O experiente piloto de todo-o-terreno, Ricardo Porém, arranca esta quinta-feira para o seu quinto Rally Dakar, o quarto em solo saudita. Depois de experiências na categoria Auto (Borgward) e T3 (Yamaha), Porém regressa às origens, voltando a competir numa viatura Can-Am, depois de o ter feito no seu primeiro Dakar no Peru, ainda que, desta feita, o faça na equipa francessa MMP Competition, um preparador que utiliza a base dos Can-Am convencionais para fazer a sua própria versão, o MMP T3 Rally Raid.
Se no ano passado cumpriu o objetivo de vencer uma etapa, este ano o piloto de Leiria não esconde a motivação de obter um resultado melhor em termos de classificação geral. “Depois de no ano passado termos conseguido o 13.º lugar entre os T3, sendo os melhores portugueses em prova, a ambição para este ano é maior. Queremos terminar no Top-5! Sentimos que com mais experiência podemos ser mais regulares, evitando os problemas que tivemos na primeira semana da corrida de 2023. Volto a ser navegado pelo argentino Augusto Sanz, que chega a este Dakar com bastante ritmo de competição e isso pode ser valioso para o nosso objetivo”, começou por destacar o Campeão Nacional Absoluto de Todo-o-Terreno 2014 e 2017, antes de abordar este primeiro dia ‘mais a sério’ na Arábia Saudita: “Fizemos o Shakedown que corroborou integralmente os testes prévios realizados em Fontjoncouse (França). Estamos muito confiantes com o trabalho feito pela equipa e agora vamos preparar da melhor forma o Prólogo de sexta-feira. Entrar bem no primeiro dia é importante e por isso vamos dar o nosso melhor desde o primeiro quilómetro.”
O Dakar Rally de 2024 promete ser mais emocionante e desafiador do que nunca. 12 etapas, um prólogo, etapa maratona e 48h Chrono são os desafios que os pilotos e máquinas vão enfrentar ao longos dos próximos 15 dias, com a prova a ter início em Al-Ula e a terminar em Yanbu, depois de uma viagem integral sobre o território saudita, país onde o Dakar se realiza pela quinta vez.
O Rali Dakar é a maior e mais importante prova de todo terreno a nível mundial. Em 2024, cumpre a sua 46.ª edição e volta a levar o espetáculo do rali-raid para as magníficas paisagens da Arábia Saudita, onde areia e calor serão novamente o adversário dos pilotos.
De 5 a 19 de janeiro, a Arábia Saudita recebe pela 5.ª vez o Dakar para uma maratona que promete ainda mais emoção. Entre estas datas, os quase 800 pilotos e mais de 400 veículos terão de cumprir um total de 7881 quilómetros, 4727 deles cronometrados, divididos em 12 etapas, com muita areia e dunas pelo caminho.
Esta sexta-feira, a prova arranca com um ‘prólogo’ em Alula e termina a 19 de janeiro na localidade de Yanbu, onde serão coroados os novos campeões.
Entre os inscritos no Dakar2024 estão 23 portugueses. Rui Gonçalves, Joaquim Rodrigues Jr., António Maio, Mario Patrão, Alexandre Azinhais, Bruno Santos Fernandes o luso-israelita Gad Nachmani e o luso-germânico Sebastian Buhler competem nas motos.
Nos automóveis, participam os navegadores Paulo Fiúza, José Marques e Gonçalo Reis. Já nos Challenger (antigos T3), destaque para as duplas Mário Franco/Daniel Jordão e João Monteiro/Nuno Morais e ainda para Ricardo Porém.
Nos SSV, João Ferreira faz dupla com o experiente Filipe Palmeiro. Fausto Mota (que corre com licença espanhola) navega o brasileiro Cristiano Batista (Can-Am).
No Dakar Clássico, António Costa e Luís Miguel Calvão participam na categoria para carros históricos, que se disputa à margem da prova principal.Nesta categoria participam ainda Paulo Oliveira (com licença moçambicana) e Arcélio Couto. Por fim, Alexandre Freitas compete nos Camiões Clássicos.
