Categoria: Ralis

  • Fernando Soares faz história e conquista título Masters dos Açores

    Fernando Soares faz história e conquista título Masters dos Açores

    Fernando Soares sagrou-se Campeão Masters de Ralis dos Açores, tornando-se no primeiro piloto da Região a conquistar o título. O resultado foi confirmado no XV Rali Vinho do Pico, onde terminou no quarto lugar da geral, acompanhado por Miguel Sousa Azevedo no novo Opel Corsa Rally4.

    Natural da ilha de São Jorge, Fernando Soares regressou aos ralis depois de 18 anos de ausência, muito por força do aparecimento do Rali Capital do Queijo e das Fajãs, prova que reforçou também a ligação do projeto à promoção turística da sua terra natal.

    «A adaptação a estas novas máquinas correu bastante bem e, num instante, estão quase cumpridas duas temporadas, agora com um título para festejar», destacou o piloto.

    A temporada começou com um terceiro lugar absoluto em São Jorge, seguindo-se resultados consistentes apesar de dois abandonos, um deles provocado por acidente na Graciosa. A mudança do Lancia Ypsilon Rally4 para o Opel Corsa Rally4 marcou a fase final do ano, já com assistência da Sports & You.

    A uma prova do final do Campeonato dos Açores de Ralis, Fernando Soares ocupa ainda o quinto lugar absoluto e o quarto entre as 2RM, somando também posições de destaque nos troféus regionais de terra e asfalto.

    «As provas mais recentes mostraram que ainda consigo ser rápido e, acima de tudo, que continuamos a divertir-nos a praticar este desporto», resumiu.

  • Rúben Rodrigues e Pedro Almeida taco-a-taco no 6 Cities North of Portugal

    Rúben Rodrigues e Pedro Almeida taco-a-taco no 6 Cities North of Portugal

    O Campeonato de Portugal de Ralis entra numa fase decisiva este fim de semana, com Rúben Rodrigues e Pedro Almeida separados por uma margem mais curta depois do Rallye Casinos do Algarve. O Rally 6 Cities North of Portugal, penúltima prova da temporada, não decidirá ainda o campeão de 2026, mas poderá pesar muito nas contas do título.

    Disputado entre 23 e 25 de outubro, simultaneamente com a ronda final do ERC, o Rally 6 Cities apresenta um dos percursos mais exigentes da época: 17 classificativas e 181,10 quilómetros cronometrados, maioritariamente em terra.

    Rúben Rodrigues chega ao Norte ainda na liderança do CPR. O piloto da Auto Açoriana Racing tinha construído uma temporada quase irrepreensível, com quatro vitórias e um segundo lugar, até abandonar no Algarve na sequência do primeiro erro significativo do ano.

    Pedro Almeida aproveitou. O piloto da Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal venceu no Algarve pela segunda vez esta temporada e reduziu a diferença para o líder, relançando definitivamente a discussão pelo campeonato.

    A partir daqui há também uma particularidade importante nas contas de Rodrigues: como são considerados os sete melhores resultados das oito provas, o abandono algarvio significa que já não terá necessidade de descartar qualquer outra pontuação.

    Muito mais do que uma luta a dois

    Se o título coloca naturalmente os dois Toyota GR Yaris Rally2 no centro das atenções, a luta pela vitória está longe de se resumir a Rodrigues e Almeida.

    Armindo Araújo, em Škoda Fabia RS Rally2, Ricardo Teodósio, com o Citroën C3 Rally2, José Pedro Fontes, no Lancia Ypsilon Rally2, Pedro Meireles, em Škoda Fabia RS Rally2, e Gonçalo Henriques, com o Hyundai i20 N Rally2, apresentam argumentos para interferir diretamente na discussão dos primeiros lugares.

    Também Rafael Rego merece atenção especial depois da excelente exibição no Algarve, onde mostrou ritmo para discutir os lugares da frente na sua estreia em terra com o Toyota GR Yaris Rally2.

    Luís Cidade, prosseguindo a preparação para uma participação a tempo inteiro no CPR em 2027, e Guilherme Meireles, com o Škoda Fabia Rally2 Evo, completam um lote português particularmente competitivo.

