A Jalcar Motorsport está a ultimar os preparativos para a última jornada do Campeonato Portugal Legend´s, que irá ter lugar neste fim de semana no autódromo do Estoril, no qual vai ter em pista o Renault Clio de Paulo Ferraz e o Fiat Punto de Manuel Araújo.
Sobre o que o espera o piloto advogado de Vila Nova de Gaia que tripualará o Renault Clio, este começou por nos dizer “ como é de domínio público, continuamos a trabalhar na evolução do carro, dentro daquilo que esperamos tem corrido bem, há sempre algo a pagar pela juventude do projecto, mas a verdade é que não me posso queixar muito. Para já o importante é poder terminar as duas corridas, de preferência sem problemas técnicos. Depois dar o meu máximo, sem cometer erros, e estar o mais concentrado possível, esperando como é lógico poder divertir-me o mais possível, e assim conseguir bons resultados nestas duas corridas “, completou assim Paulo Ferraz.
Por seu lado, Manuel Araújo diz que está “ansioso por entrar em pista, pois em Portimão não pude participar com problemas de saúde. Agora está tudo em ordem, vou para lutar pela vitória entre os Feup 2, sabendo de antemão que não vai ser fácil, pois os meus principais adversários vão estar presentes e com isso prevejo lutas muito renhidas em pista, mas isso é importante, eu gosto, pois de certeza que me vou divertir e muito. Espero que o carro corresponda ao que vai ser exigido do mesmo, para assim poder andar bem na sessão de treinos , largar o melhor possível na grelha de partida, para poder fazer dois bons resultados, esperando assim poder atingir os objectivos pretendidos”, afirmou o piloto do Punto.
Já Rui Leite, um dos responsáveis pela Jalcar Motorsport disse-nos que “ desta feita temos o regresso ao Campeonato do Manuel Araújo, que em Portimão por motivos de saúde não pode estar presente. Assim Manuel Araújo vai estar presente com o Fiat Punto, assim como o Renault Clio de Paulo Ferraz, que como toda a gente sabe continua a evoluir”.
Sobre o que espera do fim de semana, o responsável almeja “ antes de mais que os nossos dois carros consigam terminar as duas corridas, sem problemas e bem classificados. Depois na sessão de treinos consigamos que os nossos pilotos possam dar o seu melhor para assim poderem partir duma boa posição na grelha de partida”, conclui Rui Leite.
A Jalcar Motorsport irá fazer as verificações técnicas e documentais na 5ª feira à tarde, tendo treinos no dia de 6ª feira e as duas corridas no sábado e domingo.
Miguel Cristóvão sagrou-se Campeão das Ultimate Cup Series, ao terminar em segundo a corrida realizada em Paul Ricard, a derradeira da temporada.
Depois de uma qualificação marcada por problemas eléctricos, o português, na companhia de Julian Wagg e Julien Falchero (que substituiu este fim-de-semana Alessandro Ghiretti), arrancava do nono posto da grelha de partida, o que não estava de acordo com as suas aspirações, que passava por selar o título deste ano com mais um pódio.
A posição na grelha de partida, porém, não atemorizou Miguel Cristóvão que rapidamente começou a recuperar posições, terminando a primeira volta no quinto posto. A sua recuperação não se ficou por aqui, tendo continuado a ganhar lugares com um ritmo rápido e consistente. Com uma boa estratégia de corrida para as quatro horas de prova, o português realizou um longo turno de condução de mais de uma hora e meia, o que lhe permitiu entregar o Ligier JS P3 número oitenta e oito da Team Virage a Julien Wagg no segundo posto.
O piloto suíço continuou a rodar num ritmo forte, o que permitiu que, depois, Julien Falchero pudesse atacar o líder nos momentos finais da prova. No final das quatro horas de prova, o Ligier número oitenta e oito via a bandeira de xadrez no segundo posto a apenas três segundos dos vencedores, depois de ter chegado a estar a mais de trinta. A excelente prestação do trio onde pontifica Miguel Cristóvão acabou por selar o Campeonato de Pilotos deste ano das Ultimate Cup Series, o que permite ao português sagrar-se Campeão em dois anos consecutivos, ainda que em competições distintas (em 2019 foi Campeão das GT4 South European Series).
