Nove meses depois da data inicialmente prevista, o TH Clothes Super SSV conseguiu finalmente chegar a Ferreira do Zêzere. E o regresso não podia ter sido mais intenso: Vítor Dias venceu por apenas 3,730 segundos, numa jornada marcada pelo calor, muito pó e uma luta cerrada até ao fim.
A prova deveria ter aberto a temporada, em janeiro, mas a tempestade Kristin e os estragos provocados pelo mau tempo obrigaram a sucessivos adiamentos. Com o concelho então em situação de emergência, a competição ficou naturalmente para segundo plano.
No último dia de outubro, o cenário era outro. Ferreira do Zêzere voltou a receber pilotos, equipas e público, num esforço conjunto do Município, Moto Clube de Ferreira do Zêzere e restantes parceiros locais.
Dentro de pista, Vítor Dias, da Team Natureza, levou o Can-Am X3 à vitória absoluta com 33m59,959s, resistindo ao ataque final de Hélder Santos e Fábio Pratas, da HCS Motorsport, que terminaram a apenas 3,730 segundos e venceram entre os Federados T1.
Vítor Rodrigues completou o pódio absoluto, a 43,284 segundos.
A corrida deixou também um dos episódios mais duros do dia. Manel Batista e Sara Santos lideraram desde o prólogo e mantiveram-se na discussão pela vitória até à derradeira volta, quando o Polaris RZR2000R ficou pelo caminho.
Nos Mini Buggy, o triunfo pertenceu a Manel Ruivo, à frente de Duarte Vaz e Diana Bento.
Depois de um início de ano em que os motores tiveram de esperar, Ferreira do Zêzere acabou por receber a prova quase no final da temporada. E recebeu-a com tudo aquilo que se espera do Super SSV: velocidade, imprevistos e uma vitória decidida por menos de quatro segundos.
O troféu termina agora a 12 de dezembro, em Ponte de Sor.
A elite do Todo-o-Terreno em Portugal reúne-se, entre os dias 13 e 15 de novembro, na Baja Castelo Branco. A capital da Beira Baixa recebe concorrentes do Campeonato de Portugal de TT, nos automóveis, e do Campeonato Nacional de TT e da Taça FIM de Bajas, nas motos, nos quads e nos SSV. A ronda organizada pela Escuderia Castelo Branco é o centro das principais decisões desta temporada nas mais diversas categorias.
Nos automóveis, a Baja Castelo Branco é a penúltima prova do campeonato. Contudo, Luís Cidade e Valter Cardoso, em Can-Am, apresentam-se como grandes pretendentes aos títulos de campeões. Se a dupla atingir o seu objetivo, esta será a primeira vez que Cidade será campeão português de TT. Nas motos, Micael Simão também está no comando da classificação e entra para a derradeira ronda do campeonato como o grande favorito à conquista do título. Se o conseguir, repetirá o feito de 2025.
Os concorrentes desta edição da Baja Castelo Branco, nas categorias de motos, quads e SSV, vão competir ao longo de três dias, enquanto nos automóveis, a competição se resume a sábado, dia 14, e domingo, dia 15. Contudo, qualquer uma das categorias tem 335,8 quilómetros de pistas cronometradas. Cada participante vai correr no prólogo e em dois setores seletivos, um com 190 e outro com 140 quilómetros de extensão.
O teste inicial foi desenhado no Parque de Desportos Motorizados de Castelo Branco. É aí que se farão as primeiras diferenças. As motos, os quads e os SSV entram logo em ação na sexta-feira, dia 13 de novembro, enquanto os automóveis só o fazem no dia seguinte. Ainda na sexta-feira, às 20h15, realiza-se a Partida Simbólica, em frente à Câmara Municipal de Castelo Branco. No sábado, as equipas rumam a oeste para disputarem os primeiros setores seletivos e tentarem ser as mais rápidas nos caminhos do Pinhal Interior, em particular, nos concelhos de Castelo Branco, de Oleiros, de Proença-a-Nova e da Sertã.