    Com muitos quilómetros, terra, forte concorrência e dois candidatos ao título obrigados a fazer contas sem deixar de atacar, o Rally 6 Cities North of Portugal pode não entregar ainda a coroa de 2026, mas dificilmente deixará o campeonato exatamente como o encontrou.

  • Quando um “pedaço” da história do Mundial de Ralis passa a morar em Portugal

    Quando um “pedaço” da história do Mundial de Ralis passa a morar em Portugal

    Há automóveis de competição que se compram. E há automóveis que, quando mudam de mãos, transportam consigo uma parte da História. O Peugeot 206 WRC de matrícula 206 NAP 75 pertence claramente à segunda categoria.

    A sua chegada ao espólio da Grossrent Historical Cars, fruto da aquisição realizada pelo piloto, empresário e colecionador leiriense José Grosso, merece ser vista muito para além do simples acrescentar de mais um automóvel a uma coleção. Estamos perante a preservação, em Portugal, de uma verdadeira peça do património do Campeonato do Mundo de Ralis.

    Porque este 206 não é uma réplica. Não é uma reconstrução inspirada nos tempos gloriosos da Peugeot. Não é apenas um WRC igual aos que preencheram os sonhos de uma geração.

    Este esteve lá. Este carro conheceu o ambiente dos parques de assistência do Mundial, o rigor da Peugeot Sport, as estradas onde se decidiu o Campeonato do Mundo e, sobretudo, as mãos de alguns dos grandes nomes de uma era extraordinária dos ralis.

    Gilles Panizzi. Harri Rovanperä. Timo Salonen. Ari Vatanen. Roman Kresta. Juuso Pykälistö. Cédric Robert.

    Só esta sucessão de nomes explica muito do valor histórico da unidade.

    Panizzi representa uma das ligações mais fortes entre o 206 WRC e o domínio da Peugeot no asfalto. Rovanperä pertence ao grupo dos grandes especialistas de uma época em que o Mundial reunia uma concentração impressionante de talento.

    Há ainda um capítulo particularmente especial no currículo desta unidade. O chassis 017 foi escolhido para assinalar o regresso ao Campeonato do Mundo de Ralis de dois nomes maiores da história da modalidade. Timo Salonen, Campeão do Mundo em 1985 com a Peugeot, voltou ao WRC no Rali da Finlândia de 2002, dez anos depois da sua anterior participação, precisamente ao volante deste Peugeot 206 WRC, terminando em 14.º lugar.

    Um ano mais tarde, foi a vez de Ari Vatanen, Campeão do Mundo em 1981 e figura incontornável da história da Peugeot no Grupo B, conduzir este mesmo carro no Rali da Finlândia de 2003, alcançando um notável 11.º lugar, aos 51 anos.

    Estas duas participações conferem ao 206 NAP 75 um valor histórico muito particular. Não se tratou de testes, exibições ou eventos de homenagem, mas de verdadeiras participações no Mundial, em competição, numa fase já tardia das carreiras de ambos. Para Salonen e Vatanen, estas presenças na Finlândia representaram mesmo as derradeiras aparições no WRC, transformando este chassis numa espécie de elo entre duas gerações gloriosas da Peugeot: a era mítica dos 205 Turbo 16 e a fase moderna dos World Rally Cars dominada pelo 206.

    É difícil olhar para um automóvel destes apenas como uma soma de metal, carbono, mecânica e tecnologia. Um carro de competição histórico é também feito das estradas que percorreu, das classificativas que terminou, das que não terminou, dos mecânicos que trabalharam noite dentro sobre ele, das notas cantadas dentro do habitáculo, das marcas de batalha acumuladas e dos pilotos que procuraram retirar dele aquele décimo de segundo que tantas vezes separa a excelência do resto.

    E é precisamente por isso que esta aquisição tem significado. Portugal possui uma enorme cultura de ralis. Temos público, provas de referência mundial, pilotos, preparadores, colecionadores e uma ligação emocional ao desporto automóvel que atravessa várias gerações. Mas nem sempre conseguimos manter entre nós os automóveis que escreveram a história internacional da modalidade.

