Autor: VMotores

  • Pedro Silva vai lutar pela vitória das duas rodas motrizes em Castelo Branco

    É já no proximo fim de semana , dias 12 e 13 de Junho, que se realiza o Rali de Castelo Branco, prova organizada pela Escuderia de Castelo Branco e que para muitos é considerado o melhor rali do nosso País.

    A correr em casa, a dupla  Rodense Pedro Silva / Nuno Rodrigues da Silva,vai apostar todas as fichas numa excelente prestação, numa prova que conhece muito bem e que , certamente, vai decorrer com o grande apoios dos amigos, familiares e patrocinadores.

    Pedro Silva admite: “ Como não poderia deixar de ser, no nosso rali irei  lutar pela vitória nas duas Rodas motrizes até ao fim. Apesar de a adaptação ao novo carro ainda continuar e da luta que certamente a forte concorrência nos irá dar. Vou tentar andar o mais rapido possível com o 208 R2 sendo que o nosso objectivo passa, claramente , pela conquista do primeiro lugar nas 2RM.Estamos já a sentir um apoio incrível de todos, apoio esse que tenho a certeza que irá ser ainda muito superior , nos troços cronometrados e na estrada. Vamos lutar pela Vitória. Quero ganhar para dedicar esta vitória a todos os que me apoiam.”

    O piloto Rodense vai fazer o Shakedown no Sábado de manhã em Vila Velha de Ródão, sua terra Natal e,  na tarde desse mesmo Sábado, 11/6,  inicia a sua participação no Rali, no troço Vilas Ruivas 2. 

  • Rafael Cardeira de volta ao asfalto no Rali de Castelo Branco

    A cidade de Castelo Branco acolhe, já no próximo fim-de-semana, a primeira prova do Campeonato de Portugal de Ralis 2021 realizada em piso de asfalto e é na prova albicastrense que a dupla Rafael Cardeira – André Couceiro regressa à competição, aos comandos de um Renault Clio RS R3T.

    Focado na conquista da classe RC3N, o piloto do Sporting Clube de Portugal acredita que esta temporada será um grande desafio. “Depois de um ano atípico com a pandemia a impedir-nos de participar na quantidade de provas que tínhamos planeado, trabalhámos bastante para conseguir ter as melhores condições para participar no Campeonato de Portugal de Ralis em 2021. Incluídos na competição dedicada a veículos de duas rodas motrizes, vamos lutar por vencer a classe RC3N e lutar pelos melhores resultados possíveis das 2RM, em todos os ralis onde iremos participar.”, começou por explicar o piloto da Marinha Grande: “Sabemos do nível competitivo dos nossos concorrentes, agravado com a presença de muitos pilotos espanhóis com andamentos muito fortes. Vamos fazer o nosso trabalho e focar-nos em conquistar os nossos objetivos, conscientes que qualquer erro poderá colocar em causa todo o projeto delineado. Não posso errar! ”,  garantiu o piloto que recentemente renovou com o Sporting CP por duas temporadas, e que irá continuar a contar com André Couceiro como navegador.

    O Rali de Castelo Branco vai para a estrada nos dias 12 e 13 de Junho e conta com um total de sete provas especiais de classificação que perfazem 99,69 quilómetros contra o cronómetro e um total de 256,17 quilómetros.

  • SuperCars Endurance: Dupla Pino/Hall ganha a segunda corrida em Jarama

    A dupla Nicolas Pino/Marmaduke Hall, no Ginetta G55 da Tockwith Motorsport, triunfou, na tarde deste domingo, na segunda corrida da jornada de abertura da SuperCars Endurance, no circuito espanhol de Jarama, cortando a linha de chegada com uma vantagem superior a meio minuto em relação à dupla portuguesa António Coimbra/Luís Silva (Mercedes AMG), vencedora da classe GT4 bronze.