O Eurosport emite diariamente um magazine de 1hora com os melhores momentos do rali. De 5 a 18 de janeiro acompanhe toda a ação da prova todo terreno mais emocionante do planeta no Eurosport.
O Dakar, considerado o rali-raid mais duro do planeta, destaca-se pela estreia na prova da M-Sport Ford, equipa que vai participar com dois Ford Ranger T1+. Aos comandos do Ranger com o nº 210 estarão os espanhóis Nani Roma e Álex Haro, dupla que alcançou um excelente resultado no último Rallye du Maroc. O segundo Ranger, com o nº 225 nas portas, será pilotado pelos sul-africanos Gareth Woolridge / Boyd Dreyer.
Ambos os carros são preparados pela M-Sport e pela Neil Woolridge Motorsport (NWM), tendo Matthew Wilson como Diretor de Equipa.
O Dakar 2024 promete ser o mais exigente Dakar de sempre a realizar-se nesta região. Para esta edição, a ASO, organizador do evento, preparou algumas novidades que tornarão a prova ainda mais difícil. Após as três primeiras etapas, cada uma com mais de 400 km cronometrados – a terceira será disputada em formato Maratona (com assistência limitada) – o rali completará a sua primeira semana de prova submetendo as equipas a uma sequência de três dias no chamado Empty Quarter, um mar de areia e dunas, incluindo um formato inédito: um contrarrelógio de 48 horas, com 532 km de especiais repartidas por dois dias, com uma paragem automática às 16h00 do primeiro dia, que obrigará as equipas a utilizar um dos oito bivouacs montados, sem assistência externa.
Após o dia de repouso em Riade (13 de janeiro), a emoção promete não abrandar, antecipando uma última semana de pistas duras e uma grande variedade de terrenos no norte do país, recheados de autênticas armadilhas de navegação, até que se atinja o final do evento, no dia 19.
A equipa M-Sport Ford enfrenta o mais duro e famoso rali do mundo ao cabo de um ano de intenso de trabalho, que integrou diversos dias de testes e a participação em duas competições: a Baja España, que Roma terminou no sexto lugar, e o Rallye du Maroc, onde o Bicampeão do Dakar foi terceiro.
Roma, que regressa ao Dakar após um ano de pausa, mostra-se cauteloso, mas otimista com a oportunidade de liderar uma equipa que está a ser construída para um programa a longo prazo. “O ano de rodagem que tivemos entre testes e competições foi muito importante para enfrentar o Dakar, bem como o futuro. Os meses de trabalho que tivemos nos últimos tempos ajudaram-nos a criar uma equipa sólida e eficiente, exclusivamente empenhada no projeto Ford nos ‘rally-raids’. Este envolvimento irá continuar com o novo Raptor, atualmente em construção, e que será lançado na próxima temporada.”
João Monteiro dificilmente vai esquecer a época 2023, mas o arranque de 2024 será ainda mais especial. Ao volante de um Can-Am, o jovem piloto sagrou-se campeão nacional SSV, já depois de ter conquistado o Campeonato da Europa FIM de Bajas. Navegado por Nuno Morais, parte agora para o seu primeiro Dakar ao volante de uma viatura da categoria Challenger (antigos T3), depois de em 2023 ter apoiado a equipa South Racing como elemento da estrutura de suporte.
Já na Arábia Saudita, e depois do primeiro contacto com o Start Camp de Al Ula, João Monteiro mostra-se confiante e com as expectativas bem definidas: “Depois da chegada à Arabia Saudita e da equipa ter preparado tudo para nos receber, estivemos hoje a ultimar os últimos detalhes para que amanhã no Shakedown tudo corra pelo melhor”, começou por afirmar antes de explicar que “este ano estou um bocadinho mais ansioso, mas sem stress nenhum, sem nervos. Acho que as coisas vão correr bem. Neste primeiro Dakar, não quero olhar para resultados. A vitória é estar à partida e é nisso que tenho pensar. Dia após dia levar o carro ao fim ajudando a equipa.”