    Quando uma máquina desta importância passa a integrar permanentemente uma coleção portuguesa, o património automóvel nacional fica também mais rico.

    José Grosso conhece essa dimensão melhor do que a maioria. Piloto, empresário e apaixonado pelo automóvel, tem vindo a construir através da Grossrent Historical Cars um espólio no qual o valor das máquinas não se mede apenas pela sua cotação de mercado, mas pela história que cada uma consegue contar. A esta paixão, adiciona a adrenalina que transporta para as muitas provas que tem disputado, ao longo de mais de três décadas no desporto automóvel em geral e nos ralis em particular.

    E um Peugeot 206 WRC tem muitas histórias para contar. O modelo foi um dos símbolos máximos da viragem do milénio no Campeonato do Mundo. Pequeno, agressivo, tecnicamente sofisticado e tremendamente eficaz, transformou-se rapidamente numa referência. Com ele, a Peugeot regressou ao topo do Mundial e criou uma das imagens mais marcantes do WRC moderno.

    Para quem viveu intensamente aqueles anos, basta ver a silhueta. Os guarda-lamas largos. A enorme asa traseira. As jantes brancas. O prata da carroçaria. O vermelho da Total. E aquele inevitável 206 desenhado em enormes caracteres sobre as laterais.

    Não é necessário sequer ouvir o motor. A memória faz o resto. Mas o exemplar que agora reside em Leiria acrescenta algo que nenhum automóvel meramente restaurado consegue reproduzir: proveniência.

    A matrícula 206 NAP 75 é uma espécie de impressão digital daquela máquina. É ela que permite seguir o seu caminho através dos arquivos, reconhecer fotografias de época e reconstruir as diferentes páginas de uma vida competitiva que passou pelo próprio Campeonato do Mundo.

    Isso transforma completamente a relação com o objeto. Já não estamos diante de “um Peugeot 206 WRC”. Estamos diante daquele Peugeot 206 WRC. E esta distinção, no universo dos automóveis históricos de competição, vale quase tudo.

    Há ainda outra responsabilidade associada a uma aquisição desta natureza. Ter uma peça histórica significa tornar-se, de certa maneira, seu depositário temporário. As máquinas sobrevivem aos pilotos, aos proprietários e até às equipas que as criaram. Cada geração apenas as guarda durante algum tempo antes de as entregar à seguinte.

    É também aí que coleções como a Grossrent Historical Cars assumem verdadeira relevância.

    Preservar não significa necessariamente fechar um automóvel numa sala climatizada e impedir-lhe qualquer contacto com o mundo. Significa conservar a sua identidade, documentar a sua história, respeitar a sua especificação e permitir que as novas gerações percebam por que razão aquela máquina foi importante.

    Porque haverá crianças e jovens que olharão pela primeira vez para este Peugeot sem saber quem foi Panizzi. Outras talvez nunca tenham visto Ari Vatanen atacar uma classificativa. E algumas talvez nem sequer tenham nascido quando os World Rally Cars desta geração faziam das estradas portuguesas e europeias autênticos anfiteatros humanos.

    Será precisamente um automóvel como este que poderá despertar-lhes a curiosidade: “Quem guiou este carro?”, “Onde correu?”, “Porque é que tem aquela asa?”, “Como era o Mundial naquela altura?”. É assim que a História permanece viva.

    Por tudo isso, a chegada do 206 NAP 75 à Grossrent Historical Cars deve ser celebrada. Não apenas porque José Grosso acrescentou um automóvel excecional à sua coleção. Mas porque Portugal ganhou mais uma peça da história mundial dos ralis para preservar, estudar, mostrar e ouvir.

    Num tempo em que tantas máquinas históricas desaparecem para coleções inacessíveis ou atravessam continentes atrás do próximo comprador, saber que um Peugeot 206 WRC com verdadeira vida no Campeonato do Mundo encontrou casa entre nós é uma excelente notícia.

    E talvez haja uma forma muito simples de resumir tudo isto. Durante anos, este Peugeot pertenceu à História do Mundial. Agora, um pequeno pedaço dessa História pertence também a Portugal. Está em Leiria. Na invejável coleção de José Grosso.

