Depois de cinco desistências consecutivas, motivado por pequenos problemas mecânicos, a dupla Joaquim Bernardes / Laurinda Alves, ao volante do Volkswagen Golf, preparou com todo o cuidado o Rali Alto Tâmega que vai para a estrada já este fim de semana.
Não será demais referir que Joaquim Bernardes testou o Volkswagen Golf por três vezes, duas vezes junto ao aeródromo da Maia e o outro no circuito Vasco Sameiro em Braga . Segundo Joaquim Bernardes “ os testes correram cinco estrelas, tudo dentro previsto” conclui o piloto do Team Manaiacar.
Para a prova deste fim de semana, as expectativas são muitas como nos explicou Joaquim Bernardes “depois de todo o cuidado na preparação do Volkswagen Golf, espero que desta vez corra tudo de feição, e consigamos desde o inicio poder lutar pela vitória entre os clássicos .Já vi a lista de inscritos que é muito boa, são oitenta participantes, por isso estou a prever que vá ser um rali com muita luta, o que será excelente, para nos divertirmos, dar o nosso máximo, esperando que o carro esteja não a 100%, mas sim a 1000%, para que possa responder às solicitações. Quero estar o mais concentrado, para não cometer erros, e assim poder atingir os objectivos pretendidos “, completou assim Joaquim Bernardes.
A equipa do construtor nipónico vai retomar o Campeonato Mundial de Ralis da FIA 2020 com o reinicio marcado para o Rali da Estónia de 4 a 6 de setembro.
A equipa procura retomar os sucessos do início da época e regressa à competição a liderar a classificação de fabricantes, com 21 pontos de avanço, enquanto Sébastien Ogier lidera o campeonato de pilotos, seguido na classificação pelo seu colega Elfyn Evans (em segundo) e Kalle Rovanperä em quarto.
Antes da época ser interrompida por causa da pandemia global de COVID-19, os três pilotos tiveram um bom arranque de campeonato. Naquela que é a época de estreia dos pilotos ao volante do Toyota Yaris WRC, a equipa alcançou bons resultados, com vitórias de Evans na Suécia e Ogier no México, no início do ano.
O Rali da Estónia é uma adição recente ao calendário revisto de 2020, que permite que a temporada reinicie de forma segura, com normas rígidas em vigor para proteger todos os envolvidos. Esta será a primeira vez que o Rali Estónia fará parte do calendário WRC, embora todas as equipas tenham colocado carros no evento promocional do ano passado. O Rali terá como palco as estradas rápidas e suaves em gravilha, que caracterizam os países bálticos, com espetáculo garantido graças às muitas lombas e saltos. Desde que foram levantadas as restrições, a Toyota preparou-se para o reinício com testes na Finlândia e na Estónia, incluindo a participação no Rali da Estónia do Sul no último fim de semana.
A competição organizada pela ASR Tyres tem na prova do CAMI mais uma jornada a contar para dois dos seus Desafios: Asfalto e Norte. É nas duas rodas motrizes que encontrámos a maior parte dos inscritos na competição dos pneus coreanos.
Apenas
15 dias após Mesão Frio, o 3º Desafio Kumho Portugal está de volta à competição.
O rali Alto Tâmega marcará a 3º prova da época do Desafio Kumho Norte, sendo a
quarta tirada do Desafio Kumho Asfalto.
11 equipas vão estar em luta pela primazia na Divisão 2. E aqui, a luta tem tudo para ser árdua e aberta, com a particularidade das duas duplas que estão nos lugares cimeiros do Norte e das 6 duplas mais pontuadas no Asfalto, terem optado pela ausência. Com tudo isto, o jovem Pedro M. Serôdio, acompanhado por Hugo Marques, pode vir a ser o grande beneficiado. 3º no DK Norte e 7º no DK Asfalto, o piloto do Citroen Saxo pode vir a dar um salto enorme nas duas contendas, se der continuidade ao andamento vitorioso que demonstrou em Mesão Frio.
A dupla João Silva/Nuno Almeida (Nissan Micra) quer voltar aos bons resultados enquanto Miguel Carvalho e António Reis, num Peugeot 206 GTi se apresentam depois de um bom resultado na prova da Porta do Douro. Já Capela Morais e António Vieira têm tudo para lutar pelos lugares da frente, pois a rapidez tem sido constante aos comandos do seu Skoda Fabia RS TDi.
