Categoria: Ralis

  • Rali União estreia-se com luta aberta no CNR e Marco Oliveira como favorito à geral

    Rali União estreia-se com luta aberta no CNR e Marco Oliveira como favorito à geral

    O Rali União Alpendorada, Várzea e Torrão estreia-se este fim de semana no calendário, numa organização do Clube Automóvel da Régua. Com os títulos do Campeonato Norte de Ralis já atribuídos, a pressão das contas dá lugar a uma luta aberta pela vitória, enquanto na classificação absoluta há um nome que parte inevitavelmente como grande referência: Marco Oliveira e o novo Škoda Fabia Rally2 Evo.

    Serão 42 equipas à partida para nove classificativas e 61,89 quilómetros ao cronómetro, num percurso compacto dividido entre sábado e domingo.

    Sem a obrigação de fazer contas ao campeonato, há vários pilotos com argumentos para discutir os lugares cimeiros entre os concorrentes do CNR. André Ribeiro, no Peugeot 208 R2, Leandro Caetano, em Citroën Saxo, Tiago Caetano, com o Peugeot 206 RC, Francisco Costa, no Mitsubishi Lancer Evo VIII, o piloto local Gaspar Pinto, igualmente num Evo VIII, e Bruno Almeida, em Renault Clio, surgem entre os nomes a seguir numa luta que se antevê particularmente aberta.

    Marco Oliveira com todos os olhos em cima

    Na classificação absoluta do rali, porém, o favoritismo recai claramente sobre Marco Oliveira e André Vieira. O piloto “da casa” fará aqui a tão aguardada estreia competitiva do Škoda Fabia Rally2 Evo, depois de ter antecipado a utilização do novo carro para uma prova disputada precisamente perante o seu público. Alinhando extra-campeonato e dispondo da máquina mais evoluída da lista, Marco Oliveira será a grande referência para a vitória à geral.

    Outro candidato natural aos lugares da frente será José Carlos Pouca Sorte, acompanhado por Vera Sequeira no Porsche 991 GT3 Cup. O piloto da Megamotors chega embalado pelo segundo lugar entre os GT na Rampa do Caramulo e troca agora a Montanha pelos ralis, num carro que promete ser uma das grandes atrações do fim de semana.

    Nove classificativas entre sábado e domingo

    O rali começa no sábado com Pardais 1, às 16h01, seguindo-se Granidense, às 16h29, e uma segunda passagem por Pardais, às 17h22. Já de noite, a Super Especial José de Jesus Oliveira, em Várzea do Douro, fecha o primeiro dia às 21h00.

    No domingo, disputam-se duas passagens por Mundartificial Alumínios, às 10h03 e 11h44, e por Fernando Almeida, às 10h21 e 12h02. A edição inaugural termina às 15h00, com a City Stage OJP Engenharia e Construção, em Alpendorada.

  • Leiria Sobre Rodas regressa com entrada livre e decisão do título nacional de ralis

    Leiria Sobre Rodas regressa com entrada livre e decisão do título nacional de ralis

    O Leiria Sobre Rodas regressa de 20 a 22 de novembro para a sua 10.ª edição, novamente nas imediações do Estádio Dr. Magalhães Pessoa. Este ano, o evento terá entrada livre e um ingrediente inédito: o campeão nacional de ralis de 2026 será consagrado em plena pista do festival.

    Integrado na iniciativa Reerguer Leiria, o evento assume em 2026 um formato adaptado às circunstâncias vividas na região após a tempestade Kristin, mas mantém uma programação muito vasta, com exposições, demonstrações, competição e atividades para toda a família.

    O grande destaque desportivo será a integração do Rallye Vidreiro Centro de Portugal, última ronda do Campeonato de Portugal de Ralis. O paddock dedicado ao CPR permitirá ao público acompanhar de perto pilotos, equipas e máquinas, enquanto a City Stage de sábado levará os carros do campeonato à pista do Leiria Sobre Rodas.

    Logo depois, o pódio final do rali servirá de palco à consagração do campeão nacional de ralis de 2026.

    Gold Challenge promete duelo ibérico

    No domingo, o foco vira-se para o Rally 2/4/5/6 Gold Challenge, competição com o maior prize money do panorama nacional e que se prevê contar com uma das listas mais competitivas de sempre, reunindo nomes de referência do Campeonato de Portugal de Ralis e do Supercampeonato de Espanha.