A quinta edição do Dakar na Arábia Saudita, assim como nas anteriores, promete desafiar tanto pilotos quanto máquinas como nunca.
A prova arranca em Al Ula, seguindo etapa após etapa até ao Empty Quarter, onde veremos uma grande novidade: uma etapa cronometrada de 48 horas dividida em dois dias. Durante esse desafio, os concorrentes, distribuídos por oito acampamentos, ficarão praticamente entregues à sua própria sorte. O dia de descanso em Riade será apenas uma breve pausa, pois o terreno diversificado entre esse ponto e o destino final, em Yanbu, reserva desafios de navegação capazes de alterar o equilíbrio de forças a qualquer momento.
Nos últimos três anos, o penafidelense Adão Pinto tem sido o grande dominador da Nacional 2RM do Campeonato de Portugal de Ralicross. Aguerrido e talentoso, o piloto nascido em terras de Abragão chegou ao 2023 ao terceiro título consecutivo, vencendo ainda nas contas da Divisão 2, mesmo tendo enfrentado uma época em que nem tudo foram ‘rosas’.
No início da temporada, o que esperava de 2023?
O meu objetivo era revalidar os títulos. Mesmo sendo dos pilotos com meios limitados e obrigado a fazer um esforço enorme para competir, pois trabalho em França e, cada corrida, exige muito em termos logísticos e financeiros, sempre que entro em pista, é para discutir a vitória e, obviamente, para estar na luta pelos títulos. Foi difícil, pois a concorrência na Nacional 2RM é, felizmente, muito forte, mas conseguimos e, como tal, cumprimos tudo a que nos propusemos.
Qual foi o maior desafio?
O maior desafio e também o momento mais significativo do ano aconteceu na Taça de Portugal, em Lousada. E nada teve a ver com a minha época pessoal. Viver o momento da estreia do meu filho André foi algo único. Rebentei de orgulho, mas também de nervosismo, pois queria que tudo lhe corresse bem. Foi um fim-de-semana inesquecível, para mim, para ele, para a mãe, para a família e para os amigos. Saí de Lousada muito orgulhoso com a exibição dele!
E o momento mais despontante?
Apesar dos problemas noutras provas, que nos tiraram alguns pontos, o momento mais despontante aconteceu já na última prova. Estavam os títulos em discussão e os problemas técnicos que afetaram o carro iam deitando tudo a perder. Felizmente, com o apoio da minha equipa, conseguimos ir gerindo a situação até ter os pontos necessários para revalidar os títulos.
Que balanço faz da época?
O balanço só pode ser muito positivo. Fomos campeões e, se não tivéssemos tido tantos problemas técnicos, julgo que poderíamos ter feito o pleno de vitórias. Mas, quero dar os parabéns a quem também venceu, principalmente à Rafaela pelo triunfo merecido na Taça. É sinal de que temos um campeonato competitivo e isso é o que mais me motiva.
Já tem os seus planos definidos para 2024?
“Muito gostaria de poder ambicionar trocar de ‘montada’ e até mudar de Divisão, mas não vou entrar em loucuras financeiras. Correr é um passatempo e a família e o trabalho estão sempre primeiro. Vamos trabalhar no Astra, prepará-lo de forma afincada para tentar debelar de vez algumas fragilidades e lá estaremos em pista para tentar chegar ao tetracampeonato!”
No final de mais um ano marcado por uma intensa ocupação das suas instalações o Autódromo Internacional do Algarve fecha 2023 novamente com cifras recordistas quanto à sua actividade e número de visitantes.
Com um vasto programa de corridas realizadas no seu complexo nos últimos 12 meses, aos quais se juntaram igualmente as competições levadas a cabo no Kartódromo Internacional do Algarve, todo o complexo mostrou uma vez a sua importância não apenas como forma de promoção do Algarve e Portugal em todo o planeta, mas igualmente a sua relevância para toda a economia da região e do país fruto do elevado número de forasteiros que acompanharam a prova ao vivo.
