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  • João Novo com um Citroen DS3 SuperCar em Castelo Branco!

    É uma aposta ambiciosa a que a Motofil Sport leva até terras albicastrenses, reforçando os objetivos para a época. A equipa aposta ainda em Gonçalo Novo para brilhar entre os inciados.

    E comecemos pela grande mudança.

    Depois de ter sido um dos protagonistas em destaque na chuvosa jornada inaugural de Sever do Vouga, estreando-se na competitiva Divisão S1600 com um fenomenal 2º lugar, João Novo dixa o Citroen C2 S1600 na garagem e dá o salto para os Supercars, onde defenderá as cores da Motofil Sport até ao fecho da época 2020 do PTRX. Esta é uma grande novidade que vem reforçar a qualidade do pelotão da Divisão mais “musculada”. O “jovem lobo” estará aos comandos de um potente Citroen DS3 SuperCar,

    João Novo sente ser “uma enorme responsabilidade e um desafio que exigirá de mim total empenho e concentração, mas sinto-me preparado para dar tudo e corresponder à confiança da equipa”. Quanto a objetivos, o jovem piloto afirma ser prioritário “usar a prova de Castelo Branco para conhecer o carro e rodar o mais possível, sem erros nem problemas mecânicos”, mas não enjeita, como é óbvio “lutar pelos melhores lugares. Sou ambicioso e quero singrar nesta minha carreira de piloto, sendo um prazer ir ombrear com magníficos pilotos nesta Divisão tão exigente”.

    Já o “benjamim” da equipa quer continuar em Castelo Branco a sua progressão como piloto. Gonçalo Novo chega à pista albicastrense depois de ter sido “pole man” e 3º classificado na corrida de Sever na Divisão Iniciação, assumindo que “quero, no mínimo repetir o pódio e dar tudo para chegar à primeira vitória. Julgo que demonstrei em Sever do Vouga ter andamento para disputar os triunfos e tudo farei para que aconteça já na próxima corrida”.

    O 54º Ralicross de Castelo Branco disputa-se nos dias 1 e 2 de agosto.

  • Pedro Rosário confiante para Castelo Branco

    Depois da jornada de sonho que viveu em Lousada, Pedro Rosário volta à competição no próximo fim-de-semana, na pista da Escuderia, apostado em dar continuidade à senda vitoriosa.

    À chegada à terceira prova da época 2020 do Campeonato de Portugal de Kartcross, Pedro Rosário tem todas as razões para abordar o fim-de-semana com confiança e seguro de que tem argumentos para voltar a estar nos momentos da decisão.

    A vitória em Lousada deu ao piloto e à equipa “um reforço enorme da nossa confiança. Foi um triunfo justo, merecido e que premiou o magnifico trabalho que a equipa tem vindo a fazer. São incansáveis na preparação e assistência do kartcross e entro sempre em pista seguro de que se der o meu melhor, os resultados vão aparecer”.

    A classe e palmarés de Pedro Rosário colocam-no sempre e de forma natural no rol dos favoritos, mas o piloto de Coimbra realça que “tenho o gosto de competir num campeonato muito competitivo, com excelentes pilotos e material muito competitivo. Ainda bem que assim é pois, só torna as corridas mais espetaculares e isso faz com que me divirta imenso ao longo de todas as jornadas”.

    Em Castelo Branco, prevê “uma jornada de imenso desgaste físico e emocional para todos. Será um fim-de-semana em que mecânicas e pilotos vão sofrer muto com o calor, obrigando a cuidados redobrados. Prevejo uma final muito disputada e onde a ausência de erros será a chave para o sucesso. Espero estar na luta pelo pódio e tudo farei para que isso aconteça!”.

    A 3ª prova do PTRKX será a 1 e 2 de agosto, no circuito da capital albicastrense.

  • Henrique Chaves pronto para o arranque do International Open GT

    Henrique Chaves inicia a sua temporada deste ano do International GT Open dentro de uma semana e meia em Hungaroring. O português mostra-se ainda mais entusiasmado e pronto para a disputa do ceptro do Campeonato da Europa de GT.

