Categoria: Velocidade

  • Da aprendizagem ao pódio: a primeira época de Duarte Camelo na Porsche Sprint Challenge Ibérica

    Da aprendizagem ao pódio: a primeira época de Duarte Camelo na Porsche Sprint Challenge Ibérica

    O jovem lousadense encerrou a época de estreia na Porsche Sprint Challenge Ibérica no Top 5 da Classe Silver e no oitavo lugar absoluto, entre cerca de três dezenas de pilotos. O pódio alcançado na Grand Finale do Estoril confirmou a evolução demonstrada aos comandos do Porsche 911 GT3 Cup #19 da LOB Motorsport, partilhado com Henrique Cruz.

    A química foi imediata, mas a consciência da dificuldade também. Quando Duarte Camelo se sentou pela primeira vez ao volante do Porsche 911 GT3 Cup, percebeu rapidamente que tinha diante de si a máquina mais exigente da sua ainda jovem carreira.

    A potência, a travagem, a gestão dos pneus e, sobretudo, a intensidade competitiva de uma competição na qual ninguém oferece um centímetro obrigaram o piloto de Lousada a acelerar o seu processo de aprendizagem.

    Numa época vivida entre naturais dificuldades, resultados promissores e alguns contratempos, Duarte foi construindo uma evolução consistente, apoiado pela LOB Motorsport, pelo mentor Manuel Alves e pelo companheiro de equipa Henrique Cruz. O resultado final traduz essa progressão: oitavo lugar da geral e presença no Top 5 da Classe Silver, num campeonato que reuniu três dezenas de pilotos ao longo da temporada.

    É hora de balanço para o talento lousadense.

    Chegaste à Porsche Sprint Challenge Ibérica como um dos jovens estreantes de 2026. Quando te sentaste pela primeira vez no Porsche, imaginavas concluir o ano a discutir os lugares cimeiros? Que balanço fazes?

    A primeira vez que me sentei no carro senti imediatamente uma química muito boa. Ao mesmo tempo, percebi que teria de testar e treinar bastante para que os resultados aparecessem. É um carro muito exigente, sobretudo para mim, que ainda estou a dar os primeiros passos na competição.

    Quando entramos num campeonato com este nível, esperamos sempre conseguir bons resultados e eu não sou exceção. Ainda assim, o balanço tem um sabor agridoce. Houve corridas que não decorreram como esperávamos e alguns resultados ficaram aquém daquilo que sentíamos ser possível. Por outro lado, a LOB Motorsport colocou à nossa disposição uma equipa de grande qualidade e todas as condições necessárias para evoluirmos.

    A potência, a travagem, a gestão dos pneus e a exigência competitiva obrigam a uma aprendizagem permanente. Qual foi a maior dificuldade encontrada na adaptação?

    Sem dúvida, a própria competição dentro de pista. Todos os pilotos têm muita qualidade e obrigam-nos a dar o máximo desde o primeiro minuto até à última volta. Existe uma enorme competitividade, ninguém facilita e todos estão presentes com o objetivo de vencer.

    Foi necessário aprender a lidar com essa intensidade, perceber melhor os momentos das corridas e encontrar o equilíbrio entre atacar, defender e gerir. Sinto que fui evoluindo precisamente nessa capacidade de competir.

    Contaste também com Manuel Alves como mentor. Como nasceu essa relação e o que representa aprender diretamente com um bicampeão da Porsche Sprint Challenge Ibérica?

    É claramente um privilégio contar com o Manuel, tanto pela sua experiência como pela amizade e pelo enorme respeito que tenho por ele. Possui provas mais do que suficientes para ser visto com admiração.

    Na realidade, estou na LOB Motorsport e no Porsche 911 GT3 Cup por recomendação e incentivo dele. Temos um grupo de pilotos e amigos que se encontra ocasionalmente em momentos de convívio. Foi assim que conheci melhor o Manuel, começámos a partilhar algumas conversas e ele falou-me várias vezes deste campeonato.

    Através dele, reuni com o Carlos Daniel e acabámos por chegar a um acordo. No final desta primeira temporada, só posso dizer ao Manuel: obrigado pelo conselho. Foi uma decisão muito importante para a minha evolução.

    Ao longo da temporada partilhaste o Porsche #19 com Henrique Cruz. Como funcionou a parceria entre dois jovens pilotos?

    Já conhecia o Henrique do FPAK Júnior Team de Velocidade, que integrámos em conjunto. O pai do Henrique chegou também a falar com o meu pai para irmos testar um protótipo LMP em Barcelona. Estava tudo acertado, mas, precisamente nesse dia, tive um exame e não me foi possível participar.

    Quando surgiu esta oportunidade, a LOB Motorsport perguntou-nos se já nos conhecíamos e o que achávamos da possibilidade de formarmos uma dupla. Respondi imediatamente que sim. Nunca existiu uma competição direta entre nós dentro da equipa. Partilhámos sempre a informação e aquilo que cada um tinha de melhor, procurando ajudar-nos mutuamente e desejando que ambos conseguíssemos os melhores resultados possíveis.

    Na Corrida 3 da Grand Finale do Estoril conquistaste o terceiro lugar absoluto, depois de resistires a uma forte pressão. Como viveste essa corrida e as últimas voltas?

    Fiz essa corrida “de faca nos dentes”, como se costuma dizer na gíria automobilística. Estava um pouco desiludido com o meu desempenho na Corrida 1, porque sentia que tinha potencial para alcançar um resultado melhor, naturalmente com todo o respeito pelos meus adversários.

    Encarei a Corrida 3 decidido a demonstrar aquilo que podia fazer. Vivi as últimas voltas com muita emoção, porque estavam presentes os meus pais, vários amigos e toda a equipa.

    Acima de tudo, sentia que a LOB Motorsport merecia ser recompensada com um excelente resultado por todo o trabalho realizado ao longo da temporada. Subir ao pódio absoluto no Estoril foi uma forma muito especial de agradecer esse esforço.

