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  • João Guimarães e Nuno Pinto foram embaixadores da NJ Racing em Mesão Frio

    A dupla voltou momentaneamente aos ralis, para fazer parte da festa da prova mesãofriense, organizada pelo Clube Automóvel da Régua, agremiação que muito diz aos pilotos da NJ Racing.

    Tinha tudo para ser uma aventura, cujo mote à partida prestava total vassalagem ao divertimento e à vontade de apoiar a organização, usufruindo de um evento que, ano após ano, ganha cada vez mais importância, mercê da sua qualidade. Aliás, a ligação da equipa ao CAR (clube organizador) levou outro dos craques, António Rodrigues, a prestar serviço, tripulando um dos carros de segurança da prova.

    E a realidade em nada defraudou a expectativa de João Guimarães e de Nuno Pinto.

    A dupla de pilotos da NJ Racing apresentava-se no palanque de saída do rali em condições diferentes: João, que se assumiu como piloto de serviço, voltava a guiar num rali muitos anos depois. Já Nuno Pinto deixava o volante de competição para se estrear na bela arte de ditar notas. Longe dos objetivos estava qualquer ambição classificativa, até porque a dupla da NJ Racing participou com um Peugeot 206 GTi bem diferente do 206 RC que João Guimarães guia habitualmente na Montanha.

    O foco estava em terminar o rali e gozar ao máximo a aventura, desiderato plenamente alcançado, como, aliás, nos confirmou João Guimarães no final. O piloto celebrava “termos chegado ao fim, conseguindo cumprir o que nos tínhamos proposto fazer. Foi um rali muito bonito, onde fomos evoluindo tanto na condução como na comunicação com o Nuno Pinto, que se saiu muito bem na sua primeira experiência como navegador!”.

    Mesmo andando rápido, pois não sabem estar em prova de outra forma, a dupla considera que “o momento alto do rali aconteceu no último troço, quando passamos à porta de casa do Nuno e fomos brindados com uma festa enorme, pois estava lá a claque da NJ Racing à nossa espera e a festa foi de arromba!”.

    A dupla agradece “aos nossos patrocinadores que tornaram possível a nossa participação: Saniregua, Cartondela, 100hectares, Clube Automóvel da Régua, Fisioponte, Farmácia da Ponte e Nuno Pinto Arquitetura e Engenharia”, não esquecendo “a HSperformance Richard Sport, por nos terem colocado o carro nas mãos e terem estado sempre disponíveis na assistência”.

    Agora a dupla de craques torna a voltar atenções para a Montanha, sendo grande o desejo de que a época recomece.

  • Rodrigo Correia e Miguel Paião: reserva de excelência na região vinhateira

    No passado fim-de-semana, foi a vez de Rodrigo Correia e Miguel Paião “disputarem” o território da Região Demarcada do Douro, recolhendo uma extraordinária reserva no Rali Município de Mesão Frio.

    Este fim-de-semana, o jovem piloto de apenas 16 anos teve nova oportunidade de efectuar mais de meia centena de quilómetros no Rali Município de Mesão Frio. Nas “Portas do Douro”, que deslumbram pela sua beleza vinhateira e que atraem muitos visitantes, Rodrigo Correia alcançou mais um período de amadurecimento no processo de aprendizagem.

    O seu processo de maturação é feito, basicamente, no interior do Kia Picanto GT Cup, numa função que é coadjuvada por Miguel Paião, numa função que é fazer com que haja o equilíbrio entre aluno e mestre. Na competição desenhada a régua e esquadra no concelho de Mesão Frio pelo Clube Automóvel da Régua, a dupla Rodrigo Correia e Miguel Paião recolheu na região vinhateira uma excelente colheita: 28.º lugar à geral – num universo de quase 80 equipas presentes, em que terminaram 49 –, terceiro na Classe 3 e quarto no Grupo 2.

    Com aventura nos ralis a arrancar no início deste ano, a 7 e 8 de Março, no Rali da Bairrada, em Vagos, pontuável para o Centro de Ralis, prosseguindo, de 3 a 5 de Julho, em Castelo Branco, na estreia absoluta no Portugal de Ralis, a equipa assumiu na terceira prova, em Mesão Frio, um papel ativo e extraordinário, saindo daquela região deslumbrante muito satisfeita com as ilações retiradas.

