Categoria: Montanha

  • José Carlos Pouca Sorte em Boticas alcança novo pódio nos Turismos!

    José Carlos Pouca Sorte voltou a transformar uma prova do campeonato de Portugal de Montanha JC Group no palco ideal para demonstrar toda a sua rapidez e ainda o talento para resistir à pressão e conquistar resultados de relevo.

    O piloto da Megamotors está cada vez mais adaptado ao competitivo VW Golf R35 GTi e este, por sua vez, está a revelar-se uma máquina fiável e capaz de ombrear com os melhores da Categoria Turismos.

    Em Boticas esteve sempre entre os três melhores da categoria, logrando assim conquistar com todo o mérito mais um pódio, terminando em 3º.

    A este excelente resultado juntou ainda o 2º posto nas contas da Divisão Turismos 2, rematando uma época em que foi paulatinamente provando que têm de contar com ele para a luta pelos lugares cimeiros em qualquer rampa.

    Cai assim o pano sobe a época de José Carlos Pouca Sorte. O piloto da Megamotors tem todas as razões para se sentir feliz com o pecúlio que reuniu no seu palmarés.

    Logo no segundo ano da sua presença no campeonato maior de Montanha, sobe ao pódio final dos Turismos, junta a tal feito um rol farto de presenças nos pódios da categoria e da sua divisão, tendo tido ainda tempo para cometer a façanha de ir vencer a prova extra integrada no Rali de Resende Douro Verde, provando à saciedade a sua rapidez e capacidade de ser competitivo em qualquer modalidade.

  • Luís Silva: “Boticas foi a vitória mais difícil do ano e, por isso, também a mais saborosa”

    Foi necessário o “Canhão de Famalicão” puxar dos galões para levar de vencida a forte oposição que lhe foi movida na 7ª rampa de Boticas, última jornada de 2022 do Campeonato de Portugal Legends de Montanha JC Group.

    Foi uma batalha épica a que Luís Silva travou em Boticas. Tal como o piloto da Famaconcret já antecipava, o naipe de opositores que alinharam na oitava e última prova da temporada ostentava um “músculo” ainda mais forte do que tinha sido habitual nas provas anteriores.

    No sábado, primeiro dia de competição, deu logo para perceber que a luta pelo oitavo triunfo consecutivo iria exigir de Luís Silva total foco e entrega, acabando o dia no 2º lugar, sendo a primeira vez no ano que não era líder no fecho da tirada inaugural.

    Mas, mal a manhã de domingo raiou e a competição recomeçou, o “Canhão de Famalicão” fez jus à sua alcunha e “disparou” rampa acima, levando o BMW M3 da Famaconcret a ser claramente o mais rápido entre os Legends nas duas subidas de prova do dia, fechando o campeonato com o oitavo triunfo consecutivo, naquela que foi, sem sombra de dúvidas a melhor exibição do famalicense nesta temporada.

    “Esta a vitória mais difícil do ano e, por isso, também a mais saborosa. O João Pires deu muita luta e isso motiva-me ainda mais, gosto de concorrência forte e a melhor homenagem que lhe posso fazer é que, pela primeira vez, me empenhei totalmente a estudar rampa, para poder atacar no domingo e, felizmente, foi com sucesso, conseguindo cumprir o objetivo de terminar a época invencível”, realçou Luís Silva que, após o título conquistado, reconhece que “ainda não tenho nada decidido quando a 2023. Até poderei parar. Mas, se correr, será com um carro novo e para estar na luta pelas vitórias noutro desafio dentro da Montanha”.

    No entanto, a época ainda não acabou para o craque da Famaconcret.

    Sem tempo para descanso, Luís Silva estará, já no próximo fim-de-semana, à partida da edição 2022 do Rali de Famalicão, sendo acompanhado no habitáculo do BMW M3 da Famaconcret por José Janela, seu conterrâneo e um dos mais consagrados navegadores nacionais.