A nível competitivo, as motos têm o setor mais longo no sábado, com 190 quilómetros, enquanto os automóveis cumprem o percurso de 140 quilómetros. No dia seguinte, a ordem inverte-se.
A prova, que tinha sido marcada para o início do ano, teve de ser adiada devido às tempestades que deixaram um rasto de destruição na região. Oito meses depois, estão reunidas as condições para uma prova competitiva e espetacular. “A Escuderia Castelo Branco preocupou-se em desenhar um traçado que seja tecnicamente exigente para todos os concorrentes. Acreditamos que, com estas caraterísticas, o espetáculo está garantido”, afirmou o diretor de prova dos automóveis, Nuno Almeida Santos.
Por sua vez, Sérgio Sequeira, diretor de prova nas motos, nos quads e nos SSV, destaca que uma das preocupações da organização foi a de “criar condições para que as equipas encontrem realidades distintas ao longo das pistas. Ou seja, tanto farão pistas estreitas e técnicas no meio da floresta como terão áreas mais amplas e rápidas”, esclareceu.
Promover o crescimento dos mais novos
Além dos graúdos, a Baja Castelo Branco também pontua para o Campeonato de Mini Bajas. Aí, jovens pilotos entre os 8 e os 16 anos, vão lutar pela melhor classificação ao longo de 60 quilómetros cronometrados. Seja em que escalão for, está tudo por decidir. Entre os Infantis, os dois primeiros classificados estão separados por sete pontos, enquanto nos Iniciados a diferença é de quatro pontos e nos Juvenis, os dois melhor classificados no campeonato estão empatados.
Oito anos depois da última participação, Bruno Oliveira regressou à Baja Portalegre 500 com um resultado de grande nível. Aos comandos de uma Ford Ranger T1+ preparada pela 767 PRK, e navegado por Vítor Jesus, o piloto apoiado pela Ford Trucks Portugal terminou a 40.ª edição no quarto lugar da categoria T1+.
A participação marcou a estreia absoluta de Bruno Oliveira com uma viatura desta categoria e teve como principal objetivo acumular quilómetros, conhecer o carro e ganhar ritmo competitivo.
“Terminámos a 40.ª edição da Baja Portalegre e é sempre um enorme gosto conseguir chegar ao fim desta prova. Atingimos os nossos objetivos, que eram aprender o carro e ganhar ritmo a cada quilómetro”, destacou.
A dupla chegou ainda a discutir uma posição no pódio da categoria, mas o pó encontrado no derradeiro setor seletivo acabou por condicionar a recuperação: “Ficámos a um bocadinho do pódio. O SS3 foi feito praticamente sempre debaixo de pó e só conseguimos passar um concorrente do Campeonato do Mundo a 20 quilómetros do fim. Isso tirou-nos alguns lugares à geral, mas esse nunca foi o nosso principal objetivo.”
Bruno Oliveira destacou também o ambiente vivido nas pistas alentejanas: “O nosso compromisso era terminar e dar espetáculo, e acho que isso aconteceu. Foi impressionante ver o público na estrada sempre de braços no ar quando passávamos.”
O piloto deixou ainda elogios a Vítor Jesus, bem como à 767 PRK e a José Rogeira, sublinhando que a Ford Ranger T1+ completou a prova sem qualquer problema técnico.
O regresso a Portalegre ficou assim marcado por uma estreia bem conseguida com uma máquina de topo do todo-o-terreno mundial e por um quarto lugar nos T1+ que confirmou a rápida adaptação de Bruno Oliveira.
Nuno Matos e Ricardo Claro fecharam a 40.ª Baja Portalegre 500 com um excelente 9.º lugar da classificação geral e a quarta posição na categoria T3. Num ano em que o piloto portalegrense celebra 30 temporadas no todo-o-terreno, a dupla assinou uma das suas melhores exibições recentes na prova da casa.
