Blog

  • Tiago Ferreira assina boa exibição em Sever do Vouga

    O piloto do Peugeot 208 S1600 mostra-se cada vez mais adaptado à sua ‘montada’ e, não fosse um pequeno problema e teria carimbado o ‘passaporte’ para a final da Divisão S1600 nesta terceira jornada do Campeonato de Portugal de Rallycross by Diatosta. É notória a sua evolução neste ano de estreia entre os “leões”.

    À partida para o Campeonato de Portugal de Ralicross by Diatosta 2021, Tiago Ferreira estava bem ciente da tarefa tremenda que tinha pela frente: defrontar o naipe alargado de pilotos e máquinas da Divisão S1600. O lousadense nem por um simples momento tremeu ou hesitou, ciente de todo o talento que ostenta e que o tem feito ser sempre competitivo ao longo da sua carreira. E o ano tem sido positivo, como positiva foi a sua presença na terceira jornada da temporada.

    Tiago Ferreira mostrou-se sempre muito rápido na pista do Alto Roçário, nesta edição do Ralicross de Sever do Vouga, realizando sempre bons tempos, “numa pista que é muito do meu agrado”. Mas, apesar da competitividade evidenciada, sentiu alguns problemas no seu carro, afirmando que “andei sempre depressa, mas o Peugeot acabou por evidenciar dificuldades, que não me permitiram extrair todo o seu potencial. A equipa esforçou-se muito ao longo dos dois dias de competição, mas o carro teimou em não ficar totalmente eficaz. Mesmo assim, fomos lutando nas mangas e pontuando de forma a estar na semifinal de olhos postos numa possível ida à corrida decisiva”, salientou o piloto de Lousada, que está no seu ano de estreia na classe ‘rainha’ do rallycros nacional.

    Nessa semifinal, quando Tiago Ferreira “lutava pelos lugares de acesso à final, os problemas no carro começaram a agravar-se e só me restou dosear o andamento, de forma a não causar danos”. A partir dessa altura “já nada pude fazer para atingir a tão ambicionada final, tendo de me contentar com o resultado possível” da competitiva Divisão S1600, apesar de estar cada vez mais próximo desse objetivo, sentindo o lousadense que “temos vindo a ser competitivos e tenho plena consciência que, mais cedo ou mais tarde, vamos fazer um resultado de topo!”.

    O Campeonato de Portugal de Ralicross by Diatosta 2021 volta à ação no final do mês, com a realização de mais uma prova em Montalegre.

  • SuperCars Endurance no Estoril com uma mão cheia de novidades

    A estreia em território nacional, no próximo fim de semana (10/11 julho), da SuperCars Endurance, a nova série ibérica que esta época junta na mesma grelha carros das categorias GT4 e TCR, reúne um conjunto de ingredientes que deixa antever duas corridas de elevado nível competitivo no Autódromo do Estoril.

    Há pouco mais de um mês, em Jarama, no arranque da temporada, a boa adesão de equipas internacionais e de portuguesas foi uma realidade que se traduziu em interessantes despiques, com emoção e incerteza à mistura, para as duas provas de 45 minutos terminarem com triunfos repartidos, em termos de classificação absoluta. Agora, perante a esmagadora maioria dos mesmos protagonistas, a que se juntam alguns estreantes, está prometido um espetáculo de qualidade.

    Uma das ausências de vulto será o Ginetta G55 da equipa britânica Tockwith Motorsport, devido ao falecimento de um familiar de Marmaduke Hall, um dos pilotos titulares e que fazendo dupla com o jovem chileno Nicolas Pino vencera a corrida 2 na pista madrilena. Contudo, a presença no Estoril deste último, de apenas 16 anos e que oriundo da F.4 britânica guiou pela primeira vez um GT revelando-se muito rápido, está assegurada através da Garagem João Gomes, num Porsche 981 Cayman e ao lado de João Silva, que dá o “salto” da Fórmula Ford para debutar nesta categoria.

