Autor: VMotores

  • João Andrade: “Participar em Vieira do Minho foi muito importante para estarmos fortes na Aboboreira”

    João Andrade: “Participar em Vieira do Minho foi muito importante para estarmos fortes na Aboboreira”

    Com o objetivo bem definido de rodar e ganhar ritmo competitivo, João Andrade marcou presença no Rali Vieira do Minho, numa participação pensada como preparação para o próximo grande desafio: o Rali Terras d’Aboboreira.

    Acompanhado por Pedro Santana e tripulando um Peugeot 208 Rally4, João Andrade utilizou a prova organizada pelo Motor Clube de Guimarães para dar início à sua temporada.

    Para o piloto, o resultado “foi positivo. Concluímos a prova com um 5.º lugar da geral e um 3.º lugar entre as duas rodas motrizes (2RM), levando connosco boas sensações, dados valiosos e notas importantes para continuar a afinar o nosso desempenho. Foi um fim de semana produtivo, onde conseguimos testar, evoluir e manter o foco no trabalho de equipa, com os olhos já postos nos troços exigentes que se aproximam.

    O Rali Terras D’Aboboreira, que se realiza no início de Maio, será o primeiro embate do piloto a contar para o Campeonato de Portugal de Ralis 2RM.

  • CISET 4×4: LUCROFUSÃO, REVISAUTO E BICHOS DO MATO SÃO OS PRIMEIROS VENCEDORES DO ANO

    CISET 4×4: LUCROFUSÃO, REVISAUTO E BICHOS DO MATO SÃO OS PRIMEIROS VENCEDORES DO ANO

    Oliveira de Frades recebeu no passado domingo o arranque da edição de 2025 do Challenge Ibérico Super Extreme Trial 4×4 (CISET 4×4), em mais uma organização da APTE que contou com o Clube Automóvel de Viseu como coorganizador.

    O Aeródromo da Pedra da Broa, em Pinheiro de Lafões, voltou a ser o palco escolhido para esta grande corrida que levou até à região de Lafões algumas das melhores equipas de Trial 4×4, onde se incluíam os principais animadores da edição transata.  Comum a todos os participantes era a ambição de obter um bom resultado e também alguma curiosidade de saberem como se posicionavam face à concorrência após o período de paragem que foi aproveitado para melhorar os carros ou até para introduzir novas máquinas.

    Com base na experiência dos anos anteriores, a principal preocupação da organização para esta edição de 2025 foi a de melhorar a pista tanto para participantes como para o público, aumentando a segurança e também a espetacularidade do evento. O traçado da prova foi alongado até ao total de 6,5kms. Em todo o perímetro, fizeram-se correções e melhorias, mas o foco foram os principais obstáculos localizados de frente com a zona asfaltada do aeródromo, para que quem estivesse a assistir quase não precisasse de se deslocar e comodamente pudesse ver quase todos os pontos de interesse.  Os ajustes feitos traduziram-se assim em uma prova muito disputada e sem incidentes, do agrado dos participantes, mas também do vasto público que encheu a pista do aeródromo da Pedra da Broa. De facto, com o clima a ajudar, foram muitas as pessoas que se deslocaram até ao recinto para assistir à corrida, incluindo muitas famílias e muitas crianças que puderam não só ver os carros de corrida, mas também participar nas atividades paralelas que estavam disponíveis. O CISET 4×4 Oliveira de Frades materializou uma das máximas desta organização, de ter eventos competitivos e exigentes, mas sem descurar o lado humano e de convivência salutar entre todos.

    Esta segunda roda do ano teve o seu programa desportivo do CISET 4×4 Oliveira de Frades concentrado no domingo, iniciando-se com um prólogo de velocidade durante a manhã e as provas de resistência em pista de obstáculos durante a tarde.

    PROMOÇÃO: LUIS SILVA / BRUNO GOMES VENCEM CLASSE PROMOÇÃO.

    A experiência do Team Bichos do Mato, a par com a fiabilidade demonstrada pelo seu Nissan Patrol, conseguiram ser suficientes para superar o rápido e destemido Team F-Performance, culminando com a vitória da dupla composta por Luis Silva e Bruno Gomes.

    A liderança provisória da classe Promoção ficou entregue a Fábio Almeida e Hugo Sobreiro (Team F-Performance), que conseguiram não só ser os mais rápidos no prólogo entre os seus pares, como também superaram todos os participantes da classe Proto e mesmo alguns da classe Super Proto pois esta pista era comum a todas as classes.  Porém, apesar da velocidade demonstrada na fase inicial da prova, problemas durante a prova de resistência ditariam o seu atraso, concedendo assim margem suficiente para que Luis Silva e Bruno Gomes (Team Bichos do Mato) se conseguissem afastar e alcançar a vitória na resistência com um total de 16 voltas. Em terceiro terminou o Team BS Auto, composto por Bruno Sousa e Tiago Cardoso.

    Graças ao resultado obtido na prova de resistência, Luis Silva e Bruno Gomes conquistaram a vitória da sua classe na primeira prova do ano, enquanto Fábio Almeida e Hugo Sobreiro terminaram em segundo, deixando a Bruno Sousa e Tiago Cardoso o lugar mais baixo do pódio.

    PROTO: EMÍDIO E RAFAEL BASTOS COM ESTREIA DE OURO DA SUA NOVA VIATURA.

    A estreia do novo carro do Team Revisauto (Emídio Bastos e Rafael Bastos) não poderia ter corrido melhor, realizando uma prova relativamente tranquila que viria a culminar com o primeiro lugar no final.

    Carlos Cunha e José Martins (Team CATT Cerveira) foram os primeiros líderes da classificação da classe Proto ao conseguirem a vitória no prólogo. Porém, o Team Revisausto ficou a uns escassos 4 segundos de distância, dando a entender que estava presente para lutar pela vitória. Mas, apesar do bom arranque da dupla do CATT, os problemas que sentiram durante a prova de resistência viriam a ditar o seu abandono prematuro, deixando o Team Revisauto livre de qualquer pressão e com caminho aberto para uma vitória muito folgada.

    No final, Emídio Bastos e Rafael Bastos ergueram os troféus de vencedores da classe, enquanto a dupla composta por Luis Silva e Ligia Romão (Team L&L / Boop) subia ao segundo lugar depois de uma prova em que a sua principal preocupação foi terminar e não sofrer qualquer tipo de problemas.

