Categoria: Montanha

  • Gabriela Correia assumiu funções como embaixadora do projeto CER+

    Gabriela Correia assumiu funções como embaixadora do projeto CER+

    A Escola Secundária de Felgueiras recebeu a jovem piloto de competição Gabriela Correia que tem dado cartas no desporto motorizado, vertente que ainda é vista como um feudo masculino para uma palestra sobre “Fairplay no Desporto”

    A nova embaixadora do Projecto CER+ foi até ao auditório da escola para uma conversa com os alunos dos cursos de Desporto, naquela que foi uma das iniciativas finais do projeto promovido pela associação Mães ao Quadrado.

    Aos 20 anos de idade, a também estudante do 3º ano da licenciatura de Ciências Empresariais, é já uma piloto com um palmarés importante, onde se destaca o título de vice-campeão nacional da Categoria GT no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2022, época onde alcançou duas vitórias na sua categoria, dando seguimento a uma carreia sempre em crescendo e que começou no dia em que fez 16 anos de idade.

    Perante um auditório mito interessado e interativo, a denominada “princesa da Montanha” falou sobre as dificuldades que enfrentou enquanto mulher para vingar num mundo onde os homens ainda dominam, as pressões, críticas e ataques que sofreu sobretudo nas redes sociais, mas também do crescente apoio e respeito que fi recebendo por parte dos adversários e dos fãs da modalidade, sendo hoje uma das figuras mais mediáticas do campeonato.

    Durante a sessão, Gabriela Correia abordou ainda todo o foco e dedicação que coloca em tudo o que faz partilhando com os alunos e as alunas toda a metodologia que lhe permite brilhar no automobilismo e, paralelamente, ter sucesso enquanto aluna, transmitindo ao auditório uma mensagem de estímulo e desafio para que se dediquem por inteiro às suas paixões profissionais e desportivas.

    O projeto CER + (Mais Cidadania, Educação e Responsabilidade) terá agora ainda mais uma ação que se desenrolará noutra instituição parceira, a PSiporto, antes do seu términos, aprazado para o próximo dia 31 de dezembro.

    O Projecto CER+ é financiado pelo POISE-Programa Operacional da Inclusão Social e do Emprego, cofinanciado pelo Portugal 2020 e pelo Fundo Social Europeu.

  • Fernando Salgueiro “foi mais fácil ser campeão este ano do que em 2021!”

    MOTOSPORT HOJE #125: Fernando Salgueiro é o convidado desta emissão conduzida pelo jornalista Joaquim Amândio Santos, com edição de Armando Leitão.

    O piloto tondelense dominou a seu belo prazer as lides do Campeonato de Portugal de Clássicos de Montanha JCGroup 2022, levando o Ford Escort MKII do Caramulo Racing Team ao segundo titulo consecutivo.

    Este episódio resulta de uma parceria entre a VMotores, o Novum Canal e o Jornal Autosport.

  • Hélder Silva: “foi um campeonato competitivo, mas fomos mais fortes e merecemos o título!”

    Sete provas realizadas, quatro vitórias, cinco pontuações máximas e três outras presenças no pódio, dão conta da época imperial que o piloto da Power House rubricou aos comandos da Osella PA2000 EVO2 PA.30, suplantando uma concorrência muito forte e que valorizou o seu segundo título nacional absoluto.

    Boticas foi o palco da festa do título de Hélder Silva. Foi farta, rija e bem merecida e teve dois momentos diferentes.

    O primeiro, mais contido, aconteceu ao início da tarde de sábado, no fecho da subida inaugural de treinos oficiais, quando selou a questão matemática, tornando-se assim bicampeão nacional de Montanha em termos absolutos e na Categoria Protótipos. O segundo, ficou reservado para a já tradicional festa de fecho de época, logo após o encerramento do programa de subidas, preparada pela “Família da Montanha” para a zona de partida da rampa organizada pelo Demoporto.

    Entre os dois momentos, Hélder Silva partiu de forma decidida ao ataque da quarta vitória da temporada e fê-lo através de um domínio total das hostilidades competitivas  em Boticas.

    Triunfando em todas as subidas em que participou, Hélder Silva logrou ainda registar as duas melhores marcas do fim-de-semana, cravando na segunda Subida de Prova como melhor “crono” de toda a prova o tempo de 2.12.,933, à espantosa média horária de 138,38 km/h.

