Autor: VMotores

  • Sébastien Ogier (Toyota) a caminho da sétima vitória no Vodafone Rally de Portugal

    Sébastien Ogier (Toyota) a caminho da sétima vitória no Vodafone Rally de Portugal

    Golpe de teatro no Vodafone Rally de Portugal. Líder desde a segunda classificativa, Ott Tänak foi traído pela direção assistida do seu Hyundai na segunda passagem por Amarante (17.ª especial da prova) e caiu para o terceiro lugar. Com apenas 72,1 quilómetros cronometrados por disputar, só um imprevisto poderá impedir Sébastien Ogier de alcançar a sua sétima vitória em Portugal, mantendo a invencibilidade da Toyota na presente época do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC).

    Seis anos após a sua única vitória em solo português, Tänak parecia bem encaminhado para repetir o feito e conquistar o primeiro triunfo do ano para a Hyundai. Ao longo do dia, e depois de ver Ogier reduzir a diferença para apenas dois segundos, o estónio voltou a acelerar, reforçando gradualmente a liderança. Tudo indicava que terminaria a etapa com uma vantagem de pelo menos 15 segundos, mas um problema na direção assistida do seu Hyundai traiu-lhe as expectativas. “Super fácil! Lindo!”, ironizou Tänak no final da especial, acrescentando mais tarde, já mais a frio: “Faz parte do jogo, acho eu. É muito azar, mas demos tudo da nossa parte. O que mais posso dizer?”

    Ogier está assim bem posicionado para conquistar o seu sétimo triunfo em Portugal, mas fez questão de reconhecer: “Não é a forma como se quer vencer uma luta. Estávamos os dois a forçar bastante, mesmo que ele (Ott) estivesse um pouco mais rápido. Precisávamos de manter a pressão”. O francês parte para o último dia com 27,6 segundos de vantagem sobre o colega de equipa Kalle Rovanperä, mas sublinha: “O rali ainda não acabou. Amanhã vai ser um dia longo.”

    Rovanperä, que herdou a segunda posição, resumiu assim: “Foi um dia longo e estamos aqui, por isso é bom.” O finlandês parte para domingo com 8,5 segundos de vantagem sobre Tänak, num duelo que promete.

    Takamoto Katsuta mostrou um ritmo impressionante em alguns momentos, mas foi perdendo tempo para Rovanperä e acabou por ceder à pressão do campeão do mundo em título, Thierry Neuville. Apenas 1,9 segundos separavam os dois após a SS16, mas o belga passou para a frente na segunda passagem por Amarante e terminou o dia em quarto lugar.

    O atual líder do WRC, Elfyn Evans, beneficiou de uma posição mais favorável na estrada este sábado, mas teve dificuldades em ganhar terreno ao seu colega de equipa Sami Pajari, terminando o dia no sétimo lugar, atrás do jovem finlandês, que tem impressionado.

    Josh McErlean foi o melhor dos quatro pilotos da M-Sport Ford Puma. Conseguiu superar o colega de equipa Grégoire Munster ao longo do dia, assegurando o oitavo lugar. Munster teve dificuldades em encontrar a afinação ideal durante a manhã e acabou por estabilizar na nona posição.

    Oliver Solberg mantém liderança no WRC2

    No décimo lugar da geral, Oliver Solberg passou grande parte do dia a gerir pneus, poupando os de composto macio para atacar no domingo e utilizando compostos duros no seu Toyota GR Yaris. A estratégia resultou e o sueco terminou o dia com 50,1 segundos de vantagem sobre Gus Greensmith (Škoda Fabia RS) e 55,6 segundos sobre Yohan Rossel (Citroën C3 Rally2). “Houve troços com muitas pedras e trilhos. Tentei conduzir de forma limpa”, explicou Solberg.

    Nikolay Gryazin (Škoda Fabia RS Rally2) foi forçado a abandonar após sair de estrada em Cabeceiras de Basto 2, quando era quarto classificado. O lugar foi ocupado por Roope Korhonen (Toyota GR Yaris Rally2), que chegou a vencer um troço durante o dia.

    No final da etapa, Armindo Araújo (Škoda Fabia RS Rally2) era o melhor português em prova: “Temos a nossa posição consolidada e queremos mantê-la até ao fim. Não podemos correr riscos desnecessários. O carro tem estado muito bem, sem qualquer problema”, afirmou. Diogo Salvi (Ford Puma Rally1) segue como o segundo melhor português, seguido por Pedro Meireles e Diogo Marújo, ambos em Škoda Fabia RS Rally2.

