Autor: VMotores

  • José Lameiro: “Vamos continuar a procurar melhores soluções para o Skoda Fabia”

    José Lameiro: “Vamos continuar a procurar melhores soluções para o Skoda Fabia”

    Manifesto fã do traçado e da ‘festa’ da Falperra, José Lameiro está muito motivado para disputar no próximo fim-de-semana a 44ª edição da Rampa Internacional da Falperra. O craque da Diatosta aponta ao pódio entre os Super Challenge.

    Esta aí a sempre única Rampa Internacional da Falperra. E entre os quase 130 pilotos que se inscreveram para participar na prova reservada ao Campeonato de Portugal de Montanha JC Group vai estar José Lameiro e o seu Skoda Fabia MKIII.

    O piloto e líder da Diatosta aborda a prova organizada pelo Clube Automóvel do Minho “com alguma espectativa. Este é um fim-de-semana em que importa, sobretudo, disfrutar da festa que é a mítica Falperra, para alem de ser o meu traçado favorito e será sempre um privilégio para mim correr nesta prova”.

    José Lameiro vê nesta terceira prova da temporada mais uma oportunidade para “continuar à procura de melhores soluções para o Skoda Fabia. Temos a perfeita noção de que não estamos no nosso melhor nível competitivo, pelo que temos de ter paciência e persistência. Juntamente com a nossa equipa técnica, saberemos encontrar o melhor caminho”.

    O ‘Lord Terminator’ de Aveiro chega à Falperra na 3ª posição da tabela pontual da Categoria Super Challenge, depois de um arranque de temporada “que esteve longe de ser o melhor. Os resultados em Murça e na Penha foram melhores do que as exibições, embora já tenhamos estado melhor em Guimarães. Na Falperra tudo faremos para voltar a estar nos lugares do pódio da Categoria”.

    A Rampa Internacional da Falperra, realiza-se de 9 a 11 de maio. O primeiro dia é reservado a uma exposição e a uma parada dos carros no coração da cidade de Braga. As hostilidades competitivas começarão no sábado com o CPM JC Group a realizar duas subidas de treinos cronometrados e um Subida de Prova. No domingo, a jornada final e decisiva arrancará com a última subida de treinos cronometrados, antes da 2ª e da 3ª Subidas de Prova.

  • Pedro Perino fez grande recuperação na ELMS em Paul Ricard

    Pedro Perino fez grande recuperação na ELMS em Paul Ricard

    Aos 19 anos, Pedro Perino continua a dar nas vistas na sua época de estreia nos protótipos LMP2 da European Le Mans Series, tendo terminado a jornada de Paul Ricard no top 10 da categoria. Jovem português, que partilha o Oreca da Inter Europol com Luca Ghiotto e Jean-Baptiste Simmenauer, fez 10 ultrapassagens no seu turno de pilotagem.

    Pedro Perino terminou as 4 Horas de Le Castellet, segunda prova da European Le Mans Series, em Paul Ricard (França), no 10.º lugar da categoria LMP2 e no 17.º posto da geral. Um resultado que poderia ter sido melhor, pois o jovem piloto português fez um turno de condução notável durante a primeira parte da corrida, subindo do 17.º lugar da geral até 7.º, isto apesar de alguns contratempos, dado que que arrancou para a prova com pneus para piso seco, quando a pista ainda estava bastante molhada.

    Esta circunstância, aliada a um incidente e respetiva penalização de 10 segundos para o italiano Luca Ghiotto, condicionou o resultado da equipa em França, embora não apague as boas indicações que Pedro Perino voltou a dar, num campeonato onde é um dos mais jovens pilotos da categoria-rainha.

    “As corridas de automobilismo são mesmo assim, o resultado nem sempre depende do piloto, principalmente nas provas de resistência”, analisou Pedro Perino. “Estávamos no top 5 dos LMP2 após a qualificação, mas a nossa corrida acabou por ser bastante atribulada, com um incidente também no último turno. Podíamos ter conseguido aqui um bom resultado, mas vamos continuar a trabalhar em equipa e voltar mais fortes em Imola”, afirmou o jovem piloto de Oeiras.

    A terceira prova da ELMS está agendada para o fim de semana de 5 e 6 de julho, no Circuito de Imola (Itália).

  • Vítor Pascoal: “a Falperra é um dos desafios mais difíceis da época”

    Vítor Pascoal: “a Falperra é um dos desafios mais difíceis da época”

    Vítor Pascoal encara a Rampa Internacional da Falperra como mais um desafio difícil para suplantar. O piloto de Baião coloca como objetivo terminar entre os três primeiros dos pilotos que estão na luta pelo título na Categoria GT.