    O Leiria MotorShow contará ainda com Legends e Clássicos, incluindo máquinas evocativas da era dos Grupo B, o Co-Drive Experience, com pilotos consagrados, e o tradicional Drift Show.

    Fora da pista, regressam também as áreas dedicadas aos Clássicos, este ano com os 25 anos do ACP Clássicos, ExpoAuto, com cerca de 40 marcas, ExpoMoto, que assinalará os 80 anos da Vespa e os 100 anos da Ducati, Automobilia, Supercarros e LSR Kids.

    Entre as máquinas de maior destaque estarão as três gerações do Ford GT e o Ferrari F80.

    “Este ano, a realização conjunta com o Rallye Vidreiro Centro de Portugal acrescenta uma dimensão especial ao programa e reforça a posição de Leiria como território de referência no desporto automóvel”, sublinha Gonçalo Lopes, Presidente da Câmara Municipal de Leiria.

    Depois de nove edições e mais de 80 mil visitantes acumulados, o Leiria Sobre Rodas entra na sua primeira década com uma edição de portas abertas e com o automobilismo competitivo mais ligado do que nunca ao coração do evento.

  • Que “faena” de Rui Madeira nas Astúrias!

    Que “faena” de Rui Madeira nas Astúrias!

    Que estreia de Rui Madeira e Paula Madeira no Rally de Asturias Histórico – Carlos Sainz Tribute. A dupla portuguesa protagonizou uma exibição de enorme nível nas exigentes estradas asturianas, terminando no 3.º lugar da classificação geral e conquistando ainda o 2.º posto na Categoria Post-2001, aos comandos do Mitsubishi Lancer EVO X R4 da MPRO Professionals.

    Perante um verdadeiro plantel de luxo, Rui Madeira voltou a mostrar porque continua a ser uma referência do automobilismo português. Numa prova que reuniu nomes como Carlos Sainz, aos comandos de um Ford Puma Rally1, Sébastien Loeb e François Delecour, ambos em Peugeot 306 Maxi, o “mundialista” lusitano andou desde cedo entre os mais rápidos e terminou a primeira fase competitiva no 4.º lugar absoluto, imediatamente atrás desses três gigantes da história do Campeonato do Mundo de Ralis.

    Com o desenrolar da prova e o abandono de Sébastien Loeb devido a um problema mecânico no Peugeot, Rui Madeira e Paula Madeira subiram ao 3.º lugar, posição que souberam defender até final, garantindo um pódio de enorme significado na estreia da dupla numa prova de características completamente novas. A vitória pertenceu a Carlos Sainz e Luis Moya, com François Delecour e Fabrice Gordon em segundo, enquanto os portugueses fecharam o pódio a 3m22,5s dos vencedores.

    “Rali espetacular! Terceiros da geral e segundos na Categoria Post-2001. Regressamos das Astúrias com o coração cheio!”, resumiu Rui Madeira no final, visivelmente satisfeito com uma participação que superou as expectativas inicialmente traçadas para a estreia.

    O piloto português fez questão de destacar o trabalho desenvolvido pela estrutura que tornou possível uma prestação deste nível: “Obrigado à nossa equipa MPRO, que fez um esforço incrível para termos o carro sempre a 100% e podermos lutar pelos primeiros lugares, e à minha navegadora, pelo empenho de 110% num rali muito difícil. Imaginem competir pela primeira vez em troços com características semelhantes às de Sintra, mas com um grau de dificuldade ainda superior”, sublinhou.

    Num percurso extremamente técnico, rápido e exigente, com zonas de aderência reduzida, nevoeiro e constantes mudanças de ritmo, Rui Madeira adaptou-se rapidamente e conseguiu colocar o Mitsubishi Lancer EVO X R4 entre as máquinas mais rápidas da prova, confirmando também as excelentes indicações que o carro já havia deixado nas anteriores participações.

    “Queremos igualmente agradecer à organização pelo trabalho muito difícil no controlo de tanto público, aos nossos companheiros de corrida e a todos os espectadores que nos apoiaram sempre com enorme euforia. Foi uma experiência fantástica”, acrescentou o piloto.

    Para Paula Madeira, o fim de semana teve uma carga emocional particularmente forte. Na sua primeira competição fora de Portugal, a navegadora portuguesa encontrou-se num palco que reuniu alguns dos maiores nomes de uma geração dourada dos ralis mundiais.