    O McLaren 570S da SMC Motorsport de Gonzalo De Andrés e Guillermo Aso, que na jornada espanhola, devido a problemas elétricos, teve um desempenho algo modesto, será o cabeça de cartaz na classe GT4 PRO, na qual vai medir forças com o Mercedes AMG da Bullitt Racing, de Stephen Pattrick e Romain Monti. Em Jarama, os estragos no carro germânico resultantes de um despiste nos treinos forçaram a dupla da equipa britânica sediada em Marbella a seguir mais cedo para casa. É nesta classe que alinha a já referida dupla Nicolas Pino/João Silva, no Porsche 981 Cayman da Garagem João Gomes, atendendo a que o sul-americano é piloto silver, aguardando-se com expetativa o seu desempenho.

    Sendo uma das mais concorridas, é na classe GT4 Bronze que a dupla António Coimbra/Luís Silva, no Mercedes AMG da Sports & You, vai defender a sua liderança da SuperCars Endurance, face a Francisco Carvalho/Jorge Rodrigues (Lema Racing, Porsche 981 Cayman), havendo que contar ainda com o lituano Andrius Zemaitis (PROGT, Porsche 981 Cayman) e a dupla José Correia/Gabriela Correia, no Mercedes AMG da JC Group Racing Team.

    Dupla triunfadora em Jarama, Jemma Moore e Aubrey Hall, no Ginetta G50 da Tockwith Motorsport, chegam ao Estoril apostados em confirmar o seu favoritismo na classe GTC, que além de Francisco Gonçalves, no Lotus Exige da 888_ Motorsport, contará também com Pedro Marques. O piloto da Moby Motorsport estreia-se nesta competição e o seu Porsche 991 GT3 Cup vai receber um BOP (balance of performance) especial. “Vamos fazer a prova de fogo no Estoril, mas acredito que um BOP estudado internacionalmente permitirá que o Porsche do Pedro tenha uma performance similar à dos restantes GTC”, refere Diogo Ferrão, da Race Ready.

    O maior número de novidades surge na classe TCR, a começar pelo líder Gustavo Moura, vencedor de ambas as corridas madrilenas face a Daniel Teixeira (JT59 Racing Team, CUPRA TCR) e que no Estoril partilhará a condução do Hyundai Elantra com Luís Cidade, o campeão nacional júnior de TT e já esta época participante na Kia Ceed GT Cup. Há ainda a registar mais três “reforços” entre os TCR, com as estreias de Manuel Sousa, no CUPRA TCR da Moby Motorsport, e ainda as duplas dos Audi RS 3 LMS: Pedro Silva/Daniela Marques, da Vettra Motorsport, e Jorge Silva/Pedro Silva, da Veloso Motorsport.

    PROGRAMA

    Sábado (10 julho)

    12h15/12h45 – Treinos Livres 1 (20’)

    14h45/15h05 – Treinos Livres 2 (20’)

    16h55/17h10 – Qualificação 1 (15’)

    17h15/17h30 – Qualificação 2 (15’)

    Domingo (11 julho)

    10h10/10h55 (45’) – Corrida 1

    15h05/15h50 (45’) – Corrida 2

  • Supercars Endurance: Daniel Teixeira quer estar na luta pelas vitórias no Estoril

    Depois dos excelentes resultados na ronda inaugural da Supercars Endurance, em Jarama, o piloto transmontano quer repetir a “dose” no Estoril, neste fim-de-semana que se avizinha. Os pódios são objetivo primário, mas a mira estará apontada para as vitórias.

    Depois de mais uma vitória e um pódio na Montanha, o JT59 Racing Team / Bompiso regressa aos palcos da velocidade, integrado na nova e competitiva competição internacional, a Supercars Endurance, cabendo a Daniel Teixeira estar na baquet do Cupra TCR para mais um fim-de-semana intenso, desta feita no Autódromo Fernanda Pires da Silva, no Estoril, onde decorrerá a segunda jornada da competição.

    Esta nova jornada dupla é encarada pelo piloto com “muita vontade de estar na luta pela primazia. Será um fim-de-semana que espero ser difícil, começando longo pelo muito calor que irá fazer sentir, ao que tudo indica. Já em Jarama o desgaste dos pneus foi um problema muito complicado de gerir, e aqui no Estoril penso que voltará a ser um problema. No nosso caso – carros TCR – sendo carros de tração dianteira acabam por ter um desgaste muito prematuro dos pneus da frente, e ainda para em corridas tão longas, de 45 minutos cada”.

