Categoria: + Motores

  • Paulo Jorge Carvalheiro testa Porsche 911 GT3 Cup com apoio de Miguel Campos

    Paulo Jorge Carvalheiro testa Porsche 911 GT3 Cup com apoio de Miguel Campos

    Paulo Jorge Carvalheiro esteve ontem em ação num teste promovido pelo Parallel Velocity Club, no traçado em asfalto em redor do aeródromo da Maia, preparando a participação no Rally de Cantanhede Marquês de Marialva 2026.

    Ao volante do Porsche 911 GT3 Cup da Paulicar, Paulo Jorge Carvalheiro cumpriu cerca de quatro horas de trabalho, numa sessão que decorreu com normalidade e sem contratempos para a equipa de Pombal.

    O principal objetivo passou por evoluir as afinações do carro alemão tendo já em vista o Rally de Cantanhede Marquês de Marialva, agendado para os dias 10 e 11 de outubro.

    Para este trabalho, a equipa contou com a colaboração de Miguel Campos, antigo piloto oficial da Peugeot e um dos nomes mais experientes dos ralis portugueses, que ajudou na procura das melhores soluções de afinação para o Porsche.

    A sessão permitiu, assim, a Paulo Jorge Carvalheiro acumular quilómetros e referências importantes antes do regresso à competição, afinando o conjunto para as exigências que encontrará em Cantanhede.

  • APDMA leva inclusão ao coração de Arroios com experiência de karting adaptado

    APDMA leva inclusão ao coração de Arroios com experiência de karting adaptado

    Arroios viveu um dia diferente, feito de competição, convívio e sobretudo inclusão. A tradicional Corrida de Carrinhos de Rolamentos de Arroios reuniu cerca de 40 participantes e contou ainda com uma demonstração de 25 karts, trazendo à freguesia pilotos e participantes provenientes de vários pontos do país.

    Mas o momento mais marcante da jornada surgiu através da parceria entre a organização, a Epic Events, a APCVR – Associação de Paralisia Cerebral de Vila Real e a APDMA – Associação Portuguesa de Desporto Motorizado Adaptado.

    Num circuito preparado especificamente para a iniciativa, 14 utentes da APCVR tiveram oportunidade de experimentar o karting num veículo bi-lugar, acompanhados pelo piloto da APDMA Pedro Meireles.

    Para muitos, foi um primeiro contacto direto com a emoção do desporto motorizado, num ambiente pensado para transformar a adrenalina em acessibilidade e partilha.

    Motorsport sem barreiras

    A iniciativa enquadra-se na missão que a APDMA tem vindo a defender: criar condições para que pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida possam também experimentar e participar no universo do desporto motorizado.

    Mais do que a vertente competitiva, a experiência mostrou como o motorsport pode assumir-se como ferramenta de inclusão, superação e criação de memórias.

    Os sorrisos e a reação dos participantes acabaram por ser a melhor imagem de uma jornada em que o acesso ao desporto esteve acima de qualquer classificação.

    A presença de participantes e pilotos provenientes de locais como Viana do Castelo, Bragança, Alijó e Braga reforçou igualmente a dimensão do evento e a capacidade destas iniciativas para mobilizar diferentes comunidades em torno da paixão pelas quatro rodas.

    A APDMA deixou ainda uma mensagem clara para o futuro: continuar a trabalhar para que experiências deste género deixem de ser exceção e passem a integrar com maior frequência os eventos de desporto motorizado em Portugal.

    Porque, neste caso, a verdadeira vitória não esteve no cronómetro. esteve em abrir o motorsport a quem tantas vezes encontra portas fechadas.

  • Lucrofusão/XS5 vence em Cerveira e CISET 4×4 deixa tudo para decidir no Porto Santo

    Lucrofusão/XS5 vence em Cerveira e CISET 4×4 deixa tudo para decidir no Porto Santo

    António Henriques e Pedro Campas venceram na Unlimited, Emídio Bastos e Rafael Bastos triunfaram na X-Treme e Carlos Cunha e José Martins impuseram-se na Promoção, numa ronda do CISET 4×4 marcada pela diversidade entre serra, perícia, resistência e especiais urbanas. A temporada termina a 21 e 22 de novembro, na Ilha do Porto Santo.