    Sendo natural de Lousada, sentiste o apoio de uma terra profundamente ligada ao desporto automóvel?

    Lousada é uma terra com uma enorme paixão pelo automobilismo e sei que tenho lá muitas pessoas que acompanham o meu percurso e vibram com os meus resultados. Esse apoio é muito importante e dá-me ainda mais vontade de continuar a trabalhar e a evoluir.

    Representar uma terra com tanta tradição no desporto automóvel é também uma responsabilidade, mas é sobretudo um enorme orgulho.

    Já estás a trabalhar na temporada de 2027? A continuidade na PSCI e a possibilidade de conduzires o novo Porsche 992 Cup estão nos teus planos?

    Já estamos a trabalhar na procura de apoios que me permitam continuar a competir em 2027. Ainda não sei em que campeonato estarei, mas gostei imenso do Porsche 992 GT3 Cup e vejo com muito bons olhos a possibilidade de continuar. O 992 Cup será naturalmente um sonho para qualquer piloto. No entanto, sinto que ainda tenho muito para aprender com o 992.1. Aquilo que desejo verdadeiramente é continuar a competir, seja com uma geração ou com a outra.

    Neste momento, estou também na universidade, que me ocupa bastante tempo. Durante esta época, houve fins de semana em que cheguei ao circuito e entrei praticamente direto para a qualificação, sem conseguir realizar todo o trabalho de preparação que gostaria. A temporada terminou agora e a LOB Motorsport terá certamente uma palavra muito importante na decisão sobre o futuro. Vamos analisar todas as possibilidades.

    A quem gostarias de agradecer no final desta primeira temporada?

    Quero agradecer aos meus patrocinadores e, de uma forma muito especial, aos meus pais e aos meus irmãos. Todos fazem um enorme sacrifício para que eu possa continuar a concretizar este sonho. Quero também agradecer à LOB Motorsport, a todas as pessoas que trabalharam connosco, ao Manuel Alves, ao Henrique Cruz e a todos os que me apoiaram durante a temporada.

    Deixo ainda os meus parabéns à V+ pela cobertura realizada nos fins de semana de corrida e pela forma profissional, conhecedora e emotiva como leva a Porsche Sprint Challenge Ibérica até ao público.

  • Historic Endurance leva 43 equipas a Jerez depois do recorde de Portimão

    Historic Endurance leva 43 equipas a Jerez depois do recorde de Portimão

    Depois de bater em Portimão o recorde de participação dos seus 14 anos de história, o Iberian Historic Endurance segue este fim de semana para Jerez de la Frontera. A ronda espanhola reúne 43 equipas e mais de 60 pilotos, mantendo uma grelha recheada de GT, Turismos e protótipos históricos até 1976.

    Entre os nomes em destaque surgem Brice Pineau e Olivier Muytjens, vencedores da H-1965 no Algarve, agora repartidos entre um Porsche 911 3.0 RS e um Ford GT40. Também Paulo Lima, segundo classificado da GTP&SC em Portimão e vencedor em Jerez em 2024, regressa com o seu Ford GT40.

    A grelha terá ainda várias novidades de peso. Max Huber troca o AC Cobra por um Chevrolet Corvette 427, enquanto o irmão Guillaume alinha num Ford Mustang e o pai, Ralf, num Corvette C3. Regressam igualmente o De Tomaso Pantera de Pedro Bastos Rezende e o Merlyn Mk4 de Carlos Barbot e Filipe Campos.

    Entre as raridades, destaque para dois Iso: o Grifo A3/C de Richardo Rubbio Boel/Pieter Boel e o Rivolta IR 300 de Rob Bergmans.

    A representação portuguesa mantém-se forte, com nomes como Luís Sousa Ribeiro, Luís e Valdemar Nóvoa, Nuno Nunes, Pedro Bastos Rezende, Carlos Barbot e Filipe Campos.

    O Historic Endurance terá qualificação única no sábado e duas corridas de 50 minutos no domingo, ambas com transmissão em direto no YouTube da Race Ready.

    Depois da enchente de clássicos em Portimão, Jerez recebe agora outra grelha capaz de transformar o paddock num verdadeiro museu de competição em movimento.

  • Jerez decide títulos do Supercars Endurance com grelha forte e várias frentes em aberto

    Jerez decide títulos do Supercars Endurance com grelha forte e várias frentes em aberto

    O Circuito de Jerez-Ángel Nieto recebe, a 7 e 8 de novembro, a última ronda do Campeonato de España de Supercars, numa jornada igualmente pontuável para o Iberian Supercars e para o Campeonato de Portugal de Velocidade. GTX, Cup e Turismos chegam à Andaluzia com várias decisões ainda por fechar.

    Na GTX, a diversidade promete voltar a ser uma das marcas da competição. A Chefo Sport by Petrogold leva três Ligier JS2R, enquanto a Veloso Motorsport coloca Artur Ferreira a solo num quarto exemplar. Porsche Cayman CS, Ginetta G55 e McLaren 570S GT4 completam uma grelha onde também estarão António Almeida e António Duarte.

    A Cup reúne sete Porsche 911, com destaque para o regresso de Álvaro Vela, para os dois 991.1 da Lan GP Racing de Ángel Lanchares e Ramiro García-Pumarino e para Adam Fawsitt, líder da divisão no CPV.

    Nos Turismos, uma das principais novidades será o regresso de Paulo e Guilherme Silva, num Audi RS3 LMS TCR da Befast Motorsport. Terão pela frente Daniel Teixeira e o Hyundai Elantra N TCR da JT59 Racing Team, numa TC+ que promete ser um dos pontos de interesse do fim de semana.

    Também a BMW M2 Cup Iberia volta a ter forte presença, com os carros da FPAK Junior Team, Francisco Queiroz e o estreante neerlandês Valentijn Greven.

    As qualificações começam no sábado às 9h25, seguindo-se a primeira corrida às 14h10. A segunda prova disputa-se no domingo, às 13h00, com ambas as corridas a terem 50 minutos de duração.