  • Afonso Santos entra na primeira de duas “finais” pelo título Júnior

    Afonso Santos entra na primeira de duas “finais” pelo título Júnior

    Afonso Santos e Mafalda Santos preparam-se para enfrentar, este fim de semana, o Rally 6 Cities North of Portugal, penúltima jornada do Campeonato de Portugal Júnior de Ralis e uma das provas mais importantes da temporada.

    Aos comandos do Peugeot 208 Rally4 preparado pela PT Racing, a dupla poveira chega ao Norte plenamente envolvida nas contas do campeonato e consciente de que esta poderá ser uma jornada determinante antes do Rallye Vidreiro Centro de Portugal, última ronda do ano. O cenário competitivo é claro. Um triunfo ou mesmo uma pontuação forte entre os três primeiros poderá permitir a Afonso Santos chegar ao derradeiro rali da temporada numa posição ainda mais favorável na luta pelo comando da classificação.

    O Rally 6 Cities North of Portugal apresenta um percurso com 17 provas especiais de classificação e cerca de 181 quilómetros cronometrados, atravessando os municípios de Guimarães, Fafe, Felgueiras, Boticas, Cabeceiras de Basto e Ribeira de Pena. A prova terá início na sexta-feira, com uma especial em asfalto na zona da Penha, antes de dois dias de competição nos tradicionais troços de terra do Norte do país.

    A extensão do percurso e, sobretudo, a ordem de passagem serão fatores a ter muito em conta por Afonso Santos. O “Pocket Rocket” enfrentará as classificativas depois de todo o pelotão de Rally2 do Europeu e do Campeonato de Portugal de Ralis, cenário que poderá alterar significativamente as condições encontradas ao longo do fim de semana.

    “Sabemos muito bem o que está em jogo, mas o primeiro objetivo tem de ser terminar a prova. Vamos encontrar muitos quilómetros pela frente e, passando depois de todos os Rally2, temos a perfeita noção de que algumas classificativas poderão ficar bastante marcadas”, explica Afonso Santos.

    Essa realidade obrigará a um equilíbrio permanente entre andamento e preservação da mecânica: “Vamos ter de perceber muito bem onde podemos atacar e onde é preciso ter cabeça. Não podemos deixar de ser rápidos porque queremos lutar pelos primeiros lugares, mas também não podemos correr riscos desnecessários. O compromisso entre ritmo e proteção do carro vai ser fundamental”.

    Afonso Santos e Mafalda Santos chegam a este desafio com boas referências nos pisos de terra, depois da excelente prestação no Rallye Casinos do Algarve. Nessa prova, a dupla assinou o melhor resultado global da temporada, com quatro pódios em quatro frentes competitivas, incluindo o 2.º lugar entre os Juniores e presenças no Top 3 do CPR 2RM e das Peugeot Rally Cup.

    “No Algarve conseguimos ser rápidos e eficazes e isso dá-nos boas referências para este rali. Mas também sabemos que não podemos comparar diretamente as duas provas. Aqui teremos muito mais quilómetros e condições que podem mudar bastante entre a primeira e a segunda passagem”, salienta.

    O Rally 6 Cities North of Portugal terá ainda impacto direto nas contas do Campeonato de Portugal de Ralis 2RM. Também aqui Afonso Santos chega com objetivos concretos, procurando reforçar a sua posição entre os cinco primeiros da classificação num campeonato marcado por grande qualidade e experiência entre os principais candidatos.

    “Queremos também continuar a fazer um bom trabalho nas 2RM. Temos vindo a crescer muito nesse campeonato e seria importante sair desta prova com uma pontuação que nos permita consolidar o Top 5”, refere o “Pocket Rocket”.

    Para Afonso e Mafalda Santos, o Rally 6 Cities North of Portugal será sobretudo uma prova de gestão: velocidade quando houver condições para atacar, prudência quando o estado dos troços o aconselhar e máxima concentração ao longo dos cerca de 181 quilómetros cronometrados.

  • Pedro Câmara Jr. sagra-se campeão açoriano de 2RM no ano de estreia

    Pedro Câmara Jr. sagra-se campeão açoriano de 2RM no ano de estreia

    Pedro Câmara Jr. conquistou o Campeonato Regional dos Açores de Ralis nas duas rodas motrizes, tornando-se no piloto mais jovem de sempre a alcançar o título. A conquista surge logo na sua primeira temporada no regional e completa um ano de enorme sucesso para o jovem açoriano.