    Desta vez, e ao contrário do que sucedera na corrida da manhã, os GT acabaram por ditar a sua lei e nem por uma única vez um carro TCR esteve no comando. Gustavo Moura (Hyundai Elantra N TCR) chegou a ocupar a segunda posição, mas foi perdendo gás, sendo que a sorte não quis nada com Daniel Teixeira (CUPRA TCR), ao ficar sem gasolina… na última volta, quando liderava entre os TCR e parecia ter assegurado um lugar no “top 5” final, para ser, no final, apenas 12º. “É incrível, mas faltou-me combustível para acabar a corrida. Até metemos mais quantidade que na primeira corrida, embora tivesse terminado com uma boa reserva e não compreendo o que se passou agora. Podia ter ganho entre os TCR, mas, enfim, isto faz parte das corridas…”, afirmou, desalentado, o piloto da JT59 Racing Team. Moura, mesmo não isento de problemas, acabou por beneficiar do contratempo do seu rival. “Fiquei sem travões e também tive problemas ao nível da gestão dos pneus. É um carro novo a estamos a evoluir, mas aprendi mais na primeira corrida do que nesta…”, referiu o piloto da GC24 Motorsport, cujo quinto lugar final acabou por deixá-lo satisfeito, até porque garantiu a primazia entre os TCR.

    O maior destaque, à parte da dupla vencedora, que teve no chileno Nicolas Pino o seu maior protagonista, pelo ritmo imposto no seu turno de condução… rumo ao primeiro lugar, foi da dupla Coimbra/Silva. O primeiro, como não fizera a qualificação de sábado, por motivos particulares, largou da última posição da grelha, mas no momento da troca de pilotos entregou o Mercedes AMG da Sports & You a Luís Silva no segundo lugar da geral e primeiro da classe GT4 bronze. “Entrei um pouco lento, mas depois recebi indicações via rádio para andar mais rápido e com um carro fantástico consegui gerir a corrida para alcançarmos o objetivo. Tudo impecável”, disse Luís Silva.

    O McLaren 570S da SMC Motorsport começou muito bem, com Gonzalo de Andrés, que partiu da ‘pole’, a impor um ritmo muito forte e a liderar, mas depois da troca de piloto, Guillermo Aso não conseguiu manter aquela posição. “Consegui, com um ‘stint’ rápido, 13 a 14 segundos de vantagem, mas depois o meu colega de equipa fez um ‘pião’ e acabámos no quarto lugar final. Foi o resultado possível…”, comentava De Andrés.

    Mais uma vez, Nico Abella (Peugeot 308 Racing Cup) esteve insuperável, conseguindo, graças a uma grande regularidade e a um andamento muito forte, terminar no terceiro lugar da geral. “Isto só prova que com este carro é possível conseguir bons resultados e espero que nas próximas corridas tenhamos mais pilotos com os Peugeot”, comentava o “patrão” e piloto da Chefosport.

    A dupla Jorge Rodrigues/Francisco Carvalho (Porsche 981 Cayman MR) acabou no segundo lugar da GT4 bronze, depois de uma boa prova, enquanto a dupla José Correia/Gabriela Correia, no Mercedes AMG da JC Group Racing Team, ainda a adaptar-se ao carro, concluiu a corrida no “top 10”.

  • Triunfo ‘na raça’ de Paulo Anselmo em Vila do Bispo!

    O piloto do BMW 316i esteve em excelente plano na segunda prova do Campeonato Sul de Ralis ao impor-se nas duas rodas motrizes e na Divisão 2 do 4º Desafio Kumho Sul e terra.

    Paulo Anselmo e Pedro Dias da Silva apostaram num andamento consistente que lhes permitisse alcançar um bom resultado na prova do Clube Automóvel do Sul, e desde o começo estiveram na disputa das posições cimeiras da categoria reservada aos carros com dois litros e duas rodas motrizes. Durante grande parte do rali os dois principais adversários estiveram mais fortes, mas uma excelente ponta final acabou por lhe permitir garantir a vitória mesmo no derradeiro troço do Rali Vila do Bispo, coroando uma prova onde a dupla do BMW 316i estiveram sempre em crescendo e revelaram uma segurança a que aliaram o arrojo de rodar cada vez mais perto dos limites.

    “Entramos no rali com um andamento forte. As primeiras especiais da manhã correram bem, sem qualquer problema da parte da tarde, apesar de perdermos algum tempo no primeiro troço, devido às condições do piso, sabendo que o facto de tripularmos um carro com tração traseira nos causa ainda mais dificuldades, quando comparamos aquilo que os nossos principais adversários enfrentam”, referiu Paulo Anselmo no final da prova.