Com provas de diversos escalões nas duas e quatro rodas de âmbito nacional e internacional o circuito algarvio teve na abertura do campeonato do mundo MotoGP o seu evento maior do ano, capaz de gerar quase 80 milhões de euros de retorno económico directo para o país e um retorno mediático superior aos 200 milhões de euros. Com mais de 123 mil espectadores nas bancadas ao longo do fim-de-semana foi o evento que maior ocupação gerou no circuito ao lado do Mundial Superbike realizado em Outubro e que levou ao circuito mais de 40 mil espectadores.
‘Os eventos que recebemos ao longo do ano foram mais uma vez avaliados muito positivamenter por parte dos promotores e novamente foram ‘alavanca’ preponderante para a economia da região, do Algarve e também de Portugal, com destaque óbvio para o MotoGP que atingiu cifras recordistas de acordo com o estudo realizado e que mais uma vez comprovou que o Autódromo Internacional do Algarve é um importante activo económico do país e um veículo de promoção do Algarve e do país.’ reforça Paulo Pinheiro, o CEO da Parkalgar.
De importância maior na actividade e popularidade do Autódromo Internacional do Algarve, a Racing School voltou a ter um 2023 pleno de actividade e fechou o ano novamente com registos recordistas face a 2022. Quase 5000 foram as pessoas que passaram pela mesma, num total de 2687 experiências e mais de 5 centenas de cursos realizados. Os 103 eventos corporativos foram desenhados e levados a cabo pela equipa da Racing School, tendo os seus veículos cumprido quase 11.000 voltas à pista num total de quilómetros superior aos 49.500.
Além destes números já de si fantásticos a Racing School do AIA organizou ainda 3 ‘track days’ e outros tantos cursos Moto sempre com forte ligação à Yamaha, tendo os instrutores Auto assumido a responsabilidade de condução de Safety Car em diversas provas por 18 dias do ano 2023.
Marcas como a BMW, Mclaren, Michelin, Mercedes, Bimby ou Repsol, entre muitas outras, estiveram no Autódromo Internacional do Algarve a realizar eventos destinados aos seus funcionários e clientes, com destaque para a marca francesa de pneus que durante mais de 40 dias esteve no Algarve no final do Verão em conjunto com 4000 convidados que descobriram não apenas o circuito, mas igualmente toda a região e toda a sua oferta do ponto de vista turístico.
Na longa lista de ‘ilustres’ que passaram pelo Autódromo Internacional do Algarve em 2023 encontramos nomes como os de Valentino Rossi ou Max Verstappen, o primeiro nove vezes campeão do mundo de motociclismo e o segundo tri-campeão do mundo de Fórmula 1 que esteve neste mesmo de Dezembro durante dois dias em pista a preparar a sua equipa de GT’s ao volante de vários carros. Mas em 2023 foram muitos mais aqueles que descobriram ou regressaram ao desafio que é cumprir uma volta rápida no Autódromo Internacional do Algarve, como Juan-Pablo Montoya, Nelson Piquet Júnior, António Félix da Costa, Mick Schumacher, Nicolas Lapierre, Toprak Razgatlioglu, Franco Morbidelli, Lando Norris, Lance Stroll e muitos outros que escolheram as 15 curvas do circuito como cenário para testar e preparar os seus desafios desportivos.
Mas além dos pilotos também marcas e equipas testaram no Autódromo Internacional do Algarve, trazendo até ao sul de Portugal tanto os seus veículos de competição como os modelos de produção. Equipas de Fórmula 1 como a Alpine, Alpha Tauri ou Mclaren aqui deram continuidade ao desenvolvimento dos seus monolugares, o mesmo se passando com os vencedores das 24 Horas de Le Mans, a Ferrari, que realizou o seu derradeiro teste antes da prova gaulesa no Autódromo Internacional do Algarve, à semelhança do que fizeram a Peugeot e a própria Porsche que além da equipa do WEC trouxe igualmente ao Algarve a Porsche Experience para um mês de intensa actividade com clientes de todo o mundo num evento que colocou em pista mais de uma centena de veículos. Entre os múltiplos eventos realizados no circuito junto a Portimão também a BMW voltou a escolher o AIA para revelar aos jornalistas os seus modelos.