“Foi uma corrida dura! Arrancámos muito de trás, mas com um bom ritmo e consistência, consegui ir recuperando com algum cuidado nas ultrapassagens, dado que o mais importante era o campeonato e não queríamos arriscar. Subimos até segundo e, depois, os meus colegas de equipa estiveram também muito bem e foi por muito pouco que não conseguíamos a vitória. Mas o mais importante estava garantido, o título”, afirmou com satisfação Miguel Cristóvão.
Este foi um desfecho para o qual o piloto português trabalhou desde o início da temporada num ano que, como todos sabemos, apresentou desafios inesperados. “Foi uma época muito exigente! Todos nós na equipa tivemos de ter muitos cuidados para evitarmos ser infectados com o novo coronavírus e, para além disso, tive de preparar-me muito bem fisicamente, uma vez que estes carros, os LMP3, são muito exigentes. Mostrámos desde a primeira prova muita competitividade frente a pilotos muito fortes e este resultado é o reconhecimento de todo o trabalho desenvolvido. Foi um ano fantástico para o automobilismo português e é um orgulho muito grande poder ter contribuído. Agora é tempo de celebrar aquele que é o título mais importante da minha carreira”, Concluiu Miguel Cristóvão.
Os testes oficiais para a Temporada 7 do Campeonato do Mundo de Fórmula E da FIA, realizados de 28 de novembro a 1 de dezembro no Circuito Ricardo Tormo, em Valência, Espanha, foram muito animadores para a equipa DS TECHEETAH.
Esta primeira sessão do ano permitiu que pilotos e equipa verificassem a relevância da estratégia definida e testassem todo o software, bem como o hardware, em situações reais de competição. Ao contrário dos traçados urbanos em que normalmente se realizam as corridas de Fórmula E, Valência é uma pista com características de um circuito tradicional, pelo que poderá ser menos fácil comparar os desempenhos registados com as das formações adversárias. Mas a equipa pôde proporcionar aos seus engenheiros e pilotos as melhores ferramentas com vista à nova temporada.
No rescaldo das sessões, António Félix da Costa, Campeão FIA
de Fórmula E 2019/2020, afirmou que “foram três dias de testes muito
bons. Avaliámos um amplo leque de programas, de soluções que queríamos testar,
e chegámos a algumas boas conclusões sobre alguns deles, algo muito importante
pois irão ajudar-nos durante a nova época. Estivemos muito competitivos, tendo
em conta que recorremos à mecânica da Temporada 6. Vamos agora desligar um
pouco, desejar a todos um Feliz Natal e um Feliz Ano Novo e aguardar por um
2021 que desejo seja bem melhor e mais saudável para todos. Vemo-nos em
Santiago para as duas primeiras corridas da época.”
VALENCIA CIRCUIT RICARDO TORMO, SPAIN – NOVEMBER 29: Antonio Felix da Costa (PRT) DS Techeetah, DS E-Tense FE20 leads Jean-Eric Vergne (FRA) DS Techeetah, DS E-Tense FE20 during the Pre-Season Testing at Valencia Circuit Ricardo Tormo on Sunday November 29, 2020 in Valencia, Spain. (Photo by Andrew Ferraro / LAT Images)
Já Jean-Éric Vergne, seu companheiro de
equipa, realçou que“fizemos um
bom teste aqui em Valência e estou muito feliz com o trabalho alcançado.
Tínhamos um plano bastante rigoroso e conseguimos encontrar algumas soluções realmente
interessantes, que nos irão ajudar a colocar-nos em destaque na nova temporada.
Sinto-me mais confiante à entrada desta época no que estava há um ano, e – literalmente
– mal posso esperar por começar a correr, não vejo a hora de chegar a Santiago.