    “Estou muito feliz. Vencer no fim-de-semana em que conquistei o meu segundo título nacional, foi perfeito”. Em jeito de rescaldo da época, o poveiro realça que “foi um ano muito intenso e de muito trabalho técnico. Apostámos em evoluir de forma contínua a Osella, tentando levar este magnífico protótipo até ao seu máximo de competitividade. Foi árduo, exigiu muitas horas de dedicação e afinco e todo o trabalho da Power House deu cada vez mais frutos. Ao longo da época, senti que a barchetta estava cada vez melhor. Aliás, foi em Boticas que eu senti finalmente a Osella no ponto. Agora está perfeita e julgo que isso ficou bem visível pelas marcas que alcançamos nesta prova final”.

    O agora bicampeão não tem dúvidas de que “este foi um título muito saboroso, pelas dificuldades que nos colocaram. O campeonato foi bem disputado, com quatro pilotos a vencer provas, sendo ainda mais os que foram garantindo regularmente posições nos lugares do pódio, mas a concorrência só nos motiva ainda mais e acabamos por ser os mais fortes, merecendo este título por completo!”, afirmando ainda que ”possivelmente, alinharei em 2023 para lutar pelo tricampeonato. Tenho o apoio da minha família, da minha equipa e dos meus patrocinadores, a quem aproveito para agradecer tudo quanto têm feito por mim e pela Power House”.

  • Joaquim Rino: “a nossa época foi muito positiva”

    O pódio conquistado por Joaquim Rino em Boticas entre os Protótipos B foi o sexto em seis participações no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group do piloto da Articimentos. Em 2022, também foi notória a sua crescente adaptação ao BRC BR49 EVO preparado pela FRPOWER, com o “Senador de Porto de Mós” a conseguir juntar seu bom pecúlio de resultados no CPM, duas vitórias em eventos extra campeonato.

    O seu estatuto de consagrado dentro da “família da Montanha” é um justo reconhecimento da carreira que o piloto e patrão da Articimentos tem feito na modalidade, sendo também já farto o seu palmarés.

    Em 2022, voltou a fazer da eficácia e da regularidade as suas duas principais armas para voltar a conseguir resultados de grande relevo, terminando a época com a conquista do 2º lugar e de mais uma presença no pódio na Divisão Protótipos B, depois de também ter sido sempre 2º colocado nas seis provas em que participou.

    Almejou ainda rodar sempre entre os 10 primeiros da geral, concluindo o campeonato no 9º posto, mesmo com duas ausências, que aconteceram na Arrábida e no Caramulo.

    “Foi um campeonato muito interessante. A época teve muitos aspetos positivos. Fomos sempre competitivos, realizamos excelentes tempos em todas as rampas, talvez com a exceção de Boticas, porque é a rampa que menos conheço e, sendo uma das mais extensas e tecnicamente complicadas, é muito importante a experiência para que consigamos andar rápido”, começa Joaquim Rino por destacar, salientando ainda “a fiabilidade que o BRC sempre ostentou. A FRPOWER fez um excelente trabalho ao longo de toda a época e pude ganhar cada vez mais confiança no protótipo, sendo cada vez maior o prazer que consigo extrair da sua condução”.

    Curiosamente, dois dos momentos mais altos de 2022 aconteceram fora da égide do CPM, na “sua” Rampa de Porto de Mós, onde dominou e voltou a vencer, alcançando feito igual na Rampa Histórica Michelin, integrada no Caramulo Motorfestival, evento que está também entre os seus favoritos.

    “É sempre especial para mim correr em Porto de Mós e ter conseguido novamente triunfar entre amigos e a família acaba por ser algo único. Gostava muito de um dia ver a nossa rampa dentro do CPM. Quanto ao Caramulo Motorfestival, é um evento fantástico, com um ambiente único  e onde sempre que posso participo. Vencer foi excelente, sobretudo por ter sido perante milhares de espetadores”.

    A juntar a todo o sucesso alcançado durante 2022, esta também foi a época em que o chefe do clã Rino viu a sua filha Alexandra Rino se estrear no campeonato, motivo de grande orgulho e de início do que poderá ser uma passagem de testemunho entre gerações.

    “Estou muito orgulhoso da Alexandra. Está de parabéns pela época muito conseguida. Foi sempre muito focada e capaz de ir aumentando a sua competitividade, sem grandes erros e fico muito feliz por, logo na sua época de estreia entre os Legends, ter terminado no pódio do Grupo . A família vive com intensidade a nossa presença na competição, com a minha outra filha, a Liliana, a ter um papel importante na coordenação da nossa logística, sendo ainda muito importante deixar um apalavra à minha esposa, por todo o apoio e paciência que tem tido connosco!”.