    A ‘festa’ internacional da Falperra acontece já no próximo fim-de-semana, com Braga a esperar, como sempre, mais de uma centena de milhar de aficionados, que não querem perder pitada do encontro anual entre o Europeu e o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

    Para Vítor Pascoal, a prova organizada pelo Clube Automóvel do Minho assume-se como “um dos mais difíceis desafios da temporada. Ainda para mais, depois de não termos vencido nas duas primeiras provas da temporada, apesar de estarmos sempre na luta pelo triunfo, tornando ainda mais difícil a reconquista do título, mas isto também é prova de que o nível na Categoria GT está cada vez mais forte e isso é algo que todos temos de aplaudir”.

    Mesmo assumindo que este arranque de temporada tem sido difícil, Vítor Pascoal também releva que “está tudo em aberto quanto à conquista do título nos GT e quanto a uma boa posição final na geral do campeonato. Estamos em segundo na tabela pontual da categoria e somos quartos em termos absolutos. É um campeonato longo, onde é fundamental recolher bons pontos em todas as provas e a Falperra é mais uma rampa onde teremos de nos focar nesse objetivo”, até porque, o tetracampeão baionense reconhece que “não é uma das minhas rampas favoritas em termos de traçado, que não nos favorece, sendo ainda de realçar que os nossos principais adversários estão a jogar em casa, tendo um conhecimento da rampa impossível de igualar”.

    O tetracampeão realça que “a equipa fez um excelente trabalho no carro, como sempre. Não iremos com pneus novos, mas os que levamos estão aceitáveis e não será por aí que deixaremos de lutar pelo pódio entre os GT que pontuam para o campeonato. É um objetivo vital, para encararmos a segunda parte da época com reais possibilidades de chegarmos a mais um título”.

    A Rampa Internacional da Falperra, realiza-se de 9 a 11 de maio. O primeiro dia é reservado a uma exposição e a uma parada dos carros no coração da cidade de Braga. As hostilidades competitivas começarão no sábado com o CPM JC Group a realizar duas subidas de treinos cronometrados e um Subida de Prova. No domingo, a jornada final e decisiva arrancará com a última subida de treinos cronometrados, antes da 2ª e da 3ª Subidas de Prova.

  • Diogo Marujo: “o meu estilo de pilotagem adapta-se a este tipo de carros”

    Diogo Marujo: “o meu estilo de pilotagem adapta-se a este tipo de carros”


    O mais jovem piloto do Campeonato de Portugal de Ralis teve uma estreia promissora ao volante do Skoda Fabia Rally2 evo, superando as difíceis condições do Rali Terras D’Aboboreira e acumulando quilómetros em competição, rumo ao 9.º lugar do CPR.

    Um desafio enorme para um jovem piloto vindo do karting e dos Rally4, mas que demonstrou a maturidade competitiva e o potencial de Diogo Marujo, navegado pelo experiente Jorge Carvalho e apoiado pela equipa Racing 4 You. Poucas horas após concluir a sua estreia com um Rally2, o piloto de Mafra falou de um momento inesquecível.

    Questão: Para alguém com 19 anos e que vinha de um Rally4, suponho que o Rali Terras D’Aboboreira teve condições muito difíceis para uma estreia com o Rally2…

    Diogo Marujo: Sim, foi um rali mesmo muito duro, logo desde os reconhecimentos, com muita chuva e lama, e depois condições de aderência completamente variáveis durante o rali, inclusive dentro do mesmo troço! De facto, era fácil errar nestas condições, sobretudo num carro onde tínhamos poucos quilómetros de testes e onde tudo se passa muito mais depressa!

    Q: Ainda assim, não cometeste erros ao longo dos 114 quilómetros de especiais, foste evoluindo os teus tempos e cumpriste o grande objetivo que era terminar. Como foi esta experiência, ao nível da pilotagem de um Rally2 e ao nível da gestão das emoções, visto que és tão jovem?

    DM: Em termos de pilotagem senti-me mesmo muito bem. Quando terminei a minha carreira no karting, as primeiras experiências que tive na terra foram com um 4×4 no todo-o-terreno. Isso deu-me algumas bases que agora foram muito úteis. O Rally4 é um carro completamente diferente em termos de pilotagem e adaptação não foi tão natural. Claro que essa experiência com o Peugeot foi muito importante para aprender o que é um carro de ralis, mas senti-me logo à vontade com o Rally2, muito mais do que com o Rally4. Chegar ao limite do carro já é algo diferente, isso só vem com os quilómetros e a experiência, mas o primeiro passo foi muito positivo.