A dupla começou a Baja com um andamento consistente, terminando a primeira especial no 14.º lugar da geral e quarto da T3. No sábado, Nuno Matos e Ricardo Claro subiram claramente o ritmo e chegaram ao derradeiro setor seletivo no 7.º lugar absoluto e segundo da categoria, numa posição que confirmava a competitividade do Amarok Proto.
A última especial trouxe, porém, um contratempo na zona do Domingão. O carro tombou lateralmente e só com a ajuda do público foi possível retomar a prova, situação que fez a dupla perder tempo importante e algumas posições.
Ainda assim, Nuno Matos e Ricardo Claro conseguiram assegurar um Top 10 absoluto e o quarto lugar da T3, numa edição extremamente equilibrada, em que apenas 2m40s separaram o terceiro do nono classificado.
“Estamos muito felizes por terminar Portalegre desta forma. Sinceramente, não acreditávamos à partida ser possível fazer um resultado como este”, afirmou Nuno Matos.
O piloto destacou também a evolução conseguida no Amarok Proto: “As alterações que fizemos superaram as nossas expectativas e, dentro do carro, fomos sentindo cada vez mais confiança. Demos tudo e saímos com a sensação de que todo o trabalho da equipa foi recompensado.”
Num fim de semana carregado de simbolismo, o resultado permitiu a Nuno Matos assinalar os 30 anos de carreira com uma exibição de grande nível naquela que continua a ser a prova mais especial do seu percurso.
Francisco Barreto e Paulo Fiuza, em Toyota Hilux EVO, conquistaram a 40.ª edição da bp Ultimate Baja Portalegre 500, numa jornada decisiva marcada por muito calor e por vários golpes de teatro entre os candidatos à vitória. Micael Simão venceu nas motos, Tomás Paulo dominou nos quads e Gonçalo Guerra triunfou pela primeira vez entre os SSV.
Nos automóveis, a segunda etapa alterou por completo o rumo da prova. João Ferreira, que partia na liderança, sofreu um acidente logo ao quilómetro cinco do segundo setor seletivo, danificando a caixa de velocidades da Toyota Hilux EVO e sendo obrigado a abandonar.
A liderança passou então para Luís Cidade, mas dificuldades na travessia de uma ribeira custaram cerca de dez minutos ao piloto do Can-Am Maverick R.
Quem aproveitou foi Francisco Barreto, que vinha “a dar tudo e a atacar ao máximo”. O piloto da Toyota Hilux EVO terminou o setor na frente e, no derradeiro troço, geriu a vantagem para alcançar a primeira vitória da carreira em Portalegre.
“Foi uma prova dura. Este último troço foi extremamente difícil, com os nervos à flor da pele para aguentar o primeiro lugar. É a primeira vitória que conseguimos em Portalegre. É um sonho de qualquer piloto nacional”, afirmou.
Gonçalo Guerreiro e Pablo Moreno, em Polaris RZR Pro R, terminaram no segundo lugar absoluto e venceram entre os Auto SSV, enquanto Pedro Carvalho e Romeu Martins, também em Polaris, completaram o pódio.
Na classificação reservada ao evento nacional, Lino e Fábio Carapeta, em Ford Ranger, terminaram na frente, seguidos por Johan e Yvet Senders e por Richard Timmerman/Lucas Van Geest, ambos em Toyota Hilux.
Micael Simão repete triunfo nas motos
Nas motos, Micael Simão confirmou o domínio demonstrado desde o início e conquistou a segunda vitória consecutiva na Baja Portalegre, depois do triunfo alcançado em 2025.
O piloto da KTM 500 EXC somou ainda pontos importantes para o Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno, que passa agora a liderar.
Bernardo Megre, em KTM EXC 450, terminou no segundo lugar, enquanto Nélson Cunha, em Kawasaki KX450X, subiu ao terceiro posto após a queda de Gustavo Gaudêncio.
