Voltando a dar provas de que está num dos melhores períodos da sua carreira, Joaquim Rino alcançou na 33ª Rampa do Caramulo o seu 5º pódio da temporada entre os Protótipos B.
A exibição do “Senador de Porto de Mós” nesta sexta jornada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group seguiu o excelente registo que tem marcado a sua época de 2024. O misto de rapidez e eficácia que Joaquim Rino ostenta aos comandos do BRC B49 Evo da Articimentos tem permitido ao piloto estar sempre entre os melhores da Divisão Protótipos B.
No Caramulo, rampa que entra no naipe de traçados prediletos do piloto, Rino foi sempre capaz de estar entre os mais rápidos, numa divisão que, esta época, viu o número de candidatos aos três lugares do pódio aumentar. Disputou taco-a-taco o 2ª lugar final, objetivo que ficou apenas a 8 décimos de segundo.
No fecho, Joaquim Rino destacou “o duelo muito interessante com o Afonso Santos. Ora fui eu mais rápido, ora foi ele e acabou por ser melhor. Dou-lhe os parabéns, sendo para todos nós motivo de muita satisfação ver um jovem como o Afonso a ser tão rápido. Ficar em 3º é muito positivo, pois é mais um pódio alcançado esta temporada e ainda para mais no Caramulo, perante muito público. Esta é uma das minhas rampas preferidas e cá estarei em setembro para o Motorfestival!”.
O piloto destacou ainda “o magnífico trabalho da FR Power que, uma vez mais, me entregou o BRC no ponto. Foi um fim-de-semana em cheio!“.
O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group entra agora na habitual paragem de verão, só voltando à atividade nos idos do mês de setembro. Então, será tempo de a ‘Família da Montanha’ rumar a Trás-os-Montes para disputar, nos dias 21 e 22, a Rampa de Boticas, organizada pelo Demoporto.
Ricardo Filipe e José Martins saíram satisfeitos do Rali da Ribeira Brava, depois de terem rodado entre os mais rápidos. A dupla que defende as cores da Olha o Cogumelo não alinhou na prova madeirense com qualquer pressão quanto a resultados, aproveitando a oportunidade para o piloto algarvio se adaptar às bem características estradas da Pérola do Atlântico e para testar afinações a pensar no Rali Vinho da Madeira.
Mas, mesmo sem pressão, registo para os bons tempos – que os colocou na classificação dentro do Top 5 – obtidos por Ricardo Filipe e José Martins ao longo de toda a 7ª edição do Rali da Ribeira Brava, prova integrada no Campeonato de Ralis Coral Madeira. Curiosamente, apesar de ter feito toda o rali, a dupla algarvia não aparece na classificação final. Tal deveu-se “à nossa impossibilidade de poder ficar para a cerimónia final, pois comprei os voos de regresso ainda antes de ter saído o regulamento da prova. Ainda tentei mudar, mas os voos estavam cheios e não dava para alterar. Ficamos obviamente tristes, sobretudo pela forma com que fomos recebidos pelo Automóvel Clube Concelho de Santacruz, a quem agradeço toda a ajuda que nos prestaram”, explicou o piloto.
Quanto ao rescaldo competitivo, Ricardo Filipe realça a importância que a prova teve: “preparamos bem o Rali Vinho da Madeira com esta participação na Ribeira Brava. É certo que só Serra D’Água, uma das classificativas da prova, será utilizada no rali Vinho da Madeira, mas, foram muitos quilómetros feitos em competição nesta bem diferentes e difíceis estradas da ilha. Saímos deste rali com muita informação para podermos afinar bem o Skoda Fabia R5 e enfrentarmos o Rali Vinho da Madeira com outro alma e maior ambição, pois queremos fazer um bom resultado entre os concorrentes do CPR. A Racing 4 You fez, como sempre um trabalho excelente e quero também felicitar o José Martins pela forma incrível como se adaptou rapidamente e navegou muito bem”.
A 65ª edição do Rali Vinho da Madeira, próxima prova do calendário de Ricardo Filipe, será disputada entre os dias 1 e 3 de agosto.