    Mas, os aficionados ainda esperam ver Joaquim Rino “voar baixinho” no seu protótipo por muitos e bons anos, sendo claro que será uma mais-valia tê-lo à partida da prova inaugural da época de 2023!

  • Rute Brás: “2022 foi, sem dúvida, uma época fantástica e de grande aprendizagem”

    Apesar da inglória breve participação na 7ª Rampa de Boticas, Rute Brás não esconde o orgulho que sente pelas exibições e resultados que alcançou na primeira época a “tempo inteiro” na Montanha. Integrada na forte estrutura da NJ Racing, a Amazona do Douro” foi sempre capaz de rodar rápido aos comandos do Peugeot 206 RC que tripula na slides da Divisão Turismo 3 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

    Comecemos pelo dito fim inglório em Boticas. Depois de ter concluído a 1ª Subida de Treinos Oficiais, onde rodou em 3:57.130 para cumprir os 5,1 quilómetros do traçado, Rute Brás rumou, como resto do pelotão, até à Zona de Assistência, para preparar a subida seguinte.

    E aí aconteceu. O Peugeot 206 RC recusou-se a “rugir”, com um problema elétrico e, apesar de todos os esforços da NJ Racing e da equipa técnica da A. Miranda Competições, que se prolongaram ao longo da tarde e noite de sábado, não mais voltou a funcionar.

    Rute Brás ficou conformada, sem perder a sua proverbial boa disposição: “infelizmente o ‘Leão’ não quis andar. Fiquei triste como é lógico, mas profundamente agradecida a todos que fizeram de tudo para que pudesse correr no domino, marido, amigos, mecânicos, tudo tentaram, mas não deu. O Azar foi logo foi superado pelo convívio fantástico que vivi no domingo e, aproveito para agradecer a festa fantástica que mais uma vez o Sr. Oliveira e as claques nos proporcionaram no fim da prova!”.

    Mas o que fica é a época muto positiva que protagonizou.

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    “Foi sem dúvida uma temporada fantástica e de grande aprendizagem. Pela primeira vez fiz uma época inteira, com altos e baixos, mas sempre superados. Nunca fui para nenhuma prova com intenção de ganhar nada, pois como já disse na minha Divisão isso é impensável. Fui sempre com a vontade de progredir e aprender, sempre no meu ritmo, sem qualquer tipo de pressão ou ganância, seguindo sempre os atilados valores e conselhos que foram me passados pelo nosso capitão Nuno Guimarães, que é sem dúvida um “senhor” com um conhecimento e um fairplay como ninguém tem”. A Amazona do Douro não esquecerá mais 2022: “diverti-me imenso junto de quem gosto, desfrutei da adrenalina que é estar em pista, sempre com um misto de ansiedade e muita vontade de fazer melhor, evolui como piloto e como pessoa. Foi sem dúvida uma época fantástica e quero agradecer à minha família, à NJ Racing, aos patrocinadores e a todos os amigos por tudo quanto me deram e pelo apoio que nunca me regatearam!”.

  • Ricardo Loureiro: “Esta foi uma das épocas mais atribuladas da minha carreira!”

    Apesar do pódio alcançado em Boticas, o piloto do Caramulo Racing Team voltou a viver uma jornada marcada pelo infortúnio. Quando discutia taco-a-taco a vitória entre os Clássicos, um problema técnico no Ford Escort MKII impediu-o de levar a contenda até ao fim.

    A oitava e derradeira prova do Campeonato de Portugal de Clássicos de Montanha JC Group transformou-se em mais um capítulo da saga pouco feliz que foi protagonizada por Ricardo Loureiro ao longo da temporada.

    Em momento algum do ano, a rapidez e competitividade do piloto de Guardão estiveram em causa, mas o conjunto de peripécias, infortúnios e problemas técnicos que enfrentou, adicionados à ausência em algumas provas, por motivos pessoais e institucionais, transformaram 2022 “numa das épocas mais atribuladas da minha carreira!”, como confessa Ricardo Loureiro que não rejeita sentir “alguma frustração por raramente ter conseguido ostentar a nossa capacidade habitual de estar na luta pelos triunfos, maioritariamente pelos problemas técnicos que temos enfrentado no Ford ESCORT MKII”.