    Foram 15 as equipas admitidas à partida, provenientes de Portugal, Espanha e Irlanda, distribuídas pelas classes Promoção, X-Treme e Unlimited.

    O programa afastou-se do formato mais convencional, combinando especiais de perícia na serra, uma especial noturna no centro da vila, resistência e uma última passagem urbana no domingo.

    Sábado começou na serra e terminou no centro de Cerveira

    A ação arrancou na Serra da Gávea, onde os obstáculos começaram desde cedo a estabelecer diferenças.

    Na Promoção, Pablo Pérez e Manuel Ferrapeira, da Team San Pelayo-2, foram os mais fortes nesta fase inicial. Na X-Treme destacou-se a Team 0.5 Bar Gang, com Joel Duarte e Nuno Mendes, enquanto na Unlimited António Henriques e Pedro Campas, da Lucrofusão/XS5, assumiram a dianteira.

    À noite, o cenário mudou por completo com a Especial Noturna Urbana no centro de Vila Nova de Cerveira.

    Na Promoção, venceram Diogo Barbosa e Miguel Neiva, da Team Jeep Works. Joel Duarte e Nuno Mendes repetiram o triunfo na X-Treme, enquanto António Moreira e Diogo Oliveira, da Valclima 08, foram os mais rápidos na Unlimited.

    Resistência mudou as contas

    Grande parte da decisão ficou reservada para domingo, sobretudo através do setor de resistência.

    Na Promoção, Carlos Cunha e José Martins, da Team CATT Cerveira, venceram e deram um passo determinante para o triunfo final. Na X-Treme, Emídio Bastos e Rafael Bastos, da Team Revisauto, foram a única equipa a terminar classificada no setor de resistência, resultado que viria a revelar-se decisivo para a geral. Na Unlimited, António Henriques e Pedro Campas completaram dez voltas e venceram o setor, à frente de Adriano Santos e Paulo dos Reis, da ASH Team, com nove, e de António Moreira e Diogo Oliveira, da Valclima 08, com oito.

    Ainda havia uma última especial reservada ao centro da vila. Na Especial Urbana Diurna, Carlos Cunha e José Martins foram os mais rápidos na Promoção, Joel Duarte e Nuno Mendes triunfaram na X-Treme e Adriano Santos e Paulo dos Reis venceram na Unlimited.

    Lucrofusão/XS5 repete triunfo da Madeira

    Na classificação final da Unlimited, António Henriques e Pedro Campas voltaram ao lugar mais alto do pódio, repetindo a vitória alcançada em São Vicente. A dupla da Lucrofusão/XS5 confirmou assim a sua competitividade num contexto completamente diferente, desta vez entre serra, resistência e especiais urbanas.

    Adriano Santos e Paulo dos Reis, da ASH Team, terminaram na segunda posição, enquanto António Moreira e Diogo Oliveira, da Valclima 08, completaram o pódio.

    Na classificação por tipo de motorização, Adriano Santos e Paulo dos Reis venceram entre os Petrol, enquanto António Henriques e Pedro Campas foram os melhores entre os Diesel.

    Revisauto vence X-Treme e CATT Cerveira triunfa em casa

    Na X-Treme, a vitória pertenceu a Emídio Bastos e Rafael Bastos, da Team Revisauto. Joel Duarte e Nuno Mendes, da Team 0.5 Bar Gang, terminaram em segundo, enquanto Nuno Sousa e Fabio Rodrigues, da Team Terror, fecharam o pódio.

    Na Promoção, o triunfo ficou em casa. Carlos Cunha e José Martins, da Team CATT Cerveira, conquistaram a vitória diante de Diogo Barbosa e Miguel Neiva, da Team Jeep Works. A formação espanhola Team San Pelayo-2, com Pablo Pérez e Manuel Ferrapeira, terminou no terceiro lugar.

    Vila Nova de Cerveira voltou assim a oferecer ao CISET 4×4 uma prova difícil de comparar com qualquer outra, juntando obstáculos exigentes na serra, competição urbana e uma resistência capaz de alterar por completo as contas construídas no primeiro dia.

