Será o primeiro rali de este ano do veterano piloto madeirense.
O piloto do Porsche 991 GT3 pretende nesta participação “sobretudo divertir. Este é o primeiro rali de este ano e teremos que ir, aos poucos, recuperando o nosso ritmo competitivo. Vamos encarar esta prova sem grande ambição, apenas tendo em mente sermos os melhores entre aqueles que utilizam Porsche.Sei que deverão estar à partida dois outros RGT mas não temos essa preocupação pois não como meta o triunfo no grupo. Vamos fazer o nosso rali e, com a disputa das primeiras provas especiais, ver aonde nos situamos em termos de classificação para então decidirmos quais serão a nossa abordagem e os nossos objetivos”.
Filipe Freitas tem 52 anos de idade e alinhou no seu primeiro rali em 1998 com um Citroën AX GTi. O piloto já esteve ao volante de muitas viaturas e tem como melhores resultados na sua carreira a conquista de dois títulos regionais absolutos, em 2013 com um Mitsubishi Lancer Evo X e em 2016 ao volante de um Porsche 997 GT3. Foi também campeão madeirense do grupo RGT em 2016, 2020 e 2022.
Rafaela Barbosa teve a sua primeira experiência no mundo da velocidade, ao volante de um Caterham 310R, no Racing Sound Fest.A jovem piloto de Paços de Ferreira fez apenas os treinos livres e uma corrida, por estar a dividir o carro, mas mostrou que tem muito para dar a esta modalidade. Um toque a três curvas do fim acabou com Rafaela Barbosa fora de pista, naquela que foi a melhor luta do fim de semana.
Uma vez que as quatro jovens selecionadas tinham de dividir dois carros, foram feitas duas duplas. Em cada dupla, uma das pilotos faria os treinos livres, treinos cronometrados e duas corridas neste evento, com a outra piloto a ficar apenas treinos livres e uma corrida. Os papeis inverter-se-ão no segundo fim de semana da Ladies Cup. Calhou em sorte ser a Rafaela a ter menos tempo de pista neste fim de semana, no entanto, foi mais que suficiente para mostrar todo o seu potencial.
A piloto de Paços de Ferreira podia ser a mais jovem do grupo, sem experiência na velocidade, mas está habituada à competição e à intensidade do Ralicross, onde já conquistou a Taça de Portugal em 2RM na época passada.
A sua postura foi de aprendizagem, querendo evoluir a cada ida para a pista, sem olhar a resultados. E depois de uma primeira fase deadaptação, começou a mostrar um ritmo apreciável. Rafaela correu na segunda prova e foi protagonista da melhor luta do fim de semana. Em causa, estava o segundo lugar na Ladies Cup, disputado a cada metro, numa luta intensa. No calor da batalha, deu-se um toque que acabou por atirar a Rafaela para fora de pista, quando estava na segunda posição, a três curvas da bandeira de xadrez. Um final inglório para um belo duelo. Apesar do desfecho não ter sido o desejado, Rafaela Barbosa fez um balanço muito positivo do seu fim de semana:
“Cheguei ao Estoril com a mente aberta, com vontade de aprender e desfrutar desta aventura na Velocidade. Nos primeiros treinos tive de me adaptar a uma nova realidade. Mas na corrida consegui ter um ritmo muito bom e estive na luta pelo segundo lugar. Um toque atirou-me para fora de pista,mas isso não apaga as boas sensações que tive ao longo do fim de semana. Vou usar tudo o que aprendi para estar mais preparada para a segunda jornada, onde terei mais tempo em pista e onde poderei mostrar ainda mais. O balanço é positivo. Podia haver alguma dúvida quanto à minha falta de experiência, mas provei que me consigo adaptar com facilidade e que o Ralicross é uma excelente escola. Estou ansiosa pela segunda jornada e por mostrar ainda mais”.
Rafaela Barbosa vai regressar ao Estoril para a segunda jornada desta competição destinada a pilotos femininas, tentando dar o exemplo a outras jovens pilotos que querem dar o salto para o desporto motorizado.