    O piloto do BMW 316i explica que o ‘segredo’ para o sucesso no evento algarvio teve muito a ver com a atitude adotada ao longo de todo rali, sendo que o andamento nunca baixou até final: “Imprimimos um ritmo bastante competitivo de fio a pavio mas reconheço que, na parte final do rali, conseguimos subir um patamar na velocidade e fomos com tudo para a última especial, que nos permitiu ascender à primeira posição nas duas rodas motrizes, na Divisão 2 do Desafio Kumho, vencendo ainda entre os X2. Um resultado de sonho!”, numa operação pontual que guinda a dupla aos lugares de topo nas diferentes frentes onde estão a competir.“Gostaria de agradecer ao meu navegador Pedro Dias da Silva, à minha equipa e aos patrocinadores. Juntos vamos voltar a vencer, não tenho dúvidas e temos tudo para conseguir utar pelos objetivos desta época”, acrescenta Paulo Anselmo, para quem este resultado representa um importante moral para discutir o Campeonato Sul de Ralis nas duas rodas motrizes e os Desafios Kumho Sul e Kumho Terra até ao final da temporada.

  • SuperCars Endurance: Gustavo Moura recebeu os primeiros louros em Jarama

    Gustavo Moura (Hyundai Elantra N TCR) assinou uma estreia de sonho com o seu novo carro, ao vencer, de forma categórica, na manhã deste domingo, a primeira corrida da jornada de abertura da SuperCars Endurance, no circuito espanhol de Jarama, batendo o Mercedes AMG da dupla António Coimbra/Luís Silva por uma margem de 8.615 segundos.

    Os pilotos portugueses estiveram em plano de evidência, ao monopolizarem os lugares do pódio, depois de uma prova em que os TCR rodaram uma boa parte dela na frente, sendo de destacar ainda o excelente desempenho de Daniel Teixeira (CUPRA TCR), que só alinhou na corrida devido ao desportivismo do veterano espanhol Paco Gastañaga, já que este cedeu a ventoinha do radiador do seu CUPRA TCR, prescindindo, por isso, de alinhar na corrida de 45 minutos. Teixeira foi brilhante e rodou quase sempre em segundo, atrás de Moura, e apenas cedeu aquele lugar a António Coimbra quando se viu forçado a baixar o ritmo, pois o pneu dianteiro esquerdo começa a desfazer-se, causando uma forte vibração no CUPRA. “Foi pena perder o segundo lugar, é verdade, mas a minha guerra era mais o TCR….”, confessou o piloto do JT59 Racing Team.

    Lá na frente, Moura assumiu o comando no arranque, superando Nicolas Pino (Ginetta G55), mas ao fim de meia dúzia de voltas o piloto chileno chegava ao primeiro lugar. Contudo, o português da GC24 Motorsport, que corre ‘a solo’, não se intimidou e quando a equipa Tockwith Motorsport trocou de piloto voltou à liderança, a qual manteve até receber a bandeira xadrez.

    “Sofri um pouco na parte final com o desgaste dos pneus, pois tinha o dianteiro esquerdo quase a descolar. Tive que levantar o pé e gerir muito bem a vantagem que tinha para o adversário mais direto. Foi ótimo vencer e estou imensamente feliz com isso”, palavras de Gustavo Moura.

    O terceiro lugar ficou decidido na última das 25 voltas e surge como corolário das dificuldades de Daniel Teixeira face ao desgaste de pneus do seu CUPRA TCR na segunda metade da corrida. E depois de receber o Mercedes AMG da Sports & You das mãos do seu colega Luís Silva na sexta posição, António Coimbra imprimiu um ritmo muito forte e aproveitou todas as oportunidades que se lhe depararam, como assinalou, no final: “Tivemos sorte e azar, porque quando eu saí entrou o Safety Car, mas ainda deu para ganhar a categoria GT4 Bronze. Faltaram mais uma ou duas voltas para, talvez, a nossa equipa ganhar à geral. De qualquer modo, fizemos uma corrida tranquila e em bom ritmo, mas sem arriscar”.