António Maio, Campeão Nacional de Todo-o-Terreno, está a preparar ativamente a sua quinta participação no Rali Dakar, a maior maratona de todo-o-terreno do mundo, sendo que conseguiu superar com sucesso o grande desafio de estar presente em mais uma edição da prova e agora prepara-se para ultrapassar mais uma etapa que é chegar ao fim da corrida.
O piloto da Yamaha, que recentemente conquistou o oitavo título de Campeão Nacional de Todo-o-Terreno, teve em 2023 uma época desportiva muito positiva repleta de bons resultados. Em janeiro dará início à temporada de 2024 com mais uma presença no Dakar onde vai estar aos comandos de uma WR450F Rally contando com o apoio da Drag’on, a estrutura oficial francesa para clientes Yamaha. Nesta edição da prova vai apresentar como grande novidade o apoio do Automóvel Clube de Portugal que vai estar com o piloto durante toda a temporada de 2024.
António Maio preparou-se intensivamente em termos físicos e logísticos para esta edição do Dakar e acredita que pode alcançar um resultado de destaque.
“O Rali Dakar é sempre a prova mais ansiada da época desportiva e é onde nós queremos mostrar o nosso valor. O objetivo é sempre melhorar as prestações anteriores, mas não nos podemos esquecer das dificuldades inerentes a esta corrida. Por isso vou dar o meu melhor para alcançar um bom resultado sempre com as devidas cautelas. Na minha quinta participação nesta competição vou contar com o apoio do Automóvel Clube de Portugal e é para mim um enorme orgulho poder representar esta marca de confiança dos portugueses. Quero agradecer ao Presidente Carlos Barbosa e ao ACP pela confiança depositada em mim. Como não poderia deixar de ser, quero também agradecer ao Filipe Almeida, Country Manager em Portugal da YAMAHA Motor Europe, que infelizmente já não se encontra entre nós, por todo o apoio que sempre me deu e por ter acreditado em mim e no projeto da equipa Fino Motor Racing. Quero ainda agradecer a todos os meus restantes patrocinadores pois sem eles nada disto seria possível” salienta António Maio.
Na sua quinta edição disputada na Arábia Saudita, que vai ter início no dia 5 e termina a 19 de janeiro, o Rali Dakar promete continuar a ser desafiante tendo agora introduzido um conceito totalmente novo: uma etapa crono de 48 horas realizada em dois dias em que os competidores, espalhados entre oito acampamentos, serão deixados à própria sorte. No total da prova será percorrida uma distância de cerca de 5 mil quilómetros ao longo de 14 dias de corrida.
Dois anos depois do que estava inicialmente previsto, Bruno Santos vai finalmente ver concretizado o seu sonho de disputar o mítico Rali Dakar, aquela que é a maior competição mundial no âmbito do desporto motorizado.
Recém sagrado Campeão Nacional de Todo-o-Terreno na Classe TT3, após um triunfo épico na mítica Baja Portalegre 500, Bruno Santos estará a competir na Arábia Saudita de 5 e 19 de janeiro de 2024 na prova rainha do todo-o-terreno.
Natural de Torres Vedras, com 36 anos de idade, Bruno Santos iniciou-se na competição de motociclismo Off-Road em 2010, no Campeonato Nacional de Enduro na categoria Verdes e conseguiu evoluir todos os anos em categoria e resultados, com participação na prova do Campeonato do Mundo em Torres Vedras, enveredando de 2017 em diante pela vertente de Todo-o-Terreno. A partir de 2018 entrou na linha da frente destas competições. Nesse mesmo ano tornou-se Campeão Nacional de TT Rally Raid revalidando o título em 2019.
Em 2021 iniciou o seu percurso para viabilizar a sua primeira participação no Rali Dakar em 2022. No entanto um acidente sofrido no Rali de Marrocos impossibilitou-o de cumprir o seu objetivo.
