Blog

  • Luís Nunes arrasa nos Super Challenge e fica a uma conta de somar do oitavo título

    Luís Nunes arrasa nos Super Challenge e fica a uma conta de somar do oitavo título

    Continuamos a dissecar a frenética primeira metade da temporada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group e, desta vez, colocamos a lupa sobre a Categoria Super Challenge. Uma frente competitiva que partiu para 2026 rodeada de enormes expectativas, com vários pilotos e máquinas capazes de discutir os lugares cimeiros, mas que encontrou pela frente um Luís Nunes em estado de graça.

    Cinco rampas depois, aquilo que se perspetivava como uma longa batalha pelo título transformou-se numa demonstração de força do piloto da Nunes Sport.

    Luís Nunes: cinco rampas, cinco golpes de autoridade

    Se havia dúvidas sobre a competitividade de Luís Nunes em 2026, desapareceram rapidamente. O piloto de Valpaços apresentou-se com o Škoda Fabia num nível extraordinariamente elevado e construiu uma campanha sem mácula: Murça, Penha, Serra da Estrela-Covilhã, Rampa CAR e Capital do Móvel traduziram-se em cinco vitórias absolutas na Categoria Super Challenge. Não foram triunfos arrancados à custa da irregularidade dos adversários. Nunes tem sido rápido, eficaz e tremendamente consistente, impondo sistematicamente o andamento do Škoda e levando-o inclusivamente a posições de topo na geral das provas.

    Na Serra da Estrela foi nono, enquanto na Rampa CAR colocou o Škoda no sexto lugar absoluto, sendo o primeiro não Protótipo. Na Capital do Móvel voltou a dominar os Super Challenge, apesar de um toque durante os treinos ter introduzido algum drama no seu fim de semana. O resultado desta sequência é esmagador: 134 pontos e a vitória na Divisão SC-A já assegurada, quando ainda faltam Boticas, Arrábida e Caramulo. Agora, a grande questão assou a ser quando Luís Nunes conseguirá voltar a sagrar-se campeão da categoria. E Boticas poderá já fornecer a resposta.

    O acidente de Lameiro mudou o campeonato

    À entrada da temporada havia, contudo, um nome que surgia como o mais provável adversário de Luís Nunes: José Lameiro. O piloto da Diatosta tinha encerrado 2025 com uma categórica vitória na Arrábida e chegava à nova temporada motivado e munido de um Škoda Fabia capaz de discutir os lugares da frente.

    Tudo mudou praticamente antes de o campeonato começar verdadeiramente. Um aparatoso despiste na Rampa Porca de Murça representou um golpe muito duro nas ambições do piloto aveirense. Lameiro regressou e mostrou que a velocidade continuava presente, conseguindo importantes segundos lugares na Penha e na Serra da Estrela-Covilhã, mas nunca voltou a encontrar completamente o momento competitivo com que tinha terminado a época anterior.

    A opção acabou por passar por interromper temporariamente a temporada, numa tentativa de recuperar o foco e preparar convenientemente o regresso. Com apenas 44 pontos, Lameiro chega à pausa de verão no oitavo lugar absoluto dos Super Challenge, muito longe da posição que o seu potencial faria antever. A boa notícia é que o regresso está anunciado para Boticas, onde poderá iniciar uma nova fase da sua temporada.

    Bruno Carvalho e Luís Fernandes aproveitaram para subir ao pódio absoluto

    A conjugação do domínio de Nunes com os problemas enfrentados por Lameiro abriu espaço para outros protagonistas. E poucos aproveitaram tão bem essa oportunidade como Bruno Carvalho. O lisboeta tem formado com o Citroën Saxo S1600 um conjunto tremendamente competitivo. Apesar de ter falhado a Rampa da Penha, conquistou quatro vitórias nas quatro provas em que participou, acumulando 108 pontos e exercendo um domínio quase total na sua divisão.