O mesmo se pode dizer de Francisco Azevedo e Nuno Ferreira. Esta equipa “espreme” todo o sumo que há para espremer do Peugeot 205 GTi e normalmente dão muito trabalho aos adversários. Filipe Abrantes e Marco Vilas Boas voltam ao norte para tentar brilhar com o Citroen C2, enquanto Manuel Pinto se inscreve com um Seat Leon 2.0 Tdi.
Mais 3 equipas vão competir na Divisão 2. O Citroen Saxo é escolhido como “arma de eleição” da dupla Vítor Rodrigues/Nuno Alves e do Rui Jorge Cunha, cabendo a Pedro Pereira e Sandro Trindade alinhar num Peugeot 106 SXi
Luta a quatro na Divisão 1
Na Divisão 1, são 4 as equipas que se apresentam “ao serviço” no Alto Tâmega. Gaspar Pinto e Bernardo Gusmão têm na prova transmontana uma oportunidade para reforçar a sua liderança na tabela pontual do Desafio Kumho Norte, chegando-se ainda mais à frente no que respeita à geral do Desafio Kumho Asfalto, onde são atualmente terceiros, beneficiando das ausências das duplas que estão nos dois primeiros lugares dois primeiros, Armando Carvalho/Ana Santos e Rui Santos/João Sebastião.
A equipa do Mitsubishi EVO VIII vai enfrentar a oposição de Nuno Mateus e Roberto Santos, que, tripulando o Mitsubishi EVO IV, estão no rali também com o foco posto na luta pela vitória no Campeonato de Portugal de Clássicos de Ralis, do Subaru Impreza WRX STi do jovem Eduardo Santos, navegado por Tiago Neves e ainda dos algarvios Rui Rijo e Gonçalo Assunção, num Mitsubishi EVO VIII MR, que tão boa conta de si deram no asfalto de Castelo Branco. Está tudo reunido para que assistamos a uma luta intensa entre os 4 protagonistas.
É o primeiro veículo a entrar em produção após uma vasta transformação
industrial operada na fábrica de El Palomar (Argentina), que se tornou numa das
unidades mais inovadoras do Groupe PSA. É também o primeiro veículo, na América
Latina, a utilizar a plataforma CMP, a mais recente e uma das mais modernas do
Groupe PSA a nível mundial
A produção em série do novo Peugeot 208 na fábrica de El Palomar, na Argentina, já arrancou. Trata-se de um dos mais importantes lançamentos da história da marca, quer na Argentina, quer na América Latina.
O novo Peugeot 208 é um automóvel global cujo lançamento foi anunciado no âmbito do plano de crescimento sustentável “Push to Pass”, que se prolonga até 2021. O seu lançamento na Argentina marca a estreia local (América Latina) da plataforma CMP (Common Modular Platform), a nova plataforma modular e multi- energias dedicada à produção de veículos urbanos compactos (segmento B), de berlinas de acesso à gama e de gama média (segmento C), bem como SUV compactos. Esta plataforma constitui um importante elemento de diferenciação, pois confere ao carro níveis de desempenho, robustez e conforto que resultam numa experiência de condução única.
Entre os equipamentos que caracterizam o novo Peugeot 208 – eleito “Carro do Ano 2020” na Europa – estão a sua tecnologia de bordo de última geração, que inclui uma nova geração do Peugeot i-Cockpit com painel de instrumentos elevado 3D e uma gama de ajudas à condução, sem precedente no segmento das berlinas compactas.
Ao longo dos últimos anos, cerca
de 600 colaboradores trabalharam em conjunto, na América Latina e na Europa, no
desenvolvimento deste projeto, com mais de 8.000 horas consagradas à formação
de equipas de produção e cerca de 620.000 horas de trabalho para
desenvolvimento do projeto. Além disso, o modelo foi sujeito a mais de 1,5
milhões de quilómetros de testes em diversos países, como Argentina, Brasil,
Alemanha, Áustria, Espanha, França e Suécia.
Desde 2016, e com um investimento
de 320 milhões de dólares, o centro de produção de El Palomar teve uma transformação
importante que o tornou numa “fábrica de excelência”, em termos
industriais, em linha com os padrões do Groupe PSA.
Vários fornecedores foram também integrados no local, tornando os processos de produção ainda mais eficientes. Esta adaptação possibilitou o fabrico de produtos cada vez mais competitivos, como o novo Peugeot 208 na plataforma global CMP, e o enfoque na execução de processos destinados a aumentar a robustez e o desempenho de um produto sofisticado, com tecnologia de ponta, indo ao encontro das expetativas dos clientes.