Está confirmada a presença do GR Yaris Rally2 na 65ª edição do Rali Vinho da Madeira, inscrevendo o novíssimo Toyota GR Yaris Rally2 para o campeão Alexandre Camacho e o seu co-piloto Pedro Calado, sendo a estreia do carro num rali de asfalto em Portugal.
A equipa será apoiada pela prestigiada marca Play Racing tricampeã de ralis da Madeira e com quem Alexandre Camacho venceu em 2023 e também com apoio da Pirelli, marcas que se juntam à TOYOTA GAZOO Racing Caetano Portugal neste ambicioso desafio.
Alexandre Camacho, é o melhor piloto madeirense no Rali Vinho da Madeira, tendo vencido 6 vezes (em 2017, 2018, 2019, 2021, 2022 e 2023) e vai acelerar na região autónoma entre os dias 1 e 3 de agosto, aos comandos do Toyota GR Yaris Rally2, construído na Finlândia nas instalações da TOYOTA GAZOO Racing – World Rally Team (TGR-WRT). O Palmarés de Alexandre Camacho “fala” por si, sendo vencedor absoluto do Campeonato de Ralis “CORAL” da Madeira em: 2008; 2009; 2015; 2017; 2018, 2019 e 2023. Entre outras vitórias…
“Em primeiro lugar gostaria de agradecer este convite. O Rali Vinho da Madeira, é uma referência nos ralis de asfalto na Europa e um dos momentos altos da região, não só pela longevidade, mas pelo continuado sucesso. As inscrições para a prova organizada pelo Club Sports da Madeira, terminam hoje, com mais de 80 inscritos. A classe Rally 2 vai ser muito competitiva e estou ansioso por poder competir ao volante do novo Toyota GR Yaris Rally2!”Refere Alexandre Camacho e remata: “Curiosamente a minha estreia nos ralis foi em 2001 no Rali Vinho Madeira a convite do Francisco Tavares da União Comercial (Toyota na Madeira) com um Toyota Yaris de trofeu, por isso, a prova este ano tem para mim um significado muito especial.”
O percurso da prova, será em tudo semelhante ao do ano passado. Apenas no segundo dia, a especial do Palheiro Ferreiro, que passa no Chão da Lagoa, vai até ao Poiso e desce para o Chão das Feiteiras, num percurso com cerca de 24 km. Com 80 pilotos a segurança da prova é a prioridade. Outra é a sustentabilidade ambiental. Um exemplo é o combustível dos Rally2 (R5) que será 100% sintético e 100% renovável, contribuindo para uma drástica descida na emissão de gases.
Como não podia deixar de ser, o Funchal é o quartel-general da prova. Para além da partida e chegada, a super-especial na Avenida do Mar, promete ser um dos momentos altos, uma vez que reúne mais pessoas na cidade. Estão reunidas todas as condições para que seja uma edição memorável.
A RACAR Motorsport teve uma passagem por Motorland de grande sucesso, tendo Leandro Martins e Dieter Svepes ampliado a sua vantagem na liderança da competição de pilotos do Campeonato de España GT.
A dupla do Porsche 992 GT3 Cup da formação de Lisboa chegava à etapa da pista do Norte de Espanha no comando pontual, mas com o handicap máximo de paragem nas boxes, esperava um fim-de-semana difícil. No entanto, desde cedo que ambos os pilotos mostraram um bom andamento e na qualificação Leandro Martins assegurou o terceiro crono da geral, segundo do seu agrupamento. Dieter Svepes esteve também em excelente nível, garantido o segundo lugar da geral e da sua classe.
As perspetivas eram boas para ambas as corridas do fim-de-semana, muito embora na primeira o duo da RACAR Motorsport tivesse um handicap de trinta e cinco segundos devido aos bons resultados das provas anteriores. Apesar dessa contrariedade, Leandro Martins e Dieter Svepes, com uma boa estratégia e com um ritmo forte, conseguiram vencer à geral, numa excelente prestação quer dos pilotos quer da equipa.
