A pista da Boa Vista, Mação vai receber o Ralicross já no próximo fim de semana. Leonel Sampaio é um dos concorrentes, após a sua vitória em Castelo Branco, o piloto está otimista para o próximo fim de semana.
Sampaio ocupa o primeiro lugar na classificação para o Campeonato, com uma margem curta, mas que o lousadense pretende aumentar em Mação. O piloto da TopCar está confiante, mas cauteloso. “Tenho toda a confiança na minha equipa, sempre fizeram tudo para a viatura estar no seu melhor, acredito que o mesmo irá acontecer na próxima prova. O Citroën Saxo é preparado e assistido pela Kaxa & Motor “.
E continuou. “Estou à frente no Campeonato, mas é ainda muito cedo para falar de resultados finais. Faltam três provas e nas corridas tudo pode acontecer, vou fazer o meu melhor”. Sampaio é um dos candidatos ao lugar mais alto do pódio, como sempre acontece. Desta feita os inscritos na sua divisão são poucos, mas o seu principal adversário, na corrida ao campeonato estará presente.
O Ralicross de mação terá início no sabado, dia 5 pelas 14.00 horas, com os treinos livres. Já o final do fim de semana está marcado para domingo pelas 15.00 horas. Sem público, à semelhança do que tem acontecido após pandemia, a prova poderá ser acompanhada através das redes sociais.
Depois de só um incidente em Castelo Branco ter travado o seu forte andamento e a possibilidade de lutar pela vitória, o lousadense vai até à Pista de Mação com os olhos postos no degrau mais alto do pódio desta quarta jornada do Campoenato de Portugal de Ralicross.
Numa época que tem sido em crescendo, quer no que respeita ao andamento e exibições, quer no que concerne aos resultados, Jorge Machado está preparado enfrentar a luta acesa entre os S1600, no Ralicross Verde Horizonte, que será disputado em Mação, já no próximo fim-de-semana.
O piloto de Lousada vai com tudo para uma “pista nova, pois nunca corri em Mação. Será, uma vez mais, uma jornada de descoberta. mas estou muito confiante. Foi fantástica a nossa exibição em castelo Branco e nem o incidente de que fui vítima na final ensombra o que realizamos na prova anterior. Estávamos na luta pelos lugares cimeiros e, tendo em conta a forma como estavam a desenrolar-se os acontecimentos, até poderíamos ter lutado pela vitória”.
Cada vez mais satisfeito com as potencialidades do Citroen C2, Jorge Machado e a equipa levam para Mação o propósito de “aproveitar ao máximo os treinos para afinar o C2 e para eu conhecer bem as particularidades da pista, preparando da melhor forma as corridas”. Depois, será tempo de “dar tudo nas mangas de qualificação para conseguir um bom lugar na grelha de partida da Final. Chegados aí, estamos no meio de muitos bravos e tudo pode acontecer. Quero tentar evitar incidentes na primeira curva e estar em posição de lutar pelo pódio. Estamos muito motivados e cientes de que temos andamento para ombrear com todos!”.
O Ralicross Verde Horizonte apresenta o programa habitual, com a tarde de sábado dedicada aos treinos e mangas de qualificação, que continuarão no domingo, antecedendo as finais decisivas.
Dividido entre os concelhos de Chaves e Boticas, disputou-se no passado fim-de-semana mais uma jornada do Campeonato Norte de Ralis, onde a equipa TrofaClima Rally Team marcou presença, arrecadando um meritório terceiro lugar da classificação absoluta.
Denominado de Rali do Alto Tâmega, Augusto Costa e Susana Silva fizeram uma vez mais equipa com o competitivo Peugeot 208 R2, e uma vez mais mostraram-se muito competitivos, liderando a categoria das duas rodas motrizes de princípio ao fim, somando desta forma mais uma vitória, que os deixa ainda mais confortáveis na liderança do Campeonato Norte de Ralis 2 RM.
“Saímos de mais uma prova com o sentimento do dever cumprido, terceiros da geral, vencedores das 2 rodas motrizes, não podia ser melhor. Ainda tentamos atacar o segundo lugar, mas contra fatos não argumentos, e os carros que ficaram na nossa frente são de 4 rodas motrizes”, confessava Augusto Costa no final da prova.