    “Foi um rali difícil, com troços muito bonitos, rápidos, encadeados, muito escorregadios e com bastante nevoeiro durante a noite. Tivemos direito a tudo aquilo que pode desafiar um piloto e um navegador. Mas foram precisamente esses fatores que nos deram a adrenalina para fazer um bom rali e acabar com sucesso”, explica.

    E houve um momento particularmente especial quando a dupla portuguesa subiu ao pódio absoluto ao lado de dois nomes que dispensam apresentações. “Estar no pódio ao lado do Sainz e do Delecour é um momento que vou guardar para sempre. Eu e o Moya estávamos emocionados e já nem sabíamos se havíamos de rir ou chorar… dois chorões!”, confessa, com humor.

    Paula Madeira não esconde também o orgulho pela prestação do marido numa prova que ambos disputavam pela primeira vez. “É de enaltecer mais uma vez o Rui. Sem conhecer este rali, chegou aqui e foi único. Os espanhóis estavam impressionados com os tempos dele, sabendo que nunca tínhamos feito esta prova”, destaca.

    A navegadora resume a experiência com uma frase que traduz bem o sentimento da dupla: “Regressamos de coração cheio pela forma como fomos recebidos nas Astúrias. O apoio e o carinho foram extraordinários e trazemos daqui amigos que vão ficar connosco”.

    No meio de uma constelação de campeões e máquinas lendárias, Rui e Paula Madeira chegaram às Astúrias para descobrir um dos grandes templos dos ralis espanhóis e regressaram a Portugal no pódio absoluto. Uma verdadeira “faena”.

  • Afonso Santos responde ao azar com vitória na Power Stage do 6 Cities

    Afonso Santos responde ao azar com vitória na Power Stage do 6 Cities

    “Pocket Rocket” dominava entre os Júnior antes do abandono, regressou em Super Rally e terminou em grande, batendo todos os Rally4 na derradeira especial.

    A sorte nada quis com Afonso Santos no Rally 6 Cities North of Portugal. Mas, se o resultado final não refletiu aquilo que o jovem piloto da Póvoa de Varzim mostrou ao longo do fim de semana, a resposta dada no domingo deixou uma demonstração inequívoca de velocidade e competitividade.

    Aos comandos do Peugeot 208 Rally4 preparado pela PT Racing e navegado pela irmã Mafalda dos Santos, Afonso entrou na prova com uma estratégia muito clara: andamento forte, mas controlado, sabendo que esta poderia ser uma jornada determinante nas contas do Campeonato de Portugal Júnior de Ralis.

    E os primeiros quilómetros mostraram imediatamente que o “Pocket Rocket” estava preparado para discutir a vitória. Depois da segunda classificativa, Afonso Santos liderava entre os concorrentes do Júnior com mais de 35 segundos de vantagem sobre o adversário mais direto, construindo uma margem expressiva sem assumir riscos desnecessários.

    Tudo mudaria na terceira especial, a primeira passagem pelos 18,2 quilómetros de Ribeira de Pena, um troço que provocou muitas dificuldades e várias baixas no pelotão: “Começámos a sexta-feira com muita cabeça na subida da Penha e no sábado entrámos bem. Mas, logo na segunda especial do dia, cometi um pequeno erro num gancho, tocámos no interior da curva e uma pedra bicuda furou o radiador. Ficámos imediatamente impedidos de concluir a especial e o resto da etapa”, explica Afonso Santos.

    O abandono de sábado deixou a dupla sem possibilidade de concretizar a vantagem que tinha construído, mas os danos no Peugeot 208 Rally4 não impediram a PT Racing de reparar a viatura a tempo da derradeira etapa.

    Afonso Santos e Mafalda dos Santos regressaram assim no domingo ao abrigo do Super Rally, carregando uma pesada penalização de tempo, mas decididos a aproveitar cada quilómetro disponível.

    E a resposta foi impressionante. Sem qualquer possibilidade de lutar pela classificação absoluta, o “Pocket Rocket” foi aumentando progressivamente o ritmo e transformou a jornada final numa demonstração de velocidade. Terminou em 2.º lugar entre os Rally4 nas especiais 14 e 15, antes de reservar o melhor para o final.

    Na derradeira classificativa, segunda passagem pela Lameirinha, correspondente à Power Stage, Afonso Santos foi o mais rápido entre todos os Rally4, superando não apenas os adversários do Campeonato de Portugal de Ralis, mas também a forte representação internacional integrada nas categorias ERC4 e ERC Júnior.