    Depois da longa inatividade, devido ao surto pandémico, Henrique Chaves voltou às pistas para testar e preparar a época. Regressar aos comandos do do McLaren 720S foi “acima de tudo, foi importante voltar aos comandos do McLaren para recuperar sensações e ritmo. Obviamente que houve muito simulador nesta longa pausa, mas nada se assemelha ao real. Num registo menos profissional a sensação foi incrível, sentir aquela potência toda novamente. O som do carro e a adrenalina de um jogo de pneus novos com deposito vazio é algo indescritível.”

    Em jeito de balanço destes primeiros contactos, o piloto realça que“os testes correram super-bem. Obviamente que não havia grandes referências, mas comparando com tempos de outros anos, e tendo em conta as condições de pista, podemos ter uma ideia e essa foi bastante positiva. Só falta comprovar em Budapeste daqui a uma semana. Mudei de engenheiro e entre um e outro existe uma filosofia de set-up bastante diferente, mas sim houve algumas evoluções desde 2019 o que é sempre bom, contudo, há algumas coisas que queremos melhorar, nomeadamente, o controlo de tracção.”

    Miguel Ramos vai ser o companheiro de equipa e Henrique Chaves está satisfeito com isso: “O Miguel é muito experiente e sente muito bem o que o carro transmite. Tem também uma relação de trabalho mais longa com o engenheiro para este ano, o que faz com que o seu feedback seja muito bom para a evolução do carro. Por isso, é aprender ao máximo com ele, e naquilo em que eu for melhor, passar-lhe esse conhecimento e levarmos o carro o mais para a frente possível.”
     
    Agora foco em Hungaroring, declarando o piloto que acredita “que o trabalho que desempenhamos nestes quatro dias de testes em Portugal foram muito positivos e podem ajudar a que estejamos no topo da tabela logo desde início.”

  • António Sousa motivado para mais uma luta de titãs

    Lousada já lá vai e o piloto da SRT Motorsport quer esquecer de vez a falta de sorte que o acompanhou na sua corrida caseira e voltar à luta pelos lugares cimeiros.

    O craque do Peugeot 208 S1600 lembra que “sabemos claramente que não podemos cometer erros e de que tudo temos de fazer para que o nosso carro não só seja fortemente competitivo como muito fiável pois, nesta Divisão, qualquer pequeno erro ou falha mecânica são fatais e facilmente, com um único momento menos bom, podemos deitar tudo a perder!”.

    Para tal, realça “o excelente trabalho de recuperação e evolução que a equipa tem feito no Peugeot 208 e parto para Castelo Branco muito seguro e cheio de ambição para dar à SRT Motorsport mais um excelente resultado”.

    António Sousa está ciente de que “num campeonato encurtado como aquele que vamos ter em 2020, todos os pontos, em todas as provas, são cruciais e, sobretudo depois do que aconteceu em Lousada, a jornada de Castelo Branco é de uma enorme importância para as nossas aspirações”. Quer potenciar o facto de “gostar muito da pista e de sempre ter sido muito forte sempre que lá corri”.

    O 54º Ralicross de Castelo Branco disputa-se nos dias 1 e 2 de agosto.

  • Mesão Frio reabre as portas dos ralis a Norte

    Após um longo interregno, o Campeonato Norte de Ralis vai recomeçar em plenas Portas do Doura. 9ª edição do rali organizado pelo Clube Automóvel da Régua com muitas novidades.

    Falta menos de um mês para o concelho de Mesão Frio voltar a ser, durante um fim-de-semana, o epicentro das atenções dos amantes dos ralis. A 15 e 16 de agosto irá para a estrada a 9 edição da prova erguida pelo Clube Automóvel da Régua, em parceria com o Município de Mesão Frio. A prova tem vindo a estabelecer-se como uma das mais acarinhadas por equipas e aficionados, apresentando fortes argumentos para tal predileção: troços muito técnicos e desafiantes, disputados em pleno Douro Vinhateiro, nível organizativo que, ano após ano, se revela alto e a tradicional hospitalidade mesãofriense, numa receita que tem imposto o rali e esta na base da crescente procura que tem ostentado.