O próximo desafio da dupla da TrofaClima Rally Team será o Rali Montelongo que se disputa em Fafe, “iremos encara-lo como fazemos em todos os outros, queremos sempre conquistar o melhor lugar na tabela absoluta, levando como objetivo a vitória dentro da nossa categoria”, adiantou Susana Silva que agradece ainda, “a todos quantos nos apoiam ao longo das classificativas”.
Após esta prova Augusto Costa e Susana Silva mantém a liderança no competição reservada às 2 rodas motrizes, subindo ainda ao quarto lugar da classificação absoluta.
A dupla Joaquim Bernardes e Laurinda Alves ao volante do Volkswagen Golf estiveram em grande plano no passado fim de semana no Rali Alto Tâmega, prova a contar para o Campeonato Portugal de Ralis.
Desta feita o Volkswagen Golf esteve perfeito, e logo no sábado de tarde, na primeira classificativa – Alto Tâmega com uma extensão de 15,06 km, tendo percorrido toda a sua extensão em 9.35,8, para na classificativa seguinte – Chaves com 18,72 km/h ter percorrido toda a classificativa em 12.56,0. Sem qualquer tipo de problemas, na chegada a Chaves, Joaquim Bernardes dizia-nos que “ está tudo a correr muito bem, sem problemas, é só fazer as habituais verificações, meter combustível, e andar. O carro está impecável, com um excelente andamento, mas é impossível chegar aos que estão à nossa frente, de resto tudo perfeito, temo-nos divertido, vamos lá ver como irá correr as classificativas de amanha “, concluiu Joaquim Bernardes.
Depois duma noite de descanso, no domingo de manhã, ânimo e boa disposição era o que não faltava no seio da equipa do Team Manaia, e assim na primeira passagem pelo troço de Chaves – Boticas 1, com uma extensão de 19, 40 km, acabou por fazer um excelente crono com 13.26.3.Na classificativa seguinte, Boticas 1, com 14,23 km de extensão, acabariam por ser feitos em 9.19.2.
Nova ronde e passagem pelo troço de Chaves – Boticas 2, onde a dupla Joaquim Bernardes e Laurinda Alves percorreram os 19, 40 km em 13.13.7, melhorando um pouco em relação à passagem anterior. Para a última classificativa desta edição do rali Alto Tâmega, acabaria por fazer um tempo de 9.22.5 numa classificativa com 14,23 km, acabando por não conseguir melhorar o tempo em relação á passagem anterior. Graças a este conjunto de resultados, Joaquim Bernardes e Laurinda Alves reclamaram o 3º lugar entre os Clássicos, onde foram os melhores duas rodas motrizes.
Depois de subir ao pódio, onde a simpática equipa recebeu os troféus Joaquim Bernardes e Laurinda Alves estavam muito satisfeitos, onde o piloto nos começou por dizer “ custou mas conseguimos, chegamos ao fim. Desta vez correu muito bem, sem problemas alguns, foi ter um andamento certo, sem exageros, sempre muito concentrado para não cometer erros, mas consegui nas classificativas hoje disputadas melhorar os meus tempos, em suma correu tudo bem, estou muito feliz, já não era sem tempo fazermos este bom resultado final”.
A seu lado Laurinda Alves, já com o troféu, na mão acrescentava “ a prova correu muito bem, sem problemas com o carro, aliás tivemos muito cuidado na preparação do carro, trabalhamos muito, e os frutos estão aqui com esta vitória na categoria, por isso estou muito contente, e agora há que começar a preparara a próxima prova “, conclui Laurinda Alves.
Fernando Teotónio e Luís
Morgadinho levaram o Mitsubishi EVO X do Macambi Racing Team ao 2º lugar final no
Rali Alto Tâmega, entre os concorrentes da Categoria RC2N. A quarta prova do
Campeonato de Portugal de Ralis acabou por valer mais pelos pontos amealhados
do que pela posição alcançada.