    SUPER PROTO: ANTÓNIO HENRIQUES E MIGUEL COSTA COMEÇAM O ANO NA FRENTE.

    A dupla do Team Lucrofusão composta por António Henriques e Miguel Costa está já bastante habituada às vitórias, e deu início da melhor forma à luta pela reconquista do título no final da época, conquistando a vitória do CISET 4×4 Oliveira de Frades.

    Nas classes mais baixas, os vencedores chegaram ao lugar mais alto da classificação com vantagens confortáveis sobre os adversários, mas na classe Super Proto a história foi diferente, com vários potenciais vencedores. O Team Lucrofusão assumiu a liderança dos acontecimentos logo na fase inicial da corrida ao vencer o prólogo, mas com a muito escassa margem de apenas 53 centésimas de segundo sobre o Team Ediprova, composto por Nuno Santos e Gonçalo Mesquita. Também perto terminaram João Rebelo / Rodrigo Matos (Team Trialcars.pt), com mais 6 segundos que o vencedor.

    As duas horas e meia que durou a resistência traduziram-se numa longa batalha de velocidade e perícia entre quatro equipas, com o Team Lucrofusão a conseguir superar a concorrência com uma volta mais. Pelo caminho ficaram o segundo e terceiro classificados do prólogo, deixando as duplas Cristiano Afonso / Miguel Batista (Team Ziggaworks) e Rafael Gomes / Luis Pedro (Team Rafael & Gomes) como principais perseguidores.

    No final do evento, o Team Lucrofusão levou para casa a primeira vitória do ano, mas também um sério aviso de que a concorrência está muito forte. Já o Team Ziggaworks e o Team Rafael & Gomes, para além dos troféus de segundo e terceiro classificados, respetivamente, levam consigo também a noção de que a vitória está ao seu alcance.

    Quanto às subclasses Super Proto, nos Super Proto Gasolina, Nuno Santos / Gonçalo Mesquita conseguiram a vitória, enquanto nos Diesel, António Henriques / Miguel Costa assumiram a liderança, juntando a vitória nesta subclasse à vitória à geral.

    O CISET 4×4 ruma agora ao município de Mangualde, onde nos próximos dias 24 e 25 de maio se disputará a segunda prova do ano. Até que chegue a data da segunda corrida, aproveite para recordar os melhores momentos da prova de Oliveira de Frades nas várias reportagens de TV que serão transmitidas nos próximos dias ou visitando as nossas páginas nas redes sociais.

  • Marrocos volta a receber os aventureiros Escape Livre na Expedição Bridgestone / First Stop Alcácer Quibir powered by Jeep

    Marrocos volta a receber os aventureiros Escape Livre na Expedição Bridgestone / First Stop Alcácer Quibir powered by Jeep

    O Reino de Marrocos vai receber entre os dias 25 de abril e 1 de maio a Expedição Bridgestone / First Stop Alcácer Quibir powered by Jeep, organização do Clube Escape Livre. Será o regresso ao deserto marroquino, mas, desta feita, com um evento temático e com forte componente cultural, recordando a batalha de Alcácer Quibir, também conhecida como a Batalha dos Três Reis, e onde pereceram D. Sebastião, Rei de Portugal e parte da nobreza lusitana.

    Marrocos é um país cujo encanto é evidente assim que colocamos os pés no Norte de África e, para o Escape Livre, representa evasão e a base para eventos que ficaram na memória de quem neles participou. Esta expedição cumpre o regresso dos aventureiros aquele país em busca de mais memórias.

    Desta feita, o Clube Escape Livre desenhou um passeio mais suave, mas com uma vincada componente histórica. O pano de fundo será a batalha de Alcácer Quibir onde Portugal acabou derrotado pelos muçulmanos perdendo a vida D. Sebastião e parte da nobreza portuguesa. Esta batalha, travada entre Tânger e Fez no dia 4 de agosto de 1578, teve como antagonistas Maomé Mutavaquil e o seu tio Mulei Maluco, Sultão de Marrocos e o rei português sedento de cumprir mais uma Cruzada contra os muçulmanos.

    A batalha correu mal aos lusitanos, mas um pouco por todo o lado persistem memórias da peleja sendo ali que nasceu o mito do Sebastianismo, acabou a Dinastia de Avis e levou Portugal a perder a independência durante seis dezenas de anos. É com este pano de fundo histórico – que será esmiuçado com a presença do historiador Joel Cleto – que a caravana de 25 equipas vai fazer um percurso que começa no Reino do Algarve e tenta mimetizar o que os bravos guerreiros lusitanos fizeram a caminho de Alcácer Quibir. De Lagos a Tavira e a Vila Real de Santo António antes de cruzar a fronteira, a etapa portuguesa terá algumas das paisagens mais deslumbrantes do sul do país.

    Cádiz será a última etapa em território europeu antes de cruzar o Mediterrâneo até ao norte de Marrocos com passagem por Tânger e por vários sinais da presença portuguesa em Marrocos. Larache será ponto de encontro para encaminhar a Expedição Bridgestone / First Stop Alcácer Quibir powered by Jeep até Arzila em cuja praia estava combinada a reunião entre D. Sebastian e a Armada Portuguesa que nunca aconteceu.

    O Jeep Avenger 4xe será a viatura oficial do evento que terá nesta travessia do norte de África um teste real às suas capacidades e ao ADN Jeep que a eletrificação reforçou no modelo da marca norte-americana.

    Luís Domingues, diretor de marketing da Jeep, revela que “estamos extremamente entusiasmados com a nossa associação ao Clube Escape Livre para esta expedição especial a Alcácer Quibir. Este evento oferece uma oportunidade única para demonstrar a capacidade e a inovação dos nossos veículos, especialmente do novo Jeep Avenger 4xe. A Jeep sempre foi sinónimo de aventura e exploração, e participar nesta comitiva reforça o nosso compromisso em proporcionar experiências inesquecíveis aos nossos clientes. Além disso, esta expedição tem um profundo interesse cultural que se integra nos valores fundamentais da nossa marca: liberdade, aventura, paixão e autenticidade. A Jeep acredita na importância de explorar novos horizontes e de se conectar com a cultura local, celebrando a autenticidade e a paixão que movem os entusiastas de percursos todo-o-terreno. Estamos ansiosos para mostrar como os nossos modelos se destacam em condições desafiadoras e para fortalecer ainda mais nossa conexão com esta comunidade”

    Para Luís Celinio, presidente do Clube Escape Livre, este regresso a Marrocos “é feito, pela primeira vez, com um cariz histórico forte e com passagens por locais que, temos a certeza, vão trazer à memória de todos a história de Portugal. Por outro lado, tenho de  destacar a Jeep que escolheu o evento do Clube Escape Livre para colocar à prova o mais novo modelo da gama Avenger, o 4xe.”