    A dimensão dessa campanha é ainda mais evidente quando olhamos para a classificação conjunta da Categoria Super Challenge: Bruno Carvalho chega ao verão no segundo lugar absoluto, com 79 pontos contabilizados para essa classificação.

    Logo atrás aparece outro dos grandes protagonistas desta primeira metade da época. Luís Fernandes (Peugeot 106) ocupa a terceira posição absoluta da categoria, com 62 pontos, consequência de uma campanha marcada por rapidez e presença constante na discussão dos lugares cimeiros.

    As 4 Divisões da Categoria têm as contas praticamente fechadas

    A Divisão SC-A é o reflexo perfeito da superioridade exercida por Luís Nunes. Com 134 pontos, o piloto do Škoda Fabia R5 já garantiu a vitória final na divisão, deixando Manuel Rocha e Sousa e José Lameiro empatados na segunda posição, ambos com 44 pontos.

    Se Nunes tem sido imperial nos SC-A, Pedro Cardoso respondeu com uma campanha igualmente impressionante nos SC-B. O jovem piloto de Vila Pouca de Aguiar venceu com o SEAT Leon Cupra nas cinco jornadas disputadas, somando igualmente 134 pontos.

    Atrás dele, Miguel Gonçalves (BMW E36 Coupé) tem realizado também uma excelente temporada. O vimaranense soma 109 pontos e ocupa confortavelmente o segundo lugar. Simplício Taveira (Peugeot 207 RC) completa o trio da frente, com 73 pontos, numa divisão onde a superioridade de Cardoso não impede luta pelas posições seguintes.

    Talvez seja nos SC-C que encontramos uma das histórias mais interessantes da primeira metade da temporada. Bruno Carvalho (Citroën Saxo S1600) tem sido o grande dominador. Quatro participações produziram quatro vitórias e 108 pontos, deixando-o numa posição fortíssima para atacar a segunda metade da época.

    Mas existe uma pequena e importante mancha nessa aparente invencibilidade: Bruno não participou na Penha. E quem aproveitou foi Luís Fernandes. O piloto do Peugeot 106 assinou precisamente na Rampa da Penha o momento alto da sua temporada, conquistando a vitória. Sempre muito rápido e repetidamente envolvido nas batalhas pelo pódio, soma 90 pontos, apesar de também ter falhado a Capital do Móvel.

    Atrás dos dois está Francisco Vieira Leite (Toyota Corolla T-Sport), cuja regularidade tem sido exemplar. Soma 88 pontos, apenas dois menos que Luís Fernandes, deixando completamente aberta a discussão pelo segundo lugar.

    Nos SC-D, a principal decisão já está tomada. Bruno Gomes conseguiu mesmo resolver as contas antes da pausa de verão, renovando a conquista alcançada em 2025. O piloto de Lousada voltou a fazer do FIAT Punto 85 Sport uma máquina extremamente eficaz e, em cinco jornadas, conquistou quatro vitórias, resultados suficientes para fechar matematicamente a discussão da divisão.

    Atrás do bicampeão, Tiago Teixeira (Peugeot 106 Rallye) ocupa uma tranquila segunda posição, com 85 pontos. Tiago Santos (Citroën AX) é terceiro, com 27, tendo como grande momento da temporada a vitória alcançada logo na abertura do campeonato, em Murça.

  • Afonso Azevedo transforma estreia nos automóveis em temporada de afirmação

    Afonso Azevedo transforma estreia nos automóveis em temporada de afirmação

    Cinco vitórias em seis corridas e a liderança da classe City no Campeonato de Portugal de Velocidade de Clássicos & Legends 1300 marcam a estreia de Afonso Azevedo nos automóveis. Aos comandos de um Peugeot 107 da Art of Speed, o jovem de Oliveira de Azeméis já prepara o próximo passo da carreira.

    Depois de vários anos no karting, Afonso Azevedo adaptou-se rapidamente aos automóveis e encontrou na Art of Speed o contexto ideal para acelerar a evolução. «Tem sido uma transição fantástica. Consegui aprender bastante rápido e adaptar-me ao mundo dos automóveis», destaca.