    Daniel Teixeira destaca que isso releva muito “a necessidade de fazermos uma gestão muito cuidadosa do andamento. Não nos permitindo fazer uma corrida completa num ritmo máximo”, considerando o piloto que “no Estoril a dificuldade vai aumentar. Antevejo um fim-de-semana com uma competição muito cerrada. Felizmente estão inscritos mais TCR (6 carros). E assim também tem mais piada!”.

    O piloto sente-se “muito motivado. Depois do andamento e dos resultados em Jarama, onde conseguimos sempre estar entre os três primeiros, não só dos TCR, mas também à geral. O que acabou por ser uma surpresa. Não contávamos andar tão à frente, nomeadamente face aos GT4”, considerando que tal feito demonstra que temos qualidade e velocidade para lutar pelas vitórias. Esse será o objetivo mais uma vez aqui no Estoril, sobretudo entre os TCR. No entanto temos a consciência de que o Circuito do Estoril favorece os TCR de três volumes, nomeadamente o Audi RS3 LMS e o Hyundai Elantra N, ainda para mais sendo este último um carro de última geração. Terá obviamente que ser apontado como favorito. Mas acredito que iremos conseguir dar luta e até ao final da corrida tudo faremos para vencer!”.

    Daniel Teixeira não quis deixar de apresentar o seu lamento por “infelizmente, ao que tudo indica, voltarmos a ter um evento sem público. O que na minha opinião é bastante negativo, na medida em que considero que é parte integrante deste desporto, e como tal é uma pena que não possamos ter público nas bancadas. Ainda para mais num autódromo como o do Estoril, com as condições que tem e com a capacidade de espetadores que possui é de lamentar que não possamos ter público”, formulando o desejo de que “possamos ter de volta os adeptos que tanto vibram com as corridas e que tanto acabam por nos motivar a nós pilotos”.

  • António Sousa brilha e garante pódio em Sever do Vouga!

    O piloto da SRT Motorsport alcançou o seu melhor resultado da época na terceira prova do Campeonato de Portugal de Rallycross by Diatosta ao conseguir um excelente 2º lugar na Divisão Super 1600.

    Apesar de alguns toques no seu percurso para a final da competição ‘rainha’ da modalidade, a exibição de António Sousa com o Peugeot 208 S1600 na pista do Alto Roçário foi notável, fazendo esquecer os muitos azares nas duas provas anteriores.

    Desta feita, o carro francês colaborou e foi possível ao piloto de Lousada a efetuar uma prova que refletiu o seu real valor, apesar de não ter sido isenta de alguns percalços, como faz questão de recordar: “No primeiro dia sofri toque na primeira curva, que condicionou a nossa prestação. No domingo, no ‘warm-up’, um problema nas suspensões quase deitava tudo a perder. Conseguimos resolvê-lo em tempo recorde, com uma ida a Lousada, podendo alinhar na Q3 e na Q4, onde conseguimos começar a encetar a recuperação”.

    António Sousa pôde assim alinhar na semifinal, onde reclamaria o tão almejado ‘passaporte’ para a corrida decisiva. “Após uma semifinal bem conseguida que encaramos com muito foco, ficamos apurados para a final”, conta o piloto da SRT, que no confronto decisivo fez “uma prova em que fomos com tudo, dando o litro de início a fim. Só assim foi possível, no meio de um pelotão tão competitivo, estar na luta e fazer todo o nosso esforço culminar com um excelente 2º lugar!”. Para o consagrado lousadense, este é “um resultado que vem animar a nossa equipa de assistência para o resto da época. As classificações encontram-se em suspenso, mas em pista o segundo lugar é nosso e com muita garra e mérito!”, remata o lousadense, que vê este desempenho com um ‘boost’ para o que falta disputar do Campeonato de Portugal de Rallycross by Diatosta, estando preparado para tentar repetir a “dose” no final deste mês, em Montalegre, na próxima prova do calendário.