Mas, antes de mais, iremos ter uma pausa de férias, já que a equipa realmente
merecia algum tempo livre, pois trabalharam o ano todo sem parar.”
A nova temporada tem arranque marcado para os dias 16 e 17 de janeiro de 2021. Será uma dupla ronda em Santiago do Chile, mas o calendário ainda está dependente da aprovação final por parte do Conselho Mundial da FIA.
O Eurosport e a Ford anunciaram uma nova parceria que visa explorar o futuro dos desportos motorizados através da criação de conteúdos digitais exclusivos e que vão tornar realidade a promessa de eletrificação do fabricante de carros em todo o continente europeu. Através deste acordo nasce uma nova série exclusiva que revelará todas as inovações no mundo competitivo dos motores que pretende dar início ao debate sobre esta transformação tão profunda no setor.
Desenvolvida pelo Eurosport, a marca desportiva líder do grupo Discovery, a série contará com pilotos, engenheiros e cientistas que lideram a transformação no desporto motorizado. Promete cativar fanáticos de motores, entusiastas do automobilismo e fãs em geral de desporto, tecnologia e proteção do meio ambiente.‘Bring on Tomorrow’ está disponível em todas as plataformas digitais do Eurosport na Europa.
A série abrange uma ampla gama de inovações líderes na indústria que apontam ao futuro, incluindo a eletrificação e outras tecnologias nos desportos motorizados. O público comprovará como o sucesso da equipa de ralis M-Sport, impulsionada pela Ford, está a fazer progressos na nova tecnologia híbrida que será integrada no Campeonato Mundial de Ralis da FIA (WRC) a partir de 2022, tal como o Ford Fiesta ERX está a promover o Projeto E, a versão elétrica da clássica série de rali cross. Para conhecer melhor em junho, assim como mais detalhes sobre o inovador capacete de corridas EEG da Ford que digitaliza a atividade cerebral elétrica do piloto para melhorar o seu rendimento.
A colaboração, estabelecida com a Mindshare, a rede mundial de agências que faz parte da WPP, contará com a ajuda e repercussão mundial da Discovery tirando partido do alcance digital da sua marca do Group Nine Media, Seeker. Permite atrair um público ainda mais vasto e curioso e com interesses profundos no meio ambiente e na ciência. Em torno deste novo conteúdo, o Eurosport e o Seeker, vão lançar a campanha especial ‘Bring on Tomorrow’ no Eurosport.com.
Para Mike Rich, Diretor de Marketing Desportivo do Eurosport “é extremamente emocionante fazer esta parceria com a Ford para alimentar conversas sobre o papel do automobilismo na promoção dos limites da mudança, e que ganham vida através de conteúdos digitais atrativos, para colocarem a Ford na vanguarda da transformação da indústria. A escala e a diversidade das nossas plataformas digitais e o público ajudarão a Ford a cumprir os seus objetivos de comunicação, gerando tráfego e ampliando as mensagens do ‘Bring on Tomorrow’ em toda a Europa. Estamos particularmente satisfeitos por criar uma oferta que une a experiência em desportos motorizados do Eurosport com a mais ampla rede e liderança científica da Discovery, envolvendo o público digital do Seeker com novos conteúdos exclusivos.’
Já Will May, Diretor de Marketing da Ford Performance considera que “A parceria com o Eurosport permite à Ford atingir com sucesso um público mais amplo do que apenas os fãs desportos motorizados. Esta é a chave para a forma como tentamos conduzir a nossa atividade desportiva a um público mais vasto e fazê-lo de uma forma cativante, com histórias que captem a atenção das pessoas e mostrem a Ford sob uma perspetiva diferente. Combinando o que a Ford está a fazer no âmbito dos carros híbridos e de bateria e nos veículos comerciais, estamos a tentar mudar a perceção das pessoas sobre a Ford e mostrar como a Ford está a começar a agir na indústria automóvel do século XXI com veículos emocionantes como o Mustang Mach-E, o Puma Hybrid e, no mundo do comércio, o E-Transit.”