Este grande resultado levou a que para a segunda corrida do fim-de-semana voltasse a ter o handicap máximo, de trinta e cinco segundos, o que não facilitaria a vida o duo da RACAR Motorsport. No entanto, os dois pilotos voltaram a estar num ritmo muito elevado, o que foi determinante para que, com uma boa táctica, repetissem o triunfo na GT Cup, vendo a bandeira de xadrez no segundo posto da geral.
“Foi um fim-de-semana difícil! Tivemos em ambas as corridas o handicap máximo, o que perante um plantel forte, nos causou algumas dificuldades. No entanto, tivemos um carro muito competitivo e delineámos uma boa estratégia que nos permitiu garantir dois triunfos na nossa classe, uma vitória e um segundo lugar à geral”, afirmou Leandro Martins.
Com estes resultados, o duo da RACAR Motorsport estendeu a sua vantagem no campeonato de pilotos, ostentando agora uma margem de sessenta e oito pontos – em cada evento estão quarenta e dois em jogo. “O nosso objectivo para este fim-de-semana era manter o comando do campeonato e isso foi amplamente conseguido, sendo até ultrapassado, uma vez que conseguimos aumentar a vantagem que temos para os nossos adversários. Foi um excelente trabalho de toda a equipa, que nos deu um carro competitivo e jogou muito bem estrategicamente. Estamos numa boa situação pontual e muito motivados para o resto da temporada”, concluiu Leandro Martins.
A próxima etapa do Campeonato de España GT realiza-se a 30 e 31 de Agosto no Circuito de Monteblanco. No entanto, no próximo fim-de-semana Leandro Martins e Dieter Svepes disputam a quinta ronda do GT Cup Europe, que terá lugar no Circuit de Paul Ricard, França.
Armando Freitas foi até à 33ª Rampa do Caramulo garantir a 5ª vitória da temporada no Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group. Fê-lo com autoridade, dominando a prova de fio-a-pavio e rematou as contas do terceiro título consecutivo da carreira do piloto de Fafe.
Os 10,2 segundos de vantagem no agregado das duas melhores subidas, bem como o triunfo em todas as vezes que enfrentou os 2850 metros do traçado do Caramulo, são argumentos imbatíveis para realçar a forma como Armando Freitas chegou ao título nacional reservado aos 1300.
A exemplo do que sucedeu nas épocas de 2022 e 2023, raramente o domínio do piloto do Toyota Starlet 1.3 foi desafiado durante a corrente temporada, sendo escassas as vezes em que foi derrotado nestes três anos de existência do novel campeonato reservado aos carros de menor cilindrada.
Como tal, o cerne da emoção esteve totalmente concentrado na luta pelo 2º lugar. Aqui, o protagonismo foi dividido entre José Salgado (Toyota Yaris) e o Tomás Pinto (Toyota Starlet).
Tomás Pinto foi melhor nas duas primeiras Subidas de Prova, mas sempre por escassas décimas. Na derradeira Subida de Prova, José Salgado foi mais forte e reclamou o 2º posto, embora tendo suplantado o jovem “rookie” da Famaconcret por apenas 5 décimos de segundo.
Uma palavra para a jovem Diana Martins que, mercê de uma prova cheia de garra e foco na evolução, levou o seu Fiat Punto 85 Sport ao 4º lugar final.
Foi, de longe, a mais suada das vitórias em 2024 de Flávio Sainhas. O campeão nacional em título enfrentou na 33ª Rampa do Caramulo, sexta jornada do Campeonato de Portugal Clássicos de Montanha JC Group, oposição muito forte por parte do piloto ‘da casa’ Fernando Salgueiro, com os dois a terminarem separados por escassos 138 milésimos de segundo!
Entre os dois consagrados pilotos, que já sabem o que é vencer títulos nacionais entre os Clássicos, a batalha foi sem tréguas e com uma verdadeira ‘dança de cadeiras’ na frente da tabela de tempos.