    O dia de amanhã

    A terceira e última etapa disputa-se este domingo e inclui seis classificativas, num total de 72,1 km cronometrados. O percurso integra duas passagens por Paredes, Felgueiras e Fafe — esta última será a Power Stage da prova. Os troços são rápidos e com bom piso, e o ponto alto será, como habitualmente, o salto da Pedra Sentada, em Fafe, onde os carros voam dezenas de metros e que já se tornou imagem de marca do Vodafone Rally de Portugal.

    Classificação no final da 2.ª etapa

    1º Sébastien Ogier/Vincent Landais (Toyota GR Yaris Rally1), com 3h:01.04,7

    2º Kalle Rovanperä/Jonne Halttunen (Toyota GR Yaris Rally1), a 27,6s

    3º Ott Tänak/Martin Järveoja (Hyundai I20N Rally1), a 36,1s

    4º Thierry Neuville/Martijn Wydaeghe (Hyundai I20N Rally1), a 44,6s

    5º Takamoto Katsuta/Aaron Johnston (Toyota GR Yaris Rally1), a 46,8s

    6º Sami Pajari/Marko Salminen (Toyota GR Yaris Rally1), a 1m.58,4

    7º Elfyn Evans/Scott Martin (Toyota GR Yaris Rally1), 2m.15,9

    8º Joshua McErlean/Eoin Treacy (Ford Puma Rally1), a 4m.13,2

    9º Grégoire Munster/Louis Louka (Ford Puma Rally1), a 4m.41,7

    10º Oliver Solberg/Elliott Edmondson (Toyota GR Yaris Rally2), a 7m.07.5 (1º Rally2)

    26º Armindo Araújo/Luís Ramalho (Skoda Fabia RS Rally2), a 17m20,07s (1º português)

    Programa

    Domingo, 18 de maio

    SS19 – Paredes 1 (16,09 km) – 06h43

    SS20 – Felgueiras 1 (8,81 km) – 07h48

    SS21 – Fafe 1 (11,18 km) – 08h35

    SS22 – Paredes 2 (16,09 km) – 09h58

    SS23 – Felgueiras 2 (8,81 km) – 11h03

    SS24 – Fafe 2 – Power Stage (11,18 km) – 13h15

  • Ott Tänak (Hyundai) resiste na liderança do Vodafone Rally de Portugal

    Ott Tänak (Hyundai) resiste na liderança do Vodafone Rally de Portugal

    Uma batalha ao segundo marcou o início da segunda etapa do Vodafone Rally de Portugal. Ott Tänak e a Hyundai mantêm o primeiro lugar, mas Sébastien Ogier e a Toyota estão na luta pela vitória.

    Manhã muito desafiante para os pilotos que encontraram troços bastante exigentes na primeira passagem por Vieira do Minho, Cabeceira de Basto e Amarante. À partida para a segunda etapa quase todos optaram pelos pneus macios, o que deixava antever uma estratégia de ataque para este segundo dia. A exceção foi Kalle Rovanperä, que fez uma escolha singular, ao optar por três macios e um duro, mas sem grandes resultados em termos de cronómetro.

    A luta pelo primeiro lugar, entre Ott Tänak e Sébastien Ogier, dominou a primeira seção de segunda etapa. Os dois pilotos andaram no limite e vencerem as três classificativas disputadas antes do reagrupamento na Exponor, em Matosinhos.

    O oito vezes campeão do mundo, Sébastien Ogier, entrou ao ataque e venceu em Vieira do Minho 1 e Cabeceira de Basto 1, reduzindo a diferença para Ott Tänak para dois segundos. Amarante, uma das classificativas mais duras do rali, fechou a primeira seção e assistiu-se à confirmação do piloto da Hyundai, que venceu o troço e aumentou a vantagem sobre Ogier de dois para 11,8 segundos. “Fiz uma boa especial. Adaptei-me bem e tive uma boa sensação com carro”, referiu o líder da prova. A dinâmica ganhadora de Sébastien Ogier terminou nesta especial, com o francês a ser apenas o quinto mais rápido. “Fui muito lento. Talvez fosse do pneu duro”, explicou o piloto do Toyota GR Yaris Rally1.

    A luta pelo terceiro lugar, entre Katamoto Katsuta e Kalle Rovanperä, foi outro dos pontos altos da manhã deste sábado, com os pilotos da Toyota a trocarem várias vezes de posição na geral. O finlandês começou a etapa na frente, mas o japonês forçou o andamento nos dois primeiros troços e subiu ao terceiro posto. Rovanperä atacou em Amarante 1 e recuperou a posição com uma vantagem de 0,4 s para Katamoto Katsuta. “Estava com um pneu duro e fizemos o que podiamos”, disse o finlandês.