  • Jorge Machado com fim-de-semana para esquecer

    Não correu como o lousadense desejava a sua participação na terceira tirada do Campeonato de Portugal de Rallycross by Diatosta, que teve lugar em Sever do Vouga. Uma penalização retirou a possibilidade ao piloto do Citroën C2 S1600 de alinhar na final da Divisão S1600.

    Depois do andamento evidenciado em Montalegre, Jorge Machado chegava à pista do Alto do Roçário com justificadas expetativas num bom resultado, que acabou por não se materializar. Várias razões contribuíram para o desfecho desfavorável após as quatros mangas de qualificação. Uma delas foi o andamento menos conseguido em determinados momentos do fim-de-semana e outra, que acabou por ser decisiva, uma inconveniente penalização, que decisivamente o arredou da final.

    “Lutamos arduamente e demos sempre o máximo dentro da pista”, começou por dizer o lousadense, explicando: “Estávamos confortáveis, mas estranhamente não conseguimos ‘andar’. Não conseguimos encontrar o ritmo necessário para lutar pelos lugares cimeiros, ao contrário do que tínhamos feito nas provas anteriores”.

    Jorge Machado afirmou ainda que “as condições da pista nunca foram as melhores. É um traçado complicado e, nesta prova, estava bastante demolidor. Conseguimos mostrar a nossa garra, mas após as quatro mangas não fomos além do 14º posto”. O que é natural em jornadas com os problemas já referidos, sobretudo se considerarmos que esta é uma divisão ultracompetitiva e qualquer percalço é a diferença entre um bom e um mau resultado.

    “Nas semifinais demos tudo e estávamos apurados para a final, pois terminamos no quarto posto. Mas o colégio de comissários decidiu atribuir uma penalização de 10 segundos e ficamos fora do final”, acrescentou o piloto do Citroën C2 S1600, naturalmente dececionado com o desfecho. Jorge Machado aponta já baterias para “a prova de Montalegre, no último fim-de-semana deste mês. Queremos andar mesmo forte e voltar a estar na final e nas decisões. Será uma jornada muito importante para as nossas aspirações no campeonato”.

  • Parcídio Summavielle conquista segunda vitória da temporada!

    O piloto de Fafe que defende as cores da UZO conquistou a sua segunda vitória da época na Divisão Turismos 3 na 6ª edição da Rampa de Santa Marta, relançando a sua candidatura ao título da divisão no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. O triunfo coroou uma exibição verdadeiramente fora de série!

    https://youtu.be/VC6WVDZxxj4

    Parcídio Summavielle assentou arraiais na prova do Clube Automóvel da Régua apostado em ‘dar tudo’ nos sinuosos 3200 metros do traçado ‘desenhado’ entre os vinhedos do Alto Douro. E se bem o pensou, melhor o concretizou. Claro que na autêntica ‘batalha’ de Renault Clio R3 que é a Divisão Turismos 3, o piloto fafense sabia de antemão que teria pela frente o adversário do ‘costume’. O que apenas valorizou o seu feito.

    No ‘ora agora ganhas tu, ora agora ganho eu’, as contas acabaram por ser favoráveis a Parcídio Summavielle, que depois do seu rival, Sérgio Nogueira, ter sido mais rápido no sábado, acabou por se impor no domingo por 1,7 segundos, mercê de duas subidas de prova a tocarem a perfeição e com o fafense a rodar sempre nos limites do Clio. O que diz bem do equilíbrio existente e da forma como o piloto do Renault Clio R3 da UZO teve de andar para alcançar tal desiderato.

    Isto apesar do fim-de-semana até nem ter começado bem para o minhoto “com um problema na correia do alternador do Clio, que não os costuma ter. E não estava fácil resolver, mas que graças à boa vontade da gente daqui se resolveu”. Daí que agradeça a “a quem nos ajudou e permitiu que continuasse a competir. Depois foi agarrar-nos a tudo. Aquilo que é a nossa alma, a nossa garra, o coração”, confessa Parcídio Summavielle, que não tem dúvidas: “Perder aqui era perder o campeonato. Isso era algo que não queria que acontecesse. Lutamos muito. O Sérgio e eu estamos a andar ambos muito depressa, como se vê nas tabelas de tempos. E no fim senti uma enormíssima satisfação”.