    Face ao domínio dos pilotos portugueses, a dupla Marmaduke Hall/Nicolas Pino, da Tockwith Motorsport, na quarta posição, com o Ginetta G55, terminou como melhor estrangeira e vencedor da classe GT4 Pro, deixando os terceiros, Gonzalo de Andres/Guillermo Arjol, a uma grande diferença, já que o McLaren 570S voltou a não estar isento de problemas.

    Nico Abella, o piloto e “patrão” da equipa Chefosport, esteve simplesmente intocável na classe RC, ao volante de um Peugeot 308 Racing Cup, conquistando um magnífico quinto lugar, deixando para trás adversários com carros bastante mais potentes. A dupla Jorge Rodrigues/Francisco Carvalho (Porsche 981 Cayman MR), no sexto lugar, terminou como segunda da classe GT4 Bronze, com menos de um segundo de vantagem sobre o lituano Andrius Zemaitis (Porsche 981 Cayman MR).

    O estreante Francisco Gonçalves (Lotus Exige) foi segundo classificado na classe GTC, cujos vencedores foram Jemma Moore e Aubrey Hall, no Ginetta G50 da Tockwith Motorsport. A equipa da JC Group Racing Team não teve a sorte pelo seu lado, já que José Correia teve uma saída de pista e o Mercedes AMG ficou enterrado na gravilha, perdendo aí várias voltas, ainda antes de entregar o volante à sua filha Gabriela.

  • Iberian Historic Endurante ao rubro no Jarama Classic Races!

    Debaixo de um sol esplendoroso, cerca de 1.000 espectadores divididos pelas várias bancadas e zonas reservadas no pião, assistiram aos mais 30 carros do Iberian Historic Endurance que regressaram a Jarama este fim de semana. Uma grelha invejável enfrentou as varias subida e descida do traçado madrileno.


    Ao volante do seu recém-adquirido Ford GT40, os conhecidos pilotos Espanhóis Jordi Puig e Fernando Navarrete fizeram uma prova irrepreensível e dominaram totalmente a prova. Assim a atenção do publico foi para a luta seguinte onde 3 carros, o Merlyn de Carlos Barbot e os Porsche de Pedro Bastos Rezende e Jesus Fuster/Alfredo Martinez, tiveram uma fantástica luta até ao final, com constantes trocas de posição. A luta destacava-se pela intensidade, mas também pelo respeito entre carros e Pilotos e só foi interrompida com um problema mecânico no carro Espanhol. Finalmente Pedro Bastos Rezende consegue terminar a prova com 7 decimas de vantagem sobre o piloto portuense e conquistando a primeira posição na categoria H-1976.

    Em Gentleman Driver Spirit, Luis Gama Rocha e Diogo Gama Rocha mostraram que o resultado de Portimão não foi fortuito. Ao volante de um Ford Cortina Lotus, esta dupla familiar teve um soberba performance vencendo a prova, deixando o Porsche 911 SWB de Nuno Nunes a 39 segundos. Conseguindo também um podium nesta categoria, que contava com 7 equipas que inscreveram Turismos pre-1965 até 2000cc e até 1300cc Pre-1976, tivemos os Catalães Carlos Beltran e Pablo Tarrero ao volante de um Porsche 911 SWB. Excelente resultado após praticamente 2 anos de paragem.

    Em H-1971, o podio foi franco espanhol, com o francês Alexis Raoux a subir ao lugar mais alto, já o Madrileno Antonio Gutierrez terminou no degrau intermédio e Alfonso Garcia e Ildefonso Garcia fecharam os três primeiros. Todos estes levarão os seus Porsche 911 2.5 ST aos limites nas constantes subidas e descidas do traçado madrileno. Em H-1976, secundaram Pedro Bastos Rezende, os Alfacinhas Carlos Brizido e João Pina Cardoso que na segunda parte conseguiram levar a melhor sobre o regressado Eduardo Davila todos em Porsche 911 3.0RS.