    O campeão do mundo, Thierry Neuville, não esteve brilhante durante a manhã e terminou a seção na quinta posição “o comportamento do carro foi-se alterando e tive dificuldade para manter a traseira na estrada”, explicou o piloto do Hyundai i20 N Rally1, que é quinto classificado a 46,6s do líder.

    Oliver Solberg continua a liderar a categoria WRC2, apesar de não ter ganho qualquer troço esta manhã, devido à menor eficácia dos pneus duros. O piloto do Toyota GR Yaris Rally2 tem 46,6s de vantagem sobre Yohan Rossel (Citroën C3 Rally2) e 50,3s para Nikolay Gryazin (Skoda Fabia RS Rally2).

    Classificação no final da 5º seção

    1º Ott Tänak/Martin Järveoja (Hyundai I20N Rally1), com 2h:20,01.8

    2º Sébastien Ogier/Vincent Landais (Toyota GR Yaris Rally1), a 11,8s

    3º Kalle Rovanperä/Jonne Halttunen (Toyota GR Yaris Rally1), a 35,8s

    4º Takamoto Katsuta/Aaron Johnston (Toyota GR Yaris Rally1), a 36,2s

    5º Thierry Neuville/Martijn Wydaeghe (Hyundai I20N Rally1), a 46,6s

    10º Oliver Solberg/Elliott Edmondson (Toyota GR Yaris Rally2), a 5m.29.o (1º Rally2)

  • Regresso de Ivan Domingues a Ímola marcado pela infelicidade

    Regresso de Ivan Domingues a Ímola marcado pela infelicidade

    Ivan Domingues, rookie português no Mundial FIA de Fórmula 3, terminou hoje a Sprint Race do do Grande Prémio de Itália no 25º lugar, numa jornada plena de incidentes, marcada pela infelicidade, em que mostrou mais uma vez a sua resiliência.

    Na primeira corrida do fim-de-semana (amanhã corre-se a Feature Race desta terceira etapa do calendário em Ímola), o jovem natural de leiria, que partiu do 24 posto da grelha, arrancou ao ataque, ganhou imediatamente uma posição, mas uma saída de pista ainda na primeira volta, empurrado para relva numa disputa com um adversário, fê-lo cair para o último posto e perder mais de 30 segundos.

    A entrada do safety car, à volta 5, permitiu a Ivan Domingues voltar a colar-se ao pelotão, avançando a partir daí para a corrida possível. O piloto da VAR recuperou mais uma posição, o safety car voltou a entrar, mas as 18 voltas da Sprint Race esgotaram-se com Ivan Domingues a terminar em 25º.

    “Não foi o regresso mais feliz a Ímola. A qualificação também não foi a melhor, terminou com bandeira vermelha e não nos deu o espaço pretendido para uma volta que nos permitisse arrancar mais à frente. Depois, na corrida, aquela disputa e saída logo no início acabou por condicionar qualquer recuperação. De qualquer modo, aproveitámos mais uma vez para rodar e ganhar experiência. A Fórmula 3, com 30 carros em pista, é isto mesmo: competitividade extrema e muitos incidentes. O que é certo é que este domingo voltamos à luta”, afirma Ivan Domingues.

    O programa do Grande Prémio de Itália segue este domingo, com a Feature Race, que tem lugar às 09:30 de Lisboa.

  • X-Offroad 2025 traz de volta ao Couço os clássicos do todo-o-terreno

    X-Offroad 2025 traz de volta ao Couço os clássicos do todo-o-terreno

    O Couço, localidade histórica no panorama do todo-o-terreno nacional, receberá no próximo dia 12 de julho a 1ª prova do X-Offroad, uma competição inovadora dedicada exclusivamente a viaturas clássicas da modalidade. Organizado pela X-Adventure, o evento pretende dar nova vida a veículos das classes T8, T9, T0 e TA, que, apesar do valor histórico e competitivo, têm estado afastados das pistas por não se enquadrarem nos atuais regulamentos ou por deixarem de ser competitivos.

    Com uma fórmula desportiva inspirada no Troféu Super SSV, os participantes irão realizar várias passagens cronometradas, individualmente, por um troço, que neste caso, terá aproximadamente 14 quilómetros de extensão. O percurso é rápido, acessível e com alguns pontos de água, mas foi cuidadosamente desenhado para garantir segurança e diversão, sem exigir demasiado esforço mecânico das viaturas.  

    O X-Offroad 2025 surge como “balão de ensaio” para um possível troféu nacional, a lançar em 2026. Este formato pretende valorizar e trazer de volta para as pistas as máquinas do passado e proporcionar aos pilotos e ao público o reencontro com um espírito mais puro e nostálgico do todo-o-terreno.