    Depois de Portimão, Jarama, Vila Real e Valência, Jerez recebe agora a fase das contas finais. E, com vários títulos ainda em discussão, ninguém chega à Andaluzia apenas para cumprir calendário.

  • Quatro vitórias, uma festa inesquecível: Manuel Alves reina na Grand Finale do Estoril!

    Quatro vitórias, uma festa inesquecível: Manuel Alves reina na Grand Finale do Estoril!

    A Porsche Sprint Challenge Ibérica despediu-se de 2026 em verdadeira apoteose. A Cascais Porsche Sprint Challenge Ibérica Grand Finale transformou o Autódromo do Estoril no epicentro de uma enorme festa Porsche Motorsport, onde a paixão pela velocidade, o espetáculo em pista e o lifestyle associado à marca de Estugarda se cruzaram ao longo de um fim de semana verdadeiramente especial.

    Numa temporada marcada pelo desafio de transição para a nova geração Porsche 911 Cup 992.2, cuja chegada em força está prevista para 2027, o campeonato encontrou no Estoril um encerramento à altura da sua ambição. E se houve emoção, incerteza e batalhas intensas praticamente em todos os lugares do pelotão, a discussão pelas vitórias absolutas teve um protagonista incontestável.

    Em pista, a grelha de 15 Porsche 911 GT3 Cup reuniu pilotos de diferentes nacionalidades, desde Portugal e Espanha até à Argentina, Brasil, Estados Unidos da América, Grã-Bretanha, Suécia e Finlândia, confirmando a crescente projeção internacional da competição.

    Manuel Alves: fim-de-semana verdadeiramente imperial

    O antigo bicampeão da Porsche Sprint Challenge Ibérica regressou pela segunda vez nesta época ao campeonato determinado a deixar uma marca inesquecível. E conseguiu-o de forma absolutamente categórica. Depois de dominar a jornada de sábado, o piloto português voltou a impor a sua lei nas três corridas de domingo, nunca permitindo que os adversários colocassem verdadeiramente em causa a sua supremacia.

    Na Corrida 2, disputada durante a manhã de domingo, Manuel Alves terminou com 11,735 segundos de vantagem sobre Dieter Svepes. Na Corrida 3, superou Genaro Trappa por 8,848 segundos. E, na última corrida da temporada, voltou a triunfar, desta feita com 3,524 segundos de avanço sobre o austríaco da LMR Motorsport.

    Dieter Svepes e a dupla argentina da GT Corse brilham no domingo

    Se Manuel Alves foi senhor absoluto das vitórias, a discussão pelos restantes lugares do pódio proporcionou algumas das batalhas mais interessantes da Grand Finale.

    Dieter Svepes, ao volante do Porsche #91 da LMR Motorsport, protagonizou uma excelente exibição. O austríaco ainda procurou acompanhar Manuel Alves nas voltas iniciais, mas acabaria por consolidar a segunda posição, terminando a 11,735 segundos do vencedor.

    O terceiro lugar foi conquistado pelo estreante argentino Camilo Tomas, no Porsche #27 da GT Corse, a 22,806 segundos, confirmando o excelente potencial de uma dupla sul-americana que constituiu uma das grandes novidades da ronda.

    Patrick Cunha, no Porsche #8 da Veloso Motorsport, terminou em quarto lugar, a 25,165 segundos, num resultado particularmente importante para as contas do campeonato. O piloto português garantiu definitivamente o título da Classe Bronze e confirmou uma temporada de enorme nível, que viria também a terminar com a conquista do vice-campeonato absoluto.

    A britânica Chloe Grant, no Porsche #22 da AF Motorsport, completou o Top 5, a 25,961 segundos do vencedor, conquistando simultaneamente mais uma vitória na Ladies Cup.

    Na Corrida 3, Manuel Alves voltou a dominar, mas desta feita teve como principal perseguidor Genaro Trappa, que assumiu o Porsche #27 da GT Corse e confirmou o excelente andamento demonstrado desde o início do fim de semana. O jovem argentino terminou no segundo lugar absoluto, a 8,848 segundos do vencedor, assinando mais um resultado de grande significado na sua estreia na competição.

    O terceiro posto foi conquistado por Duarte Camelo, no Porsche #19 da LOB Motorsport, a 16,952 segundos. Um pódio particularmente merecido para o jovem piloto português, que voltou a evidenciar a evolução, consistência e velocidade que marcaram a sua temporada.

    Miguel Lobo, no Porsche #28 da RGB Racing Team, terminou na quarta posição, a 25,231 segundos, conquistando a vitória na Classe Bronze, enquanto Flame Airikkala, no Porsche #67 da AF Motorsport, completou um excelente Top 5 absoluto, a 30,771 segundos, e venceu a Ladies Cup.

    A última corrida do ano voltou a colocar Manuel Alves no lugar mais alto do pódio, mas proporcionou uma intensa batalha pelos restantes lugares de honra. Dieter Svepes, novamente ao volante do Porsche #91 da LMR Motorsport, confirmou a sua adaptação à competição e terminou no segundo lugar absoluto, a apenas 3,524 segundos do vencedor.

    Atrás do austríaco, a discussão pelo terceiro posto assumiu contornos particularmente emocionantes, com vários pilotos envolvidos numa luta cerrada que se prolongou praticamente até à bandeira de xadrez. Henrique Cruz, no Porsche #19 da LOB Motorsport, foi quem levou a melhor, terminando no terceiro lugar absoluto, a 28,730 segundos de Manuel Alves, num resultado que premiou a determinação do jovem piloto de Leiria.

    Camilo Tomas, no Porsche #27 da GT Corse, foi quarto, a 29,036 segundos, enquanto Chloe Grant, no Porsche #22 da AF Motorsport, completou o Top 5, a 34,627 segundos, conquistando mais uma vitória na Ladies Cup.