  • Campeonato de Portugal de Velocidade Super Legends dominado por Francisco Gonçalves

    Campeonato de Portugal de Velocidade Super Legends dominado por Francisco Gonçalves

    Primeira jornada do Campeonato de Portugal de Velocidade SuperLegends com casa cheia e uma grelha com 23 carros no arranque da temporada. Com o Lotus Elise em boa forma, Francisco Gonçalves entrou com o pé direito em 2025 rubricando a “pole position” e as vitórias em ambas as corridas. Muitas lutas em pista, particularmente na categoria Super Trophy onde militam os Honda Civic Type R da Type R Legacy Cup.

    O Campeonato de Portugal de Velocidade Super Legends, uma das quatro competições sob a alçada da Associação de Pilotos de Automóveis Antigos (ANPAC), realizou a primeira jornada da temporada 2025 no Autódromo do Estoril. A competição terá em 2025 cinco jornadas duplas e o arranque contou com 23 equipas e 35 pilotos participantes.

    Na sessão de qualificação, Francisco Gonçalves impôs o seu Lotus Elise ao Honda S200 de André Tavares e Miguel Mota, seguindo-se o Honda Civic Type R de Sérgio Monteiro e Abel Marques, fechando a segunda fila da grelha o Renault Clio RS de Eleutério Duarte.

    Com quatro categorias em ação, não faltou emoção na luta pelas melhores posições. Naturalmente que Francisco Gonçalves foi o melhor entre os Super Extra, na frente do Honda S2000 de André Tavares e Miguel Mota, de Hélder Moura no Volvo 850R e de Diogo Cavaco no BMW 325i. Arlindo Beça (Mini Cooper S), Pedro Oliveira (VW Golf GTI) e o André Martins (Seat Ibiza) completaram o lote de pilotos desta classe.

    Nos Super Turismos, Sérgio Monteiro levou o seu Honda Civic Type R à “pole position” seguido de Pedro Cerqueira (Honda Civic Type R), Bernardo Kolbe (Renault Clio RS) e Ruben Fernandes (Renault Clio RS).

    Nos Super Trophy , Telmo Nunes em Renault Clio RS foi o mais rápido, seguido de António Duarte também com um Renault Clio RS. Seguiram-se os pilotos da Legacy Type R Cup com Estevão Oliveira a fazer o melhor tempo, seguido de Mico Mineiro, Eduardo Machado, Hugo Oliveira, Luís Mendes, Nelson Gomes, Lucas Barbosa, Bruno Salgado e Nuno Santos.

    Após a sessão cronometrada, os pilotos do Campeonato de Portugal de Velocidade Super Legends disputaram a primeira de duas corridas previstas debaixo de temperaturas amenas e com piso seco. Sem surpresas, Francisco Gonçalves saltou para o comando quando os semáforos se apagaram, apesar de André Tavares ter ensaiado um ataque ao piloto do Lotus. Dois “Safety Car” – ambos por despistes de pilotos que ficaram parados em zonas sensíveis da pista – acabaram por encurtar a corrida e, por outro lado, não tiveram o condão de alterar a classificação da corrida.

    Em primeiro lugar, porque André Tavares nunca conseguiu surpreender o líder da corrida. Em segundo lugar, porque esta primeira corrida terminou atrás do “Safety Car”. Faltaram oportunidades ao piloto do Honda S2000 para dar alguma luta a Francisco Gonçalves. Assim, no final da corrida, a vitória ficou para Francisco Gonçalves, seguido de André Tavares e do primeiro dos Super Turismos, o Honda Civic Type R de Sérgio Monteiro.

    A categoria Super Extra foi ganha por Francisco Gonçalves, seguido de André Tavares, Hélder Moura (Volvo 850R), Diogo Cavaco (BMW 325i), Arlindo Beça (Mini Cooper S) e André Martins (Seat Ibiza). Nos Super Turismo, vitória para o terceiro classificado à geral, Sérgio Monteiro. Seguiram-se Pedro Cerqueira (Honda Civic Type R), Bernardo Kolbe (Renault Clio RS) e Ruben Fernandes (Renault Clio RS) que, aopesar de ter abandonado ainda terminou classificado.

    Entre os Super Trophy, vitória para Telmo Nunes ao volante do Renault Clio RS que divide com Eleutério Duarte, na frente de Estevão Oliveira, o vencedor da classificação da Type R Legacy Cup. Seguiram-se Eduardo Machado, Luís Mendes, Bruno Salgado, Lucas Barbosa, Rómulo Mineiro (todos em Honda Civic Type R da Type R Legacy Cup), António Duarte (Renault Clio) e Hugo Oliveira (Honda Civic Type R da Type R Legacy Cup). Não terminaram a corrida Pedro Oliveira (VW Golf GTi da categoria Super Extra), Nelson Oliveira, Paulo Santos e Diogo Oliveira, todos em Honda Civic Type R.

    Com um céu azul e temperaturas primaveris, Francisco Gonçalves saiu da “pole position” para a segunda corrida do Campeonato de Portugal de Velocidade Super Legends. E, uma vez mais, apesar dos esforços de Miguel Mota ao volante do Honda S2000, Francisco Gonçalves não deu chances a ninguém. Mais atrás, sim, muita luta entre os diversos carros das categorias Super Turismo e Super Trophy. As primeiras voltas foram intensas e cheias de emoção com indefinição naquelas duas categorias.

    O polo de interesse desta segunda corrida dos Super Legends residiu durante muitas voltas na luta pelo terceiro lugar da geral. Protagonizada por Hélder Moura (Volvo 850R), Eleutério Duarte (Renault Clio RS) e Bernardo Almeida (BMW 325i), esta luta gerou várias ultrapassagens até que Hélder Moura não evitou um toque violento no carro de Eleutério Duarte. O piloto do Renault Clio fez um pião, enquanto o homem do Volvo continuou. Porém, os danos no carro sueco foram terminais e Hélder Moura, depois de passar pela reta da meta com o carro a deitar muito fumo, abandonou na Curva 1, deixando o carro numa posição que tornou inevitável a saída de novo “Safety Car”.