    Agora resta apenas uma ronda. O CISET 4×4 2026 volta a atravessar o Atlântico para a decisão da temporada, marcada para 21 e 22 de novembro, na Ilha do Porto Santo, onde serão encontrados os vencedores finais de mais uma época.

  • Sociedade Comercial C. Santos e Petronas homenageiam mecânicos com dia de adrenalina

    Sociedade Comercial C. Santos e Petronas homenageiam mecânicos com dia de adrenalina

    Primeira edição da iniciativa reuniu profissionais de oficinas clientes no Kartódromo Cabo do Mundo

    A Sociedade Comercial C. Santos, em parceria com a Petronas, promoveu a primeira edição do “Dia do Mecânico – Soc. Com. C. Santos/Petronas”, reunindo profissionais das oficinas clientes da linha de lubrificantes da marca para uma jornada diferente no Kartódromo Cabo do Mundo, em Matosinhos.

    Realizada a 19 de setembro, a iniciativa combinou convívio, diversão e competição, procurando reconhecer o papel dos mecânicos no setor automóvel e, simultaneamente, reforçar a proximidade com as oficinas parceiras.

    Embora o Dia Internacional do Mecânico seja assinalado a 24 de fevereiro, a Sociedade Comercial C. Santos decidiu criar uma celebração própria em setembro, fazendo coincidir o encontro com o regresso à atividade após o período de férias de verão.

    “Embora a data oficial do mecânico seja em fevereiro, quisemos criar o nosso próprio momento de celebração em setembro, marcando o arranque do novo ano de trabalho pós-férias com uma energia diferente”, explica Ricardo Soares, diretor de peças e lubrificantes da Sociedade Comercial C. Santos.

    Para a empresa, o evento pretende ser mais do que uma ação pontual, valorizando profissionais considerados fundamentais para o funcionamento das oficinas e de toda a estrutura de pós-venda automóvel. “Os mecânicos são a espinha dorsal do pós-venda e do setor automóvel no seu todo. Com esta iniciativa, quisemos prestar uma justa homenagem a estes profissionais e, ao mesmo tempo, proporcionar um momento diferente de descontração e saudável competição. A proximidade e a confiança que mantemos com as oficinas nossas clientes são fundamentais para o nosso negócio, e eventos como este fortalecem ainda mais essas relações”.

    Depois da receção conseguida nesta primeira edição, Sociedade Comercial C. Santos e Petronas pretendem dar continuidade ao “Dia do Mecânico”, consolidando-o como um encontro anual a realizar durante o mês de setembro.

  • Afonso Santos junta-se a projeto familiar que torna o Motorsport mais inclusivo

    Afonso Santos junta-se a projeto familiar que torna o Motorsport mais inclusivo

    “Pocket Rocket” marcou presença no Circuito Vasco Sameiro numa iniciativa criada para permitir que pessoas com mobilidade reduzida possam viver a experiência de conduzir em pista.

    Afonso Santos viveu este fim de semana um momento diferente e particularmente especial no Circuito Vasco Sameiro, associando-se a uma iniciativa dedicada à inclusão no Motorsport e à criação de novas oportunidades para pessoas com mobilidade reduzida.

    Na origem do projeto está uma história familiar. António Torres, primo de Afonso Santos, ficou paraplégico na sequência de um acidente de mota ocorrido há alguns anos.

    Na origem do projeto está uma história familiar. António Torres, primo de Afonso Santos, ficou paraplégico na sequência de um acidente de mota ocorrido há alguns anos. Perante essa realidade, António Torres decidiu procurar uma solução que lhe permitisse viver aquilo que até então parecia fora do seu alcance, e juntamente com David Santos, padrinho e tio de Afonso Santos, conseguiram uma solução que permite a experiência de conduzir um automóvel desportivo em pista.

    Nasceu assim a adaptação de um Peugeot 206 com um sistema desenvolvido pela Total Mobility, permitindo a condução por uma pessoa com mobilidade reduzida através de comandos específicos integrados no volante.

    A solução apresenta ainda uma importante componente de versatilidade. Em poucos segundos, retirando o aro responsável pelo comando do acelerador, que fica acoplado ao volante, o automóvel pode voltar a ser conduzido de forma convencional, fazendo com que David Santos partilhe igualmente a experiência do automobilismo ao volante da mesma viatura.