    Ao longo das seis provas disputadas, Pedro Câmara Jr. somou seis pódios e cinco vitórias, demonstrando rapidez, regularidade e maturidade na gestão do campeonato.

    “Estou mesmo muito contente por conquistar também o Campeonato Regional dos Açores de 2RM, logo no meu primeiro ano. Fizemos uma época muito forte, com seis pódios em seis provas e cinco vitórias. Quase conseguimos uma época perfeita”, destacou.

    O título regional junta-se à vitória na Peugeot Rally Cup Ibérica 2026, fazendo deste o segundo troféu conquistado por Pedro Câmara Jr. na sua primeira temporada aos comandos de um Rally4.

    “Foi uma época muito exigente, com muitas viagens e provas seguidas, mas conseguimos manter-nos sempre competitivos e lutar pelas vitórias”, acrescentou.

    Com dois títulos conquistados em 2026, Pedro Câmara Jr. fecha uma temporada de estreia particularmente marcante e reforça o seu estatuto entre os jovens pilotos portugueses em maior destaque.

  • Problemas técnicos deixam Rui Gonçalo fora do Rali de Famalicão logo na primeira especial

    Problemas técnicos deixam Rui Gonçalo fora do Rali de Famalicão logo na primeira especial

    Rui Gonçalo e António Magalhães viveram um fim de semana para esquecer no Rali de Famalicão. A dupla do “Malandrinho de Pombal” foi obrigada a abandonar logo na primeira classificativa, depois de problemas técnicos no Subaru Impreza, que chegaram mesmo a provocar um pequeno incêndio.

    O desfecho foi particularmente frustrante depois de a equipa ter realizado, dois dias antes, um teste no aeródromo da Maia sem qualquer contratempo e de chegar motivada pelo segundo lugar conquistado no Rali de Viana do Castelo.

    “Não estava à espera de um desaire desta dimensão. Testámos dois dias antes, estava tudo bem e chegámos a Famalicão muito motivados. O objetivo era lutar pela vitória na categoria”, explicou Rui Gonçalo.

    A ambição durou, porém, apenas alguns quilómetros: “Logo na primeira classificativa o Subaru começou a acusar problemas técnicos e fomos obrigados a parar a cerca de meio quilómetro do final. Percebemos rapidamente que o carro já não sairia dali pelos próprios meios.”

    A situação complicou-se com um pequeno incêndio, prontamente combatido pela dupla com os extintores de bordo, contando depois com a ajuda de dois concorrentes que pararam no local: “Quero agradecer publicamente toda a atenção, cuidado e ajuda que tiveram connosco. Foi um gesto que não esquecemos”, sublinhou o piloto.

    Ultrapassado o abandono, as atenções viram-se agora para o Rali de Alpendurada, onde Rui Gonçalo pretende regressar à luta pelos lugares cimeiros do grupo: “Temos de nos focar na próxima jornada e lutar pela melhor posição possível. Só esperamos que tudo nos corra melhor e consigamos voltar a atacar os nossos objetivos.”

  • Carlos Gonçalves e Rita Martins conquistam título P1-2 do Norte de Ralis

    Carlos Gonçalves e Rita Martins conquistam título P1-2 do Norte de Ralis

    O Team MMA saiu do Rali de Famalicão com motivos fortes para celebrar. Carlos Gonçalves e Rita Martins confirmaram a conquista do título na categoria P1-2 do Campeonato Norte de Ralis 2026, enquanto Afonso Gonçalves e Miguel Rodrigues levaram o Fiat Punto ao terceiro lugar da categoria X1.8.

    A dupla Carlos Gonçalves/Rita Martins, aos comandos do Peugeot 206, terminou a prova famalicense no quarto lugar da P1-2, num rali gerido sobretudo com foco nas contas do campeonato.

    “Com o nosso Peugeot 206 era muito difícil bater os três Peugeot 208 R2 que ficaram à nossa frente. Seria correr riscos desnecessários”, explicou Carlos Gonçalves.