Claudio Vieira, em Porsche 911 3.0 RS, foi o grande vencedor da primeira edição da SEVENFRIDAY Classic Cup no programa do Estoril Summer Party, prova disputada no fim de semana de 13 e 14 de Julho e que contou com duas dezenas de concorrentes, entre quais alguns pilotos que fizeram a sua estreia na velocidade nacional, e carros espectaculares.
Com uma corrida de 60 minutos de duração, a SEVENFRIDAY Classic Cup, para carros de competição homologados ou produzidos entre 1955 e 2000, teve um pelotão composto por várias máquinas e rostos conhecidos do Iberian Historic Endurance e da Carrera Los 80, duas competições anuais de clássicos organizadas pela Race Ready na Peninsula Ibérica.
Na tarde de sábado, no Autódromo do Estoril, a sessão de qualificação ditou uma grelha de partida “Porsche-BMW”, com Claudio Vieira, em Porsche 911 3.0 RS, e Paulo Lima, em BMW M3, a partilharem a primeira linha da grelha de partida, seguidos pela dupla pai e filho Bruno Santos/Tiago Santos, em Porsche 911 3.0 RS, e Miguel Ferreira, em BMW 3.0 CSL.
Os dois Porsche preparados pela Aurora Motorsport arrancaram melhor, mas Paulo Lima recuperou o segundo lugar ao Porsche da família Santos ainda na primeira volta. Imprimindo um ritmo muito forte desde a primeira volta, Claudio Vieira manteve-se na frente da corrida até à paragem nas boxes, onde desceu para o terceiro lugar.
Nem o peso dos handicap de paragens nas boxes baralharam as contas ao Porsche verde, e Claudio Vieira acabaria por ver a bandeira de xadrez destacado na primeira posição da geral e da classe H-1980. O vencedor da corrida levou para casa um exemplar da SEVENFRIDAY, a marca de relógios que tem na fundação o desejo de desafiar o status quo e fazer diferente, representados em Portugal pela Importempo.
E “fazer diferente” foi o mote da prova, com muitos carros pouco vistos nas pistas nacionais, pilotos que se estreavam na velocidade nacional e um sistema de handicaps durante a paragem nas boxes que premiou os carros mais antigos e de menor cilindrada, com diferenças que chegaram aos quatro minutos de benefício.
Com o Porsche de Bruno Santos/Tiago Santos arredado da luta pelos lugares cimeiros, abandonando a vinte minutos do término, e o espectacular BMW de Miguel Ferreira a sucumbir ainda na volta inicial da corrida, Paulo Lima, inscrito em parceria com José Paradela, optou por não arriscar forçar a mecânica do seu BMW para tentar vencer na geral, finalizando assim no segundo lugar da corrida e primeiro entre os concorrentes da classe H-1990.
José Oliveira, em Ferrari 308 GTB, e a dupla Rui Ribeiro/Rui Salgado, no seu Ford Escort RS2000, tiveram um duelo muito interessante pela terceira posição, com o carro da casa de Maranello, que estava a fazer a sua primeira prova de velocidade em Portugal, a levar melhor sob o Ford Escort quando faltavam apenas dez minutos para o fim.
Seguiram-se nas posições imediatas Moura Teixeira, no seu recém-adquirido Porsche 911 3.0 RS, e a dupla francesa Jean-Philippe e Vincent Imparato, com um BMW M3 preparado pela RodaClássica.
O Volvo 850 da Monteiros Competições, num fim de semana em que foi partilhado por Vitor Costa e Sérgio Moutinho, venceu a classe H-2000, ao terminar no oitavo lugar, uma posição atrás do VW Golf GTi da Keep on Racing do duo Rui Moura e António Duarte.
Nas outras classes, triunfo para o Ford Escort RS1600 para a dupla Filipe Nogueira/Carlos Cruz nos H-1971 e do elegante Jaguar XK 140 de João Mira Gomes e Campos Ferreira nos H-1965, sendo que este último ainda apanhou um susto na última volta, devido a um pião sem consequências para a mecânica do carro inglês. Antes deu ainda para ver uma luta sui generis, e provavelmente única no mundo, entre este mesmo Jaguar XK140 e o Fiat Punto tripulado Oscar Rosmaninho, assim como o duelo esgrimido pelo Golf GTI e o Toyota Carina E ex-troféu monomarca, dividido por Arlindo Beça e Nuno Veiga, que se saldou em várias trocas de posições e momentos emotivos para os muitos espectadores que se deslocaram ao Autódromo do Estoril.