    Os resultados confirmam esse progresso. Com cinco triunfos em seis corridas, Afonso lidera a classe City, tendo vivido em Vila Real um dos momentos mais marcantes da temporada, com duas subidas ao pódio num circuito que desconhecia: «As duas subidas ao pódio em Vila Real foram bastante importantes para mim, especialmente num circuito tão exigente.»

    O piloto destaca também o papel da estrutura de Coimbra: «A Art of Speed contribui bastante para a minha evolução. Mostra-me diferentes técnicas de pilotagem e prepara um carro que me permite ser competitivo e lutar por vitórias.»

    Apesar do excelente arranque, Afonso assume que ainda tem muito para aprender, sobretudo na procura do limite do carro, leitura dos adversários e compreensão das afinações. A ambição, contudo, está bem definida. Em 2027, o objetivo passa por continuar com a Art of Speed e subir ao Supercars Endurance: «Para chegar ao topo, tenho de subir um passo de cada vez. Vão ser precisos muitos anos e muito trabalho, mas acredito que consigo chegar a categorias como a GT3.»

    Com uma primeira época já marcada por vitórias e liderança, Afonso Azevedo começa a desenhar um percurso que pretende levar bem mais longe.

  • Martim Ventura reforça Honda HRC no Rally dos Sertões

    Martim Ventura reforça Honda HRC no Rally dos Sertões

    Líder da categoria Rally2 no Campeonato do Mundo de Rally-Raid, Martim Ventura enfrenta a partir deste sábado um novo desafio internacional. O jovem português, apoiado pela bp Ultimate, foi convidado pela Monster Energy Honda HRC para disputar o Rally dos Sertões, a maior prova de todo-o-terreno das Américas.

    A presença surge por convite da estrutura japonesa para uma competição que, embora não integre o calendário do Campeonato do Mundo de Rally-Raid, constitui uma das provas de referência do todo-o-terreno internacional e assume especial importância para a Honda no Brasil.

    O Rally dos Sertões disputa-se entre 22 e 30 de agosto, com um percurso de 4.020 quilómetros cronometrados, atravessando diferentes regiões dos estados de Goiás, Bahia, Maranhão e Tocantins. A competição arranca este sábado, em Goiânia, com um Prólogo de cinco quilómetros, primeiro confronto contra o cronómetro antes de oito exigentes dias de competição.

    «Estou muito entusiasmado por poder enfrentar esta competição»

    Martim Ventura chega ao Brasil numa fase particularmente importante da sua temporada, ocupando atualmente a liderança da categoria Rally2 no Campeonato do Mundo de Rally-Raid (W2RC).

    «A equipa Monster Energy Honda HRC convidou-me para vir ao Rally dos Sertões. É uma prova que não faz parte do Campeonato do Mundo, mas a Honda Brasil fez questão que a equipa estivesse presente naquele que é o maior rally das Américas. Estou naturalmente muito contente por mais esta oportunidade», afirma o português.

    Depois da estreia competitiva na América do Sul no Desafio Ruta 40, na Argentina, Ventura continua a alargar a experiência acumulada fora da Europa: «O Desafio Ruta 40 tinha sido a minha primeira participação numa prova na América do Sul. Desde o ano passado passei a ter a possibilidade de disputar competições em novos continentes, o que tem sido fantástico.»

    Sem a pressão direta das contas do Mundial, a abordagem ao Rally dos Sertões será diferente, mas a ambição mantém-se intacta: «Não é uma prova do Campeonato do Mundo, competição que lidero em Rally2, e, portanto, a abordagem agora será diferente, mas, como sempre, vou tentar dar o meu melhor.»

    O português recebeu também indicações de que as características do percurso brasileiro poderão favorecer uma adaptação rápida: «Vai ser uma corrida longa, de oito dias, num percurso que, pelo que me dizem, é muito parecido com Portugal e Espanha. Por isso, estou convencido de que me vou adaptar bastante bem e estou muito entusiasmado por poder enfrentar esta competição.»