    Pela frente, a dupla famalicense terá 10 especiais de classificação, a percorrer nos dias 1 e 2 de outubro, tendo como novidade a Street Stage noturna disputada nas ruas de Esmeriz.

  • Joaquim Teixeira: “terminámos a época de consciência tranquila, vencendo tudo o que podíamos vencer!”

    Vitória na Divisão 2 e pódio nos Turismos na 7ª Rampa de Boticas, premiaram mais uma exibição sem erros e sempre em crescendo. Na última subida do ano e em dia de aniversário, o craque transmontano “demoliu” a sua melhor marca na rampa.

    https://youtu.be/UfwPp7MQ7gU

    O fim-de-semana de encerramento do Campeonato de Portugal de Montanha JC Grupo 2022 transformou-se em mais uma prova onde Joaquim Teixeira voltou a demonstrar porque é que é considerado um dos mais completos pilotos da modalidade.

    Extraindo todo o potencial do Cupra TCR da JT59 Racing Team/Bompiso, foi gradualmente rodando cada vez mais rápido e, em momento algum, esteve o seu triunfo na Divisão Turismos 2, reservada aos carros com duas rodas motrizes e motorizações de cilindrada igual ou superior a 2000cc, nem o 2º lugar final nas lides da Categoria Turismo. Coroou a performance com a obtenção do seu tempo mais rápido de sempre em Boticas, aos comandos de um TCR, estabelecendo o “crono” de 2.34.905 na última subida da prova.

    Como tal, o “Demolidor de Trás-os-Montes” manteve a invencibilidade na sua divisão e conquistou o sexto pódio da temporada na categoria, sagrando-se uma vez mais, vice-campeão nacional de Turismos.

    “Acabámos em Boticas com mais um resultado positivo. No entanto, considero que não atingimos o pleno dos objetivos traçados, mas estamos com a consciência tranquila de que disputámos a época com uma viatura sempre de acordo com a ficha de homologação (FH) e que foi verificada em sete das oito provas, o que, infelizmente, nem todos aceitaram, preferindo não respeitar a sua FH, optando legitimamente, porque o regulamento assim o permite, passar para grupos onde nunca pudessem ser verificados, exceto nos pesos”, destaca Joaquim Teixeira.

    O líder e piloto da JT59 Racing Team/Bompiso afirmou ainda que “até posso não ser o melhor piloto, mas, acima de tudo, o que ganho é com armas legais, respeitando as FH. Tenho orgulho de ser o detentor das melhores marcas na grande maioria das provas do campeonato, em viaturas de caixa TCR DSG, e em TCR sequenciais”, realçando ainda que “nunca tive medo nem fugi às verificações. Do meu ponto de vista só foge das verificações quem tem a certeza de que a sua viatura não tem nada de original, de acordo com a FH, e se calhar podia-se desmitificar os CV que cada uma das viaturas realmente tem. Ficaríamos espantados com aumentos de 170 cavalos em algumas delas, entre a primeira e a última prova!”.

    Fechadas as contas de 2022, Joaquim Teixeira deixa uma promessa:

    “Voltaremos em 2023, mas com as mesmas armas dos outros e aí sim, veremos afinal onde estava a diferença, se na condução ou nas potências das viaturas, embora para mim uma boa luta em pista é entre viaturas com performances idênticas. onde o piloto pode fazer a diferença e não onde quem investe mais para ter a melhor viatura é o melhor!”.

  • CPM1300: João Diogo Santos conquista primeira vitória do ano em Boticas

    O piloto amarantino do Fiat Punto 85 Sport necessitou apenas das primeiras duas subidas de prova para selar a sua primeira vitória da temporada entre os 1300.

    João Diogo Santos ostentou um ritmo fora do alcance dos seus adversários, vencendo todas as subidas na Rampa de Boticas e provou, uma vez mais, que é um jovem a merecer ter meios para estar a tempo inteiro no campeonato.