    O evento conta com o apoio da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK), cuja colaboração foi determinante para viabilizar este novo conceito competitivo, bem como com o importante envolvimento das autarquias locais, nomeadamente o Município de Coruche e a Freguesia do Couço.

    A participação na prova está limitada a 30 viaturas, e, dada a grande procura já verificada, a organização aconselha todos os interessados a efetuarem a sua inscrição com a máxima antecedência. Toda a informação relacionada com a prova, incluindo os regulamentos, será em breve publicada no site oficial www.x-offroad.pt, e pouco depois será então aberto o período de inscrições.

    O X-Offroad 2025 promete ser mais do que uma corrida — será uma celebração da história, da paixão pelo todo-o-terreno e do regresso às origens da modalidade, e será uma oportunidade (que até agora eram raras) para (re)ver, ouvir e sentir a verdadeira emoção do todo-o-terreno e das viaturas que fizeram desta, uma das mais populares disciplinas de desporto motorizado em Portugal. O X-Offroad 2025 será promovido pela X-Adventure, sob a égide da FPAK – Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, e conta com o apoio do Todoterreno.pt e do Rally-Raid Network.

  • Bruno Lima e Pedro Marques triunfaram em Montalegre

    Bruno Lima e Pedro Marques triunfaram em Montalegre

    Bruno Lima (Nacional 2RM) e Pedro Marques (Kartcross) foram os grandes vencedores da quarta jornada do Campeonato de Portugal de Ralicross/Kartcross, na Pista do Alto de Pedronelo, em Montalegre, numa tarde marcada pelas baixas temperaturas.

    Na categoria Nacional 2RM, Bruno Lima (Citroen Saxo) foi o quarto vencedor diferente da temporada, depois de Rafaela Barbosa, Adão Pinto e André Marinho, e em terras barrosãs esteve imparável desde os treinos cronometrados. A partir de então, o piloto do Citroen Saxo impôs um ritmo que o levou ao triunfo, começando por vencer a corrida 1 e já não alinhou na 3 por ter ficado com problemas na caixa de velocidades. Saiu do último lugar da grelha para a primeira meia-final, mas nem isso o impediu de acabá-la em primeiro. André Monteiro (Peugeot 206) e Hélder Ribeiro (Citroen Saxo), também vencedores das “mangas” que se seguiram – Ribeiro também foi primeiro na outra meia-final – estiveram entre os principais opositores de Lima na final, para concluírem nos restantes lugares do pódio. E se Lima venceu a Divisão 1, na frente de Ribeiro e de Tiago Ventura (Citroen Saxo), Monteiro venceu na Divisão 2, face a André Marinho (BMW 328) e a Adão Pinto (Opel Astra).

    Nos iniciados, em Montalegre compareceu apenas Nélson Costa (Fiat Uno), que perante a ausência de Michael Braun (Citroen C1) nem por isso deixou de dar o máximo, melhorando sucessivamente os seus registos de tempos. Contudo, um problema mecânico impediu-o de comparecer na final.

    Pedro Marques (LBS RX01) ganhou pela segunda vez consecutiva esta época no kartcross, ao bater Alexandre Borges (ASK XCR) e João Pinheiro (LBS RX01) na final. Gustavo Henriques (LBS RX01), que era um dos candidatos à discussão dos primeiros lugares, depois de ter vencido a terceira “manga”, não passou da primeira curva, vítima de uma situação de corrida que o deixou fora de prova. Sérgio Castro (ASK XCR) e João Dinis (Semog Bravo) completaram o “top 5”.

    No kartcross júnior, Martin Henriques (LBS SX01) superiorizou-se a Lourenço Rocha (LBS SX01) tanto nos treinos como nas três “mangas” e na final.

    O Campeonato de Portugal de Ralicross/Kartcross regressará à atividade, para a quinta das oito provas da temporada, em 14 e 15 de junho, na pista de Sever do Vouga.

    CLASSIFICAÇÕES (Oficiosas):

    Nacional 2RM: 1º, Bruno Lima (Citroen Saxo), 5.34.505; 2º, André Monteiro (Peugeot 206), a 1.143s; 3º, Hélder Ribeiro (Citroen Saxo), a 3.882; 4º, André Marinho (BMW 328), a 6.169; 5º, Tiago Ventura (Citroen Saxo), a 8.151; 6º, Adão Pinto (Opel Astra), a 8.936; 7º, Ricardo Costa (Citroen Saxo), a 10.291; 8º, Vítor Ferreira (Citroen Saxo), a 14.230.

