Autor: VMotores

  • SuperCars Endurance arranca em Jarama com a participação de 19 equipas

    A SuperCars Endurance tem início este fim de semana, no circuito madrileno de Jarama, com uma lista de inscritos em que se destaca a forte presença de equipas internacionais (19), com destaque para as portuguesas, numa competição ibérica resultante da união de esforços entre a GT4 South European Series e o TCR Ibérico Endurance Series, com os patrocínios da GC24 e da Gupe.

    Face ao nível do conjunto de carros e de pilotos em pista, estão reunidos os ingredientes para um campeonato competitivo e emocionante. Para garantir o equilíbrio entre os GT4 e os GTC, os promotores decidiram a introdução de um BoP (balance of performance), o que permitirá nivelar os andamentos nesta primeira jornada da época, com duas corridas (45 minutos) no domingo.

    Campeão do TCR Ibérico em 2020, o madrileno Gonzalo de Andrés, que faz dupla com Guillermo Aso, ao volante de um McLaren 570S GT4 da SMC Motorsport, será um dos fortes candidatos à discussão da vitória na classe GT4 Pro. A dupla franco-britânica da Bullit Racing, Stephen Pattrick/Romain Monti (Mercedes AMG), e da britânica Tockkwith Motorsport, Marmaduke Hall/Nicolas Pino, no Ginetta G55, também entram nessa “guerra”.

    Mas é na classe GT4 Bronze que os pilotos portugueses se destacam num previsível duelo Mercedes-Porsche. A Sports & You inscreve a dupla António Coimbra/Luís Silva (Mercedes AMG), cuja experiência internacional pode marcar a diferença, face aos estreantes José Correia/Gabriela Correia (Mercedes AMG), mas a lista engloba ainda Andrius Zemaitis (Porsche 981 Cayman MR), vencedor do GT4 South no atípico ano de 2020, a dupla da eslovaca Lema Racing, Francisco Carvalho/Jorge Rodrigues (Porsche 981 Cayman MR), Piero dal Maso/Nuno Nunes (Porsche 981 Cayman MR) e o espanhol Mario Moreno (KTM XBOW).

    Na classe GTC, Pedro Marques (Porsche 911.1 Cup), da Moby Motorsport, Francisco Gonçalves (Lotus Exige), da 888_Motorsport, e a dupla da britânica da Tockwith Motorsport, Jemma Moore/Aubrey Hall, no Ginetta G50, serão os protagonistas.

    É na classe TCR que surge a grande novidade, com a estreia do novo Hyundai Elantra por parte de um privado: Gustavo Moura. O piloto da GC24 Motorsport, que vai correr a solo, não deixa, por isso, de ser o favorito número ao primeiro lugar do pódio com a “máquina” adquirida à Hyundai Motorsport. Nessa discussão vai ter como rivais as duplas da JT59 Racing Team, Daniel Teixeira/Joaquim Santos (CUPRA TCR), e da Mobycar, Manuel Sousa/Luís Silva (CUPRA TCR), além dos espanhóis Alejandro Cutillas (Peugeot 308 TCR) e Paco Gastañaga (CUPRA TCR). Por último, não faltarão ainda dois 308 da Peugeot Racing Cup entregues a pilotos das equipas espanholas Chefosport e SMC Motorsport.

  • RallySpirit Altice arranca amanhã em Barcelos

    Mais de 85 lendários automóveis representantes da história dos ralis, com destaque para os famosos ”Grupo B” dos anos 80, iniciam, amanhã, a sexta edição do RallySpirit Altice. Um emblemático evento que explora o popular conceito dos “Rally-Legends”, muito em voga por toda a Europa e verdadeiramente apreciado pelos aficionados do desporto automóvel. 

    Reunindo míticas máquinas de outros tempos como o Audi Sport Quattro, MG Metro 6R4, Ford RS200 ou Lancia Stratos, o RallySpirit Altice, prova que integra o calendário internacional do “Slowly Sideways Series”, arranca amanhã da cidade de Barcelos.  O “aperitivo” foi servido, já hoje, com as verificações técnicas, onde os fãs, cumprindo as regras sanitárias impostas pelo protocolo da Direção Geral de Saúde (DGS), tiveram o primeiro contacto visual com as máquinas, apreciando, ao pormenor, os detalhes que as tornaram tão emblemáticas na história mundial dos ralis. 