    Penalizações marcaram profundamente as três corridas

    As decisões do Colégio de Comissários Desportivos assumiram um papel particularmente relevante no desenrolar da jornada de domingo. O elevado ritmo competitivo levou vários pilotos a ultrapassarem repetidamente os limites de pista, originando penalizações por track limits que, em diversos casos, alteraram significativamente as classificações finais.

    Na Corrida 2, Francisca «Kika» Queiroz foi penalizada com um drive-through por falsa partida. Henrique Cruz recebeu sucessivas sanções por infrações aos limites de pista, enquanto Flame Airikkala, Alejandro Barambio Perea, José Neves e Pedro Martins também estiveram entre os pilotos penalizados, com estes dois últimos a sofrerem sanções particularmente pesadas.

    A Corrida 3 voltou a ficar marcada por numerosas decisões dos comissários. Leandro Martins, no Porsche #91, recebeu uma penalização de 25 segundos por excesso de velocidade na via das boxes, à qual se juntaram outras sanções relacionadas com os limites de pista. Flame Airikkala, Miguel Lobo, Tomas Slootweg e Kevin King também foram penalizados.

    Na Corrida 4, as falsas partidas ganharam especial protagonismo. Francisca Queiroz, Alejandro Barambio Perea e Patrick Cunha receberam penalizações de drive-through, enquanto João Faria, Camilo Tomas, Henrique Cruz e Dane Cornish foram sancionados por infrações aos limites de pista.

    Kika Queiroz conquista tricampeonato da Ladies Cup numa decisão emocionante

    Poucos momentos da Cascais Weekend Grand Finale terão sido tão emocionantes como a decisão da Ladies Cup. Francisca «Kika» Queiroz, Chloe Grant e Flame Airikkala chegaram ao Estoril envolvidas numa batalha pelo título que só ficaria resolvida depois da última corrida da temporada.

    A portuguesa da LOB Motorsport começou o fim de semana da melhor forma, vencendo a Corrida 1, mas as suas adversárias responderam de imediato. Chloe Grant conquistou as vitórias nas Corridas 2 e 4, enquanto Flame Airikkala triunfou na Corrida 3, somando resultados que mantiveram a incerteza até ao derradeiro confronto.

    Na última corrida, Chloe Grant foi a mais rápida entre as pilotos femininas, terminando na quinta posição absoluta. Flame Airikkala assegurou o segundo lugar da Ladies Cup e Francisca Queiroz foi terceira.

    Foi necessário recorrer aos critérios de desempate regulamentares para encontrar a vencedora final do troféu. E o título voltou a sorrir a Francisca «Kika» Queiroz, que conquistou o seu terceiro campeonato consecutivo da Ladies Cup da Porsche Sprint Challenge Ibérica. Um feito de enorme significado para a jovem portuguesa, que confirmou a sua capacidade de resistência competitiva numa temporada marcada por uma concorrência cada vez mais forte e internacional.

    GT Corse conquista a Taça de Equipas e fecha uma temporada de ouro

    A Grand Finale confirmou também a consagração coletiva da GT Corse, que acrescentou a Taça de Equipas aos títulos Absoluto, da Categoria 2 e da Classe Silver já conquistados antecipadamente.

    Para Alejandro Barambio Perea e Borja García Menéndez, a derradeira ronda esteve longe de ser fácil. A dupla do Porsche #14 enfrentou problemas no sistema ABS, agravados pela ausência de pneus novos disponíveis para esta ronda, circunstâncias que condicionaram significativamente a competitividade de um automóvel que havia dominado grande parte da temporada. Apesar das dificuldades, os campeões mantiveram-se em competição e deram o seu contributo para assegurar o último grande objetivo coletivo da estrutura espanhola.

    O excelente desempenho dos estreantes argentinos Camilo Tomas e Genaro Trappa, no Porsche #27, revelou-se igualmente determinante, com a dupla a conquistar três pódios absolutos ao longo do fim de semana e a demonstrar um potencial muito interessante. A GT Corse encerra, assim, 2026 como a grande vencedora da temporada, numa campanha que ficará marcada pela consistência, competitividade e capacidade de superação.

    Patrick Cunha confirma título Bronze e vice-campeonato absoluto

    Outro dos grandes protagonistas da temporada foi Patrick Cunha, piloto da Veloso Motorsport, que encontrou na Grand Finale a confirmação definitiva de uma campanha de enorme qualidade. O português garantiu o título da Classe Bronze na Corrida 2 e concluiu a temporada como vice-campeão absoluto da Porsche Sprint Challenge Ibérica.

    Ao volante do Porsche #8, Patrick Cunha destacou-se ao longo do ano pela regularidade, competitividade e capacidade de lutar frequentemente pelos lugares cimeiros da classificação geral.

    Mais de 600 Porsche e milhares de espectadores numa festa inesquecível

    A dimensão da Cascais Weekend Grand Finale ultrapassou largamente o espetáculo das quatro corridas. O Autódromo do Estoril recebeu mais de 600 automóveis Porsche de estrada, numa concentração que transformou o paddock e as áreas envolventes numa verdadeira celebração da marca.

    Milhares de espectadores, proprietários e entusiastas viveram de perto o ambiente da competição, num evento que conjugou a emoção do automobilismo com o lifestyle e o espírito de comunidade que caracterizam o universo Porsche Motorsport.

    Em jeito de rescaldo, José Monroy, Series manager da Porsche Sprint Challenge Ibérica considerou que «conseguimos terminar uma temporada particularmente exigente com uma Grand Finale que representa tudo aquilo que queremos para a Porsche Sprint Challenge Ibérica: competição intensa, talento internacional e uma verdadeira celebração da paixão Porsche. Ver o Estoril receber mais de 600 automóveis da marca e milhares de entusiastas é motivo de enorme orgulho. Este fim de semana demonstrou a força do nosso projeto e dá-nos ainda mais ambição para 2027. O melhor está para vir!»

  • Kimi Antonelli sagrou-se Campeão do Mundo de Fórmula 1 no Grande Prémio da Cidade do México.