    A edição 2020 vai, como é óbvio, ser diferente de todas as outras, especialmente por causa das medidas a implementar para garantir a segurança e a prevenção, no âmbito do combate ao surto pandémico que estamos a atravessar. O clube organizador garante, nas palavras do seu presidente Manuel António, que não serão regateados “esforços para cumprir as diretrizes da DGS e os termos do plano de contingência geral da FPAK e particular da nossa prova, sendo de realçar que a preparação está a ser feita de forma profunda e em plena sintonia com a autarquia e todas as forças do concelho de Mesão Frio, sendo certo que representa para todos nós um esforço extra, que vai para lá do habitual plano de segurança do rali. Estamos preparados e agora contámos com a ajuda de todos, equipas, comunicação social, membros da organização e publico, para que tudo corra bem. Queremos manter a bitola organizativa bem alta”, um rali que também vai cumprir as normas de respeito ambiental que lhe permitem ter o selo verde da FPAK.

    O responsável do clube salienta e agradece “de forma bem vincada o apoio e o entusiasmo do Município, especialmente do seu Presidente Alberto Pereira, que tudo faz para que o rali tenha as melhores condições e se torne, ano após ano, uma prova icónica em Portugal”.

    E para o edil de Mesão Frio, esta edição irá, uma vez mais, ser “um evento de grande importância para a economia do nosso concelho, sendo ainda um momento de grande projeção de Mesão Frio no país”. Alberto Pereira destaca ainda que “o nosso concelho apresenta excelentes resultados no combate ao surto pandémico, mercê da conduta exemplar de todos os mesãofrienses e do trabalho feito por todas as forças, incluindo a autarquia, a Delegação de Saúde, a GNR e os Bombeiros Voluntários de Mesão Frio, permitindo assim que o rali possa ser levado a efeito com todas as condições, dando vida ao nosso concelho!”.

    No âmbito da reprogramação necessária, destaque ainda para a melhoria da zona onde ficará o Parque de Assistência. Este será alargado, dotado dum reforço das condições de higienização e será alvo de um forte controlo quanto às entradas e à permanência de membros da comunicação social e outros credenciados. O público não terá acesso ao Parque e, no que concerne às equipas participantes, poderão ter um máximo de 6 elementos na equipa técnica, mais o piloto e o navegador.

    As verificações administrativas poderão ser feitas antecipadamente online ou no local, com esta vertente física a decorrer apenas no sábado, em paralelo com as verificações técnicas, desde as 9.30 da manhã até às 16.30 de sábado. A entrada em Parque Fechado será entre as 17.45 e as 18.45.

    Superespecial de fora, PEC noturna com parte citadina dentro

    Depois de, em 2019, terem participado cerca de cinco dezenas de equipas, estabelecendo novo recorde, a expectativa da organização é” enorme, tendo em conta os inúmeros contactos que temos tido por parte de equipas que manifestam o seu desejo de participar. Como tal, vamos estabelecer um limite de 70 participantes, fechando as inscrições assim que tenhamos esse número validado”.

    Quanto ao percurso, este terá 65,22 quilómetros de especiais e 59,88 kms de ligação. O arranque será às 21 horas de sábado e logo com uma novidade. Excluída que foi a superespecial habitual, o rali terá o primeiro embate contra o cronómetro numa classificativa noturna. Serão os 5,2 kms de Santo André a dar o arranque ao Rali de Mesão Frio 2020, com partida perto do rio Douro e os últimos 2 quilómetros a serem percorridos dentro do perímetro da vila de Mesão Frio, com chegada às piscinas municipais.