    Contudo, é amanhã (sexta-feira) que os motores e as emoções vão verdadeiramente aquecer. Logo pela manhã (9h00), o Shakedown servirá para pilotos afinarem as máquinas, no troço-teste da Franqueira, enquanto a Cerimónia oficial da Partida está marcada para as 13h55, em Barcelos (Av. Da Liberdade).

    As 86 equipas presentes, 30 por cento das quais internacionais, iniciam a vertente competitiva do RallySpirit Altice durante a tarde, com a disputa das três primeiras Provas Especiais: Barcelos 1 (15h03), Assunção (16h01) e Coronado (16h34), antes de rumarem à cidade de Vila Nova de Gaia. O magnífico cenário do Quartel da Serra do Pilar acolherá toda a “família” do RallySpirit Altice, para que as máquinas possam receber a última assistência antes do final da primeira etapa, infelizmente, com o acesso interdito ao público devido às medidas protocolares de segurança sanitária. 

    Mas seja nas imediações da Serra do Pilar, seja já à chegada ao Porto, (Passeio Alegre – Foz do Douro), onde as máquinas pernoitarão após um dia de altas rotações, não faltarão oportunidades para os espectadores apreciarem a beleza e raridade das máquinas que escreveram a história dos ralis nos últimos 60 anos e agora do RallySpirit Altice.

  • Sérgio Brás de Peugeot 306 Maxi no RallySpirit Altice 2021

    Sérgio Brás inaugura a sua temporada desportiva num evento marcante no panorama do automobilismo nacional. O piloto vai estar presente no RallySpirit Altice 2021, entre 3 e 5 de junho.

    Uma prova mítica em Portugal e de renome internacional, que integra a restrito clube dos ‘Slowly Sideways Europe’, calendário de que fazem parte os Rally-Legend Eifel Rallye Festival, o Alsace Rallye Festival e Rallye Festival Francorchamps. “É fabuloso estar de volta à competição num evento com um figurino tão marcante e que constitui uma montra de alguns dos melhores exemplares alguma vez criados para os ralis mundiais”, frisou.

    Uma prova onde o piloto surge com uma máquina muito especial, um Peugeot 306 Maxi, com motor 2.0 a debitar 240 cv. “Estou muito feliz por estrear o carro nesta emblemática prova. Está aqui um ano de trabalho, com muitas horas e dedicação. Tinha apenas uma carroçaria Peugeot Sport, tudo o mais é novo. É uma réplica quase idêntica de um modelo histórico da Peugeot. Hoje em dia não é fácil conseguir peças, mas felizmente foi-nos possível fazer nascer este exemplar. O orgulho é imenso”, afirmou, acrescentando: “Ao meu lado vou ter o Nuno Mota Ribeiro, a quem agradeço ter aceitado o convite para partilhar comigo esta aventura.”

    Uma prova que tem como centro nevrálgico Barcelos, mas que também irá passar pelas cidades de Vila Nova de Gaia e Porto. “O nosso objetivo é divertirmo-nos ao máximo em cada quilómetro, ao volante de um carro que está bem vivo na memória dos adeptos de ralis e que tenho a certeza que irá fazer vibrar o muito público presente.”

    Sérgio Brás deixa ainda uma palavra especial: “Agradeço a toda a minha equipa o trabalho e dedicação para tornar o Peugeot 306 Maxi uma realidade e a todos os meus patrocinadores, que são parte fundamental deste projeto.” Os concorrentes terão pela frente um total de 10 especiais, disputadas ao longo de dois dias, sexta-feira e sábado, e 65.97 quilómetros ao cronómetro.

  • Parcídio Summavielle mostrou as garras e conquistou a Serra da Estrela!

    O piloto de Fafe foi à Rampa Serra da Estrela arrancar um triunfo incontestado na Divisão Turismos 3, naquela que já pode ser apelidada como a ‘batalha’ dos Renault Clio. Esta foi a primeira vitória da época do piloto da Uzo.

    Parcídio Summavielle chegou à prova do CAMI com a ambição de conseguir mais do que um pódio na frente em que está envolvido. E se bem o pensou, melhor o executou, lançando-se ao ataque das posições cimeiras entre os Turismos desde as primeiras subidas ao desafiante traçado dos arredores da Covilhã.