João Saraiva, CEO da Importempo, acrescentou: “Foi para nós um imenso prazer colaborar com a Race Ready nesta fabulosa corrida. Carros e relógios são sempre uma excelente combinação. A SEVENFRIDAY tem uma linha específica, que se chama ENGINES, dedicada ao mundo dos automóveis de competição. Foi uma honra oferecermos ao vencedor o modelo CARBON GREEN. Trata-se dum relógio mecânico todo em carbono e borracha, materiais estes igualmente utilizados nas grandes máquinas de quatro rodas. E curiosamente, a cor do carro vencedor e a cor do relógio coincidiram!”
Para Diogo Ferrão, CEO da Race Ready, esta iniciativa “superou as expectativas, com uma excelente lista de inscritos, onde conseguimos reunir um leque de viaturas de sonho. Dentro de um grande evento como foi o Estoril Summer Party, esta corrida decorreu sem problemas entre participantes que, apesar de categorias diferentes, se divertiram ao volante dos seus carros. Apesar de ser uma prova longa e exigente para as mecânicas, apenas tivemos apenas três abandonos e assim grandes momentos de diversão para quem participou. Experimentamos os handicaps para reduzir a diferenças nos resultados e ser mais ‘justo’, mas ainda temos de trabalhar um pouco mais neste sentido.”
Rafaela Barbosa vai estrear-se no mundo da velocidade, aos comandos de um Caterham 310R, no Racing Sound Fest.A jovem estrela do Ralicross nacional foi uma das selecionadas para a Ladies Cup, uma iniciativa da FPAK e da CRM
A Ladies Cup é uma iniciativa da FPAK e da CRM, aberta a pilotos femininas. Depois de um processo de seleção, 10 pilotos foram mostrar o seu potencial num breve teste, onde foram escolhidas as quatro finalistas. RafaelaBarbosa foi uma das selecionadas para participar em dois eventos (ambos nosEstoril) com o apoio da CRM e da FPAK.
Ciente de que vai enfrentar um desafio diferente do que encontra no Ralicross, a jovem piloto encara esta oportunidade como uma forma de fazer novas aprendizagens, experimentado uma realidade completamente nova para si: “Gosto muito do Ralicross, por ter visto o meu pai a competir nessa modalidade. Admito que é a minha verdadeira paixão, mas adoro tudo o que seja desporto motorizado e tenho muita curiosidade em experimentar novas competições e novos carros. Esta iniciativa da FPAK e da CRM abriu-me aporta para conhecer um novo mundo e estou muito entusiasmada para este fim de semana. Vou de mente aberta, pois não conheço a competição nem o carro. Vai ser um fim de semana de muita aprendizagem, mas é algo que me agrada muito. Sei que o meu estilo de condução, mais agressivo, está muito moldado às exigências do Ralicross, e terei de me adaptar a uma nova forma de pilotar. É uma experiência única e agradeço à FPAK, especialmente à Rute Vieira, que nos acompanhou neste processo e à CRM a oportunidade que me estão a dar, nesta excelente iniciativa, que abre portas a outras pilotos jovens como eu”.
O Racing Sound Fest decorre este fim-de-semana, no Estoril, onde estarão reunidos os campeonatos Caterham Motorsport Iberia, onde correrá a Rafaela Barbosa, além dos TCR Spain.
A preparar a segunda metade da temporada, Maria Luís Gameiro faz balanço positivo de um ano cheio de emoções fortes, muitas novidades e com um crescendo de exibições.
A temporada de 2024 do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno e do Campeonato de Espanha de Ralis TT trouxe para ribalta uma equipa, um carro e uma dupla piloto/navegador que, sublinhe-se, tudo têm feito para se destacar em ambas as competições. O Team Motivo JCB, a dupla Maria Luís Gameiro/José Marques e o Mini JCW Plus são de quem mais se fala numa disciplina que cada vez mais se assume como o “viveiro” de grandes pilotos a nível Mundial, mas também onde brilham as melhores máquinas.