    Dessa maneira, as enormes distâncias que se produziram após sete voltas foram anuladas e a corrida recrudesceu de interesse. Francisco Gonçalves nem teve oposição, pois Miguel Mota falhou o arranque. A superioridade do Honda S2000 permitiu-lhe chegar à travagem da primeira curva na primeira curva na frente do pelotão. Quem aproveitou o “Safety Car” foi Eleutério Duarte que desafiou Bernardo Almeida. Trocaram de posição diversas vezes, superiorizando-se o BMW de Sousa nas retas, melhor o Clio nas curvas. Porém, à entrada da última volta da corrida, Eleutério Duarte baixou os braços e Bernardo Almeida acabou por ficar na frente.

    Mais atrás, entre os Honda Civic Type R da Type R Legacy Cup e os carros da categoria Super Trophy, desenvolveram-se muitas lutas que foram animando a corrida, tendo o “Safety Car” aumentado essa emoção. Eleutério Duarte, depois de protagonizar o incidente com Hélder Moura, aproveitou o “Safety Car” e ganhou entre os Super Trophy.

    Contas feitas, Francisco Gonçalves dominou da luz à bandeira às duas corridas do Campeonato de Portugal de SuperLegends, com o Honda S2000 de André Tavares e Miguel Mota em segundo. Ambos lideraram a categoria Super Extra, ficando o terceiro lugar para o BMW 325i de Bernardo Almeida. Arlindo Beça (Mini Cooper S) ficou com a quarta posição nesta categoria, André Martins (Seat Ibiza) foi o quinto classificado.

    Nos Super Turismo, vitória para Abel Marques ao volante do Honda Civic Type R que patilha com Sérgio Monteiro, conseguindo, assim, duas vitórias na sua categoria. Depois ficaram Nuno Figueiredo no Honda Civic Type R que partilha com Pedro Cerqueira e Daniel Oliveira ao volante do Renault Clio RS partilhado com Bernardo Kolbe. Ruben Fernandes (Renault Clio) não terminou a corrida.

    Muito mais animada a categoria Super Trophy… mas não para a vitória. Eleutério Duarte não deu chances ao volante do Renault Clio RS partilhado com Telmo Nunes. Foi a segunda vitória para a dupla do carro francês. No segundo lugar ficou o Rómulo Mineiro, seguindo-se Luís Mendes, Luís Delgado, Eduardo Machado, Pedro Barbosa, Bruno Salgado, Paulo Taveira, Paulo Santos e João Saramago, todos em Honda Civic Type R. Na Type R Legacy Cup, vitória para Rómulo Mineiro.

    A próxima jornada do Campeonato de Portugal de Velocidade Super Legends realiza-se no Circuito Motorland, em Espanha, nos dias 24 e 25 de maio.

  • Campeonato de Portugal de Velocidade Clássicos 1300: domínio de Carlos Barbosa da Cruz

    Campeonato de Portugal de Velocidade Clássicos 1300: domínio de Carlos Barbosa da Cruz

    O Campeonato de Portugal de Velocidade Clássicos 1300 cumpriu a primeira jornada da temporada no ANPAC Start Season 2025 que se realizou este fim de semana no Autódromo do Estoril. A maior grelha do fim de semana exclusivo da Associação Nacional de Pilotos de Automóveis Clássicos (ANPAC) deu origem a corridas muito intensas, onde as várias intervenções do “Safety Car” ampliaram essa intensidade.

    Luís Alegria cumpriu o regresso ao Campeonato de Portugal de Velocidade e na qualificação não se fez rogado e assinou a “pole position” na frente de Carlos Barbosa da Cruz, Nuno Soiares e Pedro Barbosa. Todos em Datsun 1200, exceto Barbosa da Cruz que alinhou com um Datsun 1200 Coupé. Alegria, Cruz, Soares e Barbosa ficaram com os quatro primeiros lugares dos Clássicos, seguindo-se João Braga a fechar o Top 5.

    Na categoria Legends 1300, o melhor foi Paulo Mendes ao volante de um Citroen AX Sport, o únco que se conseguiu intrometer entre os Datsun 1200. Seguiram-se Jorge Marques (Toyota Starlet), Duarte Trindade (Peugeot 106), João Arantes (Toyota Starlet), Paulo Teixeira (Citroen AX Sport), Miguel Miguel (Austin Metro), José Moreira (Toyota Starlet), Fernando Morgado (Suzuki Swift GTI) e Paulo Teixeira (Peugeot 106).

    No Desafio ANPAC, Daniel Gouveia foi o mais rápido, seguido de António Costa, Nuno Pinheiro e Óscar Romano. Na categoria Stock Cup, Filipe Monteiro levou o seu Opel Corsa à “pole position” da categoria, seguido do Rover 25 de João Castanheira e do Ford Fiesta de Resit Nasirli, enquanto Frederico Formiga não marcou um tempo com o seu Honda Jazz.

    Dentro desta categoria Stock Cup, encontramos a City que alberga os Citroen C1 e Peugeot 107. O melhor foi Jorge Pessanha, seguido de Miguel Manzaneque, Luís Alcino, Afonso Inácio, João Novo, Pedro Cruz, Simplício Taveira e Luís Silva. Paulo Lopes no único Peugeot 107 ficou fora do tempo mínimo de qualificação.

    Finalmente, na Taça 1000 Miguel Barata e Veloso Amaral tiveram problemas no seu Datsun 1000 e não alinharam na qualificação, enquanto Ruben Veludo com o seu Mini Mighty ficou na primeira posição da categoria Mighty.

    A primeira corrida da temporada dos Classicos 1300 ficou marcada por uma baixa de vulto. Problemas no Datsun 1200 de Luís Alegria tiraram o piloto das duas corridas do fim de semana. Um início de temporada aziago para o antigo campeão de Portugal de Clássicos 1300. Depois, por um incidente que envolveu vários pilotos, o “Safety car” veio perturbar a corrida. Foram disputadas apenas uma dezena de voltas, onde Carlos Barbosa da Cruz levou a melhor sobre Pedro Barbosa. Não foi uma vitória fácil, mas merecida para o piloto do Datsun 1200 Coupé. Na luta pelo pódio, João Braga impôs o seu Datsun 1200 a Paulo Mendes que, por sua vez, colocou o seu Citroen AX Sport na frente do Toyota Starlet de João Arantes, fechando estes pilotos o Top 5.

