O piloto da MNE Sport alinhou na prova bracarense aos comandos de um Peugeot 306 S16 e viveu um fim-de-semana intenso e valioso para acumular experiência.
Com o Toyota Carina E ainda a ser alvo de uma intervenção profunda no motor, o piloto luso radicado no Canadá optou por outro dos carros existentes na garagem da MNE Sport para poder alinhar na 41ª Altice Rampa Internacional da Falperra.
A sua estreia na histórica prova organizada pelo Clube Automóvel do Minho foi “muito positiva e emocionante. A Falperra é de facto uma rampa mítica, com uma moldura humana incrível ao longo de todo o traçado. Foi também um momento fantástico o que vivemos no desfile de sexta-feira à noite, no centro de Braga”.
Em termos desportivos, Arlindo Beça considera que “foi uma jornada muito positiva. Tinha perfeita noção da dificuldade acrescida que sentiria por não só estar a correr uma pista desconhecida, como também por alinhar com um carro diferente”.
Foi importante para “ter pontuado em mais uma prova dos Legends e sobretudo para poder utilizar todas as subidas para ganhar quilómetros e experiência, o facto do carro ter estado sempre extremamente fiável. Adaptei-me bem, muito mercê da ajuda do José Carlos Magalhães fui tirando mais partido do carro conforme as subidas iam sendo feitas”.
Arlindo Beça conta já “alinhar com o Toyota Carina E na próxima prova”, que será a Rampa Covilhã Serra da Estrela, que será disputada nos dias 28 e 29 de Maio.
Tal como prometera o piloto de Fafe fez a sua despedida das pistas da Montanha na prova ‘rainha’ do campeonato, nas condições possíveis somando mais um resultado positivo, que por muito pouco não foi mais uma vitória na Divisão Turismo 3.
Sabia-se que a 41ª Rampa da Falperra iria ser um momento muito especial para Parcídio Summavielle e foi-o. Primeiro pelo facto de ser o momento alto da temporada, em que o Campenato de Portugal de Montanha JC Group se encontra com o Campeonato da Europa da disciplina. Depois porque a subida ao Sameiro é mítica e histórica na disciplina, e por último, o aspeto talvez mais importante, tratar-se da despedida anunciada do piloto edil. E foi-o.
Ainda assim Parcídio salienta a dimensão da prova organizada pelo Clube Automóvel do Minho: “Foi uma festa extraordinária. Não é fácil organizar uma prova com tantos pilotos, e talvez por isso não decorreu sem problemas. Houve pilotos que manifestaram o seu desagrado com algumas coisas que se passaram”.
“Os pilotos do ‘Nacional’ não gostaram a forma como foram tratados, e eu percebo-os. Pois o Drift deixou o asfalto do traçado muito sujo. Mas por outro lado a organização tem compromissos com os patrocinadores, que eu também entendo. Falamos muito entre nós sobre o que aconteceu”, referencia também o piloto fafense.
Já sob o ponto de vista desportivo Parcídio Summavielle disse que a sua atuação ficou limitada pelas condições em que alinhou: “Embora tenha feito tudo, depois da Rampa da Arrábida, para tentar arranjar pneus novos para disputar a Falperra, a verdade é que não os consegui. Assim sendo fiz os possíveis para obter o melhor resultado, ficando a 0.4 do Bruno Carvalho, a quem endereço desde já os parabéns”.
O “Bisturi de Fafe” referiu ainda que “com pneus usados não podia arriscar mais do que arrisquei, e a cada subida que fazia eles ficavam cada vez mais degradados. Mas fiquei contente com o meu desempenho, sendo que fui dos poucos pilotos também inscritos no Europeu, competindo no Grupo 5. E mesmo tendo em conta as minhas limitações fiquei a 1.5s do melhor do grupo. Só posso estar contente comigo e com a minha equipa, RG Competições, a quem agradeço bastante a ajuda”, destaca também o piloto-edil.
Parcídio Summavielle deixa as rampas como piloto, mas não como membro da APPAM, tendo garantido “tudo fazer para ajudar os pilotos de montanha, já que o campeonato vive um bom momento, em contraciclo com outras disciplinas do automobilismo. Por isso vão contar com o meu contributo sempre que o desejarem”. Quando a um possível regresso, o piloto fafense não diz “nunca, porque ninguém sabe o futuro. Podendo ocorrer uma participação esporádica num rali ou numa prova de velocidade. Nunca se sabe”.