Portugal e Espanha partilham protagonismo no que ao calendário de eventos diz respeito, e são vários os pilotos que representam o denominador comum em posições de destaque nos dois campeonatos. Entres estes está, seguramente, Maria Luís Gameiro, para quem 2024 será sempre, sem sobra de dúvida, o ano de viragem na sua carreira. A piloto portuguesa tem feito por se colocar em evidência e o modo como o fez foi não apenas pelos resultados obtidos, mas também, e muito, pela postura séria, humilde e altamente profissional com encarou os desafios a que se acometeu. Em jeito de balanço de meio de temporada a piloto reflete sobre o que tudo isto representa, aquilo que conquistou e o tanto que ainda pretende alcançar…
O seu início de ano teve um misto de emoções. Arrancou para o Campeonato de Portugal mais tarde, devido a uma lesão, estreou o novo carro. A verdade é que nada disto parece ter afetado a equipa… Foi assim?
“O arranque do ano foi um pouco um carrossel de emoções. Preparámos tudo, tomámos decisões importantes e com influência em todo o programa da equipa, mas… num treino fraturei uma mão. De repente tivemos que deixar tudo em “stand by” e voltar atenções para a minha recuperação. Este percalço impediu-me de disputar a primeira prova do campeonato, em Beja, e isso fez com que o Rally Raid Portugal representasse a minha estreia com o novo Mini JCW Plus, situação, que, admitamos, colocaria qualquer sob algum nível de stress. Felizmente tenho, de forma permanente e continuada, um enorme apoio de todos os que me rodeiam e isso permitiu que cada momento bom fosse desfrutado e este episódio menos positivo fosse assumido como se de “dores de crescimento” se tratasse, num caminho de aprendizagem que nos levará, como adiante se provou, a patamares mais altos. A verdade é que estou rodeada de profissionais que fizeram parecer que tudo isto era normal e quando regressei á competição, fi-lo com todas as condições.
Guiar um T1+ requer cuidados particulares. Foi difícil tirar partido das vantagens que este carro oferece?
“O Mini JCW Plus é um verdadeiro monstro. Uma besta que eu tive de aprender, antes de tudo o resto a domar. Tive um período relativamente longo para conseguir ter o carro sob controlo, sem que fosse ele a tomar conta de mim ou a minar a minha confiança.
Foi exigente, mas sinto que evoluí. As sessões de testes, as corridas, os mais variados tipos de pista, foram degraus que consegui subir, para alcançar objetivos. Tudo é diferente neste carro: a capacidade de aceleração, a eficácia da travagem, a forma como o carro reage a ultrapassar obstáculos. Tudo é diferente e tudo requer habituação. Sublinho que não foi fácil, também sei que hoje consigo andar melhor e divertir-me mais do que há uns meses, ou até semanas… ”
Sente que está hoje num patamar mais elevado?
“Não escondo que, em termos de resultados está a ser uma temporada que dificilmente esquecerei. É verdade que apostámos forte, estamos melhor equipados, mas, além do “upgrade” nos meios técnicos, também em termos humanos, estamos mais capazes. A aposta que foi feita foi exigente no plano financeiro, mas passou também a exigir mais de nós, mais preparação física, mais cuidado e detalhe nos períodos pré e pós-prova. No seio da equipa existe uma nova realidade, que se reflete em várias áreas e, tudo somado, resulta numa performance mais consistente com reflexo direto na classificação.”
Por tudo isto, o balanço da temporada é francamente positivo. O que lhe merece maior destaque nesta primeira fase do ano?