    A apresentação do projeto decorreu no Circuito Vasco Sameiro, em colaboração com a Comunidade Trackdays FastCar, com António Torres a experimentar com êxito pela primeira vez, levando a seu lado várias pessoas, com vários tipos de mobilidade reduzida, que puderam testemunhar a eficácia do sistema.

    Afonso Santos fez questão de marcar presença, contribuindo também com a sua experiência enquanto piloto: “Há momentos em que o automobilismo vale muito mais do que tempos, classificações ou troféus. Este foi, sem dúvida, um desses momentos”, destacou.

    Afonso esteve também ao volante do Peugeot 206 e partilhou algumas dicas e técnicas de condução, ajudando a explorar as possibilidades proporcionadas pela adaptação: “Poder contribuir para que alguém que se desloca em cadeira de rodas possa sentir a adrenalina, a emoção e aquele sorriso único que só conduzir em pista proporciona foi, para mim, muito especial”.

    Mais do que uma simples adaptação técnica, o projeto representa para a família a possibilidade de transformar uma paixão comum numa experiência efetivamente acessível: “Porque o Motorsport é paixão. E a paixão não pode ter barreiras”, sublinhou Afonso Santos.

    No final, o piloto poveiro deixou uma palavra especial para quem tornou a iniciativa possível: “Quero agradecer a todos os envolvidos e, em especial, ao meu padrinho David, ao meu primo António e à Total Mobility. É um projeto com um significado enorme para todos nós e foi um privilégio poder fazer parte deste momento”, concluiu.

  • Rui Madeira e Ford Mustang Dark Horse: potência, emoção e experiência Mustang no Caramulo

    Rui Madeira e Ford Mustang Dark Horse: potência, emoção e experiência Mustang no Caramulo

    Potência, emoção e uma sonoridade impossível de ignorar. A parceria entre Rui Madeira e a Ford Lusitana foi um dos ingredientes especiais da presença do consagrado piloto português no Caramulo Motorfestival 2026, proporcionando aos convidados da marca uma experiência privilegiada no banco do lado direito do novo Ford Mustang Dark Horse.

    Ao longo de cerca de 16 subidas da Rampa do Caramulo, Rui Madeira explorou o potencial do mais musculado representante da atual geração Mustang, levando consigo convidados da Ford Portugal e da concessão Ford em Viseu, Formartinauto, numa ação concebida para aproximar produto, performance e emoção num dos cenários mais carismáticos do automobilismo português.

    E o primeiro contacto deixou marca no próprio vencedor da Taça do Mundo de Ralis Grupo N em 1994: “O Mustang Dark Horse revelou-se uma máquina que superou as expectativas. Naturalmente que o motor é um dos grandes protagonistas e o som deste V8 5.0 sente-se verdadeiramente quando pisamos o acelerador com decisão. Mas surpreendeu-me igualmente a capacidade que o carro tem para curvar a alta velocidade, tendo em conta a sua dimensão e peso. É um automóvel que transmite confiança e que consegue conjugar muito bem eficácia e diversão”.

    Com 500 cv extraídos do V8 de 5,0 litros e uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em apenas 4,1 segundos, o Mustang Dark Horse revelou no exigente traçado do Caramulo uma personalidade que vai muito além da imagem e da sonoridade que tradicionalmente distinguem o icónico modelo americano.

    A multiplicidade de configurações disponíveis permitiu a Rui Madeira adaptar o carro ao caráter muito particular dos co-drives e extrair uma vertente mais exuberante da experiência. “As diversas possibilidades de afinação disponíveis no dashboard deram-me confiança para fazer a rampa de forma rápida e muito eficaz. Utilizámos a configuração de circuito, com o controlo de tração desligado, precisamente para conseguirmos proporcionar ainda mais espetáculo a quem me acompanhava”, explica.

    Para um piloto habituado a máquinas de competição, houve também características do Dark Horse que mereceram particular atenção. “O facto de ser um puro tração traseira proporciona muita diversão, mas aquilo que impressiona é perceber que essa diversão não compromete a eficácia. O Mustang consegue colocar toda aquela potência no chão e andar para a frente muito depressa. E a capacidade de travagem é verdadeiramente impressionante”, salienta.