À partida para a quarta prova do Campeonato de Portugal de Ralis, Fernando Teotónio e Luís Morgadinho estavam seguros quer dos objetivos, quer dos obstáculos a ultrapassar. O resultado negativo da Madeira, quer em termos pontuais, quer pelos estragos causados pela saída de estrada, forçava a dupla a encarar a prova transmontana com as cautelas devidas, quer pela necessidade plena de pontuar forte, para não perder o comboio do título, quer para voltar a ganhar níveis de confiança que lhes permitisse colocar na estrada todo o seu talento e rapidez.
Com vidas profissionais muito
preenchidas, piloto e navegador não conseguiram agendar qualquer teste no período
que mediou as duas provas, tornando ainda mais importante, como nos disse Luís
Morgadinho, navegador e Team Manager, pouco antes da partida,
utilizar “o primeiro dia de competição para nos situar quanto ao
andamento e à confiança. Esta tem sido uma época agridoce, alternando bons
resultados com desistências e chegamos a esta prova com a noção de que a sua
importância ganhou novos índices. Terminar é obrigatório e ganhar algo
importante”.
Nas duas especiais do primeiro
dia, Teotónio e Morgadinho rodaram abaixo dos limites e terminaram a jornada no
2º lugar entre os RC2N. Para o piloto, foi “um arranque muito abaixo do
que queremos e sabemos fazer. Entramos no rali sem “feeling” e
demoramos a encontrar um bom ritmo. Nada a dizer do Mitsubishi Lancer EVO X que
a Domingos Sport nos entregou: como sempre, está impecável”.
No segundo e último dia de prova, que contemplava mais quatro especiais, a equipa viu-se na necessidade de optar entre aumentar o ritmo e tentar chega à vitória ou assegurar a 2ª posição e pontuar forte. A segunda escolha acabou por imperar e, como diz Fernando Teotónio, sabiam que “seria difícil recuperar a diferença para os líderes. Então optamos por uma toada segura, garantindo o 2º lugar e os pontos. Como já temos dois resultados em branco, tínhamos obrigatoriamente de pontuar se queríamos manter as possibilidades de lutar pelo título.
O balanço acaba por ser positivo pois amealhamos pontos. O 2º posto não era o que desejávamos e queríamos obter, mas um dia inicial abaixo do que podemos e sabemos fazer condicionou completamente o resultado”. Já Luís Morgadinho lembrou que “chegamos aqui ainda condicionados psicologicamente pelo que nos aconteceu na Madeira. Este foi o resultado possível e agora é olhar em frente. Há mais ralis e mais campeonato!”
Gaspar Pinto deu ainda aos pneus KUMHO mais um pódio absoluto, numa jornada que contou com 14 equipas integradas no DKP. A quase dezena e meia de equipas que alinhar no rali do Alto Tâmega integradas no Desafio Kumho Portugal, tinham pela frente a tarefa de enfrentarem quatro especiais, com um total de cerca de 76 quilómetros. 4 estavam na Divisão 1 e a restante dezena media forças na Divisão 2.
Uma equipa esteve em grande destaque, no que concerne aos membros da “armada” Kumho que utilizaram “armas” com quatro rodas motrizes. Gaspar Pinto e Bernardo Gusmão foram sempre muito fortes em todas as especiais, colocando o Mitsubishi Lancer EVO VIII na liderança Kumho e estando, de início a fim, na discussão do pódio absoluto do Campeonato Norte de Ralis, nesta prova organizada pelo CAMI.
Poderiam até ter estado mais na luta pelo triunfo no rali, se não tivessem sido afetados por fortes problemas de travões. O 2º lugar final no CNR não lhes fugiria e estão também na luta pelo campeonato. A vitória trouxe-lhes ainda uma dupla recompensa extra: São agora líderes ainda mais isolados da divisão no Desafio Kumho Norte, sendo claro que dificilmente perderão este título e reforçaram tremendamente a sua candidatura a vencer o Desafio Kumho Asfalto.