    “Em termos de aprendizagem, melhor era praticamente impossível. Por tudo isto, só tenho que agradecer a todos os parceiros por terem depositado em mim toda a confiança, e aos meus familiares e amigos que continuaram a apoiar-me. Sem eles não seria possível este crescimento desportivo. Também é do conhecimento geral que não é possível vencer de um dia para o outro, até porque não é esse o padrão que elegemos, o qual passa por aprender cada vez mais e, por isso, da minha parte podem contar com o maior empenho e com a certeza de que darei sempre o máximo para conseguir absorver os melhores ensinamentos com o Miguel Paião que, além de ser um excelente piloto e navegador, é também um distinto pedagogo”, afirmou o piloto de Reigoso, concelho de Oliveira de Frades.

    Tanto Rodrigo Correia como Miguel Paião saíram de Mesão Frio animados com os resultados alcançados, mas conscientes, todavia, que muito trabalho terão pela frente, no sentido de aperfeiçoar todo o tipo de processos, em que o ponto forte passa, forçosamente, pela melhoria de comportamentos a cada abordagem de provas.

    O próximo compromisso de Rodrigo Correia e Miguel Paião com o Kia Picanto GT Cup é o Constálica Rallye Vouzela  a 27 de Setembro.

  • Desafio Kumho em Mesão Frio: Hélder Miranda triunfa após duelo aceso na Div. 2. Gaspar Pinto venceu na 1.

    Foi impróprio para cardíacos. No final de mais de 62 quilómetros contra o cronómetro, um ténue décimo de segundo separou primeiro e segundo na Divisão 2 do Desafio Kumho Portugal. Destaque ainda para as 23 equipas que, em Mesão Frio, tornaram bem forte a “armada” Kumho.

    O 9º Rali de Mesão Frio assinalou o regresso a norte da edição 2020 do Desafio Kumho Portugal. Num ano em que tem sido tremendo o esforço para construir um calendário robusto, mercê dos efeitos do surto pandémico, a ASR Tyres decidiu fazer com que o rali nas Portas do Douro contasse para 3 competições: Desafio Kumho Asfalto, Norte e Centro. Essa tripla proposta tornou o rali muito atrativo e as equipas aderiram em força, estando 23 presentes na prova, permitindo uma interessante luta entre equipas que normalmente só competem no Norte e outras que colocam o foco no Centro.

    Em termos competitivos, este foi um rali que fica para os anais. 1 décimo de segundo. Eis a “magra” diferença que ditou lei na atribuição da vitória na Divisão 2 Kumho. Protagonistas deste “duelo de pistoleiros” foram as duplas Hélder Miranda/Rui Teixeira (Seat Ibiza) e Pedro M. Serôdio/Hugo Marques (Citroen Saxo). Protagonizaram uma luta sem tréguas e chegaram ao fim empatadas no que concerne às vitórias em classificativas: 4 para cada lado.

    Serôdio e Marques entraram a vencer na especial noturna, enquanto Miranda e Teixeira eram autores do 6º tempo. A equipa do Seat Ibiza aumentaria o andamento de forma intensa na jornada de domingo, saindo vencer das PEC nº 2, 4, 6 e 7, tendo pelo meio, chegando finalmente à liderança nesta 3ª passagem por barqueiros, de onde as duas duplas saíram separadas por 2,2 segundos.

    Ficava tudo para ser resolvido nos 5,51 kms da única passagem por Oliveira, 8ª e última especial da prova. Foi Serôdio a vencer, mas recuperando apenas 2,1 segundos, quedando-se assim pelo 2º lugar, a 1décimo de segundo da vitória.

    Um duelo épico, que permitiu ainda às duas equipas serem 6ª e 7ª, respetivamente, na geral, numa prova emocionante entre os Kumho!

    No 3º lugar terminariam Miguel Teixeira e Vítor Pereira, a 26,8 segundos da frente. Os dois continuam a maravilhar com o recital de condução que dão com o seu BMW E30. O 4º posto foi recompensa para o andamento de Miguel Carvalho e António Freis, num Peugeot 206 Gti.

    Entre as equipas “centristas”, o destaque vai para a dupla Pedro Santos/Bia Pinto (Peugeot 206 RC) que, ao garantir o 5º lugar, chegaram finalmente a um resultado positivo, afastando os azares que os tem condicionado na época. Capela Morais e António Vieira colocaram o Skoda Fabia RS Tdi em 7º, sendo seguidos na classificação pela dupla Francisco Azevedo/Nuno Ferreira, sempre senhores de um andamento incrível no “velho” Peugeot 205. O Top 10 desta divisão ficou completo com a presença no 9º lugar de Pedro Silva/Nuno R. Silva (Peugeot 206 Gti), enquanto o 10º posto foi assegurado por Pedro Lopes e Duarte Gouveia, num 207 Gti da marca francesa.