Duas vitórias nas duas primeiras provas da temporada colocam Lucas Simões e o navegador Simplício Gonçalves como líderes isolados do Campeonato Norte de Ralis. Dupla do Mitsubishi Lancer Evo IX da OA quer prosseguir bom momento de forma no asfalto do Rali Alto Tâmega, a realizar no próximo fim de semana.
Lucas Simões disputou o Rali Alto Tâmega em 2018 (com um Renault Mégane RS) e em 2019 (Mitsubishi Lancer Evo VI), mas o jovem piloto de 22 anos sabe que a edição de 2020 terá um percurso bastante diferente, agora que a prova nortenha regressa ao principal escalão dos ralis nacionais.
“Só vamos fazer os reconhecimentos do rali na quinta-feira, mas pelo que percebemos os troços deverão ser muito diferentes dos de 2019. São classificativas longas, com 19,4 kms e 14,2 kms, respetivamente, por isso é preciso um ritmo consistente e concentração máxima. Começámos a época de forma bastante positiva, com duas vitórias no Regional Norte. A nossa dinâmica mantém-se: vamos tentar entrar forte nos primeiros troços e depois adaptar a nossa estratégia para o resto do rali. Para a nossa equipa, o grande objetivo no Alto Tâmega é reforçar o comando do campeonato”, referiu Lucas Simões, que é navegado por Simplício Gonçalves, uma dupla que triunfou no Rali Serras de Fafe e Felgueiras (em pisos de terra) e no Rali Município de Mesão Frio (asfalto).
Terceira prova do Campeonato Norte de Ralis, o Rali Alto Tâmega disputa-se integralmente este domingo para os concorrentes do ‘Regional’, com quatro classificativas no asfalto de Chaves e Boticas, que perfazem 67,26 quilómetros cronometrados.
De acordo com um estudo da CISION, a vitória de Miguel Oliveira no Grande Prémio de Moto GP da Estíria, na Áustria, foi notícia em 3.737 artigos em todo o mundo. A glória do piloto português colocou Portugal em destaque nos media internacionais e a Indonésia foi o país onde foram publicadas mais notícias.
Pela primeira vez, Miguel Oliveira conquistou o Grande Prémio de Moto GP da Estíria, em Spielberg, na Áustria. Um estudo elaborado pela CISION destaca os 3.737 artigos em todo o mundo (excluindo Portugal) sobre a vitória do piloto português.
A Indonésia lidera o ranking dos 15 países com o maior número de notícias sobre a vitória do piloto português, com 605. Uma posição que se justifica dado o elevado número de aficionados desta modalidade neste país e no continente asiático.
Ainda no ranking dos países que mais destaque deram à vitória do piloto português, refira-se o número de notícias em Itália (535), EUA(401), Espanha (355), França (265), Alemanha (146), Brasil (110), Argentina (106), Reino Unido (105), Suíça (104), Países Baixos(88), Áustria (75), Turquia (55), Índia (49) e Tailândia (4).
Além do orgulho nacional e do impacto mediático em Portugal, a vitória de Miguel Oliveira foi notícia em 1.292 órgãos de comunicação social online internacionais, com uma audiência potencial estimada de 195 milhões (impressões).
O objeto de análise deste estudo realizado pela CISION – empresa líder global em serviços e software de pesquisa, monitorização e análise de media – foram todas as notícias com referência ao Miguel Oliveira veiculadas em mais de 120 mil meios de informação onlinede 190 países monitorizados regularmente pela CISION, pesquisadas entre os dias 22 e 25 de agosto de 2020.
André Cabeças e Bino Santos regressam ao Campeonato de Portugal de Ralis na prova do CAMI. A dupla quer deixar para trás a malapata que os tem perseguido esta época. Fazer quilómetros, evoluir na adaptação ao Citroen DS3 R5 e galgar o palanque de chegada, são os objetivos da dupla.
A presente época tem sido um duro “caminho
das pedras” para André Cabeças e Bino Santos. Se em Castelo Branco, um erro
ditou uma saída de estrada e o consequente abandono, ainda o rali ia na fase
inicial, já em Mesão Frio seria a bomba de gasolina do DS3 R5 a ceder, logo na 2ª
PEC, depois da dupla ter registado o segundo melhor tempo entre os X5 na
classificativa noturna inaugural.