    “Estou muito satisfeito com este regresso às vitórias, depois do título de 2019. A prova decorreu de forma brilhante, sempre muito rápido e concentrado, procurando evoluir de forma consistente num traçado que desconhecia em absoluto. Este triunfo é um pronuncio para um regresso mais assíduo e com uma viatura mais competitiva. tudo faremos que isso se possa concretizar, apesar da conjuntura não ser a ideal”, afirmou no final.

    Também Eva Laranjeira não sofreu qualquer oposição no caminho para a conquista de mais um pódio. Sempre muito eficaz aos comandos do Peugeot 205 Rallye da MNE Sport, comemorou o 2º lugar no CPM1300 JC Group com idêntica posição nesta última prova em Boticas. Foi mais um ano em grande para a “Dama de Aço” da Montanha.

    O pódio absoluto dos 1300 ficou completo com o dominador entre os Clássicos desta cilindrada. Carlos Salgado foi o autor da proeza. O flaviense, que em Boticas se apresentou com um Ford Escort MKI, dominou a sua Divisão e foi mais forte no duelo que travou pelo 3º lugar da geral com Rita Matos (Fiat UNO 45S). A “rookie” da MNE Sport deu tudo, mas um toque na segunda subida de prova, afetou as suas possibilidades, não a impedindo, no entanto, de terminar a época com um bom 4º posto.

    A 5ª posição global e 2ª posição entre os Clássicos foi conquistada por José Pedro Figueiredo e foi suficiente para que o portalegrense reclamasse para si o título na Divisão Clássicos 1300, mais um que alcança com o seu “eterno” Datsun 1200. Domingos Fernandes andou rápido no seu Autobianchi A122 Abarth, sendo 3º entre os Clássicos, o que permitiu ao piloto de Armamar fechar o pódio nesta Divisão, sendo 7º da geral, atrás de Daniela Ferreira que não se deixou impressionar pela forte inclinação da rampa e conseguiu colocar o seu Citroen C1 da FRPOWER no sexto posto.

  • Clássicos: Fernando Salgueiro impôs a sua lei num “duelo de irmãos”

    O já bicampeão nacional saiu de Boticas com a quinta vitória da época, após se impor na luta que travou com Ricardo Loureiro, seu colega de equipa no Caramulo Racing Team.

    As “armas “ são iguais, pois ambos elegeram os Ford Escort MKII para se tornarem protagonistas das últimas épocas do Campeonato de Portugal de Clássicos de Montanha JC Group.

    Em Boticas, voltaram a provar ser grande o equilíbrio entre eles.

    Salgueiro levou de vencida a primeira Subida de Prova, realizada no final da jornada de sábado, com Loureiro a retorquir, sendo o mais forte na 2ª Subida de Prova, realizada ao início da tarde de domingo, ficando então com cerca de segundo e meio de vantagem sobre o bicampeão nacional.

    Os dois pilotos foram assim para a terceira e derradeira a subida a contar para a classificação separados por cerca de segundo e meio, podendo a balança pender para qualquer um.

    Mas, o antecipado duelo não aconteceria. Pouco depois do arranque, Ricardo Loureiro encostou, com problemas no Escort MKII e Fernando Salgueiro aproveitou da melhor forma, rodando no seu melhor tempo do fim-de-semana e reclamando a vitória com 2,8 segundos de vantagem, terminando assim da melhor forma uma época em que foi o grande dominador entre os Clássicos.

  • Legends: desta feita Luís Silva “suou” para vencer!

    A oitava e última prova do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group transformou-se na jornada em que o já campeão nacional enfrentou mais oposição, cabendo tal proeza a João Pires. Num duelo de BMW M3, Luís Silva puxou dos galões e manteve o registo invencível, assegurando em Boticas o oito triunfo do ano.