    O prato principal fica reservado para domingo. Neste segundo e último dia do rali, o pelotão vai percorrer 7 especiais.

    Tripla passagem por Barqueiros (6,85 kms) e Vila Marim/Cidavelhe (9,49 kms), com a única passagem pelos 5,51 kms de Oliveira a terem honra de fecho da prova que tem final previsto para as três da tarde, altura em que se saberá quem sucederá à dupla André Cabeças/Bino Santos que, aos comandos de um Mitsubishi Lancer EVO IX, venceram a edição de 2019, um ano em que, extra campeonato, João Barros, acompanhado por António Costa, utilizou um Skoda Fabia R5 para ser o piloto mais veloz do rali.

  • Rally Fafe Montelongo a caminho do Europeu

    A 25ª edição do Rali Fafe Montelongo, prova em piso de asfalto que o Demoporto organiza do Campeonato Norte de Ralis e do Campeonato de Portugal Clássicos de Ralis, deverá já este ano, nos próximos dias 3 e 4 de outubro, integrar o calendário do ERC – FIA European Rally Championship, em substituição de um outro rali. A região de Fafe, de fortes tradições no desporto automóvel e com especial ênfase nos ralis, voltará a ser o palco de um evento internacional de grande dimensão, graças ao trabalho desenvolvido pelo Demoporto, pela FPAK (Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting) e a Câmara Municipal de Fafe.

    Esta surpreendente “promoção” surge na sequência dos efeitos da pandemia da covid-19, com algumas organizações do Europeu, por circunstâncias diversas, a não conseguirem montar as suas provas já calendarizadas. E é nesse quadro que a organização do Rali Fafe Montelongo foi desafiada a reformular esta prova para integrar o ERC – FIA European Rally Championship com efeitos imediatos. O contrato a estabelecer com a Eurosport Events, entidade promotora do campeonato, poderá ter a validade de três anos, prevendo que a edição 2020 do rali fafense seja em piso de asfalto, para em 2021 e 2022 passar a disputar-se em classificativas de terra. Ou seja, o Rali Serras de Fafe e Felgueiras, que nas últimas épocas tem sido a prova de abertura do Campeonato de Portugal de Ralis, nos próximos dois anos poderá passar também a fazer parte do segundo campeonato de ralis mais importante da FIA. Resta aguardar, para breve, a ratificação deste princípio de acordo por parte do Conselho Mundial da FIA.

    “É um grande desafio e uma oportunidade que a Demoporto recebe de braços abertos. A provável vinda do Europeu de Ralis para Fafe apenas será possível graças à boa-vontade e esforço de um conjunto de entidades, como a edilidade de Fafe e a FPAK, que puxaram no mesmo sentido para projetar o rali e esta região ao mais alto nível internacional. Será uma mais-valia para o país, não tenho a mais pequena dúvida. Da nossa parte, não nos vamos poupar a esforços para que a prova seja um êxito”, disse de Carlos Cruz, presidente do Demoporto.

    A edição 2020 do Rali Fafe Montelongo era prova candidata ao Europeu de Ralis Históricos, pelo que a quilometragem de troços cronometrados havia sido aumentada para 130 km, daí que o Demoporto não terá grandes dificuldades, face às exigências do ERC – FIA European Rally Championship, em estendê-la agora para os 180 km. A estrutura da prova integrará as “especiais” de Montim, Queimadela/Travassós, Várzea Cova, Monte, Anjos e Guilhofrei, sendo que estas duas últimas também passam no concelho de Vieira do Minho.

    O presidente da FPAK, Ni Amorim, cujo desempenho também foi determinante para que Portugal possa vir a receber mais um evento de grande projeção internacional, e com ampla cobertura televisiva do Eurosport, não poderia sentir-se mais satisfeito com a integração do rali de Fafe no Europeu. “Depois do anúncio do regresso da Fórmula 1 a Portugal, este é mais um momento que me deixa imensamente feliz e, ao mesmo tempo, orgulhoso do espírito empreendedor que nós, portugueses, colocamos em tudo aquilo que acreditamos. A ida para Fafe do ERC será também o fruto do trabalho desenvolvido desde há ano e meio. Estavam reunidas todas as condições e era uma questão de oportunidade. Ter duas provas da mesma competição internacional no mesmo país, pois o Azores Rallye mantém-se no calendário, é um feito inédito para o desporto automóvel português”, afirmou.