    Um duelo épico, que permitiu ainda às duas equipas serem 6ª e 7ª, respetivamente, na geral, numa prova emocionante entre os Kumho!

    No 3º lugar terminariam Miguel Teixeira e Vítor Pereira, a 26,8 segundos da frente. Os dois continuam a maravilhar com o recital de condução que dão com o seu BMW E30. O 4º posto foi recompensa para o andamento de Miguel Carvalho e António Freis, num Peugeot 206 Gti.

    Entre as equipas “centristas”, o destaque vai para a dupla Pedro Santos/Bia Pinto (Peugeot 206 RC) que, ao garantir o 5º lugar, chegaram finalmente a um resultado positivo, afastando os azares que os tem condicionado na época. Capela Morais e António Vieira colocaram o Skoda Fabia RS Tdi em 6º, sendo seguidos na classificação pela dupla Francisco Azevedo/Nuno Ferreira, sempre senhores de um andamento incrível no “velho” Peugeot 205. Frederico Monteiro e Paulo Santos vieram de Leiria com o seu habitual 206 Gti para conquistarem o lugar 8 na tabela da Divisão Kumho 2.

    O Top 10 desta divisão ficou completo com a presença no 9º lugar de Pedro Silva/Nuno R. Silva (Peugeot 206 Gti), enquanto o 10º posto foi assegurado por Pedro Lopes e Duarte Gouveia, num 207 Gti da marca francesa.

    Entre as equipas “centristas”, o destaque vai para a dupla Pedro Santos/Bia Pinto (Peugeot 206 RC) que, ao garantir o 5º lugar, chegaram finalmente a um resultado positivo, afastando os azares que os tem condicionado na época. Capela Morais e António Vieira colocaram o Skoda Fabia RS Tdi em 7º, sendo seguidos na classificação pela dupla Francisco Azevedo/Nuno Ferreira, sempre senhores de um andamento incrível no “velho” Peugeot 205. O Top 10 desta divisão ficou completo com a presença no 9º lugar de Pedro Silva/Nuno R. Silva (Peugeot 206 Gti), enquanto o 10º posto foi assegurado por Pedro Lopes e Duarte Gouveia, num 207 Gti da marca francesa.

    Mais 7 equipas da Divisão 2 lograram concluir esta prova desafiante que se transformou-se num pesadelo maior para a dupla que aqui chegava no comando da geral dos Desafios Kumho Asfalto e Terra.

    Fábio Santos e Ricardo Sismeiro enfrentaram um princípio de incêndio, logo na primeira especial, que os levou a desistir e a voltar em modo “Rally 2” e foram ainda alvo de penalizações que, somadas, totalizaram 19 minutos. Um rali para esquecer embora, mesmo com todas as agruras, lograram terminar em 17º.

    Quanto às contas da Divisão 1, a dupla Gaspar Pinto/Bernardo Gusmão protagonizou uma corrida solitária, na ausência dos outros habituais intervenientes. Nem essa condição os deteve de demonstrar sempre toda a sua tradicional rapidez e à lógica vitória para o Desafio Kumho Portugal, juntaram ainda um excelente 8º lugar à geral no rali, voltando assim a estar em destaque e a amealhar muitos pontos para o campeonato.

    A Armada Kumho volta ao serviço dentro de aproximadamente duas semanas. Será no rali Alto Tâmega e contará para os Desafios Kumho Asfalto e Norte.

  • Pedro Almeida/Hugo Magalhães e João Barros/Jorge Henriques brilham e vencem no Rali de Mesão Frio

    A prova de reabertura do Campeonato Norte de Ralis foi emotiva e levou muito público que, de forma ordeira, assistiu a um espetáculo bem montado pelo Clube Automóvel da Régua. João Barros (Citroen C3 R5) voltou a ser o mais rápido e, a exemplo de 2019, reclamou a vitória no grupo X5, enquanto o jovem Pedro Almeida colocava o Peugeot 208 Rallye 4 no palmarés da prova, vencendo a geral no CNR. Destaque ainda para o recorde de equipas participantes: 74 estiveram à partida.

    Já são 5 as vitórias consecutivas da “The Racing Factory” nos ralis nacionais. 2 por Armindo Araújo no CPR, duas por Miguel Nunes no CPR e no CRM e agora foi a vez de Pedro Almeida dar à estrutura liderada por Aloísio Monteiro e Justino Reis mais um triunfo numa geral. Pelo andar da carruagem, a equipa ainda vai ter de mudar o nome para “The Victory Factory”!