    Rita Martins chegou a Famalicão já com o título de navegadores assegurado, mas Carlos Gonçalves ainda precisava de confirmar matematicamente a conquista entre os pilotos: “Fizemos um rali sem problemas técnicos, sempre a dosear o andamento e sem correr riscos. Conseguimos aquilo que queríamos e somos campeões da P1-2 do Norte de Ralis 2026.”

    O piloto destacou ainda o significado especial de um título perseguido durante várias temporadas: “Foi um campeonato de resiliência. Tivemos problemas em praticamente todas as provas, mas nunca desistimos. Conseguimos terminar sempre e finalmente conquistámos um campeonato que nos escapava há quatro anos, depois de várias épocas como segundos classificados.”

    Afonso Gonçalves também sobe ao pódio

    A jornada foi igualmente positiva para Afonso Gonçalves e Miguel Rodrigues, que terminaram no terceiro lugar da categoria X1.8 com o Fiat Punto.

    A dupla manteve um andamento consistente ao longo das oito classificativas e fechou mais uma participação sem contratempos técnicos.

    “Foi uma participação muito positiva, num rali muito disputado e sem margem para erros. Mais um pódio para o Afonso e o Miguel e mais um excelente resultado para o Team MMA”, destacou Carlos Gonçalves.

    Depois do título conquistado em Famalicão, a equipa vira agora atenções para o Rali de Alpendurada, próximo desafio da temporada.

  • Mário Castro assina grande recuperação e triunfa em Famalicão

    Mário Castro assina grande recuperação e triunfa em Famalicão

    Depois do triunfo alcançado em Viana do Castelo, o fafense que defende as cores da Liber Jeans assinou mais uma exibição de grande nível no Rali de Vila Nova de Famalicão, levando o Renault Clio R3T à vitória entre os concorrentes do Campeonato Norte de Ralis (CNR) e do Campeonato Norte de Ralis 2 Rodas Motrizes (CNR2RM), terminando ainda num extraordinário quarto lugar da classificação geral absoluta, apenas superada por três carros da categoria Rally2.

    Um resultado de enorme expressão, alcançado numa prova tradicionalmente marcada por uma concorrência particularmente forte, onde aos habituais protagonistas do campeonato se juntam numerosos pilotos locais, profundos conhecedores das classificativas e com viaturas altamente competitivas.

    Para Mário Castro, a exigência acrescida do Rali de Famalicão era um dado adquirido, mas nem por isso a ambição da dupla foi menor.

    “O Rali de Famalicão é habitualmente uma das provas mais difíceis do campeonato. Para além dos pilotos que disputam regularmente o CNR, aparecem sempre muitos pilotos da região, com carros muito competitivos e que conhecem muito bem os troços. Estávamos conscientes dessas dificuldades, mas nunca escondemos que o nosso objetivo era lutar pela vitória nas duas rodas motrizes e tentar o melhor resultado possível à geral”, começou por explicar o piloto da Liber Jeans.

    A verdade é que o fim de semana não começou da forma que Mário Castro e Ricardo Cunha desejavam. Apesar de terem entrado na prova com um andamento competitivo, o Renault Clio R3T não apresentava o comportamento pretendido, impedindo a dupla de explorar todo o seu potencial.

    Depois da excelente prestação em Viana do Castelo, Mário Castro optara por manter a mesma configuração do carro, uma decisão que acabaria por não produzir os resultados esperados nas exigentes classificativas famalicenses.

    “Entrámos bem no rali, mas não suficientemente bem para eu ficar satisfeito com a nossa prestação. Depois do sucesso em Viana, decidi manter a mesma afinação no Clio, mas rapidamente percebemos que, nestes troços, não estava a funcionar. Fomos tentando melhorar o carro de classificativa para classificativa, mas não era suficiente para bater o André Ribeiro”, recordou.

    A primeira etapa terminou, assim, com Mário Castro na segunda posição, a 10,2 segundos de André Ribeiro, diferença que deixava tudo em aberto para o derradeiro dia de competição.