    O piloto edil de Fafe quer “partilhar esta vitória com as muitas pessoas da Família da Montanha, que sei que torceram por mim, que me deram apoio, que me ajudaram, que vieram com um pequeno gesto, hoje uns, ontem outros”, fez questão de agradecer o piloto de Fafe, que até recorda um facto curioso, “de um adversário, que no momento da partida disse-me o que me disse e eu não vou esquecer. E a vitória é mais deles do que minha”.

    Três semanas separam agora o fafense da UZO do próximo desafio. Será nos dias 24 e 25 de julho que o Targa Clube terá a responsabilidade de organizar a edição 2021 da Rampa do Caramulo, sexta prova da temporada.

  • Ford e M-Sport desvendam o novo Puma Rally1

    A M-Sport Ford World Rally Team (WRT) desvendou o protótipo do Puma Rally1, proposta que, a partir de 2022, irá ajudar a iniciar uma nova era de competição eletrificada no âmbito do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC) da FIA.

    Fazendo a sua estreia mundial no Goodwood Festival of Speed, contando ao volante com Adrien Fourmaux, piloto do M-Sport Ford WRT, e com Matthew Wilson, piloto de testes da Ford M-Sport, passando, depois, esta unidade a ser utilizada como carro de desenvolvimento e preparação da época de 2022. O Ford Puma Rally1 da M-Sport recorre um propulsor híbrido de nova geração que combina o desempenho de um motor a gasolina EcoBoost de 1,6 litros, bloco com estatuto de vencedor no campeonato, com um sofisticado motor elétrico de 100 kW e uma bateria de 3,9 kWh.

    “A Ford está totalmente empenhada num futuro eletrificado e a intensidade imposta pelo mundo da competição tem sido responsável por muitas das inovações que atualmente s urgem nos nossos modelos de estrada”, comentou Mark Rushbrook, Diretor Global da Ford Performance. “O Ford Puma Rally1 da M-Sport irá pôr à prova a potência híbrida e comprovar que a tecnologia é capaz de proporcionar um desempenho emocionante“.

    A Ford e a M-Sport anunciaram, no início deste ano, a continuidade do seu compromisso, com um novo acordo de três anos, introduzindo a tecnologia híbrida no nível mais elevado de competição de ralis, a nível global. O novo e sofisticado propulsor híbrido plug-in irá proporcionar uma performance digna deste nível de competição, bem como a capacidade para percorrer cidades, vilas e Parques de Assistência entre as Etapas das provas, recorrendo apenas a energia elétrica.

    Complementarmente, os veículos com homologação FIA WRC Rally1 vão utilizar na época de 2022 um combustível não-fóssil, que combina elementos sintéticos e biodegradáveis para produzir um combustível 100% sustentável.

    “A nova era dos modelos WRC é um dos maiores avanços tecnológicos da disciplina até à data. A introdução da tecnologia híbrida significa que os automóveis serão mais potentes do que nunca, ao mesmo tempo que refletem, diretamente, os propulsores utilizados pelas versões homólogas de estrada”, comentou Malcolm Wilson, Diretor Geral da M-Sport e condecorado com o estatuto OBE. “A mudança para o Puma é muito emocionante, uma vez que é um modelo com historial nos ralis. O carro está fantástico, pelo que mal posso esperar para o ver à partida do famoso Rali Monte Carlo, no início de 2022”.

    “O lançamento deste novo carro em Goodwood é, também, muito especial, sendo um dos eventos mais icónicos do calendário desportivo. Eu e toda a estrutura da M-Sport esperamos continuar esta muito bem-sucedida parceria com a Ford, apresentando resultados e mantendo a Ford na vanguarda durante esta nova e muito excitante era dos ralis”, acrescentou Wilson.

    Desde 1997 que a Ford tem sido uma parceira contínua da M-Sport, assegurando sete Campeonatos do Mundo de Ralis FIA e mais de 1.500 vitórias em classificativas. O novo Puma Rally1 irá substituir o Ford Fiesta WRC da M-Sport, modelo que, desde a sua apresentação em 2017, conquistou três cetros do Campeonato do Mundo de Ralis.