“Impus um bom ritmo, sem arriscar, sem quedas. Levo a vitória, que é o culminar do grande esforço que eu e a minha equipa fizemos este ano”, destacou Micael Simão.
Tomás Paulo incontestável nos quads
Entre os quads, Tomás Paulo dominou de princípio a fim com a Yamaha YFZ450R, repetindo também a vitória alcançada no ano passado.
Luís Fernandes, igualmente em Yamaha, terminou no segundo lugar, enquanto Tiago Teixeira, em Can-Am Renegade XXC 1000, completou o pódio.
“Este ano foi muito duro, com muito pó, mas faz parte do todo-o-terreno”, resumiu Tomás Paulo.
Gonçalo Guerra estreia-se a vencer nos SSV
Nos SSV, Gonçalo Guerra e André Lopes alcançaram a primeira vitória da carreira em Portalegre, beneficiando também do abandono de Roberto “Beto” Borrego e Domingos Cunha por problemas mecânicos.
A dupla do Polaris RZR Pro R terminou à frente de Pedro Pinha/Joaquim Dias, enquanto André Rodrigues/Ricardo Porto Nunes, com o Segway Super Villain 2.0 T, completaram o pódio.
“Finalmente ganhei um Portalegre. E finalmente ganhei uma prova também. É brutal, é sensacional, é excecional”, afirmou um emocionado Gonçalo Guerra.
A celebração da 40.ª edição ficou ainda marcada pela Mini Baja, onde venceu Francisco Porto Nunes, pelos clássicos, com triunfo de Gustavo Morais/Miguel Mora em Toyota Land Cruiser KZJ Rally Raid, e pelo Troféu UMM, ganho por João Couto/João Santos, em UMM Alter Turbo.
Luís Cidade e Valter Cardoso terminaram a primeira etapa da 40.ª Baja Portalegre 500 no segundo lugar da classificação geral, ficando em posição privilegiada para discutir a vitória na jornada decisiva.
Num dia marcado por temperaturas elevadas, a dupla líder do campeonato começou por colocar o Can-Am Maverick R da Milfa/South Racing no quinto lugar do prólogo, a pouco mais de 11 segundos do melhor tempo.
Já no primeiro setor seletivo, com 71 quilómetros, Luís Cidade e Valter Cardoso aumentaram o ritmo e foram a segunda equipa mais rápida, terminando a etapa a pouco mais de 25 segundos da liderança.
“Foi um primeiro dia muito positivo. Saí numa excelente posição para o setor seletivo e, mesmo tendo apanhado algum pó do concorrente que seguia à nossa frente na fase final, conseguimos manter sempre um bom ritmo”, explicou Luís Cidade.
O líder do campeonato sublinhou, contudo, que a prova está ainda longe de estar decidida: “Estamos a menos de meio e ainda temos muito para percorrer até ao palanque. O Can-Am está impecável, sem qualquer problema, e amanhã vamos adotar a mesma tática.”
Com tudo ainda em aberto, Luís Cidade e Valter Cardoso entraram assim no segundo dia da Baja Portalegre 500 plenamente envolvidos na luta pela vitória.
João Ferreira e Filipe Palmeiro terminaram na frente o primeiro dia da 40.ª edição da bp Ultimate Baja Portalegre 500. Num dia marcado pelo calor e pelas pistas muito secas do Alto Alentejo, a dupla do Toyota Hilux EVO assumiu o comando nos automóveis, enquanto Micael Simão lidera nas motos, Tomás Paulo nos quads e Roberto “Beto” Borrego entre os SSV.
João Ferreira começou por ser o mais rápido no prólogo, garantindo prioridade na escolha da posição de partida para o setor seletivo da tarde.
A liderança chegou a passar pelas mãos de Sean Haran e Martin Hales, em Polaris RZR Pro R, mas a dupla britânica acabou penalizada em 3m24s por não cumprir uma neutralização, caindo para fora do Top 10.