Dois anos depois do que estava inicialmente previsto, Bruno Santos vai finalmente ver concretizado o seu sonho de disputar o Rali Dakar, aquela que é a maior competição mundial no âmbito do desporto motorizado. Recém sagrado Campeão Nacional de Todo-o-Terreno na Classe TT3, após um triunfo épico na mítica Baja Portalegre 500, Bruno Santos aposta na participação no Rally Dakar, a prova de motociclismo mais mediática em todo o mundo e segunda em audiências na vertente motorizada, que se vai disputar na Arábia Saudita em Janeiro de 2024.
O percurso do Dakar 2024 será composto por 60% de traçados totalmente novos e serão percorridos cerca de 5 mil quilómetros ao longo de 14 dias de corrida divididos em 12 etapas e um prólogo. O dia de descanso em Riade proporcionará uma breve pausa aos concorrentes. Em 2024 será ainda introduzindo um conceito totalmente novo: uma etapa crono de 48 horas realizada em dois dias em que os pilotos, espalhados entre oito acampamentos, serão deixados à própria sorte.
Ponte de Sôr recebeu no passado dia 10 a derradeira prova da temporada de 2023 do troféu X-Trophy, o troféu de resistências todo-o-terreno moto e quads promovido pela X-Adventure sob a égide da Federação de Motociclismo de Portugal, numa organização que ficou a cargo do Moto clube Matuzas e que levou até esta cidade do Alto Alentejo praticamente duas centenas de pilotos para um grande dia de corridas.
O X-Trophy Ponte de Sôr foi composto pelas habituais provas de motos e moto-4 para os pilotos seniores que somam pontos nas competições principais, e incluiu também as habituais prova de iniciados, sendo que pela primeira vez a competição de iniciados Moto se dividiu em duas mangas separando os pilotos com motos mais potentes dos pilotos mais jovens e com motos mais lentas, isto devido ao número mais elevado de inscritos. Por isto mesmo, foi a primeira vez na já longa e conceituada história do Troféu X-Trophy que o programa de um evento foi composto por 5 corridas.
Outro ponto de destaque destas última prova foi o regresso a estas corridas do conceituado “Beto” Borrego, que nos últimos tempos tem sido um dos principais animadores das corridas de SSV do campeonato nacional de todo-o-terreno, mas que uma longa e invejável carreira nas Moto-4, repleta de sucessos.
Entre os mais pequenas que correm em duas rodas, Rodrigo Matos levou a melhor sobre os seus adversários na categoria Iniciados TT1, sendo mesmo o único com 10 voltas cumpridas. Também em iniciados TT2 o vencedor conseguiu dar mais uma volta, que neste caso foi Dinis Neto que com 14 voltas superou um forte grupo de rivais que terminou junto com 13 voltas. Em iniciados TT3 a competição foi muito renhida emergindo como vencedor Bernardo Caiado como vencedor com 16 voltas concluída numa prova onde nem mesmo uma queda lhe retirou ritmo.
Depois das provas motos disputou-se a prova da categoria Iniciados Quad, esta já no formato habitual com todas das classes em simultâneo. Em Iniciados Q2, Diogo Martins venceu a corrida com 10 voltas, mais uma que o seu rival direto. Em Iniciados Q3, a mais participada e renhida, foi Bernardo Conceição o grande vencedor, sendo o único com 14 voltas e a realizar um resultado ao nível nos melhores nas motos iniciados. Martim Ribeiro a correr em Iniciados Q4 não tinha rivais diretos e foi por isso o natural, no entanto empenhou-se e conseguiu também dar 14 voltas ao circuito, um resultado que em termos de hipotética classificação geral daria para um segundo lugar.
Seguindo a lógica de alternância em pista, em Ponte de Sôr foram os homens das moto-4 os primeiros em pista, enfrentando um circuito com quase 12 quilómetros de extensão que se iniciava junto da zona industrial da cidade e se prolongava para noroeste pelas rápidas pistas do montado. A lista de inscritos era particularmente recheada de pilotos de topo aos quais se juntavam ainda bastantes pilotos menos conhecidos mas nem por isso muito mais lentos.