    E a melhor forma de elogiar a exibição do piloto de Montalegre face ao grande dominador da temporada, passa por realçar que João Pires cometeu em Boticas a proeza de ser o primeiro piloto no ano a destronar Luís Silva do cimo da tabela de tempos numa Subida de Prova.

    Fê-lo precisamente na primeira, disputada durante a jornada de sábado, mas o montalegrense, que normalmente corre nos campeonatos galego e espanhol, preparando-se para vencer o título entre os Legends na Galiza, já não conseguiu repetir o feito nas duas subidas decisivas de domingo.

    Aí, o “canhão de Famalicão” fez jus à sua alcunha e “disparou” rampa acima, levando o BMW M3 da Famaconcret a ser claramente o mais rápido entre os Legends nas duas ocasiões, fechando a última prova da temporada com o oitavo triunfo consecutivo, embora desta feita apenas com 3 segundos de vantagem sobre Pires.

    “Este foi o triunfo mais difícil, mas, por isso mesmo, o mais saboroso. O João deu muita luta e isso motiva-me ainda mais, gosto de concorrência forte e a melhor homenagem que lhe posso fazer é que, pela primeira vez, me empenhei totalmente a estudar rampa, para poder atacar no domingo e, felizmente, foi com sucesso, conseguindo cumprir o objetivo de terminar a época invencível”, realçou Luís Silva que, após o título conquistado, reconhece que “ainda não tenho nada decidido quando a 2023. Até poderei parar. Mas, se correr, será com um carro novo e para estar na luta pelas vitórias noutro desafio dentro da Montanha”.

    Longe do duo protagonista da luta pela vitória, mas autor de uma prova muito sólida, o regressado Carlos Alberto Oliveira logrou ter um fim-de-semana sem problemas no seu imponente Ford Sierra Cosworth RS e conquistou em Boticas o 3º lugar entre os Legends, fechando uma época atribulada com um resultado meritório e que premeia o seu esforço e dedicação à modalidade.

  • Hélder Silva domina em Boticas e comemora título com quarto triunfo da época

    Imperial. Eis a palavra que sintetiza o domínio exercido por Hélder Silva na 7ª Rampa de Boticas 2022. No fim-de-semana em que se tornou bicampeão nacional absoluto, o piloto da Power House dominou a última prova da temporada 2022 de Montanha.

    Triunfando em todas as subidas em que participou, Hélder Silva logrou ainda registar as duas melhores marcas do fim-de-semana, cravando na segunda Subida de Prova como melhor “crono” de toda a prova o tempo de 2.12.,933, à espantosa média horária de 138,38 km/h.

    Sempre que uma adversário melhorava o registo, o piloto da Osella PA2000 EVO 2, melhorava ainda mais, construindo assim de forma musculada aquela que é a quarta vitória absoluta na temporada em que chegou ao segundo título consecutivo da sua carreira.

    “Estou muito feliz, principalmente pela minha família, pela equipa e pelos patrocinadores. Foi um ano muito intenso, onde apostámos em evoluir de forma contínua a Osella e todo o trabalho da Power House deu frutos. Aliás, foi aqui em Boticas que eu senti finalmente a barchetta no ponto. Esteve perfeita e construímos uma vitória que é prenda acrescida ao título nacional”, prometendo Hélder Silva que ”possivelmente, alinharei em 2023 para lutar pelo tricampeonato!”.

    Em Boticas, quem mais perto rodou do vencedor foi o espanhol César Rodriguez. Tal como nas vezes anteriores em que participou no CPM JC Group, o piloto da Osella PA21S Jrb voltou a revelar muita rapidez, premiada em Boticas com um justo 2º lugar da geral, a 4,3 segundos de Hélder Silva.

    O pódio absoluto contou com a presença de José Correia no 3º posto. A braços com alguns problemas na Norma FC20 da JC Group Racing Team, Correia foi melhorando os tempos e desalojou António Rodrigues e o SilverCar EF 10 da NJ Racing/Lusimed do 3º lugar na derradeira Subida de Prova, beneficiando do facto do piloto duriense ter desistido nessa subida, com a quebra da transmissão do protótipo catalão, tendo assim de se contentar com o 4º lugar da geral.