    Em termos de gestão das emoções, nunca é fácil controlar aquele nervoso miudinho antes de guiarmos um carro destes num troço de ralis. É uma adrenalina enorme e é isso que me apaixona neste desporto. Mas quer antes, quer durante o rali tive sempre o apoio do ‘Jet’ Carvalho, que é uma pessoa muito experiente e que sabe quando puxar por mim, para aumentar o ritmo, ou então dizer-me para acalmar. Isso foi fundamental para terminarmos este rali tão duro e imprevisível. A equipa Racing 4 You também tem sido espetacular e voltou a fazer um grande trabalho a resolver alguns problemas de travões que tivemos no carro na sexta-feira. O meu obrigado a todos eles e, sobretudo, ao meu pai, que me deu esta oportunidade.

    Q: Segue-se outro desafio enorme, sobretudo pela extensão e dureza da prova, que é o Vodafone Rally de Portugal. Já fizeste o rali o ano passado de Rally4. Quais são as expectativas?

    DM: Quero, acima de tudo, terminar o rali e evoluir. Nesta fase da minha carreira é muito importante acumular quilómetros em competição, aprender, descobrir o máximo sobre o carro e cada prova. O Rali de Portugal é especial por vários motivos, desde logo pela quantidade de gente que temos nos troços, pelo apoio fantástico que sentimos desde a cerimónia de partida até ao pódio final, em Matosinhos. A experiência que tive o ano passado é algo que nunca vou esquecer. Mas estou focado em evoluir troço a troço, rali a rali. Este ano é esse o plano para o restante calendário do CPR.

    Q: Sentes que o público apoia ainda com mais entusiasmo jovens pilotos como tu, ou seja, que os adeptos em Portugal procuram as próximas estrelas deste desporto?

    DM: Tenho sentido bastante apoio em todos os ralis, nas sessões de autógrafos, nos parques de assistência, nas classificativas… Os ralis são um desporto fantástico a esse nível, é a modalidade mais popular do automobilismo. Para um jovem de 19 anos, como eu, é um privilégio estar aqui e agradeço a cada uma das pessoas que encontrei nas provas e vieram falar comigo. Isso é muito importante para nos dar motivação, porque este não é um meio fácil. É tudo muito competitivo, intenso e exigente, mas com o apoio do público torna-se mais fácil.

  • Falperra: Kevin Petit vem a Braga desafiar o reinado de Christian Merli

    Falperra: Kevin Petit vem a Braga desafiar o reinado de Christian Merli

    Sustentabilidade ambiental será uma prioridade ao longo do fim de semana, na edição da rampa mais ecológica de sempre, estando delineado um conjunto alargado de procedimentos para minimizar o impacto associado à prova.

    O jovem francês Kevin Petit (Nova Proto NP01 Honda Turbo) afigura-se como o grande rival do italiano Christian Merli (Nova Proto NP01 V8 Cosworth) na discussão da vitória na 44ª edição da Rampa Internacional da Falperra (10/11 maio), terceira prova do Campeonato da Europa de Montanha (CEM) e do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group (CPM). Petit chega a Braga somando dois primeiros lugares, o primeiro em França (Col Saint Pierre) e o segundo este último fim de semana, na Áustria (Rechberg), batendo Merli em ambas as provas, o que parece deixar antever uma “nova era” no CEM, à semelhança do sucedido em 2024, quando o também francês Geoffrey Schatz derrotou o italiano no cômputo geral da época… para se sagrar campeão europeu.

    O reinado na Falperra do cinco vezes campeão europeu Christian Merli, que no início desta época trocou o Osella FA30 pelo Nova Proto NP01 com motor V8 Cosworth preparado pelo suíço Heini Mader, onde triunfou por quatro vezes no CEM, a que acresce a vitória no Masters de Montanha FIA (2021), parece seriamente ameaçado por Kevin Petit.

    A grande novidade de 2025 surgiu na véspera da prova de abertura do CEM, em França, quando o campeão europeu Geoffrey Schatz, que figurava entre os inscritos, anunciou a sua ausência: “Não terei possibilidade de disputar mais uma época no Campeonato da Europa por uma simples razão: atualmente não disponho de pneus suficientes para participar em boas condições. Caso a situação não se altere, não poderei defender o meu título”, podia ler-se na comunicação do piloto francês. E o certo é que Schatz já não se inscreveu na etapa seguinte, na Áustria, duas semanas depois do Col Saint Pierre.

    Nas duas provas disputadas antes da Falperra, Kevin Petit, Christian Merli e o espanhol Iraola Lanzagorta (Nova Proto NP01) monopolizaram o pódio, sempre por aquela ordem, tudo indicando que o despique pelas primeiras posições do CEM na Falperra não seja muito diferente, em termos de protagonistas.