O 2º Posto na Divisão foi assegurado por Nuno Mateus e Roberto Santos. A dupla estava também em duas frentes, tais como os vencedores, já que se apresentavam à partida do rali como uma das equipas candidatas a vencer na refrega reservada ao Campeonato de Portugal de Clássicos de Ralis. E se no que concerne à luta pelas contas na Divisão 1 Kumho, rodaram sempre atrás de Gaspar Pinto e Bernardo Gusmão, já entre os Clássicos chegaram a liderar, mercê de um andamento eficaz até que o Mitsubishi EVO VI começou a dar problemas, forçando-os a viver um “calvário” até ao fecho do rali. Mesmo assim, asseguram um duplo 2º lugar, entre os Kumho e entre os Clássicos.
As duas outras duplas que
competiram nesta Divisão 1 não foram bafejadas pela sorte.
Rui Rijo e Gonçalo Assunção vieram desde terras algarvias para tentarem dar seguimento à sua excelente exibição de Castelo Branco, mas uma rutura num diferencial do Mitsubishi Lancer EVO VIII MR ditou o seu abando logo na especial de abertura da prova. Para a dupla Eduardo Santos/Tiago Neves, em Subaru, quando tentavam recuperar após um furo, a quebra da embraiagem no penúltimo troço, ditou a desistência.
Volte face dramático, dita resultados na Divisão 2
A luta pela primazia nesta
Divisão, foi um autêntico “duelo ao sol” entre dois “pistoleiros”.
Pedro Miguel Serôdio,
navegado por Hugo Marques e Miguel Carvalho, acompanhado por António Reis,
foram os protagonistas principais do “filme” e, tal como em qualquer “western”
que se preze, o enredo incluiu um volte-face que o público não esperava.
Mercê de um tempo canhão na primeira especial, Pedro M. Serôdio colocou o Citroen Saxo no comando, que manteve na especial seguinte, mesmo tendo aqui sido mais lento do que o Peugeot 206 de Miguel Carvalho. Os pilotos iriam enfrentar a segunda ronda de especiais separados por 20,8 segundos.
E então deu-se o drama. Logo após sair da assistência e reabastecer, o Citroen Saxo de Serôdio recusou-se a trabalhar e a equipa viveu momentos de puro drama até ver finalmente o motor “roncar” de novo. O tempo para a ligação era curto e penalizaram fortemente no controlo horário de chegada à especial seguinte. Um minuto de penalização foi a machada final nas pretensões de Serôdio e Marques, vindo a ver a sua diferença para Carvalho e Reis aumentar nessa 3ª PEC, onde perderam mais 5,7 segundos, chegando ao troço final a 56,6 segundos de diferença da frente da corrida, tornando praticamente impossível a “remontada”.
E assim foi. Miguel Carvalho
limitou-se a gerir, perdendo apenas 4,9 segundos nos 14,23 kms finais e
chegando ao pódio com uma doce vitoria na Divisão 2 Kumho, tendo Pedro Miguel
Serôdio que se contentar com o 2º lugar final.
O pódio desta Divisão ficou completo com o Nissan Micra 1.3 de João Silva e Nuno Almeida. E nem a baixa cilindrada e a hipotética competitividade relativa do carro, impediram esta dupla de brilhar ao mais alto nível, colocando-se no 3º posto logo na 1ª PEC e defendendo a posição, com unhas e dentes, até ao fecho da prova. Aplauso máximo para João Silva que, ao pódio, somou anda a liderança entre os 1400cc Kumho.
Logo atrás, o 4º lugar
final foi obtido por Rafael e Gonçalo Cunha, num dos Peugeot 106 da Copa. Ainda
esboçaram uma aproximação ao pódio, mas a escolha de pneus já usados viria a
ser decisiva para os limitar no andamento. A 5ª posição foi o pecúlio alcançado
pela equipa Pedro Pereira/Sandro Trindade (Peugeot 106 XSi) que, mesmo com
graves problemas de motor, lograram concluir o rali e somar preciosos pontos.
Sem possibilidades de
picar o ponto no controle de chegada final, estiveram mais seis equipas.