    Kimi Antonelli sagrou-se Campeão do Mundo de Fórmula 1 no Grande Prémio da Cidade do México.

    Para o italiano, trata-se de um feito histórico: com apenas 20 anos, torna-se no mais jovem Campeão do Mundo da história da Fórmula 1. Até agora, o recorde pertencia ao tetracampeão Sebastian Vettel, que conquistou o seu primeiro título aos 23 anos.

    O pódio, com o cenário do circuito que homenageia os irmãos Rodríguez, reuniu exclusivamente Campeões do Mundo: Verstappen (quatro títulos), Hamilton (sete títulos) e Antonelli (que acaba de conquistar o primeiro).

    Verstappen garantiu a vitória graças a uma estratégia de duas paragens. O neerlandês partiu com pneus Médios e trocou para os Macios à 27.ª volta. Depois de completar 18 voltas com o composto C5, a corrida foi interrompida com bandeira vermelha. Verstappen aproveitou a interrupção para montar outro conjunto de pneus Macios e conseguiu depois resistir à pressão de Hamilton até ao final da corrida.

    O piloto da Ferrari tinha partido com pneus Macios, antes de trocar para Médios. Durante o período de Safety Car que antecedeu a bandeira vermelha, montou outro conjunto de pneus Macios. No recomeço da corrida, Hamilton voltou a optar pelos Macios, desta vez com um conjunto já utilizado. O piloto da Ferrari registou a volta mais rápida da corrida tanto com os pneus Macios como com os Médios.

    Antonelli, por sua vez, partiu com pneus Macios e só à 43.ª volta trocou para Médios. O italiano também aproveitou a bandeira vermelha para montar outro conjunto de pneus Macios usados. Esta estratégia permitiu-lhe garantir o terceiro lugar e, mais importante ainda, conquistar o título mundial.

    Kimi Antonelli é o terceiro piloto italiano da história da Fórmula 1 a conquistar o título mundial. Os seus dois antecessores também alcançaram esse feito exclusivamente com pneus Pirelli. Giuseppe «Nino» Farina sagrou-se campeão na época inaugural do Campeonato do Mundo, em 1950, disputando seis corridas com pneus Pirelli. Já Alberto Ascari conquistou o seu segundo título consecutivo em 1953, ano em que venceu todos os oito Grandes Prémios em que participou, também com pneus Pirelli.

  • Manuel Alves assina sábado perfeito na Grand Finale da Porsche Sprint Challenge Ibérica!

    Manuel Alves assina sábado perfeito na Grand Finale da Porsche Sprint Challenge Ibérica!

    Um sábado de sol radioso, temperatura amena de 23 graus e vento fraco proporcionou condições praticamente perfeitas para o primeiro grande embate competitivo da Cascais Weekend Grand Finale, a ronda que encerra a temporada de 2026 da Porsche Sprint Challenge Ibérica.

    O histórico Autódromo do Estoril recebeu uma grelha reforçada de 15 Porsche 911 GT3 Cup, reunindo pilotos consagrados, regressos aguardados e estreantes determinados a deixar a sua marca. E, desde os primeiros quilómetros cronometrados, houve um nome que se destacou acima de todos: Manuel Alves.

    Manuel Alves regressa para dominar

    O piloto português, ao volante do Porsche #68 da LOB Motorsport, não deixou margem para dúvidas quanto às suas intenções. Começou por dominar as duas sessões de qualificação, garantindo ambas as pole positions e confirmando que, mesmo sem ter disputado a temporada completa, continua a ser uma das grandes referências competitivas da Porsche Sprint Challenge Ibérica.

    Na primeira sessão, Manuel Alves estabeleceu a marca de 1m38,653s, assegurando o lugar mais cobiçado da grelha para a corrida inaugural da Grand Finale. Ao seu lado partiu uma das grandes revelações do fim de semana: o argentino Genaro Trappa, estreante na competição e piloto do Porsche #27 da GT Corse. Depois de já ter evidenciado excelente velocidade nos treinos livres, o jovem sul-americano confirmou todo o seu potencial com um lugar na primeira linha.

    A segunda linha reuniu Duarte Camelo, no Porsche #19 da LOB Motorsport, e Miguel Lobo, no Porsche #28 da RGB Racing Team, enquanto Francisca «Kika» Queiroz, no Porsche #95 da LOB Motorsport, e Tomas Slootweg, no Porsche #22 da AF Motorsport, ocuparam a terceira linha de uma grelha marcada pela qualidade e diversidade dos seus protagonistas.

    Uma vitória construída com autoridade

    Quando os semáforos se apagaram para os 20 minutos mais uma volta da primeira corrida, Manuel Alves protagonizou um arranque irrepreensível e assumiu imediatamente o comando das operações.

    Genaro Trappa, pelo contrário, não conseguiu tirar partido da excelente posição de partida e perdeu vários lugares nos primeiros metros, permitindo que Miguel Lobo ascendesse ao segundo posto.

    Na frente, Manuel Alves impôs um ritmo fortíssimo. Volta após volta, o piloto português foi construindo uma vantagem que ultrapassou os seis segundos durante a primeira metade da corrida, demonstrando uma superioridade evidente.

    Atrás do líder, a competição assumia contornos bem diferentes. Miguel Lobo procurava defender a segunda posição perante a recuperação de Genaro Trappa, enquanto Borja García Menéndez, já coroado campeão da temporada, protagonizava uma intensa escalada na classificação ao volante do Porsche #14 da GT Corse.

    A corrida, porém, acabaria por ficar dividida em duas partes bem distintas. Uma saída de pista de Tomas Slootweg, cujo Porsche #22 ficou imobilizado na gravilha, obrigou à entrada do Safety Car e neutralizou a vantagem que Manuel Alves havia construído. A intervenção prolongou-se até aos instantes finais dos 20 minutos regulamentares, deixando aos pilotos apenas três voltas para resolverem as suas disputas.