    Logo atrás da “Bala do Douro”, o 5º lugar absoluto foi conquistado pelo seu colega de equipa, Nuno Guimarães. Este, voltou a evidenciar todos os seus predicados com o SilverCar S2 e voltou a vencer entre os Protótipos B, não sem que nesta luta particular enfrentasse forte oposição do espanhol Martin Villar (BRC 05 Evo), que terminou somente a 0,8 segundos do “Capitão da Montanha”. O pódio da Divisão ficou completo com Joaquim Rino, no BRC BR49 Evo da Articimentos.

    Quanto aos GT, com o campeão Vítor Pascoal ausente, previa-se um duelo sem tréguas entre Gabriela Correia (Mercedes AMG GT4) e Bernardo Garcia de Castro (Porsche 997 GT3 CUP).

    E assim sucedeu. A “Princesa da Montanha” impôs a lei do seu GT4 na subida a contar de sábado, mas viu o espanhol ripostar na segunda subida, já no domingo, ficando tudo por resolver para a terceira Subida de Prova. Ambos foram ao ataque, mas Gabriela Correia subiu um patamar na rapidez e venceu com todo o mérito, deixando, no final, o adversário a três segundos de distância. Mesmo a braços com graves problemas de eletrónica no Nissan Nismo 370Z, o bracarense Daniel Vilaça garantiu o 3º posto na categoria.

    Quanto à Categoria Turismos, Boticas foi palco da festa do “tetra” de Luís Nunes. O “Foguete de Valpaços” apareceu em Boticas com o seu Skoda Fabia R5 alvo de um “upgrade” aerodinâmica, que se juntou à evolução que o carro tem vindo a sofrer no motor e as alterações refletiram-se de forma contundente no cronómetro.

    Nunes foi o melhor da categoria, terminando a larga distância dos demais, muito para lá do que tinha sucedido em todas as provas anteriores da época, comemorando assim com o sexto triunfo na categoria e o oitavo na Divisão 1, a conquista do quarto título nacional consecutivo.

    Na sua divisão, houve luta pelo segundo posto, tendo sido Pedro Marques (Subaru Impreza 4WD) a superiorizar-se a Carlos Gonçalves (Mitsubushi Lancer EVO X).

    Já Joaquim Teixeira, voltou a ser quem mais perto conseguiu rodar de Luís Nunes. Em dia de aniversário, o piloto da JT59 Racing Team/Bompiso foi segundo na categoria e manteve a invencibilidade na Divisão 2, espaço onde também encontramos o 3º melhor da categoria.

    Falamos de José Carlos Pouca Sorte que, no VW Golf R35 GTi da Megamotors, voltou a demonstrar uma competitividade intensa e selou a sua presença no pódio final dos Turismos no campeonato. Uma palavra para Manuel Rocha e Sousa (Cupra TCR) 3º em Boticas na Divisão 2.

    Imprópria para cardíacos voltou a ser a “batalha” na Divisão Turismos 3. Houve drama, reviravoltas e indecisão quanto à vitória na prova e à conquista do título até final.

    E se no sábado, um problema de motor no Citroen Saxo, quase afastava Bruno Carvalho dos dois objetivos, o piloto da Lx Sport esteve perfeito no domingo e, já na última subida, desalojou Parcídio Summavielle (Renault Clio RS R3) da liderança na rampa e no campeonato, reservando para si a vitória em ambos, sendo de realçar que Summavielle deu tudo em pista e foi e sai do campeonato com um 2º lugar merecido, por toda a sua incrível capacidade. Alberto Pereira, num Honda Civic Type R voltou a andar forte e foi 3º nas contas da divisão.