    Já se aproximava o final do dia quando a segunda corrida recebeu ordem de partida para uma nova corrida de 50 minutos do Iberian Historic Endurance. Ao melhor espírito de endurance esta segunda prova contou com algumas desistências que motivaram a entrada do Safety car. Quem ultrapassou todos esses problemas foi a equipa do Ford GT40 que assim garantiu a dobradinha na prova com um dos carros mais memoráveis e mítico do automobilismo.

    Se o vencedor foi o mesmo, pouco mais foi igual. Na Gentleman Driver Spirit, desta vez venceu a persistência de Nuno Nunes em Porsche 911 SWB, seguidos por novo Porsche 911 SWB conduzido pelos espanhóis Carlos Beltran e Pablo Tarrero. Em terceiro, o Datsun 1200 Ibérico de Guillermo Velasco e Francisco Freitas, ultrapassou todos obstáculos para conquistar mais um pódio. Nos H-1971, o Porsche 2,5 ST de Antonio Gutierrez superou o segundo lugar da primeira corrida e obteve a vitória na categoria, seguido do distinto Lotus Elan +2 de Filipe Matias. A terminar o podium desta categoria dedicada a carros com homologação até 1971 temos a familia Alfonso e Ildefonso Garcia em Porsche 2,5 ST.

    Os três primeiros a cruzar a linha de chegada em H-1976 tinham a marca do seu veiculo em comum. Foram 3 Porsche a saborearem o espumante Torrens Moliner, Carlos Brizido e João Pina Cardoso atravessaram a fronteira e venceram a categoria após uma penalização a Pedro Bastos Rezende por incumprimento da janela de Pitlane. Estes foram seguidos por Eduardo Davila que utilizou toda a sua experiência e conhecimento do traçado, para mesmo com um carro em dificuldades finalizar em segundo. Já Vasco Nina conquistou a terceira posição por apenas 3 decimas de segundo após grande luta com Bruno Duarte e Filipe Jesus.

    Na classificação mais importante do Historic Endurance, o Index Performance Cuervo y Sobriños, que coloca um index em cada veículo, em função da idade e cilindrada do motor, Pedro Moryion e José Carvalhosa venceram em Porsche 356. No segundo lugar ficou Luis e Diogo Gama Rocha em Ford Cortina Lotus que receberam um fabuloso Relógio da marca patrocinadora da competição. Na terceira posição ficou o Datsun 1200 Iberico de Guillermo Velasco / Francisco Freitas. O próximo encontro do Iberian Historic Endurance está marcado para SPA, onde se correm as 3 Horas de SPA nos próximos dias 25/26 de Junho.

  • Marco Ferreira com cautelas em Vila do Bispo

    O piloto do Citroën Saxo Cup procura concluir esta segunda prova do Campeonato Sul de Rali e do 4º Desafio Desafio Kumho, depois do abandono sofrido no Rali Flor do Alentejo Cidade de Serpa.

    É com renovado espírito de conquista que Marco Ferreira e Edgar Gonçalves enfrentam amanhã a edição 2021 do Rali Vila do Bispo. Um evento que onde já foi feliz, mas onde também já teve os seus percalços. Para evitar isso e os problemas sofridos na primeira prova do campeonato, o piloto de Santiago do Cacém procurou preparar cuidadosamente esta participação, que também é possível com a colaboração de terceiros.

    “O Rali Vila do Bispo é uma prova que já fizemos algumas vezes, onde já ganhamos e também onde já saímos de estrada…”, recorda Marco Ferreira referindo-se ao evento algarvio.

    Mas o piloto do Citroën Saxo Cup está com o foco num bom resultado, ‘virando a página’ relativamente ao que se passou em Serpa, na prova inaugural da temporada. Daí a preparação cuidada: “julgamos ter feito um bom reconhecimento do rali. Mas existem várias nuances que podem tornar a prova mais rápida ou mais lenta. Tiramos notas com rigor, para que possamos andar bem. No ano passado a única prova que houve a Sul não a conseguimos acabar, devido a um toque que demos, numa zona lenta, mas com muita areia, situação com a qual vamos ter uma atenção”, sublinha Marco Ferreira.