    O piloto minhoto esteve ‘intratável’ aos comandos do Renault Clio R3 RS com as cores da USO desde o primeiro quilómetro, e desde sábado que mostrou claramente ao que ia no topo de Portugal Continental, posicionando-se bem cedo na liderança da Divisão Turismos 3, que viria confirmar no segundo e último dia, batendo aquele que também desde cedo se revelou como o seu mais sério adversário.

    “Foi um fim-de-semana extraordinário. Desde a primeira subida, em condições pessoais de saúde um bocado difíceis”, começou por destacar Parcídio Summavielle, enfatizando, no entanto, que no Clio da UZO nunca sentiu problemas: “Atrás do volante senti-me sempre bem, sempre confiante. Fiz uma abordagem à rampa um bocado diferente daquela que tenho feito em anos anteriores, e se calhar essa abordagem é que me permitiu ‘abrir’ aquela distância logo desde o início”, sublinhou o piloto fafense, explicando: “O ‘segredo’ passou por abordar algumas curvas de uma forma muito ambiciosa, para depois sair melhor”.

    Parcídio também confirma que o Renault também foi ‘trabalhado’ para que fosse mais eficaz no traçado covilhanense. “Fizemos também algumas no ‘set-up’ do Clio, que também resultaram lindamente. E tudo isso junto, neste palco fabuloso que é a Serra da Estrela, resultou num fim-de-semana que era impossível desejar ser melhor. Estou muito feliz”, rematou.

  • Nelson Silva faz ‘teste’ no RallySpirit

    O piloto vianense alinha neste evento Legend com o seu Mitsubishi com o intuito de preparar o resto da temporada. A equipa JPGS/ENI faz ainda alinhar João Sousa, de regresso aos ralis oito anos depois, aos comandos de um Peugeot 206 S1600.

    Nelson Silva já disputou este ano duas provas, ambas em piso de terra e sempre com resultados de relevo. Em Vieira do Minho estreou-se no 4º Desafio Kumho com um Top 5, tendo “subido a fasquia” no Rali Terras d’Aboboreia, onde para além de subir ao pódio Kumho, foi 6º da geral. Mas a participação no RallySpirit Altice tem objetivos bem diversos desses dois eventos.

    “A nossa participação consiste principalmente em participar neste mítico evento para fazer quilómetros e experimentar diversos ‘set-up’ do carro. Vamos a pensar no cronómetro ou em qualquer tipo de classificação”, garante o piloto do Mitsubishi. Nelson Silva destaca o facto da equipa disputar a prova da XRacing com dois carros: “Eu vou de (Mitsubishi) Evolution e o João Sousa de (Peugeot) 206 S1600, para quem o objetivo passará por rodar e ganhar ritmo, uma vez que é o seu regresso aos ralis oito anos depois”.

    “Posso falar por ambos quando digo que encaramos esta participação como um teste/treino para preparar os próximos ralis do Campeonato Norte de Ralis. Acresce também que será o primeiro evento do ano que faço em piso de asfalto”, refere também o piloto que terá José Janela como navegador.

    No seu regresso aos ralis João Sousa alinha num competitivo 206 S1600, tendo no ‘banco’ da direita Bruno Abreu. O piloto, que é diretor técnico da JC Motorsport, estrutura sediada em Vila Real que preparara os carros da equipa JPGS/ENI, está “muito entusiasmado com este regresso. Este rali, pelas suas características singulares, vai-nos permitir rodar sem pressão, dando espetáculo e voltando a ganhar ritmo. No futuro, logo veremos se vamos alinhar em mais algumas provas”.

    No plano desportivo, o RallySpirit Altice tem 10 especiais, distribuídas pelos dias de sexta e sábado, percorridas no concelho de Barcelos, com a exceção da super especial disputada na Serra do Pilar, em Gaia.

  • Rali de Castelo Branco abre as hostilidades em pisos de asfalto

    O Rali de Castelo Branco vai para a estrada nos dias 12 e 13 de junho e abre a temporada de asfalto do Campeonato de Portugal de Ralis. A ronda organizada pela Escuderia Castelo Branco apresenta-se como o primeiro desafio do ano para os pilotos neste tipo de piso e um dos grandes pontos de interesse é saber quem será o sucessor de Armindo Araújo como vencedor da prova albicastrense.