    “Já no domingo, em Super Rally, não tínhamos nada a perder e decidimos aumentar o ritmo gradualmente. Acabámos por vencer a Power Stage entre os concorrentes RC4 do CPR e do ERC, o que foi muito positivo e mostrou o andamento que tínhamos”, destaca.

    Apesar do abandono na primeira etapa, Afonso Santos terminou o rali na 2.ª posição entre os inscritos no Campeonato de Portugal Júnior de Ralis. Por estar em Super Rally, não pôde recolher os pontos correspondentes a essa classificação, mas somou três pontos pela vitória na Power Stage, reduzindo a diferença para a liderança antes da derradeira prova da época.

    A dupla alcançou ainda um Top 4 nas contas do CPR 2RM, num fim de semana em que a classificação final conta apenas uma parte da história: “Foram quilómetros muito importantes. Tiramos o máximo proveito de cada segundo dentro do carro e ficámos com a certeza de que temos ritmo para estar na frente”, sublinha Afonso Santos.

    Depois de um Rally 6 Cities North of Portugal onde o azar interrompeu uma prestação que começava de forma dominadora, o foco passa agora integralmente para o Rallye Vidreiro Centro de Portugal.

    “Agora é olhar para o Rali Vidreiro. Vai ser uma autêntica final e vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para chegar ao título Júnior!”, conclui o “Pocket Rocket”.

  • Rui Madeira prepara ataque ao Rally de Asturias Carlos Sainz Tribute

    Rui Madeira prepara ataque ao Rally de Asturias Carlos Sainz Tribute

    Está praticamente tudo pronto para o arranque do XVII Rally de Asturias Histórico Carlos Sainz Tribute. Rui Madeira e Paula Madeira já estão nas Astúrias, onde cumprem os reconhecimentos das classificativas de uma das mais prestigiadas provas internacionais do universo Legends, numa participação em que o Mitsubishi Lancer EVO X da MPRO Professionals ostentará o número 6 nas portas.

    Para o “mundialista” português, os primeiros contactos com o percurso confirmaram as expectativas criadas antes da viagem. Estradas exigentes, grande variedade de ritmos e um cenário natural particularmente impressionante compõem um desafio onde experiência, precisão e capacidade de adaptação serão determinantes.

    “Começámos hoje os reconhecimentos e faltam-nos apenas três especiais. Os troços são muito interessantes, com paisagens lindíssimas e passagens por aldeias históricas. São traçados muito técnicos, com zonas rápidas e travagens fortes, alternando com sequências encadeadas e escorregadias devido à muita humidade provocada pelas zonas arborizadas”, descreve Rui Madeira.

    Perante uma lista recheada de equipas experientes e conhecedoras das estradas asturianas, Rui Madeira assume um objetivo simultaneamente ambicioso e realista para esta estreia: terminar entre os dez primeiros da classificação.

    “Gostaríamos de estar entre os dez primeiros no final. Sabemos que existem excelentes equipas, com um enorme conhecimento destes percursos, porque estamos perante especiais míticas utilizadas tanto no Supercampeonato de Espanha de Ralis como nos ralis históricos do Europeu. Vai ser um desafio muito interessante para percebermos onde nos situamos”, salienta.

    Especial atenção será dedicada às classificativas de sexta-feira disputadas já com menor luminosidade. A meteorologia e, particularmente, a possibilidade de nevoeiro poderão acrescentar mais uma variável às exigentes estradas asturianas.

    “Vamos estar muito atentos às especiais de sexta-feira à noite. Há características que nos fazem lembrar Sintra e sabemos que o nevoeiro pode aparecer e alterar completamente as condições. Será preciso ler muito bem a estrada e adaptar o ritmo ao que encontrarmos”, antecipa o piloto.

    Depois das boas indicações deixadas na curta estreia competitiva no Rally Legends Luso-Bussaco, Rui Madeira considera o Mitsubishi Lancer EVO X preparado para enfrentar este novo teste. A prova espanhola permitirá à dupla acumular quilómetros importantes e continuar o processo de conhecimento e evolução da máquina da MPRO Professionals num contexto competitivo especialmente exigente.

    Para Paula Madeira, esta participação terá também um significado muito particular. Será a sua primeira experiência em competição fora de Portugal, num evento que reúne várias das figuras que marcaram uma era dourada do Campeonato do Mundo de Ralis.