Sendo certo que agora se vai concentrar totalmente nas suas funções na autarquia durante o Rali de Portugal, “pois é uma enorme responsabilidade, uma vez que Fafe recebe a prova no seu último dia e temos de nos empenhar para que tudo corra pelo melhor da nossa parte”.
Ausente da Arrábida, a “Amazona da Régua” foi até Braga saborear a sua estreia na Falperra, participando assim pela primeira vez numa prova com cunho internacional. A sua exibição aos comandos do Peugeot 206 RC foi sólida ao longo de todo o fim-de-semana.
O sorriso de orelha a orelha, “assinatura” habitual da simpática piloto de Peso da Régua, ganhou uma nova dimensão na 41ª Altice Rampa Internacional da Falperra. Rute Brás descreve o fim-de-semana “como extraordinário todo o ambiente envolvente, sobretudo o público, o convívio intenso e a própria rampa que é fantástica!”.
Integrada num aguerrido e faro pelotão de carros da Divisão Turismo 3, o Peugeot 206 RC da NJ Racing foi, uma vez mais, a arma de serviço da piloto duriense, que voltou a fazer parte da classificação final de uma rampa, desta feita, dentro do Top 15.
Paulatinamente, Rute Brás foi conhecendo melhor os 5200 metros da Falperra e considera que “a nível geral a prova correu bem, consegui melhorar a cada subida com um andamento regular e mais cuidado, sendo importante para mim continuar a aprender”.
O fim-de-semana não foi isento de problemas pois “no segundo dia dei um toque logo na primeira subida, mas isso que não me fez desanimar. Os pequenos estragos foram resolvidos com eficácia pelos mecânicos sempre fantásticos da Miranda Competições e pude alinhar nas subidas de prova com o carro perfeito”.
A “Amazona da Régua” continua a ter uma relação problemática com a caixa de velocidades do carro francês: “os arranques também não me estavam a correr como queria. Esta minha relação com a segunda velocidade tem que se lhe diga, mas eu chego lá!”, afirmou com humor, acrescentando “que todos estes problemas me fizeram perder tempo pois acho que poderia ter feito melhor. Devo salientar um pormenor que para mim foi desgastante, o tempo de espera para partir debaixo de sol em praticamente todas as subidas, não foi fácil nem para mim nem para todos os pilotos”.
Concluída esta frenética primeira metade do campeonato, com quatro provas em seis semanas, o CPM JC Group vai ter um hiato de três semanas até ao próximo desafio, que será a Rampa Covilhã Serra da Estrela, que se disputará nos dias 28 e 29 de maio.
Fim-de-semana desafiante, mas recompensador foi aquele que a piloto pacense viveu na 41ª Altice Rampa Internacional da Falperra. Ciente de uma concorrência farta e forte, Rita Matos focou-se em não cometer erros e voltar a pontuar forte para manter posições nos campeonatos em que está envolvida.
Num ano de estreias, naquela que é a sua primeira época desportiva, Rita Matos preparou-se para o ambiente único da Falperra e viveu com intensidade “uma estreia diferente. Diferente porque realmente é uma rampa mítica. Muito público, muitos pilotos e carros, algo que provoca uma grande emoção e, claro, uma tensão acrescida”.
A piloto de Paços de Ferreira considera que “foi um grande passo para mim nesta nova etapa da minha vida. Foi perceber o que é a realidade de uma rampa com cunho europeu com muitos fãs a apoiarem os pilotos. Gostei do apoio e carinho das pessoas que nos receberam muito bem!”.
No plano desportivo, Rita Matos tinha plena consciência das dificuldades que qualquer “rookie” sente para enfrentar os longos 5200 metros do traçado bracarense:
“Senti algumas dificuldades, pois não é fácil aprender um percurso tão extenso e rápido, pouco propício às características do meu Fiat Uno 45S. Felizmente, a MNE Sport esteve sempre lá para me apoiar e os conselhos técnicos que recebi, principalmente do José Carlos Magalhães e do meu marido Celso Fonseca, foram imprescindíveis para poder melhorar os tempos”, objetivo que alcançou, sendo de realçar a marca que registou na subida final, tirando praticamente 5 segundos às que tinha feito nas subidas de prova anteriores.