    Novo asfalto deixará o traçado mais rápido

    Uma das novidades para este ano e que vai ser do agrado dos pilotos é a introdução de mais de seis mil metros quadrados de novo piso de asfalto no traçado de 5.200 metros da rampa. Uma grande parte desse “tapete” foi colocado nas duas esquerdas a seguir À partida e ainda até à Curva do Restaurante, mas também na zona dos SS rápidos e na chegada à Curva da Morte.

    Este melhoramento significativo no piso da rampa vai tornar a pista mais rápida e, sem dúvida, mais espetacular.

    Maior esforço de sempre na sustentabilidade ambiental

    A 44ª edição da Rampa Internacional da Falperra será a mais sustentável de sempre em termos ambientais, na sequência dos procedimentos, em diferentes áreas, que vão ser implementadas pelo Clube Automóvel Minho, em parceria com a Câmara Municipal de Braga, a AGERE – Empresa de Águas, Efluentes e Resíduos de Braga, a BRAVAL – Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos e a TUB – Transportes Urbanos de Braga. Pela primeira vez foi atribuído o cargo de delegado ambiental da prova, assumido pela engenheira Rosário Arantes, da autarquia bracarense, que funcionará como elo entre a organização da prova e a FPAK (Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting).

    Toda a informação aos pilotos e respetivas equipas passa a ser feita pela via digital, através da plataforma Sportity (FALPERRA2025]. A AGERE garantirá não apenas a distribuição de água, sempre em copos de papel, tanto na partida, como noutros locais, bem como a limpeza de lixo, enquanto a recolha de resíduos destinados a reciclagem fica a cargo da BRAVAL. A água consumida na Zona VIP será originária da fonte do Sameiro, tendo sido efetuadas análises prévias para salvaguarda da respetiva qualidade sanitária, enquanto a que vai ser distribuída, em garrafas de vidro, aos oficiais de prova tem origem na rede pública de Braga, considerada uma das melhores do país.

    Com o objetivo de reduzir a pegada de carbono, a frota de veículos utilizados pela organização da prova é movida a energia elétrica, o mesmo sucedendo em relação aos autocarros da TUB- Transportes Urbanos de Braga que vão assegurar o serviço especial Braga-Falperra-Braga para quem desejar assistir à rampa. Pretende-se evitar que os espetadores levem os seus veículos para a zona da prova. A viagem de ida e volta tem o custo de 1 euro e as informações sobre os pontos de paragem dos autocarros na cidade estão mencionadas no site oficial da prova: https://rampadafalperra.pt/

  • ALMADA EXTREME SPRINT 2025: FESTA E ADRENALINA NO CENÁRIO DA ANTIGA LISNAVE

    ALMADA EXTREME SPRINT 2025: FESTA E ADRENALINA NO CENÁRIO DA ANTIGA LISNAVE

    Nos próximos dias 24 e 25 de maio, o Almada Extreme Sprint regressa com mais força do que nunca, transformando os terrenos históricos da antiga Lisnave, em Almada, no palco de uma competição eletrizante e cheia de emoções num ambiente de festa sem igual, combinando adrenalina, solidariedade e muitas surpresas para os amantes do desporto automóvel.

    O evento, organizado pelo Clube de Motorismo de Setúbal com o apoio da Câmara Municipal de Almada, conta com duas modalidades emocionantes: o Sprint e a Regularidade. Além disso, será uma oportunidade única para os participantes e público em geral homenagearem José Veiga, piloto e preparador Almadense com muita influência no desporto motorizado, um verdadeiro mestre, que marcará presença vindo de propósito do estrangeiro para nos acompanhar.

    O evento começa no sábado, 24 de maio com a chegada dos concorrentes o início das verificações técnicas e documentais e o reconhecimento do percurso. Ainda no dia 24, os visitantes poderão aproveitar a zona de restauração, situada no coração do evento, onde poderão saborear uma vasta oferta gastronómica.

    No domingo, 25 de maio, a competição entra em alta velocidade com um dia repleto de emoções fortes. A partir das primeiras horas, haverá sessões de treinos e qualificações, além de exibições de co-drives e um impressionante desfile de clássicos. Mas a diversão não para por aí! O público pode esperar muitas outras atrações, como música, várias atividades na zona das boxes, expositores e uma forte presença do comércio local, oferecendo produtos típicos da região.

    Para além das corridas, o evento será um ponto de encontro para todos os que procuram uma experiência única e envolvente. A área de restauração/catering contará com várias opções para refeições, em espaços acolhedores e perfeitos para relaxar entre cada momento de adrenalina.

    O Almada Extreme Sprint é hoje uma referência no panorama nacional do desporto automóvel, atraindo anualmente um público crescente e entusiasta. Este ano, a proposta do evento é ainda mais ambiciosa, com um programa diversificado e muitas surpresas para todos os presentes.