    “Vai ser a minha primeira competição fora de Portugal e fazê-la num evento onde vamos encontrar alguns dos ‘dinossauros’ dos tempos áureos dos ralis, como Carlos Sainz, Sébastien Loeb ou François Delecour, torna tudo ainda mais especial. Mas, quando colocamos os capacetes, estamos focados no nosso objetivo e naquilo que temos para fazer dentro do carro”, destaca a navegadora.

    Paula Madeira deixa ainda uma palavra de reconhecimento à organização pelo acolhimento proporcionado à dupla portuguesa. “Queremos agradecer à organização toda a simpatia e as excelentes condições que nos proporcionou para podermos estar presentes neste evento. Será uma edição particularmente especial para Carlos Sainz e Luis Moya, com quem voltamos agora a encontrar-nos em competição depois do Rally de Portugal de 2001”, acrescenta.

    A presença nas Astúrias representa assim um reencontro com uma geração particularmente marcante para Rui Madeira, que durante a sua carreira internacional partilhou classificativas e parques de assistência com muitos dos protagonistas agora reunidos neste evento de homenagem a Carlos Sainz.

    Com o número 6 nas portas, o desafio está lançado: desfrutar de um ambiente único e, perante uma concorrência de enorme qualidade, lutar por um lugar no Top 10 do Rally de Asturias Histórico.

  • Pedro Almeida: «Nunca baixámos os braços»

    Pedro Almeida: «Nunca baixámos os braços»

    Pedro Almeida e António Costa saíram do Rally 6 Cities North of Portugal na liderança do Campeonato de Portugal de Ralis. O segundo lugar entre os concorrentes do CPR, aliado ao nono posto absoluto no ERC, colocou a dupla do Toyota GR Yaris Rally2 no comando do campeonato quando falta apenas uma prova para o final da temporada.

    Num rali com 38 viaturas Rally2 e um nível competitivo particularmente elevado, Pedro Almeida voltou a mostrar velocidade. Venceu cinco classificativas, manteve-se na luta pelos primeiros lugares e respondeu aos contratempos que marcaram sobretudo a manhã do último dia.

    Furos e outras dificuldades condicionaram o ataque, mas não retiraram valor a uma prestação sem erros de condução e que acabou por produzir exatamente aquilo de que a dupla precisava: pontos suficientes para chegar à derradeira ronda na frente do CPR.

    Depois da vitória no Rallye Casinos do Algarve, Pedro Almeida voltou assim ao pódio e transformou duas provas consecutivas num volte-face completo na discussão do título.

    “Foi um rali com altos e baixos. Andámos verdadeiramente bem, fizemos uma prova limpa em termos de condução e estamos satisfeitos por acabar com este segundo lugar, que nos mantém na luta pelo título e deixa tudo em aberto para a última prova do Campeonato”, afirmou.

    O piloto sublinhou ainda a reação da equipa aos problemas encontrados: “Foi uma pena termos sofrido com os furos e com as dificuldades da manhã deste último dia, mas soubemos resistir, nunca baixámos os braços e continuámos a dar o máximo.”

  • Armindo Araújo vence no 6 Cities e Pedro Almeida assume liderança do CPR

    Armindo Araújo vence no 6 Cities e Pedro Almeida assume liderança do CPR

    Armindo Araújo venceu este domingo a classificação do Campeonato de Portugal de Ralis no Rally 6 Cities North of Portugal, numa prova que baralhou por completo as contas do título. Rúben Rodrigues abandonou pela segunda vez consecutiva e Pedro Almeida, segundo classificado, passou para a liderança do CPR.

    Ao volante do Škoda Fabia RS Rally2, Armindo Araújo construiu uma vantagem sólida ao longo da segunda etapa, beneficiando também da abordagem mais cautelosa dos dois candidatos ao título.

    O momento decisivo surgiu na segunda passagem por Seixoso. Rúben Rodrigues tocou numa pedra, esteve perto de capotar e acabou com danos irreparáveis na suspensão dianteira esquerda do Škoda, ficando fora de prova. Pedro Almeida, que já enfrentara problemas na caixa de velocidades do Toyota GR Yaris Rally2, passou então a gerir o segundo lugar e os pontos que lhe permitiram assumir o comando do campeonato.

    A última posição do pódio ficou para Meireles, que levou a melhor sobre José Pedro Fontes por apenas 7,3 segundos.

    Nas duas rodas motrizes, Hélder Miranda conquistou a primeira vitória da temporada, impondo o Peugeot 208 Rally4 numa prova em que Afonso Seixas terminou no segundo lugar. Anton Korzun foi terceiro e Afonso Santos quarto, ambos depois de regressarem em Super Rally.

