidas pelas nossas universidades que permitem produzir combustíveis, por exemplo, a partir de resíduos, combustíveis que respeitam o ciclo de carbono e, assim, inócuos em termos ambientais. A solução de eletrificar não está, claramente, bem pensada, nomeadamente o cálculo dos custos ambientais associados à obtenção dos metais raros necessários para a produção de baterias e motores elétricos, bem como o estudo do que lhes fazer assim que termine o seu ciclo de vida útil. Isto para não falar na produção de energia e das infraestruturas necessárias para alimentar toda essa transformação futura do mercado. A solução passa, na minha opinião, pelos multicombustíveis, entre eles, os combustíveis sintéticos. Os combustíveis fósseis, sim, terão de acabar por uma questão ambiental, mas o motor de combustão interna pode, perfeitamente, manter-se como uma solução válida, passando a usar-se um combustível sintético. É uma solução já suportada pelo motor do Adamastor Furia e disponível, por exemplo, nos postos de abastecimento do norte da Europa.

    Sobre a Adamastor

    A Adamastor é um novo construtor de supercarros de baixo volume, com sede no Porto, Portugal. A sua sede inclui um novo centro de desenvolvimento tecnológico e oficinas. Através do reforço da sua equipa com profissionais oriundos da indústria automóvel e do desenvolvimento de uma rede internacional de parcerias, a Adamastor assegura o acesso às melhores tecnologias, equipamentos e componentes do desporto automóvel.

    A Adamastor é movida pelo desejo de construir um automóvel de competição. Um topo de gama em termos de eficiência que lhe permitirá vencer na categoria GT e, ao mesmo tempo, lançar a versão Road Legal.

  • Morocco Desert Challenge: Maria Luís Gameiro garante 2ª lugar

    Morocco Desert Challenge: Maria Luís Gameiro garante 2ª lugar

    Maria Luís Gameiro esteve imparável na etapa 3 do Morocco Desert Challenge. A piloto do Team Motivo JCB brilhou e fez o segundo tempo nos automóveis, terceiro melhor tempo à geral, resultado histórico para uma mulher naquelas paragens. Uma tremenda exibição que coloca a piloto lusa no nono lugar da geral, subindo nove lugares desde a etapa de ontem.

    Foi uma etapa intensa, mas que correu na perfeição a Maria Luís Gameiro e a sua navegadora, Rosa Romero. A dupla do Mini T1+ com as cores da Motivo JCB apresentou um ritmo fortíssimo, na etapa 3, que ligava La’ayoune a Boujdour. 264 quilómetros contra o relógio onde apenas um carro foi mais rápido que Maria Luís.

    De recordar que a preparação para esta prova não foi a melhor e que os índices físicos da piloto não eram os ideais no arranque desta semana. Mas os primeiros quilómetros mostraram que havia potencial para fazer coisas boas. O 14º tempo do prólogo foi um bom presságio e o 18º da etapa de ontem, a mais longa até agora, foi um sinal que a dupla 100% feminina da Team Motivo JCB estava preparada para fazer bons resultados. O segundo lugar conquistado hoje é a confirmação do excelente trabalho desenvolvido. Em mais uma etapa que misturou secções mais técnicas, com zonas rápidas, sempre com muito foco na navegação, Maria Luís fez um trabalho estupendo, rubricando o segundo tempo, apesar de uma penalização de um minuto.

    Maria Luís não podia estar mais satisfeita com o resultado obtido: “Que dia fantástico! Este segundo lugar é muito saboroso. Foi um dia também recheado de desafios, mas consegui ser sempre rápida e a Rosa fez um trabalho maravilhoso, com uma navegação de grande nível, que nos permitiu concluir esta etapa com o segundo tempo! Com este resultado, subimos ao nono lugar da geral dos carros e o top 3 não está assim tão longe. Hoje é dia de sorrir e festejar este excelente resultado. Não podemos é exagerar, pois ainda falta muito rali, temos muito a percorrer e amanhã temos a etapa mais longa desta prova. Vamos usar este resultado como combustível para amanhã, sabendo que nos esperam muitas dificuldades. Mas mostramos que estamos prontas para o desafio.”

    A etapa 4 que liga Boujdour a Smara é uma especial desafiante de 526 km no profundo Saara marroquino. O percurso passa por um vasto desfiladeiro, com cerca de 40 km de terreno complicado, perto de perigosas chotts cheias de lama e areia movediça. É uma etapa rápida que favorece os carros T1 e T1+, mas a navegação difícil e as secções de areia mole tornam a gestão do combustível crítica e as perdas de tempo prováveis.

  • FJTM: Nuno Guimarães Jr. soma e segue

    FJTM: Nuno Guimarães Jr. soma e segue

    A Rampa da Penha recebeu a segunda tirada da edição 2025 do troféu promovido pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting.

    Registe-se a enorme capacidade que os três jovens ‘lobinhos’ voltaram a demonstrar para evoluir os tempos de forma significativa ao longo dos dois dias de competição, sem erros de monta, apesar do seu total desconhecimento do exigente traçado da rampa, sendo disso prova a ausência de mazelas’ dos Citroen C1 preparados pela Befast Motorsport.

    Nuno Guimarães Jr. repetiu a dose de Murça e foi sempre o mais forte nas subidas a contar, registando assim a sua segunda vitória da época, começando a afirmar-se com o grande favorito a suceder a Martim pereira como vencedor do troféu. A eficácia do jovem de Peso de Régua foi tal que, nas três subidas de prova, registou tempos numa janela de 5 décimos de segundo!

    Terminou a prova com um avanço de 6,4 segundos sobre o seu conterrâneo André Brás, que se apresentou na Penha com um ritmo competitivo muito superior ao que tinha demonstrado na prova de abertura. Já Carolina Martins terminou no 3º posto, a 4,5 segundos de André Brás.

  • TPKM: José Romero soma e segue

    TPKM: José Romero soma e segue

    O madeirense José Romero impôs com autoridade o ‘músculo’ do seu Semog Bravo Sport e conquistou na Rampa da Penha Paisagem Protegida a segunda vitória da temporada na Taça de Portugal de Kartcross de Montanha JC Group.

    Ciente de que o seu kartcross com motor de 1000cc é uma ‘arma’ demasiado forte para o AG AG/S de 600cc de António Alves, o piloto da Pérola do Atlântico encarou a sua estreia na Penha com o firme propósito de ver onde se situaria numa hipotética tabela global de tempos, almejando ainda tentar aproximar-se do recorde da rampa para os kartcross, que é pertença do seu conterrâneo Nelson Andrade.

    Romero rodou sempre em tempos que o colocavam dentro de um teórico Top 15 absoluto e, na sua melhor subida de prova, ficou a escassos 3 segundos da marca do ‘Furacão da Madeira’.

    Já António Alves registou uma exibição muito sólida, tendo sido capaz de melhorar paulatinamente os seus tempos, nunca rodando demasiado longe do seu adversário. O 2º posto e a vitória na sua classe premiaram o seu esforço.