  • ELMS: Filipe Albuquerque termina em quinto em Paul Ricard

    ELMS: Filipe Albuquerque termina em quinto em Paul Ricard

    Filipe Albuquerque terminou a segunda jornada do European Le Mans Series em Paul Ricard no quinto lugar entre os LMP2 depois de ter chegado a liderar a corrida.

    O piloto português e os seus companheiros de equipa, Cem Bolukbasi e Ferdinand Habsburg estiveram a um excelente nível, recuperando da cauda do pelotão para o primeiro lugar. Subir ao lugar mais alto do pódio só não foi possível devido a uma paragem obrigatória aquando do ‘safety-car’ em pista. Ainda assim o andamento que conseguiram demonstrar em pista mostra uma evolução notória no Oreca da Nielsen Racing o que poderá ser determinante para as restantes corridas do Campeonato.

    Filipe Albuquerque não escondia a satisfação de terem sido protagonistas de uma corrida que se antevia complicada: “A corrida começou à chuva e os meus colegas de equipa tiveram um trabalho complicado de se irem ajustando às condições. Mas fizeram um trabalho notável porque o carro nessas condições estava com um ‘set-up’ fortíssimo que nos permitiu ir de último para primeiro. Todas as decisões de estratégia foram acertadas”, começou por referir.

    No entanto, houve um único senão que roubou a vitória quase certa ao piloto português: “Para que eu cumprisse o meu tempo obrigatório em pista, a troca de pilotos aconteceu numa altura em que o ‘safety-car´estava em pista e isso foi altamente penalizador, porque dei por mim no meio da confusão, perdi toda a margem que tínhamos e ainda tive de fazer um sem número de ultrapassagens”, continuou o piloto de Coimbra.

    Desta forma o quinto lugar viria a ser o resultado possível: “Ficámos muito contentes com o trabalhado realizado na corrida, ainda temos de continuar a evoluir para termos o Oreca mais competitivo a seco, mas parece-me claramente que demos um passo em frente e isso é importante para a equipa e para a motivação geral”, concluiu Filipe Albuquerque.

    A próxima jornada da temporada acontece a 6 de julho em Imola, no entanto Filipe terá já no próximo fim-de-semana de regressar aos Estados Unidos para a corrida de Laguna Seca do Campeonato Norte Americano de Resistência.

  • Kris Meeke voa para a vitória no Terras D’Aboboreira

    Kris Meeke voa para a vitória no Terras D’Aboboreira

    Kris Meeke (Toyota GR Yaris Rally2) venceu, este sábado e pelo terceiro ano consecutivo, o Rali Terras D’Aboboreira, dominando do princípio ao fim a terceira prova do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), para concluir as 10 classificativas (114,39 km) com uma diferença de 27.6s para Dani Sordo (Hyundai i20 N Rally2). Armindo Araújo (Skoda Fabia RS Rally2) foi o piloto português melhor classificado, confirmando a superioridade que vem evidenciando desde a época anterior, quando então discutiu o título com o britânico.

    A história deste terceiro rali da época, em termos absolutos, resumiu-se ao despique entre Meeke e Sordo, que deixaram a concorrência para trás desde o início, à semelhança do sucedido tanto em Fafe como no Algarve. Contudo, mais uma vez o piloto da Toyota não deu hipóteses ao da Hyundai e somou o terceiro triunfo consecutivo em 2025. Importa, contudo, referir que o furo sofrido por Sordo na derradeira classificativa (power stage), quando estava a ser o mais rápido, fez aumentar a diferença final de 9.2 para 27.6s, numa “especial” em que Meeke também fez um… “pião”.

    Se o despique pela posição de melhor português prometia um novo “tira-teimas” entre Armindo Araújo e Gonçalo Henriques (Hyundai i20 N Rally2), o certo é que o mesmo durou apenas três classificativas, quando ambos partiam separados por 0.9 segundos para o segundo dia de prova. O jovem do Hyundai Júnior Team FPAK perdeu, primeiro, mais de dez segundos com um “pião” em Marco 2 e depois em Baião não conseguiu evitar um “toque” com a traseira esquerda do Hyundai que lhe danificou a roda e ditou a desistência. A partir de então, Araújo ficava mais folgado no terceiro lugar, controlando o bom desempenho de Rúben Rodrigues, que se sentia pela primeira vez confortável ao volante do Toyota GR Yaris Rally2.

    O campeão açoriano já era quarto do CPR e tinha ganho essa posição a Pedro Meireles (Skoda Fabia RS Rally2) quando este, na sequência de um despiste já a baixa velocidade, foi forçado a abandonar a quatro classificativas do final. A partir daí, tanto Ricardo Teodósio (Toyota GR Yaris Rally2) como José Pedro Fontes (Citroen C3 Rally2), separados por cerca de 30 segundos, pouco mais poderiam fazer que manter as suas posições, dada a margem confortável em relação a Ernesto Cunha (Skoda Fabia Evo Rally2). Paulo Neto (Skoda Fabia Evo Rally2), o estreante nos Rally2 Diogo Marujo (Skoda Fabia Evo Rally2) e Paulo Caldeira (Skoda Fabia Evo Rally2) fecharam o “top 10”.