    O piloto do Skoda Fabia chega ao Rali de Castelo Branco com o título de campeão nacional conquistado em 2020 e como líder do campeonato de 2021, duas provas volvidas. Mas se estas se disputaram em pisos de terra, agora o asfalto pode ditar novo equilíbrio de forças entre os principais candidatos ao primeiro lugar.

    Se desportivamente, o interesse pelo Rali de Castelo Branco é enorme, a Escuderia Castelo Branco preparou uma prova com um formato que já se revelou muito bem sucedido. Apesar das diversas tentativas, a organização não vai por na estrada a Super-Especial Reconquista, tal como já tinha acontecido em 2020. Numa fase em que o desconfinamento do país acontece de forma gradual, ainda não há condições para promover um momento de grande espectáculo, que se quer cheio de público, e garantir o total respeito das normas sanitárias.

    Sem a Super-Especial Reconquista, o Rali de Castelo Branco vai ter sete provas especiais que se realizam ao longo de dois dias. As equipas que competem para o Campeonato de Portugal de Ralis vão percorrer cerca de 100 quilómetros contra o relógio e um total superior a 300 quilómetros nos concelhos de Castelo Branco e de Vila Velha de Ródão que, mais uma vez, apoiam, de forma incondicional, a realização desta prova que reúne os melhores pilotos nacionais na Beira Baixa.

    A acção propriamente dita começa no sábado de manhã, com a realização da prova de qualificação. Após esse momento, os mais rápidos vão definir a posição de partida para a primeira etapa que se realiza, na região de Vila Velha de Ródão, nesse mesmo dia, à tarde. No dia seguinte, os concorrentes sobem em latitude para mais quatro troços, em que o maior destaque vai para a Power Stage, na segunda passagem pela classificativa de Santo André das Tojeiras.

    “A Escuderia Castelo Branco decidiu, perante a enorme incerteza que ainda se vive por força da pandemia, escolher um formato de rali muito semelhante ao do ano passado. O Rali de Castelo Branco em 2020 correu muito bem e sabemos que temos todas as condições para voltar a colocar na estrada uma prova bem sucedida. Infelizmente, ainda é cedo para voltar a realizar a sempre espectacular Super-Especial Reconquista, mas temos a certeza que, assim que for possível, a recuperaremos”, afirmou o director do rali, Luís Dias.

    Durante a apresentação da prova, o presidente da Escuderia Castelo Branco, António Sequeira, enalteceu “o imprescindível trabalho dos mais de 300 voluntários que colaboram na organização do Rali de Castelo Branco. Sem estes contributos abnegados, nada disto seria possível. Além disso, o apoio das câmaras de Castelo Branco e de Vila Velha de Ródão é extremamente importante e, só desta forma, é que a Escuderia consegue fazer do Rali de Castelo Branco um referência na modalidade a nível nacional”.

    O Rali de Castelo Branco pontua para, além do Campeonato de Portugal de Ralis, o Campeonato de Portugal de Ralis 2RM, para o Campeonato de Portugal de Clássicos de Ralis, para o Campeonato de Portugal Júnior de Ralis, para o Campeonato de Portugal de GT de Ralis, para a Taça de Portugal de Ralis RC2N, para o Campeonato Centro de Ralis e para o 4º Desafio Kumho Tyre. A nível internacional, o Rali de Castelo Branco valerá pontos para as seguintes competições espanholas: Copa Suzuki 2021, Dacia Sandero Rally Cup e Renault Clio Trophy Spain.

  • FR Power forte e eficaz na rampa “da casa”!

    A equipa técnica sediada na Covilhã esteve sempre bem na Rampa Serra da Estrela, apoiando António Rodrigues e Joaquim Rino que dominaram a Divisão Protótipos B desta terceira prova do Campeonato de Montanha JC Group. Ricardo Miguel subiu ao pódio dos Legends e Daniel Ferreira a estreou-se na TPM 1300 com um meritório quarto lugar.

    Era com justificadas expetativas que a formação liderada por Rui Ferreira ia para a prova organizada pelo CAMI no topo de Portugal Continental. Não só ‘jogava em casa’ na Rampa Serra da Estrela Covilhã, como tinha ‘trunfos’ fortes para avançar entre os pilotos e equipas que confiam no trabalho técnico da empresa serrana, a começar por António Rodrigues, da NJ Racing, que vinha creditado com duas vitórias na Divisão Protótipos B e somou mais uma aos comandos do seu BRC CM05, EVO com o qual terminou no top cinco absoluto. Da mesma forma que desta vez Joaquim Rino almejou reclamar o 2º posto na mesma Divisão B, com um BRC BR49 EVO que deu menos problemas do que em Boticas e lhe permitiu ser sexto em termos absolutos.