A DS Automobiles e a sua parceira TECHEETAH fizeram a pré-apresentação da sua participação na temporada de 2021 da Fórmula E.
Num estúdio parisiense, perto da sede da DS Automobiles em Versalhes, a equipa reafirmou o compromisso para com a Fórmula E, desta vez tendo como objetivo tornarem-se nos primeiros Campeões do Mundo de Fórmula E, naquela que será a Temporada 7 – a primeira com o estatuto de Campeonato do Mundo FIA.
Depois de uma Temporada 6 repleta de recordes, com uma dupla vitória
consecutiva nos campeonatos de Pilotos e Equipas, a formação DS TECHEETAH tem
estado ocupada em garantir a continuidade desses sucessos. No evento foi
anunciado que a equipa iniciará a época com monolugar DS E-TENSE FE20 vencedor
do campeonato, numa das opções propostas pela organização como resultado da
pandemia de COVID-19.
Campeão em título
desta modalidade, o português António Felix da Costa assume a ambição de dar. continuidade
à sua senda vitoriosa: “ter
conquistado o meu primeiro título na Fórmula E deu-me muito mais alento para
ganhar de novo. O JEV e eu, bem como todos os restantes e valorosos pilotos de
Fórmula E, vamos viver bastantes batalhas épicas na nova temporada, isso é
certo, pelo que mal posso esperar. Partimos em busca do primeiro título de
Campeões do Mundo e faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para lá chegar.
Eu sempre disse que os carros que parecem rápidos são mesmo rápidos, pelo que
basta olhar para a decoração deste ano. É algo que ninguém gostaria de ver
refletido nos seus espelhos retrovisores! Mal posso esperar para mostrar todo o
que estamos a trabalhar; não será já em Valência, mas fique de olho em
Santiago, onde vamos entrar em força.”
O próximo passo para a DS TECHEETAH será a sessão de testes oficiais de Fórmula E que se irão realizar em Valência (Espanha) entre os dias 28 de novembro e 1 de dezembro, antes do transporte dos monolugares para Santiago do Chile, para aquela que será a primeira corrida da Temporada 7, que se correrá no dia 16 de janeiro de 2021.
Na sequência da situação de emergência pandémica que se vive no nosso país e de todos os constrangimentos daí resultantes, o promotor do TCR Ibérico 2020 decidiu cancelar a jornada de encerramento agendada para o Estoril, a 5 e 6 de dezembro próximo.
Deste modo, a última jornada da época desta competição internacional TCR passa a realizar-se no fim de semana de 12 e 13 do mesmo mês de dezembro, mas na pista espanhola andaluza de Jerez de La Frontera.
“Logicamente que esta não é a situação que tínhamos idealizado e
ambicionávamos, mas num ano tão atípico, que até obrigou tanto a Fórmula 1 como
o WRC ou o MotoGP a seguir por outros caminhos, impunha-se salvaguardar o
número de provas e, paralelamente, os interesses e investimentos dos nossos
parceiros, equipas e pilotos. Acredito que 2021 a ‘família TCR’ vai continuar
forte e unida!…”, palavras de Paulo Ferreira,
responsável pela promoção do TCR Ibérico.
O piloto madrileno Gonzalo De Andres, aos comandos do Peugeot 308 da SMC Junior Motorsport, lidera o campeonato com 50 pontos, resultantes das duas vitórias em Jarama, na segunda jornada da época. A 14 pontos de diferença surge o russo Evgeniy Leovov, com o CUPRA da Volcano Motorsport, que será o grande rival de Gonzalo na discussão do título.
As petrolíferas estão a competir para se tornarem empresas mais ecológicas, mas seis delas estão no topo da lista no que se trata de reverter a pegada de carbono. As grandes petrolíferas mundiais foram responsáveis nos últimos 50 anos por mais de 10% das emissões totais de CO2.