    No recomeço, Manuel Alves voltou a ser irrepreensível. Defendeu a liderança com autoridade, não concedeu qualquer oportunidade aos adversários e cruzou a linha de meta como vencedor incontestado.

    Foi um triunfo absoluto, acompanhado pela vitória na Categoria 2 e na Classe Silver, ao qual juntou a volta mais rápida da corrida, estabelecida em 1m39,430s. Uma demonstração de força de um piloto que regressou à competição determinado a transformar a Grand Finale num dos momentos altos da sua temporada.

    Genaro Trappa impressiona na estreia e Miguel Lobo vence na Bronze

    A luta pelos restantes lugares do pódio proporcionou emoção até à bandeira de xadrez. Depois de recuperar das posições perdidas no arranque, Genaro Trappa confirmou o excelente andamento que havia demonstrado desde os treinos livres. O jovem argentino conseguiu impor-se na disputa pelo segundo lugar e concluiu a sua primeira corrida na Porsche Sprint Challenge Ibérica a apenas 2,125 segundos do vencedor.

    Miguel Lobo completou o pódio absoluto, ao volante do Porsche #28 da RGB Racing Team, conquistando simultaneamente uma importante vitória na Classe Bronze. Duarte Camelo, no Porsche #19 da LOB Motorsport, assegurou a quarta posição, enquanto Diego Carrascal Vega, no Porsche #15, encerrou o Top 5.

    Uma das situações mais relevantes da jornada aconteceu após a bandeira de xadrez. Borja García Menéndez, ao volante do Porsche #14 da GT Corse, havia cruzado a linha de meta na terceira posição absoluta, depois de uma corrida marcada por uma recuperação intensa. Contudo, o piloto espanhol foi alvo de três penalizações por sucessivas infrações aos limites de pista (track limits), que totalizaram 70 segundos acrescentados ao seu tempo de corrida, relegando o já campeão para o 13.º lugar.

    A classificação oficial passou, assim, a apresentar Manuel Alves, Genaro Trappa e Miguel Lobo nos três primeiros lugares, seguidos por Duarte Camelo e Diego Carrascal Vega.

    Kika Queiroz vence primeiro duelo da Ladies Cup

    A discussão da Ladies Cup, um dos títulos ainda em aberto nesta Grand Finale, começou com um confronto particularmente intenso. Francisca «Kika» Queiroz, no Porsche #95 da LOB Motorsport, protagonizou uma exibição muito consistente, resistindo à pressão de Flame Airikkala, no Porsche #67 da AF Motorsport, e conquistando a vitória entre as pilotos femininas.

    A portuguesa terminou na sexta posição absoluta, imediatamente à frente da adversária finlandesa, que cruzou a meta no sétimo lugar, a apenas 0,781 segundos.

    Na Classe GD, Kevin King assinalou o seu regresso à Porsche Sprint Challenge Ibérica com uma vitória convincente, ao volante do Porsche #4 da NACentE Racing. O piloto terminou num meritório décimo lugar absoluto, à frente de Pedro Martins, no Porsche #96, e Filipe Carvalho, no Porsche #23.

    A Cascais Weekend Grand Finale confirmou também, fora da pista, a dimensão especial que caracteriza este encerramento de temporada. A presença de numerosos espectadores, entusiastas do automobilismo e proprietários de automóveis Porsche contribuiu para uma atmosfera de verdadeira celebração, aproximando o público das equipas, dos pilotos e das máquinas que protagonizam a competição.

    Com condições meteorológicas excelentes e um ambiente de grande entusiasmo, o sábado deixou antever um domingo ainda mais participado, quando o Autódromo do Estoril receberá as três últimas corridas da temporada. A segunda corrida terá início às 11h20, seguindo-se os dois derradeiros confrontos às 14h30 e 15h10.

  • Filipe Albuquerque prepara 2027 com dois dias de testes em Daytona

    Filipe Albuquerque prepara 2027 com dois dias de testes em Daytona

    A dupla Filipe Albuquerque e Ricky Taylor esteve nos últimos dias no traçado de Daytona ao volante do Cadillac V-Series.R da Wayne Taylor Racing (WTR), dando início aos trabalhos de preparação para a temporada de 2027 do IMSA WeatherTech SportsCar Championship e para as prestigiadas 24 Horas de Daytona.

    Ao longo de dois dias inteiramente dedicados a testes em pista, a dupla luso-americana completou um elevado número de voltas, permitindo recolher dados importantes ao mesmo tempo que aprofundaram o conhecimento sobre a performance geral do carro. O foco principal destes testes esteve centrado no comportamento da suspensão do Cadillac, que recebeu evoluções. Albuquerque e Taylor dedicaram-se ao estudo destas melhorias, afinando e otimizando a configuração do Cadillac para aquele traçado americano.

    O trabalho em pista continuará em dezembro, mês em que a equipa regressará ao circuito de Daytona para uma nova sessão de testes, desta vez partilhando o asfalto com as equipas adversárias.

    “Foram dois dias de trabalho extremamente produtivos e fundamentais para a nossa preparação com o Cadillac. Somámos muitas voltas e focámo-nos em compreender em detalhe o comportamento da evolução que a suspensão sofreu, afinando cada parâmetro para retirar o máximo rendimento do carro. Em dezembro estaremos de regresso a Daytona, mas já com os nossos adversários em pista. Vai ser um teste com uma dinâmica diferente: todos vão estar atentos aos tempos e ao ritmo uns dos outros, mas também sabemos que nesta fase todos escondem um pouco do seu verdadeiro jogo. O objetivo passa por continuar a evoluir para chegarmos na máxima força às 24 Horas de Daytona,” referiu Filipe Albuquerque.

    O piloto de Coimbra prepara assim a sua 14ª época no IMSA, a primeira foi em 2013 ano em que se estreou nas 24h de Daytona na categoria GT e onde conseguiu a sua primeira vitória.