    Marco Ferreira promete: “Vamos tentar dar o nosso melhor e lutar pelos lugares da frente das duas rodas motrizes e na Divisão 2 Kumho, sabendo, contudo, que não estamos em condições de arriscar demasiado, pois não pontuamos na primeira prova do CSR e do Desafio Kumho Sul”.“Aproveito a oportunidade para agradecer à minha equipa de assistência, ao Marcílio Martins e ao Ricardo (RickyPower), pelo trabalho que fizeram no carro após os problemas que tivemos no Rali de Serpa”, refere ainda Marco Ferreira, que também não esquece também a atenção de outro amigo: “Agradeço ainda ao Pedro Lança por ter disponibilizado um motor (com pedigree), para que possamos alinhar nesta prova”.

  • RallySpirit Altice começou com emoções fortes, mas o espetáculo continua amanhã entre Porto e Barcelos

    Muita nostalgia e adrenalina foram o cocktail de sucesso da primeira etapa do RallySpirit Altice, que terminou, ao final da tarde de hoje, na Foz do Douro, no Porto, perante o vibrante entusiasmo dos aficionados do evento e a curiosidade de quem nutre simpatia pelo desporto automóvel. A paixão pelos ralis, no seu estado mais puro, regressa amanhã, no último e mais longo dia de prova, que ligará Porto a Barcelos.

    A concentração de algumas das mais intemporais e espetaculares máquinas de ralis de todos os tempos levou, hoje, ao rubro milhares de aficionados dos ralis, que apontam já para o RallySpirit Altice como uma marca incontornável no roteiro de provas Rally-Legends europeias.

    E não é para menos! Afinal, não é todos os dias que se pode ver em ação, na mesma prova, um Audi Sport Quattro, (outrora guiado por Michele Mouton (a única mulher que até hoje venceu provas do Campeonato do Mundo de Ralis), em “confronto direto” com um Renault 4 GTL, que ganhou enorme popularidade quando se aventurou no WRC no final da década de 90.

    É neste mundo de contrastes, que assenta a magia e o espírito da prova organizada pela X Racing e Clube Automóvel de Santo Tirso, que há muito se transformou também num chamariz de pilotos de nomeada, de que Rui Madeira é apenas um dos melhores exemplos. Bastará dizer que o piloto se apresentou à partida da prova com o mesmo carro com que conquistou o título de Campeão do Mundo de Ralis de Grupo N, em 1995, para que se perceba quão nostálgica se pode tornar, de facto, a prova.

    Mas nem só de revivalismo vive o evento, que, no seu arranque, ao início da tarde, em Barcelos, concentrou cerca de 85 participantes. Desportivamente, a luta pelas primeiras posições foi intensa, empolgando o público durante as três provas especiais cumpridas, que ditaram, afinal, a primeira hierarquia da classificação.

    Na Categoria “Spirit”, a equipa Ernesto Cunha/Valter Cardoso levou o Subaru Impreza STI ao topo da tabela classificativa, mas teve que suar pois, primeiro a dupla Armando Costa/Sérgio Rocha (Mitsubishi Lancer Evo 6) e, depois, a formação Gonçalo Figueiroa/Paulo Fiúza, não lhe deram um segundo de descanso. Aliás, tudo foi decidido não ao segundo, mas… ao décimo de segundo, com o piloto do Subaru a vencer a etapa por apenas 0,1 segundos!

    E a história repetiu-se na Categoria “Históricos”, onde também não faltou animação. A dupla espanhola Xésus Ferreiro/Xavier Vasquez (Ford Escort MK II) foi a primeira a evidenciar-se, mas no final da etapa foi a portuguesa, Rui Ribeiro/Pedro Fernandes (Ford Escort MK II) a destacar-se no topo da classificação. Contudo, na chegada ao Porto, a equipa tinha apenas a margem mínima de 0,1 segundos de vantagem para os espanhóis Pablo Pazó/Ezequiel Simões, antecipando-se mais um animado duelo para a etapa final, numa categoria em que oito Ford Escort se colocaram no “top 10”.

    Amanhã, tem lugar a mais longa e derradeira etapa do RallySpirit Altice, com as equipas a partirem do magnífico cenário do Passeio Alegre, no Porto, às 8h30m, para cumprirem mais seis seletivas provas especiais: duas passagens pelo troço de Laúndos e Franqueira e uma única passagem pela especial de Barcelos, antes da disputa da espetacular Boucles de Barcelos, que os carros cumprirão em sistema de perseguição.