Flávio Sainhas começou da melhor forma impondo o seu Ford Escort MKI na 1ª Subida de Prova, realizada ao fecho da tarde de sábado, mas, logo aí se percebeu que a questão do triunfo entre os Clássicos não seriam ‘favas contadas’ para o campeão em título e líder do campeonato, pois Fernando Salgueiro colocou o seu Ford Escort MKII a rodar apenas a 5 décimos de segundo.
Na 2ª Subida de Prova, foi a vez de Salgueiro colocar o público local ao rubro, já que o piloto do Caramulo Racing Team logrou suplantar o “Diabo da Covilhã”, sendo mais rápido 2 décimos de segundo, deixando tudo em aberto para a 3ª e derradeira Subida de Prova.
Os dois foram ‘de faca nos dentes’. Salgueiro partiu primeiro e realizou a sua melhor marca do fim-de-semana, mas, Sainhas responderia da mesma moeda, sendo mesmo o único a baixar de 1:33, vencendo a subida por 3 décimos de segundo!…
Somados os dois melhores tempos, Flávio Sainhas chegava ao quinto triunfo da época, por apenas 138 milésimos(!) e, ainda mais importante, selava as contas do título nacional, a duas provas do fim. Fernando Salgueiro tinha de se resignar com o 2º lugar, mas, o piloto de Guardão tem tudo para estar orgulhoso da sua exibição, a melhor da época, pois provou que está novamente em condições de discutir vitórias entre os Clássicos.
Ricardo Loureiro, colega de equipa de Salgueiro, foi um tranquilo 3º classificado, sendo de destacar que, pela primeira vez na época, o seu Ford Escort MKII revelou um bom índice de competitividade.
A aprimorar ainda mais o excelente resultado de conjunto do Caramulo Racing Team, Fernando Francisco levou o seu Ford Escort MKI ao 4º lugar.
Filipe Albuquerque disputou esta tarde o Chevrolet Grand Prix no Canadá com Daniel Goldburg no Oreca LMP2 #22 da United Autosports. O piloto português entrou em pista para substituir Paul di Resta ausente noutra competição.
Apesar de terem largado da segunda posição da grelha, a dupla de pilotos não foi além do quinto lugar final.
Um resultado que não espelha as ambições da equipa, mas que acabam por traduzir as peripécias de corrida: “Não foi o resultado que queríamos, mas o possível dadas as circunstâncias. Perdemos uma posição nas boxes e apesar do andamento ser bom, as ultrapassagens no trânsito não correram bem. Tive algum azar no primeiro turno. O segundo correu melhor, mas a posição em pista já era o quinto lugar e não foi possível recuperar”, explicou o piloto de Coimbra.
Concluída esta corrida extra campeonato, Filipe centra agora atenções na jornada de Road Amerca do Campeonato Norte Americano de Resistência que acontece a 3 e 4 de Agosto.
António Barros impôs na 33ª Rampa do Caramulo o seu BMW M3 de forma natural entre os Legends de Montanha, obtendo a terceira vitória da temporada. Com mais este triunfo, Barros é cada vez mais o grande candidato ao título nacional em discussão.
Os 9,9 segundos que o afastaram do concorrente mais direto no final da prova, dizem bem do domínio absoluto exercido por António Barros no Caramulo, no que respeita às contas do campeonato de Portugal Legends de Montanha JC Group.
O piloto nortenho foi sempre e de longe o mais rápido em todas as subidas do fim-de-semana, tal como era espectável. Barros, que nem era para competir a tempo inteiro, está assim cada vez mais perto de se sagrar campeão nacional.
Muito interessante de seguir foi a luta intensa pelos dois restantes lugares no pódio dos Legends de Montanha. Três pilotos protagonizar um duelo aberto, alternando posições até ao fecho da prova caramulense.
De menos para mais, Miguel Gonçalves (BMW E36 Coupé) almejou ir melhorando substancialmente as suas marcas ao longo dos dois dias de competição e acabou por merecer por inteiro o 2º lugar final, pódio saboroso que correspondeu a pontos importantes na batalha pelo 2º lugar no campeonato que tanto quer obter no fecho da época. Mas, o Top 2 não foi tarefa fácil para Gonçalves, pois Simplício Taveira e Celso Fonseca tudo fizeram para reclamar a posição.