    Foi precisamente nas travagens mais fortes que Rui Madeira percebeu, de forma particularmente divertida, o impacto da experiência nos seus passageiros. “Houve momentos em que senti que alguns dos convidados iam literalmente a travar com os pés no habitáculo!”, recorda, com humor.

    A experiência permitiu ainda explorar outra das funcionalidades mais exuberantes do Mustang Dark Horse: “Só tive pena de não termos conseguido utilizar mais vezes o Drift Mode. A conjugação da afinação específica com o travão de mão permite brincar bastante com o carro e foi um verdadeiro regalo, tanto para mim como para um dos convidados que teve oportunidade de viver essa experiência”.

    Clientes, convidados e influenciadores que participaram na ação puderam sentir diretamente aquilo que os números de uma ficha técnica dificilmente conseguem transmitir: a entrega de potência, o comportamento dinâmico e, inevitavelmente, a assinatura sonora de um V8 atmosférico: “O feedback foi extraordinário. As sensações transmitidas por todos os que fizeram as subidas connosco dizem muito sobre aquilo que o Mustang proporciona. E houve também uma enorme reação nas redes sociais, em especial ao som do V8. Os ‘relinchos’ dos cavalos do Mustang ouviam-se bem alto no Caramulo. V8 5.0, 500 cv e 0-100 km/h em 4,1 segundos… Uau!”, resume Rui Madeira.

  • Rui Madeira brilha no Caramulo Motorfestival 2026

    Rui Madeira brilha no Caramulo Motorfestival 2026

    “Mundialista” português termina em 7.º da geral, vence entre os Legends e baixa em 1,2 segundos a sua melhor marca na Rampa Histórica.

    Rui Madeira protagonizou uma exibição de grande nível na Rampa Histórica, integrada no Caramulo Motorfestival 2026, alcançando o 7.º lugar da classificação geral e a vitória no grupo destinado às viaturas Legends de Ralis, ao volante do histórico Mitsubishi Lancer Evo III.

    Em termos puramente competitivos, o objetivo estava bem definido à partida: entrar no Top 10 absoluto, vencer entre os Legends e melhorar o registo alcançado em edições anteriores. O resultado acabou por superar esse primeiro patamar, com Rui Madeira a baixar em 1,2 segundos a sua melhor marca na subida e a terminar a escassas duas centésimas de segundo do 6.º lugar da geral.

    “Tal como era aguardado, o Caramulo Motorfestival foi um enorme sucesso a nível do número de espectadores, em parte pelo facto de o público poder usufruir da maior exposição de sempre dedicada à Fórmula 1, patente no Museu do Caramulo, mas igualmente pela qualidade e quantidade de máquinas e pilotos participantes”, começou por destacar Rui Madeira.

    No plano desportivo, o balanço não poderia ser mais positivo. “O nosso objetivo era lutar por um lugar nos dez primeiros da geral e vencer no grupo dedicado às viaturas Legends de Ralis. Conseguimos aquilo a que nos propusemos, baixámos o tempo das edições anteriores em 1,2 segundos e terminámos em 7.º da geral e em primeiro no Grupo, com o histórico Mitsubishi Lancer Evo III. Ficar a apenas duas centésimas do sexto lugar da geral acabou por tornar o resultado ainda mais positivo”, sublinhou.

    Rui Madeira acelera parceria com a Ford Lusitana no Caramulo

    O fim de semana teve ainda uma vertente muito especial para Rui Madeira, através da parceria com a Ford Lusitana. Para além da competição com o Mitsubishi, o piloto realizou diversos co-drives no novo Ford Mustang Dark Horse, proporcionando aos convidados da marca a experiência de percorrer a Rampa do Caramulo a ritmo de competição.

    “Fizemos também alguns co-drives no novo Ford Mustang Dark Horse da Ford Lusitana, proporcionando diversão e a adrenalina da competição aos convidados que partilharam comigo o banco do lado direito ao longo da rampa. Foi fantástico conviver com eles, no meio de dezenas de milhar de espetadores e o carro é simplesmente fantástico!”, explicou.