    Grande entusiasta do desporto automóvel, e também piloto, Parcídio Summavielle, o vice-presidente da Câmara de Fafe, tem sido a pedra angular no processo negocial para colocar a “catedral dos ralis” no mapa do Europeu: “Tenho defendido sempre que o grande objetivo e aposta da Câmara era ter um rali de asfalto e um de terra que a qualquer momento poderia ser candidato a qualquer ‘coisa’ internacional. Em 2020 o ‘Serras de Fafe’ esteve perto, mas eu fui bem claro, ao dizer que apenas e só tal aconteceria no caso de os Açores não poderem continuar. Há que respeitar os investimentos e as apostas de outras regiões. Agora surgiu-nos a oportunidade, para já num rali de asfalto, e com o Demoporto, a FPAK e o Eurosport vamos fazer tudo para concretizar este sonho, partilhando-o com os que em Fafe gostam de ralis e vêm neles uma forma de promover o concelho e todas as suas valências. Claro que será necessário muito cuidado, em termos do cumprimento das normas de higiene, para não se verificarem excessos. Imerecidamente, têm colocado Portugal sob suspeita, mas a verdade é que a nível organizativo o país dá cartas, ao receber este ano grandes eventos como a Champions League, a Fórmula 1 no Algarve e agora este rali em Fafe. Não posso deixar de endereçar uma palavra especial de agradecimento ao presidente da ‘minha’ Câmara, dr. Raúl Cunha, bem como ao presidente da Câmara de Vieira do Minho, engenheiro António Cardoso, duas pessoas que acreditaram sempre até ao fim”.

  • 15 anos depois, Jorge Machado regressa a Castelo Branco

    Após a excelente prova que assinou em Lousada, o lousadense espera mais dificuldades num circuito onde não corre há década e meia. Estar entre os finalistas e recolher muitos pontos são os dois objetivos principais.

    A época 2020 tem corrido de feição a Jorge Machado e ao Citroen S1600 do HR Racing Team.

    O lousadense prepara-se para enfrentar aquela que, na ótica do piloto, poderá ser “a prova onde eu enfrente mais dificuldades. Já não corro naquela pista desde 2005 e isso é sempre um handicap, sobretudo quanto estamos perante pilotos muito habituados a competir lá, com estes S1600 que exigem uma enorme confiança para rodarmos nos limites”.

    Mas isso não retira ambição ao piloto do HR Racing Team. Jorge Machado quer “mostrar que quem sabe não esquece e, como já demonstramos que somos um osso duro de roer para os nossos adversários, vamos lutar para uma vez mais chegar à final. E, aí, dar tudo para alcançar um bom resultado”, assumindo que quer “melhorar o 8º posto de Lousada”.

    Após a prova no Eurcircuito da Costilha o Citroen C2 S1600 do HR Racing Team sofreu uma profunda revisão e a equipa chega à Beira Baixa com índices bem altos de confiança.

    O Ralicross de Castelo Branco acontecerá a 1 e 2 de agosto.

  • “Bem pior a frustração do que o acidente” para Pedro Antunes

    Pedro Antunes falou ao Vmotores sobre a sua participação no Rally di Roma Capitale, que marcou o desconfinamento do Campeonato de Europa da especialidade e também da sua adaptação ao novo Peugeot 208 Rally 4.

    Tratava-se de um evento que o piloto torreense já conhecia. “Já tínhamos estado presentes no ano passado. Gostei muito do traçado e era um excelente rali para fazermos um bom início de campeonato”, justifica Pedro Antunes, que salienta: “O ERC não estava sequer nos nossos planos. Após a nossa prestação no Rally de Castelo Branco abriram-se algumas portas e conseguimos garantir o orçamento apenas para esta corrida”.