Taveira pareceu capaz de o conseguir, mas o piloto de Vila Real que se apresentou no Caramulo aos comandos de um Citroen Saxo da MNE Sport, protagonizou um acidente aparatoso na última Subida de Prova – sem consequências para o piloto – que o relegou para o 4º posto.
Já Celso Fonseca lutou até ao fim. Espremendo todo o ‘sumo” do Citroen Saxo da Megamotors, o mesãofriense foi recompensado com um justo 3º lugar final, a apenas 1,4 segundos de Miguel Gonçalves, posição importante para discutir o pódio final do campeonato.
O Top 5 dos Legends ficou fechado com a presença de um muito regular Alberto Gonçalves, tripulando um Opel Kadett.
O numeroso público que se deslocou ao Autódromo do Estoril pôde assistir a uma surpresa na segunda corrida deste fim-de-semana do Iberian Supercars e Campeonato de Portugal de Velocidade, com Daniel Teixeira, em Hyundai Elantra N TCR, a garantir o triunfo.
O piloto da JT59 Racing Team arrancou do vigésimo segundo posto da grelha de partida, vendo-se envolvido nas intensas lutas do meio do pelotão de quase quarenta carros, não imaginando sequer que no final da prova poderia subir ao degrau mais alto do pódio.
No entanto, pouco antes de abrir a janela para os ‘pit-stops’ obrigatórios, houve incidente entre o Porsche Cayman RS CS GT4 dos irmãos Nabais e o Ginetta G50 de Simon Moore e Tomás Pinto Abreu. Daniel Teixeira, pressentindo que o Safety-Car poderia ser chamado, foi lesto a dirigir-se às boxes para realizar a sua paragem antes que o ‘pit-lane’ fosse fechado. Esta mostrou ser uma decisão estratégica certeira, uma vez que o imaginado pelo piloto da JT59 Racing Team concretizou-se, o que deixou numa situação privilegiada.
Quando a corrida foi novamente retomada e todos os pilotos realizaram os respectivos ‘pit-stops’, Daniel Teixeira estava no comando com uma vantagem muito confortável para os seus perseguidores, tendo conquistado um triunfo assente num ritmo forte aos comandos do seu Hyundai Elantra N TCR.
Rui Miritta e Tiago Gonçalves, em Porsche 911 da Monteiros Competições, e Ruben Vaquinhas e Pedro Bastos Rezende pararam no mesmo momento do piloto da JT59 Racing Team, o que lhes deu uma vantagem valiosa para a segunda metade da corrida.
O duo lusófono do carro alemão cruzou a linha de meta em segundo, vencendo a divisão Cup, ao passo que a dupla do Aston Martin Vantage AMR GT4 nº777 da Racar Motorsport terminou em terceiro, como os melhores carros da categoria GT4, vencendo a divisão GT4 Am, onde Igor Sorokin e Keith Gatehouse, Mercedes AMG GT4 da NM Racing Team, e Rafael Muncharaz, McLaren 570S GT4 da SMC Motorsport, completaram o pódio.
Numa corrida bastante animada, com várias lutas em pista, os pilotos que normalmente lutam pelo triunfo à geral, os da GT4 Pro, acabaram por ter de ficar com as “migalhas”, com Manuel Gião e Mathieu Martins, em Aston Martin Vantage AMR GT4 da Racar Motorsport, a ficaram com o quarto posto.
Bernardo Sousa e Carlos Vieira, depois do triunfo matinal, levaram o Toyota Supra GR GT4 da Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal ao segundo posto da divisão, batendo o BMW M4 GT4 da BMW Motorsport España pilotado por Nerea Martí e José de los Milagros.