    Kartcross: 1º, Pedro Marques (LBS RX01), 5.54.423; 2º, Alexandre Borges (ASK XCR), a 1.136s; 3º, João Pinheiro (LBS RX01), a 5.314; 4º, Sérgio Castro (ASK XCR), a 8.544; 5º, João Dinis (Semog Bravo), a 8.766; 6º, Guilherme Matos (Semog Bravo), a 9.160; 7º, Tiago Costa (LifeLive TN11), a 10.122; 8º, Cláudio Sousa (Semog Bravo), a 24.199 Kartcross Júnior; 1º, Martin Henriques (LBS SX01), 6.26.005; 2º, Lourenço Rocha (LBS SX01), a 32.686s.

  • Changan Automobile e Grupo Auto-Industrial anunciam parceria

    Changan Automobile e Grupo Auto-Industrial anunciam parceria

    A Changan Automobile, um dos principais fabricantes de automóveis da China e o Grupo Auto-Industrial, referência no setor automóvel português, têm o prazer de anunciar uma parceria estratégica para a introdução da marca Changan em Portugal.​

    Durante o evento de lançamento oficial da Changan na Europa, realizado no final de Março em Mainz, Alemanha, a Changan Automobile assinou memorandos de entendimento com diversos parceiros estratégicos europeus, reforçando o seu compromisso com a expansão europeia através de um ecossistema aberto “na Europa para a Europa”. No passado dia 25 de Abril, na cidade de Chongqing na República Popular da China, o Grupo Auto-Industrial formalizou esta parceria, através da assinatura do acordo para a importação e distribuição exclusiva em Portugal dos automóveis desta inovadora marca.

    A entrada da Changan no mercado europeu prevê a introdução de nove modelos automóveis nos próximos três anos, destacando-se o SUV elétrico Deepal S07, com lançamento previsto ainda no primeiro semestre deste ano em países como Noruega, Dinamarca, Alemanha, Países Baixos. Em Portugal, prevê-se que o primeiro contacto do público com marca ocorra já no final deste mês de Maio de 2025, por ocasião do evento E-Carshow 2025 em Lisboa.

    O Grupo Auto-Industrial, com uma sólida experiência na representação de marcas automóveis em Portugal, será responsável pela distribuição e assistência dos veículos Changan no país. Esta parceria irá garantir aos consumidores portugueses acesso a veículos inovadores e sustentáveis, alinhados com as tendências atuais de mobilidade elétrica e inteligente.​

    A Changan Automobile é reconhecida pela sua aposta em tecnologias inteligentes e soluções de mobilidade sustentável, comprometendo-se a promover viagens de baixo carbono e a liderar o futuro da mobilidade com inovação tecnológica.

    Mais detalhes sobre os modelos a serem introduzidos em Portugal, bem como informações sobre disponibilidade e preços, serão divulgados em breve pelo Grupo Auto-Industrial.

  • Domínio de Ott Tänak (Hyundai) na primeira etapa do Vodafone Rally de Portugal

    Domínio de Ott Tänak (Hyundai) na primeira etapa do Vodafone Rally de Portugal

    A edição 2025 do Vodafone Rally de Portugal está ao rubro! Após 11 classificativas e cerca de 150 quilómetros disputados ao cronómetro, os dois primeiros classificados terminaram a primeira etapa separados por escassos 7 segundos e o top 5 por apenas 32,7 segundos. Ott Tänak (Hyundai) foi o herói do dia, contrariando o domínio que a Toyota tem exercido desde o início do ano. Pela primeira vez na sua carreira,

    Com sete vitórias em 11 troços, a Hyundai entrou em grande forma na primeira etapa do Vodafone Rally de Portugal. Ott Tänak assumiu a liderança logo na primeira especial do dia e, até à chegada a Matosinhos, conseguiu suster os ataques da armada da Toyota. Curiosamente, o tempo mais rápido do estónio, registado na última classificativa, assinalou o 400.º da sua carreira no WRC. “Foi uma etapa exigente, especialmente nas segundas passagens. Nem sempre consegui encontrar o ritmo ideal, mas as duas últimas especiais correram bem”, afirmou.

    Com duas vitórias em troços, Sébastien Ogier parte para o dia de amanhã a apenas sete segundos do rival da Hyundai Shell Mobis World Rally Team. “Hoje foi uma etapa difícil. Guardei os pneus macios para amanhã e espero que tenha sido uma boa decisão”, referiu o piloto da Toyota Gazoo Racing WRT.