Rita Matos saiu de Braga “muito feliz. Melhorei os tempos, diverti-me imenso e não esquecerei a Falperra. Realmente é uma Rampa que ficará na memória pela dificuldade, mas também pelo aprendizado. Realço ainda o facto de ter pontuado bem, mesmo com tanta oposição, e consegui manter a minha 3ª posição no Campeonato de Portugal de Montanha 1300 e, logicamente, também na Divisão Modernos 1300, o que é para mim uma grande Vitória!”. Concluída esta frenética primeira metade do campeonato, com quatro provas em seis semanas, o CPM JC Group vai ter um hiato de três semanas até ao próximo desafio, que será a Rampa Covilhã Serra da Estrela, que se disputará nos dias 28 e 29 de maio.
A jovem piloto da Articimentos continua a sua evolução segura nesta sua época de estreia no Campeonato de Portugal de Legends de Montanha JC Group. Na prova internacional organizada pelo Clube Automóvel do Minho levou o seu VW Golf MKIII a uma exibição segura e capaz de a fazer pontuar forte pela terceira vez na temporada.
Alexandra Rino estreou-se numa prova internacional nesta 41ª Altice Rampa Internacional da Falperra, isto apenas na sua 3ª prova desta primeira temporada integrada no Campeonato de Portugal Legends de Montanha.
A prestação da jovem em Braga foi muito positiva: “a prova correu muito bem, diverti-me imenso e conheci novos pilotos, o que acho que é sempre uma mais-valia. Na primeira subida de treinos o termóstato estava com uns problemas, mas nada que não tivéssemos conseguido resolver”, com Alexandra Rino a salientar que “fui-me adaptando ao traçado que, para além de longo, é muito desafiante e exige um conhecimento profundo. Com o decorrer das subidas, fui melhorando e, na última subida oficial de prova, tinha em mente arriscar mais um pouco e consegui melhorar 3 segundos, fiquei muito feliz!”, terminando a prova no 11º lugar da geral, correspondente ao 7º entre os pilotos que pontuavam para o campeonato.
A piloto saiu assim da Falperra no 7º posto do CPLM JC Group, estando ainda no 3º posto da tabela pontual referente ao Grupo L99, posições muito satisfatórias para quem está em ano de estreia numa competição cujo nível de exigência é grande.
Concluída esta frenética primeira metade da época, com quatro provas em seis semanas, o CPLM JC Group vai ter um hiato de três semanas até ao próximo desafio, que será a Rampa Covilhã Serra da Estrela, que se disputará nos dias 28 e 29 de maio.
O piloto da NJ Racing/Lusimed deu mostras na Falperra de que a “série negra” que enfrentou no início da época ficou para trás. Com um Silver Car EF10 completamente refeito, a “Bala do Douro” rodou sempre longe dos limites, mas com um ritmo suficientemente capaz de lhe dar o Top 5 absoluto final.
O arranque da época 2022 de António Rodrigues foi um autêntico pesadelo.
Senhor de uma curta mas muito bem sucedida carreira, onde já conta com dois títulos nos Protótipos B e duas presenças no pódio final absoluto dos Campeonatos de Portugal de Montanha JC Group 2020 e 2021, o rapidíssimo piloto de Santa Marta de Penaguião passou por uma “tempestade perfeita” nas provas realizadas em Murça e na Penha, sofrendo na primeira uma avaria mecânica e, na segunda, um toque violento que provocou muitos estragos no seu novo Silver Car EF10, levando mesmo a que estivesse ausente na Arrábida.
E mesmo a sua participação na 41ª Altice Rampa Internacional da Falperra esteve em causa, pois as peças necessárias para a recuperação do protótipo espanhol chegaram “a poucos dias da rampa. Felizmente o Rui Ferreira e a equipa da FRPOWER são de uma competência e de uma entrega sem igual. Foram incríveis na dedicação no sacrifício e na capacidade para, em tempo recorde, montar o carro e estarmos à partida da Falperra!”, salientou António Rodrigues.
O craque duriense sentia que “era minha responsabilidade corresponder da melhor forma a todo o sacrifício da minha família, da minha equipa NJ Racing, dos meus patrocinadores, da FRPOWER e não esquecendo todo o incentivo da Família da Montanha neste que foi o momento mais difícil da minha carreira de piloto”.
António Rodrigues estava ciente de que “não tendo sequer feito um ‘shakedown’ ao carro, ou muito menos um teste profundo, teria que abordar a Falperra com muitas cautelas e um andamento moderado, sabendo ser vital terminar o fim-de-semana sem incidentes e com um bom resultado”.