    Na Taça de Portugal de Kartcross de Montanha JC Group, Sérgio Mateus venceu e voltou a receber os favores do público pela sua condução rápida e exuberante.

    A festa rija que as claques e todos quantos fazem parte da “família da Montanha” organizaram para receber na zona de partida o plantel do campeonato, logo após o términos da última subida de prova, foi plenamente justificada pela excelente época que a modalidade viveu em 2022, premiando ainda a organização de grande nível que o Demoporto rubricou nesta oitava e última prova da temporada.

  • Hélder Silva sagra-se campeão absoluto e domina dia inicial em Boticas

    Ao alinhar nas subidas de treinos, selou as contas do segundo título absoluto da sua carreira. Mas, não se quedou por aí. Ao longo da jornada “abriu o livro” e dominou a tabela de tempos, sentindo alguma oposição por parte de César Rodrigues e António Rodrigues, partindo os três para o dia final separados por 1,4 segundos. Luís Nunes também garantiu o quarto título consecutivo nos Turismos.

    Comecemos por assinalar a organização imaculada que o Demoporto ostentou neste primeiro dia de competição. Horários cumpridos de forma britânica e decisões sempre atiladas contribuíram para o excelente ritmo de competição em Boticas.

    Quanto à competição pura e dura, o dia revelou-se propício a uma exibição sem mácula de Hélder Silva.

    Depois da ausência no Caramulo, o piloto poveiro da Power House começou o dia a comemorar o título nacional absoluto, após alinhar nas subidas de treino. Mas, não se deixou levar pela emoção e focou-se desde o arranque no ataque à liderança da prova, almejando ser o mais rápido nas três subidas realizadas.

    Mas, o agora bicampeão nacional não vai ter tarefa fácil para vencer em Boticas. Na única de prova, suplantou César Rodriguez (Osella PA21 Jrb) por apenas 1,2 segundos, com António Rodrigues (SilverCar EF10) a ficar somente a 241 milésimas, apesar da “Bala do Douro” ter enfrentado alguns problemas logo na subida de treinos inicial.

    O trio está a rodar separado dos restantes e promete muita ação para as duas subidas de prova de domingo.

    Quarto melhor registo na geral assinado por José Correia (Norma FC 20), a 8,6 segundos de Hélder Silva, sendo de salientar que Nuno Guimarães voltou a “voar baixinho” no SilverCar S2 da NJ Racing, ombreando com os Protótipos A, reservando para si o Top 5 da tabela absoluta, a apenas 7 décimas de segundo de José Correia, destacando-se claramente entres os concorrentes dos Protótipos B.

    Gabriel Correia (Mercedes AMG GT4) estabeleceu o ritmo da liderança entre os GT e, pela amostra deste dia, é candidata clara a sair de Boticas com a segunda vitória do ano nesta categoria. Sai para o descanso com 1,7 segundos de avanço sobre Bernardo Garcia de Castro (Porsche 997 GT3 CUP), enquanto Daniel Vilaça ocupa o 3º lugar, num dia em que sentiu problemas técnicos no seu Nissan Nismo 370Z.

    Quanto à Categoria Turismos, as subidas de treinos permitiram a festa do quarto título consecutivo de Luís Nunes. O piloto de Valpaços apareceu em Boticas com um “upgrade” aerodinâmico no seu Skoda Fabia R5 e logrou ampliar a diferença habitual para os seus adversários diretos na categoria, não tem qualquer oposição na Divisão Turismos 1.

    Na subida de prova, logrou ser o 6º mais rápido da geral e colocar no cronómetro uma vantagem de 10,7 segundos sobre Joaquim Teixeira (Cupra TCR), com este a ser  o mais lesto entre os Turismos 2, mas tendo colado a si José Carlos Pouca Sorte (VW Golf R35 GTi), que ficou apenas a 7 décimas de segundo e cimenta a sua posição de terceiro mais rápido da categoria nestas provas finais do ano.