Numa publicação do ano passado do jornal The Guardian, com uma análise conduzida por Richard Heed do Climate Accountability Institute dos EUA, a principal autoridade mundial no papel das grandes petrolíferas na crescente emergência climática, fica evidente o que as empresas mundiais extraíram do solo e as emissões subsequentes pelas quais os combustíveis fósseis são responsáveis. Desde 1965, o ano em que os especialistas dizem que tanto os líderes da indústria como os políticos conheciam o impacto ambiental dos combustíveis fósseis, as 20 empresas principais da lista contribuíram em 35% de todo o dióxido de carbono e metano relacionados com toda a energia mundial, num total de 480.000 biliões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (GtCO2e).Chevron encabeçou a lista das oito empresas privadas, seguida de perto pela Exxon, BP e Shell. Juntas, estas quatro empresas estão por detrás de mais de 10% das emissões de carbono do mundo desde 1965.
Uma iniciativa para tentar reverter o dano
Em julho de 2020, a Oil and Gas Climate Initiative (OGCI), uma aliança voluntária liderada por diretores executivos de algumas das maiores empresas de energia do mundo, anunciou que o seu objetivo seria reduzir, até ao ano de 2025, a intensidade média de carbono do total das operações de petróleo e gás das empresas associadas, a entre 20 e 21 kg de dióxido de carbono equivalentepor barril de óleo equivalente (CO2e / boe). Esse valor começa com um número base, em termosgerais, de 23 kg de CO2e / boe referenciado a 2017. Os membros da iniciativa incluem a BP, Chevron, CNPC, Eni, Equinor, ExxonMobil, Occidental, Petrobras, Repsol, Saudi Aramco, Shell e Total. No total, estas empresas representam mais de 30% da produção mundial de petróleo e gás.
Algumas empresas do grupo Big Oil, especialmente as europeias, têm objetivos individuais para reduzir as emissões. Algumas até mesmo se comprometeram a tornarem-se empresas de energia líquida zero até 2050. Porém, nos Estados Unidos, as grandes empresas Exxon e Chevron demoraram a adotar medidas e a seguir o exemplo.
A italiana Eni anunciou o seu plano para se tornar carbonicamente neutra em 2018, o que a coloca na primeira empresa petrolífera a comprometer-se com uma pegada de carbono zero líquida. O plano já foi atualizado várias vezes e, segundo o último deste ano, a Eni vai reduzir em 80% as suas emissões de gases de efeito estufa.Para a Eni, o gás é um combustível de transição que está a adquirir um papel cada vez mais importante no futuro da empresa, com o objetivo de alcançar 60% de participação na matriz de produção em 2030 e cerca de 85% em 2050. O GNL está a contribuir de forma decisiva para ocrescimento do gás e a Eni está a desenvolver um modelo para se tornar líder do mercado.Estas ações contribuirão para que a Eni seja mais sustentável e possa explorar os combustíveis fósseis com menores emissões de gases de efeito estufa como combustível ponte para a transição energética a longo prazo.
Já a Equinor da Noruega deu a conhecer um plano para reduzir a intensidade líquida de carbono, desde a produção inicial até ao consumo final, da energia produzida em pelo menos 50% até 2050.A empresa está a planear a redução das emissões de gases de efeito estufa do seu offshore de petróleo e gás. Também, para as suas operações de campo e instalações terrestres na Noruega, a Equinor planeia reduzir em 40% até 2030 em comparação com os níveis de 2005, atingir os 70% em 2040 e ‘quase zero’ em 2050. Por sua vez, a Shell disse que esperava reduzir as suas emissões de carbono em 50% até 2050. A empresa também pretende reduzir a pegada de emissões de carbono dos produtos energéticos que vende em 30% até 2035 e cerca de 65% até 2050.Tem sido um caminho longo e complicado até agora. Em 2018, os acionistas da Shell rejeitaram uma proposta de um grupo ativista para estabelecer objetivos de emissões obrigatórias para limitar o aquecimento global. Antes disso, a empresa apontava a uma redução de 20% até 2035 em comparação com os seus níveis de 2016.