Depois do desapontamento da manhã, quando uma penalização lhe tirou na secretaria o segundo lugar da divisão GT4 Bronze, na segunda corrida da jornada, Stepan Suslov venceu a GT4 Bronze numa excelente prestação do jovem piloto do Aston Martin Vantage GT4 da Mirage Racing. Nil Montserrat e Alberto de Martín arrancaram da pole-position da divisão, mas tiveram de se vergar perante o bom andamento do jovem da Mirage Racing, tendo Borja Hormigos e Héctor Hernández ficado com o degrau mais baixo do pódio no BMW M4 GT4 (F82) da Autoworks Motorsport.
Aubrey Hall e Henrique Cruz voltaram a impor-se na GTX, tendo um fim-de-semana a raiar a perfeição, com duas vitórias e uma pole-position, batendo o muito regular Andrius Zemaitis, em Porsche Cayman MR GT4 preparado pela Speedy Motorsport, e Sebastién Villadary e Álvaro Vela, em Ligier JS2R da Chefo Sport, sendo que estes últimos se debateram com problemas de caixa de velocidades no final da contenda.
Entre as jovens esperanças da FPAK Junior Team, todos eles ao volante dos Ginetta G40, foi a dupla Rúben Silva e Rodrigo Santos que levou a melhor, tendo Henrique Moura Oliveira e João Oliveira e Henrique Ventura Oliveira e Rodrigo Ferreira ficado nas posições imediatas.
O Iberian Supercars regressa em Valência nos dias 28 e 29 de Setembro, passando-se agora pelo período estival. Já o Campeonato de Portugal de Velocidade regressa em Outubro, no Autódromo Internacional do Algarve.
Hélder Silva não se limitou a conquistar na 33ª Rampa do Caramulo a 5ª vitória consecutiva do ano. O tricampeão nacional levou a sua Osella PA21S LMR2000 a novo recorde da pista, destronando a marca de Rui Ramalho reinante desde 2017. Perante muito público, o ‘Míssil da Póvoa’ deu um passo gigantesco rumo ao 4º título da sua carreira. Hugo Araújo (SILVERCAR EF10) e José Correia (Norma FC20) completaram o pódio absoluto, numa rampa muito bem organizada que viu Bernardo Garcia de Castro (Porsche 997 GT3 CUP) estrear-se a vencer nos GT e Parcídio Summavielle (Cupra TCR) e Luís Nunes (Skoda Fabia R5) dominarem, respetivamente, entre os Turismo e os Super Challenge.
1:13.868. Abram alas para o novo recorde absoluto da Rampa do Caramulo!… A proeza sucedeu na última Subida de Prova, a meio da tarde de domingo, 14 de julho de 2024, quando, perante muito público em grande expectativa sobre a possibilidade de se fazer história, Hélder Silva, que já tinha assegurado nas duas subidas anteriores a vitória na prova, decidiu literalmente ‘voar baixinho” ao longo dos 2850 metros de pista, à espantosa média horária de 138,89 km/h, fazendo cair o recorde estabelecido por Rui Ramalho em 2017. Então Ramalho tinha colocado a sua Osella PA2000 PA30 EVO2 a rodar em 1:14.67.
Hélder Silva ofereceu assim à Power House mais um resultado memorável e já ninguém duvida que o poveiro tem tudo para renovar o título nacional absoluto, chegando assim a um tão ambicionado “Tetra”!
De Braga veio um verdadeiro ‘Ninja’ para brilhar nos 2850 metros do traçado do Caramulo. Nada condicionado por ser apenas a segunda vez que entrava no habitáculo do SILVERCAR EF10 oficial, Hugo Araújo foi sempre melhorando as suas marcas até estabelecer na última subida 1:16.963, conquistando o 2º lugar, registando assim dois pódios nas duas a participações que tem, até agora neste campeonato.
De novo a braços com alguns problemas técnicos na sua Norma FC20, José Correia nunca pareceu capaz de se bater com os dois primeiros. Foi melhorando as suas marcas, mas sem conseguir pressionar, terminado a 8,9 segundos do vencedor e a 3,6 do 2º classificado,
E vão 5 vitórias nas lides dos Protótipos B para Nuno Guimarães. O piloto da NJ Racing ‘trata por tu’ o seu SILVERCAR S2 e cedo se percebeu que não teria adversários na sua divisão, vencendo com 5 segundos de avanço. Não satisfeito com essa vitória, Nuno Guimarães reclamou ainda o 5º lugar absoluto no Caramulo.