    O Rally dos Sertões representa assim mais uma oportunidade para Martim Ventura ganhar quilómetros, experiência e ritmo competitivo ao mais alto nível, desta vez num dos maiores palcos do todo-o-terreno sul-americano.

  • Euro RX1 entra ao rubro na reta final com Lousada à espera da decisão

    Euro RX1 entra ao rubro na reta final com Lousada à espera da decisão

    O FIA European Rallycross Championship – Euro RX1 entra na sua fase decisiva com tudo em aberto. Depois de quatro jornadas marcadas por vitórias repartidas, incidentes, penalizações e vários volte-faces, apenas 15 pontos separam Johan Kristoffersson, Andreas Bakkerud e Ole Christian Veiby, com 120 ainda disponíveis.

    A temporada começou na Letónia com uma demonstração de força da Kristoffersson Motorsport (KMS). Apesar de arranques pouco conseguidos nas mangas de qualificação, Kristoffersson e Veiby aproveitaram a velocidade dos Volkswagen Polo 601 RX para garantir a primeira linha da Final.

    A partir daí, não deram hipóteses. Kristoffersson, oito vezes campeão mundial de Rallycross, venceu por mais de cinco segundos e iniciou da melhor forma a tentativa de conquistar o seu primeiro título europeu, enquanto Veiby completou a dobradinha da KMS. O domínio que então parecia anunciar uma temporada controlada pela formação sueca acabou, contudo, por não se confirmar.

    Bakkerud recusou deixar fugir Kristoffersson

    Furos, penalizações e outros contratempos impediram os dois Volkswagen de se destacarem definitivamente, cenário aproveitado sobretudo por Andreas Bakkerud. O tricampeão europeu, agora ao serviço da sua própria estrutura, a Bergen Motorsport Evolution, com apoio da SET Promotion, respondeu na Hungria. Depois de ser o mais rápido na Q1 e terminar a qualificação no topo, Bakkerud protagonizou com Kristoffersson um duelo sem concessões na primeira curva da Final.

    O contacto terminou com o Volkswagen do sueco a rodar e a embater nas proteções, deixando o caminho aberto para Bakkerud conquistar a sua primeira vitória da época e assumir a liderança do campeonato.

    Kristoffersson respondeu em grande perante o público sueco. Depois de terminar as mangas apenas na sétima posição em Höljes, recuperou para conquistar a vitória na Final, novamente acompanhado por Veiby numa dobradinha da KMS. Em Mondello Park, na Irlanda, foi novamente a vez de Bakkerud atacar. O norueguês aproveitou uma intensa luta entre os dois pilotos Volkswagen para alcançar um triunfo inesperado e manter completamente aberta a discussão pelo título.

    Três candidatos separados por apenas 15 pontos

    O resultado é uma classificação extremamente apertada antes das últimas três rondas. Kristoffersson, Bakkerud e o extremamente regular Ole Christian Veiby cabem num intervalo de somente 15 pontos, deixando tudo em aberto quando ainda existem 120 pontos para distribuir.

    QNIGAN RALLYCROSS MEDIA

    E a luta pode não ficar limitada a este trio. Os finlandeses Juha Rytkönen e Joni Turpeinen, ambos ligados à SET Promotion, surgem empatados no quarto posto e suficientemente próximos para aproveitar qualquer erro dos líderes. Rytkönen compete com um Hyundai i20, enquanto Turpeinen utiliza um Ford Fiesta. O jovem finlandês tem sido uma das grandes revelações da época e foi mesmo o único piloto do competitivo pelotão a subir ao pódio nas duas primeiras jornadas.