    A FR Power foi fundamental para que os dois protótipos permitissem aos seus pilotos atingirem os seus objetivos neste terceiro evento do ano, como o foi com o Peugeot 106 de Ricardo Miguel, para que este lutasse até ao fim pelos lugares cimeiros dos Legends de Montanha, acabando num fantástico terceiro posto, saboreando o pódio na sua estreia esta época.

    E o mesmo pode ser dito do Citroën C1 com que Daniela Ferreira deu início à sua carreira na Montanha, mostrando uma grande adaptação conseguindo um top 4 na Taça de Portugal de Montanha 1300. Resultados que deixaram Rui Ferreira satisfeito e orgulhoso pelo empenho da FR Power: “É um balanço positivo aquele que faço desta participação. Um bocadinho trabalhoso, já que tínhamos quatro carros”. Ainda que a prova anterior, devido a vários problemas, tenha implicado muita ‘mão de obra’, desta feita “não houve tantos percalços. Só no início, quando o carro do Joaquim Rino ficou parado no meio da rampa. Mas foi um problema normal. Às vezes as baterias entram em curto-circuito e ‘morrem’. Foi só uma troca de bateria e correu tudo bem no fim-de-semana”.

    O chefe da equipa covilhanense destaca a estreia de Daniela Ferreira, porque “foi a primeira vez que ela correu. E foi sempre melhorando ao longo do fim-de-semana. E até nisso o balanço da nossa participação foi positivo. Saímos da Estrela muito motivados e felizes pelo trabalho que estamos a desenvolver!”.

    Claro que da parte da piloto da ‘casa’ a alegria não era menor, já se tratou de uma ‘descoberta’ em todos os sentidos. “Sinto-me feliz. Deu para melhorar a marca que eu tinha. Subida após subida deu para ir ficando mais confiante no carro e ir melhorando o meu tempo”, destaca Daniela Ferreira, cujo futuro no Campeonato de Portugal de Montanha “dependerá dos patrocinadores. Mas está tudo em aberto”.

  • A estreia possível do Toyota Starlet de José Carlos Magalhães

    Naquela que foi a sua primeira experiência com o incrível Toyota Starlet Grupo 5, na Rampa Serra da Estrela o piloto percebeu aquilo que precisa para fazer com que o carro japonês seja mais competitivo no Campeonato de Portugal Legends de Montanha.

    José Carlos Magalhães chegou à Covilhã recordando o seu começo na Toyota Yaris Cup, há quase 20 anos, mas também com uma grande expetativa o que seria fazer a prova do CAMI aos comandos de uma máquina à qual ainda se está a habituar.  Obviamente que o sexto lugar conseguido espelha o menor acerto do incrível Toyota Starlet de Grupo 5 para as exigências da montanha, que agora piloto e equipa vão tratar de adaptar para as restantes provas da temporada.

    “Foi um reunir de várias emoções. Ter concretizado um dos sonhos antigos, que era ter este carro, numa rampa que é muito querida para mim”, começa por referir o piloto sobre o novo desafio que acaba de iniciar.  José Carlos Magalhães só lamenta não ter podido extrair já o potencial da sua nova máquina: “Infelizmente teve alguns problemas de juventude, pelo facto de não estar a contar que a nível elétrico tivesse esta diferença tão grande de pressão de gasolina. O que fez com que o carro não tivesse a prestação que devia ter”.

    “O registo está feito. Já percebemos o que é necessário fazer, embora o tempo seja muito curto até à próxima prova, pois a Rampa da Penha é já a 12 e 13 de junho. Mas vamos tentar tudo mais ou menos a 100%, por forma a poder brilhar, e nós como equipa termos um ‘feedback’ bem maior das potencialidades do carro”, enfatiza o piloto, confiante de que pode tirar muito mais do Starlet Grupo 5. José Carlos Magalhães acredita que ainda vai a tempo de lutar por pódios, vitórias e mesmo pelo campeonato: “O fator motivador é continuar a subir ao pódio, em continuar, em obter bons resultados. Com os pontos que arrecadei na Serra da Estrela continuo em primeiro. Vamos tentar ao máximo cumprir com todos os objetivos, de forma a concluir em segundo ou terceiro, já que o primeiro lugar é muito difícil, porque um carro como o do Manuel Pereira é inalcançável”.