“Naturalmente, aquilo que estamos a fazer em Espanha é absolutamente espetacular e, acima de tudo único. Sinto que temos conseguido diversas “pedradas no charco” por um lado quanto decidimos alinhar nesta “guerra” com um T1+ e, mais relevante, pela performance que temos vindo a rubricar. Neste momento estamos a apenas 4 pontos de conseguir assegurar o vice-campeonato de Espanha de Ralis TT e isto depois de me ter tornado a primeira portuguesa a abrir a estrada numa prova oficial de todo-o-terreno na península ibérica. Os resultados são importantes por si só, mas sinto que há mais leituras a fazer daquilo que conseguimos atingir até agora. Temos trabalhado muito e não somos conhecidos por descansar “à sombra da bananeira”, portanto o que temos pela frente é uma segunda metade do ano tão ou mais exigente, mas com nós queremos enfrentar com a mesma vontade, abnegação, mas ao mesmo tempo com a humildade de quem sabe que a aprendizagem é um processo continuo e sem fim palpável.Estamos no bom caminho, mas queremos fazer ainda melhor em Portugal e em Espanha…”
Está a poucos dias de mais um grande desafio. Como encara a presença na Baja Aragon?“Vamos para Aragon para fazer o melhor possível num “mar de tubarões”… Vamos defrontar os melhores pilotos, ao volante dos carros mais evoluídos e que, também eles, têm as metas perfeitamente definidas. Tudo o que queremos é manter-nos firmes nos nossos propósitos e ultrapassar mais este desafio da mesma forma que o fizemos até aqui. O trabalho que realizámos na última sessão de destes, aliada ao modo como conseguimos rolar no “Cierzo” são motivo de orgulho, mas também de sensação do dever cumprido. Sinto que estamos mais fortes, ainda mais capazes. Espero poder voltar a provar que isto é realmente assim e, confesso, estou cheia de vontade de regressar à competição.”
A 33ª Rampa do Caramulo foi um desafio intenso para o Caramulo Racing Team. A agremiação sediada na Vila do Caramulo assumiu um importante papel na organização do programa de animação do evento e apoiou ainda de forma intensa Fernando Salgueiro, Ricardo Loureiro e Fernando Francisco. O trio devolveu a confiança com mais um excelente resultado de conjunto entre os Clássicos.
“Estamos bastantes cansados, mas ainda mais felizes!…”, afirmou Nuno Pinto, líder do Caramulo Racing Team, já no rescaldo de um trabalho intenso que os membros do cube desenvolveram no âmbito da parceria estabelecida com o Targa Clube.
Foi feita uma “aposta forte para tornar o evento atrativo para todos, sobretudo para as famílias. Graças ao forte apoio da Câmara Municipal de Tondela e da Junta de Freguesia de Guardão, que, em conjunto com os nossos patrocinadores, Fuchs, Diatosta, Sr. Bacalhau, Construções Longra & Ferreira e Águas do Caramulo, nos proporcionaram os meios logísticos e financeiros para podermos dar um passo gigantesco em frente e transformar a rampa numa verdadeira festa.O resultado excedeu as expectativas e os milhares de espetadores que estiveram cá divertiram-se usufruindo da zona de alimentação e descanso, do espaço infantil, da zona de merchandising e espaços dos patrocinadores, bem como dos dois espaços do paddock e claro, a já icónica bancada na zona de partida. A rampa foi um êxito e estou muito orgulhoso do trabalho voluntário intenso dos nossos associados, em especial do Fernando Salgueiro que entrou para o carro já cansado e mesmo assim brilhou!… Todos foram uma peça essencial para que tudo corresse bem!”.
Em termos desportivos, o trio de pilotos contribuiu de forma significativa para o êxito do clube na ‘sua’ rampa.
Fernando Salgueiro rubricou a melhor exibição da época. O piloto do Caramulo Racing Team lutou taco-a-taco pela vitória na prova reservada ao Campeonato de Portugal de Clássicos JC Group, conquistando o 2º lugar a escassos 138 milésimos de segundo da vitória!
“Estou orgulhoso da minha exibição, lutei pela vitória até ao fim e pude provar que temos andamento para vencer. Quero agradecer à equipa técnica da MNE Sport que está a fazer um trabalho extraordinário com o meu carro. Estou confiante que seremos capazes de continuar a estar na luta pelas vitórias nas próximas provas”, realçou o piloto do Caramulo Racing Team.
Por seu lado, Ricardo Loureiro conquistou mais um pódio, terminando no 3º lugar a prova reservada ao Campeonato de Portugal de Clássicos de Montanha JC Group. O piloto-edil de Guardão apresentou-se com o seu Ford Escort MKII a revelar uma forte melhoria na sua competitividade.