    Entre os nomes capazes de interferir diretamente na batalha estão ainda Patrick O’Donovan, campeão europeu de RX1 em 2024, e o bicampeão francês Fabien Pailler. O’Donovan entrou na temporada como um dos principais favoritos, mas uma sucessão de contratempos deixou o piloto Peugeot longe dos resultados esperados. Em Höljes chegou a liderar a classificação intermédia ao final de sábado, antes de ser prejudicado pelas condições meteorológicas na última manga de qualificação. Pailler também ainda não conseguiu transformar a velocidade demonstrada pelo Renault Mégane em resultados, sobretudo devido aos problemas de motor que têm condicionado o desenvolvimento do carro.

    A nova geração também começa a fazer-se notar. Casper Jansson conquistou um pódio diante do público sueco em Höljes, enquanto o norueguês Johannes Rafoss, de apenas 19 anos e com uma carreira iniciada somente em 2022, tem surpreendido regularmente adversários muito mais experientes.

    Lohéac primeiro. Depois, todas as decisões em Lousada

    O campeonato regressa à ação de 28 a 30 de agosto, em Lohéac, com o Euro RX de França e uma grelha particularmente forte. Será a última oportunidade para ganhar terreno antes da grande decisão. Duas semanas depois, nos dias 12 e 13 de setembro, o Circuito Internacional de Lousada recebe a jornada dupla que encerrará a temporada, transformando Portugal no palco da decisão do título europeu de RX1.

    Kristoffersson procura acrescentar finalmente um Europeu ao extraordinário currículo construído no Mundial. Bakkerud quer voltar a sentar-se no trono continental. Veiby continua à espreita e a regularidade mantém-no totalmente dentro da luta. Primeiro Lohéac. Depois Lousada. E, com três candidatos separados por apenas 15 pontos, o Euro RX1 promete chegar a Portugal absolutamente ao rubro.

  • Festival NISMO regressa ao Fuji Speedway em dezembro

    Festival NISMO regressa ao Fuji Speedway em dezembro

    O Festival NISMO está de regresso ao Fuji Speedway em 2026. A Nissan Motor e a Nissan Motorsports & Customizing confirmaram a realização da 26.ª edição do evento para o dia 6 de dezembro, no mítico circuito situado na Prefeitura de Shizuoka, no Japão.

    Criado como ponto de encontro entre a Nissan, a NISMO e os seus adeptos, o festival celebra o passado, presente e futuro da marca no desporto motorizado, reunindo algumas das máquinas mais emblemáticas da sua história competitiva. O programa prevê demonstrações em pista e exposições estáticas de carros de competição históricos e atuais, juntamente com modelos de estrada NISMO e veículos mais recentes da gama Nissan.

    «O Festival NISMO representa uma das mais importantes oportunidades para estarmos em contacto direto com os nossos fãs e agradecer-lhes a paixão e o apoio contínuos à Nissan e à NISMO», destacou Yutaka Sanada, presidente e diretor executivo da Nissan Motorsports & Customizing.

    Pilotos, “safari” no circuito e atividades para os fãs

    A edição de 2026 decorrerá entre as 08h00 e as 16h00, hora local, e incluirá palestras com pilotos, um “safari” no circuito, exposição dos mais recentes modelos Nissan, atividades para crianças, espaços de fornecedores e áreas de merchandise oficial. A organização deverá revelar durante o outono mais informações sobre o programa, participantes e venda de bilhetes.

    O Festival NISMO volta assim a transformar o Fuji Speedway numa grande celebração da herança desportiva da Nissan, juntando num único evento algumas das máquinas e protagonistas que ajudaram a construir a história da marca nas pistas.

  • Manuel Espírito Santo aponta ao Top 5 em Spa-Francorchamps

    Manuel Espírito Santo aponta ao Top 5 em Spa-Francorchamps

    Piloto português regressa este fim de semana à European Le Mans Series, aos comandos do Oreca da Rossa Racing by Virage. O objetivo passa por garantir um lugar entre os cinco primeiros na grelha e entrar na luta pelas posições cimeiras da LMP2.

    Manuel Espírito Santo enfrenta este fim de semana, 22 e 23 de agosto, mais um desafio na European Le Mans Series, desta vez no emblemático circuito de Spa-Francorchamps, na Bélgica. O português volta a partilhar o Oreca da Rossa Racing by Virage com o norte-americano John Falb e o neerlandês Rik Koen, formando um trio que chega às Ardenas com objetivos bem definidos.