    Naquela que foi a segunda prova do piloto de Torres Vedras aos comandos do Peugeot 208 Rally 4, a liderança do ERC Júnior foi um momento alto, que confirmou a sua qualidade sob os ‘holofotes’ europeus, pois liderava a corrida quando sofreu uma saída de estrada que ditou o abandono. “Estava à espera de fazer um bom rali. Tinha sérias expetativas de lutar pela vitória e para isso delineamos uma boa estratégia desde o início; usar o mínimo de pneus possível no primeiro dia para poder atacar no segundo. Estamos a conseguir cumprir na perfeição até ao acidente”, salienta Pedro Antunes.

    De facto o piloto torreense conseguiu medir-se de igual para igual com o seu maior rival. O estónio Ken Torn. Suplantá-lo, ainda que num carro diferente, só foi uma surpresa para os menos atentos. Pena foi que não pudesse materializar este andamento num resultado mais do que merecido. Depois de ter terminado o dia de sábado a 11,2 segundos do piloto do Báltico, Antunes conseguiu anular a diferença e passar para o comando na sexta especial, mantendo-se na frente do ERC Júnior até ao oitavo troço. Mas a partir da nona classificativa o piloto de Torres Vedras iniciou um duelo que o levaria de regresso à liderança na 13ª especial, com mais de três segundos de vantagem, que depois se transformaram em mais de quatro segundos, um troço antes da saída de estrada que se deu já na última PEC.

    O acidente e a adaptação ao Peugeot 208 Rally 4

    Pedro Antunes explica que “o acidente foi numa zona rápida do troço. Tínhamos uma travagem para uma esquerda e o carro teve uma reação do que tinha sido normal até então de traseira, e fez-nos subir um combro capotando para o lado direito“.

    “Não houve um grande impacto. Foi bem pior a frustração do que o acidente”, confessa o piloto de Torres Vedras, que tal como vários concorrentes também sentiu na ‘pele’ problemas de pneus tidos por outros concorrentes. “Todos tivemos problemas de pneus. Podíamos usar apenas 12 para 200 quilómetros de troços, com temperaturas acima dos 35 graus. Tornou-se uma gestão muito complicada”, contou.

    A passagem do antigo Peugeot 208 R2 para o novo 208 Rally 4 foi um ‘salto’, mas Pedro Antunes não teve problemas: “Penso que estamos a ter uma boa adaptação. Conseguimos ser rápidos nos dois ralis que fizemos. É um carro completamente novo e ainda andamos à procura do ‘set-up’ ideal para o nosso estilo de condução”. O evento transalpino do ERC trouxe os seus desafios ao nível do acerto, mais foi uma importante aprendizagem para toda a equipa. “As alterações que fizemos para o Rally di Roma não resultaram como prevíamos. Foi um tiro no escuro, porque não conseguimos sequer testar”, explicou o piloto de Torres Vedras.

    Pedro Antunes está ciente de que com outra preparação e outras condições possivelmente o desfecho podia ser outro, sendo certo que os planos futuros não passam pelo ‘Europeu’ de ralis: “Como já disse anteriormente não pensava ser possível estar presente em eventos do ERC. Com a situação do acidente ainda torna tudo mais complicado. Por isso, a não ser que consiga encontrar mais apoios não irei estar presente em mais provas deste campeonato, apesar de já ter percebido que é perfeitamente possível lutar pela vitória”.

  • Sérgio Dias aponta ao pódio em Castelo Branco

    Depois da excelente exibição em Lousada e do resultado a condizer, o piloto do Twingo S1600 vai à Bera Baixa com ambição reforçada. Chegar ao pódio é o objetivo.