Loureiro realça que “conseguimos ficar no 3º lugar, conquistando mais um pódio. Melhor seria impossível, pois o Fernando Salgueiro e o Flávio Sainhas estão com um andamento de outro mundo. Foi um fim-de-semana em cheio e termos este apoio e este carinho que só no Caramulo sucede, deu-me um alento ainda maior para deixar tudo em pista”.
Fernando Francisco voltou a protagonizar uma prova sem mácula. O piloto do Ford Escort MKI foi evoluindo de forma firme ao longo dos dois dias de competição, conseguindo bater o seu melhor registo no traçado do Caramulo e, mercê do positivo 4º lugar final, amealhar mais uma forte pontuação que cimentou o seu atual 5º lugar na tabela pontual do campeonato.
“Foi uma rampa excelente. Correr em casa é sempre muito bom e com tanto público ainda melhor. O carro esteve impecável, consegui bater o meu melhor tempo e o 4º lugar deixou-me muito feliz, pois é quase certo que terminarei o campeonato dentro do Top 5”, resumiu Fernando Francisco, no fecho da prova. A equipa entra agora num merecido período de descanso de verão. Depois de retemperarem forças, Salgueiro, Loureiro e Francisco voltarão à atividade nos idos do mês de setembro para enfrentarem as últimas duas provas do calendário 2024.
Aníbal Pinto voltou a brilhar nas lides da Divisão Turismo 3, levando o seu novo Renault Clio R3 RS a mais um pódio, ao reclamar com todo o mérito o 3º lugar final.
A façanha só não foi ainda maior por escassos 9 d´cimos de segundo, míngua distância temporal que separou o “gentleman driver” bracarense do 2º posto. Ao longo dos dois dias de competição, Aníbal Pinto demonstrou rapidez e consistência, sendo claro que, desde que fez a opção de comprar o seu novo Renault Clio R3 RS, o bracarense elevou a fasquia e está cada vez mais competitivo.
“Mas que fim de semana vivido na Serra do Caramulo… foi uma rampa verdadeiramente insana, com um nível de competitividade muito alto!…”, exclamou no final Aníbal Pinto que realçou terem sido “dois dias muito intensos, em que consegui aproveitar todo o potencial do nosso Clio R3 RS, que é uma autêntica bala! O piloto da cidade dos arcebispos destacou “a JA Motors que nos colocou o carro sempre pronto e em perfeitas condições para conseguir alinhar em todas as subidas. A eles se deve muito dos bons resultados que estamos a ter”.
Aníbal Pinto termina agradecendo “aos meus patrocinadores, Restaurante 7 Fontes, A. Pedro & Braga, Central de Geradores, Reparadora Das Jantes, Terras De Filipe – Vinho Verde DOC, 4Tours – Your Travel Partner, JC Suspensões, Royal lab, Serralharia Manuel Rocha Lima, H.G. Peixoto Reboques, Doutor Esponja, Ofirodas, The Bolt, Omone Del Caffe, Oh Faz, TIIB – Técnicas de Isolamento e Impermeabilização de Braga, Metalurgia Bracarense e JR Pintos, sem os quais seria impossível estar a viver esta época em cheio. Tudo farei para lhes dar grandes resultados nas duas provas que faltam!”.
O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group entra agora na habitual paragem de verão, só voltando à atividade nos idos do mês de setembro. Então, será tempo de a ‘Família da Montanha’ rumar a Trás-os-Montes para disputar, nos dias 21 e 22, a Rampa de Boticas, organizada pelo Demoporto.
Numa altura em que o Campeonato de Portugal de Ralis já iniciou a sua jornada em asfalto com o Rali de Castelo Branco, aproxima-se a altura das equipas cruzarem o Atlântico e disputarem o Rali Vinho da Madeira. Rafael Cardeira não irá competir nesta prova, deixando espaço aberto no seu calendário desportivo para uma competição internacional.