Dessa forma, André Cabeças e Bino Santos não
conseguiram testar a evolução que o Citroen tinha sofrido antes do rali disputado
nas Portas do Douro. O carro foi alvo de um “upgrade”, tendo sido introduzida a
evolução que a marca francesa apresentou em 2017. A mesma seria a última para o
DS3.
André Cabeças lamenta “a falta de
sorte que nos impediu de rodar em Mesão Frio e logo num rali que é espetacular,
muito técnico e onde poderíamos evoluir muito o carro e a nossa adaptação ao
mesmo, até porque é uma prova que conhecemos muito bem e onde somos sempre muito
rápidos e muito fortes. A bomba de gasolina cedeu e nada havia a fazer”.
Foi um desfecho “frustrante, até porque mal chegamos a casa, foi só trocar
a bomba e o carro ficou em pleno”.
Como tal e embora não estivesse no calendário
inicial, o Team Shore Racing decidiu alinhar no Rali Alto Tâmega. A falta de
quilómetros em competição faz com que esta decisão tenha toda a logica.
“Praticamente ainda não conseguimos
competir com o carro. Por isso vamos até Trás-os-Montes para participar em mais
um rali do CPR. Queremos terminar o rali e acumular quilómetros. Mas não vamos
para ser lentos. Tudo faremos para rodar dentro do Top 10, sendo também
objetivo encurtar o que nos separa dos mais rápidos em termos de tempo perdido
por quilómetro, percebendo assim de que forma é que esta evolução tornou o DS3
R5 mais competitivo e também aquilatar da nossa capacidade para extrair do
carro toda a sua potencialidade”
destaca o piloto.
A edição 2020 do Rali Alto Tâmega terá início na tarde de 29 de agosto, sendo disputadas duas especiais, nesse primeiro dia. No domingo, 30 de agosto, serão 6 as classificativas a percorrer. Em termos de calendário 2020, o Team Shore Racing vai ainda marcar presença nos Ralis Vidreiro, Montelongo; Casinos do Algarve e Camélias.
O primeiro SUV Lexus, o LX, foi apresentado em 1996.Em 1998, a Lexus foi pioneira no mercado de crossovers de luxo com o primeiro RX.A gama Lexus inclui seis modelos SUV e crossover: UX, NX, RX, RX L, GX e LX.As motorizações eletrificadas impulsionam as vendas da Lexus, com os modelos híbridos Lexus a representar 96% de todos os SUV Lexus vendidos na Europa Ocidental.
No início deste verão, a Lexus ultrapassou a marca de 5 milhões de vendas globais de SUV e crossovers de luxo. A marca Lexus, lançada em 1989, apresentou o primeiro SUV (o LX) em 1996. Dois anos depois, apostou no RX, abrindo caminho para o segmento de SUV e crossover de luxo que se tornaria a categoria mais popular entre os clientes de carros premium. À medida que os gostos dos consumidores evoluíam globalmente, a Lexus adicionou o robusto GX SUV, o crossover de tamanho médio NX e o crossover urbano UX. Agora representando cerca de dois terços das vendas totais da Lexus, a marca de luxo japonesa comercializa modelos SUV e crossover em 90 mercados, em todo o mundo.
Ao longo dos anos, os modelos SUV e crossover ajudaram a impulsionar a marca, combinando design arrojado, capacidade de inovar, qualidade através da perícia artesanal Lexus e tecnologia sofisticada num conjunto único de veículos exclusivos, resultando num crescente número de clientes fiéis à marca Lexus.
Os crossovers Lexus (RX, RXL, NX e UX) conquistaram popularidade a nível global com a disponibilidade de motorizações híbridas e a gasolina. O inovador sistema “full-hybrid”, lançado pela primeira vez com o SUV híbrido RX 400h em 2005, representa hoje cerca de um terço do volume global da gama SUV da Lexus, aumentando para 96% na Europa Ocidental e Central.
O novo Hyundai Kauai recebe uma atualização no design
conferindo-lhe um aspeto mais urbano e desportivo com o intuito de reforçar a
sua identidade única. Duplica o seu design desportivo através de detalhes
exteriores aerodinâmicos adicionais.
A Hyundai Motor partilhou um primeiro vislumbre dos novos SUV’s Hyundai Kauai e Kauai N-Line que expressam a tipologia de design “Sensuous Sportiness” da marca sul coreana. O novo Hyundai Kauai possui uma postura mais ampla e uma dianteira inspirada na fisionomia de um tubarão, fornecendo ao modelo um visual mais elegante. As atualizações das luzes de circulação diurna em LED conferem-lhe um design mais tecnológico e sofisticado.