“Na primeira parte do setor só queríamos sobreviver e passar sem bater. Correu tudo bem, sem erros, e a verdadeira prova só começa amanhã”, resumiu João Ferreira.
Na segunda posição terminaram Luís Cidade e Valter Cardoso, com o BRP Can-Am Maverick R, a apenas 25,3 segundos da liderança. Ricardo Porém, que procura a quinta vitória em Portalegre, fechou o dia no terceiro lugar com o Taurus EVO Max, a 54,6 segundos.
Entre os concorrentes da competição nacional, Lino e Fábio Carapeta, em Ford Ranger, lideram com quase dois minutos de vantagem sobre Sérgio Matos e Sebastião Dominguez, em Toyota Hilux.
Micael Simão, Tomás Paulo e Beto Borrego na frente
Nas motos, Micael Simão confirmou a candidatura à vitória ao ser o mais rápido tanto no prólogo como no primeiro setor seletivo.
O piloto da KTM 500 EXC termina o dia com 17,1 segundos de vantagem sobre Gustavo Gaudêncio, enquanto Bernardo Megre ocupa o terceiro lugar.
Nos quads, Tomás Paulo foi dominador. Depois de vencer o prólogo, voltou a impor-se no setor seletivo e construiu uma vantagem de 1m51,6s sobre Luís Fernandes.
O ritmo do piloto da Yamaha foi de tal forma forte que seria mesmo o mais rápido numa hipotética classificação conjunta entre motos e quads.
Também nos SSV houve domínio claro de Roberto “Beto” Borrego e Domingos Cunha.
A dupla venceu um prólogo decidido por apenas três décimos e voltou a ser a mais rápida durante a tarde, fechando o primeiro dia com 53,9 segundos de vantagem sobre Tiago Guerreiro e Carlos Paulino.
Pedro Antunes e Nuno Batalha, líderes do campeonato, ocupam o terceiro lugar.
Mais de 270 km aguardam no segundo dia
A jornada inaugural ficou ainda marcada pela Mini Baja, que reuniu mais de meia centena de jovens pilotos, e pelas competições reservadas aos clássicos e ao Troféu UMM.
Entre os clássicos, Pedro Correia da Silva e Luís Resende lideram com um Toyota Land Cruiser, enquanto João Couto e João Santos comandam entre os UMM.
Este sábado será o dia decisivo da 40.ª bp Ultimate Baja Portalegre 500. A ação começa às 7h50 e reserva mais de 270 quilómetros cronometrados, com dois setores seletivos para os automóveis.
No final, depois de praticamente 360 quilómetros contra o cronómetro, serão conhecidos os vencedores de uma das mais emblemáticas provas do todo-o-terreno português.
Nuno Matos e Ricardo Claro vão estar, no próximo fim de semana, na 40.ª Baja Portalegre 500, numa edição particularmente especial para o piloto da casa, que celebra também 30 temporadas consecutivas no todo-o-terreno.
Foi precisamente a Baja Portalegre que despertou em Nuno Matos a paixão pela modalidade. E foi também nesta prova que viveu alguns dos momentos mais marcantes da carreira: há 20 anos conquistou o primeiro título nacional T8 e, uma década depois, sagrou-se pela primeira vez Campeão Nacional Absoluto de Todo-o-Terreno.
“Portalegre tem obviamente um significado muito especial. Nasci, cresci e sempre vivi nesta cidade, e foi com esta prova que surgiu a minha paixão pelo todo-o-terreno”, destaca Nuno Matos, sublinhando ainda a coincidência dos 40 anos da prova com os 40 anos da A MatosCar.
A ambição passa por desfrutar, mas também por lutar por um bom resultado: “Queremos desfrutar de mais uma Rainha, fazer uma boa prova, ser competitivos e contribuir para o espetáculo. Estamos em casa e sabemos que contamos com o carinho das centenas de pessoas que vamos encontrar nas pistas.”