    Mais atrás, foram muitas as lutas entre Filipe Monteiro (Opel Corsa) da categoria Stock Cup e Daniel Gouveia com o Fiat Punto 85 do Desafio ANPAC. Aliás, os pilotos das categorias Stock Cup, Desafio ANPAC e City envolveram-se em lutas muito interessantes que ofereceram emoção a esta primeira corrida dos Clássicos 1300.

    Algo que prova como esta aposta da ANPAC nas categorias Stock Cup e City podem ser muito importantes e albergue para pilotos de várias gerações. Uma aposta ganha por parte dos organizadores do Campeonato de Portugal de Velocidade.

    Carlos Barbosa da Cruz venceu entre os Clássicos, seguido de Pedro Barbosa, João Braga e Nuno Soares, todos em Datsun 1200. Nos Legends 1300, Paulo Mendes (Citroen AX Sport) ficou na frente de João Arantes (Toyota Starlet 1.3), Miguel Miguel (Austin Metro), José Moreira (Toyota Starlet), Fernando Morgado (Suzuki Swift GTI), Duarte Trindade (Peugeot 106) e os Peugeot 106 e Citroen AX de Paulo Teixeira e Paulo Teixeira. No Desafio ANPAC, vitória para Daniel Gouveia, seguido de António Costa, Nuno Pinheiro e Óscar Rosmano.

    Na Stock Cup, vitória para Filipe Monteiro (Opel Corsa), João Castanheira (Rover 25) e Frederico Formiga (Honda Jazz). Na categoria City, vitória para Jorge Pessanha, seguido de Luís Alcino, Luís Silva, Afonso Inácio, todos em Citroen C1. Depois ficaram Paulo Lopes (Peugeot 107), Miguekl Manzaneque (Citeoen C1) e João Novo (Citroen C1). Finalmente, nos Mighty, corrida a solo de Rúben Veludo (Austn Mighty).

    A segunda corrida do Campeonato de Portugal de Velocidade Clássicos 1300 foi ainda mais prejudicada pela presença de um “Safety Car” em pista. Tudo devido à quebra do motor do Datsun 1200 de Pedro Barbosa em plena reta da meta e que deixou um rasto de óleo na pista com várias centenas de metros. Dessa maneira, foram realizadas apenas nove voltas, onde Carlos Barbosa da Cruz não teve muita dificuldade em vencer pela segunda vez no fim de semana.

    Antes do abandono de Pedro Barbosa, este moveu perseguição ao líder juntamente com Paulo Mendes, ao volante do Citroen AX Sport. Tentou usar o recomeço após o “Safety Car” para pressionar Barbosa da Cruz, mas o Datsun 1200 Coupé revelou-se inultrapassável, mantendo uma confortável vantagem para o terceiro classificado, Duarte Trindade. O piloto do Peugeot 106 foi ultrapassando adversários, começando com o Datsun 1200 de João Braga, seguiu-se o Toyota Starlet de João Arantes e ficaram a faltar voltas para que o pequeno Peugeot chegasse mais à frente.

    Para esta segunda corrida, derivado dos incidentes da primeira corrida, não participaram Nuno Soares (Datsun 1200), Paulo Teixeira (Peugeot 106) e Pedro Cruz (Citroen C1). Abandonaram a corrida, Pedro Barbosa (Datsun 1200) e Jorge Marques (Toyota Starlet).

    Contas feitas às categorias, Carlos Cruz e João Braga ficaram em primeiro e segundo da categoria Clássicos. Nos Legends 1300, Paulo Mendes (Citroen AX Sport) voltou a vencer, desta feita na frente de Duarte Trindade (Peugeot 106), José Arantes (Toyota Starlet), Miguel Miguel (Austin Metro), Paulo Teixeira (Citroen AX Sport), José Moreira (Toyota Starlet) e Nuno Afoito (Suzuki Sawift GTI).

    No Desafio ANPAC, Daniel Gouveia repetiu a vitória na frente de António Costa, Nuno Pinheiro e Óscar Rosmano. Na Taça 1000, Veloso Amaral conseguiu recuperar o Datsun 1000 e participou na corrida, mas o fumo que saia do escape não augurava nada de bom e o veterano piloto acabou apeado em plena reta da meta. Acabou classificado e venceu a categoria. Nos Mighty, Ricardo Cardoso venceu com o Austin Mighty que partilhou com Rúben Veludo.

    Na categoria City, a longa presença do “Safety Car” em pista e o muito óleo que ficou no final da reta da meta, prejudicaram alguns pilotos, mas o carro de Jorge Pessanha e Pedro Antunes repetiu o resultado da primeira corrida vencendo na frente de Gonçalo Novo, Miguel Manzaneque, Afonso Inácio, Luís Alcino, Simplício Taveira, Luís Silva e José António. Nos Stock Cup, Filipe Monteiro voltou a colocar o Opel Corsa na primeira posição, seguido de Frederico Formiga, apesar do pião do piloto do Honda Jazz, e do Rover 25 de João Castanheira.

    A próxima jornada do Campeonato de Portugal de Velocidade Clássicos 1300 será no Circuito de Monteblanco, Espanha, nos dias 24 e 25 de maio.

  • Luís Liberal dominou no Estoril no Campeonato de Portugal de Velocidade Legends

    Luís Liberal dominou no Estoril no Campeonato de Portugal de Velocidade Legends

    O BMW M3 E30 colorido de Luís Liberal dominou o fim de semana de corridas do Campeonato de Portugal de Velocidade Legends. Com uma grelha de partida com 22 automóveis, os Legends ofereceram corridas interessantes nas diversas classes e até para a vitória. As entradas em pista do “Safety Car” devido a alguns incidentes, acabaram por quebrar o ritmo das corridas.

    O Campeonato de Portugal de Velocidade Legends cumpriu a sua primeira jornada integrada no ANPAC Start Season 2025 realizado este fim de semana no Autódromo Internacional do Estoril. Uma grelha de partida com 22 carros deu um colorido muito interessante a este fim de semana de corridas da ANPAC, o primeiro de 2025.

    A sessão de qualificação sorriu ao poderoso Ford Sierra RS500 de João Novo que bateu o BMW M3 E36 de Joaquim Soares e o BMW M3 E30 de Paulo Lima. Nas diferentes classes, os L99 foram dominados por Joaquim Soares seguido de Daniel Moreira (BMW M3 E36).