    O piloto famalicense, navegado por Hugo Magalhães, chegou à liderança da prova na 3ª PEC, que venceu, a exemplo do que sucederia nas especiais seguintes, onde reclamou sempre o triunfo. No fecho da prova, tinha cimentado uma liderança que se cifrou em 32,3 segundos de vantagem sobre Lucas Simões e Simplício Gonçalves.

    Esta dupla, que esteve em Mesão Frio com um Mitsubishi Lancer EVO IX, voltou a rubricar uma excelente exibição e o resultado alcançado permitiu-lhes cimentar a liderança absoluta do Campeonato Norte de Ralis.

    No fecho da prova, Pedro Almeida mostrava-se “muito contente por ter vencido uma prova à geral, mas, acima de tudo, satisfeito por termos vindo a este fantástico rali cumprir quilómetros preciosos na adaptação ao carro, preparando assim da melhor maneira o Rali Alto Tâmega, onde, daqui a 15 dias, começaremos a nossa participação na Peugeot Rallye Cup Iberica”. O craque nortenho salientou ainda que “ao longo do rali, fomos alterando muitas coisas no carro e, sobretudo na secção final, durante a tarde de domingo, ficamos muito satisfeitos com o comportamento do Peugeot”. Pedro Almeida quis ainda realçar “o excelente rali que a organização montou. Já tinha aqui corrido há 4 anos e esta prova começa a provar poder um dia dar o salto para o nacional”.

    O 3º lugar final seria obtido pela dupla formada por dois grandes campeões: Fernado Peres e Filipe “Fifé” Fernandes. Tripulando o Mitsubishi Lancer EVO IX da Peres Competições, os dois fizeram um rali em crescendo e foram premiados com o último degrau do pódio, a 1:12.9 da dupla vencedora.

    Uma palavra totalmente justa para a exibição da dupla local formada pelos irmãos Alberto e Adriano Pereira. Aos comandos do Mitsubishi Lancer EVO VII da Clínica Oftalmológica das Antas, o edil de Mesão Frio e o seu navegador assinaram uma “faena” impressionante, pulverizando os tempos entre o CNR na 1ª e na 2ª especial, assumindo uma justa e espetacular liderança até, já na 3ªPEC (Cidadelhe), sofrerem uma saída de estrada, que os forçou a desistir.

    O incidente em nada mancha a sua exibição extraordinária, que tem de ser realçada, como destacada tem de ser a enorme contribuição que Alberto Pereira dá, enquanto Presidente da Câmara Municipal de Mesão Frio, à realização da prova e à sua crescente importância no panorama nacional.

    Já quanto às contas do 3ª Desafio Kumho Portugal, que tinha aqui uma prova a contar para os Desafios Norte, Centro e Asfalto, vitórias de Hélder Miranda/Rui Teixeira (Seat Ibiza na Divisão 2 e de Gaspar Pinto/Bernardo Gusmão (Mitsubishi Lancer EVO IX) na Divisão 1. De realçar que alinharam em Mesão Frio 25 equipas com os pneus coreanos, numa demonstração de vitalidade da competição organizada pela ASR Tyres.

    Barros repete dose de 2019 e domina X5

    Em cada prova em que vemos João Barros competir, voltamos a pensar quanto injusto é para os ralis nacionais este fantástico piloto não estar a “tempo inteiro” no campeonato maior. Acompanhado desta feita pelo experiente Jorge Henriques, o piloto da Fibromade deu mais um recital de condução no exigente asfalto mesãofriense, sendo sempre o mais lesto e voltando a triunfar nesta prova nas Portas do Douro.

    8 especiais no cardápio e 8 vitórias para a dupla do Citroen C3 R5, chegando ao fecho com a vitória no grupo X5 e o troféu de equipa mais rápida de todas quantas participaram no rali, chegando ao pódio final com um sentimento de “muita felicidade por ter podido andar tão rápido, num rali que gosto muito e que nos permitiu ganhar ritmo para o Alto Tâmega. Quero realçar que adoro estas especiais e que a organização esteve, uma vez mais, ao mais alto nível. Destaco ainda ter conseguido baixar os tempos que tinha feito em 2019, sentindo estar cada vez mais adaptado ao Citroen. Foi um magnífico rali!”.