    Nas posições imediatas terminaram os colegas de equipa Takamoto Katsuta e o bicampeão do mundo Kalle Rovanperä, que conseguiu manter Thierry Neuville (Hyundai) à distância nos quilómetros finais. O belga perdeu preciosos segundos com um pião na secção matinal. “Foi difícil fazer bons tempos. Os pisos estavam muito escorregadios. Estou feliz por termos recuperado a velocidade e estar mais à vontade com o carro na parte final.”

    Já Elfyn Evans, atual líder do WRC, “pagou” pelo estatuto de líder do campeonato, ao ter de abrir a estrada – tarefa ingrata que lhe custou tempo precioso face aos rivais diretos na luta pelo título. “Foi um dia difícil e algo frustrante. Esperávamos estar mais bem classificados, mas terminámos. Esperemos que amanhã corra melhor.”

    Sami Pajari, da Toyota, conseguiu manter-se à frente dos Ford Puma de Grégoire Munster e Josh McErlean, segurando a sétima posição.

    Mārtiņš Sesks, da M-Sport Ford, teve de parar 3,8 km após o início da primeira especial para trocar a roda dianteira esquerda, depois de embater numa pedra e furar. O incidente custou ao letão três minutos e meio, comprometendo qualquer hipótese de um bom resultado no dia.

    Entre as incidências da primeira etapa, destaque para a desistência de Adrien Fourmaux. O piloto da Hyundai foi o mais rápido nas quarta e quinta especiais, aproximando-se a apenas duas décimas de segundo da liderança da geral, antes de não conseguir evitar um pião na segunda passagem por Arganil. O impacto danificou a suspensão do seu Hyundai i20, forçando o francês a abandonar para o resto do dia.

    Na categoria WRC2, Oliver Solberg dominou ao volante do Toyota GR Yaris Rally2, encerrando a etapa entre os dez primeiros da geral. O piloto sueco terminou a primeira etapa com uma vantagem de 53,5 segundos sobre Gus Greensmith (Skoda), depois de Yohan Rossel (Citroën) ter sofrido um furo na última classificativa, caindo para o terceiro posto.

    Classificação no final da 1.ª etapa 


    1.º Ott Tänak / Martin Järveoja (Hyundai i20N Rally1), 1h41m26,2s 
    2.º Sébastien Ogier / Vincent Landais (Toyota GR Yaris Rally1), +7,0s 
    3.º Takamoto Katsuta / Aaron Johnston (Toyota GR Yaris Rally1), +27,1s 
    4.º Kalle Rovanperä / Jonne Halttunen (Toyota GR Yaris Rally1), +28,3s 
    5.º Thierry Neuville / Martijn Wydaeghe (Hyundai i20N Rally1), +32,7s 
    6.º Sami Pajari / Marko Salminen (Toyota GR Yaris Rally1), +1m01,4s 
    7.º Elfyn Evans / Scott Martin (Toyota GR Yaris Rally1), +1m09,0s 
    8.º Grégoire Munster / Louis Louka (Ford Puma Rally1), +1m50,2s 
    9.º Joshua McErlean / Eoin Treacy (Ford Puma Rally1), +1m54,3s 
    10.º Oliver Solberg / Elliott Edmondson (Toyota GR Yaris Rally2), +3m38,2s (1.º Rally2) 
    27.º Kris Meeke / Stuart Loudon (Toyota GR Yaris Rally2), +9m01,7s (1.º CPR) 
    29.º Pedro Almeida / António Costa (Skoda Fabia RS Rally2), +9m11,2s (1.º português) 

  • CPR: Pedro Almeida estreia-se a vencer

    CPR: Pedro Almeida estreia-se a vencer

    Pedro Almeida (Skoda Fabia RS Rally2) foi o surpreendente vencedor da quarta jornada do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), decorrida na primeira etapa do Vodafone Rally de Portugal, depois de um verdadeiro “golpe de teatro” na última classificativa [Sever/Albergaria], quando o líder destacado, Kris Meeke, se debateu com graves problemas na suspensão traseira do Toyota GR Yaris Rally2 e já nem conseguiu chegar ao controlo horário final, em Matosinhos (Exponor).

    A nível de tempo total, o britânico ganharia por uma margem de 9.5 segundos, mas teria, para certificar aquela que parecia ser a quarta vitória da época, que cumprir uma longa ligação até à “meta”…

    Meeke dominou em absoluto, apesar de um furo, e chegou à décima e derradeira classificativa com um pecúlio de 2m13.9s em relação a Pedro Almeida, que aproveitara o furo de Armindo Araújo (Skoda Fabia RS Rally2) já na parte final do dia para ascender ao segundo lugar e melhor português e mais tarde vencedor.