    Apesar da malapata, o campeão nacional de Clássicos de 2019 não embarca na tese de que “o carro se tornou menos competitivo. De todo. São corridas e, por vezes, atravessamos uma espécie de série negra que, mais dia menos dia, termina. Espero que, em 2023, possamos ter uma época sem sobressaltos e onde estejamos taco-a-taco na luta pelo título!”.

    Voltando ao cair do pano sobre 2022, Ricardo Loureiro foi capaz de discutir em Boticas o triunfo entre os Clássicos de igual para igual, com o seu colega de equipa Fernando Salgueiro.

    Na 1ª Subida de Prova, no fecho da tarde de sábado, a diferença entre os dois craques do Caramulo Racing Team para percorrer os 5,1 quilómetros do traçado internacional de Boticas, foi de apenas 1,4 segundos, com vantagem para Salgueiro.

    Ricardo Loureiro entrou na jornada de domingo ao ataque e, na 2ª Subida de Prova, melhorou 2, 5 segundos a sua marca, suplantando o oponente, saltando para o comando da geral dos Clássicos , com a separação entre os dois a ser inferior a um segundo.

    Ficava tudo para ser decidido na 3ª Subida de Prova. Aí e depois de não ter tudo qualquer problema de monta ao longo do fim-de-semana, o Ford Escort MKII voltou a ceder. Desta feita, foi o motor que decidiu “entregar a alma ao Criador”, nada mais restando a Ricardo Loureiro do que parar, abandonando a subida e vendo o seu adversário melhorar o suficiente para vencer, tendo Loureiro de se conformar com um agridoce 2º lugar final.

    O piloto não esconde que “foi um balde de água fria, mas são corridas. Pelo menos, provámos ter andamento para discutir a vitória e isso dá-nos alento para agora, no longo defeso antes da época de 2023, preparar afincadamente o carro e aparecer na primeira prova muito mais fortes!”. Ricardo Loureiro não esquece “o quanto tenho de agradecer a todos os patrocinadores, à minha família, à minha equipa e a todos os aficionados da Montanha, pelo apoio que me têm dado ao longo de toda a minha carreira”.

  • Nuno Guimarães: “2022 foi uma época de sonho, para mim e para a equipa!”

    Com a realização da 7ª Rampa de Boticas, caiu o pano sobre o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Ao longo da época, o “Capitão da Montanha” almejou construir o melhor capítulo até ao momento da sua já longa e rica carreira desportiva. Foi invencível nos Protótipos B e conquistou o seu primeiro pódio na geral absoluta do campeonato.

    Mas, antes de dissecarmos o ano de 2022 de Nuno Guimarães, concentremo-nos um pouco na derradeira tirada da época.

    A desafiante e longa pista transmontana viu o piloto da NJ Racing ser igual a si próprio. Cada vez mais motivado e numa forma física e mental impressionantes, o “Capitão” puxou pelo potencia do seu SilverCar S2 até aos limites, rodando sempre entre os mais rápidos e cedo dando a perceber que, nada receoso dos 5 protótipos A inscritos, iria lutar pelo Top 5 da geral até ao fim, desiderato que alcançou de forma notável.

    Por outro lado, em Boticas, mercê da presença do piloto espanhol Martin Villar, enfrentou oposição acérrima pelo triunfo nos Protótipos B, com os dois a terminarem separados por apenas 8 décimos de segundo, mas sem que a invencibilidade do “Capitão da Montanha” fosse quebrada.

    “Que forma perfeita de terminar a época!”, afirmou no final, referindo-se “à luta que o Martin me deu e que forçou a dar o máximo. Foi fantástico, pois não há nada mehor em competição do que ter oposição mesmo muito forte. Isso motiva-me ainda mais e saio feliz de Boticas com o resultado e a minha exibição”.

    Mas, a fatia maior da felicidade sentida por Nuno Guimarães tinha raiz “no orgulho que sinto pela época que fiz, coroada pelo título nos Protótipos B e com o 3º lugar na geral do campeonato. É incrível, é acima das expectativas e a felicidade ainda é maior por ter mantido esses resultados na NJ Racing, sucedendo ao Toni (n.r.: António Rodrigues), que nos tinha dado este título e este pódio na geral em 2020 e 2021”.

    Nuno Guimarães enfatiza muito o atual momento da NJ Racing: “estes anos têm sido fantásticos para a equipa e, no fundo, estão a premiar todo o trabalho que temos feito para que a estrutura cresça e se consolide. Em 2022 chegámos ainda à nossa primeira vitória absoluta numa rampa do Campeonato, com o Toni a brilhar no Caramulo e, para além da magnífica evolução que ele ostentou nesta sua sempre difícil passagem para os protótipos A, temos ainda de destacar a excelente época da Rute (n.r.: Rute Brás) que está a melhorar continuamente de forma tremenda, mostrando-se cada vez mais rápida”.