    A incerteza em torno da vitória no CPR 2RM (duas rodas motrizes) durou até à última classificativa do rali – Aboboreira (21,13 km) –, para a qual Ricardo Sousa (Peugeot 208 Rally4) e Henrique Miranda (Peugeot 208 Rally4) entraram separados por… um segundo. O ucraniano Anton Korzun (Peugeot 208 Rally4), então terceiro classificado, somava mais 25.9s, mas tinha Henrique Moniz (Peugeot 208 Rally4) a 7.1s. Portanto, emoções ao rubro na Power Stage, numa altura em que dois outros protagonistas como Rafael Rego (Peugeot 208 Rally4), devido a despiste, e Guilherme Meireles (Peugeot 208 Rally4), por avaria mecânica, já haviam sido forçados a renunciar. Aliás, Rego liderou, de forma autoritária, desde a primeira classificativa e Meireles, depois de também ter sido líder, estava em condições de discutir um dos três primeiros lugares.

    No momento do tudo ou nada, Sousa garantiu a vitória, perante o desespero de Miranda, que se despistou e não concluiu o rali. Moniz, graças a um “tempo canhão”, pulou de quarto para segundo, com Korzun no último lugar do pódio, enquanto Sérgio Dias (Peugeot 208 Rally4) e Gil Antunes (Peugeot 208 Rally4), separados por menos de um segundo, completaram os cinco primeiros lugares.

    Classificação final (oficiosa)

    1º, Kris Meeke/Stuart Loudon (Toyota GR Yaris Rally2), 1h21m02.6s

    2º, Dani Sordo/Patricia Sáiz Ruiloba (Hyundai i20 N Rally2), a 27.6

    3º, Armindo Araújo/Luís Ramalho (Skoda Fabia RS Rally2), a 1m59.8s

    4º, Rúben Rodrigues/Rui Raimundo (Toyota GR Yaris Rally2), a 3.20.2

    5º, Ricardo Teodósio/José Teixeira (Toyota GR Yaris Rally2), a 3.26.1

    6º, José Pedro Fontes/Inês Ponte (Citroen C3 Rally2), a 3.37.6

    7º, Ernesto Cunha/Valter Cardoso (Skoda Fabia Evo Rally2), a 5.20.5

    8º, Paulo Neto/Nuno Mota Ribeiro (Skoda Fabia Evo Rally2), a 7.48.9

    9º, Diogo Marujo/Jorge Carvalho (Skoda Fabia Evo Rally2), a 8.21.5

    10º, Paulo Caldeira/Carlos Magalhães (Skoda Fabia Evo Rally2), a 9.55.8

    2RM

    1º, Ricardo Sousa/Luís Marques (Peugeot 208 Rally4), 1h33m07.0s

    2º, Henrique Moniz/Jorge Dinis (Peugeot 208 Rally4), a 3.3s

    3º, Anton Korzun/Pavlo Kononov (Peugeot 208 Rally4), a 25.7

    4º, Sérgio Dias/Bruno Abreu (Peugeot 208 Rally4), a 34.2

    5º, Gil Antunes/Alexandre Ramos (Peugeot 208 Rally4), a 35.0

    º, Joni Gonçalves/Paulo Silva (Peugeot 208 Rally4),

    º, Pedro Silva/Ricardo Moura (Peugeot 208 Rally4),

    CAMPEONATOS (Classificações oficiosas):

    Absoluto: 1º, Kris Meeke, 81 pontos; 2º, Dani Sordo, 66; 3º, Armindo Araújo, 53; 4º,

    Ricardo Teodósio, 38; 5º, José Pedro Fontes, 29; 6ºs, Pedro Meireles e Rúben

    Rodrigues, 18; 8ºs, Gonçalo Henriques e Ernesto Cunha, 17; 10º, Pedro Almeida, 11.

    2RM: 1º, Ricardo Sousa, 50 pontos; 2ºs, Guilherme Meireles, Sérgio Dias e Henrique

    Moniz, 49; 5º, Anton Korzun, 33.

    Júnior: 1º, Guilherme Meireles, 55 pontos; 2º, Pedro Gastão, 54; 3º, Danny Carreira,   

    45; 4º, Rafael Rego, 23; 5º, Eduardo Santos, 17.