    Nos Turismo 3, Parcídio Summavielle impôs o seu Renault Clio RS R3 ao longo de todas a subidas, cumprindo assim o que precisava de fazer para se manter com todas as suas aspirações ao título nesta divisão. Viu ainda Bruno Carvalho, seu adversário na luta pelo cetro, desistir na única subida de prova, o que condiciona o piloto do Citroen Saxo para o segundo dia de competição.

    Sérgio Mateus (Semog Troféu) voltou a ser um “Show” dentro da festa do campeonato, registando tempos muito interessantes, enquanto encantava o muito público presente com a sua condução exuberante.

    Nos Legends, o saldo do primeiro dia deixa muito apetite para o que pode acontecer na jornada decisiva de amanhã da última prova do campeonato.

    João Pires impôs o seu BMW M3 na Subida de Prova, depois de ter sido o que mais perto rodou de Luís Silva nos treinos. Desta feita, o já campeão nacional não conseguir colocar em pista o seu habitual domínio e levou o BMW M3 da Famaconcret apenas ao 2º melhor tempo, mas apenas a 853 milésimos de segundo de João Pires.

    A exibição de Pires coloca pela primeira vez esta época pressão sobre a invencibilidade do piloto famalicense e na jornada de domingo vamos ter um duelo sem tréguas pela vitória, refrega onde muito dificilmente entrará outro piloto dos Legends, embora seja de realçar que o regressado Carlos Alberto Oliveira conseguiu rodar rápido com o Ford Sierra Cosworth RS e assinou o terceiro melhor tempo na Subida de Prova, mas já a 9,6 segundos da frente.

    Nos Clássicos, Fernando Salgueiro foi o melhor no duelo de colegas de equipa que travou com Ricardo Loureiro. Ambos deram o máximo ao volante dos seus Ford Escort MKII do Caramulo Racing Team e, na única subida “a doer” Salgueiro superiorizou-se por 1,4 segundos, ficando garantido que teremos discussão amanhã.

    Quanto aos 1300, João Diogo Santos dominou durante esta primeiro dia. O jovem piloto de Amarante foi o mais rápido ao longo de toda a jornada e colocou o Fiat Punto 85 Sport na liderança, terminando o dia com 2,6 segundos de vantagem sobre Eva Laranjeira (Peugeot 205 Rallye), que foi a única piloto a rodar sempre perto do líder.

    Interessante está a ser o duelo pelo último degrau do pódio entre Carlos Delgado Ford Escort MKI) e Rita Matos (Fiat Uno 45S). O chefe do clã Delgado de Chaves fez a sua habitual aparição pontual em Boticas e, para além de ter sido o mais rápido entre os Clássicos 1300, logrou garantir o 3º melhor tempo absoluto, saindo para o descanso com duas décimas de segundo de vantagem sobre a piloto da MNE Sport.

    Amanhã, domingo, a sessão de warm-up está marcada para as 10.00 horas, antecedendo a última Subida de Treinos da prova. Depois, será tempo de todas as decisões, com a 2ª e a 3ª Subida de Prova, que terão início após o meio-dia.

  • Parcídio Summavielle “Boticas será o palco de um fim de ciclo”

    O consagrado piloto de Fafe apresenta-se à partida da Rampa de Boticas, última provado Campeonato de Portugal de Montanha JC Group preparado para as “batalhas” intensas que o esperam na divisão e na categoria.

    A conversa com o piloto fafense decorreu já em pleno Paddock da Rampa de Boticas, a poucas horas do arranque da “festa” final de 2022 do CPM JC Group.

    Parcídio Summavielle e o seu Renault Clio RS R3 têm pela frente um fim-de-semana “rasgadinho”, onde vão lutar pelo triunfo final na Divisão Turismos 3, reservada aos carros com duas rodas motrizes e motorização até 2000cc, bem como pelos lugares dentro do Top 5 da Categoria Turismos.