    Nos L90, João Novo ficou na frente de Paulo Lima, ao passo que nos Legends Trophy, o melhor foi Pedro Bartolomeu, seguido de Hugo Ferreira, ambos ao volante de um Renault Spider. Nos L99 da Taça Legends 2000, o melhor foi o Honda Integra Type R de Tiago Ribeiro, na frente de José Miguel Almeida e de Tiago Montes, ambos em Honda Integra Type R. Seguiram-se Pedro Lisboa (Peugeot 306), Nelson Silva (Honda Integra Type R), António Sarabando (Peugeot 306 GTI) e Paulo Ferraz (Renault Clio 1.😎.

    Já na L99/Taça Legends 1600, a “pole-position” foi para Miguel Matias (Citroen Saxo Cup) seguido de Fábio Mota (Citroen Saxo Cup), Pedro Amaro (Citroen Saxo) e José Mota (Peugeot 106 S16).

    A primeira corrida começou sem o homem da “pole position”, João Novo. O Ford Sierra RS500 exibiu problemas que tiraram o potente carro da oval azul da competição de forma definitiva. Joaquim Soares ficou na frente e arrancou, apesar da pressão de Paulo Lima. Porém, o perigo vinha de trás. Luís Liberal com o belíssimo BMW M3 E30 Art Car saiu da última fila da grelha e encetou a recuperação logo nos primeiros metros.

    Facilmente chegou aos primeiros lugares e pavimentou o caminho para a vitória passando, primeiro pelo BMW M3 de Daniel Moreira. Depois, o BMW M3 E30 de Paulo Lima e, finalmente, o BMW M3 E36 de Joaquim Soares com uma belíssima ultrapassagem na curva da Orelha. Paulo Amaro (Citroen Saxo Cup) e Paulo Ferraz (Renault Clio 1.😎 envolveram-se numa luta interessante que animou quem assistiu à corrida.

    Mas mais interessante estava a batalha entre Tiago Ribeiro e José Miguel Almeida. Os dois Honda Integra Type R andaram várias voltas em luta constante até que Ribeiro tentou uma travagem tardia no final da reta da meta e acertou em cheio na traseira do Honda de Almeida. Isso não impediu que este conseguisse ficar na frente de Tiago Ribeiro que não conseguiu voltar a incomodar o seu adversário.

    Contas feitas, Luís Liberal ganhou na categoria L99, seguido de Joaquim Soares e Daniel Moreira. Nos L90, venceu Paulo Lima com o BMW M3 E30. Nos Legends Trophy, a luta entre os Renault Spider de Hugo Ferreira e Pedro Bartolomeu foi favorável ao primeiro, enquanto nos L90 Taça Legends 2000 Manuel Zenha (VW Golf GTI) venceu na frente de João Miguel Ribeiro (VW Golf GTI).

    Nos L99 Taça Legends 2000, José Miguel Almeida venceu na frente de Tiago Ribeiro, Pedro Lisboa (Peugeot 306), António Sarabando (Peugeot 306 GTI), Paulo Ferraz (Renault Clio 1.😎 e Tiago Montes (Honda Integra Type R). Nos L99 Taça Legends 1600, vitória para Fábio Mota (Citroen Saxo Cup), seguido de José Mota (Pegeot 106 S16), Pedro Amaro (Citroen Saxo) e Miguel Matias (Citroen Saxo Cup).

    A segunda corrida foi inteiramente dominada por Luís Liberal ao volante do BMW M3 E30. Saiu da “pole position” e encaminhou-se para a segunda vitória do fim de semana sem oposição. Atrás, a luta entre Joaquim Soares e Paulo Lima foi um dos pontos mais interessantes da corrida. Batalha que se manteve ao longo de toda a corrida.

    Um toque violento entre Pedro Amaro (Citroen Saxo Cup) e Paulo Ferraz (Renault Clio 1.😎 deixou os dois carros plantados na escapatória da curva 1, obrigando à entrada do “Safety Car” para retirar os dois automóveis. Isso aproximou o pelotão, mas as lutas não recrudesceram se intensidade. Luís Liberal manteve-se firme na frente da corrida, ganhando pela segunda vez no fim de semana, enquanto José Miguel Almeida e Tiago Ribeiro reeditaram o duelo da primeira corrida. Mas, desta feita, sem toques e com o mesmo resultado, ou seja, vitória de Almeida.

    O pouco tempo que ficou depois da saída do “Safety Car” foi muito bem aproveitado por Paulo Lima que na terceira curva do Estoril atacou a posição de Joaquim Soares e reclamou o segundo lugar à geral na frente do BMW M3 laranja.

    Luís Liberal venceu a categoria L99 na frente de Joaquim Soares e Daniel Moreira, ambos em BMW M3 E36. Nos L90, foi Paulo Lima quem levou a melhor. Nos Legends Trophy Taça Legends 2000 a vitória foi, desta vez, para Pedro Bartolomeu na frente de Hugo Ferreira. Nos L99 Taça Legends 2000, o melhor foi, novamente, José Miguel Almeida, seguido de Tiago Ribeiro, Pedro Lisboa e António Sarabando. Nos L99 Taça Legends 1600, vitória para José Mota (Peugeot 106 S16), Miguel Matias (Citroen Saxo Cup) e Manuel Mota (Citroen Saxo Cup). António Zenha foi o melhor na L99 Taça Legends 1600, com o Honda Civic.

  • Hélder Silva: “tivemos dificuldades, mas prevalecemos e somos líderes destacados”

    Hélder Silva: “tivemos dificuldades, mas prevalecemos e somos líderes destacados”

    Cumpridas que estão as duas primeiras provas da temporada, Hélder Silva já lidera com uma vantagem apreciável a tabela pontual absoluta do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. O tetracampeão nacional em título teve de suplantar as dificuldades inerentes de adaptação à sua nova Norma FC20 20FC, sem que tal fosse óbice a demonstrar, uma vez mais, toda a sua superioridade.

    No espaço de 15 dias, Murça e Guimarães receberam as  primeiras duas provas – de um total de 8 no calendário – da temporada 2025 de Montanha. E quer a Rampa Porca de Murça, quer a Rampa da Penha Paisagem Protegida se revelaram desafios difíceis para os pilotos, muito por culpa das condições meteorológicas, sobretudo na prova transmontana.