Atrás do “Capitão da Montanha”, foi acesa a luta pelo 2º posto nos Protótipos B entre os BRC B49 EVO de Afonso Santos e Joaquim Rino. E, apesar de terem soado todos os alarmes no arranque da rampa, quando o protótipo de Afonso Santos se recusou a funcionar com um problema elétrico, a Power House solucionou célere o problema e o jovem “rookie” pode, sobretudo no domingo, lutar taco-a-taco com o consagrado piloto da Articimentos, conquistando mesmo o 2º lugar por escassos 863 milésimos de segundo!… Joaquim Rino fechou o pódio, dando continuidade a uma das suas melhores épocas de sempre.
GT: finalmente a vitória de Garcia de Castro!
A categoria GT, já de si um enorme foco de interesse pelos carros fantásticos que faz alinhar, ofereceu no Caramulo mais uma ‘batalha’ memorável pela vitória. É, atualmente, uma das mais competitivas categorias do campeonato, como prova a diferença de 1,6 segundos no final entre os três primeiros, com vencedor e segundo classificado a ficarem separados por 113 milésimos!
E, para alegria de todos, até dos adversários, o troféu da vitória viajou até à Galiza. Pela primeira vez, Bernardo Garcia de Castro levou o seu Porsche 997 GT3 CUP ao degrau mais alto do pódio, resultado que o ‘Cavaleiro Galego’ há muito vinha a merecer.
Não foi uma vitória fácil. José Rodrigues, no Porsche 997 GT3 CUP da Monteiros Competições, colocou-se no comando após a 1ª Subida de Prova, com Garcia de Castro a ser o melhor na 2ª Subida. Vítor Pascoal puxou dos galões de campeão no 3º e derradeiro confronto, mas não foi suficiente para destronar Garcia de Castro, com o tricampeão nacional em título a quedar-se no segundo lugar, reforçando, no entanto, a sua liderança na classificação do campeonato e ficando às portas do título.
Quanto a José Rodrigues, a 3ª Subida não correu bem e terminou no 3º lugar, na frente de José Carlos Pouca Sorte e Daniel Vilaça, respetivamente 4º e 5º, com ambos também aos comandos do modelo 997 GT3 CUP da marca germânica.
Turismo: Summavielle vence com autoridade e reforça liderança no campeonato
Ao longo dos dois dias de competição da prova, o domínio de Parcídio Summavielle e do Cupra TCR da Befast Motorsport foi total na Categoria Turismo.
O consagrado piloto fafense chegava ao Caramulo com 3 pontos de vantagem na classificação do campeonato e cedo se percebeu que queria impor a sua lei, desiderato que alcançou de forma permanente, sendo o mais rápido em todas as Subidas de Prova. Summavielle terminou com 1,7 segundos de vantagem sobre o galego Fran Casqueiro que, em nova incursão no nosso campeonato, voltou a demonstrar muita competência aos comandos do seu belo VW Golf TCR.
Os dois acumularam também as duas posições cimeiras entre os Turismo 2, divisão onde a jovem Beatriz Correia voltou a celebrar mais um pódio nesta sua época de estreia, levando o Cupra TCR da JC Group Racing Team ao 3º lugar.
Daniel Pacheco (Mitsubishi Lancer EVO X), rival de Parcídio na luta pelo título na categoria, tudo fez para tentar contrariar Summavielle e Casqueiro, mas teve de se contentar com o 3º na categoria, celebrando o triunfo na Divisão Turismo 1, aqui na frente de Carlos Gonçalves (Mitsubishi Lancer EVO X).
Na Divisão Turismo 3, o Caramulo assistiu a novo recital de condução de Gonçalo Inácio. O piloto do Peugeot 208 VTI R2 da Befast Motorsport concluiu a rampa com 8.7 segundos de vantagem sobre Estevão Oliveira (Honda Civic Type R), com este a ser segundo após uma luta acesa com Aníbal Pinto (Renault Clio RS R3). O bracarense está a evoluir com o carro francês e foi 3º, conquistando assim nova presença no pódio.