  • António Rodrigues soma e segue com novo êxito na Rampa Serra da Estrela

    O piloto de Santa Marta de Penaguião chegou, viu e venceu a Divisão Protótipos B na terceira prova do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group a que somou mais um top cinco absoluto.

    Foi mais uma exibição concludente de António Rodrigues aos comandos do BRC CM05 da NJ Racing/Lusimed e preparado pela FR Power. No topo de Portugal Continental o começo de prova do piloto duriense deu desde logo sinais do que poderia conseguir, logrando o terceiro tempo absoluto no primeiro dia de competição e dominando completamente a sua Divisão.

    No domingo, António Rodrigues fez o que dele se esperava, voltando a impor-se entre os Protótipos B, a que somou o top 5 absoluto, dada a superioridade das máquinas da outra divisão, que não lhe deram a possibilidade de se intrometer entre elas.

    “Foi um fim-de-semana trabalhoso, mas muito compensador. No início tentamos melhorar o ‘rapport’ do carro para que ficasse mais capaz neste traçado muito particular. Fizemos algumas alterações, entre as quais quanto à pressão dos pneus para contrariar a temperatura alta do asfalto. Fomos melhorando e senti sempre o BRC muito capaz”, conta o piloto de Santa Marta, referindo que essas modificações no BRC acabaram por produzir os seus frutos: “Na última subida de sábado resultou bem e conseguimos fazer um tempo que já me deu muito mais à vontade em relação aos concorrentes diretos, sabendo que seria impossível acompanhar os protótipos da divisão superior”.

    “No domingo foi mais um controlar da diferença para os adversários. E consegui manter sempre um bom andamento e controlar a posição e ganhar mais uma vez os Protótipos B”, assinala António Rodrigues, espelhando a satisfação com a sua exibição, o apoio da equipa NJ Racing e o trabalho técnico da FR Power. Apesar de se estar ainda a meio da temporada, o piloto duriense já começa a vislumbrar aquilo que poderá ser o seu campeonato nas provas que ainda faltam disputar: “Estamos a conseguir manter sempre o primeiro lugar e temos já uma boa vantagem nas contas da Divisão B. Estamos no bom caminho para o título!”. Agora, o foco está já na Rampa da Penha Paisagem Protegida, que irá decorrer a 12 e 13 de Junho.

  • Desafio Kumho: Pedro Silva e Viana Martins vitoriosos na Bairrada

    26 equipas marcaram bem a força do plantel Kumho na Bairrada. E a qualidade também esteve por lá, de mãos dadas com a fiabilidade pois num rali que cobrou forte tributo à caravana, 17 equipas Kumho lograram vencer todas as armadilhas da prova.

    Daniel Ferreira e Rodrigo Pinheiro impuseram a lei do seu Mitsubishi Carisma GT na primeira especial e assumiram o comando da Divisão 1. Mas logo na especial seguinte, uma ligeira saída de estrada, quebrou a direção do carro nipónico e a dupla foi forçada a desistir. Nuno Mateus, acompanhado por Paulo Pimentel, vence essa segunda PEC e assume o comando, mas também sem conseguir sequer saborear a proeza pois, na especial seguinte, desiste com avaria na bomba de gasolina do Lancer.

    É o momento em que José Ferreira e Mafalda Coelho herdam o comando, com a dupla do BMW 316 a “ter à perna” um cada vez mais rápido Pedro Silva que, na estreia do seu novo Peugeot 208 VTI R2, foi paulatinamente imprimindo um ritmo forte que o foi guindando aos lugares da frente. Aliás, o piloto de Vila Velha de Rodão que tem o “mundialista” Nuno Rodrigues da Silva como navegador, chegou mesmo ao comando na 4ª PEC, que venceu, lugar de onde não mais seria desalojado, conquistando assim uma saborosa vitória.