E assim foi. A abordagem conservadora, que abrangeu mesmo o ‘setup” da eletrónica do Silver Car EF10, está bem visível nos tempos, com António Rodrigues a ir paulatinamente aumentando o ritmo e baixando as marcas.
E fê-lo de forma tão vincada que, ao longo do fim-de-semana, a diferença entre a pior e a melhor marca seria de cerca de 23 segundos. Uma “eternidade” que dá conta da crescente confiança que a “Bala do Douro” foi sentindo, embora tenha ficado bem visível que, nem de perto nem de longe, António Rodrigues tenha rodado nos limites.
No final, o Top 5 absoluto na competição reservada ao CPM JC Group foi “um prémio justo para todos quantos permitiram que eu alinhasse na Falperra. Mas o mais importante foi ter um fim-de-semana se qualquer incidente e apenas com um ou outro pequeno problema, rapidamente resolvido, voltando a ganhar ritmo e confiança, para no futuro sermos muito mais competitivos!”, resumiu António Rodrigues que assume que “o resto do campeonato será um longo teste em competição. Estamos fora da luta por qualquer título e isso tira-nos pressão e responsabilidade, dando-nos tempo para evoluir o carro e evoluir a minha capacidade para extrair dele todo o potencial”, assumindo, no entanto, que “não enjeitaremos lutar pelos melhores lugares, sempre que a oportunidade surgir”. Concluída esta frenética primeira metade do campeonato, com quatro provas em seis semanas, o CPM JC Group vai ter um hiato de três semanas até ao próximo desafio, que será a Rampa Covilhã Serra da Estrela, que se disputará nos dias 28 e 29 de maio.
Nem o mais violento toque da sua curta carreira fez a “Guerreira da Serra” baixar os braços. Com a ajuda preciosa da FRPOWER, Daniela Ferreira voltou a pontuar de forma sólida e continua firme no Top 5 do CPM1300.
Braga, domingo, 8 e pouco da manhã.
Galgava Daniela Ferreira já a segunda parte dos 5200 metros da 41ª Altice Rampa Internacional da quando a negociar uma direita rápida, o Citroen C1 alargou um pouco a trajetória e, num ápice, a jovem piloto da Covilhã viu o pequeno carro francês bater nos rails dos dois lados da pista, parando já no miolo da curva à esquerda seguinte.
As imagens do direto televisivo deram logo conta de um profundo dano na parte dianteira esquerda, com todos os aficionados a darem por encerrada a estreia de Daniela Ferreira na prova.
Com a garra “vulcânica” que lhe é reconhecida, foi ver a covilhanense de celular na mão para avisar Rui Ferreira, “patrão” da FRPOWER, do estrago no C1, com todos a considerarem que as imagens do carro no reboque seriam as últimas do fim-de-semana.
Assim não foi. Mas é melhor conhecer os contornos da estória na primeira pessoa:
“No domingo, como eu sou uma pessoa que nunca arrisca em treinos, porque preciso de pontuar e ter o carro bom nas de prova, ia devagar, mas infelizmente quase a chegar ao topo da rampa o carro entrou na valeta. Ainda tentei virar o volante para o tirar de lá, mas entrei em despiste e foi tudo muito rápido, com a falta de experiência a não ajudar muito nesta situação”, lembrava Daniela Ferreira que considera ter sido “o momento mais difícil de sempre, sair do carro e ver o estado dele, foi horrível. Como dizia um comissário: nunca vimos um piloto chorar tanto por causa do carro!”.
Daniela Ferreira “não conseguia sossegar porque sabia que não ia rápido, se fosse na de prova compreendia melhor. Só pensava que já não corria mais, que era impossível ter o Citroen C1 pronto, mas a equipa foi fenomenal!”.
Em tempo recorde e incluindo uma viagem relâmpago a Santo Tirso para ir buscar peças, a FRPOWER conseguiu colocar o C1 pronto para as duas subidas de prova, com Daniela Ferreira a corresponder, conseguindo terminar, classificar-se e pontuar de forma significativa, mantendo o seu lugar entre os 5 primeiros do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.