    Numa prova bastante dura – a primeira etapa do rali português do WRC comportava 149,48km em dez classificativas –, devido ao estado dos pisos aquando da passagem das equipas do CPR, o piloto da Toyota destacou-se sempre de Dani Sordo (Hyundai i20 N Rally2). O espanhol da Hyundai, tal como sucedera nas três provas anteriores, nunca conseguiu superiorizar-se a Meeke e quando saiu de estrada, na quinta classificativa, estava a 15.1 segundos do líder. Depois e, na sequência do despiste, um problema elétrico impediu-o de continuar.

    A segunda passagem pelo troço da Lousã foi pródiga em incidentes, já que Meeke sofreu um furo, perdendo bastante tempo, e Sordo despistou-se, permitindo ao seu rival manter a liderança, com 48.3s face a Armindo Araújo (Skoda Fabia RS Rally2). Este ascendeu ao primeiro lugar entre os pilotos portugueses logo em Mortágua, apesar da oposição de Pedro Almeida (Skoda Fabia RS Rally2) desde o início. Ricardo Teodósio (Toyota GR Yaris Rally2) ainda rondou essa luta, com José Pedro Fontes (Citroen C3 Rally2) e Pedro Meireles (Skoda Fabia RS Rally2) muito por perto. Contudo, alguns contratempos surgidos ao algarvio fizeram-no perder tempo para aqueles adversários. Para além de Sordo, também Ernesto Cunha (Skoda Fabia Evo Rally2), devido a uma saída de estrada sem consequências, desistiu na Lousã.

    O “golpe de teatro” na liderança entre os pilotos portugueses aconteceu em Mortágua 2, quando Armindo Araújo furou e Pedro Almeida assumiu o segundo lugar, com 24.7s de vantagem para o piloto do Skoda. E José Pedro Fontes, que era quarto classificado, teve pior sorte, ao desistir devido a uma avaria na bomba de óleo do Citroen C3 Rally2. Quando o primeiro lugar parecia entregue a Meeke, que tinha 2m13.9s de vantagem para Almeida, surge novo volte-face, com a quebra da suspensão traseira do Toyota. Embora tivesse concluído a “especial” e totalizasse uma vantagem de 9.5s para aquele último, já não teve possibilidade de concluir o rali. O “forcing” de Armindo Araújo nesse troço, que era a power stage do CPR, deixou-o a 2.7s de Almeida, depois de ter dominado entre os portugueses em mais de metade da prova. Quem esteve algo discreto, para o que também contribuíram dois furos, foi o jovem Gonçalo Henriques (Hyundai i20 N Rally2).

    Classificação final (Oficiosa)

    1º, Pedro Almeida/António Costa (Skoda Fabia RS Rally2), 1h50m37.4s

    2º, Armindo Araújo/Luís Ramalho (Skoda Fabia RS Rally2), 1.50.40.1

    3º, Pedro Meireles/Mário Castro (Skoda Fabia RS Rally2), 1.51.36.5

    4º, Gonçalo Henriques/Inês Veiga (Hyundai i20 N Rally2), 1.52.49.4

    5º, Ricardo Teodósio/José Teixeira (Toyota GR Yaris Rally2), 1.52.51.6

    6º, Diogo Marujo/Jorge Carvalho (Skoda Fabia Evo Rally2), 1.55.44.7

    CAMPEONATO (Classificação oficiosa)

    1º, Kris Meeke, 81 pontos; 2º, Armindo Araújo, 76; 3º, Dani Sordo, 66; 4º, Ricardo Teodósio, 50; 5º, 6º, Pedro Almeida, 37; 6º, Pedro Meireles, 36; 7º, Gonçalo Henriques, 31; 8º, José Pedro Fontes, 29; 9º, Rúben Rodrigues, 18; 10º, Ernesto Cunha, 17.

    A próxima prova (quinta) do Campeonato de Portugal de Ralis, e que marca a entrada na fase de pisos de asfalto da temporada, é o Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão (13/14 junho), organizado pela Escuderia de Castelo Branco.

  • Hugo Araújo regressa à Falperra em 2025 após pódio histórico

    Hugo Araújo regressa à Falperra em 2025 após pódio histórico

    O ‘Ninja de Braga’ que defende as cores da equipa SAFENOR/PANIPROGRESSO está de regresso aos comandos do SILVER CAR EF10 oficial após desempenho notável em 2024.

    O piloto bracarense Hugo Araújo está de volta à emblemática Rampa Internacional da Falperra em 2025, após um regresso memorável em 2024, onde conquistou o 2.º lugar absoluto no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Esta foi a sua primeira participação na categoria de Protótipos, ao volante do Silver Car EF10, marcando também o seu primeiro pódio absoluto na modalidade, tendo mais tarde repetido o feito ao participar na Rampa do Caramulo 2024.