  • Paulo Anselmo quer continuar evolução em Vila do Bispo

    O piloto do BMW 316i prossegue a sua campanha no Campeonato Sul de Ralis e no Desafio Kumho Sul na prova algarvia perseguindo os mesmos objetivos que na prova de abertura da temporada.

    Paulo Anselmo e Pedro Dias da Silva estão à partida do Rali de Vila do Bispo procurando lutar por mais um bom resultado em termos de campeonato e na luta pelos lugares cimeiros da Divisão 2 Kumho Sul, depois de um resultado prometedor no Rali Flor do Alentejo Cidade de Serpa, onde foram segundos na sua divisão na competição promovida pela ASR Tyres.

    Mais uma vez o piloto quer prosseguir a sua evolução contando para tal com a ajuda do seu experiente navegador, esperando entrar no ritmo mais cedo este fim-de-semana do que na prova alentejana. O piloto do BMW 316i espera “andar ao mesmo nível de Serpa, sem enjeitar forçar um pouco mais o andamento”, onde terminou na terceira posição da Divisão 2 do Desafio Kumho Sul, a escassos segundos do segundo classificado. A seu lado, vai ter o jovem Pedro Dias da Silva, que faz apenas o segundo rali da carreira.

    Para este Rali de Vila do Bispo Paulo Anselmo tem a expetativa “de fazer uma prova limpa, sem problemas mecânicos e tendo como primeiro objetivo acabar o rali. Queremos continuar a aprender e a evoluir na condução do carro, tirando partido das evoluções técnicas que introduzimos na suspensão e que, esperamos, venham a tornar o BMW ainda mais competitivo”.

    Relativamente à prova de Serpa o piloto diz que o BMW 316i que quer “entrar no ritmo da competição dos melhores carros de duas rodas motrizes desde o começo da prova, pois este é um rali onde não podemos adormecer, até porque, neste tipo de piso, somos prejudicados por ter um carro com tracção traseira. É uma prova em que se tem de andar a fundo de fio a pavio e o nosso andamento tem de tornar isso possível”.

  • Rui Rijo quer esquecer série negra em Vila do Bispo

    Piloto da PoolShop Algarve aborda a segunda prova do Campeonato Sul de Ralis com o Mitsubishi Evo VI em vez do VIII MR e acompanhado pela primeira vez por Miguel Luz.

    Rui Rijo está à partida do Rali Vila do Bispo apostado claramente em fazer esquecer os azares mecânicos que causaram o seu abandono em Vieira do Minho e em Serpa. E que estão na origem da troca de ‘montada’, pois optou por fazer reparações de fundo no Mitsubishi Evo VIII MR, de modo que este esteja plenamente em condições para enfrentar os troços de asfalto do Rali de Castelo Branco, que será a prova seguinte no seu programa.

    Face a esta situação, o piloto da PoolShop Algarve optou por alinhar na prova deste fim de semana aos comandos do Mitsubishi Lancer EVO VI, agora adaptado aos pisos de terra do rali algarvio, onde a outra grande novidade será Miguel Luz, que se vai sentar no banco da direita para desempenhar pela primeira vez o papel de navegador de Rui Rijo.

    “Infelizmente vários azares intervieram para que não pudéssemos terminar os ralis em Vieira do Minho e em Serpa. Foi pena, pois penso que tínhamos condições para obter bons resultados. Os problemas que tivemos no Evo VIII MR aconselharam uma reparação mais profunda, para que possamos ir para Castelo Branco com todas as condições”, explica o piloto da PoolShop Algarve. Rui Rijo refere também: “A melhor opção foi alinhar em Vila do Bispo com o Lancer Evo VI, até porque se trata de uma prova em terra. Mas também queria destacar o facto de ter a meu lado o Miguel Luz. Tenho a certeza de que vamos formar uma boa dupla!”.

    “Os objetivos para este fim-de-semana são prioritariamente terminar a prova, pontuar e deitar para trás esta série negra”, enfatiza o piloto, que acrescenta: “O Vila do Bispo é um rali de que gosto muito, e onde costumo andar muito bem”.