No fecho da jornada, Daniela Ferreira estava feliz:
“Foi muito importante voltar ao volante do Citroen C1, não para voltar ao meu nível habitual, pois isso não conseguia, mas sim para perder o medo com que fiquei pelo acidente. Só posso agradecer à minha assistência FRPOWER, ao Ruizinho acima de tudo, ao Armando Freitas, que arranjou material para o carro, às equipas de assistência de outros colegas que ajudaram na reparação do carro, todos os que estiveram envolvidos e que me ajudaram a voltar a pista. Foi incrível!”.
A talentosa jovem piloto saiu da cidade dos Arcebispos “com vários ensinamentos, que vou guardar sempre. Agora vamos rumar a Serra da Estrela, para dar tudo em casa. Uma guerreira nunca desiste!”, terminando a agradecer “aos meus patrocinadores Município da Covilhã, Energy-Bullets Portugal, Tupperware Portugal, Gonçalo Amaral, José Fortunato, Valvoline Moto Clube Covilhã LOBOS DA NEVE, Graph&co e FRPOWER”.
A rampa internacional organizada pelo CAM representou o fecho de um ciclo frenético de três provas que o piloto de Porto de Mós enfrentou com sucesso. Em Braga conquistou o terceiro pódio da época nas contas da Divisão Protótipos B do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.
Foi perante dezenas de milhar de espetadores que Joaquim Rino e o seu BRC BR49 EVO ostentaram um nível exibicional alto e capaz de ser ostentado de fio a pavio do programa competitivo da 41ª Altice Rampa Internacional da Falperra.
O ambiente da prova é, segundo o “Senador da Montanha” verdadeiramente “fantástico, com muito público, sempre a aplaudir e a vibrar com o espetáculo, sendo muito motivador para todos nós pilotos. Gosto muito de correr na Falperra, por toda essa envolvência e também porque me agrada muito o traçado da rampa, sendo uma das provas onde normalmente consigo ser competitivo”.
E esta edição deu razão a Joaquim Rino, com o “patrão” e piloto da Articimentos a rodar sempre forte, sem problemas técnicos no BRC BR49 EVO, enfrentando o forte e rico pelotão da frente do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group que, na Falperra, contava com 9 protótipos e 6 carros da categoria GT, elevando imenso o nível competitivo.
No fecho da jornada, o 2º posto na Divisão Protótipos B e um Top 12 global premiaram a sólida exibição de Joaquim Rino, que, no final, salientou “o nível desta prova que foi tremendo. Para mim, de forma global correu bem. Já sabemos que existem sempre alguns percalços, mas nada que não se resolva, sendo de salientar que, uma vez mais, a FRPOWEAR esteve incrível a cuidar do meu BRC”.
O consagrado piloto reconheceu ainda que “a expectativa era conseguir uma melhor classificação, nomeadamente o 1.º lugar nos Protótipos B, o que não foi possível. Ainda assim consegui melhorar o meu tempo 4 segundos, relativamente ao que tinha feito em anos anteriores nesta rampa”.
A quinta prova do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group será a Rampa Serra da Estrela, na Covilhã, organizada pelo CAMI Motorsport e disputada nos dias 28 e 29 de maio.
O baionense almejou cumprir os dois principais objetivos que traçou para a 41ª Altice Rampa Internacional da Falperra, ao terminar a prova do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group no 2º posto da Categoria GT, garantindo ainda o pódio no Grupo 3 do Europeu de Montanha.
Na antevisão ao evento internacional organizado pelo Clube Automóvel do Minho, Vítor Pascoal tinha enfatizado a cautela com que abordaria a Falperra, mercê do seu menor conhecimento do traçado face aos seus principais adversários, sendo ainda uma rampa que, pela sua rapidez, principalmente na parte final, beneficia os carros dos seus concorrentes face ao seu Porsche 991 GT3 Cup que, mesmo sendo também um “puro-sangue”, foi construído a pensar em ralis e não em velocidade.
Mas nem esses handicaps limitaram a capacidade do piloto de Baião em estar sempre na luta pelo triunfo, fosse nas contas dos GT no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, fosse no duelo que travou com os seus adversários estrangeiros nas lides do Europeu de Montanha.
O foco era a defesa da liderança do campeonato lusitano na Categoria GT e Pascoal fê-lo com mestria, dando tudo em pista e estando sempre na luta pelo triunfo. No fecho das contas, alcançou o 2º posto, atrás da jovem bracarense Gabriela Correia, pontuando assim fortemente e conseguindo defender de forma sólida a sua posição de liderança no campeonato.