    No final, Rui Madeira deixou uma palavra de agradecimento à estrutura que o acompanha e ao público que voltou a marcar presença em grande número no Caramulo. “Obrigado à nossa equipa de assistência e ao apoio de todo o público. Foi mais uma edição fantástica do Caramulo Motorfestival”, concluiu.

    Depois de um fim de semana de grande intensidade, Rui Madeira vira agora atenções para o próximo desafio. Já na próxima semana, o “mundialista” português estará presente no Rally Legends Luso-Bussaco, estreando o novo Mitsubishi Evo X da MPRO Professionals, numa prova que promete voltar a reunir competição, espetáculo e máquinas de enorme interesse.

  • Super Enduro: Diego Rodrigues renova título Elite por um ponto após duelo épico com Luís Oliveira

    Super Enduro: Diego Rodrigues renova título Elite por um ponto após duelo épico com Luís Oliveira

    Luís Oliveira fez tudo o que estava ao seu alcance e venceu as três finais da derradeira ronda do Campeonato Nacional de Super Enduro – Eduardo Coelho, Lda., em Castanheira de Pera. Mas o ponto conquistado por Diego Rodrigues na Superpole acabou por decidir o campeonato a favor do piloto da KTM. Na Open, Francisco Salgado confirmou o título com pleno de vitórias.

    A decisão do Campeonato Nacional de Super Enduro – Eduardo Coelho, Lda. 2026 dificilmente poderia ter sido mais apertada. À entrada para a jornada final, disputada no traçado permanente de Castanheira de Pera, apenas nove pontos separavam Diego Rodrigues e Luís Oliveira na luta pelo título Elite.

    Oliveira sabia exatamente o que precisava de fazer. Depois de ter aberto a temporada com três vitórias em Penafiel, o piloto da Yamaha tinha de vencer as três finais e esperar que Rodrigues não somasse mais do que segundos lugares. E foi precisamente isso que aconteceu.

    Luís Oliveira venceu as três corridas da noite, sempre com Diego Rodrigues em segundo, levando a decisão até ao limite. Mas antes das finais já tinha acontecido o momento que viria a decidir toda a temporada.

    Na Superpole, Diego Rodrigues foi o mais rápido, batendo Oliveira por 0,9 segundos e conquistando o respetivo ponto extra. Acabaria por ser esse ponto a fazer toda a diferença. Depois de uma época em que Rodrigues respondeu às vitórias iniciais de Oliveira com pleno em Famalicão e Valpaços, o piloto da KTM renovou o título nacional Elite pela margem mínima de apenas um ponto. Yago Martínez terminou as três finais no terceiro lugar, enquanto Marco Ferreira garantiu a terceira posição final no campeonato,

    Na classe Open, Francisco Salgado chegou à ronda decisiva com 18 pontos de vantagem sobre Vasco Magalhães e não deixou margem para surpresas. O piloto da KTM venceu as três finais, sempre com Magalhães em segundo, confirmando de forma categórica a conquista do campeonato. Tomás Mariana completou o pódio da noite.

    Com muito público presente e organização do Clube Trilho Aventura, Castanheira de Pera fechou uma temporada marcada por uma luta particularmente intensa na Elite.

  • Martim Ventura abdica da vitória para ajudar colega e sela dobradinha histórica da Honda no Sertões

    Martim Ventura abdica da vitória para ajudar colega e sela dobradinha histórica da Honda no Sertões

    Martim Ventura terminou a estreia no Rally dos Sertões com um resultado de enorme nível e um gesto ainda maior. Na derradeira etapa, o português abdicou da possibilidade de vencer para rebocar o companheiro Bruno Crivilin até à meta, permitindo à Monster Energy Honda HRC celebrar uma histórica dobradinha na maior prova sul-americana de rali-raid.

    Martim Ventura foi uma das grandes figuras da edição de 2026 do Rally dos Sertões. Aos comandos da Honda CRF450RX e integrado na Monster Energy Honda HRC, o piloto apoiado pela bp Ultimate juntou à excelente prestação desportiva uma extraordinária demonstração de fair play.