    Atrás de si, cedo Vítor Pascoal e Ricardo colocaram o Porsche 911 GT3 CUP (991) na segunda posição deste duelo particular. O bicampeão nacional da Categoria RGT terminaria a 1:34.2 de João Barros, tendo também aproveitado a prova para preparar a próxima prova do campeonato principal, a exemplo do que sucedeu com os terceiros classificados, os seus colegas de equipa Pedro Silva/Alexandre Rodrigues, que colocaram o Porsche 997 GT3 no 3º posto deste Grupo X5, depois de uma luta muito interessante com os irmãos António Cruz Monteiro/Ana Cruz Monteiro, quartos classificados, aos comandos do Peugeot 208 T16 R5 da equipa LPM Grupo NOV.

    56 equipas lograram arribar ao palanque de fecho deste 9º Rali de Mesão Frio. No final, era geral a opinião de que foi alta a bitola organizativa do Clube Automóvel da Régua e do Município de Mesão Frio, tal como, diga-se em abona da verdade, já nos habituaram no passado.

    Joaquim Amândio Santos

    Fotos: Pedro Monserrate Lopes/Veddacom

  • Alberto Pereira foi rei na noite de arranque do Rali de Mesão Frio

    O edil do concelho mesãofriense brilhou nos 5,2 kms da especial de Santo André e colocou o seu Mitsubishi Lancer Evo no comando, após este primeiro duelo entre os concorrentes do Campeonato norte de Ralis.

    O arranque da 9ª edição do Rali de Mesão Frio transformou-se numa noite de gala e numa jornada que cumpriu integralmente o que se pede neste período de desconfinamento e de combate ao surto pandémico.

    O Clube Automóvel da Régua e a Câmara Municipal fizeram jus aos pergaminhos da prova organizada nas Portas do Douro e prepararam com todo o cuidado o rali, sendo premiados pela presença de muito público, neste regresso do Campeonato Norte à estrada, sendo de destacar que o comportamento de todos quantos estiveram na prova não deu dores de cabeça à organização, nem às forças de autoridade, existindo um cumprimento geral das directrizes traçadas pela DGS e pela FPAK.

    E se João Barros e Jorge Henriques (Citroen C3 R5) voltaram a provar toda a sua rapidez, sendo os mais lestos do pelotão, ao cravar no cronómetro a marca de 3:01,0, liderando assim no Grupo X, o destaque da noite vai para o anfitrião da prova: Alberto Pereira, presidente do Município de Mesão Frio, colocou o seu Mitsubishi Lancer Evo VII na liderança do pelotão do Campeonato Norte de Ralis,.

    O piloto edil, que é navegado pelo seu irmão Adriano, não apenas assumiu essa primazia, mas ousou ser o segundo mais rápido entre as 74 equipas que alinharam à partida, distribuídas pelo CNR e pelo Grupo X5, registando 3:10,2 para percorrer os 5,2 quilómetros da especial de Santo André. Notável, mas não tão estranho quanto possa parecer.

    O Presidente da Câmara Municipal de Mesão Frio tem construído uma carreira enquanto piloto já muito significativa. Nos últimos anos estabeleceu-se como um dos pilotos em destaque no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, com várias vitorias e pódios na sua Divisão e Categoria. Agora, aliando a sua rapidez ao conhecimento do terreno, rubricou uma exibição de gala nestes primeiros quilómetros e provou estar no rali para lutar pelos lugares de topo.

    Entre os melhores da noite, destaque ainda para André Cabeças que colocou o Citroen DS3 R5 na 2ª posição dos X5, com Carlos Matos (Peugeot 208 T16 R5) a ser o terceiro melhor deste grupo especial. A luta pelo pódio neste Grupo promete proporcionar um grande espetáculo ao longo de toda a prova.

    Nas contas a Norte, Pedro Almeida, que está em Mesão Frio a fazer quilómetros tendo em vista a sua participação no Rali Alto Tâmega, foi o 2º melhor na especial, a 2,7 seg de Alberto Pereira, com outro Peugeot, este um 208 R2 tripulado por Augusto Costa a ser terceiro, 9.8 segundos mais lento do que o primeiro líder da prova. Lucas Simões (Mitsubishi Lancer EVO IX), que chegou a este rali na liderança do campeonato, rubricou apenas o 5º tempo, logo atrás de Fernando Peres, também num EVO IX.

    Nas contas do 3º Desafio Kumho Portugal, Gaspar Pinto (Mitsubishi Lancer EVO IX) lidera na Divisão 1, o mesmo acontecendo com Pedro M. Serôdio (Citroen Saxo) na Divisão 2.