    A prioridade passa por assegurar uma boa posição na qualificação, procurando colocar o protótipo entre os cinco primeiros da grelha para depois atacar um resultado de destaque na classe LMP2: «Spa é um circuito incrível e muito exigente para qualquer piloto. As condições meteorológicas têm um papel fundamental. Numa única volta encontramos as várias estações do ano. É preciso ter um plano bem definido», destaca Manuel Espírito Santo.

    O jovem português mostra-se confiante no trabalho realizado antes da ronda belga: «Temos um conjunto forte e fizemos algum trabalho de preparação. O objetivo passa por fazer uma boa qualificação e garantir um lugar no Top 5 para, depois, estarmos na luta pelos lugares da frente durante a corrida.»

    Com curvas tão emblemáticas como Eau Rouge e Raidillon e uma meteorologia tradicionalmente imprevisível, Spa-Francorchamps promete colocar à prova pilotos, equipas e estratégias ao longo das quatro horas de competição. A qualificação disputa-se no sábado, enquanto a corrida principal terá lugar no domingo. As 4 Horas de Spa-Francorchamps terão transmissão em direto na Sport TV 4, a partir das 11h45.

  • Noah Monteiro regressa à ação em Jarama na liderança da F4 espanhola

    Noah Monteiro regressa à ação em Jarama na liderança da F4 espanhola

    Depois da pausa de verão, Noah Monteiro está de regresso à competição este fim de semana, em Jarama, chegando à ronda madrilena na liderança do Campeonato Espanhol de Fórmula 4 e com três jornadas ainda por disputar.

    O Campeonato Espanhol de Fórmula 4 retoma este fim de semana a atividade no Circuito de Jarama, em Madrid, com Noah Monteiro a iniciar a fase decisiva da temporada na liderança da classificação. Com apenas três fins de semana ainda pela frente e muitos pontos em disputa, o jovem português encara a jornada espanhola com um objetivo claro: manter a consistência apresentada na primeira parte da época, continuar a lutar pelas vitórias e, se possível, aumentar a vantagem no campeonato.

    Jarama é, além disso, um circuito que traz boas recordações a Noah Monteiro, que já demonstrou forte competitividade naquele traçado no início do ano. O piloto reconhece, contudo, que a nova passagem por Madrid representará um desafio diferente, numa altura em que a luta pelo campeonato entra na sua fase mais exigente.

    A ronda contará com três corridas. A primeira qualificação está marcada para sábado, às 13h40 de Portugal Continental, seguindo-se a Corrida 1 às 16h00. No domingo, a segunda qualificação começa às 09h00, antecedendo a Corrida 2, às 10h50, e a terceira e última prova do fim de semana, às 13h20.

    Com a liderança em mãos e apenas três jornadas para o final, Jarama marca o início do verdadeiro sprint decisivo de Noah Monteiro rumo ao título espanhol de Fórmula 4.

  • Boticas volta a apontar à Europa com candidatura ao FIA Historic Hill Climb Championship

    Boticas volta a apontar à Europa com candidatura ao FIA Historic Hill Climb Championship

    A Rampa Internacional de Boticas prepara-se para escrever um novo capítulo na sua história. A edição de 2026, marcada para os dias 5 e 6 de setembro, além de assumir enorme importância nas contas do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, surge oficialmente como prova candidata ao FIA Historic Hill Climb Championship.

    A candidatura representa um passo importante para o regresso de Boticas aos grandes palcos internacionais da Montanha e poderá abrir caminho a uma futura integração da prova no calendário FIA reservado aos automóveis históricos.

    Não seria, contudo, uma estreia de Boticas perante a Federação Internacional do Automóvel. O traçado transmontano já recebeu, em 2021, o FIA European Hill Climb Championship, naquela que foi a primeira prova internacional de automobilismo realizada no concelho.