Em dezembro de 2019, a empresa espanhola Repsol anunciou o seu objetivo de alcançar zero emissões líquidas até 2050. Também disse que, neste processo, o valor dos seus ativos de petróleo e gás teria um impacto de 5.300 milhões de dólares americanos.A empresa disse que poderia atingir pelo menos 70% do seu objetivo utilizando tecnologia que já estava desenvolvida ou quase pronta.Como parte dos seus esforços para acabar com as emissões, a Repsol reviu os seus planos de capacidade de produção de energia baixa em emissões, como é chamada, de 4,5 GW para 7,5 GW até 2025.A empresa também avança em direção à descarbonização com o desenvolvimento de projetos associados à transição energética, e aumentou em 3.000 MW, para chegar aos 7.500 MW em 2025, o seu objetivo de capacidade de produção de energia elétrica baixa em carbono, e começará a expandir-se para outros mercados para tornar-se um interveniente internacional líder nas energias renováveis.
A empresa francesa Total anunciou em maio de 2020 o seu objetivo de chegar às zero emissões líquidas até 2050 junto com a sociedade para o seu negócio global em toda a sua produção e produtos energéticos utilizados pelos seus clientes. A BP, com sede no Reino Unido, era outra empresa mal classificada no ranking da pegada decarbono publicado pelo The Guardian. Mas os tempos mudaram e a pressão continua a aumentar.Agora, a BP tem como objetivo reduzir 3,5 milhões de toneladas de emissões anuais de gases de efeito estufa equivalentes a CO2 em todos os seus negócios até 2025.Basicamente, a BP aponta a um crescimento líquido zero nas emissões operacionais até 2025 como uma forma de evitar que a sua pegada de carbono cresça junto com o negócio.O plano mais abrangente é alcançar uma pegada de carbono zero líquida em todas as operações da BP sobre uma base absoluta até 2050 ou antes. A petrolífera também pretende reduzir para metade a intensidade de carbono dos produtos que comercializa até 2050 ou antes.
Pedro Almeida e Hugo Magalhães estão em Espanha para disputar o Rally Islas Canárias, prova pontuável para pontuável para o ERC – European Rally Championship e ERC Junior, a realizar entre os dias 26 e 28 de novembro.
A dupla aos comandos do Peugeout 208 Rally4 da The Racing Factory procura na ilha espanhola ganhar conhecimento do rali e crescer na competição. “A época é atípica, mas temos conseguido conjugar uma série de provas, que nos vão ser importantes para o futuro. É a primeira vez que vamos fazer o Islas Canárias e acima de tudo queremos ter um melhor conhecimento do rali e andar rápido, já que o novel do campeonato da europa é sempre muito exigente”, disse Pedro Almeida.
O Rally Islas Canárias é mais uma prova de asfalto e também mais uma prova do europeu que o piloto está a concretizar nesta temporada. “Tivemos o calendário previsto completamente alterado e as provas do europeu que estamos a fazer permitem-nos estar em competição, tomar conhecimento de ralis que nunca havia realizado e assim estar também melhor preparado para o futuro. O que procuramos é ganhar consistência e estamos em crer que o vamos fazer aqui”. Esta é também a 200ª vez que o navegador Hugo Magalhães vai estar à partida de um rali, o que é para o consagrado co-piloto “motivo de satisfação, mas acima de tudo motivação para dobrar estes números, trabalhando com determinação”.
O Rally Islas Canarias tem partida oficial esta quinta-feira à noite mas as 17 Especiais de Classificação disputam-se ao longo dos dias de sexta-feira e sábado.