    Derradeira expressão do prazer de condução, proporcionada aos clientes através do SUV compacto Ford Puma1, o novo veículo de competição também reflete o empenho da Ford numa aposta a 100% na eletrificação. A companhia anunciou, no início do presente ano, que até meados de 2026 a totalidade da sua gama de veículos de passageiros na Europa será composta por veículos com capacidade de zero emissões, 100% elétricos ou híbridos plug-in, evoluindo para veículos totalmente elétricos até 2030.

  • Sérgio Dias azarado em Sever do Vouga

    O piloto de Lousada foi, uma vez mais, um dos mais rápidos durante o fim-de-semana, mas na pista do Alto Roçário a sorte voltou a não querer nada consigo, nesta terceira prova do Campeonato de Portugal de Rallycross by Diatosta.

    Em Sever do Vouga Sérgio Dias ambicionava pelo menos alcançar, senão mesmo superar, a sexta posição na hipercompetitiva Divisão Super 1600, feito que o craque lousadense ousou alcançar em Montalegre, na corrida anterior. Mas dois percalços no seu percurso, que tinha tudo para ser até á final, acabaram por gorar as fundadas expetativas que tinha.

    “Numa das mangas, logo após o arranque, levei um toque e fiz meio pião, que me atrasou e condicionou o andamento”, começa por o piloto do Renault Twingo S1600, explicando ainda: “Na semifinal voltou a acontecer o mesmo, o que me prejudicou ainda mais, pois fiquei arredado da final com o tempo perdido nesse incidente quando tinha demonstrado, ao longo de todo o fim-de-semana andamento para estar na corrida decisiva”.

    A frustração do piloto é compreensível, já que sente que está ao nível de se bater com os seus adversários, mas acredita que a qualquer altura a série de resultados menos bons pode mudar: “Estamos mais próximos dos nossos objetivos. Apenas me falta uma pontinha de sorte. Continuamos fortes e mostrei que sou um dos pilotos mais rápidos do campeonato”. Assim, “Foi um fim-de-semana ingrato, pois estávamos claramente entre os melhores. Mas as condições da pista estragaram a minha prestação”, lamenta Sérgio Dias, que não ‘baixa os braços’ e pensa já próxima ronda do campeonato.

    Como tal, agora quer “preparar com todo o afinco a ronda de Montalegre, fazendo uma revisão profunda ao Twingo e ganhando forças para voltar a ir à luta, tendo como claro objetivo chegar à final na próxima corrida e aí dar tudo para conseguir a melhor classificação da temporada!”, quarta tirada da temporada e que se irá disputar de 23 a 25 de julho.

  • Rui Rijo conquista pódio Kumho no Rali Alitém!

    O Piloto da PoolShop Algarve alcançou um brilhante terceiro lugar da Divisão 1 do Desafio Kumho Sul e Desafio Kumho Terra na prova da Escuderia de Castelo Branco, onde alcançou um brilhante sétimo lugar absoluto ao volante do Mitsubishi EVO VI.

    https://youtu.be/lEQs-B7Zbxc

    No evento baseado em Albergaria dos Doze, Rui Rijo saiu da sua ‘zona de conforto’ mais a sul e, pela segunda prova consecutiva, voltou a ter Miguel Luz no banco da direita do Mitsubishi, realizando uma prova a todos os títulos notável. Na Divisão 1 do 4º Desafio Kumho Portugal o piloto da PoolShop Algarve só foi batido pelo vencedor do rali e pelo segundo classificado na competição da ASR Tyres, para além de em termos absolutos ter rodando sempre do top dez absoluto, culminando a prova organizada pela Escuderia de Castelo Branco com uma brilhante sétima posição.

    Esta exibição e sobretudo os resultados conseguidos, foram importantes para o moral de Rui Rijo e da equipa, pois fizeram esquecer desaires de provas anteriores. “Correu tudo muito bem. Tivemos alguns percalços, como é normal nestes ralis novos. Não conhecíamos nada da prova. Além de que eu e o Miguel somos uma dupla muito recente”, começa por avaliar o piloto baseado no Algarve.