    E foi precisamente aí que surgiu o momento decisivo do rali. Determinado em inverter a situação, Mário Castro decidiu apostar numa alteração profunda da afinação do Renault Clio R3T, complementada por uma escolha de pneus que nunca tinha experimentado em competição. Uma decisão arrojada, mas que se revelaria absolutamente certeira.

    “Sabíamos que nada estava perdido e que tínhamos de fazer alguma coisa para contrariar a tendência do primeiro dia. Arrisquei numa afinação bastante diferente e também numa escolha de pneus com a qual nunca tinha andado. Felizmente, os resultados foram imediatos. Em apenas duas classificativas conseguimos anular os 10,2 segundos de desvantagem e passar para a frente do rali”, explicou Mário Castro.

    A recuperação foi tão rápida quanto impressionante. Com o Clio finalmente a corresponder às exigências do piloto, a dupla da Liber Jeans conseguiu impor um ritmo fortíssimo, transformando uma desvantagem aparentemente difícil de recuperar numa liderança que soube depois gerir até ao final.

    “Na última secção procurámos manter o ritmo e corrigir alguns erros de condução que tínhamos cometido nas primeiras passagens. Conseguimos fazê-lo e chegámos ao final com uma excelente vitória. Foi um rali muito disputado, que exigiu bastante de nós, mas soubemos reagir às dificuldades e encontrar as soluções certas”, acrescentou.

    A vitória nas contas do Campeonato Norte de Ralis, acompanhada pelo triunfo entre as 2RM, representou mais uma demonstração da competitividade de Mário Castro e Ricardo Cunha, mas foi o quarto lugar absoluto, apenas atrás de três Rally2, que deu ainda maior dimensão ao resultado alcançado com o Renault Clio R3T.

    Uma prestação que confirmou a excelente fase atravessada pela dupla, depois de uma primeira parte da temporada marcada por sucessivos contratempos que impediram Mário Castro de discutir a renovação do título conquistado em 2025.

    Mário Castro fez questão de reconhecer o mérito do seu principal adversário na prova, André Ribeiro, que obrigou a dupla da Liber Jeans a uma recuperação particularmente exigente: “O André deu-nos uma grande réplica e está de parabéns pelo rali que fez. Foi um adversário muito forte e obrigou-nos a dar o nosso melhor. Mas considero que a nossa vitória foi inteiramente merecida, porque toda a equipa trabalhou muito para a conseguir”.

    A conquista constituiu igualmente mais um prémio para o trabalho desenvolvido pela AutoDocim, responsável pela preparação do Renault Clio R3T, numa jornada em que a capacidade de encontrar soluções técnicas acabou por desempenhar um papel determinante no desfecho da competição.

  • Pedro Câmara Jr. parte com o n.º 1 no Rali do Pico e pode garantir título 2RM

    Pedro Câmara Jr. parte com o n.º 1 no Rali do Pico e pode garantir título 2RM

    Pedro Câmara Jr. prepara-se para disputar uma das provas mais especiais da temporada. O jovem açoriano estará à partida do Rali do Pico com o número 1 e poderá assegurar antecipadamente o título regional nas duas rodas motrizes, quando falta disputar a penúltima ronda do campeonato.

    Aos 19 anos e na primeira temporada com o Opel Corsa Rally4 no Campeonato Regional dos Açores, Pedro Câmara Jr. chega ao Pico na liderança das 2RM, depois de uma época marcada pela evolução e por resultados consistentes.

    A prova tem também um significado muito particular para o piloto: «Estou muito feliz por poder estar à partida do Rali do Pico. É uma prova onde sempre quis participar e que tem um significado especial para mim. Já vi o meu pai correr aqui algumas vezes, com um Rally2, e foi também nesta prova que conseguiu a sua primeira vitória à geral no Campeonato Regional», recorda.

    Partir com o número 1 acrescenta ainda maior simbolismo a esta estreia: «Sempre sonhei em poder ser o número 1 numa prova. É um sentimento muito especial e uma enorme motivação. Quero desfrutar ao máximo desta oportunidade, mas sempre com os pés bem assentes na terra.»

    Título pode ficar decidido no Pico

    Pedro Câmara Jr. chega à penúltima ronda em posição de poder fechar já as contas do título das duas rodas motrizes, embora mantenha uma abordagem prudente perante uma prova conhecida pela exigência das condições meteorológicas.