Após cumprir o Rali de Castelo Branco, quinta prova do Campeonato de Portugal de Ralis 2RM, e de ter conquistado 15 valiosos pontos para a tabela final, onde se inclui a vitória na Powerstage, o piloto do Sporting Clube de Portugal anunciou que não irá disputar o Rali Vinho da Madeira. Apesar da prova estar inicialmente prevista no seu projeto desportivo, esta é uma decisão estratégica, pois com três ralis até ao final do Campeonato, Rafael Cardeira tem poucas hipóteses matemáticas de segurar a luta pelo título.
Desta forma, o foco passa a estar em lutar pela vitória prova a prova, onde o piloto do Peugeot 208 Rally4 promete continuar a apostar as suas máximas capacidades: “Ao nível do campeonato, não estamos bem classificados devido aos azares de início de época, e o Rali Vinho da Madeira é um desafio logístico bastante elevado que obrigará a esforços adicionais que vamos guardar para uma prova internacional.”
Com esta decisão, o piloto do Sporting Clube de Portugal deixa a indicação de a ausência na Madeira permitirá novidades nas provas a disputar: “Oportunamente iremos anunciar uma novidade interessante e que nos deixa igualmente entusiasmados no que toca a próximas participações competitivas.”
Vitória imperial, recorde da pista. Exibição fulgurante. Hélder Silva liderou de forma imperial a ‘armada’ Power House na 33ª Rampa do Caramulo, sendo brilhantemente secundado por Nuno Caetano, Top 4 à geral e Afonso Santos que ‘voou’ à conquista do 2º lugar do pódio nos Protótipos B.
Hélder Silva não se limitou a conquistar no Caramulo a 5ª vitória consecutiva do ano, dando um passo gigantesco rumo ao 4º título da sua carreira. O tricampeão nacional em título levou a sua Osella PA21S LMR2000 a novo recorde da pista, 1:13.868 (!), destronando a marca reinante desde 2017.
A proeza sucedeu na última Subida de Prova, a meio da tarde de domingo, 14 de julho, quando, perante muito público em grande expectativa sobre a possibilidade de se fazer história, o tricampeão nacional, que já tinha assegurado nas duas subidas anteriores a vitória na prova, decidiu literalmente ‘voar baixinho” ao longo dos 2850 metros de pista, à espantosa média horária de 138,89 km/h.
No fecho da rampa, Hélder Silva estava “muito feliz. Tive um carro perfeito que tornou possível vencer a prova e acreditar para dar tudo e atacar o recorde!… A equipa está de parabéns, estamos no bom caminho para conquistar mais um título e agora é descansar antes de atacar as provas que faltam!”.
Já Nuno Caetano rubricou uma exibição muito sólida ao longo de todo o fim-de-semana. Cada vez mais capaz de extrair o potencial da Osella PA21S EVO, o ‘globetrotter’ andou sempre de fora intensa, foi capaz de ir baixando as suas marcas, estabelecendo na última subida de prova 1:20.635, crono que passa a ser o seu recorde no traçado do Caramulo. O 4º lugar à geral é prenúncio de que está perto a obtenção do primeiro pódio absoluto da temporada e foi uma boa prenda para o piloto que festejou em pleno evento mais um aniversário.
Para Nuno Caetano foi “um fim-de-semana muito positivo, mas mais difícil do que o resultado deixa transparecer. No Sábado enfrentámos alguns problemas com a afinação da Osella- Eu não andava com a barchetta desde a Falperra e fazer a mão foi um grande desafio. No domingo já começamos a atinar mais com o carro e fizemos alguns tempos muito decentes. O Top 4 à geral é uma boa prenda de anos!”.
O arranque da prova no Caramulo foi tudo menos agradável para Afonso Santos. Soaram todos os alarmes quando o seu BRC B49 EVO se recusou a funcionar com um problema elétrico. Mas, a Power House solucionou célere o problema – tendo a ação incluído uma viagem relâmpago à Póvoa de Varzim… – e, se na 1ª Subida de Prova, realizada no fecho da tarde de sábado, Afonso Santos foi cauteloso, o jovem “rookie” pode, sobretudo no domingo, lutar taco-a-taco pelo 2º lugar, que conquistou com todo o brilhantismo!