    Agora, Nuno Guimarães promete que “tudo faremos para que 2023 seja ainda melhor. Para além de mim, do Toni e da Rute, teremos de volta um dos nossos outros pilotos, que se irá estrear nos protótipos. A NJ Racing vai dar tudo para continuar a brilhar na Montanha!”.

  • António Rodrigues: “a época foi dura, exigiu sacrifício, mas acabou por ser muito positiva!”

    O 4º lugar absoluto obtido na 7ª Rampa de Boticas soube a pouco à “Bala do Douro”, mas não deixou de ser um resultado positivo para António Rodrigues, nesta despedida da época 2022. Um problema técnico, que o impediu de concluir a última subida de prova, colocou-o fora a luta pelo pódio na fase decisiva da prova.

    Quinze dias após ter alcançado a primeira vitória absoluta da sua curta carreira, António Rodrigues voltou a demonstrar que está num crescendo de forma aos comandos do SilverCar EF10, tendo ficado claramente de vez para trás as “nuvens negras” do início da temporada.

    Em Boticas, cedo se percebeu que iria rodar na luta pelo pódio absoluto, isto num evento que atraiu a presença de 5 protótipos da Divisão A, a que se juntaram mais quatro da Divisão B, elevando ainda mais o já habitualmente alto nível competitivo na luta pela supremacia das provas do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

    António Rodrigues colocou-se entre os três mais rápidos desde a subida inaugural de treinos e foi mantendo esse estatuto até quase ao fecho dos dois dias de competição, estando sempre a parcas diferenças de tempo da liderança, permitindo antever que a “Bala do Douro” tinha tudo para colocar o SilverCar EF10 da NJ Racing/Lusimed num dos três lugares do pódio da geral da prova organizada pelo Demoporto.

    Chegados à 3ª e última Subida de Prova, António Rodrigues partir no 3º lugar e arrancou forte, determinado a defender a posição. Só que, pouco depois da partida, quando ainda rodava na primeira aparte dos 5,1 quilómetros do traçado internacional de Boticas, a transmissão do protótipo catalão cedeu e o craque de Santa Marta de Penaguião viu-se impedido de lutar pelo pódio,  caindo para o quarto lugar.

    “O nosso resultado em Boticas soube a pouco e estou convicto que se não tivesse acontecido o percalço técnico na última subida, tinha garantido mais um pódio, tornando ainda mais positiva esta fantástica segunda parte da época”, afirmou já na zona de assistência, realçando que “temos de estar felizes. Depois do arranque atribulado que tivemos em Murça e na Penha, da ausência forçada na Arrábida, fomos quartos na Falperra, subimos ao pódio na Serra da Estrela e em Santa Marta e vencemos no caramulo, terminando agora com novo quarto posto. a época foi dura, exigiu sacrifício, mas acabou por ser muito positiva!”.

    O rapidíssimo piloto duriense considera que “provamos que temos andamento para lutar taco-a-taco pelos lugares do topo e ainda temos muito para evoluir. Que venha rápido 2023!”, onde será claramente um dos candidatos ao título nacional absoluto.

    Quanto a Boticas, António Rodrigues dá especial ênfase ao “fim-de-semana que passamos em beleza, coroado com o aniversário da grande mentora deste projeto: a minha mulher Sandra, essa grande Guerreira que tudo faz por mim, pela Beatriz e pela Carolina, sendo o pilar da nossa Família e ainda de toda esta aventura desportiva. Depois, é sempre único estar no seio da NJ Racing, contar com a FRPOWER e com os nossos patrocinadores e amigos, bem como com toda a “Família da Montanha!“.

  • Boticas foi cenário de mais uma grande exibição e de mais um pódio de Rita Matos!

    O 3º lugar na Divisão Modernos e a 4ª posição na geral dos 1300 abasteceram com mais dois resultados relevantes o pecúlio excecional que Rita Matos reuniu na época em que se estreou na Montanha.

    Pedir melhor final para a temporada inaugural da pacense seria assaz difícil. A passagem de Rita Matos pela 7ª Rampa de Boticas ficou marcada por mais uma confirmação de todos os seus dotes técnicos, da sua garra e do seu talento.