Filipe Albuquerque vai disputar em 2021 a época completa do Campeonato Norte Americano de Resistência (IMSA WeatherTech SportsCar Championship) com a Wayne Taylor Racing partilhando a condução do Acura ARX-05 com Ricky Taylor em permanência e com Alexander Rossi e Helio Castroneves nas provas mais longas. O piloto português enfrenta um novo desafio, com uma nova equipa e com um novo carro. No entanto, as ambições mantém-se inalteráveis, ser Campeão!
Depois de a época impar que viveu em 2020 com o título de Campeão do Mundo de Resistência LMP2, Campeão do European Le Mans Series e vencedor das 24h de Le Mans, Filipe, que já foi bem sucedido no IMSA, com vários pódios e sobretudo duas vitórias nas 24h de Daytona, quer chegar ao título.
E para isso conta com uma equipa vencedora. A Wayne Taylor Racing está no IMSA desde 2007 e desde então somou sucessos: venceu três vezes as 24h de Daytona, duas as 12h de Sebring e três vezes Petit Le Mans. Para além disso conta no seu currículo com três títulos de pilotos e oito de construtores. À equipa junta-se ainda a experiência de Ricky Taylor, actual campeão em título.
Filipe Albuquerque está por isso munido das ‘armas’ necessárias para lutar pelo título: “Estou muito feliz com este novo projeto. A Wayne Taylor Racing é uma das melhores equipas do Campeonato, estão sempre na luta pelas vitórias. A minha motivação não poderia estar mais em alta. Os meus companheiros de equipa foram meus adversários no passado e conheço bem o seu potencial em pista. Acho que estão reunidas todas as condições para o sucesso”, começou por referir o piloto de Coimbra.
O Campeonato Norte Americano de Resistência arranca a 30 de Janeiro com as 24h de Daytona pelo que Filipe tem bastante trabalho pela frente: “Costumo adaptar-me rápido às mudanças pelo que acredito estar na primeira prova do ano completamente à vontade com o Acura e com toda a estrutura técnica. Estou muito entusiasmado para começar a trabalhar. Espero que 2021 seja, em termos desportivos, tão bom como 2020. Seria um óptimo sinal…”, concluiu.
Voltando a afirmar-se como uma das grandes figuras do Campeonato de Portugal de Montanha, Luís Nunes sagrou-se bicampeão nacional de Turismos em 2020 e ainda conseguiu um brilhante top 5 na geral absoluta da competição. O piloto do concelho de Valpaços fez o balanço de uma época atípica, mas que terminou com mais um título para o seu multifacetado palmarés.
Campeão da categoria de Turismos em 2019, a época de Luís Nunes nem começou da melhor forma, em março, devido a problemas mecânicos que o impediram de lutar pela vitória na categoria na Rampa Porca de Murça. Contudo, o piloto do concelho de Valpaços não baixou os braços e impôs a sua rapidez nas provas seguintes, recuperando o comando do campeonato na Rampa da Arrábida, com mais uma vitória indiscutível nos Turismos.
A anulação da Rampa de Boticas, devido à pandemia de COVID-19, definiu os novos campeões nacionais de Montanha com os resultados na Arrábida, tendo Luís Nunes confirmado o seu quarto título nesta disciplina do desporto automóvel, depois de também já ter sido campeão nas Perícias e na Velocidade. Um resultado que o levará a representar Portugal no prestigiado FIA Hill Climb Masters, em 2021.
“Foi uma época atípica, difícil para todos, pelas circunstâncias que estamos a viver. Mas acho que o nosso título é justo”, afirmou o piloto do Ford Fiesta R5+. “Tivemos de recuperar os pontos perdidos em Murça e ser bicampeão acaba por ser uma recompensa por termos sempre acreditado que era possível. Tenho de agradecer à equipa ARC Sport e a todos os meus patrocinadores, em especial ao município de Valpaços, que represento com todo o orgulho. Um obrigado também à minha família, amigos e a todas as pessoas que me apoiam nas provas e fora delas”, referiu Luís Nunes, que além de ter sido campeão nacional de Turismos também venceu a Divisão 3.