    Este domingo é o dia gordo de competição desta 9ª edição do Rali de Mesão Frio, 7 especiais de classificação, num total de 57 kms, com a consagração dos vencedores a acontecer ao fim da tarde.

    Joaquim Amândio Santos

    Fotos: Pedro Monserrate /Veddacom

  • Filipe Albuquerque está imparável!

    Brilhante vitória de Filipe Albuquerque em Spa-Francorchamps. Piloto português consolida liderança no Campeonato do Mundo de Resistência LMP2.


     Filipe Albuquerque conseguiu mais uma vitória em Spa-Francorchamps, a segunda consecutiva, desta vez pontuável para o Campeonato do Mundo de Resistência LMP2. O piloto português consolida liderança na tabela classificativa quando faltam duas corridas para o final da época.

    A sair da ‘pole position’ as primeiras horas de corrida foram bastante difíceis devido à chuva que se fez sentir no traçado belga, no entanto Filipe e os seus companheiros de equipa, Phil Hanson e Paul Di Resta trilharam o melhor caminho para levar o Oreca #22 da United Autosports ao lugar mais alto do pódio.

    “Muito feliz por esta segunda vitória consecutiva em Spa-Francorchamps e por atingirmos o objectivo proposto de aumentar a vantagem na liderança do Campeonato. Correu tudo bem, fizemos uma corrida perfeita e terminámos exactamente como queríamos”, começou por referir o piloto português.

    Agora, o foco centra-se nas 24h de Le Mans nos próximos dias 19 e 20 de Setembro: “Estamos com uma margem importante para uma corrida tão difícil como Le Mans. Era esse o objectivo. Agora vamos festejar esta vitória porque depois temos de nos voltar a centrar no trabalho”, rematou Filipe Albuquerque que não só lidera o Mundial de Resistência como o European Le Mans Series.

    Os resultados deste fim-de-semana podem ser consultados em: http://fiawec.alkamelsystems.com/

  • Alberto Pereira pronto para andar forte no “seu” rali

    O Edil de Mesão frio arranca mais logo para a 9ª edição da prova realizada no concelho que dirige. O seu irmão Adriano terá a responsabilidade de ditar as notas no Mitsubishi Lancer EVO da Clínica Oftalmológica das Antas.

    A dupla de Mesão Frio , Alberto e Adriano Pereira têm tudo já pronto para assim estarem hoje ao final do dia, na linha de partida de mais uma edição do Rali de Mesão Frio, prova a contar para o Campeonato Norte de ralis, num evento organizado pelo Clube Automóvel da Régua.

    Ostentando o numero 26 nas portas do Mitsubishi, Alberto Pereira está animado para  esta prova, como nos confessou “ para mim é sempre um grande prazer poder participar neste rali, feito em “ casa”, por isso tanto eu como o meu irmão Adriano estaremos hoje na linha de partida ao volante do já conhecido Mitsubishi  Lancer Evo “.

    Sobre o que o espera em termos de objectivos foi claro “ esta é a melhor lista de inscritos de sempre do Rali de Mesão Frio, são oitenta carros  e alguns R5, não vai ser um rali fácil, pois adversários é o que não nos vai faltar, mas vamos para lutar pela melhor posição possível, sempre muito concentrados para não cometer erros, esperando que o carro esteja perfeito, e consiga desde o início começar a atacar pela melhor posição, e agora que seja o que Deus quiser”, terminou Alberto Pereira.

    Será a partir de hoje às 21 h que os oitenta participantes irão para a estrada para fazer a 1ª classificativa, decorrendo as restantes amanha ao longo do dia de domingo.

  • Parallel Velocity fez mais uma sessão de testes

    Joaquim Bernardes, josé Azevedo, António Ramos e Frederico Castro foram os pilotos “de serviço”.

    Uma vez mais no passado fim de semana, o Parallel Velocity Club levou a efeito mais um dia de testes no troço em asfalto existente junto ao aeródromo da Maia Desta feita cinco carros marcam presença, e assim Joaquim Bernardes e o seu Volkswagen GTI marcaram presença, para testar travões.

    A dupla José Azevedo/Sandra Silva trouxeram o Nissan Micra, que no inicio da tarde debateu-se com problemas no motor, sendo assim obrigado a regressar a casa mais cedo. Por outro lado Frederico Castro/André Gaspar, testaram o Renault Clio RS, estando assim pronto para a participação  no Rali Mesão Frio que irá ter lugar no próximo fim de semana. Por ultimo de referir a presença do Fiat Uno 1.2 de Alfredo Lopes, e o Toyota Corolla ex-fábrica de António Ramos que se limitam a rodar o mais possível.