O sempre rápido Francisco Azevedo foi o azarado do dia. Acompanhado, como sempre, por Nuno Ferreira, foi vítima de uma forte saída de estrada na 3ª PEC, que maltratou muito o Peugeot 205 GTi e os levou à desistência. Rui Jorge Cunha foi também vítima de um despiste, mas num teste privado, realizado na sexta feira anterior ao rali, não tendo conseguiu reparar a tempo os danos no Citroen Saxo.
Já no tocante a
desistências por avaria mecânica, Capela Morais/António Vieira viram o motor do
Skoda perder todo óleo e entregar a “alma ao Criador”, enquanto o Citroen C2 de
Filipe Abrantes/Marco Vilas Boas partia uma transmissão no penúltimo troço. A
mesma avaria levou o Citroen Saxo de Vítor Rodrigues/Nuno Alves a ceder, logo
no troço inaugural.
O Seat Leon Tdi de Manuel
Pinto não compareceu à partida.
O 3º Desafio Kumho Portugal volta à competição nos dias 12 e 13 de setembro. Será no rali de Vila do Bispo, prova que contará para os Desafios Kumho Terra, Sul e Centro.
Brilhante vitória de Filipe Albuquerque em Paul Ricard. O piloto português saiu da ‘pole posotion’, chegou a estar no 12º lugar da classificação depois de uma má decisão em termos de estratégia e chegou a duas voltas do final no segundo posto. Uma ultrapassagem eximia quase ao cair do pano, levou-o ao lugar mais alto do pódio. Um resultado brilhante, numa corrida imprópria mas que coloca Albuquerque e Phil Hanson cada vez mais líderes do ELMS. Piloto português é cada vez mais líder do European Le Mans Series.
No final Filipe nem conseguia acreditar no desfecho conseguido mas que só se alcança quando não se desiste e se acredita até ao final: “Depois de termos errado na estratégia e de vermos a ‘pole position’ traduzida num 12º lugar, achámos que não seria possível. Foi um balde de água fria. Mas, não deitámos a toalha ao chão e focámo-nos em conseguir o melhor resultado possível, a pensar nas contas do Campeonato. Mas, as coisas começaram a acontecer e a determinada altura percebi, com o andamento que tínhamos, que talvez conseguíssemos minimizar os estragos mas nunca pensei chegar á vitória”, começou por referir.
Encetou uma luta sem precedentes ganhando terrenos volta a volta: “E quando cheguei à traseira do Vergne, que liderava a prova, nem queria acreditar. Pressionei o mais que pude para fazê-lo cometer erros. Ele manteve-se forte mas numa dobragem, arrisquei e consegui uma ultrapassagem espectacular. Foi um alívio daqueles. Depois foi cruzar a meta e festejar este vitória que achei seria impossível. Nem tenho palavras para descrever tudo o que aconteceu. Estou muito feliz por mim, pelo Phil que teve uma condução brilhante em condições difíceis e pela equipa, que nunca desistiu”, concluiu.
Assim, Filipe Albuquerque e Phil Hanson no Oreca #22 da United Autosports consolidam a liderança do Campeonato numa fase importante do campeonato quando faltam duas corridas para o final da época: Monza e Portimão.
Motores afinados, pneus em ordem e parceiros prontos a receber os participantes, com todas as condições de segurança sanitária. A 9ª Aventura Dacia, organizada pelo Clube Escape Livre, tem lugar já no fim de semana de 11 a 13 de setembro, com um número mais reduzido de inscrições devido às restrições atuais, mas promete diversão máxima ao volante dos Duster e Sandero Stepway.
De norte a sul do país, os mais aventureiros
da Dacia chegam ao Centro de Portugal para participar numa aventura que prima
pela diversidade de momentos, experiências e paisagens, num território repleto
de castelos, muralhas, ermidas e miradouros. Destinada aos proprietários dos
modelos Duster 4×2 e 4×4, e dos Sandero Stepway, serão cerca de 25 as equipas e
um máximo de 60 pessoas divididas em grupos de 20, que têm pela frente um
programa centralizado no peculiar Duecitânia Design Hotel, em Penela, inspirado
em toda a história romana, bem vincada nesta região.