  • Miguel Cristóvão fecha Super Trofeo Europeu com pódio em Monza

    Miguel Cristóvão fecha Super Trofeo Europeu com pódio em Monza

    Miguel Cristóvão encerrou a temporada europeia do Lamborghini Super Trofeo com um segundo lugar na classe Pro-Am, em Monza, antes de enfrentar as Finais Mundiais da competição.

    A ronda italiana começou de forma complicada para a dupla formada pelo português e por Paul Levet. Na primeira corrida, um toque sofrido pelo piloto francês danificou o splitter dianteiro do Lamborghini Huracán Super Trofeo EVO2 da Vincenzo Sospiri Racing, condicionando o desempenho e deixando a dupla no sétimo lugar da classe.

    Na segunda corrida, disputada com o asfalto húmido, a história foi diferente. Miguel Cristóvão optou pela troca dos slicks por pneus de chuva, decisão que se revelou acertada e colocou a formação da VSR novamente na luta pelos lugares da frente.

    O resultado foi um segundo lugar na Pro-Am, muito próximo da vitória, fechando a temporada europeia com mais um pódio.

    “Terminámos o campeonato de forma bastante positiva. Fomos competitivos num troféu muito exigente, vencemos corridas e estivemos na luta pelo título. Sem alguns azares, poderíamos ter estado ainda mais perto”, destacou Miguel Cristóvão.

    O foco vira-se agora para as Finais Mundiais do Lamborghini Super Trofeo, que reúnem os melhores pilotos das diferentes séries internacionais.

    “Já mostrámos que podemos ser muito competitivos e vamos dar o nosso melhor para terminar o ano com mais um bom resultado”, concluiu.

  • Grand Finale de luxo no Estoril: grelha musculada, quatro corridas e uma grande festa Porsche!

    Grand Finale de luxo no Estoril: grelha musculada, quatro corridas e uma grande festa Porsche!

    O glamour, a velocidade, o som inconfundível dos motores e a emoção das grandes decisões desportivas. A Cascais Weekend Grand Finale promete reunir tudo aquilo que faz da Porsche Sprint Challenge Ibérica uma competição tão especial, transformando o histórico Autódromo do Estoril no centro das atenções do universo Porsche Motorsport.

    A última ronda da temporada de 2026 apresenta uma grelha reforçada de 15 automóveis, com 14 Porsche 911 GT3 Cup da geração 992.1 e um exemplar da geração 991.2, reunindo pilotos experientes, jovens talentos, regressos aguardados e estreias que acrescentam ainda mais interesse à competição.

    E se os títulos Absoluto, da Categoria 2 e da Classe Silver já estão entregues, a luta pelas vitórias em pista promete ser tão intensa como a discussão dos troféus ainda em aberto.

    Os favoritos querem fechar a temporada em grande

    Depois de uma temporada de domínio, a GT Corse chega ao Estoril com o estatuto de grande referência da competição. No Porsche #14, os espanhóis Alejandro Barambio Perea e Borja García Menéndez apresentam-se já como campeões, mas certamente determinados a prolongar a sequência de excelentes resultados que lhes permitiu conquistar antecipadamente os títulos Absoluto, da Categoria 2 e da Classe Silver.

    A estrutura espanhola parte também como principal favorita à conquista da Taça de Equipas, o último grande objetivo coletivo de uma temporada de enorme sucesso.

    Mas os campeões terão pela frente adversários determinados a impedir uma despedida triunfal. Entre os principais candidatos às vitórias estará Manuel Alves, que regressa à Porsche Sprint Challenge Ibérica para disputar a Grand Finale ao volante do Porsche #68 da Lob Motorsport.

    Também Patrick Cunha, no Porsche #8 da Veloso Motorsport, promete assumir um papel de destaque. Depois de demonstrar em Navarra que tem argumentos para discutir triunfos absolutos, o piloto português chega à última ronda como principal favorito ao título da Classe Bronze, partilhando agora o automóvel com um novo parceiro, Paulo Macedo.

    A luta pelos primeiros lugares contará igualmente com a oposição dos jovens Duarte Camelo e Henrique Cruz, no Porsche #19 da LOB Motorsport, uma dupla com argumentos para se intrometer na discussão dos resultados de topo.

    Outro nome a acompanhar será o de Chloe Grant, que partilhará o Porsche #22 da AF Motorsport com Tomas Slootweg, numa combinação que reúne ambição e potencial competitivo. A experiência de Miguel Lobo e Mário Ferreira, no Porsche #28 da RGB Racing Team, poderá igualmente revelar-se importante num circuito tão exigente como o Estoril.

    Regressos de peso e estreias internacionais reforçam a grelha

    Uma das grandes novidades da Grand Finale é o regresso da NACentE Racing, que volta ao campeonato com o Porsche #4, entregue a Kevin King, também ele de regresso, e ao estreante Dane Cornish.

    Também a Monteiros Competições regressa à competição, apresentando no Porsche #33 uma dupla formada pelo estreante João Faria e por Jorge Brioso, reforçando a presença portuguesa na derradeira ronda da temporada.

    A GT Corse acrescenta uma interessante novidade internacional à sua participação. Para além do Porsche #14 dos campeões, a equipa espanhola apresenta no Porsche #27 uma dupla inteiramente argentina, composta por Camilo Tomas e Genaro Trappa, numa estreia que promete acrescentar ainda mais competitividade à grelha.

    A LMR Motorsport aproveita igualmente a Grand Finale para começar a preparar 2027. No Porsche #91, o brasileiro Leandro Martins fará equipa com o austríaco Dieter Svepes, numa combinação de peso que poderá deixar indicações importantes para a próxima temporada.

    A lista de novidades inclui ainda a estreia de Pedro Martins, aos comandos do Porsche #96, enquanto o Porsche #15 será partilhado pelos espanhóis Asier Gorostiza Telleria e Diego Carrascal Vega.

    Na Categoria 1, o regresso de Filipe Carvalho, no Porsche 991.2 #23 da Veloso Motorsport, acrescenta outro motivo de interesse, sendo o único representante desta geração na lista de inscritos.