    Na classificação internacional da prova, que marcou também o fecho do Campeonato da Europa de Ralis, a vitória pertenceu a Mārtiņš Sesks, em Škoda Fabia RS Rally2.

    Com Pedro Almeida agora na frente e Rúben Rodrigues obrigado a reagir depois de dois abandonos consecutivos, o título nacional será decidido na última ronda: o Rallye Vidreiro Centro de Portugal, a 20 e 21 de novembro.

  • Ruben Rodrigues: «O nosso foco será exclusivamente o CPR»

    Ruben Rodrigues: «O nosso foco será exclusivamente o CPR»

    Ruben Rodrigues e Rui Raimundo chegam ao Rally 6 Cities North of Portugal na liderança do Campeonato de Portugal de Ralis e com as contas do título cada vez mais presentes. A duas provas do fim, o objetivo da dupla açoriana é claro: gerir a vantagem e sair de Fafe como a melhor equipa portuguesa.

    Num rali que reúne também a decisão do Campeonato da Europa, Ruben Rodrigues prefere separar completamente as duas lutas.

    “Este vai ser um rali longo e muito difícil, que conta com um leque de pilotos de alto nível. As guerras do europeu são uma coisa, mas o nosso foco será exclusivamente o CPR e aí iremos dar o nosso melhor”, afirma.

    Com uma margem importante na liderança do campeonato, o piloto açoriano não esconde que haverá também uma componente de gestão: “Vamos trabalhar para ser a melhor equipa portuguesa em prova.”

    Num fim de semana em que atacar sem comprometer poderá valer tanto como vencer, Ruben Rodrigues entra no Rally 6 Cities com o título nacional como prioridade absoluta.

  • Pedro Almeida: «Chegamos com muita vontade de voltar a lutar pela vitória»

    Pedro Almeida: «Chegamos com muita vontade de voltar a lutar pela vitória»

    Pedro Almeida chega ao Rally 6 Cities North of Portugal embalado pela vitória no Algarve e apenas seis pontos atrás da liderança do Campeonato de Portugal de Ralis. Na penúltima prova da temporada, o piloto da Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal assume novamente a ambição de discutir o triunfo.

    Ao lado de António Costa e aos comandos do Toyota GR Yaris Rally2, Almeida enfrenta um dos maiores desafios do ano: 17 classificativas e 181,10 quilómetros ao cronómetro, num rali longo e onde a gestão poderá ser tão importante como a velocidade.

    “Chegamos ao rali com confiança e muita vontade de voltar a lutar pela vitória. O triunfo no Rallye Casinos do Algarve reforçou a nossa motivação e queremos dar continuidade a esse resultado nesta fase decisiva do Campeonato de Portugal de Ralis”, afirma Pedro Almeida.

    Consciente da força da concorrência, o piloto mantém o foco nas contas nacionais: “A ambição é estar na discussão do CPR. Eu e o António sabemos que vamos encontrar uma concorrência muito forte, mas estamos preparados para o desafio.”

  • Armindo Araújo: “Queremos lutar por um bom resultado no CPR e na geral”

    Armindo Araújo: “Queremos lutar por um bom resultado no CPR e na geral”

    Armindo Araújo estará entre os protagonistas do Rally 6 Cities North of Portugal, prova que marca simultaneamente o regresso do Europeu de Ralis ao Norte do país e uma etapa decisiva do Campeonato de Portugal de Ralis. O piloto tirsense integrará ainda a equipa portuguesa num inédito duelo frente a França.

    Disputado entre sexta-feira e domingo, o rali organizado pela Demoporto terá passagem por Guimarães, Fafe, Ribeira de Pena, Boticas, Felgueiras e Cabeceiras de Basto, apresentando um percurso mais longo e exigente do que o habitual no CPR.

    “Queremos andar num ritmo que permita lutar por um bom resultado, quer no CPR, quer na classificação geral. É um rali com características de que gostamos imenso”, assume Armindo Araújo.

    Um dos pontos de interesse será o confronto Portugal–França, colocando quatro pilotos de cada país numa competição paralela cujo resultado será definido pelo somatório das melhores classificações de cada seleção.

    “É sempre um grande orgulho representar as cores do nosso país e tenho a certeza de que vamos dar tudo para sermos mais fortes do que os nossos adversários”, sublinha Armindo Araújo.

    A competição arranca na sexta-feira, 23 de outubro, com a cerimónia de partida e a primeira especial disputada em Guimarães.