“Acabou por ser uma boa rampa. O problema no sábado condicionou toda a preparação, mas conseguimos recuperar e andar bem no domingo. Foi uma prova onde aprendi e evolui muito, o que é importante para o que falta da temporada. Esta é uma rampa incrível, com um ambiente fabuloso e um público espetacular!”, destacou Afonso Santos, no final.
Para Torres da Silva, líder da Power House, o fim-de-semana foi “fabuloso, histórico mesmo. Quem tem uma equipa técnica tão boa como a nossa, pilotos incríveis como são os nossos três, arrisca-se a ter provas como esta. Depois, quando temos como líder um Hélder Silva, a fasquia sobe de forma fulgurante e este recorde da pista é mais um marco histórico na carreira dele e da nossa equipa!”. O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group entra agora na habitual paragem de verão, só voltando à atividade nos idos do mês de setembro. Então, será tempo de a ‘Família da Montanha’ rumar a Trás-os-Montes para disputar, nos dias 21 e 22, a Rampa de Boticas, organizada pelo Demoporto.
Manuel Gião teve um fim-de-semana desafiante no Autódromo do Estoril, onde se disputou a segunda etapa do Iberian Supercars e Campeonato de Portugal de Velocidade, mas conquistou excelentes resultados, assegurando a sua primeira vitória da temporada.
Depois das contrariedades na primeira ronda, realizada em Jerez, o Campeão de 2022 esperava que na primeira etapa portuguesa da temporada os Aston Martin Vantage AMR GT4 não fossem tão castigados pelo BoP. No entanto, desde cedo que ficou claro que os carros ingleses voltavam a estar demasiado castigados, sentindo dificuldades em ombrear competitivamente com outros automóveis mais bafejados com performance concedida pelo dispositivo que visa equilibrar o desempenho de todas as máquinas da categoria GT4.
Apesar de ter um carro de competitividade inferior devido ao BoP, o piloto da RACAR Motorsport – AMR Partner Team conseguiu realizar uma excelente qualificação, assegurando o terceiro posto da grelha de partida para a primeira corrida, ao passo que o seu colega de equipa, Mathieu Martins, ficava com o sexto posto para a segunda.
A prova matinal de domingo provou a dificuldade dos pilotos dos Aston Martin se baterem com os seus rivais, tendo Manuel Gião, com o seu companheiro, terminado num bom quinto lugar da geral, quarto da GT4 Pro.
Na segunda corrida do fim-de-semana, com uma correcção no BoP em alguns carros, as máquinas britânicas ficaram ligeiramente mais competitivos e isso foi suficiente para que o Campeão de 2022 se colocasse na luta pela vitória. No final, um Safety-Car no momento errado impediu que o duo do Aston Martin #2 vencesse à geral, mas assegurou confortavelmente o triunfo na GT4 Pro, com um terceiro lugar na geral.
“Uma vez mais, tivemos um BoP muito desfavorável e isso prejudicou-nos bastante, uma vez que tínhamos uma velocidade de ponta muito baixa, não nos permitindo lutar com alguns carros da grelha de partida. A RACAR Motorsport – AMR Partner Team fez tudo o que estava ao seu alcance para termos um Aston Martin competitivo e fizemos o máximo com o que tínhamos. Na segunda corrida, já com uma correcção no BoP, mostrámos o que podemos fazer, mesmo continuando a ser muito penalizados, e vencemos”, apontou Manuel Gião.
Com os resultados da ronda do Autódromo do Estoril, o português e o seu colega de equipa estão agora no segundo posto do campeonato de pilotos e olham para o futuro com confiança. “Apesar de todas as contrariedades, somámos muitos pontos e estamos agora na vice-liderança da competição. Mostrámos que, com igualdade de armas, estamos em pista para vencer e para lutar pelos títulos e saímos do Estoril ainda mais motivados para darmos o nosso melhor e explorar todas as oportunidades para garantirmos o ceptro no final do ano”, concluiu o piloto da RACAR Motorsport – AMR Partner Team.
A próxima etapa do Iberian Supercars disputa-se em Valência nos dias 28 e 29 de Setembro, ao passo que o Campeonato de Portugal de Velocidade regressa no Autódromo Internacional do Algarve a 26 e 27 de Outubro.