    Ladies Cup promete uma decisão de cortar a respiração

    Se a discussão pelas vitórias absolutas promete espetáculo, a decisão da Ladies Cup reúne todos os ingredientes para ser um dos momentos mais emocionantes do fim de semana. Três pilotos chegam ao Estoril com possibilidades de conquistar o título: A britânica Chloe Grant, no Porsche #22 da AF Motorsport, a finlandesa Flame Airikkala, no Porsche #67 da mesma equipa, e a portuguesa Francisca «Kika» Queiroz, no Porsche #95 da LOB Motorsport, protagonizarão um confronto que promete prender as atenções do paddock e do público.

    Com diferentes percursos, estilos de condução e experiências competitivas, as três pilotos partilham uma ambição comum: terminar a temporada no lugar mais alto da Ladies Cup.

    A decisão deste troféu constitui também uma demonstração da crescente importância da participação feminina na Porsche Sprint Challenge Ibérica, um dos aspetos que tem vindo a distinguir o campeonato no panorama das competições monomarca da Porsche.

    Quatro corridas e emoção até à última bandeira de xadrez

    O programa desportivo da Grand Finale começa na sexta-feira, 30 de outubro, com os treinos privados e duas sessões de treinos livres, às 14h15 e 16h30. No sábado, 31 de outubro, realizam-se as duas sessões de qualificação, às 10h10 e 12h30, seguindo-se a primeira corrida do fim de semana, com partida marcada para as 14h20. O domingo, 1 de novembro, será particularmente intenso, com três corridas decisivas. A segunda corrida começa às 11h20, enquanto as duas últimas terão lugar às 14h30 e 15h10, encerrando oficialmente a temporada de 2026.

    As quatro corridas terão a duração de 20 minutos mais uma volta, com as duas primeiras a utilizarem partida parada e as restantes partida lançada. O programa oficial prevê transmissão televisiva em direto de todas as corridas no Canal V+ TVI e em três plataformas streaming, Braking Zone TV (Brasil), Parc Fermé (Itália) e MTD Motorsport Deutchland (Alemanha).

    Uma verdadeira festa Porsche Motorsport, com o público no centro da ação

    A Cascais Weekend Grand Finale foi pensada para proporcionar muito mais do que um espetáculo desportivo. O público terá a oportunidade de viver de perto o ambiente único de uma competição Porsche, acompanhar a atividade das equipas, descobrir os automóveis e sentir a atmosfera de um paddock onde a paixão pelo automobilismo se vive a cada instante.

    Os bilhetes para as bancadas terão um custo de 6 euros para um dia ou 10 euros para os dois dias, enquanto o acesso ao paddock custará 15 euros para um dia ou 20 euros para o fim de semana, incluindo o acesso a um Pit Walk que decorrerá no domingo entre as 13h30 e as 14h00, proporcionando aos visitantes uma oportunidade privilegiada de contacto com o universo da competição.

    E há uma atenção muito especial reservada aos proprietários Porsche, que poderão beneficiar de entrada gratuita mediante inscrição no Porsche Meeting, reforçando o espírito de comunidade que caracteriza a marca.

    O cenário não poderia ser mais emblemático. O Autódromo do Estoril, circuito histórico onde Ayrton Senna conquistou a sua primeira vitória na Fórmula 1, volta a receber uma grande celebração da velocidade, da tecnologia e da paixão pelos automóveis desportivos.

    A realização da Cascais Weekend Grand Finale conta com o apoio institucional do Município de Cascais, o contributo dos patrocinadores Cascais, SV Charter, Casa Ermelinda Freitas, Evoque, Falconeri, GT Race Marbella, Karina Leite Instituto, Michelin, Monroy Driving, Motor Sponsor, Moura Corte Laser, MSC, Netscreen, 7 Security,  Status Wellness, Águas do Caramulo, Nena Select Caffe, IDcoco, Centro Porsche Leiria, e tem a Media Capital como Media Partner, reunindo um conjunto de parceiros fundamentais para a afirmação e valorização da Porsche Sprint Challenge Ibérica.

  • Historic Endurance bate recorde em Portimão com 82 carros à partida

    Historic Endurance bate recorde em Portimão com 82 carros à partida

    O Iberian Historic Endurance vai escrever este fim de semana uma das páginas mais fortes da sua história. A prova integrada no Algarve Classic Festival reúne 82 carros e 129 pilotos de 20 nacionalidades, estabelecendo um novo recorde de participação na 14.ª temporada da competição.

    A dimensão da grelha obrigou a organização da Race Ready a dividir o pelotão em duas corridas distintas. A Historic Endurance 1 será reservada às categorias Gentleman Driver Spirit e H-1965, enquanto a Historic Endurance 2 receberá os 1965 GTP & SC, H-1971 e H-1976.

    Na HE1 alinham 51 equipas, com forte presença britânica e particular destaque para os 12 Mini e 10 Lotus Elan. A classe Gentleman Driver Spirit, por si só, estabelece também um máximo histórico, com 25 inscritos.

    Já a HE2 contará com 31 equipas, entre as quais 17 portuguesas, e algumas das máquinas mais espetaculares do fim de semana, como Ford GT40, Merlyn MK4 e Ginetta G10, além de vários Alfa Romeo GTAm e Porsche 911 2.5 ST.

    “Ano após ano temos vindo a receber cada vez mais inscritos. Em 2026 conseguimos reunir 82 equipas, mas, para além da quantidade, gostaria de destacar a qualidade dos carros presentes”, sublinha Diogo Ferrão, CEO da Race Ready.

    As qualificações realizam-se na sexta-feira, enquanto sábado e domingo recebem quatro corridas de 50 minutos, todas com paragem obrigatória nas boxes.

    Com 52 modelos diferentes em pista e uma grelha que junta potência, raridade e história, o Historic Endurance prepara-se para transformar Portimão num verdadeiro museu de competição em movimento.