Depois de uma espetacular partida, à primeira passagem era Tomás Paulo em Yamaha YFZ450 quem vinha na frente trazendo atrás de si Tiago Ferreira em moto idêntica. Em terceiro aparecia “Beto” Borrego, a demonstrar que “Alentejano voador” ainda retém todos os seus dotes de condução de moto 4. À segunda volta Tomás Paulo voltava a passar na frente, mas “Beto” Borrego já tinha ultrapassado Tiago Ferreira e tinha agora como alvo o primeiro lugar. Foi assim até à sexta volta, altura em que Luís Fernandes passou o piloto da Ponte de Sôr e ascendeu a segundo. Mais uma passagem e Luís Fernandes assume o comando, enquanto dos dois animadores da fase inicial se atrasaram.
À oitava volta Tomás Paulo e “Beto” Borrego já estavam fora de prova, Luis Fernandes consolidava a liderança, Tiago Ferreira recuperava o segundo lugar e em terceiro lugar virtual surgia o primeiro piloto dos Hobby, Daniel Perdigão.
Luís Fernandes venceu a corrida na classe Q-Elite, reservada aos pilotos Federados, sendo mesmo o único entre Federados e Hobby a conseguir dar 11 voltas à pista, fruto de um ritmo significativamente superior. Em Q1-Hobby venceu Daniel Perdigão enquanto Hugo Vasco venceu entre os Hobby Q-2.
Nas subclasses, Joana Mendes (Q2-Hobby) venceu a classe reservada às senhoras, Carlos Reguinga (Q-Elite) venceu a classe Veteranos e Simão Almeida (Q-Elite) venceu entre os Juniores.
Para encerrar o ano em grande disputou-se a prova reservada às motos de duas rodas, com cerca de uma centena de pilotos inscritos e dos quais se esperava muita competitividade ao longo dos cerca de 90 minutos que dura a prova. Dada a partida, o primeiro a conseguir percorrer os 12 quilómetros do circuito era Jorge Leite em Yamaha YZ250 (TT2), seguido de perto por Nuno Palma em Kawasaki KXF450(TT2) e João Duarte em Honda CRF250 (TT1)
À segunda volta ficava pelo caminho Nuno Palma, fazendo com que João Duarte passasse a segundo e Guilherme Caldeira, o primeiro dos Hobby, subisse a terceiro na classificação virtual.
Daqui em diante a frente corrida a ser um assunto que disse respeito apenas a João Duarte e Jorge Leite, que trocaram algumas vezes de posições, com vantagem para o piloto da Honda que viria a ser o primeiro no final em termos de classificação geral.
Em termos de resultados finais, na categorias reservadas aos pilotos federados, João Duarte venceu a corrida na categoria TT1, Jorge Leite venceu na categoria TT2. Na categorias Hobby, em TT1 venceu Flávio Neves, em TT2 venceu João Lourenço.
Quanto a subclasses, em Juniores venceu Samuel Cardoso, enquanto nos veteranos venceu Óscar Duarte. Uma palava de destaque merece Bernardo Caiado, pois para além de ter participado na corrida Moto-Iniciados na categoria TT3 a qual venceu, enfrentou depois a corrida principal, terminando em terceiro lugar entre os Juniores, sétimo entre os TT1.
O X-Trophy Ponte de Sôr 2023 foi organizado pelo Moto Clube Moto Matuzas, com o apoio do Município de Ponte de Sôr e da União de Freguesias de Ponte de Sôr, Tramaga e Vale de Açor.
O Troféu X-Trophy é promovido pela X-Adventure, sob a égide da FMP – Federação de Motociclismo de Portugal, e com o apoio da 21RaceStore.com, da Mundimat, da Mundilimpa, da Tanqueluz e da Tractomoz, e ainda do Guia Rural e do Imagensdesportivas.com
O ano que se aproxima traz novos desafios, novos objetivos e metas. O Nuno Dinis Photos, nascido em março de 2010 deixa de existir, dando lugar ao projeto MEDIA4RACE.
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