Nuno Matos e Ricardo Claro terão pela frente 451,02 quilómetros de competição, entre prólogo e setores seletivos, numa Baja que se disputa entre 15 e 17 de outubro e que volta a colocar Portalegre no centro do todo-o-terreno.
Marca renova parceria com o piloto português de rally-raid, reforçando uma ligação iniciada em 2024 e assente na inovação tecnológica e na competição automóvel.
A Repsol renovou a parceria com João Ferreira, que passa agora a assumir oficialmente o papel de embaixador da Repsol Lubricants em Portugal, reforçando a ligação da marca a um dos principais protagonistas nacionais do todo-o-terreno.
Iniciada em 2024, a colaboração acompanha a afirmação internacional do piloto português, que alcançou um oitavo lugar na classificação geral do Dakar 2025 e conquistou recentemente a segunda posição no Rali de Marrocos 2026, resultados que confirmam a sua competitividade ao mais alto nível do rally-raid mundial.
A nomeação enquadra-se na estratégia Hi-Tech & Hi-Touch da Repsol Lubricants, que procura combinar o desenvolvimento de tecnologia testada em condições extremas com uma relação próxima e personalizada com clientes e parceiros.
Através desta parceria, a Repsol reforça também a aposta na competição automóvel como plataforma de desenvolvimento e validação dos seus lubrificantes, beneficiando da experiência de João Ferreira em algumas das provas mais exigentes do desporto motorizado internacional.
A continuidade desta ligação consolida a presença da Repsol no rally-raid, associando a marca à carreira de um piloto português que continua a conquistar resultados de destaque no panorama mundial.
Bruno Oliveira está de regresso à Baja Portalegre 500, oito anos depois da sua última participação, desta vez aos comandos de uma Ford Ranger T1+ preparada pela 767 PRK. Na 40.ª edição da emblemática prova alentejana, que decorre de 15 a 17 de outubro, o piloto contará com Vítor Jesus no banco do navegador.
Depois da experiência na jornada portuguesa do World Rally-Raid Championship, Bruno Oliveira prepara-se para a estreia numa viatura da categoria Ultimate, numa competição que lhe traz excelentes recordações, nomeadamente a vitória na categoria FIA T2 em 2018.
“Regressar à Baja Portalegre oito anos depois é algo muito especial para mim. Voltar nesta 40.ª edição, desta vez ao volante de uma Ford Ranger T1+, é verdadeiramente entusiasmante, especialmente pela nossa forte ligação ao patrocinador Ford Trucks”, afirmou o piloto, deixando também um agradecimento à equipa 767 PRK pela oportunidade.
Com apenas um breve teste realizado, Bruno Oliveira prefere não estabelecer objetivos classificativos: “Não vamos a Portalegre à procura de um resultado. Vamos para desfrutar da experiência, aprender a cada quilómetro e, esperamos, proporcionar um bom espetáculo. Para mim, é esse o verdadeiro espírito desta aventura.”
Vítor Jesus impressionado com a Ford Ranger T1+
Com 34 anos de competição, Vítor Jesus prepara a sua 23.ª participação em Portalegre, prova onde já conquistou uma vitória, em 1997, vários pódios e sete triunfos no prólogo.
O experiente navegador mostrou-se impressionado com o desempenho da Ford Ranger T1+ no primeiro contacto com a máquina: “O pequeno teste permitiu-me perceber que esta carrinha tem um desempenho muito diferente dos T1 a que estava habituado. Tudo acontece mais depressa, mas talvez a diferença mais impressionante seja a forma como supera o mau piso. Resumindo: um avião!”
A 40.ª Baja Portalegre 500, organizada pelo Automóvel Club de Portugal, terá o seu centro operacional no NERPOR e contará com 441,02 quilómetros cronometrados, distribuídos pelo prólogo e três setores seletivos, nos dias 16 e 17 de outubro.