    Rui Rijo admite que, porque a dada altura o andamento parecia permitir chegar mais acima na classificação geral absoluta, arriscou um pouco mais: “No domingo, no final da 1ª secção, estávamos a tentar ver se conseguíamos chegar a um quinto posto. Arrisquei um pouco mais na 5ª Pec e tivemos uma pequena saída de estrada. Nada de especial em termos de consequências. Danificamos uma porta do carro. Mas isso fez-nos perder bastante tempo. Ficamos completamente arredados da luta para chegar ao quinto lugar. Mantivemos o sétimo posto e fizemos alguns tempos muito interessantes, que nos deixam animados para o futuro”.

    Em jeito de balanço final o piloto da PoolShop Algarve lembra que “o Mitsubishi Evo VI é já um carro com bastantes anos, mas que fez o que era necessário. Fizemos um belo rali, chegamos ao fim. O sétimo posto é um resultado muito bom para a experiência que temos. No cômputo geral temos cerca de 12 ralis. Eu fiz 12 ralis e com o Miguel Luz é apenas o segundo que fazemos juntos. Por isso acho que foi uma excelente posição, que nos permitiu pontuar forte nas contas dos Desafios Kumho Terra e Sul, dois dos grandes objetivos desta época”.

  • Joaquim Teixeira ‘demolidor’ em Santa Marta

    A exemplo do que o super-herói da Marvel faz aos vilões, o piloto da JT59 Racing Team/Bompiso foi um autêntico “Demolidor” de tempos e da oposição que lhe foi movida. Esteve igual a si próprio, logrando no Alto Douro Vinhateiro o seu quinto triunfo consecutivo na Divisão Turismos 2 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. O que o deixa na ‘pole-position’ para conquistar o título respetivo.

    A concorrência apresentou-se mais forte do que nunca nesta 6ª edição da Rampa de Santa Marta, mas Joaquim Teixeira mostrou-se irredutível aos comandos do Cupra TCR quando chegou o ‘momento da verdade’ e mais uma vez levou a melhor, ainda que os 1,9s que o separaram do segundo classificado espelhem a luta que os seus adversários lhe deram nos 3200 metros do sinuoso traçado duriense. Na prova do Clube Automóvel da Régua o piloto transmontano também alcançou o quinto pódio consecutivo na categoria de Turismos, ‘coroando’ mais uma vitória de ‘raça’ da JT 59 Racing Team/Bompiso no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

    Após a prova Joaquim Teixeira não escondeu a sua satisfação: “Foi um resultado que me agradou bastante. Mais uma vez tive o privilégio com adversários muito dignos, que me dificultaram ao máximo esta vitória. Acho que quanto mais difíceis as vitórias mais saborosas elas se tornam. Tenho que dar os parabéns a todos os meus adversários, que nunca desistiram, e me obrigaram a imprimir um ritmo cada vez maior, mesmo sabendo que não poderia arriscar tudo, pois o Cupra TCR já vai estar a competir na próxima semana, em mais uma jornada de velocidade”.

    Este êxito com autoridade não significa que foi fácil para o piloto da JT 59 Racing Team/Bompiso, como fez questão de salientar.  “É a quinta vitória. Dá ideia que foi conseguida com facilidade. O que não é o caso, pois tenho adversários muito competitivos, com muito bons andamentos, o que só valoriza mais o que estamos a alcançar este ano”, enfatiza. Joaquim Teixeira diz que só arriscou “nas duas primeiras subidas de prova. Os treinos fiz só para ganhar ritmo. A terceira subida foi a controlar porque percebi que devia bastar. Santa Marta não tem um traçado fácil. Tivemos de arriscar bastante”.

    Como tal, o craque transmontano sentiu-se “satisfeito, pois para além de somar até agora o número de pontos máximos na minha Divisão 2 Turismos, que é o meu grande objetivo, também no absoluto de Turismos é a quinta vez que fico em segundo. E é o máximo que posso aspirar nesta categoria”, conclui o piloto transmontano, que lembrou que a competitividade no campeonato não se limitou à sua divisão, pois também a houve nos GT e nos protótipos.

    Três semanas separam agora o JT59 Racing Team/Bompiso do próximo desafio de Montanha. Será nos dias 24 e 25 de julho que o Targa Clube terá a responsabilidade de organizar a edição 2021 da Rampa do Caramulo, sexta prova da temporada.