    Mas, nem as vicissitudes, bem a concorrência cada vez mais, forte, seriam suficientes para colocar desafios intransponíveis a Hélder Silva. O consagrado piloto poveiro apresentou-se à partida da época assumindo claramente que ia em busca do quinto título nacional absoluto da sua carreira.

    Assumidamente fã de novos desafios, o ‘Míssil da Póvoa’ voltou a mudar de ‘montada’, dizendo adeus à Osella e saudando a chegada à Power House de uma Norma FC20 M2FC que pertencia ao seu rival José Correia. Pela frente, estava a mudança de paradigma técnico, passando de uma ‘barchetta’ com um motor dois litros atmosférico, para uma com um motor turbo.

    “Tínhamos perfeita noção, eu e a equipa, que iríamos enfrentar algumas dificuldades, seja para prepararmos a Norma de forma a extrairmos todo o seu potencial, seja para eu me adaptar a um protótipo com um motor turbo. Está a ser necessário mudar muito o meu estilo de condução, mas, felizmente, temos sido bem sucedidos e ainda temos muita margem de melhoria”, destaca Hélder Silva, numa resenha do que tem acontecido nesta fase inicial do ano.

    Em Murça, foram muitas as dificuldades sentidas por Hélder Silva, muto devido “à chuva que caiu de forma intensa, mas também porque foi a primeira vez em que competi com a Norma. Fomos melhorando e, com algumas apostas arriscadas, mormente na escolha de pneus, conseguimos chegar ao 2º lugar da geral”, façanha que permitiria ao poveiro assumir a liderança do campeonato, pois o vencedor absoluto da rampa não pontuou, por não estar inscrito no CPM.

    Na Penha e num fim-de-semana em que a chuva esteve praticamente ausente, permitindo que as subidas, sobretudo as de prova, fossem feitas com o piso seco, Hélder Silva abriu o livro. Foi o mais rápido nas três subidas a contar e conquistou a primeira vitória absoluta da temporada com autoridade e sem permitir veleidades aos principais opositores, amealhando novamente a pontuação máxima, aumentando assim ainda mais a sua vantagem na liderança do campeonato.

    “Foi uma rampa fantástica. No dia inaugural de sábado ainda tivemos uns problemas menores na Norma, mas a equipa, como sempre, resolveu tudo de forma perfeita. Depois, o piso seco, os quilómetros feitos em competição, tudo ajudou a que a confiança no carro fosse aumentando e chegamos à vitória, que era o único resultado que nos interessava. Ainda para mais, deu para eu melhorar o meu record nesta rampa, apesar do piso estar mais degradado do que em anos anteriores”.

    Com este triunfo e o consequente reforço da sua posição de líder na tabela pontual da geral do CPM, Hélder Silva sente que “estamos no bom caminho. Já provamos que somos competitivos, que conseguimos continuar a ganhar e vamos trabalhar para melhorar e estar na luta pela vitória em todas as provas que faltam. Só assim chegaremos ao ambicionado quinto título nacional. Tudo farei para o alcançar, pela equipa e pelos patrocinadores”.

  • Adão Pinto, Jorge Machado e Gustavo Henriques vencedores em Mação

    Adão Pinto, Jorge Machado e Gustavo Henriques vencedores em Mação

    Adão Pinto (Nacional 2RM), Jorge Machado (Super 1600) e Gustavo Henriques (Kartcross) foram, este domingo, as principais figuras da segunda jornada do Campeonato de Portugal de Ralicross/Kartcross (CPR/K), ao vencerem o Ralicross 63º Mação Verde Horizonte, na pista da Boavista. Se Machado já tinha ganho no arranque da época, em Castelo Branco, Pinto e Henriques estrearam-se agora na conquista do primeiro lugar.

    Na classe Nacional 2RM, se Bruno Lima (Citroen Saxo) triunfou nas duas primeiras corridas, face a André Monteiro (Peugeot 206) e Sérgio Ventura (Citroen Saxo), na 1, e a Adão Pinto (Opel Astra) e Hélder Ribeiro (Citroen Saxo), na 2, na corrida 3 a história foi diferente. Ganhou Rafaela Barbosa (Citroen Saxo), batendo, por uma escassa diferença, Tiago Ventura (Citroen Saxo) e Adão Pinto (Opel Astra). Na meia-final A, Sérgio Ventura (Citroen Saxo) superiorizou-se a Bruno Lima e a Hélder Ribeiro, enquanto na B foi Adão Pinto a deixar para trás André Monteiro e Rafaela Barbosa.

    Na hora do tudo ou nada, Adão Pinto e o seu Opel Astra não deram hipóteses a ninguém no decurso das sete voltas da final, para vencer com mais de um segundo de vantagem em relação a André Monteiro, sendo que este dois foram os primeiros da Divisão 2, enquanto Bruno Lima terminou, um pouco mais atrás, no terceiro lugar do pódio e como vencedor da Divisão 1. André Marinho (BMW 328), o quarto absoluto, foi terceiro da Divisão 2, e Rafaela Barbosa, no quinto lugar, conquistou a segunda posição da Divisão 1, na frente de Ricardo Costa (Citroen Saxo), o sexto classificado absoluto.

    Jorge Machado (Peugeot 208) esteve sempre, desde os treinos até à final, nos três primeiros lugares da classe Super 1600 e acabou por confirmar o seu favoritismo em Mação, superiorizando-se e Tiago Ferreira (Peugeot 208) por dois segundos, enquanto Joaquim Machado (Audi A1) não conseguiu acompanhar o ritmo do duo da dianteira, terminando no pódio e destacado de José Artur Teixeira (Skoda Fabia).

    No Kartcross, Gustavo Henriques (LBS RX01) esteve em foco, depois de Sérgio Castro (ASK XCR) e Alexandre Borges (ASK XCR), este por duas vezes, terem ganho as corridas de qualificação. Nas oito voltas da final, Henriques construiu uma vitória convincente, face a Alexandre Borges e a Pedro Marques (LBS RX01), com Fábio Machado (ASK XCR) e Carlos Dinis (Semog Bravo) a completarem o “top 5”.

    Por fim, nos Iniciados, e embora Michael Braun (Citroen C1) já tivesse um adversário em Mação, a verdade é que somou novo triunfo, já que os problemas mecânicos no Fiat Uno de Nélson Costa não permitiram a este último completar a prova.