Ainda com uma etapa noturna na
sexta feira, até ao castelo de Penela, é no sábado que se desenrolam os
principais desafios e a contemplação de grandes paisagens, no conforto e na
segurança de cada Dacia. A subida à capela de S. João do Desterro e a visita à
praia fluvial da Louçainha, a passagem nas Aldeias de Xisto e a paragem no Alto
de Trevim e nos neveiros e ermida de Sto. António da Neve, para além da visita
ao Alto do Calvário, em Miranda do Corvo, são alguns dos momentos chave. No
domingo, não faltam novos trilhos rumo às famosas Buracas do Casmilo, o
percurso singular pelos arrozais e a passagem nos castelos de Soure e Montemor-o-Velho,
com este a merecer a última visita antes do almoço de encerramento, na Quinta
do Mourão, em Tentúgal.
O uso de máscara em espaços comuns e nas visitas, o distanciamento social, álcool gel disponível em todas as ocasiões, são algumas das normas que todos os participantes terão de cumprir, para além das regras do Hotel, dos restaurantes e das visitas guiadas. As inscrições custam 325 euros para duas pessoas em viatura Dacia e incluem 2 noites em hotel 4*, 4 refeições, visitas, ofertas, seguro e troféus SPAL. Inscrições e informações disponíveis em www.escapelivre.com ou através de escapelivre@escapelivre.com ou 271 205 285 |967 899 449.
Aos comandos do Mitsubushi EVO IX da Peres Competições e navegado por José Pedro Silva, o consagrado piloto do Porto dominou por completo a refrega competitiva, vencendo as quatro especiais disputadas pelo pelotão do Campeonato Norte de Ralis.A prova do CAMI Motorsport foi a terceira da temporada Norte.
Foi um regresso perfeito ao “local do crime”. O campeão portuense tinha conquistado a primeira vitória absoluta da sua carreira no então Nacional de Ralis, na edição de 92 do Rali Alto Tâmega e logo na estreia com um Grupo A (Ford Sierra Cosworth 4X4), pela margem de 1 segundo(!) face a Jorge Bica (Lancia Delta Integrale 16V).
Afastado agora das lutas do CPR, nem por isso Fernando Peres deixa de dar continuidade à sua longa e farta carreira, continuando a demonstrar uma competitividade notável. Nesta edição, assinou uma exibição a roçar a perfeição e impôs o Mitsubishi nos quatro troços cronometrados do percurso, chegando ao pódio final com uma vantagem de quase minuto e meio sobre toda a concorrência.
Já com o troféu no bornal, Fernando
Peres dava conta “da enorme satisfação que senti em voltar a esta prova. O
rali correu-nos bem e a vitória é um prémio fantástico, que quero dedicar ao
nosso chefe de equipa Luís Dias, que não pode estar presente!”. Quanto
a planos para a discussão do CNR, sendo de destacar que a dupla saltou para a
segunda posição do campeonato, muito perto dos líderes, o piloto da Peres
Competições não tem “nada definido em termos de calendário. Possivelmente
iremos a Vila do Bispo, pois estamos com saudades de um rali de terra. Mais
para a frente, veremos o que ainda iremos fazer a Norte”.
O 2º lugar absoluto foi conquistado com toda a justiça pela dupla Gaspar Pinto/Bernardo Gusmão. Este excelente resultado, que também é uma grande operação pontual na luta pelo título absoluto do CNR, é ainda somado à vitória da equipa na Divisão 1 do Desafio Kumho Portugal.
E o feito deu-se apesar de esta ter sido mais uma prova com problemas nos travões do Mitsubishi EVO VIII, que condicionou, uma vez mais, a possibilidade de rodarem num rimo mais forte que está perfeitamente ao seu alcance.
Augusto Costa foi o mais forte nas duas rodas motrizes
O último degrau do pódio seria reclamado pela dupla que mais brilhou entre as que se inseriam na luta particular das duas rodas motrizes. Sempre rápidos e eficazes aos comandos do Peugeot 208 VTi R2, Augusto Costa e Susana Silva conquistaram o seu segundo pódio consecutivo à geral e estão a assinar uma época notáve nas exibições e nos resultados.