    O Campeonato de Portugal de Ralis prossegue a 15 e 16 deste mês, no Vodafone Rally de Portugal, sendo que para efeitos de pontuação é válida apenas o resultado no final da primeira etapa.

  • PSCI: André Fernandes e Dylan Pereira levaram a AF & V Motorsport à vitória na Endurance Race

    PSCI: André Fernandes e Dylan Pereira levaram a AF & V Motorsport à vitória na Endurance Race

    A ronda inaugural da Porsche Sprint Challenge Ibérica 2025 teve o seu epílogo com a primeira Endurance Race da sua história. Após os 50 minutos de corrida no traçado de Portimão, a AF & V Motorsport , conquistou o triunfo na frente da LOB Motorsport e da GT Corse.

    Era grande a expectativa para este novo formato de competição integrado na PSCI. 50 minutos de corrida, com paragem obrigatória na pista – 120 segundos no caso das duplas, 125 no caso dos pilotos a solo – a ser feita entre o minuto 20 e o último segundo antes do minuto 30, era o prato proposto pela P21 Motorsport, oficial partner da Porsche na organização deste campeonato. As estratégias, os ritmos, o equilíbrio de andamentos entre colegas de equipa, muitos eram os fatores que poderiam ser decisivos para o desenrolar da corrida.

    Partindo da ‘pole position’, Manuel Alves assumiu o comando e começou a distanciar-se dos seus adversários, tendo, nesta primeira parte da corrida, José Barros, no carro da AF & V Mortorsport que partilhou com Nuno batista, a fazer o papel de sua sombra, na 2ª posição, enquanto Alejandro Barambio (GT Corse) se colocava no 3º lugar e André Fernandes (AF & V Motorsport) ascendia ao 4º lugar.

    As posições foram se mantendo até à passagem obrigatória pelas boxes para a troca de pilotos ou, no caso dos pilotos a solo, para respeitarem o tempo obrigatório de paragem. Este momento não trouxe muitas modificações à corrida, com uma exceção e, esta, a ser muito importante.

    Dylan Pereira assumiu os comandos do Porsche 992 GT3 Cup da AF & V Motorsport que partilhou com André Fernandes e logo se percebeu que o piloto luso luxemburguês queria ir em busca do prejuízo para o líder da corrida. Rapidamente superou os pilotos que estavam à sua frente e ascendeu de quarto a segundo, começando paulatinamente a reduzir a diferença para Manuel Alves que continuava firme num ritmo forte, sem revelar qualquer pressão por saber que Dylan Pereira estava ao ataque.

    A diferença foi caindo, mas, o tempo para o fim da corrida também. Pereira rodava 5 a 6 décimos de segundo mais rápido por volta do que Alves e, dava para perceber que poderia chegar até ao líder, mas, seria já muito em cima do fecho da corrida.

    E aí… entrou o Safety Car… À 18ª volta – já bem dentro da segunda parte da corrida – o Porsche 992 GT3 Cup da dupla Luís Rocha/Diogo Rocha sofreu danos que o colocaram fora de prova, com o incidente a obrigar à entrada do carro de segurança e, de repente, a poucos minutos do fecho, a vantagem de Manuel Alves esfumou-se.

    No recomeço, Dylan Pereira rapidamente conseguiu suplantar o piloto português e rumou à vitória, cruzando a linha de meta com 3,9 segundos de vantagem sobre Manuel Alves que conseguiu suster os ataques finais do carro da GT Corse de Alejandro Barambio e Borja Garcia, mas os espanhóis tiveram de se contentar como último degrau do pódio. O seu 3º lugar final é merecido, com os dois pilotos a queixarem-se do seu desconhecimento dos pneus neste tipo de prova, assumindo que querem ser mais competitivos nas próximas corridas. 

    Uma palavra para Francisca Queiroz. A jovem piloto da LOB Motorsport enfrentou pela primeira vez uma corrida com uma duração tão alargada e deu bem conta do recado. Esteve sempre muito eficaz e rápida, almejando terminar na 8 posição da geral . Está a melhorar substancialmente, corrida após corrida.

    A Monteiros Competições rematou o excelente fim-de-semana que viveu em Portimão com a conquista do triunfo na Categoria 1, novamente através de Nuno Inocêncio que, a solo, foi muito mais forte do que os seus adversários nesta categoria.

    Também assumindo a corrida por inteiro, o espanhol Pablo Hernandez colocou a RGB Racing Team no 2º posto, enquanto a dupla formada por Alexandre Fonseca e Nuno Mousinho elevava ainda mais o pecúlio da Monteiros Competições com mais um pódio, ao concluírem a corrida no 3º lugar.

    A Porsche Sprint Challenge Ibérica ruma agora a Espanha. A 2ª ronda terá lugar no Circuito de Monteblanco, nos dias 24 e 25 de maio.