    Entretanto, na PEC 6, última do programa, é José Ferreira que claudica, ao dar um toque que o levou ao abandono. No mesmo cenário de “fim de festa”, Ilídio Gameiro e Micael Cordeiro juntaram-se aos desistentes, devido aos danos que o Lancia Delta HF Turbo sofreu, após uma saída. Com tudo isto, a regularidade ostentada por Paulo Correia e Tiago Amado, levou-os a um excelente 2º lugar final, as contas desta Divisão 1. O pódio ficaria fechado com o 3º posto da dupla mais azarada da divisão. Rui Santos e João Sebastião partiram uma jante do Subaru Impreza na 2ª PEC e perderam mais de 6 minutos, arruinando logo ali as suas justas ambições. Mesmo assim, foram à luta, venceram 3 troços e acabaram em 3º.

    Divisão Kumho 2: o reino do equilíbrio

    7 décimas de segundo. Um autêntico “piscar de olho” foi a diferença pontual que, no fecho das 6 especiais do Rali da Bairrada, separou 1º e 2º da Divisão 2 Kumho. Mas a história da refrega desta divisão é ainda mais completa pois, especial atrás de especial, passaram pelo comando 4 equipas, num alarde de competitividade que recomenda esta divisão.

    Os primeiros comandantes foram Fábio Santos e Ricardo Sismeiro, mercê da vitória na PEC 1 e de um 2º tempo na PEC 2. Mas a dupla leiriense do Citroen Saxo seria vítima de uma forte saída de estrada no terceiro troço, felizmente sem consequências físicas, que os levaria à desistência. A liderança foi então assumida pelo Peugeot 205 de Tiago Pereira e Fernando Pereira, que cederam logo de imediato a “cadeira” ao Peugeot 206 GTi de Frederico Monteiro e Paulo Santos, sendo certo que a diferença de tempo entre as três ou quatro primeiras equipas era ínfima e tudo poderia acontecer.

    Monteiro segurou ainda essa liderança na 5ª PEC, mas o forcing final de Viana Martins e Gonçalo Palmeira levou o Renault Clio 3 RS à vitória, construída com paciência, regularidade e ritmo, assinando ainda um melhor tempo na 3ª especial. Frederico Monteiro terminou no 2º posto, a 7 décimos de segundo (!), naquela que é, certamente, a mais pequena diferença de tempo entre 1º e segundo da história do Desafio Kumho.

    O último degrau do pódio coube a Isaac Portela e Duarte Susano. A dupla do Citroen C2 R2 teve uma prova com altos e baixos, registando três vitórias em especiais, intervaladas com troços onde tudo lhes aconteceu. O já referido Tiago Pereira logrou reclamar o 4º posto, assinando uma exibição do outro mundo com o “velho” 205. Andamento notável deste estreante na “armada Kumho!

    Do 5º ao 9º posto só deu BMW. Num 316i da marca bávara, preparado por Armando Carvalho, Tiago Prata e Tiago Silva almejaram chegar ao 5º lugar, seguidos pela dupla Hélder Cordeiro/Bruno Pereira, que estrearam na Bairrada um belo M3 (E46). A regularidade levou ao 7° lugar António Almeida e Pedro Henriques, num 325, enquanto Fábio Rei e Sofia Oliveira colocavam carro idêntico um lugar atrás, na estreia da navegadora em ralis. 9ª posição para o 316 da dupla João Gago/Carlos Morgado.

    O estreante Kumho Tiago Passadouro, acompanhado pelo navegador Jorge Bregieira, levou o Citroen Saxo ao 10º lugar, seguido de outro “rookie” Kumho, Vítor Silva, 11º também num Saxo, onde as notas ficaram a cargo de Carlos Batista. A equipa feminina constituída por Daniela Lopes e Soraia Silva reclamaram o 12º lugar, aos comandos de outro Saxo, num alinhamento classificativo que ostenta ainda Pedro Duarte Pedro Gambóias (Toyota Starlet) e Pedro Costa/Nuno Costa (Renault Clio), respetivamente, 13º e 14º colocados.

    Uma referência ainda às desistências de Pedro Santos/Hugo Vieira, na sequência de um forte embate, que maltratou o Peugeot 206 RC, mas que, felizmente, não teve consequências físicas para a dupla. Manuel Pinto/Francisco Martins (Opel Astra GSi), José Denis/Jorge Ferreira (BMW) e Miguel Carvalho/António Reis (Peugeot 206 GTi), soçobraram com problemas mecânicos.

    O 4º Desafio Kumho Portugal prossegue já no próximo fim-de-semana, com o Rali Vila do Bispo, prova do Campeonato Sul de Ralis e que contará para os Desafios Kumho Sul e Terra.