    CLASSIFICAÇÕES (oficiosas)

    Nacional 2RM: 1º, Adão Pinto (Opel Astra), 4m41.257s; 2º, André Monteiro (Peugeot 206), a 01.721; 3º, Bruno Lima (Citroen Saxo), a 03.011; 4º, André Marinho (BMW 328), a 08.107; 5º, Rafaela Barbosa (Citroen Saxo), a 09.400; 6º, Ricardo Costa (Citroen Saxo), a 12.871.

    Super 1600: 1º, Jorge Machado (Peugeot 208), 4m34.553s; 2º, Tiago Ferreira (Peugeot 208), a 02.118; 3º, Joaquim Machado (Audi A1), a 07.798; 4º, José Artur Teixeira (Skoda Fabia), a 10.986

    Kartcross: 1º, Gustavo Henriques (LBS RX01), 5m02.586s; 2º, Alexandre Borges (ASK XCR), a 03.123; 3º, Pedro Marques (LBS RX01), a 4.280; 4º, Fábio Machado (ASK XCR), a 8.824; 5º, Carlos Dinis (Semog Bravo), a 9.413; 6º, Guilherme Matos (Semog Bravo), a 12.553; 7º, João Pinheiro (LBS RX01), a 20.451; 8º, Renato Campos (ASK XCR), a 26.354; 9º, Sérgio Castro (ASK XCR), a 2 voltas; 10º, José Pereira (ASK EVO), a 3 voltas.

    Iniciados: 1º, Michael Braun (Citroen C1).

    A terceira jornada do Campeonato de Portugal de Ralicross/Kartcross será o regresso, a 26 e 27 deste mês de abril, à renovada Pista da Costilha, em Lousada.

  • F3: excelente recuperação de Ivan Domingues

    F3: excelente recuperação de Ivan Domingues

    Ivan Domingues assinou esta manhã, na Sprint Race do Grande Prémio do Bahrain, segunda prova do Campeonato do Mundo FIA de Fórmula 3, uma forte demonstração do seu talento. O piloto português largou da 23.ª posição, impôs um ritmo muito rápido e chegou ao 14.º lugar, mas um toque, quando atacava a 10ª ultrapassagem, deitou por terra a grande recuperação que estava a realizar.

    Debaixo de uma temperatura elevada, 30 aguerridos pilotos proporcionaram uma Sprint Race verdadeiramente espetacular, com várias mudanças de líder, que terminou com a vitória de Nikola Tsolov. Ivan Domingues perdeu três posições na confusão da partida, mas rapidamente recuperou esses lugares e encetou uma bela recuperação. O piloto de Leiria foi sempre muito rápido e determinado nas ultrapassagens, a meio da corrida tinha ganho nove lugares – era o piloto com mais posições conquistadas em pista – e o melhor da equipa Van Amersfoort Racing. Contudo, a luta pelo 13.º lugar acabou de forma inglória, com uma travagem no limite e um toque em outro carro que motivou o seu abandono, a quatro voltas do fim.

    “Já na qualificação sentimos que estávamos rápidos. Apesar da confusão inicial, começámos a recuperar posições e sentimos que tínhamos ritmo para rodar dentro dos pontos. Infelizmente, no ataque a uma ultrapassagem, um toque acabou por levar ao abandono”,explicou o piloto português.  “Foi pena, serviu de aprendizagem, mas, acima de tudo, mostrámos que o ritmo está a evoluir. Chegámos a ser o carro mais rápido em pista e a agora é tentar prosseguir esta evolução já para a corrida de amanhã”, salientou Ivan Domingues.

    O piloto de Leiria, que defende as cores de Portugal numa das competições de monolugares mais exigentes da atualidade, volta a competir amanhã na Feature Race, que tem lugar pouco antes do Grande Prémio do Bahrain de Fórmula 1.

    Programa do Grande Prémio do Bahrain de Fórmula 3

    Domingo
    Feature Race – 22 voltas (10h55)

    A corrida pode ser acompanhada em direto através da DAZN 5.

  • VÍTOR PASCOAL: “INÍCIO DE ÉPOCA DIFÍCIL, MAS VAMOS LUTAR PELO TÍTULO”

    VÍTOR PASCOAL: “INÍCIO DE ÉPOCA DIFÍCIL, MAS VAMOS LUTAR PELO TÍTULO”

    Vítor Pascoal terminou a Rampa da Penha Paisagem Protegida no 2º lugar da Categoria GT, tendo sido um dos protagonistas de um duelo intenso pelo triunfo. Foi o segundo pódio de uma temporada que se adivinha difícil, mas o tetracampeão quer voltar às vitórias rapidamente e lutar pelo ‘Penta’.

    Duas provas na época e dois pódios na Categoria GT. Eis o pecúlio positivo de Vítor Pascoal neste arranque de temporada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, colocando o tetracampeão nacional na mesma segunda posição da tabela pontual. Arranque positivo, mas claramente abaixo das expectativas e da capacidade do piloto de Baião que tem tido sempre pela frente alguns pequenos detalhes que o têm afastado das vitórias.

    Em Murça, na primeira prova do ano, foram muitos os problemas que afetaram o piloto na parte inicial da prova e que viriam a ser decisivos para o afastar da luta pela vitória. Na Penha a história repetiu-se, com Vítor Pascoal a ter um atribulado início, sendo forçado a novamente tentar recuperar uma desvantagem substancial para com o principal adversário. E quase que conseguiu. 886 milésimas de segundo foram a míngua diferença que impediram o baionense de levar o Porsche 991.2 GT3 Cup do Baião Rallye Team ao primeiro triunfo da temporada

    O tetracampeão nacional de título assume que “não podemos continuar a dar praticamente um dia de avanço aos adversários. Tal como em Murça, também aqui na Penha erramos por completo na afinação que escolhemos para sábado e os tempos muito frustrantes. Obviamente, no domingo, lá tivemos de ir atrás do prejuízo e foi uma luta à décima de segundo que, infelizmente, não pendeu para o nosso lado. Dou os parabéns ao José Rodrigues pela excelente prova que fez. Venceu com mérito, mas julgo que se a vitória tivesse sido nossa, também seria justa. Foi uma luta muito interessante para nós e para o público”.

    Pascoal realça ainda que “sabemos bem que o campeonato está cada vez mais competitivo. Vai ser uma luta muito aberta. Este início de época foi difícil para nós, mas vamos estar na luta pelo título e tudo faremos para voltar às vitórias já na Falperra”.