  • PSCI: Borja Garcia vence Sprint 2, Dylan Pereira domina, mas é traído pelos travões

    PSCI: Borja Garcia vence Sprint 2, Dylan Pereira domina, mas é traído pelos travões

    A Corrida Sprint 2 da Porsche Sprint Challenge Ibérica afinou pelo mesmo diapasão da Sprint 1, ostentando um enredo emocionante, com a vitória a ser resolvida com o necessário drama inerente a um filme que prenda a atenção, como fez, aliás, a corrida aos muitos espetadores presentes em Portimão.

    A atestar pelo que tinha sucedido no sábado, a corrida inaugural da PSCI na jornada de domingo tinha tudo para ser imperdível. E foi. Na frente da grelha estava Dylan Pereira, no 992 GT3 Cup da AF & V Motorsport. O luso luxemburguês esteve intratável na Qualificação 2, realizando aí aquele que foi o melhor tempo absoluto do fim-de-semana, ao rodar em 1:44.572. Terminou a sessão com oito décimos de segundo de vantagem sobre Manuel Alves (LOB Motorsport), enquanto Borja Garcia  colocava um dos 992 GT3 Cup da GT Corse no terceiro posto, a 1 segundo do ‘poleman’. Nuno Inocêncio voltou a ser o melhor da Categoria 1, registando o 11º tempo absoluto e Francisca Queirós foi a melhor senhora na qualificação, com a 9ª melhor marca da Q2.

    Na partida parada para os 20 minutos + 1 volta da Sprint 2, Dylan Pereira foi autor de um arranque fulgurante, assumindo o comando, enquanto via Manuel Alves ter dificuldades, sendo o piloto português superado por Borja Garcia que saltou para a segunda posição.

    A partir daí, enquanto Dylan Pereira começou paulatinamente a aumentar a sua vantagem sobre o duo perseguidor, Garcia e Alves começavam a protagonizar um duelo intenso pelo 2º lugar, seguido atentamente por José Barros (AF & V Motorsport), que rodava em quarto, muito perto do duo à sua frente.

    As posições estabilizaram-se até que, já na segunda parte da corrida, Dylan Pereira começou a ter problemas de travões que se agravaram de tal forma que impediram o luso-luxemburguês de se defender primeiro de Borja Garcia e Manuel Alves e, depois, mesmo de José Barros (AF & V Motorsport), caindo para fora do pódio, embora tenha almejado garantir um agridoce 4º posto.

    E, de repente, a luta entre Borja Garcia e Manuel Alves passou a ser pela vitória!… Alves tudo tentou, mas o espanhol da GT Corse deteve todos os ataques e venceu com mérito, dando à sua equipa o primeiro triunfo numa corrida da temporada, vencendo ainda na Categoria 2 e, dentro desta, na Classe PROAM.

    Manuel Alves não venceu, mas o 2º lugar na corrida, correspondeu ao mesmo posto na categoria e, consequentemente ao reforço da sua liderança na tabela pontual, dando continuidade a um fim-de-semana que estava a roçar a perfeição.

    Já José Barros, ‘vingou’ o infortúnio da Sprint 1, chegando ao primeiro triplo pódio da temporada: corrida, categoria e classe. É um justo prémio para o andamento que ostentou e que faz antever poder vir a discutir vitórias durante o ano.

    Asier Telleria colocou o segundo 992 GT3 Cup da GT Corse no 5º da corrida, reclamando para si o triunfo na Classe GD da Categoria 2, enquanto Jorge Ramirez (RGB Racing) se impôs na Classe AM.

    Nuno Inocêncio repete triunfo na Categoria 1 e Maria Sánches estreia-se a vencer na Ladies Cup

    Na Categoria 1, reservada aos 991 GT3 Cup, repetiu-se integralmente o guião da Sprint 1. Nuno Inocêncio impôs de forma musculada um dos Porsche da Monteiros Competições, sendo que desta feita a equipa conquistou uma saborosa ‘dobradinha’ na categoria, vendo a jovem espanhola Maria Sánchez assegurar um saboroso 2º lugar, a que juntou a sua primeira vitória na Ladies Cup, beneficiando aqui da desistência de Francisca Queiroz, na sequência de um toque que causou problemas no 992 GT3 Cup da LOB Motorsport.

    O segundo triunfo de Inocêncio na categoria, correspondeu obviamente a nova vitória na Classe AM, enquanto Maria Sánchez também se estreava a vencer na Classe AM desta categoria.

    O pódio da Categoria 1 ficou fechado com mais um dos pilotos da Monteiros Competições, no caso, Nuno Mousinho que apostou numa prova equilibrada para, que recompensou o piloto patrocinado pela Falconeri com o 3º lugar.