    A internacionalização estava inicialmente prevista para 2020, quando Boticas foi incluída pela primeira vez no calendário europeu, mas a pandemia obrigou ao adiamento. Um ano depois, o objetivo concretizou-se e ganhou mesmo uma dimensão inesperada: com os cancelamentos das rondas de França e Áustria, Boticas acabou por abrir a temporada de 2021 do Campeonato Europeu de Montanha, devolvendo a competição à ação depois de mais de 21 meses de interrupção.

    Um duelo para a história e um recorde ainda como referência

    A passagem da elite europeia por Boticas dificilmente poderia ter proporcionado maior espetáculo. Dois dos maiores especialistas mundiais da Montanha, Simone Faggioli e Christian Merli, protagonizaram um duelo decidido por uma margem mínima. Faggioli, aos comandos do Norma M20 FC Zytek, levou a melhor sobre o Osella FA30 de Merli por apenas 0,032 segundos.

    Foi também nessa jornada que o italiano estabeleceu o recorde do traçado, com 1m57,455s, numa configuração que se mantém na atualidade. A própria FIA destacou então a prestação de Faggioli e confirmou que a derradeira subida do italiano estabeleceu um novo recorde da pista.

    A estreia europeia deixou igualmente uma excelente impressão entre pilotos e responsáveis internacionais. A FIA destacou a qualidade do piso, a variedade e exigência do percurso e o investimento realizado ao nível da segurança, dedicando posteriormente um balanço particularmente positivo à passagem do campeonato por Boticas.

    Cinco anos depois, uma nova porta para a FIA

    Agora, cinco anos após aquele momento histórico, Boticas procura recuperar uma presença regular no panorama internacional através do FIA Historic Hill Climb Championship, competição que reúne algumas das máquinas mais emblemáticas de diferentes gerações da Montanha europeia.

    A condição de prova candidata significa que a edição de 2026 assumirá uma dimensão que vai muito além dos resultados desportivos do fim de semana. Organização, segurança, percurso e capacidade global do evento estarão inevitavelmente no centro das atenções num momento decisivo para as ambições internacionais da rampa.

    A experiência adquirida com o Europeu de 2021 constitui um argumento importante. Boticas já demonstrou capacidade para receber uma competição FIA e fê-lo num contexto particularmente exigente, marcado ainda pelas limitações resultantes da pandemia.

    Nos dias 5 e 6 de setembro, os protagonistas do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group voltarão a atacar a subida em direção ao Miradouro de Seirrãos, no mesmo palco onde Faggioli e Merli protagonizaram um duelo memorável. Mas desta vez haverá algo mais em jogo. Boticas volta a correr por um lugar na Europa.

  • Estreia internacional em casa: Hélder Ferreira leva a Lancia ao Euro RX4 em Lousada

    Estreia internacional em casa: Hélder Ferreira leva a Lancia ao Euro RX4 em Lousada

    Piloto natural de Lousada fará a estreia internacional no Rallycross na jornada dupla que encerra o FIA European Rallycross Championship, a 12 e 13 de setembro, aos comandos de um novo Lancia Ypsilon Rally4 HF.

    O nome Lancia vai estar presente pela primeira vez no Euro RX4, precisamente na derradeira jornada da temporada, em Lousada. Hélder Ferreira confirmou a participação na ronda portuguesa do FIA European Rallycross Championship, marcada para 12 e 13 de setembro, aos comandos de um novo Ypsilon Rally4 HF.

    Natural de Lousada, o piloto de 46 anos prepara-se para a primeira participação internacional depois de um percurso ainda relativamente curto no Rallycross. Ferreira estreou-se há dois anos no Campeonato de Portugal, disputando quatro provas na classe 2RM com um Citroën Saxo. Em 2025 passou para um Renault Clio Rally5 e, já esta temporada, conquistou uma vitória na divisão Open RX em Montalegre, ao volante de um Ford Fiesta R2.