    O fafense tem protagonizado uma época de grande nível, extraindo todo o potencial do carro francês e afirma que “vamos dar o nosso máximo nas lutas em que estamos envolvidos, como , aliás, sempre fazemos, num traçado que muito me agrada, mas onde a potência é um fator fundamental e, nesse campo, estamos fragilizados perante os concorrentes mais diretos”.

    O piloto diz-se “muito orgulho do que eu e a minha equipa, a RG Compeitções, temos conseguido fazer ao longo desta época. Estamos a travar uma luta intensa com magníficos adversários, mesmo sabendo que o nosso Renault Clio RS R3 com as especificações da ficha de homologação é menos competitivo”.

    Aliás, Parcído Summavielle afirma que “me sinto muito feliz por ser o 2º classificado entre os verdadeiros carros de Turismo!”

    A questão sido falada por vários pilotos que consideram ser necessário evitar que carros com níveis de preparação completamente diferentes, devido às disparidades regulamentares entre os diferentes grupos, corram na mesma Divisão e Categoria, existindo um movimento informal para que as normas regulamentares de 2023 possam ser diferentes.

    Em termos de programa competitivo, a Rampa de Boticas 2022 arrancará já às 13.30 horas deste sábado, com a 1ª Subida de Treinos Oficiais, incluindo ainda no dia inaugural mais uma Subida de Treinos, e a 1ª Subida Oficial, que previsivelmente arrancará pelas 16.30 horas.

    No domingo, o Warm-up matinal está marcado para as 10.00 horas, antecedendo a última Subida de Treinos da prova. Depois, será tempo de todas as decisões, com a 2ª e a 3ª Subida de Prova, que terão início após o meio-dia.

  • Daniela Ferreira “O Top 4 no campeonato já está garantido e, por isso, vou desfrutar desta minha estreia em Boticas!”

    O fecho da época vai contar com a sempre aguerrida piloto da FRPOWER que, uma vez mais, confia no Citroen C1 para enfrentar o forte pelotão do Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group.

    À sua espera está uma estreia: “nunca corri em Boticas. Sei que para além de ser uma rampa extensa, é muito inclinada e, por isso, tenho a noção que é um traçado desfavorável para o Citroen C1, devido à falta de potência”.

    Mas isso não a impede de “enfrentar a prova com toda a concentração, tentando sempre melhorar os tempos e, mesmo limitada pela menor competitividade do carro, lutar para ficar num lugar satisfatório. Se terminar no Top 5, ficarei feliz”.

    Daniela Ferreira e a FRPOWER fizeram “um enorme esforço para eu correr. Algumas dificuldades logísticas iam tornando impossível a minha presença, mas, uma vez mais, o Ruizinho e a equipa fizeram tudo para que eu pudesse participar e, agora, só me resta devolver-lhes a dedicação com uma boa exibição”, dando a melhor conclusão a uma época que a “Guerreira da Serra” considera estar a ser “de sonho. Conseguimos já o Top 4 do campeonato, superando todas as expectativas, resultado que dedico ao Rui, à equipa e aos patrocinadores que apoiaram este desafio. Energy-Bullets, José Fortunato JF Auto Peças/Create, Valvoline, Moto Clube Covilhã LOBOS DA NEVE, enviando um agradecimento especial ao Município da Covilhã por todo o carinho e apoio institucional”.

    Em termos de programa competitivo, a Rampa de Boticas 2022 arranca amanhã, sábado, pelas 13.30 horas, com a 1ª Subida de Treinos Oficiais, incluindo ainda no dia inaugural mais uma Subida de Treinos, e a 1ª Subida Oficial, que previsivelmente arrancará pelas 16.30 horas. No domingo, o Warm-up matinal está marcado para as 10.00 horas, antecedendo a última Subida de Treinos da prova. Depois, será tempo de todas as decisões, com a 2ª e a 3ª Subida de Prova, que terão início após o meio-dia.