    Estamos já na contagem decrescente para a terceira jornada do PTRX 2020. Agora, é tempo do pelotão do campeonato partir à conquista de Castelo Branco, sendo previsível que a bela e difícil pista da Escuderia seja palco de fortes duelos, especialmente entre o farto e forte pelotão da Divisão S1600.

    E entre os “guerreiros” que parte à conquista, estará o lousadense Sérgio Dias e o seu Renault Twingo S1600. Na jornada caseira, esteve sempre na luta pela glória, garantindo muitos pontos para o campeonato, subindo ao 4º posto global e continuando assim na luta pelo título.

    Mas agora, Sérgio Dias quer mais. O craque nortenho vai a terras albicastrenses com o foco centrado “na luta pelo pódio. A época tem sido muito positiva e tem demonstrado que temos ritmo para estar entre os primeiros. Sinto-me cada vez mais confiante na minha condução e no Twingo e vou dar tudo para chegar ao primeiro pódio da época”, sendo também certo que o lousadense não esquece “a necessidade de não exagerar nos riscos, correndo sempre com um forte sentido estratégico, até porque, nas corridas dos S1600, qualquer erro se paga caro e quero dar continuidade aos bons resultados que temos alcançado. Sem regularidade nada se consegue no fecho do campeonato”.

    O tempo entre as duas provas foi aproveitado para “uma revisão geral do Twingo S1600 e a Rapid Competições fez, como sempre, um excelente trabalho, verificando tudo e procedendo a algumas alterações, tendo em conta os dados recolhidos em Lousada. Estou plenamente convicto de que terei um carro competitivo no próximo fim-de-semana!”.

    O Ralicross de Castelo Branco disputa-se a 1 e 2 de Agosto.

  • Pedro Almeida e Hugo Magalhães com estreia difícil em Roma

    O piloto famalicense terminou o Rally di Roma Capitale em Super Rally. Pedro Almeida e Hugo Magalhães abandonaram no sábado e foram muito penalizados na classificação final.

    O Rally de Roma não foi feliz para equipa famalicense. «Tivemos problemas que nos forçaram a abandonar no sábado, com uma fuga no deposito de combustível e os gases retiraram-me concentração e capacidade de condução em condições de segurança. No domingo foram problemas elétricos a deixarem-nos os cabelos em pé». A juventude do carro é um dos fatores para o conjunto de dificuldades mas Pedro Almeida está consciente de que há muito trabalho pela frente, «e isso é nisso que nos queremos concentrar nesta altura».

    Pedro Almeida e Hugo Magalhães partiam com o objetivo de aquilatar do andamento do Peugeot208Rally4 e evoluir, mas acabaram por sair de Roma com muito por fazer. «Quase não conseguimos fazer uma classificativa de forma limpa, mas o que retiramos dessas – e das poucas em que conseguimos imprimir ritmo – é que temos um árduo trabalho pela frente», começou por dizer Pedro Almeida.

    «Os indicadores dão-nos a certeza que estamos a melhorar o ritmo e nesse sentido a evoluir positivamente, mas mesmo assim ainda a um passo de estar no que queremos». O piloto reforçou a importância da participação em Roma na melhoria deste trabalho. «Aqui estão pilotos com mais experiência que nós e é exigindo de nós, para estar ao ritmo que imponhem, que vamos conseguir conquistar as nossas metas. Esta semana de Europeu deu-nos perspectivas nesse sentido».

    A prova do ERC3 Junior acabou por ter como vencedor o estónio Ken Torn, posição ganha na última classificativa, depois de acidente da dupla nacional Pedro Antunes/Pedro Alves. «Queremos deixar aqui uma palavra final ao Pedro Antunes e ao Pedro Alves que fizeram um rali fantástico e mereciam vencer. Nem sempre o desporto premeia quem é melhor, mas são um bom exemplo de que nós portugueses podemos competir e estar ao nível dos melhores da Europa, e que é para isso que todos trabalhamos».

    A próxima prova de Pedro Almeida e Hugo Magalhães é o Rali da Madeira, em agosto.