    Em 2024, a participação de Hugo na Falperra foi ainda mais especial, assinalando os 10 anos desde a sua estreia nesta prova. A escolha do Silver Car EF10 foi motivada pela admiração que desenvolveu pelo modelo, destacando a sua beleza e especificações técnicas como fatores decisivos.

    Apesar de um interregno competitivo a tempo inteiro desde 2020, Hugo Araújo tem demonstrado talento, resiliência e determinação nas provas que vai efetuando, sejam elas nacionais, mas também internacionais, nomeadamente no mítico traçado alemão do “Inferno Verde” – Nürburgring Nordschleife.

    Mesmo enfrentando condições meteorológicas adversas previstas para este fim de semana, Hugo Araújo regressa com ambições renovadas, pronto para enfrentar os desafios da Falperra e proporcionar mais uma performance de excelência diante do seu público, sabendo, no entanto, que “os adversários estão muito fortes, estão bem preparados com viaturas de topo mas sabemos que tudo pode acontecer. Espero estar num bom dia, divertir-me e aproveitar esta nova experiência aos comandos deste fantástico carro, e claro, proporcionar um bom espetáculo e aguardar depois pelo resultado possível de obter.”

    O piloto que defenderá as cores da SAFENOR / PANIPROGRESSO / RECIFE / PETROLUBRINOV / MR.PIZZA  não esconde a alegria de poder concretizar este projeto alavancado pela vontade dos seus patrocinadores de que esta seja uma Rampa da Falperra memorável.

    “Estou de volta à Falperra com o objetivo de dar continuidade ao trabalho iniciado no ano passado. A experiência de 2024 foi inesquecível, e estou determinado a superar-me nesta edição. Infelizmente não consegui os apoios necessários para montar um projeto a tempo inteiro no CPM2025, mas continuo na luta. Agradeço profundamente a todos os que tornaram este regresso possível, patrocinadores, família e amigos”, afirmou Hugo Araújo.

    O piloto bracarense e o SILVERCAR EF10 estão presentes na exposição de hoje, sexta-feira, no centro da cidade de Braga antes de se darem início às subidas de prova que decorrem Sábado 10/05 e Domingo 11/05.

  • É de 992 GT3 Cup que José Rodrigues vai atacar na Falperra!

    É de 992 GT3 Cup que José Rodrigues vai atacar na Falperra!

    José Rodrigues vai alinhar este fim-de-semana na 44ª Rampa Internacional da Falperra aos comandos de um Porsche 992 GT3 Cup preparado pela Racar Motorsport. O líder destacado da corrida ao título na Categoria GT do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group quer reforçar o seu domínio do campeonato na ‘sua’ rampa de casa.

    A participação na icónica rampa organizada pelo Clube Automóvel do Minho é sempre um dos pontos altos da época de José Rodrigues.

    “De volta à mítica Falperra e tripulando um 992 GT3 Cup à porta de casa!… Isto é um reforço da já enorme motivação com que abordamos uma prova à qual é impossível ficar indiferente: a Rampa da Falperra. Uma prova única, carregada de história, emoção e paixão pelo automobilismo e que a mim, enquanto piloto e bracarense, muito diz!”, começa por enfatizar José Rodrigues.

    A prova deste ano assume “uma importância redobrada. Primeiro, porque será a minha estreia aos comandos do Porsche 992 GT3 Cup, um novo desafio que encaro com grande entusiasmo e respeito. Depois, porque voltar a correr nesta rampa, diante de milhares de pessoas, é algo que me enche de motivação. Acrescento ainda que o nível está altíssimo que a Categoria GT ostenta ainda nos torna mais ambiciosos e mais focados em continuar a senda de sucessos que este ano temos alcançado”.

    José Rodrigues assume que “sabemos que será um fim de semana muito exigente em todas as vertentes – técnicas, emocionais e de condições climatéricas, que serão instáveis. O foco estará em dar o máximo em cada subida e no final da prova tentar reforçar a liderança no campeonato com uma vitória, mas só com trabalho, humildade e motivação é que conseguiremos. Vamos dar tudo na Falperra e nas restantes provas para sermos campeões nacionais!”.

    Em termos de programa, hoje, sexta-feira, está a ser tempo de saborear a exposição e a parada dos carros no coração da cidade de Braga. As hostilidades competitivas começarão amanhã, sábado, com o CPM JC Group a realizar duas subidas de treinos cronometrados e um Subida de Prova a partir das 8:30. No domingo, a jornada final e decisiva arrancará às 8:00 com a última subida de treinos cronometrados, antes da 2ª e da 3ª Subidas de Prova desta edição da Falperra.