    Ao longo de todo o fim-de-semana, a piloto “espremeu” tudo quanto o Fiat Uno 45S da MNE Sport tinha para dar e protagonizou uma luta sem tréguas e sem desfalecimentos pelo pódio absoluto entre os concorrentes do Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group, rodando no limite e, por uma ocasião, para lá dele, acabando por dar um toque forte nos rails, que lhe arruinou a 2ª Subida de Prova e, possivelmente, a impediu de realmente tentar chegar ao 3º posto da geral dos 1300 na derradeira subida da prova transmontana.

    Mas, já lá diz a celebre frase que “só bate quem anda a fundo”, o toque em nada manchou a exibição em Boticas, nem muito menos a extraordinária época feita pela irreverente piloto de Paços de Ferreira, que a levou a concluir o campeonato no pódio absoluto dos 1300, feito notável para uma debutante.

    Assim e se dúvidas houvesse de que Rita Matos tem tudo para ser considerada a “rookie” do ano, Boticas terá sido a oitava vez em oito possíveis que a pacense provou merecer tal distinção!

    “Estou simplesmente encantada. Com a prova e com a época. Superou largamente as minhas melhores expectativas, mas julgo que todos estes excelentes resultados nas provas e o pódio absoluto final no campeonato foram alcançados com mérito meu e da equipa”, salientando que “devo muito ao meu marido, pois o Celso foi sempre o meu maior conselheiro, ao meu team Manager José Carlos Magalhães e a toda a equipa da MNE Sport, que foram incansáveis na preparação do carro e em toda a minha abordagem às provas, aos meus patrocinadores, à família e aos amigos, que estão sempre comigo e me entusiasmam nesta aventura”.

    Agora, Rita Matos terá tempo para “comemorar e descansar, para depois começar a preparar 2023. Vamos ver o que iremos fazer, sendo certo que tenho a ambição de poder abraçar um projeto novo, com outro carro, para poder dar continuidade à minha evolução como piloto”.

  • Celso Fonseca: “este ano de estreia foi extraordinário e o Top 5 final nos Legends supera todas as expectativas!”

    O mesãofriense ousou apostar forte no Campeonato de Portugal Legends de Montanha e, mesmo condicionado pela menor experiência e por tripular um carro menos competitivo do que a maioria das “montadas” dos adversários, conseguiu pontuar sempre forte e terminar dentro do Top 5.

    A 7ª Rampa de Boticas foi mais um exemplo do que ostentou a época 2022, entre os Legends, de Celso Fonseca.

    Nada condicionado por estar face a face com muitos pilotos, rápidos e mais experientes, utilizando carros com um potencial muito maior do que o bem preparado Citroen Saxo da Megamotors consegue colocar no asfalto, Celso Fonseca foi sempre atacando, tentando conhecer cada vez melhor o exigente e longo traçado internacional de Boticas, sendo clara a sua evolução ao longo dos dois dias de competição.

    Basta referir que, da primeira Subida de Prova, realizada no fim da jornada de sábado, para a terceira e última, que aconteceu ao início da tarde de domingo, Celso Fonseca tirou 5,1 segundos para galgar os 5,1 quilómetros da pista, o que dá precisamente uma melhoria de um segundo por quilómetro, algo verdadeiramente notável!

    6º lugar final entre os Legends juntou-se à panóplia de resultados positivos que conseguiu alcançar durante a época, que ficará na memória do piloto de Mesão Frio:

    “Estou muito feliz. Este ano de estreia foi extraordinário e o Top 5 final nos Legends supera todas as expectativas!”, enfatizando que “não foi uma época fácil. Tivemos alguns problemas técnicos no início, lutamos contra excelentes adversários, quase todos com carros muito mais potentes do que o meu e ainda tive que aprender a maior parte das rampas, por nunca ter antes lá corrido. Tentei sempre focar-me trabalhar muito para estar em forma e dar tudo em pista, tendo sido recompensado pela dedicação”.

    Celso Fonseca dedica o Top 5 final nos Legends e a vitória no Grupo Legends 99 “à minha família, especialmente à Rita, à equipa e aos meus patrocinadores, que sempre acreditaram em mim”, prometendo que “após um merecido descanso, vamos pensar na época de 2023. Gostava muito de poder correr com um carro mais competitivo. Vamos trabalhar para reunir as condições e, depois, esperar ansiosos pelo início da nova época”.

    Agora é tempo de balanço e descanso, focando-se o piloto na evolução do projeto empresarial da Megamotors, antes de começar a preparar a época de 2023, onde quer ter todas as condições para fazer ainda melhor.