    Para a estreia no Euro RX4, adquiriu através da Sports&You um Lancia Ypsilon Rally4 HF, modelo que ainda não competiu naquela categoria. A viatura chegará diretamente de Itália antes de receber a decoração destinada à prova de Lousada. «Escolhi especificamente o Euro RX4 porque o vi ao vivo pela primeira vez na Letónia e gostei de ver estes jovens pilotos, muito competitivos e, acima de tudo, com grande respeito uns pelos outros em pista», explicou Hélder Ferreira.

    Estreia internacional em casa

    A participação terá um significado particular por acontecer perante o público da sua terra natal: «O meu objetivo, na minha cidade, perante milhares de adeptos, muitos deles meus amigos, é simplesmente divertir-me ao volante deste carro magnífico e único que escolhi para a minha estreia e proporcionar espetáculo a todos os que vierem assistir.»

    Ferreira destacou também a forte ligação de Lousada ao Rallycross e o trabalho desenvolvido na renovação do Eurocircuito: «Somos uma região apaixonada pelo Rallycross, com uma história muito rica na modalidade. Quero felicitar a Câmara Municipal de Lousada e o Clube Automóvel de Lousada pelo excelente trabalho realizado na remodelação da pista.»

    A presença do português acrescenta assim mais um motivo de interesse à jornada dupla que encerrará a temporada europeia de Rallycross, com Hélder Ferreira a concretizar a primeira experiência internacional precisamente no Eurocircuito de Lousada e com uma máquina igualmente estreante no Euro RX4.

  • Dongfeng MAGE abre pré-vendas em Portugal com 279 cv e até 1.200 km de autonomia

    Dongfeng MAGE abre pré-vendas em Portugal com 279 cv e até 1.200 km de autonomia

    Primeiro híbrido plug-in da Dongfeng no mercado nacional já pode ser encomendado por 28.490 euros + IVA. O novo SUV combina motor 1.5 Turbo, bateria de 17 kWh e até 86 km de autonomia elétrica.

    A Dongfeng abriu as pré-vendas em Portugal do novo MAGE, o primeiro híbrido plug-in da marca disponível no mercado nacional. O SUV chega com um preço chave na mão de 28.490 euros + IVA, estando as primeiras entregas previstas para setembro de 2026.

    No centro da proposta está o sistema Mach PHREV 3 Power, que combina um motor 1.5 Turbo, uma transmissão híbrida 4DHT e uma bateria de 17 kWh.« O conjunto gere três modos de funcionamento — elétrico, produção de energia para alimentar o sistema e combustão — procurando otimizar eficiência e desempenho em função das condições de utilização. A potência combinada é de 279 cv e 580 Nm de binário, enquanto a autonomia total anunciada pode atingir 1.200 km.

    Em modo totalmente elétrico, o MAGE oferece até 86 km de autonomia, valor que pode chegar aos 136 km em ciclo urbano. Segundo a marca, o consumo combinado WLTP é de 2,2 l/100 km, mantendo-se nos 4,8 l/100 km quando a bateria está descarregada.

    Bagageira até 1.846 litros

    No interior, o Dongfeng MAGE aposta numa configuração de vocação familiar, com distância entre eixos de 2.775 mm, 20 compartimentos de arrumação e uma bagageira de 525 litros, expansível até 1.846 litros com os bancos traseiros rebatidos.

    O equipamento inclui ainda ecrã central de 14,6 polegadas, processador Qualcomm 8155, bancos desportivos ergonómicos e teto panorâmico. Na componente de segurança, integra sistemas ADAS de nível 2, incluindo cruise control adaptativo com Stop & Go, travagem autónoma de emergência, assistente de permanência e centragem na faixa e aviso de saída de faixa.

    O novo Dongfeng MAGE beneficia de sete anos ou 300 mil quilómetros de garantia para a viatura e dez anos para a bateria sem limite de quilometragem. A campanha de lançamento está prevista até 30 de setembro e é limitada ao stock existente nos concessionários aderentes.