O primeiro Hyundai Kauai N-Line
O novo Hyundai Kauai N-Line incorpora um design mais
aerodinâmico com entradas de ar próximas do solo e um para-choques mais
agressivo. A versão N-Line oferece um ponto de entrada atrativo para a submarca
N e expande o interesse do Kauai a um maior leque de clientes.
Mais detalhes em relação ao design do novo Hyundai Kauai e Kauai N-Line serão revelados nas próximas semanas.
O Rali Alto Tâmega, que entre 1983 e 1992 fez parte, ininterruptamente, do Campeonato de Portugal, foi palco de um marco histórico: a última prova da equipa Diabolique, antes do fecho de portas. Estávamos em Setembro de 1990 e a equipa portuense estreava o novíssimo Ford Sierra Cosworth 4X4 no rali transmontano. A Guerra do Golfo eclodira no mês anterior, criando alguma instabilidade a nível mundial, e acabou por contribuir para o final da equipa mais vitoriosa de sempre dos ralis portugueses.
Fonte: Santos Rally Channel
A dupla Joaquim Santos/Miguel Oliveira trocava o “velho” Sierra RS Cosworth de duas rodas motrizes pelo novíssimo Sierra 4×4, a última arma da Ford no Mundial, para a penúltima prova da temporada, na tentativa de contrariar o domínio de Carlos Bica e do Lancia Delta Integrale 16V. A Diabolique entra nesse Rali Alto Tâmega com o pé direito, já que Santos foi o mais rápido no primeiro troço, mas logo a seguir uma saída de estrada coloca-o fora da luta pela vitória, ao perder quase um minuto. De resto, a competitividade do Sierra 4X4 face ao Lancia também não impressionara em demasia o patrão da equipa.
Joaquim Santos concluiu o rali na quarta posição, a 1m27s do vencedor Carlos Bica, que festejou em Vidago a conquista do “tri”, ao bater António Coutinho (Toyota Celica GT-4) por 41 segundos. “Ainda antes do Rali Alto Tâmega, o Udo Kruse, administrador da Ford Lusitana, a propósito da Guerra do Golfo, confidenciou ao Miguel Oliveira que, face aos efeitos da instabilidade económica resultante daquele conflito, não tinha a certeza se tanto a Ford [norte-americana] como a Castrol [inglesa], duas empresas oriundas de países bastante comprometidos com aquela situação de guerra no Médio Oriente, continuariam a apoiar a Diabolique no ano seguinte. Com o campeonato decidido no fim do rali transmontano, o doutor decidiu que já não iríamos à última prova, no Algarve, e pouco depois entendeu avançar para a extinção da equipa”, recorda Joaquim Santos, ainda hoje o piloto com maior número de vitórias em ralis do campeonato principal: 39.
Embora preferisse os pisos de terra, Joaquim Santos confessa que se sentiu sempre como peixe na água nas classificativas de asfalto do Rali Alto Tâmega. “Basta ver que sou o piloto com maior número de vitórias, para se entender que sempre gostei do rali transmontano. Lembro-me, até, de um ano ter vencido por uma diferença muito pequena, 1 ou 2 segundos. O último troço era o de Boticas e eu tinha apenas um 1 segundo de vantagem para o adversário com quem discutia a vitória, julgo que um dos pilotos da Renault, Inverno Amaral ou Manuel Mello Breyner. Chovia copiosamente e eu lá me ia ‘segurando’ nas bermas, sempre na expetativa de que algopudesse correr mal. Mas valeu a pena arriscar daquela maneira, pois vencei o rali”, contou-nos o piloto de Penafiel, sobre o momento “quente” e decisivo ocorrido na edição de 1987, quando bateu Manuel Mello Breyner, então no Renault 11 Turbo da equipa Renault Galp, por… 2 segundos.
No próximo fim de semana, ao fim de 28 anos, o Rali do Alto Tâmega regressa, pela mão do CAMI Motorsport, ao Campeonato de Portugal, sendo ainda pontuável no Campeonato de Portugal GT de Ralis, Campeonato de Portugal de Clássicos de Ralis, Campeonato Norte de Ralis, Peugeot Rally Cup Ibérica, Challenge R2&YOU e 3º Desafio Kumho Portugal.