    Já não faltava muito para o sol se recolher, quando toda a equipa do Parallel Velocity Club começou a desmontar a sinalização e outros elementos de apoio, quando Jorge Galhardo, presidente deste clube organizador nos fez a descrição do que foi esta jornada dizendo “ missão cumprida, correu tudo bem, os pilotos que vieram testar saíram daqui satisfeitos, felizmente não houve nenhuma saída deestrada. Com a presença de algum público nos pontos mais interessantes, penso que foi uma jornada bem aproveitada por todos”,conclui  Jorge Galhardo.

  • Um Alto Tâmega de “luxo” no ano do regresso à ribalta

    Seis classificativas, dois dias de prova e seis competições distintas na luta contra o cronómetro, eis o menu do Rali do Alto Tâmega (29/30 agosto), que foi apresentado, na tarde desta sexta-feira, no Centro de Arte Nadir Afonso, em Boticas, por Nuno Loureiro, presidente do CAMI Motorsport, que esteve ladeado por Fernando Queiroga, presidente da Câmara Municipal de Boticas, e Nuno Vaz, presidente da Câmara Municipal de Chaves.

    Será o regresso, volvidos 28 anos, da prova transmontana ao Campeonato de Portugal de Ralis, como enfatizou o responsável do clube organizador: “É com um enorme sentimento de orgulho que o CAMI Motorsport vai colocar na estrada, e pela terceira época consecutiva, o Rali do Alto Tâmega, mas esta edição 2020 terá, por motivos óbvios, um significado muito especial. Nos últimos dois anos, com o precioso e inestimável apoio das autarquias da Região do Alto Tâmega e dos nossos patrocinadores, unimos esforços com o objetivo de recolocar o rali no patamar que lhe era devido. A história da prova assim o exigia e as condições ímpares desta região convidavam ao desafio de a trazer de volta ao mapa do campeonato mais mediático do automobilismo português”.

    Nuno Vaz, presidente da edilidade de Chaves, não deixou de destacar a importância de receber um evento desta dimensão: “Acreditamos, desde o primeiro momento, neste projeto, como forma de afirmar a nossa identidade e, nesta altura, também de responder aos desafios colocados pela pandemia, tanto a nível social como desportivo. É um momento único para mostrar as potencialidades, tanto naturais como paisagísticas, de património e também humanas desta região”.

    “Queremos fixar uma marca e é nosso desejo que ela fique neste território, atraindo novas gentes. São eventos como este que mostram e fazem a promoção das potencialidades da região do Alto Tâmega”, afirmou, por seu turno, Fernando Queiroga, presidente da edilidade de Boticas, vila que volta a ser o palco das grandes decisões no desfecho da prova, tal como já sucedeu nas décadas de 80 e de 90. É que a segunda passagem por aquela prova especial de classificação será o último troço do rali e tem o estatuto de Power Stage, garantindo aos três pilotos mais rápidos pontos suplementares para a classificação no campeonato.

    A edição 2020 do Rali do Alto Tâmega, que terá o seu centro nevrálgico no Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, em Chaves, onde vai funcionar o Secretariado e também o Parque de Partida (e Parque Fechado) de cada uma das etapas. O Parque de Assistência está localizado no Aeródromo de Chaves.

    Na manhã de sábado, a partir das 08h45, os pilotos do Campeonato de Portugal de Ralis terão oportunidade de fazer os últimos acertos na afinação dos seus carros em duas passagens do shakedown no troço de S.Pedro de Agostém-Chaves (3,9 km), estando o Qualifying, no mesmo traçado, agendado para ter início às 10h38. Os dez pilotos mais rápidos nessa qualificação terão o privilégio de escolher a sua ordem de partida para o primeiro dia de prova, que tem o seguinte horário:

    SÁBADO (29 agosto)

    Partida (Parque Nadir Afonso)                  15h30

    PEC 1 – Alto Tâmega (15,06 Km)              16h10

    PEC 2 – Chaves (18,72 km)                       16h53

    Final: Parque Nadir Afonso                       18h35

    DOMINGO (30 agosto)

    Partida       (Parque Nadir Afonso)           09h00

    PEC 3 – Chaves/Boticas 1 (19,40 km)      09h48

    PEC 4 – Boticas 1 (14,23km)                     11h09

    PEC 5 – Chaves/Boticas 2                         13h15

    PEC 6 – Boticas 2 – POWER STAGE          14h36

    Final (Parque Nadir Afonso)                     15h39

    Para além do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), o rali é pontuável ainda no Campeonato de Portugal GT de Ralis, Campeonato de Portugal de Clássicos de Ralis, Campeonato Norte de Ralis, e Challenge R2&YOU, merecendo destaque especial o Peugeot Rally Cup Ibérica. A competição monomarca que estreia o Peugeot 208 R4 e se divide, a nível de calendário, entre dois ralis em Portugal e outros tantas no país vizinho, tem a sua primeira prova da época em terras transmontanas, prometendo um duelo bastante cerrado e alargado pela discussão da vitória.