    Na última etapa, Bruno Crivilin, líder da prova, encontrou uma vaca na pista. Ao tentar evitá-la, acabou por embater numa árvore e danificou a moto, ficando sem condições para prosseguir sozinho. Ventura, que seguia logo atrás e tinha a possibilidade de aproveitar o incidente para chegar à vitória, tomou uma decisão imediata: parou para ajudar o companheiro e rebocou-o até à linha de chegada.

    O gesto permitiu a Crivilin confirmar o triunfo e à Honda celebrar uma dobradinha histórica: «Esse era o objetivo desde o início do rali: levar a Honda à vitória. Vim para dar o meu melhor, mas o foco sempre foi a Honda vencer», explicou Martim Ventura.

    O português não teve dúvidas sobre a decisão tomada: «O Bruno esteve sempre um nível acima e merecia a vitória mais do que qualquer outro. Eu até poderia ter triunfado, mas quando o vi com problemas só pensei em ajudá-lo. Esse era o meu papel.»

    A estreia no Sertões terminou, assim, com muito mais do que um grande resultado: «Aprendi muito neste Sertões, evoluí em cima da moto, descobri novas técnicas e melhorei a condução nos diferentes terrenos. Também aprendi que, no fim, tudo dá certo. Para mim, e acredito que para muita gente, este rali foi uma grande lição.»

  • Ford Festival 2026 homenageia Joaquim Jorge no Espaço Ford em Rans e termina em pista na Costilha

    Ford Festival 2026 homenageia Joaquim Jorge no Espaço Ford em Rans e termina em pista na Costilha

    O Ford Festival regressa a Rans, Penafiel, nos dias 19 e 20 de setembro para mais um grande encontro dos apaixonados pela marca do oval azul. A edição de 2026 terá como momento maior a homenagem a Joaquim Jorge, histórico piloto penafidelense falecido este ano, terminando com uma experiência muito especial no Circuito Internacional da Costilha, em Lousada.

    O Espaço Ford Rans volta a reunir automóveis de diferentes épocas, clubes e entusiastas para mais uma edição do Ford Festival, evento que se tem afirmado como uma das grandes celebrações da marca na região.

    Este ano, porém, haverá uma carga emocional muito especial. O encontro prestará homenagem a Joaquim Jorge, um dos mais conhecidos pilotos de Penafiel e figura incontornável dos ralis e da velocidade nacional.

    Falecido em maio, aos 64 anos, Joaquim Jorge construiu uma carreira com mais de quatro décadas de competição, conquistou vários títulos nacionais e tornou o seu Ford Escort RS 1600 azul e branco numa das imagens mais reconhecidas e acarinhadas das competições de clássicos em Portugal.

    A ligação ao próprio Espaço Ford Rans reforça o simbolismo da homenagem: Joaquim Jorge esteve entre os pilotos presentes na inauguração do espaço, em 2020.

    Dois dias entre convívio, memória e pista

    Fundado em 2020 e dinamizado por Paulo Soares, o Espaço Ford Rans nasceu como ponto de encontro dos apaixonados pela marca, dando continuidade a uma longa dinâmica de organização de iniciativas ligadas à Ford e ao automobilismo.

    O programa de 2026 começa no sábado, 19 de setembro, com receção dos participantes e concentração a partir das 15h00, prolongando-se pelo convívio e animação musical, marcada para as 21h00.

    No domingo, a atividade começa às 10h00 e terá às 11h00 a homenagem a Joaquim Jorge, seguindo-se o almoço. A partir das 14h30 chega outro dos grandes momentos do Ford Festival: a caravana desloca-se ao Circuito Internacional da Costilha, em Lousada, onde os participantes terão oportunidade de levar para a pista os seus Ford de várias gerações e saborear a condução das suas máquinas num dos mais icónicos palcos portugueses ligados ao automobilismo.

    Será um encerramento particularmente apropriado para um festival construído em redor da paixão pelo oval azul: dos clássicos às gerações mais recentes, os Ford deixam a exposição e o convívio para ganharem vida dentro de um verdadeiro circuito de competição.

    E, numa edição dedicada à memória de um homem que fez do Ford Escort uma extensão da sua própria personalidade, dificilmente poderia haver melhor forma de terminar. Joaquim Jorge estará ausente da pista, mas a sua paixão continuará a inspirar quem nela entrar.