    «Sabemos que existe a possibilidade de assegurar já o título. É naturalmente um objetivo que nos motiva muito, mas não quero colocar uma pressão desnecessária sobre nós. Este é o meu primeiro ano e o mais importante continua a ser aprender, evoluir, ganhar experiência e completar todos os quilómetros.»

    A gestão do ritmo, dos pneus e das condições de cada classificativa será determinante num rali que o jovem açoriano encara como mais uma etapa importante no seu crescimento.

    «Vou dar o meu melhor, aproveitar cada momento e tentar sair do Pico mais evoluído enquanto piloto.»

    Entre o simbolismo de competir numa prova que acompanhou desde jovem, a responsabilidade do número 1 e a possibilidade de conquistar antecipadamente o título 2RM, o Rali do Pico apresenta-se como um dos momentos mais importantes da temporada de Pedro Câmara Jr.

  • Leandro e Liliana Costa somam novo pódio em Cantanhede e seguem na luta pelo título

    Leandro e Liliana Costa somam novo pódio em Cantanhede e seguem na luta pelo título

    Leandro Costa e Liliana Costa voltaram a estar em destaque no FPAK Junior Team de Ralis 2026, ao terminarem no 3.º lugar o Rally de Cantanhede – Marquês de Marialva, penúltima prova da temporada. A dupla da JG Sport/Joaquim Gameiro voltou a demonstrar regularidade, competitividade e capacidade de superação, num rali em que enfrentou dificuldades com o sistema de travagem do seu Peugeot 208 Rally6.

    O resultado ganha ainda maior expressão pelo contexto em que foi alcançado. Leandro e Liliana assinaram sete tempos entre os três mais rápidos do troféu, prova evidente do andamento competitivo que mantiveram ao longo do fim de semana, mesmo sem terem tido o carro nas melhores condições.

    A prova organizada pelo Clube Automóvel do Centro começou de forma atribulada. A primeira classificativa acabou por ser cancelada e, quando finalmente entraram em ação, os problemas surgiram logo na fase inicial do segundo troço: “O rali começou com uma PEC cancelada e, quando fomos para a segunda, o carro começou logo na primeira curva a bloquear a travagem. Acabámos por fazer o troço todo com os travões sempre a bloquear”, explicou Leandro Costa.

    A Super Especial também não correu da forma desejada, levando a dupla a fechar o primeiro dia na 4.ª posição do FPAK Junior Team. Ainda assim, o trabalho realizado pela equipa na assistência permitiu melhorar o comportamento do carro para a etapa seguinte.

    “A Super Especial não correu propriamente bem e acabámos assim o dia em 4.º lugar. Na assistência de 45 minutos de sábado conseguimos melhorar a travagem e, no dia seguinte, já conseguimos impor um bom ritmo, embora sempre com alguns problemas”, acrescentou o jovem piloto.

    No domingo, Leandro e Liliana Costa responderam com uma prestação sólida e eficaz. Mesmo ainda condicionados, conseguiram imprimir um andamento competitivo, manter-se entre os mais rápidos e garantir um lugar no pódio, somando pontos importantes numa fase decisiva da temporada.

    “Estou satisfeito com este resultado. Com tantos problemas de travagem, conseguimos ainda assim fazer um bom rali, voltar a impor um ritmo interessante e acabar no pódio”, destacou Leandro Costa.

    Depois da vitória na estreia em Lisboa, do abandono em Castelo Branco quando discutiam os lugares da frente, e do pódio alcançado em Chaves, o resultado de Cantanhede confirma que Leandro e Liliana Costa continuam entre os protagonistas do FPAK Junior Team de Ralis.

    Com este 3.º lugar, Leandro Costa chega à última prova da temporada, o Rali Vidreiro, no mês de novembro, na 3.ª posição da tabela pontual, mas ainda com possibilidades de lutar pelo título. A decisão fica assim guardada para o derradeiro duelo do campeonato, numa competição que tem sido marcada pelo equilíbrio, pela intensidade e por diferenças mínimas entre os principais candidatos.