    As inscrições para o Rali do Alto Tâmega, limitadas a um número total de 80 equipas, encerram no dia 19 de agosto, pelas 23h30, no portal da FPAK.

  • André Cabeças em Mesão Frio com evoluções no DS3 R5

    O piloto que defende as cores da Shore, vai estar na prova mesãofriense para, juntamente com o seu navegador Bino Santos, testar em competição as evoluções introduzidas pela Sports & You no Citroen. Vencedores da edição 2019, num dos triunfos que os conduziu ao título brilhantemente conquista no Campeonato Norte de Ralis da época transata, André Cabeças e Bino Santos estão de volta à prova organizada pelo Clube Automóvel da Régua, mas, desta feita, com objetivos e argumentos técnicos completamente diferentes.

    O Team Shore Racing decidiu que a época de 2020 seria de transição para outros voos e de adaptação a novas exigências. Foi adquirido um Citroen DS3 R5 e, como nos refere André Cabeças, os objetivos seriam sempre “muito diferentes do que estávamos habituados. Entramos num mundo novo, que, sabíamos à partida, iria exigir de mim, do Bino e de toda a equipa um longo período de adaptação. Como tal, 2020 passou a ser uma época de aprendizagem do que é pilotar um R5 e tínhamos noção de que não seria tarefa fácil”.

    A presença em Mesão Frio insere-se “na estratégia que delineamos. Vamos extracampeonato, inseridos no grupo X5 e, até pelas características do rali, muito exigente e muito técnico, será um longo teste em competição e que nos permitirá ganhar muita experiência. Queremos terminar, fazendo assim muitos quilómetros contra o cronómetro”.

    “Castelo Branco foi uma lição para não esquecer!”

    A dupla vem de um momento menos positivo. No Rali de Castelo Branco e ainda numa fase inicial da prova da Escuderia, o Citroen DS3 R5 da Shore acabou fora de estrada, com danos suficientes para atirar precocemente André Cabeças e Bino Santos para fora do rali.

    O piloto assume que “cometi um erro básico que pagamos muito caro. Não foi, de todo, qualquer excesso de entusiasmo. Foi simplesmente um momento menos bom no ataque a uma curva e acabamos fora de estrada. Pilotar um R5 leva-nos a estar sempre no fio da navalha, no limite e exige total concentração e uma longa e profunda adaptação que ainda não temos. É uma lição que não vamos esquecer!”.

    DS3 R5 com evolução já em Mesão Frio

    O tempo que mediou desde Castelo Branco até este novo desafio, não serviu apenas para resolver os danos causados pelo acidente. O carro foi alvo de “um trabalho profundo, feito em conjunto pela nossa equipa e pela Sports & You. Finalmente, decidimos e tivemos tempo para colocar o Kit de Evolução que a Citroen desenvolveu em 2017 para este DS3 R5. Até agora, o meu carro estava com especificações de 2014, o que limitava muito a sua performance e o seu equilíbrio”.

    André Cabeças revela que este “upgrade dá mais potência e binário ao motor e melhora a refrigeração, tornando-o mais fiável e mais competitivo, dando-me também mais segurança para poder, paulatinamente, tirar todo o seu potencial”. O objetivo da dupla da Shore passa agora por “e já em Mesão Frio, andar mais rápido que em Castelo Branco e tentar rodar nos ralis que vamos fazer abaixo de 1 segundo por quilómetro em relação aos R5 da nova geração, que são tripulados pelos pilotos mais rápidos do nosso campeonato principal. É esse o nosso objetivo para 2020”.

    O 9º Rali de Mesão frio terá início ao início da noite de sábado, 15 de agosto, sendo disputada uma única especial, nesse primeiro dia. No domingo, 16 de agosto, serão 7 as especiais a disputar. O rali terá 65,22 quilómetros de PEC’s e 59,88 kms de ligação. Em termos de calendário 2020, o Team Shore Racing vai ainda marcar presença nos Ralis Vidreiro, Montelongo; Casinos do Algarve e Camélias.