“Foi um fim-de-semana muito intenso, difícil como já previa, mas também muito recompensador. Para além de ter sido espetacular correr em frente a tantos milhares de espetadores, foi fantástico o duelo que travei com a Gabi, a que desde já endereço os meus parabéns. Estou muito feliz por ela, pois é uma jovem muito talentosa, de quem todos gostamos muitos e que mereceu por completo esta vitória na sua rampa da casa, onde se estreou e que conhece como poucos!”, destacou Pascoal no fecho da Falperra.
Depois, realçou “o excelente trabalho da minha equipa de assistência. Dei tudo em pista e estes dois segundos lugares, na prova nacional e no europeu, são muito positivos e um prémio para o seu trabalho, estando também muito feliz pelo excelente retorno que conseguimos dar aos nossos patrocinadores”, realçando o baionense que “mesmo tendo sido a primeira vez que não vencemos esta época, o 2º lugar e os pontos recolhidos consolidam a nossa liderança no campeonato e continuamos assim numa rota boa para alcançar o título”, prometendo que “tudo faremos para voltar às vitórias já na Serra da Estrela!”. A quinta prova do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group será a Rampa Serra da Estrela, na Covilhã, organizada pelo CAMI Motorsport e disputada nos dias 28 e 29 de maio.
Ao triunfo na sua divisão o “capitão da Montanha” juntou ainda uma exibição a rondar a perfeição, coroada com mais uma excelente operação pontual para a geral do campeonato.
Perante uma lista de participantes recorde na época, destacando-se a presença de oito protótipos, Nuno Guimarães deu continuidade à excelente época que tem vindo a rubricar no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.
Nesta 41ª Altice Rampa Internacional da Falperra, o piloto da NJ Racing foi fazendo uma performance sempre em crescendo, onde, para além de assumir desde cedo a liderança na tabela de tempos da Divisão Protótipos B, foi “deitando um olho” aos lugares cimeiros da geral, mesmo sabendo que lutava com armas desiguais.
“O dia de sábado foi mais difícil, pois tivemos que fazer diversas alterações ao setup do Silver Car, mas a equipa da Miranda Competições conseguiu entregar-me um carro perfeito para domingo, onde sem grande esforço consegui fazer 2 subidas rápidas e consistentes, sempre a rodar em 2:16 baixo. Tive uma luta bastante intensa pela posição na geral com o meu querido amigo Sérgio Nogueira, assim como com o Vítor Pascoal e a Gabriela Correia, e só na última subida de prova consegui garantir um lugar à frente deste trio, o que demonstra a competitividade do nosso campeonato”, resumiu o “Capitão”.
Nuno Guimarães considera assim que “o resultado final superou as minhas expectativas. Mais uma vitória na Divisão Protótipos B e um 4º lugar entre os pilotos que pontuam para o Campeonato, numa lista de participantes de luxo é sem dúvida um resultado excelente. Foi um fim de semana muito cansativo em virtude do extenso programa a que todos os pilotos estiveram sujeitos, no entanto a nível desportivo, para mim foi um sucesso!”.
O consagrado piloto duriense não quis deixar de realçar o regresso do seu colega de equipa António Rodrigues: “uma palavra de incentivo e de alegria pelo regresso do Toni que fez uma prova sem erros nem problemas e que finalmente este ano conseguiu terminar uma prova, com um bom resultado, demonstrando que os dias de azar já ficaram para trás”.
Para lá da componente competitiva, Nuno Guimarães realça ainda “a emoção que é correr num ambiente de festa com milhares de aficionados que ao longo dos 5 quilómteros do traçado sempre nos acarinham e puxam por nós. Por isso continuo a dizer que o melhor da Falperra é o seu fantástico publico!”.
Agora, é tempo de o “Capitão da Montanha” enfrentar o seu “Adamastor”.
Vem aí a Rampa Covilhã Serra da Estrela, que se disputa no último fim-de-semana de Maio e a prova no “teto” de Portugal Continental costuma ser atribulada pera Nuno Guimarães: “vou para a Covilhã com uma vantagem confortável nas contas do campeonato, o que me permite enfrentar esta prova com menos pressão, até porque Rampa da Covilhã tem sido nos últimos anos a minha “Nêmesis”… acidentes, avarias, despistes e até um incêndio fazem parte da lista de “azares” que me tem acontecido nesta prova. por isso cautela vai ser a palavra de ordem na Serra da Estrela!”.