Super Challenge: Nunes continua a vencer, mas Lameiro está mais perto
A presença na linha de partida do Skoda Fabia R5 de Luís Nunes e do Skoda Fabia MKII Super Car de José Lameiro já se transformou num dos momentos de maior animação para o público. São dois carros brutais, com um nível de potência extraordinário e, se Luís Nunes faz sempre por merecer os galões inerentes à sua condição de pentacampeão nacional, José Lameiro está cada vez mais competitivo, começando o ‘Predador de Aveiro’ a querer ‘morder os calcanhares’ ao ‘Foguetão de Valpaços’.
Nunes venceu com autoridade, sendo sempre o mais rápido, juntando a novo triunfo e manutenção a invencibilidade na Categoria Super Challenge, um excelente 6º lugar a geral. O título nacional da categoria está agora a escassos pontos de distância.
Quanto à exibição de José Lameiro, a melhor forma de a descrever será afirmar ter sido uma das melhores, se não a melhor, da temporada. O aveirense da Diatosta sente-se cada vez mais seguro para atacar, muito por causa da evolução técnica que o carro tcheco tem sofrido, sendo de destacar o trabalho da DM Motorsport nesta transição do Ralicross para a Montanha. A primeira vitória de Lameiro já não está longe…
Pedro Marques voltou a ser muito consistente com o Subaru Impreza STI WRX da Meleiro 4. O bracarense assegurou o 4º posto da geral e a 3ª posição no Grupo AS-A.
Continuando a revelar uma velocidade incrível, Luís Silva colocou o BMW M3 da Famaconcret logo atrás dos dois “monstros de quatro rodas motrizes”, embora a uma distância considerável. Ao seu terceiro posto na Categoria Turismo, o “Canhão de Famalicão” adicionou mais uma tranquila vitória no Grupo SC-D, sendo aqui secundado por Carlos Pouca Sorte, na BMW 320 SW da Megamotors e César Caldas, 3º no seu Audi TT.
No Grupo SC-C, Bruno Carvalho (Citroen Saxo) não deu hipóteses à concorrência. O piloto da LX Sport foi sempre muito rápido, tendo inclusive conquistado o 5º posto da geral da categoria, terminando no seu grupo com 5,6 segundos de vantagem sobre Alberto Pereira, com este a enfrentar problemas na embraiagem do seu Honda Civic Type R. o jovem Pedro Cardoso colocou o VW Golf no 3º lugar, mercê de uma exibição sólida no fim-de-semana.
Quanto aos pequenos bólides do grupo SC-B, proporcionaram um espetáculo interessante ao muito público presente, mercê do duelo entre os Citroen C1 da Famaconcret tripulados pelos irmãos Luís Silva Jr. e Catarina Silva e o Fiat Uno 45 S da MNE Sport conduzido por Horácio Morais.
Luís Silva Jr. venceu, mercê da sua consistência. Liderou a tabela de tempos desde a 1ª Subida de Prova, mas vendo Horácio Morais a melhorar paulatinamente as suas marcas, até que o piloto do ‘carro-escola’ logrou mesmo ser o mais rápido na última subida ‘a doer’, embora sem que tal fosse suficiente para, no agregado das duas melhores marcas, bater o piloto de Famalicão. Terminaram separados por apenas 993 milésimos de segundo, enquanto Catarina Silva assegurava o 3º posto, mas já a 3,3 segundos do seu irmão.
Uma palavra para a presença do belo Porsche 911 Carrera 2.7 da AMSport, conduzido por José Cruz. O belo ‘clássico’ levou o piloto de Viseu ao triunfo na Rampa Regional. O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group entre agora no habitual período de descanso de verão, só voltando à atividade nos idos do mês de setembro. Então, será tempo de a ‘Família da Montanha’ rumar a Trás-os-Montes para disputar, nos dias 21 e 22, a Rampa de Boticas, organizada pelo Demoporto.