Quem não teve qualquer sorte do seu lado foi o líder do campeonato. Lucas Simões chegava ao Alto Tâmega invicto e era, com toda a lógica, apontado como grande favorito. O jovem piloto de 22 anos, navegado por Simplício Gonçalves, entrou bem no rali e estava a impor um andamento forte no troço inaugural, quando, cerca de 10 quilómetros depois da partida, o Mitsubishi Lancer Evo IX se desligou inesperadamente. Apesar de várias tentativas, a dupla de pilotos só conseguiu colocar o carro em funcionamento vários minutos depois, mas nos troços seguintes viria a passar pelo mesmo problema, com o Mitsubishi a desligar-se várias vezes. Sem baixar os braços, Lucas Simões e Simplício Gonçalves concentraram-se em chegar ao final do rali e, assim, manterem o comando do campeonato.
Pedro Serôdio e Fernando Sousa levaram o seu Peugeot 206 ao 4º lugar, apostando num andamento rápido e sem falhas. Logo atrás, o 5º posto foi assegurado pela dupla Miguel Carvalho/António Reis (Peugeot 206, que reclamaram ainda o triunfo na Divisão 2 Kumho.
Chegaram ao fim da prova 16 das 25 equipas que alinharam integradas no CNR.
Nem um “susto” na primeira especial foi obstáculo ao domínio do líder do campeonato. Navegado por Luís Ramalho e aos comandos do Skoda Fabia R5 Evo da “The Racing Factory”, o pentacampeão terminou a primeira etapa no comando da prova.
E nem começou da melhor forma.
Logo no primeiro troço, designado Alto Tâmega e com 15,06 kms, o piloto falhou “a travagem numa chicane, que nos terá feito perder cerca de dez
segundos e com isto, hipotecar a hipótese de vencer logo a abrir”, registando, mesmo assim a terceira melhor marca, a 3,1 segundos de
Bruno Magalhães e Carlos Magalhães, que colocaram assim o Hyundai i20 R5
oficial no comando inicial do rali.
Mas os 18,72 kms da 2ª PEC (Chaves) assistiram a uma “faena” do líder do campeonato que pulverizou os melhores tempos, ganhando 5,4 segundos aos anteriores líderes, chegando assim ao fecho da primeira etapa na liderança da prova, com 2,3 segundos de vantagem sobre Bruno Magalhães, que também está a realizar uma excelente prova e continua claramente na luta pela vitória. À chegada ao parque fechado, Armindo Araújo reforçava a ideia de que veio ao Rali Alto Tâmega para “lutar pela vitória da primeira à última classificativa. Estamos confiantes para as restantes classificativas de amanhã, mas nada está ganho. Contudo, é bastante positivo terminar o dia na frente”, afirmou Armindo Araújo.
José Pedro Fontes e Inês Ponte estão também a realizar um rali de grande nível. A equipa do Citroen C3 R5 não pareceu nada afetada pela saída de estrada que sofreram durante o “Qualifying” matutino. O 2º tempo na PEC 1 e a 3ª marca alcançada na PEC 2 deram, no somatório, um lugar no pódio, ao fim deste primeiro dia, a 11,8 segundos da liderança. Não estão, de todo, fora da batalha pelo triunfo.
A dupla
espanhola Óscar Ortiz/José Bouzas lidera duplamente, na classificação da
Peugeot Rally Cup Ibérica e entre os 2R2l. Pedro Antunes e Pedro Alves são os
melhores portugueses nas duas competições, ocupando o 2º posto, seguidos logo
por Pedro Almeida e Hugo Magalhães, no 3º lugar. As 3 equipas partem para a
segunda etapa separadas apenas por 2,4 segundos. Isto promete!
Este primeiro dia de prova ficou
marcado, ainda, pelo aparato do despiste no troço de Chaves do jovem inglês
Ruari Bell, cujo Ford Fiesta 1.0L, devido a um problema técnico (falta de
travões), como o piloto mais tarde reconheceu, saiu de estrada e embateu em
dois veículos de segurança do rali, daí resultando três feridos ligeiros.